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21/09 - 100 anos de Paulo Freire: 6 ensinamentos dele ainda atuais
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21/09 - Projeto Educação: entenda o motivo de lacrimejarmos ao cortarmos cebola
Professor de química Gilton Lyra tirou dúvida enviada por estudante sobre os ácidos que estão nos alimentos, tema que pode cair na prova do Enem. Professor explica porque lacrimejamos quando cortamos cebola Por que nós lacrimejamos toda vez que cortamos cebola? A pergunta enviada pela estudante Ana Clara Barbosa do Nascimento foi tema do Projeto Educação desta terça-feira (21). No vídeo acima, o professor de química Gilton Lyra explica o motivo e como não chorar ao cortar o alimento. Projeto Educação: confira mais dicas para o Enem O tema é um dos que pode cair nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para 21 e 28 de novembro deste ano. Todas as terças e quintas, professores convidados pela TV Globo respondem, no Bom Dia PE, perguntas de alunos para ajudar na preparação para o exame. VÍDEOS: Mais assistidos de Pernambuco
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21/09 - 10 dicas de como trabalhar o antirracismo em sala de aula
Literatura, representatividade e religiosidade são alguns dos temas que podem ser tratados nas escolas para fomentar discussões antirracistas. Alunos combatem o racismo através de vídeos na internet O ensino da história e cultura afro-brasileira na rede de ensino está determinado na Lei nº 10.639 desde 2003. No entanto, as irmãs e professoras Carolina e Fernanda Chagas Schneider vivenciaram a dificuldade de implementar estes conteúdos nas salas de aula de maneira diversificada e multidisciplinar. Pensando nisso, elas enumeraram na publicação digital "Escola para Todos: promovendo uma educação antirracista", da Fundação Telefônica Vivo, 10 temas para planos de aula que podem ajudar os professores a cumprir com a obrigatoriedade estabelecida em lei, enquanto trabalham questões antirracistas com os alunos. O lançamento da publicação aconteceu digitalmente na segunda-feira (20) e contou com a presença da escritora e poeta Conceição Evaristo, tida como um dos mais importantes nomes da literatura brasileira atual. Ela cobrou um compromisso dos órgãos públicos de educação na implementação de políticas públicas raciais e comentou a importância da iniciativa que inclui a preparação de professores brancos no combate ao racismo nas escolas. "É graças à ação dos professores que hoje temos profissionais brancos e negros incluídos na discussão antirracista e na efetivação prática de uma pedagogia que trate com competência a questão racial", afirmou. As sugestões de planos de aula são adaptadas para serem utilizadas no ensino infantil, fundamental e médio. São elas: Literatura Segundo as autoras, a literatura é o ponto de partida das intervenções pedagógicas. Por isso, avaliam ser importante utilizar em aula livros que apresentem o protagonismo negro. Ao trabalhar personagens negros em locais de protagonismo na literatura é possível promover a reflexão sobre a falta de pessoas negras em lugar de destaque nos livros infantis e conhecer personagens de diferentes etnias, que protagonizam histórias diversas. Representatividade Trabalhar planos de aula que apresentem pessoas negras de maneira positiva é importante para trazer exemplos do exercício das mais diferentes funções na sociedade, na política, nas artes, na história e em outros campos. Atividades como esta podem ajudar na discussão sobre privilégios, por exemplo. Estética A cultura afro-brasileira e africana também é composta esteticamente, com roupas, adornos, elementos religiosos ou culturais. Por isso, é importante discutir sobre cabelos, penteados, uso de turbantes e moda. Também é possível trabalhar as diferentes expressões artísticas em que a estética negra está presente. Identidade Ser negro no Brasil não é só sobre cor da pele. A identidade racial no país é uma construção impactada pela história, religião, estética e muito mais, e esta noção pode ser apresentada como modo de fomentar a discussão em sala de aula. Território O território é uma parte importante da identidade racial de pessoas pretas e pode ser mostrado como referencial para o desenvolvimento dos povos negros no Brasil e no mundo. Questões como comunidade e berço originário podem ser tratados relacionados à geografia, por exemplo. Ludicidade A cultura afro-brasileira e africana se envereda pelas mais diferentes questões históricas do país. Neste plano, os professores apresentam aspectos lúdicos da cultura, como brincadeiras tradicionais dessas origens. Corporeidade Os traços físicos de pessoas negras são muitas vezes usados para menosprezar sua aparência. Por isso trabalhar o corpo, suas características físicas e seus movimentos, assim como o ser e estar no mundo como pessoa negra, é um elemento de importância para explicar e combater o racismo em sala de aula. Musicalidade Aqui, a música como uma forma de expressão da cultura negra é priorizada. Discutir a importância da música como elemento de resistência cultural e apresentar as ramificações dos ritmos, instrumentos e sonoridade ajudam a compreender a importância musical da cultura negra. Religiosidade Apresentar aos alunos as diferentes religiões de matriz africana, as mitologias e visões originadas do continente africano. Trabalhar o não preconceito a religiões não cristãs e discutir o respeito à crenças alheias. Antirracismo Por fim, trabalhar a discussão focada na desconstrução do racismo, pontuando a importância da participação de pessoas não negras na luta pela igualdade.
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20/09 - Toffoli dá prazo ao MEC para informar sobre reabertura de inscrições do Enem para isentos
STF determinou ao governo que reabra inscrições para todos os estudantes com direito ao benefício. Partido e entidade afirmam que decisão não foi cumprida. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para que o Ministério da Educação apresente informações sobre o cumprimento da decisão da Corte de suspender a exigência de justificativa de falta para que candidatos fiquem isentos do pagamento de taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021. A determinação do ministro veio depois que o partido Rede Sustentabilidade e a Educafro afirmaram ao tribunal que o governo federal não cumpriu a ordem para reabrir integralmente a inscrição de isentos para o exame. Em manifestação enviada a Toffoli, relator do caso, eles defendem a fixação de um prazo para que o governo garanta a reabertura do período de inscrição para os candidatos que podem pedir para serem liberados do pagamento de forma geral. Segundo os documentos, o governo restringiu a medida aos estudantes que tiveram o benefício em 2020 mas se ausentaram no dia da prova. STF decide reabrir inscrições do Enem para estudantes isentos da taxa de inscrição O partido e a entidade sustentaram que a decisão da Corte permite a reabertura de inscrição para o Enem 2021 para quem preencha um dos requisitos: estar cursando a última série do Ensino Médio neste ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública; ter cursado todo o Ensino Médio em escola da rede pública ou como bolsista integral da rede privada, com renda per capita igual ou menor que um salário mínimo e meio; declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser integrante de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. "O que fez o MEC, mais uma vez, foi restringir os candidatos destinatários da medida cautelar acima elencados, limitando-a, em manifesto desrespeito ao comando judicial, tão somente àqueles que receberam o benefício da isenção no ano de 20020, mas faltaram ao exame, em franco descumprimento ao v. acórdão proferido. Por conta disso, é imensurável a quantidade de pessoas que serão mantidas excluídas e não poderão requerer a isenção. Esses estudantes não podem ser prejudicados, pois a r. decisão proferida os acolheu", afirmam. A Rede e a Educafro querem que o Supremo dê prazo de 48 horas para que o governo federal tome medidas para cumprir a decisão, reabrindo o prazo por mais 10 dias, sob pena de multa diária. O partido e a entidade também querem que o tribunal determine ao governo que faça campanhas publicitárias na TV sobre os efeitos da decisão para os candidatos. VÍDEOS - assista a mais notícias sobre educação
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20/09 - Covid nas escolas: Como o Brasil pode controlar a variante delta melhor do que os Estados Unidos
Especialistas reforçam que o avanço da vacinação é determinante para conter a variante, mas a imunização não dispensa o uso de máscara. Professora usa protetor facial e máscara durante retorno de aulas presenciais em Bonfim, Roraima Caíque Rodrigues/G1 RR No Brasil, os 26 estados e o Distrito Federal estabelecem o uso de máscara obrigatório nas escolas. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo G1, essa é uma das regras fundamentais para tentar frear a circulação da Covid-19, incluindo as suas variantes, como a delta, e impedir o aumento de casos. Nos Estados Unidos, por outro lado, não há um consenso: por questões políticas, cerca de 20% dos estados americanos chegam até a proibir que uma instituição de ensino exija o uso da máscara, segundo levantamento do "New York Times" (veja mais abaixo). Considerando que a variante delta, mais transmissível, já é responsável por mais de 99% das contaminações registradas nos EUA, o risco de novos surtos nas escolas torna-se ainda maior. As aulas estão sendo retomadas ao longo de agosto e setembro. Nesta reportagem, você vai ver que: a adesão do uso de máscara entre os jovens é grande, mostra pesquisa nacional "Juventudes e a pandemia do coronavírus", divulgada em maio de 2021; o Ministério da Educação não determinou protocolos sanitários para volta segura das aulas presenciais no Brasil; mas os governos estaduais definiram protocolos rigorosos em seu território. Surto de Covid-19 entre crianças Desde julho, os Estados Unidos registraram um aumento exponencial de casos de Covid entre as crianças, que agora representam 29% das ocorrências da doença no país, de acordo com levantamento da Academia Americana de Pediatria (AAP). De 22 de julho a 9 de setembro, quase 5,3 milhões de crianças testaram positivo para o vírus, maior número desde o início da pandemia. Só nas últimas duas semanas do período de levantamento da AAP, o número cumulativo de casos infantis de Covid subiu 10% desde o início da pandemia. Autoridades locais devem acompanhar o retorno às aulas presenciais em alerta pela possibilidade de novo aumento. Entenda por que a chegada da variante delta preocupa especialistas VEJA TAMBÉM EM QUEDA: Taxa da transmissão do novo coronavírus está em 0,81 no Brasil, aponta Imperial College COVID E CRIANÇAS: Saiba o que os estudos mais recentes dizem sobre volta às aulas, transmissão e gravidade da doença FILHOS NA PRÉ-ESCOLA: Tire dúvidas sobre máscara e idade, distanciamento nas aulas e uso de brinquedos do parquinho Governos negacionistas Nos EUA, há um embate entre republicanos e democratas em relação à estratégia de combate à pandemia. O presidente Joe Biden (Democrata) defende a vacinação e os protocolos não-farmacológicos de prevenção, como o uso de máscara, mas as decisões dos governos municipais e estaduais, vários deles liderados por republicanos, que acabam tendo um peso maior. "Existe uma resistência por parte dos republicanos. O ex-presidente Trump, no ano passado, se recusava a usar máscara em público, por exemplo", afirma o biomédico Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont (EUA). É o caso da Flórida, estado governado pelo republicano Ron DeSantis, que, de olho nas eleições de 2024, adotou uma campanha agressiva contra a obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas. Bolsonaro em ato realizado em São Paulo Miguel Schincariol/ AFP No Brasil, ao longo da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de manifestações e eventos públicos sem a proteção devida - foi mais de 7 vezes multado por isso em São Paulo. Ele também defende publicamente o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid. No entanto, mesmo prefeitos e governadores alinhados com o governo federal impõem o uso de máscara nas escolas. Santa Catarina, cujo governador é Carlos Moisés (PSL), é um deles. Outro ponto a favor do Brasil é a alta adesão entre os estudantes ao uso da máscara. Segundo a pesquisa nacional "Juventudes e a pandemia do coronavírus", divulgada em maio de 2021, 9 em cada 10 entrevistados disseram usar máscara em ambientes públicos (como mercados, farmácias e transporte), mesmo quando não viam ninguém por perto. O estudante Gabriel Oliveira dos Santos, de 15 anos, é um desses jovens. Ele não abre mão de usar máscara, especialmente durante as aulas presenciais na Escola Estadual Professora Therezinha Sartori, em Mauá (SP), onde cursa o 9º ano. "Eu fico de máscara o tempo todo e sempre levo outras duas ou três para trocar ao longo do dia", conta. Ele tem frequentado as aulas presenciais em escala de revezamento há quase dois meses e diz que não viu ocorrência de aglomeração ou alunos desrespeitando as orientações. "Todo mundo respeita, fica de máscara e usa álcool em gel", diz. A professora Marcia Cristina Araújo, que dá aulas para o Infantil 4 (alunos de 4 a 5 anos) da escola privada Tarsila do Amaral, na zona norte de São Paulo, diz que o cenário é parecido mesmo entre os alunos mais jovens. "As crianças da minha