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23/10 - Em 10 anos, aumenta quase 5 vezes número de alunos que entram em cursos à distância do ensino superior, diz Inep
De 2009 a 2019, modalidade EAD teve salto de 378,9% em matrículas de ingressantes, mostra censo do Inep - um aumento de 4,7 vezes. Nos cursos presenciais, crescimento foi de 17,8%. Número de novos alunos em cursos superiores à distância quase quintuplica De 2009 a 2019, o número de novos alunos em cursos superiores à distância aumentou 4,7 vezes - saltou de cerca de 330 mil estudantes para mais de 1 milhão e meio. Ou seja, um crescimento de 378,9%. Já o índice de ingressantes em graduações presenciais foi ampliado em escala bem menor: 17,8%. Os dados são do Censo de Educação Superior, divulgado nesta sexta (23) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O modelo de cursos remotos vem ganhando ainda mais destaque desde o início da pandemia, diante do fechamento provisório de escolas e universidades. A pesquisa divulgada, no entanto, mostra uma tendência anterior à Covid-19. Número de novos alunos em cursos à distância aumentou quase quatro vezes em 10 anos. Arte/G1 Em 2009, do total de novos estudantes no ensino superior, apenas 16,1% eram de modalidades EAD. Dez anos depois, o quadro mudou completamente: eles já representam 43,8% dos ingressantes. Em 2019, 43,8% dos novos alunos da educação superior eram de cursos à distância. Arte/G1 O presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou, em coletiva de imprensa, que "não dá para dizer que o curso à distância é melhor ou pior". "Maior parte dos alunos em EAD trabalha mais horas em relação aos de cursos presenciais, são de perfis diferentes. Mas os resultados têm sido próximos. Não dá para dizer que EAD seja de menor qualidade". Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep, destacou que o crescimento da educação remota ocorre principalmente nas instituições particulares. "Na rede privada, pela primeira vez, o número de ingressos [de alunos] em EAD superou o de ingressos em [graduações] presenciais", disse, ao apresentar os dados. "Essa é uma tendência no Brasil: a ampliação dos cursos à distância", afirmou Moreno. Nos cursos de formação de professor, EAD também cresce O crescimento da modalidade à distância também é marcante nos cursos de licenciatura (forma de graduação que habilita os estudantes a dar aula). Veja os destaques da área: número de alunos: segundo o censo, em 2019, havia mais matriculados nos cursos de formação de professor em EAD (53,3%) do que no ensino presencial (46,7%). número de cursos: de 2009 a 2019, triplicou o número de licenciaturas à distância. Na modalidade presencial, a oferta caiu 5% no período. Considerando tanto os cursos EAD quanto os presenciais, as licenciaturas com maior número de alunos no país, em 2019, estão no gráfico abaixo: Lista mostra cursos de licenciatura com mais alunos matriculados em 2019. Arte/G1 "As disciplinas mais específicas têm número bem menor [de alunos] do que pedagogia. A gente tem um desafio de criar mecanismos de atração de estudantes de licenciatura para cursar essas outras formações", afirmou Moreno. "E as taxas de conclusão são muito baixas." Na coletiva de imprensa, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, não comentou nem o aumento da modalidade EAD nas licenciaturas, nem o baixo número de estudantes em determinadas áreas - apenas destacou a importância desses cursos. “Eu quero reafirmar o que creio: professor é o grande protagonista da educação no Brasil. Demos atenção aos alunos, à infraestrutura, ao método de ensino, mas temos de focar na capacitação dos professores”, afirmou. Ensino público x privado No Brasil, em 2019, as instituições de ensino particulares concentravam 88,4% dos cursos de graduação e 75,8% dos alunos do ensino superior. Nos últimos 10 anos, a rede privada cresceu 87,1%. Já a pública, 32,4%. Perfil dos professores O Censo de Educação Superior mostra qual o perfil dos professores que lecionam em cada tipo de instituição. Nas públicas, a maior parte tem doutorado e trabalha em regime de dedicação integral. Na rede privada, o mais comum é que sejam mestres, em contrato por tempo parcial (ou seja, podem dar aula em mais de uma faculdade). Número de estudantes mulheres As mulheres são maioria entre os matriculados nos cursos presenciais - representam 55,7% do corpo discente (são 3.430.115 alunas). Nas licenciaturas, incluindo EAD, a presença feminina é ainda maior: 72,2% dos estudantes. Elas têm também uma taxa de conclusão da graduação melhor do que a dos homens: 43% contra 35%. Ou seja, a proporção de meninas que se formam é maior. No sexo masculino, a desistência é mais comum. Mulheres são maioria em cursos presenciais. Nas licenciaturas, presença feminina é ainda mais alta. Arte/G1 Vagas remanescentes Nem sempre todas as vagas disponibilizadas nos processos seletivos do Enem e de vestibulares são ocupadas. As universidades - e os programas de acesso ao ensino superior, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) - costumam convocar novos alunos em listas de espera para preencher as vagas remanescentes. Ainda assim, muitas ficam ociosas. Na rede federal, por exemplo, em 2019, mais de 87 mil não foram ocupadas. A média geral, considerando instituições públicas e privadas, é de apenas 10% de preenchimento das vagas remanescentes ofertadas. Apenas 10,3% das vagas remanescentes em cursos de graduação são preenchidas. Arte/G1 Veja vídeos de Educação:
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22/10 - UFJF recebe solicitações para atendimento especial de candidatos do Pism 2021
O prazo se encerra junto com o das inscrições para o processo seletivo, em 3 de novembro. Confira o que pode ser pedido. Estudantes e servidores da UFJF preparadas para dar receber candidatos do Pism Divulgação / UFJF Os candidatos ao Programa de Ingresso Seletivo Misto 2021 (Pism) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) podem solicitar atendimento especial, de uso de nome social e horário diferenciado para sabatista. As etapas da inscrição são todas feitas online, na Área do Candidato. De acordo com a UFJF, o prazo para as solicitações se encerra no último dia de inscrição, às 18h do dia 3 de novembro. Os resultados serão divulgados a partir do dia 8 de dezembro. Na Área do Cadidato, o estudante pode alterar os dados pessoais, exceto nome, cadastro de pessoa física (CPF), data de nascimento e e-mail. As alterações podem ser feitas mesmo após a inscrição e o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU). Entre os dados que podem ser modificados estão: o grupo de cotas, o curso desejado, a necessidade ou não de atendimento especial e a cidade escolhida para fazer o exame. As condições especiais solicitadas pelos candidatos ficarão sujeitas à análise de viabilidade e razoabilidade do pedido. Todos os pedidos exigem que o estudante anexe documentos digitalizados que comprovem as necessidades, conforme determinado no edital. As condições que se aplicam para atendimento especial são: Transtorno do Espectro Autista Deficiência auditiva - surdez Deficiência física/motora Deficiência intelectual Deficiência múltipla Deficiência visual - baixa visão Deficiência visual - cegueira Dislexia Lactante - amamentação Obesidade Surdocegueira Transtorno do Déficit de Atenção Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Uso de adereço de cunho cultural ou religioso Outros desde que justificado Recurso ou recursos necessários para a realização das provas Auxílio - Ledor Auxílio - Transcritor Prova em Braile Prova ampliada Lupas Auxílio - Intérprete de Libras/Tradutor (Para traduzir as instruções dos enunciados das questões) Uso de aparelho auditivo Uso de aparelho - implante coclear Dilatação de tempo (tempo adicional para a realização das provas). Salas acessíveis - com rampas ou elevadores Carteiras e cadeiras em tamanho maiores Mesas adaptadas para uso de cadeira de rodas Suporte para provas (pranchetas ou plano inclinado) Computador com tecnologia assistiva para pessoas cegas (dosvox e NVDA) Atendimento especial O atendimento especial será realizado somente nas cidades de Juiz de Fora e Governador Valadares. No momento da inscrição, o candidato deve marcar os itens que se enquadrem na situação e anexar os documentos comprobatórios. Quando um laudo médico for necessário para comprovar o atendimento ou condição especial solicitada, o mesmo deve necessariamente ser emitido a partir do dia 1º de maio de 2020. Tempo adicional Além dos recursos disponíveis, o candidato deficiente que necessitar de tempo adicional para fazer o exame deve fazer a solicitação prévia e comprovar a necessidade, conforme a Lei no 13.146/2015, artigo 30, inciso V. Lactantes A candidata lactante pode solicitar atendimento especial para amamentação durante o horário das provas. Para isto, deve submeter no sistema de inscrição cópia digitalizada do certidão de nascimento ou declaração do médico informando a data do nascimento da criança, de modo a demonstrar a condição durante a realização dos exames. Nos dias das provas, a candidata necessita, obrigatoriamente, apresentar-se com um acompanhante maior de 18 anos, que ficará em sala reservada como responsável pela guarda da criança. A estudante que comparecer sem acompanhante não realizará as provas. Além disso, o tempo gasto na amamentação será acrescido ao tempo total destinado para a realização das provas, conforme limite estabelecido na Lei 13.872/2019. O atendimento às candidatas lactantes ocorrerá na cidade escolhida para a realização das provas. Questões religiosas Os candidatos que se sentirem impedidos de realizar a prova antes do pôr do sol do dia 27 de fevereiro e do dia 13 de março de 2021, por motivo de convicção religiosa, deverão solicitar atendimento especial, assinalando na inscrição a condição especial "Sabatista". Para garantir o direito de fazer a prova após o pôr do sol, o estudante deverá submeter cópia digitalizada do atestado comprobatório de sua confissão religiosa, emitido pelo representante devidamente qualificado da comunidade religiosa à qual está filiado. Os candidatos que por questão cultural ou religiosa necessitem usar adereços que cubram a cabeça ou o rosto também deverão solicitar condição especializada de realização da prova no ato da inscrição. Outras informações como horários e procedimentos podem ser conferidas no edital. Nome social O candidato ou candidata travesti, transexual, não binário ou transgênero, pode se inscrever no processo seletivo usando nome social em contraste com o seu nome oficialmente registrado na certidão de nascimento. O candidato deverá, no período destinado às inscrições, marcar os campos indicando solicitação do uso do nome social e submeter no sistema de inscrição cópia digitalizada e devidamente preenchida do formulário próprio disponibilizado no site da Copese. Caso o candidato seja menor de 18 anos, o formulário deverá conter a assinatura dos pais ou responsável juntamente com uma cópia do documento de identidade do responsável.
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22/10 - Enade 2019: cursos de instituições públicas de ensino superior em Juiz de Fora, Viçosa e São João del Rei recebem notas máximas
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes avalia conhecimento de alunos concluintes dos cursos de graduação. Enade Pexels Dos 96 cursos de graduação de Juiz de Fora, São João del Rei e Viçosa avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2019, 27 tiveram a nota máxima, que é 5. Desse cursos, 26 são de instituições públicas: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). Das instituições privadas das três cidades, apenas a Faculdades Integradas Vianna Júnior em Juiz de Fora obteve um curso com nota máxima no Enade. Os cursos com nota máxima no Enade 2019 em Juiz de Fora, Viçosa e São João del Rei foram: UFJF: Medicina Veterinária, Odontologia, Farmácia, Arquitetura e Urbanismo, Fisioterapia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica - Sistemas, Eletrônicos, Engenharia de Produção e Engenharia Ambiental e Sanitária; Faculdades Integradas Vianna Júnior (Juiz de Fora): Tecnologia em Gestão Ambiental; UFSJ: Medicina e Arquitetura e Urbanismo; UFV: Medicina, Engenharia Química, Engenharia de Produção, Engenharia Ambiental, Educação Física (Bacharelado), Engenharia Elétrica, Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária, Nutrição, Zootecnia e Arquitetura e Urbanismo. Além dos resultados do Enade 2019 das instituições públicas e privadas em Uberlândia em Uberaba, o G1 consultou as notas de cursos avaliados da UFJF, UFSJ, UFV e IF Sudeste MG que também têm campi em outras cidades de Minas Gerais. No campus da UFJF em Governador Valadares, por exemplo, três cursos alcançaram nota 5 (veja mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Universidades federais, que podem perder recursos em 2021, são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade O resultado do exame, que mede a qualidade dos cursos de instituições de ensino superior de todo o país, foi divulgado nesta terça-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2019, a prova avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. O Conceito Enade varia de 1 a 5. Quanto mais alta for a pontuação, melhor o desempenho dos estudantes. As instituições com menos de dois concluintes participantes no exame não obtêm o Conceito Enade, ficando classificado como “Sem Conceito (SC)”. Enade 2019: Universidade Federal de Juiz de Fora Enade 2019: Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais Enade 2019: Faculdades particulares de Juiz de Fora São João del Rei Enade 2019:Universidade Federal de São João del Rei Enade 2019: Faculdade particular de São João del Rei Viçosa Enade 2019: Universidade Federal de Viçosa Enade 2019: Faculdades particulares de Viçosa Campi das instituições federais da Zona da Mata e Vertentes O G1 consultou as notas de cursos avaliados da UFJF, UFSJ, UFV e IF Sudeste MG que têm campi em Governador Valadares, Divinópolis, Ouro Branco, Sete Lagoas, Florestal, Rio Paranaíba, Barbacena e Rio Pomba. Veja abaixo os cursos que atingiram nota 5: UFJF - Governador Valadares: Nutrição, Fisioterapia e Farmácia; IF Sudeste MG - Rio Pomba: Agronomia; UFSJ - Divinópolis: Farmácia; UFSJ - Sete Lagoas: Engenharia Florestal; UFV - Florestal: Agronomia; UFV - Rio Paranaíba: Agronomia e Engenharia Civil. Enade 2019: notas de outros campi das instituições federais da Zona da Mata e Vertentes Como funciona o Enade? A cada ano, um grupo é avaliado no Enade: I: Bacharelado ou licenciatura em ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias, arquitetura e urbanismo; cursos tecnológicos nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança. II: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. III: Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. São dois instrumentos de avaliação: prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas); e questionário de perfil dos alunos. Segundo o Inep, as questões apresentam níveis de dificuldade diferentes a cada prova. Por isso, não é correto comparar o desempenho de alunos de cursos ou de anos distintos.