turma permanecem de máscara do começo ao fim do dia, realizamos trocas ao longo das refeições e nós, adultos, também trocamos nossas máscaras para servir de referência", relata. Não é que os protocolos sanitários adotados pelo Brasil sejam impecáveis: infectologistas e educadores avaliam que houve uma falta coordenação nacional na definição das regras. Também apontam que não houve distribuição de máscaras PFF-2 (mais filtrantes) a todos os professores e a testagem não foi ampla e frequente, critérios importantes como ventilação do ambiente ficaram em segundo plano. Protocolos adotados nas escolas brasileiras Uso da máscara também é respeitado em escolas de Fortaleza Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares Em agosto, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde lançaram em parceira uma segunda edição de um guia com orientações para a retomada das atividades presenciais nas escolas de educação básica. O documento traz uma série de sugestões de cuidados, como higienizar as mãos, usar máscara e manter o distanciamento social, mas não determina a obrigatoriedade dessas regras. Ainda assim, os estados respeitaram, na maioria dos casos, os protocolos acima. Levantamento publicado pela Rede de Pesquisa Solidária em julho analisou decretos, portarias, comunicados e documentos de divulgação de protocolos. O resultado mostrou que 24 unidades federativas tiveram desempenho superior ao do governo federal na adoção de medidas preventivas contra a Covid. Ficaram abaixo da média apenas Rio de Janeiro, Roraima e Amapá. Crianças usam máscaras e mantém distanciamento em escola particular de Belo Horizonte Danilo Girundi / TV Globo A pesquisadora Lorena Barberia, professora do departamento de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP) e uma das responsáveis pelo levantamento, avalia que o MEC poderia ter tipo um papel fundamental na definição de orientações mínimas. "As recomendações do governo federal e do Ministério da Educação ficaram abaixo daquelas que foram estabelecidas pelos governos estaduais, e ainda foram definidas mais tardiamente", afirma. Protocolos nos Estados Unidos Nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) -- equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil -- recomenda que as aulas presenciais sejam retomadas a partir de setembro. O órgão indica que as máscaras devem, sim, ser usadas em lugares fechados por estudantes dos 2 aos 17 anos, professores e visitantes independentemente do status de vacinação. No entanto, segundo o levantamento do "New York Times", 9 estados americanos proíbem que as escolas exijam o uso da máscara: Arizona, Arkansas, Iowa, Oklahoma, Flórida, Carolina do Sul, Tennessee, Texas e Utah. Estados como a Califórnia, Connecticut, Delaware, Havaí, Illinois, Louisiana, Nevada, Nova Jersey, Oregon e Washington (e o Distrito de Columbia) decidiram adotar todos os protocolos recomendados pela CDC. Os demais 31 estados deixaram a decisão sobre o uso de máscaras para os pais e distritos escolares — divisões responsáveis pela administração das escolas localizadas em determinada região. Não há, até o momento, pesquisa que rebata a importância do uso de máscaras ou que sinalize que o uso contínuo cause qualquer dano à saúde. Ao contrário, especialistas reforçam que usar máscara protege contra Covid-19 e não causa intoxicação ou compromete a oxigenação do sangue. Por que a máscara é tão importante? "As máscaras são efetivas contra todas as variantes e para todos os grupos populacionais, quer sejam crianças, adultos ou idosos", explica Marcelo Otsuka, pediatra e infectologista que coordena o Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Fato ou Fake fala da importância de se usar máscara Um estudo internacional publicado na revista "Science" comprova o que foi explicado acima. Os cientistas ainda foram além: depois de analisarem as máscaras cirúrgicas e as de alta filtragem (como a N95/PFF2), concluíram qual tipo seria mais adequado para determinada ocasião. A pesquisa diz ainda que: as máscaras mais avançadas são necessárias em ambientes fechados, como centros médicos e hospitais, que podem ter alta concentração de vírus; a proteção é maior quando todos no ambiente estão usando máscara. O índice de contágio cai quando só infectados usam, e fica menor ainda quando apenas não infectados estão com o item de proteção. Para a professora de história Sueli Rodrigues Pontes, no entanto, o uso de máscaras na sala de aula serve para mais do que proteger os alunos e professores, mas como uma ferramenta prática de compreensão dos direitos e deveres sociais. "Os alunos estão sempre de máscara e fazem a troca quando necessário. Eles entendem que isso é importante não só para assegurar a saúde de cada um na escola, mas também a de suas famílias", diz. Para garantir que as orientações sejam seguidas, um grupo de mães se voluntariou na EMEF Professora Sylvia Martin Pires, onde Sueli leciona para alunos de 6º a 9º ano, para fazer rondas entre os alunos. "Isso também trouxe os pais para dentro da escola", completa. Só a máscara não basta Estudantes em escola de Uberlândia TV Integração/Reprodução O biomédico Vitor Mori explica que a principal forma de transmissão da Covid-19 é pelo ar. Por isso, o uso de máscaras e a ventilação dos ambientes são cuidados mais importantes do que a higienização de superfícies com álcool gel, por exemplo. "Para os professores, que estão projetando a voz e falando alto, a emissão de aerossóis é ainda maior. E eles estão interagindo com várias turmas, então, precisariam receber PFF-2 das secretarias de educação", diz Mori. "Sabemos que não é confortável passar tanto tempo com essas máscaras, mas aí basta criar intervalos e pensar em pausas de descanso." Segundo o biomédico, as salas de aula têm outro elemento de risco: costumam ser fechadas e pouco ventiladas. "É possível usar equipamentos que monitorem a circulação e a renovação de ar em um espaço. São caros, mas deveriam ser adotados em algumas salas para estabelecer quantos alunos podem ficar ali de forma segura. Ou, ainda mais fácil: aulas ao ar-livre", explica. Avanço da vacinação entre adolescentes A vacinação é a principal defesa contra a Covid a longo prazo e, atualmente, é permitida para adolescentes a partir de 12 anos nos dois países. Nos EUA, o governo afirma que, até o final de agosto, mais de 50% dos jovens do país haviam recebido ao menos a primeira dose da vacina. Para efeito de comparação, no mesmo período no Brasil, apenas 1 milhão dos jovens de 12 a 17 anos haviam sido vacinados com a primeira dose, de acordo com o Ministério da Saúde. Até meados de setembro, mais de 3,5 milhões de adolescentes já tinham comparecido aos postos de vacina para tomar a primeira dose. A vacinação desse grupo, porém, foi suspensa na quinta-feira (16) diante do aumento dos relatos de falta de vacinas no país, sobretudo para a segunda dose de outros grupos. Especialistas alertam que estar vacinado, por enquanto, não dispensa a necessidade de uso da máscara. O consenso é que, mesmo que os demais protocolos de segurança contra a Covid sejam adotados de maneira prática, a máscara ainda é indispensável nas escolas e fora delas.
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20/09 - Evasão escolar na pandemia: diretores e conselheiros tutelares contam histórias que estão fora das estatísticas do DF
Estudantes da rede pública enfrentam falta de recursos para transporte e alimentação. Censo Escolar, de antes da pandemia, já mostrava que 32,8 % dos alunos da EJA abandonaram estudos; ausência é notada nas salas, por vezes, vazias. Conselheira tutelar em Ceilândia, no DF, relata casos de evasão escolar Uma pilha de pastas se acumula em um dos armários do Conselho Tutelar III de Ceilândia, no Distrito Federal. Cada uma delas é o relatório de uma criança ou adolescente, estudante da rede pública, que deixou de ir para a escola este ano. As ausências, que ainda não foram registradas em levantamentos da Secretaria de Educação, já são notadas por profissionais ouvidos pelo G1, que acompanham as famílias de perto. "As notificações escolares de evasão ou faltas escolares são mandadas [para o Conselho] quase que semanalmente", explica a conselheira tutelar de Ceilândia Jaciara Sena. Ela conta que seu papel é tentar contato com a família e entender o porquê do afastamento do aluno. LEIA TAMBÉM: PATRONO DA EDUCAÇÃO: centenário de Paulo Freire: viúva e pesquisadores do DF falam sobre legado e bom humor do educador UNICEF: Brasil tem quase 1,4 milhão de crianças e adolescentes fora da escola, diz estudo DEFASAGEM: na volta às aulas no DF, especialistas citam sobrecarrega de professores e defasagem na aprendizagem: 'Ensino híbrido é medida paliativa' As respostas que Jaciara encontra, muitas vezes, são reflexo dos impactos da pandemia de Covid-19. "Desde que começou a pandemia, começamos a receber uma demanda maior das escolas, de evasão, de não cumprimento das tarefas escolares. São famílias que estão em vulnerabilidade social, que não têm internet em casa, muitas perderam o emprego", explica a conselheira. Jovem folheia livro de ensino médio Edson Fogaça/Unesco De março de 2020 a junho de 2021, as escolas públicas funcionaram exclusivamente com ensino remoto. Desde julho, foi iniciado o modelo híbrido – intercalando semanas com atividades presenciais e online. Quem não tem equipamento eletrônico ou internet precisa buscar materiais impressos no colégio. "Muitos pais não têm condição de buscar esse material na escola", destaca Jaciara. "Um grande fator [para evasão] foi o desemprego. A internet seria o menor dos problemas, as pessoas queriam arroz e feijão para colocar dentro de casa e poder alimentar os filhos", diz a conselheira tutelar. Evasão escolar em números De acordo com a Secretaria de Educação do DF, a evasão só pode ser analisada em dados por meio do Censo Escolar, levantamento que ocorre a cada ano. A mais recente coleta de dados sobre o afastamento de alunos da escola é referente ao ano de 2019, antes da pandemia. Este último levantamento mostrava que 3.577 alunos abandonaram as escolas no ensino fundamental (1,31% do total), 4.926, no ensino médio (6,1%) e 6.386 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) (32,88%). Conforme a previsão de divulgação dos dados oficiais, a evasão durante a pandemia só será avaliada em estatísticas nas próximas pesquisas, a serem divulgadas entre o fim deste ano e o início de 2022. Sem contato Centro de Ensino Fundamental 08 do Guará, no DF TV Globo/Reprodução O trabalho de tentar contato com a família de alunos afastados enfrenta obstáculos. Segundo a conselheira, há muitos casos em que nem é possível saber o que ocorreu com a criança. "Na maioria, os endereços estão defasados. Se não tiver casa própria, as famílias mudam muito [de residência]. O endereço que a escola tem, que nos é fornecido, a gente vai procurar, e a família não mora mais lá. Nós não temos um banco de dados para saber onde essa família está", explica. Questionada pelo G1, a Secretaria de Educação afirmou que "os dados [pessoais] são obtidos por ocasião da primeira matrícula na escola", ou seja, não há atualização conforme o estudante passa para as próximas séries. Famílias relatam falta de material impresso na volta às aulas da rede pública do DF A pasta afirma que "as unidades de ensino alertam os pais sobre a necessidade de manter os dados atualizados". Ausentes Centro Educacional (CED) 308, do Recanto das Emas, no Distrito Federal Carolina Cruz/G1 No colégio cívico-militar Centro Educacional 308 (CEd), do Recanto das Emas, após duas semanas de retorno das turmas do ensino fundamental e uma semana após início das aulas presenciais do ensino médio, 120 alunos estavam ausentes, o que equivale a 18% do total, conforme os dados monitorados pela diretoria. (Atualização: o g1 informou que os dados se referiam até o dia 9 de setembro, data da divulgação dos dados à reportagem. A diretoria informou posteriormente que os números se referem a 27 de agosto. A matéria foi atualizada às 18h54 de segunda-feira, 20). A quantidade de estudantes faltosos em cada série variou, no entanto, a maioria das turmas tinha pelo menos um estudante ausente nas primeiras semanas. Entre as 30 turmas do CEd 308, apenas três não tiveram nenhuma falta. Em uma das salas, do 1º ano do ensino médio, quase metade da turma faltou: de 13 alunos que deveriam comparecer, seis não foram para a escola. O diretor pedagógico do CEd 308, Márcio Faria, afirma que a escola autorizou as famílias a manterem os filhos apenas em atividades remotas, caso entendessem que assim seria mais seguro. "São alunos que têm algum problema, alguma doença crônica", conta. De acordo com a escola, nove adolescentes se encaixam nesta situação. Para evitar a evasão, Márcio afirma que o colégio se mobiliza. "Estamos na busca ativa, estamos ligando, indo às casas tentando contato". Nas semanas seguintes, a frequência dos alunos aumentou. Escalonamento suspenso No Centro Educacional 1 da Estrutural a escola suspendeu o escalonamento para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A diretora da instituição, Estela Accioly, explica que "houve baixa procura", por isso, todos podem acompanhar as aulas presenciais. "Há turmas com quatro, três alunos frequentando. Nossa sala pode colocar no máximo 15 estudantes [considerando o distanciamento]", diz a diretora. Estela afirma que ainda pode ser precoce avaliar a evasão dos alunos e afirma que a escola segue na tentativa de atrair os jovens e adultos para as salas de aula. Apesar do retorno das aulas presenciais, modelo híbrido mantém parte das atividades dos estudantes de forma remota. TV Globo / Reprodução Baixa adesão No Centro de Ensino Fundamental 08 do Guará, também há baixa adesão na volta às aulas da EJA, com risco de ter atividades encerradas. A instituição está com duas turmas da modalidade, uma com nove alunos e outra com 14. No entanto, a Secretaria de Educação prevê que cada turma precisa ter, pelo menos, 18 alunos. A pasta deu prazo de até esta segunda-feira (20) para que a escola apresente o número mínimo de matrículas. Caso contrário, os alunos serão transferidos para outras instituições. Ao longo da última semana, o colégio faz campanha nas ruas, com carro de som, convidando moradores que não concluíram os estudos a buscarem a instituição (veja abaixo). Com carro de som, escola pública faz apelo para matrículas na EJA Em entrevista à TV Globo, o supervisor pedagógico do Cef 08, Cláudio Valadares, conta que a escola tentou contato com os alunos que estavam matriculados, mas eles não compareceram às aulas. "Cada um deu uma resposta diferente", diz. "Alguns não vieram por medo, estão em casa por conta da pandemia e outros falaram que, simplesmente, não virão", afirma. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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19/09 - Paulo Freire, 100 anos: como o legado do educador brasileiro é visto no exterior
Rejeitado pela atual administração, Paulo Freire está entre os autores mais citados em trabalhos acadêmicos do mundo Paulo Freire está entre os pensadores mais citados do mundo LUIZ CARLOS CAPPELLANO/DOMINIO PUBLICO Esta reportagem foi publicada originalmente no dia 12 de janeiro de 2019 e republicada em 19 de setembro de 2021, data do aniversário de cem anos do nascimento de Paulo Freire. Tratada pelo governo Bolsonaro como bode expiatório da má qualidade do ensino público brasileiro, a obra do educador Paulo Freire (1921-1997) pode ser controversa. Mas o trabalho do pedagogo e filósofo, nomeado em 2012 patrono da educação brasileira e autor de um método de alfabetização que completou 50 anos em 2013, não deixa de ser bastante relevante nas discussões mundiais sobre pedagogia. Freire é estudado em universidades americanas, homenageado com escultura na Suécia, nome de centro de estudos na Finlândia e inspiração para cientistas em Kosovo. De acordo com levantamento do pesquisador Elliott Green, professor da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, na Inglaterra, o livro fundamental da obra do educador, 'Pedagogia do Oprimido', escrito em 1968, é o terceiro mais citado em trabalhos acadêmicos na área de humanidades em todo o mundo. 100 anos de Paulo Freire: veja 5 ensinamentos do educador que ainda são atuais Educador Paulo Freire faria cem anos neste domingo Para especialistas em educação ouvidos pela BBC News Brasil, entretanto, a raiz da controvérsia em torno da pedagogia de Paulo Freire não é sua aplicação em si - mas o uso político-partidário que foi feito dela, historicamente e, mais do que nunca, nos dias atuais. "Li a maior parte dos livros dele. Minha tese de doutorado foi amplamente baseada em seus ensinamentos. Tenho aplicado seu método de várias maneiras em minha carreira profissional, na prática e na pesquisa", afirmou a pedagoga Eeva Anttila, professora da Universidade de Artes de Helsinque, na Finlândia. "A maior vantagem de sua metodologia é a abordagem anti-opressiva e não autoritária, a pedagogia dialógica e respeitosa que ele promoveu. O problema é que suas ideias têm sido usadas para fins políticos - o que, em meu entendimento, nunca foi seu propósito inicial", disse a finlandesa. Freire tornou-se conhecido a partir do início dos anos 1960. Ele desenvolveu um método de alfabetização de adultos baseado nos contextos e saberes de cada comunidade, respeitando as experiências de vida próprias do indivíduo. Aplicou o modelo pela primeira vez em um grupo de 300 trabalhadores de canaviais em Angicos, no Rio Grande do Norte. De acordo com os registros da época, a alfabetização ocorreu em tempo recorde: 45 dias. Homenagens pelo mundo Referência mundial em qualidade do ensino, a Finlândia conta, desde 2007, com um espaço dedicado a discutir a obra do educador brasileiro. O Centro Paulo Freire Finlândia fica na cidade de Tampere. "É um hub para os interessados em Paulo Freire e em seu legado para tornar o mundo mais igualitário e justo", de acordo com a definição da própria instituição. Eles publicaram, online, três livros com artigos - em finlandês - analisando a obra do brasileiro. O material teve 17 mil downloads. Um mural retratando o pedagogo pernambucano na Universidade do Bío-Bío, no Chile NEFANDISIMO /CC BY-SA 4.0 Há centros de estudos semelhantes, todos batizados com o nome do brasileiro, na África do Sul, na Áustria, na Alemanha, na Holanda, em Portugal, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá. Na Suécia, Freire é lembrado em um monumento público. Localizada no subúrbio de Estocolmo, 'Depois do Banho' é uma obra em pedra-sabão esculpida entre 1971 e 1976 pela artista Pye Engström. Sentadas lado a lado, estão retratadas sete personalidades com apelo político, como o poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973), a escritora sueca Sara Lidman (1923-2004) e a sexóloga norueguesa Elise Ottesen-Jensen (1886-1973). Mas a obra do educador brasileiro está longe de ser unanimidade entre os países que costumam liderar o ranking Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). Em Cingapura, que apareceu na primeira colocação na edição 2016 da avaliação trienal realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com escolas conhecidas por adotar um método linha-dura, a BBC News Brasil procurou a mais importante instituição de ensino superior do país para saber se algum pesquisador comentaria a obra do brasileiro Paulo Freire. Professor destacado pela assessoria de comunicação da Universidade Nacional de Cingapura para atender à reportagem, Kelvin Seah disse que "não era a melhor pessoa para comentar sobre Paulo Freire". "Eu não sou familiarizado com seu método", afirmou. Paulo Freire INSTITUTO PAULO FREIRE Convidado a comentar sobre qual seria o método mais adequado ao contexto brasileiro, o especialista recomendou que os gestores analisassem caso a caso. "O método mais apropriado para os alunos em uma escola depende do perfil dos alunos da escola, do treinamento prévio recebido pelos professores, bem como dos recursos de instrução e financeiros disponíveis para a escola." Pedagogia do diálogo nos Estados Unidos Em artigo acadêmico analisando o legado de Paulo Freire pelo mundo, o professor de filosofia da educação da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, Ronald David Glass aponta que o mérito de Paulo Freire está no método que valoriza a "consciência crítica, transformadora e diferencial, que emerge da educação como uma prática de liberdade". "Paulo Freire viveu sua vida no espaço desta consciência; é por isso que inspirou e energizou pessoas no mundo inteiro, e é por isso que seu legado se prolongará muito além de qualquer horizonte que possamos enxergar agora", escreveu o professor. "Freire sempre estava buscando se tornar mais humano, tornar possível que outros fossem mais humanos e, se acolhermos esta busca com tanto amor e determinação quanto ele, então uma maior medida de justiça e democracia estará ao alcance." Professor da Faculdade de Educação da Universidade Cristã do Texas, Douglas J. Simpson causou certa polêmica no meio acadêmico ao publicar, anos atrás, um artigo intitulado 'É Hora de Engavetar Paulo Freire?'. "Na verdade, não acho que suas ideias devam ser arquivadas", esclareceu ele à BBC News Brasil. "Meu texto foi pensado para atrair a atenção daqueles que acham que sempre estamos recorrendo a Freire. Pessoalmente, acho importante descobrir de novo ou pela primeira vez por que precisamos combinar uma forte paixão reflexiva 'freireana', de respeito e amor, a pessoas carentes de justiça pessoal." Paulo Freire INSTITUTO PAULO FREIRE Simpson afirma que a pedagogia baseada no diálogo é fundamental "para que a educação e a democracia prosperem, ou pelo menos sobrevivam". Ele culpa justamente a falta de diálogo pelo fato de as sociedades - e as escolas - estarem fortemente polarizadas politicamente. "Não temos sido efetivamente ensinados a praticar o diálogo nas escolas, muito menos nos governos." Para o professor, Paulo Freire ensinou, acima de tudo, que precisamos aprender "a ouvir, a entender e a respeitar uns aos outros" e a "trabalhar juntos nos problemas". Considerando o contexto brasileiro, Simpson acredita que não deveria haver uma padronização - ou seja, que as escolas não deveriam seguir todas o mesmo método pedagógico. "As escolas precisam de culturas e responsabilidades que se baseiem em uma ética profissional, políticas e práticas meritórias", disse. Para ele, os métodos são necessários, "mas devem ser vistos como revisáveis, porque as escolas, sociedades, trabalhos e aprendizados são dinâmicos". "A padronização nas escolas muitas vezes leva a uma inércia indevida, de mesmice, de regulamentação estéril", complementou. Nos anos 1970, o pedagogo John L. Elias, então professor da Universidade de Nova Jersey, escreveu muito a respeito de Paulo Freire. O educador brasileiro foi tema de sua tese de doutorado. Em texto de 1975, Elias apontou "sérios problemas no método" do brasileiro. "A teoria da aprendizagem de Freire está subordinada a propósitos políticos e sociais. Tal teoria se abre para acusações de doutrinação e manipulação", afirmou ele. "A teoria de Freire da aprendizagem é doutrinária e manipuladora?", provocou. Paulo Freire é a segunda figura, da esq. para a dir., nesta escultura de 1976 de Nye Engström. A obra fica em Estocolmo, na Suécia BERGNT OBERGER/ CC BY-SA 3.0/ PAULO FREIRE FINLAND Elias apontou que o educador brasileiro via "os sistemas educacionais do Terceiro Mundo como o principal meio que as elites opressoras usam para dominar as massas". "Conhecimento e aprendizado são políticos para Freire, porque eles são o poder para aqueles que os geram, como são para aqueles que os usam", argumentou. Professora de Educação Internacional e Comparada na Faculdade dos Professores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, Regina Cortina já abordou a metodologia de Paulo Freire em diversos estudos sobre educação na América Latina, mas disse à BBC News Brasil que não se sentia "confortável" em comentar o tema no momento "por causa das mudanças administrativas no Brasil". Cortina afirmou, por meio da assessoria de imprensa da universidade, que não é possível vislumbrar com clareza "como as coisas vão seguir nas escolas brasileiras". Principal obra de Freire, "Pedagogia do Oprimido" foi escrito em 1968, mas só foi publicado no Brasil anos depois, em 1974 EDITORA PAZ E TERRA/ REPRODUÇÃO Quais as ideias de Freire? Para Freire, o ensino ocorre a partir do diálogo entre professor e aluno, desenvolvendo assim capacidade crítica e preparando os estudantes para sua emancipação social. No jargão do meio, o método Freire é o oposto ao conceito "bancário" de educação - aquele no qual o professor "deposita" o conhecimento nas mentes dos alunos. Para Freire, a educação é construída em conjunto. O método Paulo Freire chegou a ser adotado pelo governo de João Goulart (1919-1976) em esforços para alfabetização de adultos. Com a ditadura militar, entretanto, o educador passou a ser perseguido, chegou a ser preso por 70 dias e viveu no exílio na Bolívia e no Chile. Após a publicação da 'Pedagogia do Oprimido', em 1968, Freire foi convidado para ser professor visitante na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Reconhecido desde 2012 como o Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire é considerado o brasileiro mais vezes laureado com títulos de doutor honoris causa pelo mundo. No total, ele recebeu homenagens em pelo menos 35 universidades, entre brasileiras e estrangeiras, como a Universidade de Genebra, a Universidade de Bolonha, a Universidade de Estocolmo, a Universidade de Massachusetts, a Universidade de Illinois e a Universidade de Lisboa. Em 1986, Freire recebeu o Prêmio Educação para a Paz, concedido pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura. Paulo Freire em retrato de 1963 ARQUIVO NACIONAL/ DOMINIO PUBLICO Há instituições de ensino que seguem o método Paulo Freire em diversos países. É o caso da Revere High School, escola em Massachusetts que em 2014 foi avaliada como a melhor instituição pública de Ensino Médio nos Estados Unidos. Em Kosovo, um grupo de jovens acadêmicos criou um projeto de ciência cidadã inspirado na pedagogia crítica do brasileiro. Os participantes recebem um kit para monitorar as condições ambientais e, assim, juntos, pressionar o governo por melhorias na área. "Acredito que seria ótimo que a pedagogia em qualquer escola de qualquer país partisse do pensamento de Freire", comentou a pedagoga finlandesa Anttila. "Especialmente no Brasil, dada a atual situação política e a história do país." Ela diz que um método de ensino, para funcionar bem, precisa levar em conta as situações de vida dos alunos. "Não acredito em pedagogia autoritária. As aulas não precisam ser autoritárias. É preciso diálogo, discussão, negociação, exploração. Construir conhecimento para que haja capacidade de expressar ideias e ouvir os outros. Eis a chave para a democracia. E a educação democrática é a única maneira de salvaguardar uma sociedade democrática", declarou.