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22/10 - Monoglotas e alienados? A avaliação de estudante brasileiros em 'competência global'
Relatório com base em questionários do Pisa tenta mensurar 'competências globais' de jovens de 15 anos; professores brasileiros se queixam de falta de preparo para ensinar em outros idiomas. Para a OCDE, 'ao lidar com a globalização, esta geração precisará de novas habilidades. Seja em ambientes de trabalho tradicionais ou empreendedores, os jovens precisarão colaborar com pessoas de diferentes disciplinas, culturas e sistemas de valor, de modo a resolver problemas complexos e criar valor social e econômico' Getty images/via BBC Os estudantes secundaristas brasileiros mantêm, em média, pouco contato com pessoas de outros países, são mais monoglotas (ou seja, falam um idioma só) e declaram ter menos conhecimento sobre questões globais do que alunos de outros países mensurados pela OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Esse descolamento pode ser uma barreira adicional para estudantes brasileiros desenvolverem plenamente o que a organização chama de "competências globais", cada vez mais necessárias em um mundo mais competitivo e cujos desafios superam as fronteiras nacionais — como pandemias e mudanças climáticas. A avaliação da OCDE foi feita por meio de questionários aplicados em 2018 durante o exame internacional Pisa, que mediu os conhecimentos de leitura, ciências e matemática de 600 mil estudantes de 15 anos em 79 países-membros, economias ou países parceiros da OCDE (caso do Brasil). Pela primeira vez, em caráter experimental, a organização perguntou aos estudantes o quanto eles sentem ter conhecimento (e iniciativa para agir) sobre problemas globais, seu contato com imigrantes e outras culturas, sua habilidade em falar outras línguas e sua aprendizagem sob perspectivas diferentes das suas próprias. O material sobre "competências globais" foi publicado em relatório nesta quinta-feira (22/10), intitulado "Os estudantes estão prontos para prosperar em um mundo interconectado?". O relatório não traz nenhum tipo de ranking dos países participantes, e análises das diferentes perguntas permitem diferentes conclusões sobre o grau de interconectividade dos estudantes de cada nação. Mas, segundo a OCDE, trata-se de uma iniciativa inicial para mensurar a capacidade dos estudantes do mundo em "1) analisar questões de significância local, global e cultural; 2) entender e levar em consideração as visões de mundo dos demais; 3) engajar-se em interações interculturais abertas, apropriadas e eficientes; e 4) ser capaz de agir pelo bem-estar coletivo e pelo desenvolvimento sustentável". Para Andreas Schleicher, chefe de educação da OCDE, "ao lidar com a globalização, esta geração precisará de novas habilidades. Seja em ambientes de trabalho tradicionais ou empreendedores, os jovens precisarão colaborar com pessoas de diferentes disciplinas, culturas e sistemas de valor, de modo a resolver problemas complexos e criar valor social e econômico". Competências globais' de alunos de diversos países foram analisadas por meio de questionário aplicado durante o Pisa 2018 Getty images/via BBC As respostas dos estudantes do Brasil Cerca de 11 mil estudantes na faixa dos 15 anos participaram do Pisa 2018 e, por consequência, do questionário sobre interconectividade. E eles estão no grupo de estudantes com menos proximidade com pessoas de outros países: enquanto em lugares como Albânia, Alemanha e Grécia ao menos 70% dos estudantes disseram ter contato com estrangeiros, essa porcentagem foi de 20% a 30% em Brasil, Argentina, México, Turquia e Vietnã. No Brasil, pouco mais de um terço dos estudantes afirmaram falar mais de um idioma, índice só maior do que Coreia do Sul, México, Colômbia e Vietnã. Em comparação, mais de 90% dos estudantes da Croácia, da Estônia e de Hong Kong afirmaram serem capazes de se expressar em mais de um idioma. Segundo a OCDE, existe uma associação "positiva e significativa" entre contato com estrangeiros e domínio de outras línguas com a atitude dos estudantes, em sua "adaptabilidade cognitiva, sua (percepção de) autoeficiência sobre temas globais e seu interesse em aprender sobre outras culturas, seu respeito por pessoas de outras culturas e sua capacidade de ver sob diferentes perspectivas". Mesmo no Brasil, quanto mais os estudantes tinham conhecimento de outros idiomas, mais demonstravam ter consciência de questões relevantes globalmente. É bom fazer a ressalva de que, à diferença de muitos países participantes do questionário da OCDE, o Brasil é um país de dimensões continentais, com um único idioma oficial, e uma presença de imigrantes recentes relativamente pequena ao seu tamanho. Dito isso, os estudantes brasileiros tiveram uma média muito inferior à da OCDE no quesito "consciência sobre assuntos globais". A entidade mediu isso perguntando aos estudantes o quão familiarizados eles estavam a temas como aquecimento global, conflitos internacionais, desnutrição, causas da pobreza e igualdade entre homens e mulheres. Alunos de Albânia, Lituânia e Grécia foram os que se autodeclararam mais capazes de responder sobre esses assuntos. Já o Brasil ficou em 53° entre os 65 países que participaram desse ponto do questionário. Assim como em outros pontos da pesquisa, a OCDE encontrou aqui uma forte correlação entre o status socioeconômico dos estudantes e sua consciência sobre assuntos globais: os estudantes de classes sociais mais prósperas tinham mais conhecimento sobre esses assuntos do que seus pares mais pobres, tanto no Brasil como em outros países. "Essas diferenças em conscientização relacionadas ao status socioeconômico podem ser resultado de um acesso desigual a oportunidades na escola, de aprender sobre assuntos globais", diz o relatório. A OCDE também perguntou aos professores dos estudantes se eles sentiam necessidade de desenvolvimento profissional para ensinar em um segundo idioma e em um ambiente multicultural. Entre todos os países participantes, os professores do Brasil foram os que mais responderam "sim" às duas perguntas. Em compensação, mais de 75% dos alunos brasileiros estudavam em escolas que realizavam celebrações e festivais de outras culturas, índice bem superior ao de 35% dos países da OCDE. Em todos os países pesquisados, quanto mais prazer os estudantes tinham na leitura, mais eles tinham consciência sobre assuntos globais — provavelmente porque a leitura prazerosa aumentava a chance de esses alunos ganharem mais conhecimentos e serem expostos a diferentes fontes de informação. Para Schleicher, da OCDE, a escola tem um papel fundamental em ajudar os estudantes a pensar e aprender de modo autônomo e a ampliar sua compreensão de outras culturas, tradições, modos de vida e formas de pensar. "A habilidade de ler e entender a diversidade e de reconhecer valores liberais centrais de nossas sociedades, como tolerância e empatia, pode ajudar a responder ao extremismo e à radicalização", afirmou ele. "Atitudes abertas e flexíveis serão vitais para os jovens coexistirem e interagirem com pessoas de outras fés e outros países. Também o serão os valores humanos comuns que nos unem." Veja vídeos sobre educação:
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22/10 - Unicamp cria fundo patrimonial para receber doações e garantir financiamento de projetos e pesquisas
Inciativa prevê investimento do ativo doado para que rendimentos sejam usados na universidade. Ideia da instituição é arrecadar R$ 20 milhões em seis meses. Imagens áreas mostram o campus da Unicamp Reprodução/EPTV A Unicamp, em Campinas (SP), anunciou, na manhã desta quinta-feira (22), a criação de um fundo patrimonial com o objetivo de desburocratizar doações e garantir o financiamento de projetos nas áreas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e cultura. A iniciativa foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em setembro de 2019. À época, o órgão regulador estabeleceu diretrizes para implantação da ideia. A previsão é arrecadar R$ 20 milhões em seis meses. O projeto foi espelhado em universidades americanas, que, segundo a Unicamp, chegam a ter fundos patrimoniais com ativos estimados em US$ 38,3 bilhões. O diretor executivo da agência de inovação da instituição e presidente do grupo de trabalho criado para viabilizar a iniciativa, Newton Frateschi, afirmou que a ideia é fazer o recolhimento de recursos por meio de uma organização gestora independente, responsável pela captação de doadores e investimento dos valores. De acordo com o diretor, a proposta é que o valor doado seja mantido intacto e investido, para que os os rendimentos das doações garantam a autonomia da universidade e viabilizem a criação de novas empresas-filhas, pagamento de bolsas de estudos, investimento em laboratórios, melhorias no hospital, entre outros projetos. "O recurso vai ser usado para as atividades-fim da universidade. Ou seja, esse dinheiro não será para pagar funcionários ou para cobrir orçamento, por exemplo. Por exemplo, nós vamos poder investir em projetos que melhorem as atividades-fim da universidade e vamos poder escolher em qual área isso será feito", explicou Frateschi ao G1. No Brasil, as universidades públicas foram autorizadas a firmar parcerias com gestores de fundos patrimoniais a partir da lei 13.800, sancionada em janeiro de 2019. Em 2020, a pandemia de coronavírus gerou congelamento de salários e redução de R$ 72 milhões do orçamento da Unicamp. Em julho, o G1 adiantou a criação do grupo de trabalho, nomeado pelo reitor Marcelo Knobel, para discutir a participação da universidade no capital no capital social de empresas. Na ocasião, a Unicamp informou que, com o objetivo de "pensar no futuro", pretendia dar mais atenção aos movimentos da Bolsa de Valores. Como vai funcionar? Segundo a Unicamp, a organização responsável por gerir o fundo terá um Conselho de Administração, presidido pelo reitor da universidade, e composto por professores, representantes do Consu, coordenadores de centros e núcleos, além de membros de empresas-filhas da instituição e parte dos doadores. Haverá, ainda, um Comitê de Investimentos - com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - e um Conselho Fiscal. O ativo do fundo será formado por doações de bens móveis e imóveis, recursos de outros fundos e rendimentos de investimentos realizados a partir do próprio patrimônio. Os valores serão apresentados em prestação de contas periódicas e aferidos por auditorias externas. O projeto vai oferecer três possibilidades de doação: Doação sem finalidade específica e incorporada ao patrimônio permanente do fundo; Doação destinada a uma finalidade específica pelo doador, como o desenvolvimento de uma tecnologia ou tratamento de doença; O próprio recurso doado é vinculado à finalidade específica. Além do uso dos rendimentos para financiamento, até 20% da doação poderá ser utilizada. A execução dos projetos será feita pela Fundação para o Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). Após o lançamento nesta quinta-feira, a universidade inicia a próxima etapa do projeto com a captação das primeiras doações. Os interessados, pessoas físicas ou jurídicas, devem fazer um cadastro no site do fundo patrimonial, que recebeu o nome de Lumina Unicamp. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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21/10 - Ânima apresenta oferta maior, e Laureate encerra negociações com Ser Educacional
Oferta é cerca de R$ 500 milhões maior. Laureate controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro. A Ânima apresentou uma oferta maior pelos ativos no Brasil da Laureate e com isso o grupo norte-americano de ensino encerrou tratativas com a Ser Educacional, que receberá uma multa rescisória a ser paga pela rival brasileira. A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro, havia recebido em meados de setembro oferta de R$ 4 bilhões da Ser pelos ativos. Segundo a Laureate, a oferta da Ânima é cerca de R$ 500 milhões maior que a da Ser, considerando o fechamento do preço da ação da Ser em 20 de outubro. Além disso, a Ânima se propôs a pagar um adicional de R$ 200 milhões para a Laureate, dependendo do cumprimento de certas métricas de performance. A Ânima ainda vai pagar R$ 180 milhões de multa rescisória para a Ser. Com isso, a Laureate "pretende encerrar seu acordo com a Ser o mais breve possível e entrar em um acordo vinculante com a Ânima", afirmou a companhia em comunicado. O acordo estabelecido pela Ser com a Laureate em meados de setembro permitiu ao grupo norte-americano buscar até 13 de outubro proposta vinculante de terceiros superior à apresentada pela Ser. As ações da Ânima subiam 1,55% às 10h39, enquanto os papéis da Ser tinham queda de 0,64%. O Ibovespa mostrava baixa de 0,07%. Segundo a Laureate, "em vez de submeter uma proposta equivalente antes do fim do prazo, a Ser informou que conseguiu uma liminar contra o fim do acordo e que não aborda o mérito da proposta maior apresentada". "A Laureate pretende vigorosamente fazer valer seu direito em encerrar a transação com a Ser e completar a venda das operações no Brasil sob os termos da proposta maior (da Ânima)", acrescentou a empresa. A Laureate possui atualmente 267 mil estudantes matriculados no Brasil em 11 instituições de ensino superior, que incluem ainda a Universidade Potiguar (UnP), a Universidade Salvador (UNIFACS), o Centro Universitário dos Guararapes (UniFG), a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), entre outras. Ao todo são 50 campi em 7 estados. Já a Ânima informa ter cerca de 145 mil estudantes no país. O grupo é dono das universidades São Judas, Unibh, Unisul, Unisociesc, entre outras. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia
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20/10 - Abaixo-assinado pede que MEC suspenda clássicos infantis com histórias modificadas
Adaptações alteram elementos-chave de livros famosos, como ‘João e Maria’. Educadores e escritores afirmam que é um retrocesso. MEC lança livros para apoiar alfabetização; manifesto pede suspensão da coleção Um abaixo-assinado organizado por cerca de 3 mil educadores, escritores e ilustradores pede que o Ministério da Educação (MEC) suspenda a adoção de livros infantis adaptados. No programa “Conta para Mim”, voltado a famílias vulneráveis, foram disponibilizadas versões modificadas de clássicos infantis, como “João e Maria”. As histórias alteradas estão no site do programa e serão impressas e distribuídas, segundo o MEC, no ano que vem. O objetivo é oferecer apoio para a alfabetização das crianças. Segundo Pedro Bandeira, um dos maiores autores da literatura infantil do país, alguns elementos de clássicos não podem ser modificados. “Em ‘João e Maria’, por exemplo, é importante que os personagens sejam abandonados pelos pais na floresta. A criança, ouvindo a história no colo, treme de medo. Mas, se está no colinho, está vendo que não é de verdade”, diz. Na nova versão, João e Maria apenas saem para passear na floresta, e a mãe dá a eles pedrinhas coloridas, para que possam retornar à casa. “Já não é mais João e Maria, ponham outro nome”, protesta Bandeira. Em nota, o MEC defende a “livre adaptação das obras” e diz que pretende imprimir os livros também para o programa "Criança Feliz", do Ministério da Cidadania. Cristiane Tavares, mestre em crítica literária e uma das signatárias do documento contra as adaptações, diz que “pesquisadores, bibliotecários, pesquisadores de universidades públicas, escritores e ilustradores de livros infantis, pessoas do Brasil e de fora, estão muito insatisfeitas com essa coleção e com todo o retrocesso que ela representa”. Para a Fundação Abrinq, "é importante preservar a essência dos contos para que as crianças desenvolvam habilidades emocionais, que poderão ser vivenciadas no decorrer da vida, na resolução de problemas, tornando-se adultos mais seguros e críticos". Veja outros vídeos de Educação
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20/10 - Enade: 80% dos formandos de medicina são bancados pela família, e 70% se declaram brancos
Dados do Inep mostram perfil socioeconômico dos alunos que estavam prestes a concluir o curso em 2019. Maioria pertence a famílias com renda mensal superior a R$ 5.700. Laboratório da Faculdade de Medicina de Guarujá Marketing Unoeste De todos os alunos que estavam prestes a se formar em medicina em 2019, 80% afirmaram não ter renda própria - eram bancados pelos pais ou por pessoas próximas. Na maior parte dos casos, os salários do núcleo familiar somavam mais de R$ 5.700,00 mensais. Os dados foram obtidos a partir dos questionários socioeconômicos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019, divulgados nesta terça (20). A prova avalia o perfil e os conhecimentos de alunos concluintes da graduação. LEIA MAIS: Universidades federais, que podem perder recursos em 2021, são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade Abaixo, veja os principais destaques: Renda familiar superior a R$ 5.700 Apenas 6,8% dos estudantes de medicina afirmaram que a renda familiar era de até R$ 1.431,50. Na maior parte dos casos, a soma dos salários ultrapassava R$ 5.724,00. Veja o gráfico abaixo: Arte/G1 Poucos alunos eram responsáveis pelo sustento da família (0,6%). A maior parte, como já dito no início da reportagem, não tinha renda própria e era financiada por algum parente ou conhecido (81,9%). Há também 7,9% de estudantes que declararam depender de programas de renda do governo, como o Bolsa Família. 67,1% declararam ser brancos Entre os formandos de medicina, 67,1% dos estudantes declararam-se brancos. Há parcelas bem menores de: pardos (24,3%), pretos (3,4%), amarelos (2,5%) e indígenas (0,3%). Cerca de 2% não quiseram responder. O Enade mostra também quem foram os beneficiados por políticas afirmativas e de inclusão social: 41% eram brancos e 44,6%, pardos. É preciso lembrar que as cotas para universidades não consideram apenas a raça do estudante - há modalidades para ex-alunos de escolas públicas, por exemplo, ou para membros de famílias de baixa renda. Mães dos alunos: maioria concluiu graduação ou pós-graduação Dos concluintes de medicina, 66,1% têm mãe que terminou a graduação ou a pós-graduação. Apenas 7,8% são filhos de mulheres que estudaram até o ensino fundamental. Mulheres são maioria Segundo os dados do Enade, em 2019, 59,1% dos concluintes de medicina em 2019 eram mulheres, e 40,9%, homens. Os questionários socioeconômicos mostram também que metade dos alunos tinha de 25 a 29 anos. Como o Enade funciona? Em 2019, o Enade avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. Há outros dois conjuntos de cursos, que serão avaliados nas próximas edições: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. São dois instrumentos de avaliação: prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas); e questionário de perfil dos alunos. Universidades públicas são a maioria entre as que receberam nota máxima no Enade Veja mais vídeos de Educação:
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20/10 - Universidades federais, que podem perder recursos em 2021, são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade
Prova realizada em 2019 avaliou conhecimento de alunos concluintes dos cursos de graduação. Governo quer cortar R$ 994,6 milhões de instituições federais de ensino no ano que vem; decisão ainda passará pelo Congresso. Enade avalia conhecimentos de alunos concluintes dos cursos de graduação Pexels Dos 510 cursos de graduação que receberam a nota máxima no Conceito Enade, 67% são de universidades federais - justamente onde deve haver cortes de R$ 994,6 milhões no orçamento de 2021. Do restante, 18% são de universidades privadas (com ou sem fins lucrativos); 14,5%, de estaduais; e 0,5%, de municipais. O índice, divulgado nesta terça-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mede a qualidade dos cursos com base no desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Em 2019, a prova avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. O Conceito Enade varia de 1 a 5 - quanto mais alta for a pontuação, melhor o desempenho dos estudantes. De 8.368 cursos, 510 atingiram a maior “nota”. É preciso considerar também o número de cursos de cada esfera administrativa. Mais uma vez, as federais têm destaque: de 1.426 instituições, 23,9% receberam conceito 5. Entre as 6.360 universidades privadas, apenas 1,4% obtiveram a avaliação máxima. "Os resultados são relativos. Houve uma grande expansão do ensino privado nos últimos anos. É preciso agora trabalhar a questão relativa à qualidade", afirmou o presidente do Inep, Alexandre Lopes, durante a coletiva de imprensa em que os dados foram divulgados. Universidades públicas são a maioria entre as que receberam nota máxima no Enade Cortes nas federais Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Ministério da Educação (MEC) planeja cortar R$ 994,6 milhões do orçamento de universidades e institutos federais de ensino em 2021. O valor representa uma redução de 17,5% das despesas "não obrigatórias" (discricionárias). Elas são direcionadas ao pagamento: das contas de água, luz, e telefone; de funcionários e de serviços terceirizados; de obras; e de programas de assistência estudantil. Já as despesas obrigatórias, que não podem ser cortadas, são para o pagamento de salários e de aposentadorias de professores. Os valores ainda poderão ser alterados até a aprovação do orçamento final do governo, em dezembro, pela Câmara e pelo Senado. Desempenho em medicina Entre os cursos avaliados no Enade 2019, medicina é o mais concorrido nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Do total de 232 graduações na área, 28 receberam o conceito máximo de qualidade (19 em universidades federais, 5 em estaduais e 4 em particulares). Como funciona o Enade? A cada ano, um grupo é avaliado no Enade: I: Bacharelado ou licenciatura em ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias, arquitetura e urbanismo; cursos tecnológicos nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança. II: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. III: Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. São dois instrumentos de avaliação: prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas); e questionário de perfil dos alunos. Segundo o Inep, as questões apresentam níveis de dificuldade diferentes a cada prova. Por isso, não é correto comparar o desempenho de alunos de cursos ou de anos distintos.