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19/09 - Centenário de Paulo Freire: viúva e pesquisadores do DF falam sobre legado e bom humor do educador
Pedagogo e filósofo pernambucano completaria 100 anos neste domingo (19). 'Afável, amoroso e cheio de bom humor', lembra viúva Nita Freire, que participou de evento online em Brasília. Paulo Freire GloboNews Patrono da educação no Brasil, o pedagogo e filósofo Paulo Freire completaria 100 anos neste domingo (19). O educador pernambucano morreu em 1997 e deixou um legado de obras com um método educacional que deu oportunidade de alfabetização à população mais pobre, sobretudo, na área rural, usando palavras e expressões do cotidiano. LEIA TAMBÉM: LEGADO: 100 anos de Paulo Freire: veja 5 ensinamentos do educador que ainda são atuais PERNAMBUCO: pedagogo e filósofo Paulo Freire se torna patrono da educação VÍDEO: reveja entrevistas da TV Globo com Paulo Freire Mais conhecido pela metodologia educacional adotada no Brasil e no exterior, o pedagogo também é lembrado, por quem o conhece, pelo "bom humor e a garra". A também educadora Ana Maria (Nita) Araújo Freire, de 87 anos, casada com Paulo Freire por quase 10 anos contou ao G1, após um evento online que homenageou o centenário do pedagogo em Brasília, que "ele era em casa como era em público". "Paulo era um homem muito afável, amoroso, cúmplice e cheio de bom humor. Vivíamos a vida com alegria. Ele era muito humano, com inteireza de caráter e que trabalhava as próprias virtudes", diz Nita. Reveja entrevistas do educador Paulo Freire para a TV Globo Presença de Paulo Freire no DF No Distrito Federal, a filósofa e mestre em tecnologias da educação Maria Madalena Torres, de 58 anos, coordena o Centro de Educação Paulo Freire (Cepafre). A organização sem fins lucrativos, fica em Ceilândia e foi fundada em 1989. Desde então, já ajudou a alfabetizar cerca de 16 mil jovens e adultos, com base nas "palavras geradoras", a metodologia freiriana. Ela lamenta que a pedagogia de Paulo Freire não tenha sido "abraçada" pela educação pública. "Se tivesse aderido [à metodologia], não estaríamos mais falando de pessoas não alfabetizadas no Brasil", diz Madalena. CENTENÁRIO: relembre frases e veja vídeos do patrono da educação brasileira 'MUDOU MINHA VIDA': Diz aluno que aprendeu a ler em projeto que usa método Paulo Freire para alfabetizar pessoas O educador popular e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Erlando da Silva Rêses, contou ao G1 que Freire tinha uma "relação íntima" com o DF. "Ao mesmo tempo que lembramos de Angico, município no Rio Grande do Norte, onde ele alfabetizou 300 trabalhadores em 45 dias, recordamos que ele esteve por aqui, nos anos de 1960, no governo de João Goulart, para coordenar o Plano Nacional de Alfabetização, onde acompanhou a abertura de círculos de cultura", diz Erlando. Leia abaixo as entrevistas com Nita Freire, Maria Madalena Torres e Erlando da Silva Rêses sobre Paulo Freire Nita Freire, 87 anos, educadora e viúva de Paulo Freire Arquivo pessoal 'Um apaixonado', segundo a educadora e viúva Nita Freire G1 - As obras de Freire são bastante conhecidas no Brasil e no mundo. Conte, por favor, um pouco sobre esse outro lado: Quem era Paulo, marido e amigo? Nita Freire - Paulo era muito humano, brincava com certas coisas. Era uma pessoa que chegava aos sábados, aos domingos, e perguntava o que queria que nós fizéssemos juntos. Era de total disponibilidade para mim. Tínhamos 10 anos de casados. Mas ele fumou muito, teve tuberculose e uma saúde muito precária. Sempre foi um rapaz franzino. Quando foi dar conta de contornar o problema, as placas de nicotina já tinham se espalhado pelo corpo. Fomos a médicos, mas, infelizmente, não deu [certo]. G1 - Você acompanhou de perto a pesquisa e a dedicação dele à educação. Como surgiu esse amor e quando surgiu o Paulo pedagogo? Nita Freire - Ele tinha sido professor no colégio dos meus pais. Sempre com essa garra de humanizar as pessoas. "Paulo dizia que o analfabeto não se sente 'existência humana' como nós [letrados], mas como objeto de manipulação da sociedade. E, então, para ele, para transformar a sociedade em cidadãos mais iguais, temos que começar pela alfabetização, pela instrução." Ele foi levado à educação por essa razão, para que as pessoas se sentissem inseridas na sociedade e participassem da justiça social, como cidadãs, e não como objetos de manipulação. Na educação, ele começou a aprofundar essas questões do conhecimento. Dizia que, se a gente pode conhecer mais, temos que procurar o saber. "Nos anos de 1950, Paulo entendeu que faz parte da condição do ser humano saber ler e escrever. Ele percebe [naquela época] que está na necessidade de desenvolvimento da sociedade que o cidadão precisa ler e escrever, e que isso é a educação." G1 - Ele lhe disse alguma frase inesquecível, que guarde com carinho na memória? "Ele me disse uma frase inesquecível: 'Nita, eu te amo o máximo que um homem pode amar uma pessoa. Mais do que eu te amo, ninguém pode amar' ." 'Às escondidas na UnB nos anos 1980', lembra Erlando da Silva Rêses, pós-doutor em educação e autor de artigos sobre Paulo Freire Paulo Freire durante I Fórum Regional do Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos, em Ceilândia (DF) Arquivo Cepafre G1 - Qual a relação de Paulo Freire, pernambucano, com o Distrito Federal? Erlando Rêses - Paulo teve uma presença marcante no DF. Esteve no Gama, em Sobradinho, em Ceilândia e na UnB. Ele foi para o exílio e, na volta ao Brasil, no início dos anos de 1980, ficava às escondidas na UnB. Veio ao DF porque tinha pessoas conhecidas, professores. Participou de cursos de comunicação e cultura e manteve contato com mestrandos. "Ele foi do conselho diretor da Fundação Universidade de Brasília (FUB). Recebeu prêmios da Organização dos Estados Americanos (OEA) na Faculdade de Educação [da UnB], em 1992, e no mesmo ano, inaugurou e batizou o "Centro Acadêmico Pedagogia do Oprimido", uma referência à obra dele." Legado e (des)valorização, segundo Maria Madalena Torres, filósofa e uma das coordenadoras do Centro de Educação Paulo Freire, em Ceilândia Madalena Torres ao lado de Paulo Freire, em Ceilândia, em 1996 Arquivo Cepafre G1 - Qual o maior legado que Paulo Freire deixou à educação brasileira, em especial no processo de alfabetização de jovens e adultos? Madalena Torres - A obra de Paulo Freire é um grande legado. Nas universidades inglesas, "Pedagogia do Oprimido" é o livro mais lido e está no topo, na área de humanidades. Mas o Brasil não deu valor. O que será que ele tem que que é valorizado em outros países e aqui, não? "Ainda temos mais de 11 milhões de analfabetos no país e, hoje, 66 mil no DF. Precisamos resolver esse problema." LEIA TAMBÉM: DIA NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO: DF tem mais de 60 mil pessoas que não sabem ler e nem escrever 'PEDAGOGIA DO OPRIMIDO': Top 100 nas universidades de língua inglesa Paulo respeitou a realidade das pessoas com quem ele trabalhava. Ele diz: "a leitura do mundo precede a leitura da palavra". Quer dizer que, quando você consegue animar as pessoas a discutir sua própria realidade, lutar para resolver os problemas sociais que existem naquela comunidade, esse é o diferencial". "A educação, no geral, tem uma linha individualista e capitalista. Paulo Freire foi o contrário." G1 - Em sua vivência como educadora, convivendo com estudantes em condições sociais e faixas etárias distintas, o que Paulo Freire sugeriu, mas que, na prática, não se aplicou bem e foi preciso fazer adaptações à realidade da sala de aula? Madalena Torres - Uma forma de trabalhar mais específica, considerando as diferentes gerações. Mas a obra não está defasada. Ela recomenda pesquisar a realidade da comunidade, ela está sempre contemporânea. O problema é que a escola pública não fez o trabalho que deveria. A não ser experiências muito específicas, em alguns colégios rurais, mas não é no geral. "Paulo Freire não ficou no passado. Ele recomendava fazer sempre a pesquisa do universo vocabular [do estudante], seja qual tempo for, além do respeito à cultura, ao pensamento e ao modo de vida." Quando a "Pedagogia do Oprimido" foi escrita, em 1968, ainda vejo os dias de hoje. Paulo Freire trabalhou a máxima que "ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinha, os homens se educam em comunhão mediatizados pelo mundo". "Se fosse usado esse método, desde então, o Brasil teria outra cara, teríamos muito mais respeito dos jovens." Exposição celebra centenário de Paulo Freire Initial plugin text Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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19/09 - Centenário de Paulo Freire: relembre frases e veja vídeos do patrono da educação brasileira
Educador pernambucano que criou um método de alfabetização vinculado ao cotidiano dos alunos completaria 100 anos neste domingo (19). G1 reuniu declarações dele para a TV Globo. Reveja entrevistas do educador Paulo Freire para a TV Globo A permanência do pensamento de Paulo Freire, mesmo após a sua morte, em 1997, é comprovada pela atualidade de diversas declarações do patrono da educação brasileira. Neste domingo (19), dia do centenário do educador que criou um método de alfabetização relacionado ao cotidiano dos estudantes, o G1 reuniu depoimentos dele para a TV Globo nas décadas de 80 e 90 (veja vídeo acima). Especialistas mostram como pedagogia freireana pode ajudar a enfrentar desafios da educação na pandemia 'Quanto mais querem extirpar Paulo Freire da sociedade, mais inserido ele fica nela', diz viúva Apesar de terem sido ditas no século passado, várias frases do pernambucano ainda trazem ensinamentos e lições pertinentes para a realidade atual do país e da educação brasileira. Paulo Freire é patrono da educação brasileira Reprodução/TV Globo "Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso, aprendemos sempre" e "Uma educação correta para este país é a educação que se preocupa, fundamentalmente, com o exercício democrático" são alguns exemplos. Confira outros depoimentos de Paulo Freire, em que ele fala sobre o analfabetismo no Brasil, a época da ditadura militar e o retorno ao país após 16 anos de exílio: 1985: "Uma das coisas que eu acho que a gente precisa fazer é não ficar velho nunca. É não deixar envelhecer o menino, a menina que a gente foi. Nesse sentido, eu sou e não sou novo. Eu sou um velho que se renova. Eu me sinto bem na medida em que procuro fazer bom o momento em que vivo. A minha busca é uma busca de quem não pretende jamais ficar de braços cruzados diante do presente, diante da realidade atual, da realidade em que estou." "Na verdade, não há futuro enquanto algo que se espera, porque todo futuro é a criação que se faz pela transformação do presente. Nesse sentido, você não pode envelhecer no sentido de voltar sempre ao que foi. É nessa acepção que te falo que busco sempre guardar em mim o menino e o adolescente que eu fui, sempre inserido na busca de algo novo, algo diferente." "Há uma relação indiscutível entre linguagem e contexto social. E acontece que o Brasil experimentou 21 anos de silêncio sublinhado nos 485 anos de formação autoritária que nos caracteriza. Obviamente que o silêncio tem sido sempre o silêncio, sobretudo, das classes trabalhadoras, das classes populares. As classes dominantes brasileiras, essas têm tido voz, com que abafa a voz das classes populares. [...] Eu acho que a gente tem condição de sair desse buraco e ir eliminando essas trevas e retomando, um pouco, a voz necessária." 1987: "Qualquer campanha de alfabetização no Brasil que não passe por uma séria e profunda preocupação com a escola pública primária, qualquer preocupação com a alfabetização de adultos que não implique numa injeção de verbas nas escolas públicas de primeiro grau tende a fracassar." 1991: "Foi uma festa linda [o retorno ao Brasil após o exílio]. É gostoso a gente saber que os amigos querem bem a gente. Vale a pena viver." 1997: "A educação, sozinha, não faz as coisas todas, mas, sem ela, as coisas todas não podem ser feitas. O bem do trabalho da educadora, do educador, é exatamente saber que pode fazer alguma coisa e insistir, não deixar que a educação descanse, fustigar, catucar a educação para que ela possa possibilitar o cumprimento de alguns dos nossos deveres." "Vir aqui hoje e conversar com companheiros que aprenderam a ler me rememora os encontros que eu fiz há 40 anos no Recife e na Zona da Mata de Pernambuco, como me rememora encontros que tive na África, com camponeses africanos, dizendo a mesma coisa que os daqui dizem, falando a mesma linguagem noutra língua. No fundo, esse é um direito que nós progressistas temos, o direito de continuar a nos emocionar com os sonhos de mudança." Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Initial plugin text