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20/10 - UFSCar abre inscrição para vagas remanescentes de auxílio para acesso à internet e computador
São 270 auxílios para estudantes de baixa renda; inscrição vai até quarta-feira (21). UFSCar em São Carlos Gabrielle Chagas/G1 A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) abriu inscrições até quarta-feira (21) para estudantes de graduação em situação vulnerável solicitarem o auxílio para ter acesso à internet e computador para aulas a distância. São 270 benefícios de R$ 1,5 mil. A inscrição e outras informações podem ser obtidas no edital. Veja o edital completo A ação é um trabalho conjunto entre a reitoria e as pró-reitorias de Administração (ProAd), de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) e de Graduação (ProGrad). A universidade tem campi em São Carlos, Araras, Sorocaba e Buri. Inscrição Podem se candidatar estudantes de graduação com renda familiar per capita de até 1,5 salários mínimos e que estejam inscritos em Disciplinas do Ensino Não-Presencial Emergencial (ENPE). Além do auxílio para a compra do computador, os estudantes que atenderem as condições necessárias irão receber chips para ter acesso a internet. Após a inscrição, será realizada uma avaliação socioeconômica de todos os inscritos, segundo os pré-requisitos: Ser estudante vinculado a um curso de graduação presencial da UFSCar; Estar regularmente matriculado e com intenção de realizar as atividades acadêmicas no modo de ensino não-presencial emergencial (Enpe). Será preciso comprovar inscrição quando o estudante for chamado para ativar seus benefícios; Apresentar renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo; Autodeclarar não dispor de computador exclusivo que tenha condições para realização das atividades acadêmicas; Autodeclarar não ter acesso à internet, ou ter acesso muito restrito, que gere irregularidades ou descontinuidades, prejudicando a realização das atividades acadêmicas. Auxílio O auxílio poderá ser concedido em duas modalidades cumulativas. A primeira equivale a R$ 1,5 mil depositados diretamente na conta bancária do estudante para aquisição de computador. O equipamento será do aluno, não havendo a necessidade de devolução após o período de aulas remotas. Caso contemplado, após a compra o estudante deverá enviar a nota fiscal correspondente à UFSCar, conforme o Artigo 10 do edital. Já a segunda é o fornecimento de chips com acesso a pacote de dados de internet, também sem necessidade de devolução e sem qualquer custo. O pagamento do valor de manutenção do pacote será mantido durante o período de atividades remotas. Recursos financeiros O auxílio à compra de computador provém do orçamento da UFSCar, realocado de outras despesas previstas. Já o benefício de acesso à internet será custeado pela universidade à estudantes com renda entre meio e 1,5 salário mínimo. Abaixo de meio salário mínimo, será o Ministério da Educação (MEC) que pagará. A medida visa dar suporte aos alunos que tiveram as aulas suspensas em 16 de março devido à pandemia. Naquele momento, a Universidade optou por interromper o período letivo da graduação uma vez que nem todos teriam condições de acompanhar as atividades que viessem a ser realizadas a distância. De abril a julho ocorreu o Período Letivo Suplementar, com atividades de monografia, trabalhos de conclusão de curso (TCC) e Atividades Curriculares de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (ACIEPES). A oferta e a adesão às atividades foram facultativas tanto aos professores quanto aos estudantes. Em 31 de agosto teve início o Ensino Não-Presencial Emergencial (ENPE), com atividades curriculares sendo realizadas a distância. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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20/10 - Unicamp encerra inscrições para seleção em vagas remanescentes nesta terça-feira; veja calendário
Universidade oferece 505 oportunidades em diversos cursos e cadastros devem ser feitos exclusivamente pelo site da comissão organizadora (Comvest). Valor da taxa é de R$ 180. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas Antonio Scarpinetti Unicamp encerra inscrições para seleção em vagas remanescentes nesta terça-feira (20) A Unicamp encerra nesta terça-feira (20) o período de inscrições do processo seletivo para 505 vagas remanescentes em diversos cursos que serão oferecidas em 2021. Segundo a comissão organizadora (Comvest), as inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial e a taxa é de R$ 180. As listas com os convocados para matrícula serão divulgadas em fevereiro e março. Podem se inscrever no processo quem está matriculado em cursos de graduação da Unicamp - desde que a faculdade pretendida seja diferente da frequentada -, além de alunos de outras instituições de ensino superior nacionais ou estrangeiras e portadores de diploma de curso superior reconhecido. Provas Em regra, o processo seletivo tem duas etapas - uma terceira é somente para os candidatos aos cursos que exigem habilidades específicas. A primeira fase será uma prova de leitura e interpretação de textos, segundo a Comvest, enquanto que a segunda consiste em questões de conhecimentos específicos, relativos às grandes áreas de conhecimento e análise de currículo. Já a prova de habilidades específicas será realizada junto com os candidatos inscritos no vestibular 2021. O exame é para cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música. A prova de leitura e interpretação de texto ocorre em 13 de dezembro e reúne dez questões objetivas de leitura, sendo seis de língua portuguesa e quatro de língua inglesa. O exame de conhecimentos específicos, também marcado para 13 de dezembro, tem dez questões objetivas e cinco dissertativas sobre a área específica do curso (ciências humanas/artes ou ciências exatas/tecnológicas ou ciências biológicas ou medicina). As perguntas vão abordar conhecimentos básicos das áreas específicas exigidos nos anos iniciais da graduação. Confira abaixo o calendário das vagas remanescentes da Unicamp: 1 a 20 de outubro: inscrição e pagamento da taxa. 23 a 27 de novembro: provas de habilidades específicas de música. 30 de novembro: divulgação dos locais das provas de interpretação e conhecimentos específicos. 13 de dezembro: realização das provas de interpretação e conhecimentos específicos. 5 de janeiro de 2021: divulgação dos locais da prova de habilidades específicas de música. 5 de janeiro: divulgação da lista de candidatos convocados para a análise de compatibilidade de currículo. 12 de fevereiro: divulgação da lista de convocados para a matrícula (cursos sem prova de habilidades específicas). 11 e 12 de fevereiro: provas de habilidades específicas (junto com vestibular) 10 e 11 de fevereiro: matrícula em disciplinas dos candidatos aprovados. 22 e 23 de fevereiro: matrícula e solicitação de aproveitamento de estudos para candidatos aprovados (cursos sem prova de habilidades específicas). 3 de março: divulgação da lista de convocados para a matrícula (cursos com prova de habilidades específicas). 4 de março: matrícula e solicitação de aproveitamento de estudos para candidatos aprovados (cursos com prova de habilidades específicas). Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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19/10 - Investimento público na educação ajudou a distribuir renda no Brasil, afirma levantamento
O estudo, divulgado pela entidade Campanha Nacional pelo Direito à Educação, prevê que desigualdade social pode crescer nos próximos anos se gastos públicos na área educacional forem reduzidos. Escola pós-pandemia no Brasil Ana Clara Marinho/TV Globo Um estudo que analisou investimentos públicos na educação brasileira entre 2001 e 2015 indica que os recursos aplicados na área contribuíram para distribuir renda no país e diminuir desigualdade social. Em valores não corrigidos pela inflação atual, o investimento por estudante na educação básica passou de R$ 899 em 2000 para R$ 7.273 em 2015, enquanto o da educação superior foi de R$ 8.849 para R$ 23.215. Estudo relaciona investimento em educação com redução de desigualdade no Brasil Divulgação Os pesquisadores examinaram os impactos desses investimentos públicos na área ao analisar medidores de desigualdade do período, como o índice de Gini. O estudo diz que os aportes destinados à melhoria da educação brasileira são um dos fatores (que incluem também programas sociais) para redução da desigualdade, problema apontado como característico da sociedade brasileira. O levantamento foi produzido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará e o Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense em parceria com a ONG Oxfam Brasil e a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação. Apesar de a pesquisa ir até o ano de 2015, os autores expressam preocupação sobre a diminuição de recursos para a área educacional. Usando dados do sistema de informações sobre orçamento público federal, eles apontam queda de 8,8% nos recursos destinados ao Ministério da Educação nos últimos cinco anos. A conclusão é de que o enxugamento de recursos se refletirá em aumento da desigualdade de renda. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação disponibiliza nesse link os detalhes do estudo. Veja vídeos de educação:
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19/10 - Unicamp reinicia atividades presenciais nesta segunda com até 20% dos servidores, testes e aplicativo para monitorar saúde
Primeira etapa prevê retorno de até 2 mil funcionários para trabalho administrativo e de suporte. Aulas presenciais voltam em 16 de novembro, com prioridade a trabalhos laboratoriais e que não possam continuar remotos. Estudantes no campus da Unicamp, em Campinas, antes da pandemia Fernando Pacífico / G1 Sete meses após suspender as atividades presenciais por conta da pandemia do novo coronavírus, a Universidade de Campinas (Unicamp) inicia nesta segunda-feira (19) a retomada gradual com no máximo 20% dos servidores com funções administrativas e ainda sem aulas. Definido em 14 de setembro, o cronograma de retomada prevê a testagem de todos os profissionais, a obrigação de assistirem a videoaulas sobre as medidas sanitárias e o monitoramento diário da condição de saúde por meio de um aplicativo. Reitor da universidade, Marcelo Knobel explica que no máximo 2 mil trabalhadores voltam nesta segunda, já que há aproximadamente 10 mil servidores ativos. No entanto, ele estima que o número vai ser menor, já que parte dos institutos optou por iniciar a retomada com bem menos do que os 20% permitidos na primeira etapa. A regra é manter em trabalho remoto tudo que for possível. O cronograma 19/10: até 20% de servidores; 02/11: até 40% de servidores; 16/11: até 60% de servidores, até 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 25% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 30/11: até 80% de servidores, até 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 50% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 14/12: até 100% de servidores, até 75% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 75% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 23/12 a 04/01/2021 - recesso de fim de ano 04/01/2021: até 100% de servidores, até 100% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 100% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; Knobel afirmou que esse mês de intervalo entre a publicação do cronograma e o retorno de fato foi fundamental para colocar em prática os protocolos e organizar espaços físicos. Ele não descarta a possibilidade da instituição retroceder nas medidas se a pandemia exigir. "Estamos fazendo testes de Covid-19 em massa para toda comunidade da universidade, então foi realmente um tempo necessário, importante, que permite que a gente faça essa retomada, que a gente chama de retomada gradual e parcial (...) A gente teve um tempo muito bem pensado justamente para acompanhar a evolução da pandemia neste momento e acompanharmos o que é possível fazer, parar, melhorar, voltar atrás, ou seja, ter realmente as possibilidades de se adaptar". A Unicamp foi a primeira universidade pública brasileira a interromper as atividades, em 13 de março. Desde então, apenas o complexo hospitalar, o restaurante e setores de compras e recursos humanos funcionaram. Houve, também, a exceção para laboratórios com estudos ligados ao coronavírus receberam pesquisadores, quando aprovado pelo instituto. Vista aérea da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Aplicativo e testes O reitor também explicou que os profissionais que retornam devem responder, diariamente, um inquérito de saúde por meio do aplicativo desenvolvido pela universidade. A plataforma vai consolidar informações sobre possíveis sintomas e definir se o servidor está apto a trabalhar. Todos também farão testes RT-PCR. "Todos os dias os servidores serão obrigados a entrar no aplicativo, que pode ser acessado via celular ou computador, e tem umas perguntinhas se está com febre, tosse... Tem um inquérito de saúde que tem que ser respondido seguindo os padrões internacionais. O aplicativo mostra também os testes que foram realizados e se a pessoa deve ou não ir para o trabalho". Os testes disponíveis para toda a comunidade acadêmica da Unicamp foram enviados pelo Instituto Butantan e são realizados no próprio complexo hospitalar a instituição, em Campinas. E as aulas presenciais? A universidade definiu para 16 de novembro o início do retorno das aulas presenciais de graduação e pós. O reitor afirmou que a retomada também será parcial e gradual, com 25% na primeira etapa. Além disso, que os institutos estão orientados a manter, sempre que possível, as atividades remotas pelo menos até março de 2021. Serão priorizados as aulas que dependem de atividades laboratoriais para concluir trabalhos. "Cada unidade fez o seu plano, a sua preparação, e naturalmente pensando nesse momento de organizar tudo para o retorno dos estudantes daqui a um mês, que também será gradual e parcial, e as atividades de pesquisa que estão paradas. Então privilegiarmos certamente essas atividades que precisam da presença no laboratório, no grupo de pesquisa". "Certamente as unidades que têm laboratórios que precisam de pesquisa experimental. (...) Na física, na química, em algumas engenharias, sem esses laboratórios você não consegue fazer a pesquisa, então certamente essas unidades terão este pessoal já parcialmente voltando". Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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18/10 - Pesquisa da UFV sobre efeitos do consumo da farinha de chia vence Prêmio Capes de Tese 2020
Trabalho avaliou o efeito do consumo de farinha de chia na biodisponibilidade de cálcio, ferro e zinco. Sementes de chia foram introduzidas na dietas de ratos e frangos UFV/Divulgação Uma tese de duas pesquisadoras da Universidade Federal de Viçosa (UFV) sobre os efeitos do consumo da farinha de chia foi uma das vencedoras do 15º Prêmio Capes de Tese de 2020, divulgado no início de outubro. O trabalho foi realizado por Bárbara Pereira da Silva, no Programa de Ciências da Nutrição, com orientação da professora Hércia Stampini Duarte Martino. A pesquisa se diferenciou por considerar a chia como fonte de cálcio, zinco e ferro, e a potencialidade desse alimento em condições fisiológicas alteradas, especificamente, na menopausa. Além disso, observou o efeito da sua fração solúvel, como a fibra alimentar na saúde intestinal. Pesquisa As pesquisadoras da UFV, Hércia e Bárbara, vencedoras do Prêmio Capes UFV/Reprodução De acordo com as pesquisadoras da UFV, a semente de chia é considerada um pseudocereal que tem sido consumido cada vez mais pela população mundial devido aos seus efeitos protetores, funcionais e antioxidantes, atribuídos à presença de lipídios, fibra alimentar, compostos antioxidantes, vitaminas e minerais. Dentre os minerais, destacam-se o cálcio, o ferro e o zinco. Mas, mesmo com essa importante concentração de minerais, a biodisponibilidade desses nutrientes, ou seja, a absorção e posterior ação deles em nosso organismo, ainda não é conhecida. Assim, o objetivo da tese premiada foi avaliar o efeito do consumo de farinha de chia na biodisponibilidade de cálcio, ferro e zinco; no perfil de lipídio (que auxilia na identificação de irregularidades nas taxas de colesterol e triglicerídeos, por exemplo); na inflamação; no estresse oxidativo, ocasionador de danos celulares; e na saúde intestinal. A análise utilizou a farinha de chia cultivada no Brasil, no Rio Grande do Sul, em três ensaios biológicos, dois deles com ratos, em crescimento e em condições de menopausa, e um com frangos, todos de acordo com o Comitê de Ética para pesquisas com animais. Segundo a instituição, de forma geral, os resultados demonstraram que o consumo de chia melhorou a saúde intestinal, as taxas de colesterol e triglicerídeos, o processo inflamatório e o estresse oxidativo nos animais analisados. O alimento contribuiu ainda para a absorção de ferro e zinco, mas apresentou baixa absorção de cálcio, quando utilizada como uma única fonte de cálcio na alimentação dos animais em crescimento. Segundo a professora Hércia Stampini Duarte Martino, a pesquisa traz importantes contribuições para a área de Nutrição, como bioquímica da nutrição, dietética, compostos bioativos na saúde humana, biodisponibilidade de minerais e microbiota intestinal. Ela afirmou que conhecer novas propriedades biológicas das substâncias bioativas presentes nos alimentos, como a chia, torna-se importante para dar subsídios às prescrições alimentares para que a população possa ser orientada nas escolhas alimentares saudáveis dos alimentos a serem consumidos. “Este prêmio vem nos encorajar a seguir pesquisando para que possamos cada vez descobrir novas propriedades nutricionais dos alimentos e contribuir com a ciência da Nutrição. A chia continua sendo foco de pesquisa em nosso grupo na busca de novos conhecimentos”, afirmou a professora. A pesquisa premiada tem ainda abrangência internacional, já que durante a realização da tese, Bárbara participou de doutorado sanduíche no Centro de Agricultura e Saúde Robert W. Holley, da Cornell University, Ithaca, Estados Unidos. Bárara afirmou que representar Universidade e ser reconhecida pelo Prêmio Capes é "altamente gratificante, um momento ímpar e motivo de muito orgulho”. A pesquisadora lembrou que esse prêmio mostra a dedicação, o esforço e o comprometimento de todos os envolvidos no trabalho. Prêmio Capes O prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) conta com apoio da Fundação Carlos Chagas, a Comissão Fulbright e o Instituto Serrapilheira. Uma tese é premiada em cada uma das 49 áreas de avaliação reconhecidas pela Capes. Dos trabalhos agraciados sairão os vencedores do Grande Prêmio, oferecido ao destaque de cada uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida, Humanidades e Exatas. A cerimônia acontecerá em dezembro. Os autores das teses selecionadas de cada uma das áreas de avaliação receberão uma bolsa de estágio pós-doutoral em instituição nacional e seus orientadores, um prêmio para participação em evento acadêmico-científico nacional, no valor de R$ 3 mil. Dos trabalhos escolhidos para o Grande Prêmio, os orientadores receberão R$ 9 mil para participação em congresso internacional e os autores ganharão uma bolsa para estágio pós-doutoral de 12 meses em uma instituição internacional. Além da pesquisa sobre os efeitos da farinha de chia, outras duas teses da Universidade Federal de Viçosa foram vencedoras: uma de Bioquímica Aplicada, sobre modelagem molecular e cinética enzimática e uma de Economia Aplicada, sobre ensaios da migração rural-urbana e mudanças climáticas no nordeste brasileiro.
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17/10 - A matemática é vista como abstrata e chata, 'mas nasceu para resolver problemas reais'
Guillermo Ramírez, pesquisador mexicano, desconstrói a ideia de que a física e a matemática são para 'uma elite com habilidades especiais’. 'Você não precisa ser alguém muito especial ou inteligente para se dedicar à física ou matemática' Getty Images Guillermo Ramírez é físico e matemático e, como grande parte dos cientistas, acumula vários títulos - de bacharelado a doutorado. Mas o que é normal entre pesquisadores pode atrair o olhar curioso de quem não é. "A tendência é que as pessoas te admirem, como se você fosse um animal raro ou alguém muito especial, com uma vida muito diferente da delas. Mas não é verdade", diz Ramírez à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Não é preciso ser alguém muito especial ou muito inteligente para se dedicar à física ou matemática. São habilidades ou competências que podem ser desenvolvidas, assim como quando você pratica um esporte", acrescenta. Essa ideia socialmente estabelecida de que a física e a matemática são para "uma elite com habilidades especiais", explica o mexicano, é algo que gera problemas práticos no dia a dia, além de inibir possíveis carreiras em duas áreas de trabalho altamente necessárias em meio à quarta revolução industrial. Estes são alguns temas que o professor e pesquisador do Instituto de Matemática da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) abordou na palestra "Matemática Viral" durante o Hay Festival Querétaro, realizado digitalmente de 2 a 7 de setembro deste ano. Nem abstrato, nem distante Ramírez é especialista em uma área da física chamada teoria da matéria condensada, "um campo bastante amplo que estuda as propriedades da matéria em sua fase sólida, líquida e gasosa, tanto a nível macroscópico quanto microscópico", explica. Na última década, ele começou a aplicar seus conhecimentos em matéria condensada e matemática para estudar a evolução de tumores malignos, sobretudo como o microambiente e o metabolismo influenciam o desenvolvimento do câncer de mama. Guillermo Ramírez é professor e pesquisador do Instituto de Matemática da Universidade Nacional Autônoma do México Arquivo pessoal Esse é apenas um exemplo de como um campo que pode parecer teórico e distante tem implicações profundas na vida das pessoas. Até a matemática, que segundo Ramírez é geralmente ensinada e, portanto, percebida como abstrata e chata, "nasceu para resolver problemas reais". Talvez o exemplo mais simples seja o da origem da aritmética diante da necessidade de um fazendeiro contar suas cabras - e depois trocar algumas delas por outros produtos, como maçãs. Mas mesmo aquelas áreas que parecem desconectadas da vida cotidiana podem acabar transformando-a radicalmente. É o caso da física (ou mecânica) quântica, diz ele, que estuda a natureza em escala atômica e subatômica, ou seja, o mundo das dimensões reduzidas e suas leis, muito diferentes daquelas que regem o mundo que somos capazes de enxergar. "O desenvolvimento da mecânica quântica no início do século passado deu origem ao estudo do estado sólido da matéria, o que levou à invenção do transistor, dos microprocessadores, dos microchips, do computador, da internet", explica o pesquisador. "Sem a mecânica quântica", acrescenta ele, "não viveríamos da forma como vivemos". "Não teríamos telefones celulares e não estaríamos fazendo esta entrevista (via vídeoconferência) que, no início dos anos 1960, seria considerada história de ficção científica." "Nesta pandemia, se não fosse a quarta revolução industrial, estaríamos como na Idade Média durante a Peste Negra", resume. A revolução 4.0 A chamada quarta revolução industrial ou 4.0 não implica na chegada de novos desenvolvimentos em si, mas na convergência entre as tecnologias digitais, físicas e biológicas, segundo o Fórum Econômico Mundial, que possui um centro dedicado ao tema. A primeira revolução industrial possibilitou a transição para a produção mecanizada, graças a invenções como o motor a vapor Hulton Archive Esta é uma mudança importante em relação às três revoluções industriais anteriores. Na primeira, ocorrida entre meados dos séculos 18 e 19, houve a transição da produção manual para a mecanizada. "Foi impulsionada pela criação do motor a vapor e, com ele, de máquinas e utensílios que facilitaram a produção de determinados insumos", afirma. A segunda revolução industrial, por sua vez, "aconteceu quando essa produção de bens passou a ser feita em massa nas fábricas". Naquele momento, o uso da eletricidade foi fundamental. Já terceira teve início apenas em meados do século 20, marcada pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, da eletrônica e do início da automatização de alguns aspectos da produção industrial. "Na quarta revolução industrial, no entanto, a tendência é automatizar tudo nas linhas de produção", explica Ramírez. É alcançar a independência da mão de obra humana. Para isso, conceitos como internet das coisas, computação em nuvem e inteligência artificial se tornam imprescindíveis. As pessoas vão precisar se preparar para parar de trabalhar com as mãos e migrar para a internet' Getty Images Em outras palavras, áreas que exigem formação em matemática, física e engenharia, diz Ramírez. Mas o pesquisador não se refere apenas a mudanças nas fábricas, em que uma linha de produção é operada à distância. Ele também destaca os avanços da telemedicina, inclusive a realização de cirurgias de forma remota, com robôs controlados por um médico localizado a milhares de quilômetros do centro cirúrgico. As quarentenas impostas no mundo todo em decorrência da pandemia de covid-19 aceleraram, por sua vez, essa revolução, diz ele, uma vez que naturalizaram o trabalho remoto em uma ampla variedade de áreas. As carreiras de hoje "Um dos grandes problemas dessa revolução e das anteriores é que as pessoas que não têm preparação suficiente vão ficar para trás e vão acabar subempregadas ou desempregadas", alerta Ramírez. "Muitos governos populistas chegaram ao poder prometendo devolver as fábricas aos seus países. E embora isso ainda exista um pouco, a tendência é que tudo seja automatizado." Por isso, "as pessoas vão precisar se preparar para deixar de trabalhar com as mãos e migrar para a internet". Deste modo, Ramírez enfatiza que a física e a matemática não são abstratas, chatas ou para mentes brilhantes. São, essencialmente, tudo que nos rodeia.