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19/09 - 'Quanto mais querem extirpar Paulo Freire da sociedade, mais inserido ele fica nela', diz viúva do patrono da educação brasileira
Nita Freire defende o legado do educador desde a morte dele, em 1997. Pesquisadores explicam a importância do pernambucano, que completaria 100 anos neste domingo (19). A doutora em educação Nita Freire, de 87 anos, é viúva do educador e filósofo Paulo Freire Reprodução/Canal do YouTube da UFRPE "Quanto mais falam mal de Paulo, mais Paulo fica popular e seus livros ficam mais vendidos. E, assim, ele está crescendo. É um processo contraditório: quanto mais querem extirpar Paulo Freire da sociedade, mais inserido ele fica nela”, afirma Nita Freire, de 87 anos. É assim que a doutora em educação, viúva do pedagogo pernambucano que é uma referência mundial sobre educação, analisa os ataques de que Paulo Freire tem sido alvo no próprio país onde nasceu e do qual é patrono da educação. Apesar de Paulo Freire ter esse título desde 2012, uma iniciativa popular que contou com 20 mil assinaturas, em 2017, e um projeto de lei de 2019, de autoria do deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), tentaram transferir a condição de patrono da educação brasileira para José de Anchieta, padre jesuíta canonizado pelo papa Francisco em 2014. “Isso não passaria despercebido do mundo, não passaria. Seria reclamado no mundo todo. Como seria possível tirar o título de patrono de um homem, num país de analfabetos, se a luta dele foi, a vida inteira, contra o analfabetismo, entre outras coisas?", questionou Nita Freire, lembrando, ainda, que Paulo Freire é o brasileiro com mais títulos de Doutor Honoris Causa no mundo: são 50, ao todo. Método de Paulo Freire alfabetizou pessoas a partir da conscientização crítica da realidade Acervo/TV Globo Criticada pelo governo Bolsonaro, que atribui a ela o baixo desempenho escolar do Brasil em avaliações da qualidade da educação nacional, a metodologia freireana de alfabetização prioriza as necessidades práticas de cada grupo que participa do aprendizado. É uma teoria pedagógica ligada ao dia a dia das pessoas e que vai além do objetivo de ensinar a ler e escrever, buscando possibilitar uma conscientização crítica dos alunos sobre a realidade e a sociedade. A primeira turma teve 380 alunos de Angicos, localizada na região central do Rio Grande do Norte, dos quais 300 se formaram. Após ter sido coordenador o Programa Nacional de Alfabetização, no governo de João Goulart, que buscava erradicar do Brasil o analfabetismo através do método freireano, Paulo Freire foi considerado subversivo pela ditadura militar. Com o golpe de 1964, foi exilado do Brasil, para onde retornou apenas 16 anos depois, período em que morou no Chile, na Bolívia e na Suíça. Desde essa época em que foi obrigado a sair do país, ele passou a ser alvo de uma campanha de desinformação, segundo o historiador Dimas Brasileiro, pesquisador de 38 anos que integra a Cátedra Paulo Freire, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Paulo Freire é patrono da educação brasileira desde 2012 Acervo/TV Globo "Nos anos 60, já começa essa coisa do Paulo Freire subversivo, do Paulo Freire comunista. Quando o prendem, a terminologia muda, e ele passa a ser o prisioneiro, altamente perigoso, o criminoso, que está respondendo a inquéritos policiais, o réu, e isso continuou muito forte até 68, que é quando Paulo Freire vai ganhar um grande prestígio internacional, com a publicação do livro ‘Pedagogia do Oprimido’. O período que vai de 68 a 75 é o de maior censura da ditadura militar aos meios de comunicação no Brasil. Então, o nome de Paulo Freire se torna proibido, ele desaparece dos jornais", explicou. No final dos anos 70 e nos anos 80, com a redemocratização, Paulo Freire voltou a ser celebrado dentro de um contexto da reabertura do Brasil, de refundação do sistema educacional brasileiro e do próprio estado democrático brasileiro, da Constituição cidadã, de acordo com Dimas. No entanto, em 2013, isso mudou e Paulo Freire voltou a ser atacado, conforme explicou o especialista. "De 2013 para cá, a gente vai ter um processo global de recrudescimento de uma direita conservadora, e, dentro desse contexto, surge, pela primeira vez, uma faixa que chocou o mundo, com a frase ‘Chega de doutrinação marxista! Basta de Paulo Freire!’, numa dessas manifestações conservadoras. E começou a circular, não pelos meios de comunicação tradicionais, mas pelas redes sociais, uma nova campanha de desinformação, muito a partir de memes, de notícias falsas, de afirmações absurdas. Essa nova onda vem muito desse anonimato nas redes sociais", afirmou Dimas. Faixa em protesto contra a então presidente Dilma Rousseff, em março de 2013, atacava Paulo Freire Acervo/G1 Para o professor Moisés Santana, que é pró-reitor de Cultura, Extensão e Cidadania da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e foi aluno de Paulo Freire no doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o problema não é criticar o pensador e a pedagogia freireana, e sim atacar ambos com base em clichês e fake news. “Demonizar Paulo Freire é uma coisa tão absurda que não dá nem para conceber por que demonizar uma obra tão aberta, tão rica, tão reconhecida e tão importante no campo do pensamento pedagógico. Ele é considerado um dos grandes pensadores do século 20 da educação. Não existe dizer que o pensamento de Paulo Freire é uma doutrinação marxista porque ele era antidogmático, antidoutrinação. Ao criar clichês e frases de efeito, você manipula e distorce muita coisa", disse Moisés. Muitos dos ataques a Paulo Freire estão inseridos no contexto da Escola sem Partido, projeto com o objetivo de proibir professores de manifestarem posicionamento político, ideológico e de gênero em sala de aula, informou o pró-reitor. “A escola tem uma dimensão política, ela não é neutra. Paulo Freire dizia isso e talvez isso incomode alguns. A pedagogia dele busca compreender os processos criticamente, e isso incomoda determinados setores. Pensar com autonomia incomoda: às vezes, na família, quando o filho começa a se posicionar de forma crítica sobre alguma orientação do pai ou da mãe; em algumas instituições religiosas, quando você tem autonomia e problematiza alguma coisa; e numa sociedade mais fechada, num viés mais autoritário de pensar a sociedade, o elemento da crítica incomoda, mas deve fazer parte da experimentação formativa do sujeito”, declarou Moisés. Para o francês Oussama Naouar, que vive no Brasil desde 2010 e é pró-reitor de Cultura e Extensão da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o que mais incomoda nos ataques e nas desinformações sobre Paulo Freire é que eles vêm de pessoas que não leram nenhuma obra do pernambucano. “Muitas pessoas que criticam Paulo Freire nunca o leram e isso que é incrível, não tomaram tempo de sentar e ler uma obra dele. Essa diabolização em torno da figura de Paulo Freire é um grande equívoco. Na história das ideias pedagógicas, ele representa a figura hoje mais importante, a mais central, e também em termos de valores, a mais necessária durante a configuração da realidade brasileira. Não se educa na neutralidade. E é muito ingênuo pensar que a escola brasileira é fundamentada pela pedagogia de Paulo Freire. Mal entrou no sistema público o pensamento freireano", declarou Oussama. Legado Centenário de Paulo Freire: especialistas falam sobre principais legados do pernambucano São inúmeros os legados que Paulo Freire e sua pedagogia inovadora deixaram para a educação brasileira e mundial. Os especialistas ouvidos pelo G1 citaram aqueles que consideram como principais (veja vídeo acima). Para Oussama, as problemáticas colocadas por Paulo Freire nunca foram superadas. "Em termos de pedagogia democrática, pedagogia dialógica, educação cidadã e educação comunitária, ele é uma figura incomparável. Em termos de todos os esquemas de educação que funcionam em torno do empoderamento dos grupos, das comunidades que vêm sendo oprimidas, de fato, ele é uma figura central. Ele não é celebrado no mundo à toa. É porque seu pensamento traz conceitos, respostas e problemáticas muito pertinentes e relevantes para com a realidade do nosso mundo”, afirmou. Faixa homenageia Paulo Freire durante evento no Teatro Guararapes, em Olinda Acervo/TV Globo Segundo Dimas, a pedagogia freireana entende a educação como uma ferramenta de transformação das pessoas que as torne sujeitas da sua própria história e na luta dos seus sonhos. E uma prova da importância de Paulo Freire é a presença do nome do pernambucano em diversos espaços no Brasil e no mundo, apontou o pesquisador. “Paulo Freire aparece em nomes de escolas, faculdades, universidades, teatros, centros culturais, diretórios estudantis, grêmios, sindicatos, associações, emissoras de rádio e TV, revistas, jornais, praças, ruas, avenidas, bancos comunitários populares, bibliotecas, cátedras universitárias, centros populares educacionais universitários, programas de financiamento científico de formação, monumentos, obras de arte, prêmios. Ele está presente não só enquanto uma concepção de uma educação dialógica, crítica, humanizadora, não apenas através da sua obra, que ele nos lega, mas se faz presente nessas entidades que tomam o seu nome e, ao fazer isso, abraçam a sua luta”, disse. De acordo com Moisés, o legado que Paulo Freire deixou é a manutenção da esperança. "Ele criou um verbo com a ideia da esperança, que é o ‘esperançar’, que não é você ficar sentado esperando que aconteça, mas é um ‘esperançar’ que vem a partir do agir. A importância da comemoração do legado, do centenário de Paulo Freire é tornar vivo o ‘esperançar’, no sentido de construir novos mundos tão possíveis, com autonomia, criticidade e amorosidade”, contou. Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Initial plugin text
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19/09 - No centenário de Paulo Freire, especialistas mostram como pedagogia do pernambucano pode ajudar a enfrentar desafios da educação na pandemia