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16/10 - Mais de 6 milhões de estudantes brasileiros não tiveram acesso a atividades escolares em setembro, diz IBGE
Índice representa 13,9% do total de matriculados. Exclusão é ainda maior na região Norte. Sala de aula em São Paulo Reprodução/GloboNews Na semana de 20 a 26 de setembro, cerca de 6,4 milhões de estudantes brasileiros não tiveram acesso a atividades escolares - o equivalente a 13,9% do total de matriculados. Os dados fazem parte da pesquisa "Pnad Covid-19", apresentada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pandemia não é brincadeira: o que as crianças pensam sobre crise, isolamento e volta às aulas; VÍDEO Reprovar todos os alunos, aprová-los automaticamente ou discutir cada caso? Veja as alternativas das escolas no ano de pandemia A situação já foi pior. Segundo o levantamento, a parcela de alunos sem atividades pedagógicas era ainda maior na primeira semana de julho, quando 9 milhões de crianças e adolescentes (20% do total de matriculados) não receberam conteúdos escolares. Desigualdade regional A região Norte apresenta um índice de exclusão muito superior à média nacional: 33,4% dos alunos não tiveram acesso a atividades escolares no fim de setembro. No Nordeste, 19,9%. Os índices são menores no Sudeste (9,1%), no Sul (4,8%) e no Centro-Oeste (5,4%).
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16/10 - O Assunto #299: Evasão escolar, doença crônica agravada na pandemia
Milhões de jovens brasileiros estão atrasados ou não concluíram os estudos, e a paralisação das aulas presenciais imposta pela Covid-19 deve agravar a situação. O que pode ser feito? Você pode ouvir O Assunto no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. No Brasil, dos quase 50 milhões de jovens entre 14 e 29 anos, mais de 20% não completaram alguma das etapas da educação básica. Entre 15 e 17 anos, 30% não estão matriculados no ensino médio. O abandono escolar é realidade, sobretudo para os mais pobres e para a população negra. E especialistas avaliam que a situação deve piorar, e muito, com a paralisação das aulas presenciais imposta pela Covid-19. Como remédio paliativo, o Conselho Nacional de Educação recomendou a junção dos anos letivos 2020/2021 e a aprovação automática universal. O que mais pode ser feito? Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com Ítalo Dutra, chefe da área de Educação do Unicef, para responder a essa pergunta. Ele destrincha os detalhes do quadro histórico da evasão escolar brasileira, explica por que a pandemia compromete tanto a continuidade dos estudos, lista quais são os grupos mais vulneráveis a esta situação e aponta medidas que podem mitigar o problema. O que você precisa saber: IBGE mede o problema nacional da evasão escolar Aprovação automática em 2020 é necessária para reduzir evasão escolar, diz especialista Rede estadual de ensino do RJ terá aprovação automática em 2020 CNE aprova juntar anos letivos de 2020 e 2021 e ensino remoto até fim do ano que vem 'Sem wi-fi': pandemia cria novo símbolo de desigualdade na educação Projeto Não Desista do seu Futuro alerta para índices de evasão escolar no Brasil após a pandemia O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Renata Bitar, Vitor Muniz e Danniel Costa. Apresentação: Renata Lo Prete Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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15/10 - UFU publica novo edital de retificação do vestibular 2020
Entre as novas mudanças estão o fim das inscrições de novos participantes e a retirada dos pedidos de mudança de curso. Fachada da UFU Universidade Federal de Uberlândia Reprodução/TV Integração A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) publicou na última terça-feira (13), um novo edital de retificação para o vestibular 2020-2. Algumas mudanças estipuladas pelo edital anterior serão mantidas, outras foram retiradas e datas alteradas. Anteriormente, a universidade havia divulgado que um novo período de inscrições do vestibular seria aberto no dia 20 de outubro, mas agora cancelou a medida. Também não será permitido pedido de alteração das opções de curso. A UFU ainda informou que os candidatos inscritos poderão alterar apenas a cidade de realização das provas e o item 'Atendimento Especializado e (ou) Específico' entre os dias 19 e 23 de outubro. Covid-19 Segundo a universidade, "todas as atividades de aplicação das provas obedecerão às indicações e recomendações do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e do Comitê de Monitoramento à Covid-19 UFU, bem como indicações e recomendações dos municípios onde serão realizadas as provas (Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo, Patos de Minas, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Goiânia) e, por isso, não serão disponibilizados bebedouros; assim, a retificação certifica que os candidatos deverão levar garrafa de água transparente. Os candidatos poderão levar alimentos, como barra de cereal, chocolate, bala e biscoito, acondicionados em embalagem transparente e sem rótulo". Próximos passos A relação definitiva dos candidatos aprovados no Processo Seletivo 2020-2 será divulgada no dia 12 de fevereiro de 2021. Nesse dia também serão disponibilizados, no endereço eletrônico, a Classificação Geral e o Boletim de Desempenho. Outras informações podem ser obtidas no portal seleções. Leia também: UFU publica edital de retificação para vestibular 2020; provas estão agendadas para dezembro UFU define vestibular do segundo semestre para 19 e 20 de dezembro Vestibular da UFU é suspenso após casos de coronavírus
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15/10 - Professoras relatam desafios e dificuldades durante pandemia em Juiz de Fora
Nesta quinta-feira (15), é comemorado o Dia do Professor. O G1 conversou com as educadoras que contaram sobre as aulas on-line, problemas e outros; veja mais. Aulas on-line em Juiz de Fora UFJF/Divulgação Nesta quinta-feira (15), é comemorado o Dia do Professor. Para lembrar da data, o G1 conversou com educadoras de Juiz de Fora, que falaram sobre os desafios e dificuldades durante a pandemia da Covid-19 no município. Veja abaixo. No mês passado, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 decidiu não liberar o retorno das atividades presenciais de ensino superior na cidade. A medida foi discutida após o Governo de Minas autorizar a volta das aulas. O Estado também deliberou sobre o retorno da educação básica. O critério para a retomada, no caso das instituições de universidades públicas e particulares, é que as cidades estejam incluídas na Onda Amarela do "Minas Consciente". Juiz de Fora, atualmente, está nesta etapa do programa. Nova rotina Com a pandemia, os profissionais tiveram que adaptar as rotinas. A professora Patrícia Teixeira, que trabalha no Curso de Psicologia da Faculdade Machado Sobrinho, contou ao G1 que o período tem sido um grande desafio. "A faculdade tem seguido remotamente nesse momento, o que nos faz inventar modos diferentes de pensar a transmissão do ensino de uma maneira oportuna. O momento também nos faz refletir sobre a importância dos encontros, da presença, do contato. Mas estamos inventando e construindo modos possíveis. Nesse processo, a cumplicidade dos estudantes tem sido muito importante". Já a professora Narcisa Saggioro de Moraes, que atua na Escola Municipal Edith Merhey dando aula para a Educação Infantil e na Escola Estadual Professor Lindolfo Gomes, para o 1° ano do Ensino Fundamental, explicou como está sendo o momento. "Como dou aula de alfabetização é complicado achar um caminho. Abrimos um grupo de WhatsApp e no Facebook para atender as crianças. O contato que mais temos é com os responsáveis, porque elas não sabem ler ainda. Para as lições chegarem até os alunos, passamos para os pais. Muitas das vezes, as famílias não têm acesso à internet", contou. De acordo com a professora, com as atividades remotas, as educadoras tiveram que repensar o jeito de aplicar os exercícios curriculares. "Para pensarmos em fazer uma atividade, temos que refletir sobre o que a criança vai ter em casa, qual o espaço disponível e com quem ela vai fazer". Em entrevista ao G1, a professora de Matemática, Margareth de Castro, explicou como é realizado o trabalho por ela, que atua na Escola Municipal Doutor Adhemar Rezende de Andrade, que fica no Bairro São Pedro. Preparamos as atividades, exercícios ou vídeos. Temos as plataformas para disponibilizar, como o Facebook, WhatsApp, Blog da escola e emails. Os nossos alunos não são aqueles que têm condições de ter uma internet suficiente. Algumas são impressas para os pais buscarem também Saudades do contato Com o distanciamento, professoras relataram à reportagem um único sentimento: a saudade. De acordo com Patrícia Teixeira, ela sente falta do contato e da presença. "No meu modo de conduzir o trabalho de ensino, eu gosto de observar como a minha palavra está incidindo para cada um dos alunos e, para isso, observar suas expressões, o modo como cada um se posiciona nas aulas, isso faz muita diferença e me ajuda a pensar o trabalho. Até mesmo as conversas que acontecem nos intervalos, as dúvidas que eles aproveitam para tirar no finalzinho das aulas. Isso faz diferença". Conforme Narcisa Saggioro, o contato com a criança faz falta no dia a dia. "Trabalho com educação infantil e alfabetização e ensino muito através da brincadeira e jogos. [...] Esse contato físico, a garotada aprende muito quando se identifica com a professora, tem aquele carinho mútuo", analisou. Já segundo a professora Margareth de Castro, "a falta que sentimos do aluno não tem um adjetivo para qualificar". Ainda de acordo com ela, quando o estudante envia alguma atividade remotamente ou fala com ela pelas redes sociais, é gratificante. "Sentimos falta do quadro, do giz, da interação, do teatro e leitura", finalizou. Data especial Para cada entrevistada, o G1 pediu para que enviasse o que "é ser professora", como uma forma de homenagear as profissionais nesta data especial. Veja abaixo o relato de cada uma. Patrícia Teixeira A professora Patrícia Teixeira em uma excursão antes da pandemia com os alunos dela Patrícia Teixeira/Arquivo Pessoal "Ser professora é pra mim uma realização. Eu me formei na Faculdade Machado Sobrinho e desde a graduação eu já idealizava a possibilidade de um dia ser professora na instituição. Faço parte do corpo docente desde março de 2018, quando entrei para uma vaga de substituição, mas tive a oportunidade de continuar. Acredito que a educação é uma das possibilidades de transformação mais oportunas na vida das pessoas e da sociedade. Portanto, participar da formação profissional de futuros psicólogos é uma grande alegria! Espero sempre fazer alguma diferença na vida de cada um deles seja na transmissão do saber ou no desejo pelo trabalho". Margareth de Castro Margareth de Castro, professora em Juiz de Fora Margareth de Castro/Arquivo Pessoal "Ser professora pra mim é tudo. É um dom. Vou fazer 65 anos em janeiro e espero colaborar ainda mais para esses alunos que eu amo. Amo ser professora! Não seria outra coisa. Gosto muito de ler, explorar, desenvolver atividades que possam ajudar determinados estudantes. É muito gratificante quando se tem resultado, uma formatura e você recebe um abraço daquele que vai para o Ensino Médio". Narcisa Saggioro Desenho feito por uma aluna da Narcisa Saggiora, professora em Juiz de Fora Narcisa Saggiora/Arquivo Pessoal "[...] Ser professora é está aberta a conhecer a criança, o ser humano que está ali para você trazer o conhecimento mas partindo do que a criança já sabe. Ela já vem com uma história. Além disso, é não desistir [...] A criança chega no começo do ano de um jeito e ela passa o período todo com a gente e no fim ela tem que sair melhor. Por isso, temos que confiar no potencial delas e não desistir em nenhum momento e fazer o que podemos para despertar o gosto do estudo e o desejo de aprender".
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15/10 - Volta às aulas presenciais: Alunos, pais e professores falam dos desafios; mais de 460 escolas de SC foram afetadas por ciclone e tornados
Desigualdade entre estudantes nas atividades remotas deve ser ponto de atenção na retomada, diz professora. Ensino médio terá apoio pedagógico presencial a partir do dia 19 em quatro regiões catarinenses. Feliz Dia dos Professores: educação a distância, mas com muito amor Os professores da rede estadual das regiões catarinenses em risco alto voltam ao poucos ao trabalho presencial para a retornar às aulas presenciais a partir de segunda-feira (19), oito meses após serem suspensas. Por enquanto, as regiões de Chapecó e de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, e no Alto e no Médio Vale do Itajaí têm autorização da Secretaria de Estado da Saúde para voltarem. Cada escola, seja das redes públicas estadual e municipais ou da rede particular, têm autonomia para definir a escala de estudantes que vão voltar. Para professores, um dos desafios será tentar superar a desigualdade entre os alunos que tiveram acesso aos materiais on-line e os que tiveram materiais impressos ou a nenhum conteúdo durante as atividades remotas da rede estadual. Pais e alunos também falaram das dificuldades encontradas - veja mais abaixo. Alunos, pais e professora relataram ao G1 SC os desafios enfrentados em SC com a educação Montagem do G1 SC Aproximadamente 3% dos mais de 500 mil estudantes não acessaram nenhum material desde março, mesmo o estado realizando busca ativa às famílias. Essa diferença poderá provocar impactos na aprendizagem, segundo os professores. “A gente começa a perceber a desigualdade e que a meritocracia são privilégios. [...] A defasagem na educação tem tudo a ver com os recursos que os alunos têm. A escola é pública, é para incluir todos, não só os que tiveram recursos”, diz Jania Sucupira, professora de artes. Professora de SC fala das dificuldades enfrentadas para ensinar durante a pandemia As aulas em Santa Catarina foram suspensas por causa da pandemia em 19 de março. Agora, os estudantes podem voltar a estudar presencialmente apenas nas escolas que ficam em regiões em risco moderado ou alto para o coronavírus, de acordo com o mapa de risco do governo, que nesta quinta-feira (15) foi atualizado e tem quatros regiões em risco alto e 12 em situação grave. Todos os alunos, independente de retornar ou não as aulas presenciais, seguem com atividades remotas. Os alunos das séries iniciais do ensino fundamental da rede estadual não devem voltar a ter aulas presenciais neste ano. O retorno a partir de segunda-feira (19) será para apoio pedagógico pelos alunos do ensino médio que estavam com dificuldades de acesso. Com isso, as aulas nas redes municipais podem iniciar depois. Até a noite de quarta-feira (14), nenhuma escola havia validado o plano individual de retomada junto à rede estadual de educação. “O município não faz ensino médio e pode até aguardar. As escolas particulares também têm essa autonomia, com o regramento que devem iniciar pelos maiores, e movimentos semanais aumentando o número de alunos no ambiente escolar”, disse o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, em entrevista ao NSC Notícias na noite de terça-feira (13)- veja no vídeo abaixo. Alunos de 4 regiões devem retornar às escolas na semana que vem Algumas associações municipais se manifestaram contra o retorno das aulas presenciais e esse também é o posicionamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC). “Sabemos que não mudou a situação, existe regiões desacelerando e outras aumentando. Não vamos correr esse risco. Tem escola que ainda não criou comitê [para definição das regras]”, justificou Luiz Carlos Vieira, diretor do Sinte-SC em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina desta quinta-feira (15). Sindicato dos trabalhadores de SC comenta decisão de retomada Para ele, além das condições dos alunos, o desafio de manter a saúde todos não pode ser deixado de lado e uma reunião entre professores deve ser realizada na sexta-feira (16) para discutir o assunto - veja a entrevista completa no vídeo acima. A entidade participou de todas as reuniões com o Estado e 15 entidades sobre a retomada. Como o retorno será gradual e semanal, a partir dos terceiro ano até chegar ao ensino fundamental, deve ser organizado um painel com histórico de cada um dos alunos da rede estadual para decidir quem será aprovado no fim do ano. Além de Santa Catarina, pelo menos outros oito estados definiram as datas de retomada Mais de 460 escolas afetadas por fenômenos climáticos Para o Estado, além do desafio de garantir o cumprimento das medidas de prevenção contra o coronavírus, houve ainda a recuperação de escolas atingidas pelos fenômenos climáticos que ocorreram no estado durante a pandemia. Telhados e mobiliários de dezenas de escolas ficaram danificados com passagem de ciclone bomba SED-SC/Divulgação Houve destelhamentos de salas, ginásios, paredes e muros danificados, além de danos no mobiliário. Das 1.065 escolas da rede estadual, 412 foram afetadas pelo ciclone bomba no fim de junho em diferentes regiões de Santa Catarina e 72 pelos tornados em agosto. Segundo o estado, em levantamento feito em setembro, no total foram 468 unidades da rede estadual afetadas pelos dois eventos climáticos e pelo menos 38 dessas escolas estavam em obras por causa do ciclone quando foram atingidas pelos tornados. Teve ainda outras unidades de ensino municipais também afetadas e não contabilizadas pela pasta. A maior parte dessas escolas já foi reformada, mas em seis o retorno não será possível em 19 de outubro por causa das obras, segundo dados da secretaria do início deste mês. A atualização da situação deve ser feita na próxima semana. No caso de unidades que estiverem autorizados a retornar e ainda estarem em obras, os estudantes devem ser realocados para outras unidades. Dificuldades de acesso Desde março, sindicatos dos professores e educadores apontaram para casos em que famílias com outras prioridades durante a pandemia, como manter as contas em dia, e a internet para acessar conteúdos de aulas ficava em segundo plano. Escolas estaduais recebem termômetros e equipamentos em Blumenau Para a professora Jania Sucupira, que leciona artes em uma escola da rede estadual em São José, na Grande Florianópolis, no caso dos materiais impressos é necessário os educadores levarem em consideração as condições da escola onde trabalham, se possuem capacidade de imprimir tudo o que deseja, por exemplo. "Todo esse contexto fez com que a gente parasse um pouco se sentindo mal em relação ao atual momento, que não é só a pandemia, tinha problema de renda, das crianças que não têm acesso, que não tem recursos em casa, que não há um olhar para essas diferenças. A gente não trabalhou isso. Infelizmente, agora deu para a gente perceber e felizmente, porque a gente pode pensar como vai ser daqui para frente”, afirma a professora Jania. Ela percebeu dificuldade dos alunos principalmente com os pacotes de dados que não suportavam muitas vezes carregar vídeos, além de não poder disponibilizar aos alunos em material impresso o mesmo detalhamento do conteúdo online. “Na plataforma, na aula de artes, eles podem visitar bibliotecas, museus, e no material impresso não”, exemplificou. Das 21 associações de municípios de SC, seis são contrárias ao retorno das aulas Nesta quinta-feira (15), Dia do Professor, a educadora Jania Sucupira reforça a necessidade de os pais e toda comunidade escolar e o Estado se unirem para enfrentar os desafios na retomada do ensino. “A escola é formadora de cidadãos, a cidadania passa por levantar assuntos pertinentes junto com as comunidades para que sejam discutidas as soluções para os problemas da educação. Seria uma forma dos pais e comunidades participarem no enfrentamento das dificuldades no espaço escolar”, disse. Desafio para os pais As dificuldades de acesso e também para assimilação dos conteúdos também foi um desafio para os pais. Segundo Marieli Scarabotto, mãe de duas alunas da rede municipal de Florianópolis e um da rede estadual, toda família precisou se reorganizar na pandemia para os estudos. “Importante parar para pensar o quão os profissionais da educação fizeram falta para nossas crianças e famílias”, diz a mãe. Veja no vídeo abaixo o relato dela. Marieli conta que em alguns casos foi necessário pedir ajuda para outras pessoas, especialmente no caso das aulas de exatas, como matemática. Pais de alunos de SC falam sobre preocupações com aprendizado dos filhos e volta às aulas “Temos condições de internet, computador em casa, mas a gente sabe que tem muitas crianças que não têm. Esse ano não tenho como ano perdido, mas sei que não aprenderam como dentro de uma escola”, afirma. Um pai de aluno da rede particular ouvido pelo G1 também destacou que como seus filhos têm essa facilidade de acesso aos materiais e como a escola tem dado suporte e videoaulas, prefere que eles retornem quando houver vacina - veja o relato dele no vídeo acima. “Para nós não há dificuldade, acho que o retorno é mais por comodidade dos pais que não estão sabendo lidar com as crianças em casa”, conta Telis Fernandes. No entanto, no caso das redes municipais e estadual, não houve ensino à distância, mas ocorreram atividades remotas porque não era obrigatório que todos os professores produzissem vídeos ou lives, por exemplo, que são feitas de acordo com as condições e ferramentas disponíveis. Falta dos amigos Os três alunos ouvidos pelo G1 relatam em vídeo preocupação com o retorno das aulas presenciais, mas ao mesmo tempo, todos eles sentem saudades da escola, principalmente dos amigos e dos professores. Irmãs estudam na rede municipal de Florianópolis e estão apreensivas com o retorno das aulas Reprodução “Sinto falta da escola é dos amigos, das brincadeiras, dos esportes, mas tem que se cuidar para não passar o coronavírus para os avós, para a família”, conta Gabriel Telis Fernandes, de 11 anos, estudante do 6º ano de uma escola particular na Grande Florianópolis - veja o relato completo dele no vídeo abaixo. Estudantes de SC falam sobre desafios em seis meses de ensino remoto Luara Scarabotto Kirch, estudante do 6º ano da rede municipal de Florianópolis, é uma das filhas de Marieli Scarabotto. Luara e a irmã, Eduarda Scarabotto Kirch, aluna do 8º ano da capital, estão apreensivas com o retorno, que no caso das séries delas, ainda não tem data certa para o retorno - veja os relatos completos delas no vídeo acima. “Imagino que o retorno às aulas vai ser meio assustador, todo mundo tirando máscara porque tem pessoas que não respeitam”, disse Luara, do 6º ano. "Acredito que vai ser estranho. Não me sinto confortável em voltar sabendo que ainda corremos perigo com o vírus”, afirma Eduarda, aluna do 8º ano. Em Florianópolis, cada escola vai elaborar seu próprio plano de retomada. Segundo o secretário de Educação Municipal, Maurício Pereira, só em 2021 é que será possível saber o impacto de uma possível diferença da eficiência entre os planos de cada escola. “Nesse momento o mapa de risco não nos permite o retorno às aulas. [...] O ano que vem será de profunda avaliação e diagnósticos porque evidentemente tivemos dificuldades de uma ou outra criança”, disse o secretário - veja a entrevista completa no vídeo abaixo). Florianópolis divulga planejamento para retorno das aulas presenciais Após governo autorizar retorno das aulas presenciais em SC, Fecam apoia manutenção de atividades remotas MP defende retorno das aulas presenciais em regiões autorizadas de SC Reprovar todos os alunos, aprová-los automaticamente ou discutir cada caso? Veja as alternativas das escolas no ano de pandemia Veja vídeos sobre educação Veja mais notícias do estado no G1 SC