Principais conceitos do pensamento freireano, como o diálogo e a conscientização crítica, são ferramentas para ajudar o Brasil a encarar obstáculos no ambiente escolar, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Estátua de Paulo Freire no campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco, onde ele estudou e ensinou Marlon Costa/Pernambuco Press Dificuldades de ensino e aprendizagem na modalidade remota, restrições de acesso a recursos tecnológicos, professores sobrecarregados, alunos desmotivados... são inúmeros, e conhecidos, os desafios para a educação que foram impostos ou intensificados pela pandemia da Covid-19. No país que tem Paulo Freire como patrono da educação, surge, então, a dúvida: seria possível obter, a partir da pedagogia freireana, lições capazes de ajudar a enfrentar esses obstáculos? Especialistas dizem que sim. Em homenagem ao centenário de nascimento do educador, pedagogo e filósofo pernambucano, o G1 questionou pesquisadores das obras e da vida de Paulo Freire e a viúva dele sobre que ensinamentos o legado freireano oferece para este momento difícil. Neste domingo (19), se não tivesse morrido em 1997 devido a problemas cardíacos, ele completaria 100 anos. 'Quanto mais querem extirpar Paulo Freire da sociedade, mais inserido ele fica nela', diz viúva Relembre frases e veja vídeos do patrono da educação brasileira Criador de um método inovador de alfabetização, que ensinava com base na experiência de vida e no cotidiano dos alunos para despertar neles uma consciência crítica sobre a sociedade, Paulo Freire se tornou conhecido no Brasil e no mundo por considerar a educação um ato político, que promove a liberdade e transforma a realidade. No centenário de nascimento de Paulo Freire, conheça a vida e a obra do educador Considerado subversivo pela ditadura militar, ficou exilado por 16 anos e escreveu mais de 30 livros, traduzidos para vários idiomas (veja vídeo acima). A principal obra dele, "Pedagogia do Oprimido", lançada em 1968, é o único livro brasileiro que consta na lista dos 100 títulos mais solicitados nas ementas de cursos de universidades dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia. Apesar desse reconhecimento mundial e de ser patrono da educação brasileira desde 2012, Paulo Freire tem sido alvo de ataques do governo Jair Bolsonaro, que tenta transferir para a pedagogia freireana a culpa pelo fraco desempenho escolar do país em avaliações da qualidade da educação. Enquanto isso, as homenagens a Paulo Freire aumentaram: subiu para 50 o número de títulos de Doutor Honoris Causa atribuídos a ele, que é o brasileiro com mais titulações desse tipo. Paulo Freire é patrono da educação brasileira e morreu em 1997 Instituto Paulo Freire/Divulgação O pensamento freireano reúne elementos para compreender a complexidade desta pandemia, segundo o francês Oussama Naouar, que é doutor em educação e filosofia e escreveu o livro “Paulo Freire: figuras do pedagogo, imaginário do pedagógico”. Pró-reitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele vive desde 2010 no Brasil, para onde se mudou, entre outros motivos, em busca de aprofundar as pesquisas sobre Paulo Freire. “A pedagogia de Paulo Freire é uma inspiração ainda mais forte nessas situações problemáticas como a que a gente está vivendo. O primeiro passo seria colocar a pandemia mesmo em debate, sua complexidade, sua realidade histórica para uma compreensão sistêmica. A lição que ele nos dá é que, dentro da sala de aula, deve ser abordada a questão da pandemia, a questão da vivência de cada aluno, de como ele vem vivenciando isso, permitir um diálogo sobre essa dificuldade. Isso é uma coisa muito importante, pois é encarar esses problemas, tentar enfrentá-los. Uma perspectiva freireana abraçaria essa realidade para tentar compreender e tentar agir diante dela”, disse. Características essenciais da pedagogia freireana, como o diálogo e a humanização, têm potencial para ajudar a encontrar soluções para os desafios da educação em um cenário de pandemia. É o que aponta o professor Moisés Santana, que é pró-reitor de Extensão, Cultura e Cidadania da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e foi aluno de Paulo Freire no doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Ele nos inspira a pensar uma educação, mesmo remota, que não perca a dimensão da humanidade, da capacidade de estabelecer a curiosidade, de uma interatividade ativa, em que os educandos sejam ativos no seu processo de construção de conhecimentos, que a sua curiosidade e a sede de conhecer e compreender o mundo sejam aguçadas, que possam entender as razões dos problemas da pandemia porque o Freire não queria que a gente compreendesse o mundo de maneira mecânica. A sua pedagogia buscava construir sentidos para o mundo e para a vida de modo crítico", declarou. Entre os problemas existentes na educação brasileira acentuados pela pandemia, estão as desigualdades sociais dentro do ambiente escolar, pois as condições de acesso à internet e à tecnologia não são as mesmas para alunos ricos e estudantes pobres, de acordo com a viúva de Paulo Freire, a doutora em educação Nita Freire, de 87 anos. “Se as crianças de classe média, de classe rica, estão progredindo e aprendendo, as crianças pobres, que não têm tablet, um lugar para estudar ou uma mãe que saiba orientar, estão ficando à margem. Paulo até dizia que não é evasão. Quando a criança sai da escola, ela não resolveu sair da escola. Foi posta, de alguma forma, que a única condição que ela tem é decidir não estar mais na escola. Isso é abandono escolar. É a não possibilidade de ela continuar na escola. Não se criam as condições para ela permanecer na escola. Em poucos anos, será uma grande diferença entre os conhecimentos das classes mais abastadas e das classes abandonadas. Isso vai gerar um outro problema de natureza muito grande porque vão ficando sempre à margem da sociedade", contou. O historiador Dimas Brasileiro, que integra o grupo de pesquisadores da Cátedra Paulo Freire, da UFPE, listou aquelas que, possivelmente, seriam as principais preocupações de Paulo Freire, caso ainda estivesse vivo, com relação aos professores e aos estudantes e à educação na pandemia. “Paulo Freire jamais aceitaria o retorno dos professores para a sala de aula sem o ambiente sanitário de vacinas, deixando as pessoas ali à própria sorte. Em segundo lugar, ele não estaria preocupado com os resultados, com esses grandes testes, nesse contexto de pandemia, e sim com a saúde física e mental dos professores e dos educandos também. Os estudantes viveram um momento terrível. De repente, eles se viram afastados da vida social. E a juventude é um momento de constituição da rede de sociabilidade, dos laços de fraternidade. Isso foi muito impactante para a juventude", relatou. Cátedra Paulo Freire reúne 15 professores universitários que pesquisam a vida e a obra do pernambucano Marlon Costa/Pernambuco Press Para Dimas, que é professor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), a pedagogia de Paulo Freire ajuda a estimular nos estudantes uma criticidade que é ainda mais essencial nesta época marcada por disseminação de fake news e posturas negacionistas com relação à Covid-19 e às vacinas. "Hoje, a gente precisa de outros letramentos. Precisamos da conscientização política, da alfabetização digital e comunicacional porque, se nos anos 60, você era excluído e não podia votar porque não sabia ler e escrever, hoje você também fica carente de direitos e elementos fundamentais para se posicionar no mundo se você não souber manusear equipamentos tecnológicos ou interpretar com propriedade um produto midiático para discernir o que é uma desinformação. O letramento digital e o comunicacional são para que as pessoas possam fazer uso dos meios de comunicação de uma maneira crítica, cidadã, democrática. De contrário, vão estar condenadas à desinformação, às campanhas de ódio e de medo e às fake news”, afirmou. Nessa missão de conscientização crítica, a escola tem um papel fundamental sob a ótica do pensamento freireano, ressaltou o doutor em história e filosofia da educação Sérgio Haddad, que tem 72 anos e é autor de uma biografia sobre Paulo Freire. “O mais importante nesse retorno à escola, numa perspectiva freireana, é trazer uma perspectiva positiva, sobre qual foi a aprendizagem que esses alunos tiveram durante a pandemia. Olhar as aprendizagens como um elemento importante desse processo, o que as pessoas aprenderam com essa pandemia. Todos nós passamos por aprendizagens importantes na nossa vida, e os alunos também. Então, nós temos que também valorizar esses aspectos: o da perda, o da vida, tudo isso deveria ser considerado na sala de aula", declarou. Escola fundada por Freire Foi exatamente isso que os diretores e professores do Instituto Capibaribe, localizado no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, resolveram fazer com os alunos. Criada por Paulo Freire e outros educadores em março de 1955, essa escola particular aplica, desde a sua fundação, a pedagogia freireana e foi reconhecida, em 1965, como de utilidade pública estadual pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. Diante da pandemia da Covid-19, o colégio buscou extrair do pensamento de Paulo Freire, que dirigiu a escola durante um ano e meio, lições para ajudar alunos e professores a enfrentarem os desafios impostos à educação, como ensino remoto, evasão escolar e limitações de recursos tecnológicos, de acordo com a diretora adjunta do Instituto Capibaribe, Maria Sobral (veja vídeo abaixo). Saiba como escola fundada por Paulo Freire se adaptou aos desafios da educação na pandemia "Uma escola com pedagogia freireana tem muito mais condição de se reinventar. Num primeiro momento, a preocupação da gente era manter a sanidade de todos. Então, a primeira preocupação era que as crianças estivessem inteiras. As famílias estavam muito aflitas. Preservar a integridade dos estudantes foi o nosso primeiro objetivo. A gente fez um diário de bordo, onde eles descreveram o que estava acontecendo, que eles contassem para a gente o que a gente estava vivendo", declarou. Durante esse período de adaptação à nova realidade, a escola procurou desenvolver um cronograma que não deixasse os estudantes muito tempo em frente à tela do computador, do tablet ou do celular, ainda segundo a diretora adjunta. "A gente foi, sem pressa, respeitando tanto o que os professores tinham como também o que as famílias tinham em casa, montando um formato que não enchia, num primeiro momento, as crianças de aulas, tentando espelhar o que era vivido na escola dentro de casa porque isso era irreal, isso era convocar os meninos a terem muito mais tempo de tela do que seria saudável", afirmou. Com a retomada das aulas presenciais, surgiu a necessidade de ajudar professores e alunos a dar um novo significado ao uso da tecnologia no ambiente escolar. "A gente precisou lançar mão desse que foi um recurso para aproximar da escola, dos colegas, dos professores e, agora nesse caminho de volta, a gente tem tentado resgatar um pouco essa ideia, com os pequenos, do mínimo que se precise, e, com os mais velhos, aprender a usar mais assertivamente, de um jeito que dialogue mais com as necessidades, então foi uma aprendizagem muito importante para os estudantes e também para os educadores", contou. Localizado no Recife, o Instituto Capibaribe é uma escola particular que foi fundada e dirigida por Paulo Freire na década de 1950 Reprodução/TV Globo A conscientização crítica dos estudantes, que é defendida e estimulada pela pedagogia de Paulo Freire, adquiriu um valor ainda maior neste momento de pandemia, pois ajudou os alunos a compreenderem a importância de adotar e respeitar as medidas de prevenção à Covid-19. "Quando retornamos [as aulas presenciais], a gente dizia muito para os meninos que a máscara é um símbolo: para além de um instrumento de proteção, é um símbolo de um reconhecimento de que existe a pandemia, de que é um problema não só de um, é um problema coletivo. E não tem saída individual para isso. Ou a gente assume isso como uma questão desse momento ou a gente não sai desse lugar", disse Maria Sobral. Ainda de acordo com ela, até as crianças muito pequenas que estudam no local passaram a utilizar a máscara de maneira mais natural, como algo que passou a fazer parte do cotidiano e da convivência na sociedade. "Tudo isso faz parte do aprender. Para cada acesso, os meninos limpam, higienizam, são coisas que cansam no cotidiano, mas é muito mais um símbolo de dizer que ela [a pandemia] existe e a gente vai aprender com isso. E, diante dessas aprendizagens, a gente vai construir saídas éticas e que respeitem as pessoas e o conjunto da coletividade", relatou. Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Initial plugin text