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15/10 - Vestibular indígena da Unicamp 2021 terá provas em abril e matrículas em agosto, diz Comvest
Votação que definiu novas datas ocorreu na manhã desta quinta-feira (15). As inscrições para disputa de 88 vagas são gratuitas e candidatos de diferentes etnias brasileiras podem se inscrever. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV As provas do Vestibular Indígena 2021 da Unicamp serão realizadas em 11 de abril, com início do período de matrículas agendado para 2 de agosto. As novas datas foram definidas em votação nesta quinta-feira (15) pela Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (SP). O adiamento da prova já havia sido anunciado pela instituição em setembro, por causa da pandemia do novo coronavírus. Diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto afirmou ao G1 que a mudança foi aprovada por unanimidade. Além disso, serão 88 vagas, número menor do que o ofertado na edição de 2020. "Mencionamos dois pontos importantes. A observação sobre a pandemia no momento da aplicação e, antes, a mobilização para que os candidatos se inscrevam, considerando que a suspensão de aulas presenciais pode desestimular muitos candidatos ou mesmo dificultar o acesso à informação sobre o período de inscrição e a manutenção do vestibular indígena. Faremos um trabalho extra junto aos atuais estudantes para que nos auxiliem na divulgação", destacou. Segundo ele, a aplicação do exame continuará nas seis cidades listas no processo anterior - Campinas (SP), Bauru (SP), Caruaru (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM) - e eventuais mudanças na logística são discutidas em período mais próximo do exame. As inscrições ocorrem entre dezembro deste ano e janeiro, e o resultado da prova será divulgado em maio. "Para a realização deve haver pelo menos 50 inscritos na cidade", lembrou Freitas Neto. Cronograma Inscrições: 10/12/2020 a 31/01/2021 Prova: 11/04/2021 Resultado: 10/05/2021 Matrícula: 02/08/2021 O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Miguel Von Zuben/G1 As inscrições são gratuitas e candidatos de diferentes etnias brasileiras podem se inscrever e o edital para o ingresso no ano que vem ainda não foi divulgado. Segundo a assessora da Pró-Reitoria de Graduação, professora Daniela Gatti, o processo de recepção e acolhimento dos novos estudantes está em planejamento. Outro fator importante é que a Unicamp terá mudança de reitoria em 2021. No Vestibular 2020, 96 vagas foram ofertadas para estudantes que realizaram as provas em. Ao todo, 1,6 mil pessoas se inscreveram e a prova foi realizada em dezembro de 2019. O primeiro vestibular indígena, 2019, foi aplicado um ano antes, em dezembro de 2018, para 610 candidatos. Um total de 72 vagas foram disputadas. Candidatos durante vestibular indígena 2020 da Unicamp Antoninho Perri Adaptação dos aprovados Em setembro, o diretor da Comvest já havia adiantado que a Unicamp avaliava aplicar novas disciplinas para estudantes ingressantes, para garantir um "período de adaptação mais produtivo" e um novo embasamento para elevar o desempenho acadêmico. Em 2020, os alunos tiveram menos de duas semanas de aula, já que as atividades presenciais precisaram ser suspensas para conter o avanço da Covid-19. Com isso, o planejado para acolhimento presencial não foi possível, mas os universitários seguiram com as aulas online na quarentena. Detalhes da adaptação dos novos alunos no ano que vem ainda não foram divulgados pela Comissão. PLAYLIST: Veja vídeos de assuntos de destaque na região de Campinas Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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15/10 - Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo'
15/10, Dia do Professor: engenheiro naval que se dedicou à docência foi um dos milhares de demitidos no ensino superior privado brasileiro durante a pandemia da Covid. Professor Rodrigo Mota Amarante, 44 anos, que dava aula para as turmas de engenharia da Uninove, mas foi demitido durante a pandemia. Arquivo Pessoal O engenheiro naval Rodrigo Mota Amarante, 44 anos, passou quase todas as últimas duas décadas e meia dando aulas, do ensino fundamental à pós-graduação. Pelo seu quadro negro passaram fórmulas de química, física e matemática e temas envolvendo vibrações dos materiais e mecânica dos fluidos. Ele não ficou a salvo dos impactos da crise econômica na educação, intensificados pela chegada do coronavírus. Amarante foi um dos milhares de professores demitidos no ensino superior privado durante a pandemia. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. A carreira de Amarante, que começou meio “sem querer” ao cobrir a aula de uma professora de cursinho em 1996, teve uma interrupção abrupta em 22 de junho deste ano. “Quando entrei no sistema, já apareceu lá o ‘pop-up’ [janela que abre no navegador]: você está desligado”, conta. “É frio demais. O semestre não tinha acabado, teve colegas que não conseguiram nem colocar as notas no sistema”, relata. Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Pop-up em sistema de aulas de universidade indicou a demissão do professor Arquivo Pessoal Expansão do ensino remoto Para Amarante, a demissão foi o resultado de um processo que já estava correndo nos bastidores do ensino superior privado. Em dezembro de 2018, o Ministério da Educação (MEC) editou uma portaria que permitia às universidades montar currículos de cursos presenciais com até 40% da carga horária em atividades a distância. O ensino remoto em todos os cursos, sem limites na carga horária, foi estendido até dezembro de 2021 por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), que assessora o MEC nas políticas educacionais. Com isso, é possível reunir turmas em um mesmo ambiente virtual. Onde antes eram necessários dois ou três professores, por exemplo, agora basta um. ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia “O professor foi visto como um custo. As particulares já estavam querendo expandir o ensino a distância mesmo antes da pandemia e, quem ficou dando aula, conta que agora tem 200 alunos nas salas virtuais. Como ensinar em um ambiente assim? Como tirar dúvidas?”, afirma o professor Rodrigo Amarante. "As universidades encheram as salas e demitiram professores", conta. Amarante conta que houve redução das horas de trabalho dos professores, para cortar salários. Quem tinha quatro horas de aulas por dia, por exemplo, passou a ter três. Ele afirma ter se recusado a assinar uma carta dizendo que concordava com a redução. Meses depois, foi demitido. A Uninove, em nota, afirma que as "aulas telepresenciais estão acontecendo com boa avaliação de professores e alunos, com smartphones e banda larga para todos professores e chip de 20 giga para alunos como benefício" e que cumpre "integralmente as orientações definidas para o sistema federal de ensino, proferidas pelo Ministério da Educação – MEC". Menos um professor "O Brasil não valoriza o professor. É só ver nas greves, como ele é tratado. Falam: 'está bloqueando o trânsito', ou 'isso é coisa de comunista'", conta. "Os alunos perguntam: professor, você trabalha além de dar aula?", fala, sorrindo. Para ele, entre as frases sobre a carreira que mais o magoa é: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina". "É o contrário", defende Amarante. "Quem sabe é quem ensina." Amarante fez graduação, mestrado e doutorado em engenharia naval, além de pós-doutorado em engenharia mecânica pela USP. Mas o mercado de trabalho para professores apresenta desafios. Os concursos nos quais estava inscrito foram cancelados ou suspensos. Nas instituições particulares, há cortes de vagas e os salários estão cada vez menores. 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Além da docência, ele trabalhava com análise de projetos de navios ou plataformas e avaliava se uma estrutura era estável para ser submetida aos ventos e às ondas do mar. Também testava ou simulava ideias que nunca foram implementadas. "Não pretendo voltar a atuar como professor nos próximos anos. Vou usar o que sei em uma nova profissão: cientista de dados." Ele afirma que conseguiu se recolocar e obteve uma remuneração quatro vezes maior do que como professor. Para ele, a ideia de que o professor tem amor pela profissão só atrapalha. "O primeiro ponto para entender que professor é importante é parar com a 'glamourização' da profissão, se não é muito fácil o empregador pagar um salário baixo porque 'o professor adora o que faz'", reflete. "A paixão do professor é papo de 15 de outubro. Virou marketing." Quanto custa um professor Rodrigo Amarante, 44 anos, dando aula na graduação de uma universidade privada em SP. Arquivo Pessoal Dos 384,4 mil professores do ensino superior do Brasil, 210,6 mil (54,7%) dão aulas em universidades, faculdades ou centros universitários particulares pelo país. Outros 173,8 mil (45,2%) estão na rede federal. Considerando as duas redes, a maior parte (89,3 mil) leciona em meio período. Outros 57,8 mil têm contratos por tempo integral, e 63,3 mil, por hora. Na rede federal, o salário base de professores com dedicação exclusiva vai de R$ 4,4 mil para quem não tem mestrado a até R$ 20,5 mil para aqueles com doutorado, segundo a Andifes. Já na iniciativa privada, os salários variam de empresa pra empresa. Em 2019, o maior valor por hora/aula era de R$ 165,25 para professores com mestrado e doutorado – e os pagamentos são feitos proporcionalmente, conforme as horas de jornada. Já o menor salário era de R$ 29 por hora/aula para professores com mestrado. Os dados são de um ranking colaborativo, publicado no site do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP) e traz informação de 44 instituições de ensino superior. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que havia 1,8 milhão de trabalhadores na educação em janeiro de 2020. O saldo, em agosto, é de 17.589 vagas a menos. Dados mês a mês apontam que as demissões na área de educação ficaram maiores do que as contratações a partir de abril. Infografia/G1 As demissões se concentraram na rede privada. Nas universidades federais, não houve cortes durante a pandemia, afirma Edward Madureira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Playlist: vídeos de Educação
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15/10 - 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial
15/10, Dia do Professor: Lília Melo, vencedora do prêmio Professores do Brasil e indicada ao Global Teacher Prize, deu início a um projeto para enfrentar os efeitos de uma chacina. A professora Lília Melo, que recebeu o prêmio Professores do Brasil, do MEC Arquivo pessoal A viralização na internet de uma campanha para levar alunos a uma sessão do filme "Pantera negra", em 2018, serviu mais do que proporcionar uma experiência diferente e inspiradora para estudantes da periferia de Belém: chamou atenção para o valioso trabalho da professora Lília Melo em uma região que enfrenta barreiras de vários tipos para manter os jovens na escola. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. O reconhecimento que chegou com a conquista do prêmio Professores do Brasil, do Ministério da Educação, e a indicação ao Global Teacher Prize, entre os 50 finalistas mundiais, veio de um esforço de Lília, de 43 anos, para motivar alunos que convivem com casos de violência na Terra Firme, bairro no sul da capital paraense. Ela começou a trabalhar na região em 2008. O contato da professora com a brutalidade aconteceria mais tarde. A primeira impressão na chegada ao bairro foi a falta de recursos para proporcionar um bom ambiente escolar - o que empurra o jovem para fora da sala. "Vim da rede privada. Eu dava aula em uma escola com mensalidade cara e toda uma infraestrutura. Quando, em 2008, comecei a dar aula na Terra Firme, uma cena me chamou a atenção: tinha muito aluno fora da sala de aula. Era uma coisa que me assustava muito", diz. "Só depois entendi que há várias razões: professores que faltam e não tem outro para substituir, por exemplo, ou não ter um inspetor." Além da ausência de estrutura para o ensino, a violência é um desafio para a educação em alguns bairros de Belém. Em 2014, uma chacina ocorrida em diferentes locais da cidade atingiu com força Terra Firme. "Foram 11 pessoas assassinadas. Quando alguém morre em uma família, isso implica mudança em vários aspectos. Como é que eu poderia retornar para a sala de aula ignorando essas mortes? Então parei tudo, parei o conteúdo e disse: eu quero ouvir vocês, eu preciso ouvir vocês", conta. Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Depois da tragédia O “Juventude periférica: do extermínio ao protagonismo!” surge meses depois da tragédia, em janeiro de 2015. O projeto incentiva jovens a falar de sua identidade e seu cotidiano por meio da produção de filmes e documentários, além de desenvolver núcleos de teatro, dança e arte visual. Nas ruas do bairro são exibidas as criações dos alunos. Lília Melo fala também na importância de envolver os pais. Professora da Terra Firme ganhou prêmio do Ministério da Educação por projeto desenvolvido "Me dei conta de que precisava trazer os pais para dentro da conversa. Eu tenho três filhos e também tenho dificuldades para educá-los. Mas eu percebi que estava perdendo meninos e meninas para a depressão que não era enxergada pela família ou vista como frescura." ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' A questão da saúde mental dos jovens, que vem sendo fonte de preocupação nos últimos anos, também é algo para ficar no radar dos educadores. O suicídio de um aluno de 14 anos em 2018 tirou a alegria das premiações que vinha recebendo. "Depois que essa pessoa se mata, aos 14 anos, mais uma vez eu fecho a sala para debater por que isso ocorreu. Fui descobrir que o menino sofria bullying e era alvo de homofobia." Ela relembra uma roda de conversa no 9° ano em que oito meninas relataram abuso sexual por familiares. "E aí, como a gente faz? Já peitei muito esse tipo de situação. Mas o que acontece: o cara é traficante, é influente na área e, no final das contas, há um grande acordo de toda uma família para deixar para lá. Então o caminho dessa vítima é a poesia, é aí que ela respira. E ela acredita, e eu acredito com ela, que quando ela começar a vender livros e ganhar a partir dessa arte, ela vai sair disso e vai trazer muitas mulheres com ela." Esse confronto com a realidade local gerou situações tensas. "Meus filhos tiveram que me ver com a arma na cabeça. Os caras encapuzados que vieram para me exterminar, do tipo: vai embora daqui. Já passei por muita coisa, mas não saio da Terra Firme." A pandemia As restrições impostas pela pandemia da Covid-19 aumentaram mais as dificuldades em bairros pobres em todo o Brasil. Educação a distância (EaD) esbarrou na falta de formação dos professores para a tarefa e de recursos para todos os envolvidos. "O professor foi aprendendo como deu e dispondo dos próprios equipamentos tecnológicos. Isso não é EaD, é uma situação emergencial", afirma Lília Melo. "Quem está aqui embaixo está fazendo com muito amor. Inclusive eu sempre digo nas lives: professor, calma! Nós fizemos tudo o que podíamos. Uma categoria inteira adoece porque houve um esgarçamento muito grande. Nunca um professor trabalhou tanto." 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia Com o aumento da violência doméstica no período de quarentena, a professora colocou, junto com cestas básicas que foram distribuídas a famílias carentes, uma carta coletiva com palavras de conforto e orientação sobre como denunciar caos de agressão física. "Então, por incrível que pareça, no isolamento social a gente conseguiu perceber a força que o coletivo tem para dar importância ao outro." É a crença na possibilidade de mudança. "Educação é instrumento de transformação social. E eu tô vendo, está acontecendo", diz Lília. Veja vídeos de educação:
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15/10 - Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia
15/10, Dia do Professor: na zona rural de Teresina, mais de 300 crianças em 10 anos se tornaram letradas pelo trabalho de Christiane Barbosa, reconhecido pela prefeitura da capital piauiense. A professora Christiane Barbosa, 43 anos, que dá aulas na CMEI Santa Teresinha, em Teresina (PI), escola premiada com resultados de alfabetização. Divulgação/Semec Teresina Filha de mãe analfabeta, a professora Christiane Barbosa já ensinou a ler ao menos 300 estudantes nos últimos dez anos na zona rural de Teresina, Piauí. Ela é um dos 2,2 milhões de professores da educação básica brasileira, que vai até o ensino médio. Desse total, 27% - como Christiane - se dedicam à educação infantil. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. O Centro Municipal Santa Teresinha, onde dá aulas, foi premiado em março deste ano por conseguir alfabetizar 100% dos alunos. A prefeitura de Teresina paga um bônus de R$ 9 mil aos melhores resultados. “É muita responsabilidade. Você está lidando com vidas, interferindo diretamente na história da criança. Essa interferência se dá pela leitura, pelo incentivo. Uma palavra que você diz pode motivar ou desmotivar o aluno”, afirma a professora de 43 anos. Ela é a única da família que concluiu a graduação - os seis irmãos e irmãs terminaram o ensino fundamental ou o médio, mas não fizeram faculdade. Christiane começou a dar aulas ainda adolescente, ajudando os vizinhos com aulas extras sobre assuntos que tinham dificuldade. Formou-se em pedagogia na Universidade Federal do Piauí. “A educação é tudo. Ela vai definir como será o ser humano na sociedade. Sem educação, o país não tem como crescer”, afirma. No quarto período da faculdade (2º ano), ela já estava dentro da escola, em uma turma de 5ª ano do ensino fundamental. “Nunca pensei em fazer outra coisa da vida.” Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país O que significa alfabetizar? Alunos da CMEI Santa Teresinha, em Teresina (PI): escola é premiada com resultados de alfabetização. Divulgação/Semec Teresina Ao todo, 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos ainda não sabem ler e escrever, número que equivale à população do Rio Grande do Sul ou do Paraná, por exemplo. No Brasil são quase 600 mil docentes que, todos os dias, encaram o desafio de tornar compreensível a união de letras, sílabas, palavras, frases. O sucesso nesta etapa de ensino é a base da educação, porque ajudará o estudante a evoluir, cada vez, mais nas fases seguintes. Antes da pandemia, Christiane percorria 40 quilômetros todos os dias para chegar à escola Santa Terezinha, na zona rural de Teresina, para dar aulas. Parte do percurso, 6 km, é feito em chão de terra. Ela diz ter orgulho de ser professora, mas considera a profissão pouco valorizada no país. "Está na hora de parar de ter como protagonista somente o aluno, a infraestrutura, a comida, o assistencialismo, e a gente olhar com carinho maior para os professores." ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' A professora Christiane Barbosa segura um cheque simbólico com o valor da premiação pelo trabalho desenvolvido na CMEI Santa Teresinha, em Teresina (PI), pelos resultados obtidos em alfabetização. Divulgação/Semec Teresina Para ela, o contato diário de pais e responsáveis com a aprendizagem dos filhos durante as aulas remotas na pandemia não melhoraram totalmente a visão da sociedade sobre a profissão. "Tem gente dizendo que o professor ganha sem trabalhar na pandemia. Mas estamos trabalhando bem mais do que na sala de aula porque o trabalho dobrou. Tem a questão dos vídeos, tem que editar, elaborar atividades, corrigir, tirar dúvida", elenca. Alfabetizado na pandemia Gabriel Soares, de 5 anos, aprendeu a ler durante as aulas a distância na pandemia. A professora investiu em atividades lúdicas pela internet e mais acolhimento. A evolução de Gabriel ocorreu em três meses, depois que ele saiu de uma escola particular, em Teresina e foi para a rede pública municipal, em julho. “Aprendi o fa, fe, fi, fo, fam!”, fala Gabriel, sorrindo, animado com os passos dados. “Acho ela o máximo, muito carinhosa comigo, aprendi um monte de coisa que não sabia”, comemora. “Agora, em setembro, ele foi fazer uma leitura da letra V e fez certinho, todos ficaram impressionados. Ele ficou todo empolgado”, conta Carla Soares, mãe de Gabriel. 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Gabriel Soares, de 5 anos, aprendeu a ler durante as aulas a distância na pandemia com a professora Chistiane Barbosa. Arquivo Pessoal "No passado a cartilha tinha frases prontas. 'O boi bebe'. Bebe o quê? Eram frases sem sentido. Só para trabalhar a letra B. Agora, a gente usa relacionado com aquela temática do dia a dia da criança. Podemos trabalhar os brinquedos que começam com a letra B: boneca, bola." Christiane precisou vencer a timidez para dar aulas remotas. Cada gravação de vídeo era, para ela, uma dificuldade. “Antes, não gravava nem mensagem de voz. Com a pandemia, tive que aprender na prática, aos trancos e barrancos”, brinca. A pesquisa “Trabalho Docente em Tempos de Pandemia”, feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) aponta que quase 90% dos professores não tinham treinamento para dar aulas remotas antes da pandemia. Na educação infantil, somente 9% dos docentes disseram ter preparação para as aulas virtuais. “Agora aprendi a usar alguns aplicativos que ajudam a tornar a aula mais dinâmica, como por exemplo, os que ajudam a editar imagem, colocar plano de fundo. Com isso, a atividade fica mais lúdica para a criança”, afirma. O volume de trabalho também mudou. Além de corrigir atividades e preparar a aula, agora é preciso gravar e editar vídeos, interagir com os pais, e ajudá-los a acompanhar as crianças. "Quando estou ensinando, eu me dedico ao máximo. Mesmo se estiver com algum problema, quando entro na sala de aula, esqueço todos eles e faço meu trabalho da melhor forma possível. A gente ensina, mas também aprende muito com as crianças", relata. A desvalorização - tanto salarial quanto de imagem na sociedade brasileira - é um ponto de incômodo. "Quando vejo a fala de alguém dizendo que os professores estão todos em casa, vejo a questão da desvalorização do professor. Você não vai chegar na sala de aula, virtual ou não, sem saber o que fazer", diz. O Plano Nacional de Educação (PNE) tem entre suas metas igualar o salário médio dos professores da educação básica à renda de outros profissionais com a mesma escolaridade até 2020. Diferença só diminui porque as outras funções sofreram desvalorização salarial no último ano. Salário do professor da Educação Básica é menor do que outros profissionais de mesma formação. Infografia/G1 Futuro da profissão Para a educadora, a pandemia poderá mudar a rotina da profissão, acrescentando ferramentas que antes não eram difundidas. Mas isso não vai substituir o professor que, para ela segue sendo essencial. “A gente fala com colegas de profissão sobre a falta que faz o [ensino] presencial, o contato com o aluno. Nós poderemos adaptar, acrescentar uma ferramenta a mais, mas a tecnologia nunca irá nos substituir”, afirma. Playlist: Volta às aulas na pandemia O Plano Nacional de Educação (PNE) tem entre suas metas igualar o salário médio dos professores à renda de outros profissionais com a mesma escolaridade. Em 2015, o salário médio dos professores r
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15/10 - 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado
15/10, Dia do Professor: Rosemeyre de Oliveira teve de assumir função administrativa e enfrentar trauma após não permitir que um aluno entrasse atrasado na aula. Mais tarde, experiência motivaria doutorado e publicação de um livro. Rosemeyre de Oliveira foi ameaçada por um aluno armado na escola. Arquivo pessoal Em 2009, a professora Rosemeyre de Oliveira, de São Paulo, não permitiu que um aluno do ensino médio entrasse atrasado na aula. Ele a xingou, chutou a porta e mostrou a arma na cintura. “Na próxima, dou um tiro na sua boca.” Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. Sem receber qualquer amparo, Rose desenvolveu síndrome do pânico e depressão. “O que você quer que eu faça?”, questionou uma das funcionárias do colégio estadual. “Nem adianta tentar ir atrás do menino, ele já deve ter passado a arma para outra pessoa”, disse um soldado da ronda escolar. “Acho que nunca senti tanta solidão. Claro que ver a arma assusta, mas as reações fisiológicas apareceram depois. Comecei a tirar licenças médicas. Tentei voltar a dar aula, mas não conseguia”, conta Rose. Dois anos e meio depois, a professora decidiu “jogar a toalha”, como diz, e pedir para entrar em readaptação. Ou seja: ser afastada da sala de aula por motivos de saúde e assumir uma função administrativa na escola. Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Professora readaptada Por sugestão da psiquiatra que a acompanhava, Rose passou a auxiliar na coordenação de outro colégio, para “não se lembrar do que houve”. Foi quando começou a enfrentar situações de preconceito. “Eu não podia ter contato com alunos, mas me punham em sala de aula para fazer chamadas administrativas. Ouvi muitas piadinhas. Senti a perda da identidade docente”, diz. Rose deixou de ser tratada como “professora”. Era “a readaptada”. Assim como ela, outros 11.100 docentes na rede estadual de São Paulo estão em processo de readaptação, segundo estatística de novembro de 2019, do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Eles enfrentam preconceito e desamparo. Rose, então, decidiu estudar o tema: em 2014, foi aprovada como bolsista no doutorado da PUC-SP, em linguística aplicada e estudos da linguagem, e publicou sua tese em outubro de 2020, aos 55 anos. “Eu já vinha pesquisando sobre a identidade dos readaptados. Quando liguei para a escola e falaram que eu era a ‘readaptada da tarde’, percebi que já tinha até título para a tese. Foi uma frase emblemática. Não me senti ofendida, mas vi que precisava dar voz a esse grupo”, diz. No livro “Atende aí que é a readaptada da tarde! Sentidos-e-significados do trabalho do professor em readaptação”, Rose analisa o discurso de docentes e conclui que a principal queixa deles é a exclusão social. ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' Neste ano, Rose publicou um livro com sua tese de doutorado Arquivo pessoal “O professor em readaptação é, na maioria das vezes, visto como ‘não professor’”, afirma a tese. Segundo a autora, são realocados, frequentemente, na secretaria ou nos corredores da escola, tratados com descaso e sem qualquer suporte médico para auxiliar em quadros de ansiedade e pânico. Ao G1, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que planeja contratar um serviço de psicólogos para dar suporte aos professores readaptados e aos demais servidores e alunos que precisem de apoio emocional. Também menciona que: criou o programa "Conviva São Paulo", "voltado para melhorar a convivência nas escolas"; e estabeleceu uma parceria entre comandantes da Polícia Militar e dirigentes de ensino, para casos de violência nos colégios. Uma tentativa de voltar Rose foi classificada como professora readaptada de 2012 a 2014. Terminado o período, ela precisava passar por uma perícia médica. “O departamento do estado só conseguiu marcar minha reavaliação em 2017. Em abril de 2018, saiu no Diário Oficial que eu deveria voltar a dar aula”, relata. Ela tentou. “A pressão arterial subia, eu suava dando aula. Entrei com um processo de tutela antecipada, que é quando o juiz entende que não há condição de saúde de voltar. Ele aprovou, e continuei afastada da docência.” Desde então, Rose auxilia na coordenação de um colégio público da zona leste de São Paulo. Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Trajetória: sonhos, gravidez precoce e susto Rose já sonhava em ser professora quando estava nas aulas de português do ensino fundamental 2. “Sabe quando o profissional te encanta? Você olha e diz ‘quero ser assim quando crescer?’” Só que, aos 14 anos, ela engravidou e abandonou os estudos. “Foi uma necessidade, mais do que uma decisão. Eu não tinha outra escolha, porque o pai não deu nenhum apoio”, conta. Quando sua filha, Helô, completou 5 anos, Rose voltou a estudar - fez o supletivo (na época, uma forma de cursar o ensino médio em 1 ano e meio) e, logo depois, prestou vestibular para letras. Foi aprovada na primeira tentativa. Durante o curso, fez estágio como ouvinte em uma escola pública. E aí veio o primeiro susto. “Eu me espantei com a diferença que era do tempo em que eu estudava. Uma bagunça. A professora de inglês ficava repetindo as mesmas coisas, ninguém dava atenção. Já foi uma amostra grátis de que não seria fácil”, afirma. Ela se formou em 1991, mas só prestou concurso para ser professora em 2003, “justamente pelo receio do que tinha visto na sala de aula”. “É aquela história: meu diploma, tadinho, estava guardado. Depois de tanto tempo, decidi tentar.” Seu primeiro emprego como professora foi como “eventual” - ela assumia turmas quando o titular faltava ou estava em licença. Em 2006, foi contratada como efetiva. “Você respira fundo e vai. São 35 alunos na sala, mas a sensação é de solidão. É você e mais ninguém.” Que os próximos não sofram tanto Quando foi readaptada, Rose teve uma redução significativa na remuneração mensal. "Perdi adicional por tempo de serviço, não pude mais fazer prova de mérito [forma de conseguir promoção na carreira]. Estar em licença médica conta como se fosse 'quebra de assiduidade'", conta. Para solucionar a questão, a professora luta para que as doenças causadas pelo exercício da docência sejam consideradas "acidentes de trabalho". "Gostaria que quem entrou em readaptação por causa desses problemas tivesse o mesmo direito de todos os acidentados em serviço". Rose redigiu, então, o texto do projeto de lei 411/2020, apresentado pelo deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL-SP). A intenção é garantir mais direitos "aos professores readaptados, em processo de readaptação e em licença médica prolongada". Desde julho, o projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. O último parágrafo do PL diz: "destacamos que este projeto adveio de sugestão e contou com a redação dada pela professora Rosemeyre Moraes de Oliveira, estudiosa da causa dos professores readaptados". "Se for aprovado, não vai me beneficiar, porque os efeitos não são retroativos. Mas é uma contribuição que posso deixar aos próximos readaptados", afirma Rose.
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15/10 - ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca
15/10, Dia do Professor: André Barcellos, premiado no Educador Nota 10 deste ano, fala sobre a importância do ensino da ciência e da formação adequada a quem leciona. O professor André Barcellos, 31 anos, que recebeu o prêmio Educador Nota 10 em 2020 por um projeto de física para o ensino médio. Arquivo Pessoal Foi em meio a uma incursão no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Suíça, que André Barcellos, 31 anos, teve uma espécie de clique, um momento que os gregos clássicos chamaram de "eureca". Ele, professor de física do ensino médio em Brasília, doutorando da UnB, havia sido selecionado para um programa de formação de docentes que incluía a visita pelo local do Grande Colisor de Hádrons, que analisa as partículas mais elementares que formam nossa realidade. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. Em meio a testes e computadores, Barcellos percebeu como as teorias eram colocadas à prova. “Havia duas telas: uma com resultados experimentais e outra com previsões teóricas. Na medida em que os resultados iam ganhando relevância estatística, as previsões iam sendo cortadas. São dois, três anos de trabalho indo por água abaixo”, descreve Barcellos. Mas é parte do processo. “Isso me fez pensar: o cientista precisa poder errar para a ciência se desenvolver. A ciência dá saltos em erros, como a descoberta do rádio e da penicilina, que vieram de acasos. Pensa na qualidade deste erro. Agora transporta isso para a sala de aula.” Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Investigar é fundamental Nasceu ali a força-motriz para o projeto “Óptica com Ciência”, que surgiu antes da pandemia e rendeu a ele o prêmio Educador Nota 10 na edição de 2020 -- todos os anos, 10 educadores são premiados por desenvolverem ações inovadoras nas escolas. Barcellos montou tubos de PVC pintados de preto, com furos laterais de onde saem cordas amarradas internamente. Só é possível inferir a ligação entre elas ao puxar a corda de um lado ou de outro. Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia Professor da rede pública do DF ganha prêmio Educador Nota 10 “Você só vê a causa e o efeito, nunca sabe o mecanismo. Uso isso de metáfora científica. A gente nunca sabe com certeza os mecanismos que regem os fenômenos naturais. O que a gente sabe é a causa e a consequência. Ao imaginar como estão as cordas lá dentro, os alunos estão fazendo o método de investigação. Foi bonito de ver o quanto essas atividades foram capazes de instigar a curiosidade nos alunos.” Para Barcellos, o ensino da ciência nas escolas é primordial para a sociedade. "A ciência faz parte do que significa ser cidadão no século 21", afirma. Na mais recente avaliação internacional de estudantes, o Pisa, o Brasil caiu 3 posições no ranking mundial na aprendizagem em ciência, ficando entre o 66º e 85º lugares (os resultados são apresentados por faixas de evolução). O Brasil somou 404 pontos, enquanto a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é 489. Líderes do ranking, três províncias da China somaram 590 pontos em ciência (regiões chinesas são analisadas separadamente). Ainda há muito a ser feito, declara Barcellos. "É flagrante, diante das posições negacionistas [do aquecimento global] e da proliferação das fake news, que o projeto de ensino de ciência nas escolas falhou. Porque a principal contribuição que a ciência pode dar é uma posição cética em relação a um acontecimento, é ensinar a dúvida e a curiosidade de ir mais a fundo", defende. 'Instigar o pensamento crítico' Em sua visão, ensinar não é dar a resposta, apontar erros ou punir os alunos. Mas sim instigar o pensamento crítico. “Trouxe tudo que vi de melhor do mundo em ciência e educação para dentro da minha sala de aula”, descreve Barcellos. Depois do Cern na Suíça, ele fez outras incursões no Fermilab, laboratório de física de partículas nos EUA, e no Instituto Perimeter, de física teórica, no Canadá. Algumas viagens foram pagas com vaquinha virtual para custear as passagens. 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial "O que os alunos mais gostam é a oportunidade de investigar. O que eu trazia para a sala de aula? Eram desafios: vamos investigar isso aqui? E deixava usar a criatividade e a imaginação desde que cumprissem algumas regras. A teoria que eles desenvolvessem precisaria imaginar uma resposta, criar modelos e explicações", relata. Para criar esse ambiente é preciso de formação adequada na área. O Plano Nacional de Educação (PNE) havia estipulado que, até 2015, 100% dos professores tivessem se graduado no campo em que dessem aula. Mas a meta ainda não foi atingida. Em 2019, somente 63,3% dos professores tinham alguma graduação na área em que davam aula. “É preciso vivência no campo científico, vivência destes valores. Isso demora, é complicado, não é valorizado, e não é divulgado”, reflete Barcellos. Para reforçar o contato com a área, há um programa federal que oferece um curso ("Ciência É Dez") que tem atualmente 3.579 professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, com aulas a distância. Pandemia O projeto de física de Barcellos estava indo bem até que veio a pandemia. "Tivemos que abandonar a percepção do ensino integral de ciência. Porque tudo se baseia em uma ideia simples: é preciso experimentar e no on-line é impossível fazer o método de investigação com certo rigor", relata. Ele relata que a escola em que dá aula se adaptou rapidamente ao ensino remoto. Mas, apesar de suprir as questões técnicas para a educação a distância, Barcellos diz que sente falta do contato com os alunos. "Rapidamente nos organizamos e adaptamos o currículo. Mas a falta de convívio social e de um ambiente que inspire a estudar prejudica demais a aprendizagem dos alunos", afirma. Graduação em física tem uma das maiores evasões entre os cursos de exatas; Barcellos insistiu, se formou, e foi para as salas de aula instigar o pensamento crítico dos alunos. Arquivo Pessoal "Vejo muitas possibilidades. Acredito que, com a volta do presencial, o 'know how' de gravar vídeo e de se expor na internet vai ficar como experiência", aposta. "Tenho esperanças de que o ensino híbrido seja uma das soluções possíveis." Ainda assim, destaca Barcellos, os índices de aprendizagem do Brasil não vão melhorar sozinhos. "Se tiver espaço, equipamento e não souber o que fazer com isso, a educação não vai melhorar", relata. Playslist: Volta às aulas na pandemia
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15/10, Dia do Professor: veja dados sobre salários e os efeitos da pandemia sobre quem trabalha com ensino. Arte/G1 Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil: ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Playlist: Volta às aulas na pandemia O Plano Nacional de Educação (PNE) tem entre suas metas igualar o salário médio dos professores à renda de outros profissionais com a mesma escolaridade. Em 2015, o salário médio dos professores r
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14/10 - UFJF oferece 440 vagas em cursos de graduação a distância
Inscrições podem ser feitas até às 18h do dia 30 de outubro no site da Copese. Saiba como se inscrever. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora Estão abertas as inscrições para o processo de seleção dos cursos de graduação a distância da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O prazo vai até às 18h do dia 30 de outubro no site da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese). De acordo com a instituição, são oferecidas 440 vagas, distribuídas entre licenciatura em pedagogia e computação em 10 polos de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil (UAB): Andrelândia, Bicas, Durandé, Governador Valadares, Itamonte, Monte Sião, Carandaí, Confins, Jaboticatubas e Sabará. Inscrições Após a inscrição, o candidato deverá imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU) correspondente à taxa de inscrição, no valor de R$ 120 e fazero pagamento até às 20h do dia 30 de outubro, exclusivamente no Banco do Brasil. O comprovante definitivo de inscrição deve ser impresso pelo candidato a partir das 15h do dia 5 de novembro, na Área do Candidato. Isenção A isenção da taxa poderá ser solicitada somente no ato do cadastramento on-line da inscrição. O resultado sai a partir das 15h do dia 27 de outubro. O inscrito que tiver a solicitação de isenção indeferida deve, no mesmo site do cadastramento da inscrição, gerar a guia e efetuar o pagamento da taxa nas condições e nos prazos estabelecidos de acordo com o edital. Já o candidato que tiver a solicitação deferida precisa verificar a emissão do comprovante definitivo de inscrição. Edital Os interessados poderão optar por uma das modalidades de ingresso: aproveitamento da pontuação obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em pelo menos um das cinco edições mais recentes do exame, concorrendo a proporção de 90% do total das vagas; ou concorrendo às oportunidades destinadas a professores da rede pública de ensino, em exercício, sem formação inicial em nível superior ou ainda àqueles que não possuem formação na área em que atuam, na proporção de 10% do total. Havendo número de inscritos superior na modalidade para professores, o critério de escolha será de acordo com o maior tempo de serviço; persistindo o empate, com o de maior idade. De acordo com o edital, o candidato deve optar por dois polos, em ordem de preferência, onde pretende cursar a graduação escolhida. As vagas em cada uma das modalidades, cursos e polos respeitam os limites existentes, conforme o edital. Resultado Segundo a UFJF, o resultado final do processo de seleção será divulgado no dia 6 de novembro, a partir das 15h, no site da Copese. Outras informações podem ser conferidas aqui.