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19/09 - 100 anos de Paulo Freire: veja 6 ensinamentos do educador que ainda são atuais
Conhecido desde 2012 como "Patrono da Educação Brasileira", Freire atuou principalmente na educação de adultos em áreas proletárias de Pernambuco. Veja aspectos de seu legado que ainda podem ser aplicados nas escolas e universidades, segundo estudiosos. O educador e filósofo Paulo Freire posa para foto durante entrevista concedida para o Grupo Estado em SP, em 1993. Clovis Cranchi/Estadão Conteúdo/Arquivo Neste 19 de setembro de 2021, o recifense Paulo Freire completaria 100 anos. Segundo estudiosos ouvidos pelo G1, as ideias do educador continuam representando um norte para escolas e universidades que veem a sala de aula como mecanismo de transformação social. "Por vivermos tempos repressivos, o legado dele volta ainda com mais força", afirma Walkyria Monte Mór, professora da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Projeto Nacional de Letramentos: Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia. LEIA TAMBÉM: RANKING DA OCDE: Brasil está entre os que menos investiu em educação PESQUISA: País sofre com baixo desempenho de leitura 6 FRASES POLÊMICAS: Críticas a Milton Ribeiro Educador Paulo Freire faria cem anos neste domingo Desde 2012, Freire passou a ser considerado por lei o "Patrono da Educação Brasileira". Seu trabalho é reconhecido mundialmente: ele tem títulos em 41 instituições de ensino, como nas universidades de Harvard, Cambridge e Oxford. Em livros como "Pedagogia do Oprimido", o mais famoso deles, o autor defende o papel primordial da educação no processo de conscientizar o povo e levá-lo ao senso crítico. Abaixo, veja em que aspectos o legado de Paulo Freire ainda pode ser considerado atual, na visão de três professores que estudam sua obra: 1- Importância de compreender a realidade do aluno Freire defendia a teoria chamada "pedagogia do afeto", explica Kleber Silva, professor da Universidade de Brasília (UnB). "Ele dizia que o professor deveria ser sensível à história de vida dos alunos, resgatando seus sofrimentos, mazelas e cicatrizes. A partir dessa vivência, o conhecimento seria construído." Na prática, isso ocorreria por meio do diálogo aberto, com empatia e constantes trocas de conhecimento. Pensando em um contexto atual: para uma aprendizagem efetiva, um professor que recebe os alunos nas salas de aula, após mais de um ano de escolas fechadas, não deve se atentar somente ao cumprimento de currículos. Precisa praticar a afetividade e "abrir a porta" para a conversa. Dessa forma, para Freire, o estudante entenderá que também pode contribuir com o desenvolvimento de todos, descobrirá mais sobre sua identidade e ficará mais interessado e criativo. Paulo Freire concede entrevista ao Jornal da Tarde, ao voltar do exílio (1979), em sua casa na cidade de São Paulo. João Pires/Estadão Conteúdo/Arquivo 2- Alfabetização de adultos Nas décadas de 1950 e 1960, Freire dedicou-se à educação de adultos em áreas proletárias (urbanas e rurais) de Pernambuco. Pelo método de alfabetização que até hoje leva seu nome (e que foi colocado em prática pela primeira vez em Angicos, no Rio Grande do Norte, em 1962), as aulas partem de elementos do cotidiano dos alunos analfabetos. Em vez de tomar como base "frases feitas" de apostilas, como "o bebê babou", o educador baseia-se no vocabulário que faz parte do dia a dia do trabalhador: "cana", "enxada", "terra" e "colheita", no caso de uma turma de agricultores. "É tudo feito a partir do contexto-realidade dos alunos. O método fônico, por exemplo, defendido pelo governo atualmente, foca o processo de alfabetização nos sons, a partir de frases distantes da realidade das crianças. Freire defende o contrário: que as aulas trabalhem a partir do contexto dos alunos", diz a professora da USP. 3- Formação de cidadãos críticos Monte Mór, docente da USP, afirma que, pelos ensinamentos de Paulo Freire, "o aluno percebe que tudo o que aprende é fruto do olhar de certas pessoas." "Os estudantes precisam ter essa consciência sobre ponto de vista, para aprenderem a ter outras perspectivas de um mesmo fato e chegarem ao desenvolvimento do senso crítico", explica. Esse aspecto da obra freireana é o que gera tanta resistência de certos grupos ideológicos, segundo a professora. O ex-ministro Abraham Weintraub, por exemplo, chegou a dizer que o pedagogo "representa o fracasso total e absoluto" dos índices de educação no Brasil. "Paulo Freire foi um revolucionário que tentou mostrar as mazelas sociais. Quanto mais tivermos seres pensantes, menos isso é interessante para quem está no poder", afirma Rosana Nunes, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "A partir do momento em que temos alunos problematizadores, que não aceitam de imediato o que é ensinado, teremos menos pessoas alienadas. Isso nem sempre é interessante para a política brasileira", diz. 4- Combate às fake news Freire pregava que a educação deveria ser um processo bilateral, em que o professor também "é um aluno". É um combate à ideia da educação tradicional, em que o docente ensina, e o os estudantes são "receptáculos vazios" que apenas escutam o que é dito. "Um aluno com consciência freireana lê um texto e reage; não aceita fake news, porque tem senso crítico. Vai captar o que é dito [em uma mensagem falsa] e ver o que está por trás disso, com que interesse foi produzido, em qual contexto", exemplifica Silva, da UnB. 5- Respeito às diferenças Walkyria Monte Mór expõe que a pedagogia de Paulo Freire "ajuda a construir a identidade das pessoas". "Elas entendem que existiu um projeto [na educação tradicional] de instituir o que é certo e o que é errado. Passam a perceber que há outras formas e ideias que não podem ser consideradas inferiores." Um exemplo apresentado por Monte Mór é o ensino da gramática normativa. Dependendo de como a aula for ministrada, o estudante pode entender que determinados modos de falar e escrever são menos respeitáveis do que aqueles que obedecem à norma padrão da língua. "Quando a gente entende que existem diferenças culturais e subjetivas, começa a formar jovens mais tolerantes", diz a professora. 6- Empoderamento dos mais pobres Quando Freire escreve que a educação é para todos, "refere-se aos que estão à margem da sociedade", explica Silva, da UnB. "São os indígenas, os surdos, os pobres, os negros. É dar oportunidade e empoderar essas pessoas por meio da educação." Segundo Walkyria Monte Mor, a política de cotas em universidades, por exemplo, é um movimento freireano. "Aos poucos, estamos nos abrindo para esse processo de mudança." 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17/09 - Ministro da Educação diz que jogou R$ 300 mi 'na lata do lixo' com alunos que faltaram ao Enem
A declaração de Milton Ribeiro foi em uma audiência no Senado na quinta-feira (16) ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal de reabrir as inscrições do Enem 2021. Ministro Milton Ribeiro em audiência do Senado TV Senado O ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou na quinta-feira (16) que jogou "R$ 300 milhões na lata do lixo" com inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 que pediram isenção de taxa, mas não compareceram nos dias das provas nem justificaram a ausência. A declaração foi dada em uma audiência do Senado ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reabrir as inscrições do Enem 2021 com isenção de taxa para todos que faltaram no ano passado e não tiveram direito à isenção neste ano. "No outro Enem, nós havíamos aberto a oportunidade para muitos alunos fazerem a inscrição gratuitamente. Eles fizeram e simplesmente não compareceram à prova. Eu dei a eles --, digo, Inep -- demos a eles a oportunidade de justificar [...], nada, zero, simplesmente não responderam. Eu peguei dinheiro dos senhores, do MEC, R$ 300 milhões quando comprei prova, contratei logística, contratei os professores que fizeram a correção, impressão. R$ 300 milhões do MEC em um ano de pandemia e joguei na lata do lixo", afirmou Ribeiro. Mesmo com a abstenção recorde em 2020 impulsionada pela pandemia de Covid-19, o edital de 2021 mantinha a regra prévia à pandemia que proibia a inscrição gratuita de pessoas que faltaram na prova anterior sem justificativa. Muitos estudantes desistiram de fazer o exame no ano passado com receio de pegar a doença. A decisão de não conceder a isenção para estes alunos fez a edição deste ano ter o menor número de inscritos em mais de uma década. No entanto, o STF determinou a reabertura das inscrições para garantir que quase 3 milhões de estudantes conseguissem realizar a prova atual com direito à gratuidade. Reabertura das inscrições com isenção de taxa Após a determinação do Supremo, as inscrições para o Enem 2021 foram reabertas com isenção de taxa para os participantes que faltaram na edição de 2020. Eles terão até 26 de setembro para se inscrever. A prova para os novos inscritos vai acontecer nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022, juntamente com a edição do Enem para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Para os demais participantes do exame que já tiveram a inscrição confirmada, a aplicação das provas será mantida nos dias 21 e 28 de novembro de 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a decisão de definir novas datas de aplicação das provas para os isentos ausentes na edição 2020 foi tomada para garantir o direito dos participantes de utilizarem o resultado do exame para acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programas do Ministério da Educação (MEC). Cronograma atualizado Inscrição de isentos em 2020: 14 a 26 de setembro Prova do Enem regular: 21 e 28 de novembro Prova do Enem para isentos em 2020 e PLL: 9 e 16 de janeiro de 2022
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17/09 - Saldo de inadimplência do Fies subiu de R$ 2,5 bi para R$ 6,6 bi em dois anos