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14/10 - Em meio à pandemia, número de 'empresas-filhas' da Unicamp aumenta 27% e faturamento total chega a R$ 8 bilhões, diz agência
Dados divulgados pela Inova Unicamp, nesta quarta-feira (14), mostram 1.038 companhias cadastradas. Maioria está na região Sudeste e 89,7% são micro ou pequenas empresas. 'Empresas-filhas' da Unicamp crescem 27% e faturamento total chega a R$ 8 bilhões Em meio aos reflexos da pandemia da Covid-19, o número de "empresas-filha" da Unicamp aumentou 27% nos últimos 12 meses e contribuiu para que o faturamento total do grupo chegasse ao patamar de R$ 8 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (14) pela Agência de Inovação Inova Unicamp. Ao todo são 1.038 cadastros, dos quais 223 foram neste período de levantamento. Segundo a Inova, as "empresas-filhas" reúne, 33,3 mil empregos diretos e 92% delas foram criadas por alunos ou ex-alunos da universidade; enquanto as demais foram desenvolvidas por docentes ou funcionários, empresas que tenham como atividade principal uma tecnologia licenciada da Unicamp, ou companhias incubadas ou graduadas pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incamp). Ao todo, são quase 2 mil postos de trabalho a mais do que o verificado no ano anterior. Já o faturamento aumentou aproximadamente R$ 100 milhões, apesar dos cenário de crise sanitária. "É um grande marco chegarmos a 1 mil empresas, isso mostra a pujança da Unicamp, dessas empresas e o principal: o fato de estarem bem centradas na Região Metropolitana e ver o impacto de uma universidade de qualidade no desenvolvimento socioeconômico", diz o diretor-executivo da Agência de Inovação da Unicamp (Inova), Newton Frateschi. Entre as 223 novas empresas listadas na pesquisa, 64% foram fundadas nos últimos cinco anos. A agência destaca que o cadastro é relevante na medida em que a empresa-filha pode interagir mais com a Unicamp e, além disso, ter a chance de garantir mais visibilidade no ecossistema e acordos. Do total de cadastradas, 929 estão ativas no mercado, o que representa alta de 29,5% no comparativo com as 717 do ano anterior. Além disso, a Inova destaca que 26% do grupo atuante - 243 - interagem com a Unicamp em pesquisas conjunta, mentorias, patrocínios, consultorias, entre outras parcerias. "Nesse momento de pandemia a gente vê que muitas apareceram em função de ter soluções para pandemia, a maioria pequenas. Nós vemos que a pandemia afeta de forma muito inomogênea e não vejo grandes variações para os próximos 12 meses", avalia Frateschi ao ponderar que muitas foram impactadas, mas, em contrapartida, outras com processos digitalizados se destacam. Áreas de atuação e origem O levantamento de 2020 indica que 89,7% são micro ou pequenas empresas. Veja abaixo detalhes: Micro porte - 595 Pequenas - 239 Média - 85 Grande - 10 Sobre o campo de atuação, o setor de Tecnologia da Informação concentra a maior parcela - 26% - o equivalente a 242 "empresas-filhas" da universidade estadual. Em seguida aparecem: Tecnologia da Informação - 242 Consultoria - 125 Engenharia - 94 Saúde humana e bem-estar - 69 Educação - 67 Alimentos e bebidas - 57 Serviços - 51 Energia - 44 Artes, design e multimídia - 39 Biotecnologia - 28 Marketing - 24 Agricultura e saúde animal - 22 Comércio e serviços - 21 Telecomunicações - 13 Tecnologias verdes - 11 Química - 10 Distribuição A instituição responsável por gerenciar a inovação tecnológica na universidade e intermediar parte das parcerias dela destaca que 87,3% das empresas-filha estão no Estado de São Paulo. Considerando-se apenas a Região Metropolitana (RMC), o índice é de 59,9% e, para a Inova, isso reflete a importância da universidade em formar talentos que atuam como agentes transformadores da região. De acordo com a Inova, 19% têm atuação internacional, com escritórios e até exportações. Exemplo de inovação Um dos destaques recentes na lista da Inova é uma empresa da qual o ex-aluno do curso de engenharia mecânica Murilo Peixoto é sócio, na capital paulista. A companhia, explica, foi a quarta do país a conseguir registrar um ventilador pulmonar na Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), com projeto 100% nacional. A Inova facilitou o início do processo de desenvolvimento. "Me ajudaram ao especificar os testes necessários, foram muito prestativos e acompanharam o projeto. A tecnologia transborda na Unicamp e meu objetivo é desenvolver mais e levar ao mercado", diz ao mencionar que a empresa é especialista em soluções para engenharia de fluidos, sobretudo processos com ar, óleo ou água, e tem como clientes ramos portuários e aeronáuticos. Prédio da agência de inovação Inova Unicamp Thomaz Marostegan/Inova Unicamp VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/10 - Fies reabrirá inscrições para vagas remanescentes a partir de 26 de outubro
Processo será retomado por causa de instabilidades no site do programa. Prazos variam segundo perfil do candidato. Erro em site do Fies levou MEC a suspender edital e interromper inscrições. Reprodução/Twitter O Ministério da Educação (MEC) afirmou, na terça-feira (13), que reabrirá as inscrições para vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a partir de 26 de outubro. A princípio, o processo ocorreria de 6 de outubro a 13 de novembro, mas foi suspenso por causa de instabilidades no site do programa. Para compensar a falha, os prazos foram ampliados. Segundo o MEC, os alunos que conseguiram se inscrever antes da interrupção não serão prejudicados. São 50 mil vagas para o segundo semestre de 2020. As datas de inscrição variam conforme o perfil do aluno: 26 e 27 de outubro: apenas candidatos de áreas de conhecimento prioritárias (cursos de saúde, engenharias, licenciaturas e ciências da computação); de 28 de outubro a 3 de novembro: candidatos ainda não matriculados em instituições de ensino superior; de 28 de outubro a 27 de novembro: candidatos que desejam financiar as mensalidades no curso e turno em que já estão matriculados atualmente. O que é o Fies O Fies é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Atualmente, tem duas categorias: a primeira oferece vagas com juro zero para estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos; a segunda, chamada P-Fies, tem juros variáveis e é direcionada a alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. As vagas remanescentes só são válidas para a primeira modalidade. 7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies
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13/10 - Encontro on-line discute a influência da educação na economia
Encontro é promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Redes da Maré e do Instituto Humanize. Evento tem inscrições gratuitas. Impacto da educação na economia e pós-pandemia são tema de debate Amanda Perobelli/Reuters Um encontro on-line às 10h da manhã desta quarta-feira (14) vai discutir o impacto na economia quando se investe na educação e a participação da iniciativa privada nesse debate. Participam do debate a economista Elena Landau, Américo Mattar (Fundação Telefônica), Mônica Pinto (Fundação Roberto Marinho), Eliana Souza (Redes da Maré) e Pâmela Carvalho (Redes da Maré), com mediação da jornalista Flávia Oliveira. As perspectivas para o país no pós-pandemia e o relato de experiências com impacto sobre as comunidades também estarão na pauta. O evento é promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Redes da Maré e do Instituto Humanize. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio desse site. Playlist: vídeos sobre Educação a
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13/10 - UFU e UFTM estão entre as instituições que mais pediram registros de invenção e de software no Brasil em 2019
A Universidade Federal de Uberlândia está entre as 20 que mais solicitaram patentes de invenção; já a Universidade Federal do Triângulo Mineiro aparece na lista de registro de programas de computador. Rankings foram elaborados e divulgados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Fachada da Universidade Federal de Uberlândia Reprodução/TV Integração A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) estão entre as instituições que mais pediram registros de invenção e de software no Brasil em 2019. O ranking foi elaborado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Na lista de Patentes de Invenção (PI), a UFU está em 19º lugar, com 25 pedidos feitos. Em 2018, a instituição ficou em 15º lugar, com 27 pedidos. A UFU também foi listada entre as 50 instituições que mais fizeram pedidos de registros de programas de computador em 2019, ficando em 27º lugar, com 15 pedidos. Em 2018, com 11 pedidos, a universidade ficou em 37º lugar. UFU em rankings elaborados pelo INPI Também no ranking de registros de softwares, está a UFTM, que ficou em 47º lugar, com 10 pedidos. Um deles foi o Memorex, um jogo que tem o objetivo de ajudar a manter ou melhorar funções cognitivas, em especial percepção visual, memória e planejamento. Desde 2014, esta é a primeira vez que a instituição, que tem campus em Uberaba e Iturama, é colocada em algum levantamento do INPI. Os dados foram consultados pelo G1 no site do INPI, que disponibiliza as estatísticas de 2014 a 2019. Ranking geral de patentes de invenção No ranking das 50 instituições que mais fizeram pedidos de patentes de invenção em 2019, o Estado da Paraíba se destacou com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no primeiro lugar, com 100 pedidos de patentes, seguida pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Dos dez maiores depositantes de patentes no Brasil, em 2019, cinco foram universidades federais. Outras três foram universidades estaduais e duas empresas estão presentes na lista. As outras universidades que estão entre as 10 primeiras colocadas no ranking ficam nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em Minas Gerais, a mais bem colocada é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que é a 4ª do Brasil. O que é patente? De acordo com o INPI, patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Com este direito, o inventor ou o detentor da patente tem o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar a venda, vender ou importar produto objeto de sua patente e/ ou processo ou produto obtido diretamente por processo por ele patenteado. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente. A patente é válida somente no território nacional. Registro de software Apesar de não ser obrigatório por lei, o registro de programa de computador é fundamental para comprovar a autoria do desenvolvimento perante o Poder Judiciário, podendo ser muito útil em casos de processos relativos a concorrência desleal, cópias não autorizadas, pirataria, etc., garantindo, assim, maior segurança jurídica ao detentor. Centro Educacional da UFTM no Bairro Abadia em Uberaba Edmundo Gomide/UFTM
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13/10 - Pism 2021 da UFJF tem inscrições abertas a partir desta terça
Para o campus de Juiz de Fora são oferecidas 1.903 vagas em 66 cursos. No campus de Governador Valadares há 400 vagas em 10 cursos. Saiba como se inscrever. Pism será realizado no ano que vem em Juiz de Fora Twin Alvarenga/UFJF A partir das 15h, desta terça-feira (13), estão abertas as inscrições para o Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2021 da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). De acordo com o edital divulgado na quarta-feira (7), ao todo, são oferecidas 2.303 vagas em 76 cursos de graduação dos dois campi. As inscrições para os módulos I (triênio 2020-2022), II (triênio 2019-2021) e III (triênio 2018-2020) devem ser feitas até às 18 horas do dia 3 de novembro de 2020, exclusivamente on-line, na Área do Candidato. Para o campus de Juiz de Fora são oferecidas 1.903 vagas em 66 cursos. No campus de Governador Valadares há 400 vagas em 10 cursos. As provas serão realizadas nos dias 27 e 28 de fevereiro pelos candidatos dos módulos II e III, e nos dias 13 e 14 março pelos candidatos do módulo I. As informações sobre o processo seletivo podem ser acessadas no edital. Para se inscrever, o candidato deve acessar a Área do Candidato, realizar a inscrição e imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU), referente à taxa de inscrição, no valor de R$ 120. O pagamento deve ser feito até às 18h do dia 4 de novembro, exclusivamente pelo Banco do Brasil. Isenção da taxa de inscrição Os interessados em pedir a isenção da taxa de inscrição devem ficar atentos, pois o prazo é de seis dias: das 15h desta terça até às 15h do domingo (18). Os pedidos de isenção podem ser feitos de duas formas: via CadÚnico, informando o Número de Identificação Social (NIS); ou pelos critérios da Lei 12.799/2013, desde que o candidato possua renda familiar bruta mensal igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita e que tenha cursado o ensino médio integralmente em escola da rede pública ou recebido bolsa integral em escola da rede privada. Atendimento especial Os candidatos que necessitarem de atendimento especial para realizar as provas também deverão fazer o pedido no momento da inscrição, anexando documentos digitalizados que comprovem tal necessidade. Pessoas com deficiência devem anexar à inscrição cópias digitalizadas do laudo médico e demais documentos comprobatórios. Candidatos que se sentirem impedidos de fazer a prova no sábado, por motivo religioso, devem anexar cópia digital de atestado comprobatório da confissão religiosa, emitido pelo representante qualificado da comunidade religiosa. O prazo para solicitação do atendimento especial é das 15h do dia 13 de outubro às 18h do dia 3 de novembro. Comprovante definitivo de inscrição O comprovante definitivo de inscrição deverá ser acessado e impresso pelos próprios candidatos a partir das 15h do dia 9 de fevereiro de 2021. A UFJF não enviará o documento pelos Correios, nem o entregará pessoalmente. Cuidados especiais Em virtude da pandemia do novo coronavírus, novas orientações para realização das provas foram acrescidas no edital. Será obrigatório o uso de máscara facial que cubra completamente a boca e o nariz durante toda a realização das provas. A exigência visa a cumprir os protocolos de biossegurança da UFJF. A Universidade não fornecerá máscaras aos candidatos. Durante a identificação, os candidatos deverão higienizar as mãos com álcool gel próprio, desde que esteja em recipiente transparente e sem rótulo, ou fornecido pelo aplicador de provas. Todas as outras exigência e obrigações para a realização das provas estão presentes no edital. Resultados As notas das provas do Módulo III do Pism serão divulgadas no dia 7 de abril de 2021. O resultado final, após a interposição e análise dos recursos, sai no dia 15 de abril de 2021. As notas das provas dos Módulos I e II serão divulgadas no dia 8 de junho de 2021, sendo o resultado final publicado em 17 de junho de 2021.
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13/10 - Fies adia para 2022 exigência de nota mínima de 400 pontos na redação do Enem
Previsão inicial era implementar exigência em 2021, mas governo adiou o prazo. Até lá, regra é não zerar a redação. Nota do Enem pode ser usada por três programas do governo: Sisu, Prouni e Fies. Reprodução/G1 A partir de janeiro de 2022, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) só aceitará candidatos que tenham tirado, no mínimo, 400 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A princípio, a exigência passaria a valer já em 2021 - mas, em publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (13), o governo adiou a mudança. Após instabilidade, MEC suspende cronograma e prorroga prazo de inscrição do Fies O Fies é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Abaixo, veja as regras: Notas do Enem exigidas no Fies em 2020 e 2021 Média aritmética das provas igual ou superior a 450 pontos. Nota superior a zero na redação. Notas do Enem exigidas no Fies a partir de 2022 Média aritmética das provas igual ou superior a 450 pontos. Nota igual ou superior a 400 pontos na redação. Além das regras mencionadas acima, há um critério econômico, que não foi modificado: o candidato deve ter renda familiar per capita de 1 a 3 salários mínimos.
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12/10 - Universidades federais da Zona da Mata e Vertentes estão entre as 50 instituições que mais depositam patentes de invenção no Brasil
Lista, que foi divulgada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tem como base o ano de 2019. Veja a colocação de cada uma. Campus Santo Antônio da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação As três universidades federais da Zona da Mata e Campo das Vertentes integram o ranking das 50 instituições que mais depositaram Patentes de Invenção (PI) no Brasil. Veja abaixo a colocação de cada uma. A lista, que foi divulgada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tem como base o ano de 2019 e reúne as entidades de ensino superior e empresas no âmbito público e privado de todo o país. De acordo com o ranking, a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) ficou em 15º lugar. Em seguida, entre as regiões, aparece a Universidade Federal de Viçosa (UFV), na 32ª posição, e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ocupa a 45ª. Lei sobre patentes e lentidão de órgãos públicos levam país a gastar mais com remédios, diz TCU Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação Ranking geral Na primeira posição da lista, está a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em segundo, aparece a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e em terceiro, a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em Minas Gerais, a mais bem colocada é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que é a 4ª do Brasil. O que é patente? De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a patente é um documento formal, expedido por uma repartição pública, por meio do qual se conferem e se reconhecem direitos de propriedade e uso exclusivo para uma invenção descrita amplamente. Ainda segundo o Sebrae, a invenção precisa se enquadrar em uma das seguintes naturezas e modalidades: A invenção deve ser novidade e ter aplicação industrial; Nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo que resulte em melhoria funcional do objeto. O que pode ser patenteado de acordo com o Sebrae: A invenção que atenda aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial; O modelo de utilidade que seja objeto de uso prático, ou parte deste; O modelo de utilidade que seja suscetível de aplicação industrial; O modelo de utilidade que apresente nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo; O modelo de utilidade que resulte em melhoria funcional no uso ou na fabricação. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora
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12/10 - Pandemia não é brincadeira: o que as crianças pensam sobre crise, isolamento e volta às aulas; VÍDEO
G1 conversou com seis crianças, de diferentes realidades sociais, para saber como elas estão enfrentando as mudanças trazidas pela Covid-19. Pandemia não é brincadeira Como as crianças estão lidando com tantas mudanças trazidas pela pandemia? Será que elas se adaptaram às aulas remotas? Estão com saudades de brincar sem máscara? Têm medo de perder alguém querido? Passaram por dificuldades financeiras? Ajudaram outras pessoas? O G1 conversou com seis delas, de diferentes regiões do país e realidades sociais. São crianças que vivem em capitais, cidades menores e até na área rural. Estudam em escolas públicas e particulares, e tiveram de se adaptar a diferentes formatos de ensino. Uma delas, por exemplo, precisou buscar sinal de internet no meio do mato para conseguir estudar. Outra já voltou a ter aulas presenciais e fala sobre a nova rotina na escola. Assista ao vídeo acima e confira o bate-papo. Leia abaixo mais detalhes sobre as histórias das crianças. Adriel Adriel é apaixonado por livros Jornal Nacional Em abril de 2019, Adriel Oliveira, de Salvador, criou uma conta em uma rede social para falar de literatura e postar pequenas resenhas de livros. Neste ano, durante a pandemia, o menino recebeu uma mensagem racista na sua página. “Uma pessoa disse que não era para eu estar lendo, e sim cavando uma mina. Também me chamou de gordo”, conta. Ele respondeu: “em pleno século 21, pessoas ainda são racistas? Atualizem-se. Insultos acabam com o psicológico de pessoas fracas, esse tipo de coisa não me abala em nenhum ponto. Aliás, tenho orgulho de ser negro". Depois da repercussão do caso, Adriel recebeu uma homenagem da Academia Brasileira de Letras (ABL), além de doações de quem se sensibilizou com a história. “Vieram várias coisas boas, não só para mim, mas também para a minha mãe e para o meu padrasto. Ganhei um quarto, me mudei e saí do bairro onde morava, consegui um celular novo, um notebook e vários livros”, diz Adriel. As novidades ampliaram as possibilidades de estudo durante a quarentena. Antes, o menino era aluno de uma escola pública e não tinha acesso adequado às aulas on-line - o único celular da família era usado pela mãe. Para apoiar o caderno, Adriel levantava o colchão e usava o estrado da cama. “A gente passou por muitas dificuldades financeiras, porque minha mãe sustentava a casa com comida e também comprava os remédios do meu padrasto, que eram muito caros - tudo com R$ 1 mil”, diz. “Foram situações muito difíceis. Vendi meus livros em sebos para ajudar.” Depois das doações, Adriel foi transferido para uma escola particular e ganhou materiais novos. Também está conseguindo acessar o ensino remoto, enquanto as atividades presenciais não são retomadas. “Meu maior medo é voltar para a minha realidade antiga, para a estaca zero. É eu acordar e isso ser um sonho.” Gabriel Gabriel ficou famoso na web com postagem do 'bilete' que escreveu tentando se passar pela professora Marcelo Risso / TV TEM Gabriel Lucca, de Bocaína (SP), ficou famoso depois de escrever um certo recadinho para a mãe em 2018. Na tentativa de ficar em casa, o menino fingiu que a professora havia mandado uma carta para a mãe dele. “Amanhã não vai ter aula, porque pode ser feriado. Ass: Tia Paulinha. É verdade esse bilete”. É claro que a travessura virou meme. Dois anos depois, com a escola fechada por causa da pandemia, Gabriel jura que sente saudades da professora e dos colegas. “Eu queria muito que o coronavírus sumisse”, diz. Marina Maria com os laços idealizados por ela e produzidos pela avó para ajudar instituições de Guaranésia (MG) Divulgação/Marina Segretti Castelar Preocupada com os efeitos da pandemia, a menina Marina Segretti Castelar, de 9 anos, decidiu fazer uma campanha para ajudar hospitais da sua cidade, Guaranésia, no Sul de Minas. Ela contou com a ajuda da família para fabricar e vender “scrunchies” (laços que podem ser usados no cabeça ou como acessório no braço). E, assim, conseguiu doar R$ 6 mil para três instituições: Santa Casa, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Banco Ortopédico. As campanhas tiveram ainda outros efeitos: conseguir manter a avó de Marina - que é do grupo de risco para o novo coronavírus - quietinha e ocupada em casa. Dona Nadir Franco Segretti, de 85 anos, é quem fabrica os “scrunchies”, que são vendidos por R$ 5 a unidade. “Agora minha avó está caminhando, o que foi muito bom para ela, mas de qualquer forma, ela está bem trancadona em casa”, contou Marina. Além das campanhas de solidariedade, quase todo o tempo da menina é dedicado aos estudos. Ela disse que conseguiu se adaptar bem ao ensino on-line. “Agora que eu estou ficando em casa e não vejo muita gente, estou fazendo resumos.” Embora sinta muita falta dos amigos, ela não gostaria de voltar à escola agora. “Mesmo tomando os cuidados, continua tendo aglomeração.” Isabel Vizinhos emprestaram internet para Isabel poder estudar todas as tardes em Roncador Reprodução/RPC Isabel Cravicz, de 10 anos, sofreu no começo da pandemia. Moradora da zona rural de Roncador, no Paraná, ela não tinha internet em casa para acompanhar os estudos. “Eu fiquei muito triste quando descobri que as aulas eram on-line”, contou. Para contornar o problema, ela ia todos os dias até o sítio dos vizinhos para ter acesso à internet e conseguir estudar usando um celular. Mas ela precisava manter distância da casa deles, porque são idosos e do grupo de risco para Covid-19. “Às vezes chovia, eu me molhava, era sol, ventava, aí eu e minha mãe tivemos a ideia de construir uma cabaninha.” Com a repercussão da história de Isabel, uma empresa de telecomunicações colocou uma torre na comunidade e levou internet até a casa da menina e de várias outras pessoas. Assim, a rotina da menina ficou mais fácil. Sem irmãos, ela aproveita a companhia dos pais e dos seus animais preferidos - cachorros, uma carneira e uma bezerrinha -, enquanto espera o retorno às aulas presenciais. “Brinco muito com meus animais, subo bastante em árvore e brinco de jogos de tabuleiro e cartas com minha mãe e meu pai.” Carlos Carlos Augusto de Souza, de 10 anos, aluno de Manaus Reprodução/TV Globo Carlos Augusto de Souza, de 10 anos, estuda em uma escola particular de Manaus. Como as aulas presenciais já foram retomadas na cidade, ele enfrenta um desafio diferente das demais crianças: acostumar-se a trocar de máscara de hora em hora, a não abraçar os amigos e a ver sua turma dividida em pequenos grupos. “Apesar de todas as mudanças, eu estava muito ansioso para voltar. Quando estou lá, é uma sensação maravilhosa”, conta Carlos. Mas ver os amigos significou também receber notícias tristes. “O pai do meu amigo está internado com coronavírus. O pai de um outro, que joga bola comigo, morreu. Mas estou otimista que a vacina saia logo”, diz. Sofia Sofia Pacheco, de 10 anos, estuda em uma escola pública da periferia de Belém. No começo da pandemia, a menina e seu irmão gêmeo faziam as atividades pedagógicas na cama do quarto. Depois, o pai das crianças teve uma ideia. “Ele construiu uma bancada de madeira para a gente. Agora, temos um lugarzinho para estudar”, conta Sofia. Ela não vê a hora de voltar para a escola. “De vez em quando, falo com os meus amigos pelo celular, mas tenho muita saudade deles, das professoras e das lições”, diz. E as regras de isolamento social foram rígidas na casa da família. Como as duas crianças têm problemas respiratórios, são do grupo de risco para a Covid-19. Preocupada, a mãe optou por não permitir que saíssem para a rua. Sofia diz que “foi muito estranho”. “Antes do vírus, a gente ia para a casa da minha avó. Agora, é arriscado. Também senti falta de brincar lá fora. A gente pula corda na sala.” Initial plugin text
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12/10 - Estudo da UFJF relaciona ambiente urbano e arquitetônico com a propagação do coronavírus
O relatório 'Ambiente Urbano e Habitação – condição de salubridade à luz da sustentabilidade em tempos de pandemia' aponta que espaços com densidade populacional excessiva são mais propensos à disseminação do vírus. Conjuntos habitacionais são considerados mais propensos para propagação de casos de Covid-19 Kelison Neves/Rede Amazônica Um estudo desenvolvido pelo programa de extensão “Laboratório Casa Sustentável” da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) relacionou ambiente urbano e arquitetônico das cidades com a propagação do coronavírus. A partir do estudo foi elaborado o relatório “Ambiente Urbano e Habitação – condição de salubridade à luz da sustentabilidade em tempos de pandemia”. No documento, consta que espaços com densidade populacional excessiva são mais propensos à disseminação do vírus. A iniciativa foi coordenada pela professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Letícia Zambrano, e no relatório mostra que o fator se manifesta tanto em ambientes urbanos estruturados, quanto em áreas informais da cidade. “Muitas das questões envolvidas na pandemia, de uma certa maneira, estavam demonstrando o limite da insustentabilidade em que chegamos nas cidades e que nos levam a uma maior exposição ao vírus”, destacou a professora. Juiz de Fora O relatório traz um alerta para o risco de uma legislação vigente, que permite altos coeficientes de ocupação em terrenos. O estudo aponta a situação acarreta uma densidade excessiva para um ambiente urbano que tende a ser mais confinado, devido às ruas estreitas. Zambrano destacou que, embora o prefeito tenha assumido com firmeza o enfrentamento da pandemia na cidade, isso não significa que Juiz de Fora não tenha os mesmos problemas encontrados em outros municípios brasileiros. Entre as situações destacadas estão a concentração excessiva de pessoas no transporte público e a insuficiência de atendimentos junto às áreas informais. A professora destacou que os principais problemas do município são a extensão das áreas em que prevalece a informalidade na ocupação urbana, tanto em áreas onde se localizam assentamentos habitacionais informais, como em bairros populares. Análise social A pesquisadora também analisou as questões referentes à situação de habitação que abrange boa parte da população. “Percebemos que ao olharmos para uma unidade residencial, as pessoas também sofrem, muitas vezes, de adensamento nas áreas informais. A própria unidade, pela presença da coabitação de mais de uma família vivendo em um mesma habitação, mais de três pessoas por cômodo, ou a própria estrutura do espaço habitacional, em determinadas situações, precária, também se transforma em um fator de agravamento”, destacou. Ela afirmou ainda que a presença de lixo nas ruas e encostas, bem como a dificuldade de acesso para coleta dos resíduos em determinados locais, também são questões que agravam os níveis de contaminação nas áreas informais. “Embora os dados oficiais apontem para o Centro e São Mateus como os bairros que apresentam os maiores índices de casos, estes são seguidos por Benfica e Nova Era – bairros populares – e em terceiro lugar São Pedro, Grama, São Geraldo, Monte Castelo entre outros, que são intensamente ocupados de maneira informal”, analisou. Letícia Zambrano avaliou ainda que a insuficiência das políticas públicas sociais direcionadas à esta parcela da população dificulta o enfrentamento do desafio de combater a expansão da pandemia na cidade. “Está claro que os problemas mais graves têm se dado no contexto da população de baixa renda por serem obrigados a sair pra trabalhar e terem que encarar o transporte coletivo lotado, aumentando a exposição e o risco de contágio pelo coronavírus”, completou. O relatório “Ambiente Urbano e Habitação – condição de salubridade à luz da sustentabilidade em tempos de pandemia” está disponível na internet. Initial plugin text
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11/10 - Centro Universitário em Curitiba oferece aulas de reforço online de graça para inscritos no Enem
Estudantes de qualquer região do Brasil podem participar; provas do Enem serão aplicadas em janeiro e fevereiro para 5,8 milhões de inscritos. Aulas de reforço são 100% online e de graça, segundo o Unibrasil Mariana Tavares O UniBrasil Centro Universitário está oferecendo aulas de reforço online para qualquer região do Brasil, de graça, para estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio 2020 (Enem). Não há limite de vagas, segundo o Unibrasil. Saiba como fazer a inscrição. O Enem estava marcado para novembro deste ano, mas foi adiado por causa da pandemia de Covid-19. Com a mudança, as provas do exame serão aplicadas em janeiro e fevereiro para 5,8 milhões de inscritos. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 5,7 milhões farão a prova impressa e 96 mil, a prova digital. Saiba mais sobre o Enem 2020 É a primeira edição do Enem que oferece as duas modalidades de provas. A ideia do Ministério da Educação é tornar o Enem totalmente digital até 2026. Os candidatos deverão usar máscaras obrigatoriamente durante a realização do exame, uma medida para evitar a propagação do novo coronavírus. As aulas de reforço oferecidas pela Unibrasil terão conteúdos de Língua Portuguesa, Redação, Ciências Humanas, Matemática, Física, Química e Biologia a partir do dia 17 de outubro. Conforme a universidade, após o início dos aulões, o estudante terá acesso às apostilas das disciplinas que tiver interesse, vídeos explicativos e outros conteúdos que possam aprimorar ainda mais os conhecimentos. Vídeos: Educação Veja mais notícias no G1 Paraná.
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11/10 - Projeto Não Desista do seu Futuro alerta para índices de evasão escolar no Brasil após a pandemia
Globo, Fundação Roberto Marinho, Unicef, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e mais de 25 organizações lançam iniciativa nesse domingo (11). Evasão escolar é uma das principais preocupações da educação após a pandemia Reprodução/RPC A pesquisa “Juventudes e a pandemia do Coronavirus”, do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), aponta que 30% dos 33 mil jovens entrevistados pensam em deixar a escola. Entre os que planejam fazer o Enem, 49% já pensaram em desistir. Em um esforço conjunto para enfrentar a questão da evasão escolar, Globo, Fundação Roberto Marinho, Unicef, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e mais de 25 organizações ligadas a educação lançam o projeto “Não Desista do seu Futuro”, que incentiva o fortalecimento do vínculo entre estudante e escola. “A Globo tem uma preocupação histórica com a educação. Sempre atuamos de forma mobilizadora para valorizar a educação e lutar contra a evasão escolar, através do entretenimento, do jornalismo e de campanhas. Este ano, com a pandemia, a questão da evasão piorou muito. Por isso foi feita esta coalizão da Globo e da Fundação Roberto Marinho, com o poder público e organizações sociais comprometidas com a educação, por este projeto para apoiar pais, professores e alunos a manterem sua conexão com a educação e com a escola”, afirma Sergio Valente, diretor de Marca e Comunicação da Globo. A mobilização começa neste domingo (11), com o lançamento de um filme com música inédita interpretada por Carlinhos Brown e a cantora Lexa, numa parceria com a gravadora Som Livre. A letra foi composta por Brown em parceria com Sergio Valente. "Se não dá para ir à escola agora, não deixe a escola ficar longe de você. Ligue, clique, se conecte. Não desista do direito... Seu direito de aprender", diz um trecho da letra. Uma prévia da faixa será cantada ao vivo, na voz de Brown, durante a final do "The Voice Kids". O objetivo da mobilização é oferecer aos estudantes, suas famílias e professores informações que os ajudem a dar continuidade aos estudos diante dos diferentes contextos e realidades que todos teremos que enfrentar após a pandemia. "A evasão escolar merece toda atenção da sociedade; não só pelo momento de pandemia que estamos passando, mas também por ser um dos principais fatores de desigualdade no país. Não podemos permitir que crianças e jovens desistam do seu futuro. Comprometer o futuro das juventudes é comprometer o desenvolvimento de toda uma nação", afirma Wilson Risolia, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. O site tmjsempre.org.br vai reunir propostas de ações e soluções para combater a evasão escolar. Os conteúdos são produzidos pelas mais de 25 entidades parceiras no projeto e têm a função de prestação de serviços, oferecendo caminhos para apoiar estudantes, a família e os professores para enfrentar a questão. Estarão disponíveis videoaulas, webinários, jogos e metodologias, entre outros conteúdos, que serão atualizados constantemente. "Essa campanha vem para se somar a todos os esforços que estamos fazendo neste momento no qual as aulas presenciais estão suspensas em decorrência da pandemia. Precisamos garantir o direito de cada criança e cada adolescente à educação e, sobretudo, manter o vínculo com os estudantes e famílias. É um momento complicado pra todos nós e o esforço conjunto é muito válido para darmos conta dos desafios postos", ressalta Luiz Miguel Martins Garcia, Presidente da Undime e Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci/ SP. Cecilia Motta, secretária de Educação de Mato Grosso do Sul e presidente do Consed, ressalta o poder de comunicação da Globo para chegar a todos os brasileiros. "Manter o vínculo do estudante com a escola é um dos principais desafios que enfrentamos neste momento, em que a maior parte das escolas públicas promove o processo de ensino e aprendizagem de forma remota. Portanto, contar com essa rede de apoio, liderada pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, faz toda a diferença para que uma mensagem de incentivo, força e esperança possa chegar a todos os pais e alunos. Não podemos deixar nenhum estudante para trás." O projeto "Não Desista do Seu Futuro" é uma parceria Globo, Consed, Undime, Fundação Roberto Marinho, Unicef, Unesco, Fundação Lemann, Fundação Grupo Volkswagen, Fundação Telefonica – Vivo, Instituto BEI, Instituto Natura, Instituto Oi Futuro, Instituto Península, Instituto Unibanco, Instituto Votorantim, Itaú Educação e Trabalho, Itaú Social, Instituto Alana, Cenpec, Comunidade Educativa Cedac, CIEB, Ensina Brasil, FGV, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Futura, Instituto Ayrton Senna, Instituto Reúna, Instituto Rodrigo Mendes, Instituto Sonho Grande, ISMART, Movimento Colabora, Movimento pela Base, Nova Escola, Parceiros da Educação, Porvir e Todos pela Educação. Playlist: vídeos sobre Educação a
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09/10 - UnB suspende vestibular 2020 e adere ao Enem
Candidatos poderão usar notas do exame de 2019. 'Medida foi tomada devido à pandemia do novo coronavírus', diz universidade. Aula em anfiteatro da Universidade de Brasília (UnB), em imagem de arquivo Isa Lima/UnB A Universidade de Brasília (UnB), anunciou nesta sexta-feira (9) que o tradicional vestibular do segundo semestre de 2020 foi cancelado. A seleção será substituída pelas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de 2019. Aulas na UnB foram retomadas em setembro A medida foi tomada, segundo a UnB, por causa da pandemia do novo coronavírus. "A substituição é excepcional, relacionada ao cenário da pandemia do coronavírus, que impede as aglomerações", disse a universidade. Ainda não há data prevista para o lançamento do edital para o novo processo seletivo. Mas, segundo a instituição, a inscrição será gratuita e feita pela internet. "Ao todo, serão 2,1 mil vagas", disse a UnB. Os aprovados serão registrados na UnB ainda neste ano, mas as aulas deverão começar apenas no dia 1º de fevereiro de 2021. "No caso das provas para os cursos que exigem a certificação de habilidades específicas, como Música e Arquitetura, por exemplo, a universidade vai prorrogar o prazo das certificações que perderam a validade em 2019 e 2020", informou a instituição. Aulas presenciais ou remotas em 2021? Área interna do Instituto Central de Ciências, um dos prédios principais da Universidade de Brasília Emília Silberstein/Secom UnB A UnB diz que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) ainda estuda a forma como serão as aulas no ano que vem. O plano de retomada das atividades foi estruturado em cinco etapas, que consideram a pandemia no Distrito Federal e no Brasil. "As atividades presenciais, ainda que de modo parcial, dependerão disso, bem como de orientações das autoridades de saúde e do Comitê Gestor do Plano de Contingência em Saúde da Covid-19 da UnB", explicou a instituição. Provas do PAS UnB divulga nomes dos aprovados no PAS para o 2º semestre de 2019 Daumildo Júnior/G1 O Programa de Avaliação Seriada (PAS) – Etapas 1, 2 e 3 – também ainda não está definido. "A seleção ocorrerá apenas em 2021", aponta a UnB. Neste ano, em função da Covid-19, as atividades presenciais na Universidade de Brasília foram interrompidas em março e só voltaram, a distância, no dia 17 de setembro passado. Reitora da UnB afirma que 'não há condições' de retomar aulas presenciais em 2020 Reitora reeleita da UnB, Márcia Abrahão quer 'equilíbrio no orçamento das universidades' e tenta frear possível corte do MEC À época da decisão, a reitora Márcia Abrahão afirmou que a prioridade era salvar vidas. "Temos que lembrar que a UnB tem cerca de 50 mil pessoas que circulam pela cidade. Se todos nós circulamos ao mesmo tempo, seremos um grande disseminador da pandemia no Distrito Federal”, disse. Leia outras notícias da região no G1 DF.
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