Mais de 1 milhão de formados estão há mais de 3 meses sem pagar o financiamento estudantil do governo federal. Mais de um milhão de formados não estão conseguem pagar as parcelas do Fies A taxa de inadimplência do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) voltou a subir no Brasil. Em junho deste ano, de 1.996.082 contratos já na fase de pagamento da dívida, 1.040.484 (52,1% do total) tinham atraso de mais de 90 dias nas prestações, segundo dados divulgados semestralmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) obtidos pela TV Globo via Lei de Acesso à Informação. Inadimplência do Fies em São Paulo FNDE/G1 De acordo com o órgão, o saldo devedor de todos os quase 2 milhões de contratos em fase de pagamento é de R$ 71,9 bilhões, mas o montante que já deveria ser pago e que está em atraso era de R$ 6,6 bilhões em junho. VEJA TAMBÉM Fies 2021: prazo de convocação da lista de espera para o segundo semestre termina nesta sexta 'G1 Enem': Covid-19 pode cair na prova de biologia? Professor resolve questões sobre o assunto; veja VÍDEO Enem 2021: começa nesta terça prazo de inscrição para participantes isentos que faltaram às provas em 2020 O valor é 164% mais alto que o de abril de 2019, quando o Ministério da Educação lançou o primeiro programa de renegociação do Fies. Na época, os 567 mil ex-alunos que estavam inadimplentes somavam juntos um saldo devedor de R$ 2,5 bilhões. Inadimplência do Fies pelo Brasil FNDE/G1 Atraso de mais de 90 dias O FNDE considera como “inadimplente” apenas quem está com atraso de mais de 90 dias no pagamento das prestações mensais. Atualmente, 17 estados e o Distrito Federal já estão com mais da metade dos contratos nessa condição. O estado com a taxa mais baixa é Santa Catarina (23,6% de inadimplência), e o mais alto é o Amapá, onde a quantidade de contratos com atraso chegou a 76,4%. ‘Meu nome está restrito e não consigo negociar’ A frase acima, da paranaense Carla Fabíola, de Londrina, resume a situação de mais de 1 milhão de ex-estudantes pelo Brasil. Ela contraiu uma dívida de mais de R$ 10 mil num período de 10 anos de amortização para cursar licenciatura em educação física. Mas perdeu o emprego quando engravidou e, atualmente, segue desempregada. A mineira Michelle Alves de Oliveira, de 35 anos, por sua vez, acabou não conseguindo se formar em biomedicina por causa de problemas com a burocracia do Fies. Mas ainda precisa arcar com a dívida contraída nos semestres cursados. Sem trabalhar na área, ela acabou ficando com as prestações atrasadas, e diz que o problema virou um trauma durante uma entrevista de emprego para um cargo de vendedora. “A psicóloga da empresa em que fiz entrevista fez consulta no Sistema de Proteção ao Crédito e me mostrou na entrevista”, conta ela sobre a situação. Atualmente, ela diz que a dívida pelos dois anos de faculdade cursados está em R$ 24 mil. Ela conta que hoje está “num poço sem fim” e tenta arrumar um emprego para poder contratar um advogado e tentar, ao menos, limpar seu nome. O impacto da pandemia O nome sujo também custou o sonho da casa própria à paulistana Luana Cristina dos Santos, de 31 anos. Ela financiou R$ 15 mil pelo Fies, a serem pagos em sete anos, como forma de pagar uma parte da mensalidade do curso de administração de empresas na capital. Durante a faculdade, ela conseguiu um estágio e depois foi efetivada, mas o marido acabou perdendo o emprego durante a pandemia. Com isso, ela não consegue pagar todas as contas da casa, os custos extras dos dois filhos, um deles recém-nascido, e ainda ter dinheiro sobrando para as parcelas mensais de R$ 280. Como seu nome ficou negativado pela dívida, ela acabou perdendo uma oportunidade de comprar um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida. “Como meu marido saiu do emprego, a gente queria ter dado entrada com o FGTS dele numa casa, porque eu pago aluguel. Mas não consegui porque o Fies me deixa restrita”, relata. Esforço para pagar a dívida em dia Quem ainda não atrasou os pagamentos precisa apertar cada vez mais os cintos durante a pandemia. O Congresso Nacional chegou a aprovar uma lei suspendendo os pagamentos do Fies durante a pandemia, mas o prazo da suspensão durou apenas seis meses. Uma nova lei prorrogando o prazo ainda está em discussão. David Jones, de 26 anos e filho de um faxineiro, só conseguiu usufruir de três meses de suspensão, antes que as prestações voltassem a aparecer. Em 2018, ele se formou em direito em São Paulo graças ao Fies, mas ainda não consegue trabalho na área porque a pandemia adiou sua prova da segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Enquanto isso, ele, que já foi estagiário da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, hoje trabalha como atendente de telemarketing. O salário não é suficiente para custear suas necessidades básicas e a dívida estudantil. “Eu era novo ainda, tinha 17 para 18 anos, não sabia dessas coisas. O banco falou: ‘olha, vai ter esse contrato aqui, as parcelas vão ficar 200 e pouquinho’, mas hoje estou pagando e não sei o que aconteceu porque a prestação foi R$ pra 400.” Hoje, ele conta com ajuda de custo do sogro, com o apoio esporádico da avó para conseguir os materiais de estudo para obter sua inscrição na OAB, e corta gastos onde pode. Em agosto, ele e a esposa se mudaram de uma casa com aluguel de R$ 650 pra outra que custa R$ 500. A estudante Yanna Freire, de 26 anos, ainda nem conseguiu o certificado de conclusão do curso de fisioterapia no Ceará, mas já precisou pagar no mês passado a segunda parcela do Fies. A moradora de Ubajara precisou adiar o fim da faculdade por problemas que teve durante uma gravidez e cumpriu os últimos créditos no primeiro semestre. A faculdade, no entanto, ainda cobra R$ 800 por essa última disciplina, e o banco começou em julho a cobra R$ 900 mensais. “Para falar a verdade, eu quase entro em depressão por conta desta dívida. É o segundo mês que me cobram sem eu estar trabalhando e sem eu ter recebido o meu diploma. Não posso deixar sujar o nome da minha fiadora e isso é muito frustrante para mim”, diz Yanna. “Eu fui ao banco para tentar renegociar a dívida, mas me disseram que isso não é com eles, teria que resolver com o governo. E agora não sei o que fazer.” Renegociação depende do governo federal Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedores de ensino superior, o programa atual de renegociação precisa de melhorias. “O sistema de cobrança é falho. Acaba sendo um programa engessado, às vezes o aluno nem recebe a cobrança, nem sabe que está inadimplente. Mas, quando ele fica inadimplente, ele tem pouquíssimos canais de renegociação”, explica. O primeiro programa de renegociação, de 2019, estava previsto para durar três meses, mas o governo acabou dobrando o prazo devido à baixa adesão. Entre abril e outubro daquele ano, apenas 2% dos inadimplentes conseguiram cumprir os critérios da renegociação, e o MEC anunciou que conseguiu reaver 14% do saldo devedor de R$ 2,5 bilhões. Em outubro de 2020, uma nova rodada de negociação foi aberta, com quatro opções de adesão, com parcelamento em até 175 parcelas (mais de 14 anos) e descontos de entre 25% e 100% dos encargos como juros e multa por atraso. O prazo do programa terminou em 31 de janeiro, e o FNDE não divulgou quantos estudantes aderiram à renegociação. À TV Globo, o órgão informou no último dia 3 que “está em estudo pelas áreas técnicas do FNDE uma nova renegociação de dívidas do Fies”, mas não há previsão de quando ela será ofertada aos devedores. Capelato afirma que o modelo brasileiro de financiamento estudantil, apesar de ter contribuído para ampliar o acesso de estudantes de classe baixa ao ensino superior, teve crescimento descontrolado em 2013 e 2014, o que acabou colapsando o sistema. Ele defende que o programa seja retomado, mas com ampliação gradual e uma perspectiva diferente sobre a capacidade de pagamento da dívida no futuro. “No modelo da Austrália”, cita ele, “você condiciona o pagamento futuro à renda. Aqueles alunos que tiverem maior sucesso e renda maior pagam um percentual maior e num tempo mais curto. E os que não atingirem renda mínima, não vão ser cobrados enquanto não atingirem uma renda mínima para serem cobrados. A dívida não é perdoada, ele vai ficar com a dívida até morrer, mas, quando ele conseguir, ele paga. Conseguiu renda? Paga. Não conseguiu? Não paga, mas não é considerado inadimplente.” Como funciona o Fies O Fundo de Financiamento Estudantil é o programa pelo qual o governo federal paga as mensalidades de estudantes de graduação em instituições privadas de ensino superior enquanto eles cursam a faculdade. Para participar, o estudante precisa estar matriculado em uma instituição que aderiu ao programa, além de apresentar os documentos exigidos e firmar um contrato de financiamento no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal; O financiamento pode ser só de um valor parcial da mensalidade ou integral, e não é preciso financiar todos os semestres da graduação; Após a formatura, existe um período de carência antes de que os formados precisem começar a pagar pelo valor financiado; Após o período de carência começa a fase de amortização, na qual o ex-estudante paga ao banco mensalmente as prestações do financiamento, com juros mais baixos do que nos financiamentos privados; Mas, caso o ex-estudante não consiga pagar a prestação, ele depende que o próprio governo federal abra programas de renegociação, já que não é possível renegociar a dívida individualmente nos bancos; Entre 2010 e 2014, o Fies foi reformulado e passou por uma expansão que fez o número de contratos crescer exponencialmente. Depois, o programa passou por novos ajustes quanto aos critérios para adesão das faculdades, dos estudantes e das condições de pagamento da dívida. São Paulo tem maior taxa de inadimplência do país Em São Paulo, a situação é ainda pior porque algumas faculdades que atraíram estudantes com a promessa de pagar o Fies não cumpriram o combinado. A psicóloga Aline Gonzaga de Farias foi uma das pessoas atraídas pela promessa da faculdade de pagar o financiamento ao governo federal no lugar do aluno. Agora, quatro anos após a graduação, ela deve R$ 186 mil pelo financiamento estudantil. "Descobri essa dívida quando fui em uma loja fazer uma compra, e aí fiquei sabendo que meu nome estava sujo", contou ela em reportagem do SP1. De acordo com Aline, para que a instituição arcasse com os custos, era exigido que o aluno fizesse serviço social, mantivesse as notas altas e não ficasse de dependência em nenhuma das disciplinas do curso. Imãs Aline e Tatiane têm dívidas do Fies Globo/SP1 Tatiane Aparecida Gonzaga, irmã de Aline, estudou na mesma universidade e se submeteu às exigências da instituição. Enfermeira por formação, mas sem uma ocupação profissional, ela tem uma dívida de R$ 104 mil. "Um sonho que virou um pesadelo e engessou a gente de todas as formas, porque, dependendo da empresa, consulta nosso nome no SPC -- serviço de proteção ao crédito, que reúne informações de adimplência e inadimplência de pessoas físicas e jurídicas -- e não contrata, tentamos fazer qualquer financiamento e não conseguimos", desabafa. Responsabilização legal Segundo Kelly Lemos, advogada das irmãs e de outros alunos na mesma situação, as faculdades descredenciaram os alunos do programa "Uniesp Paga", alegando que eles não cumpriram critérios de bom desempenho. Só que as exigências foram alteradas com os contratos já assinados. "No decorrer do processo, eles aumentaram cláusulas dificultando, alterando o tipo de requisito que deveria ser cumprido, incluindo cláusulas altamente abusivase mais difíceis de serem cumpridas", explicou à reportagem. No início de 2020, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com uma ação na Justiça para responsabilizar o grupo Uniesp, dono de várias faculdades, pelas dívidas de 49 mil ex-alunos com o Fies. A Justiça estima que, juntos, eles devam R$ 2.011.190.417,30. A dívida bilionária puxa a inadimplência em São Paulo, segundo balanço que o Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação (FNDE) faz a cada 6 meses. Dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que o estado tem mais contratos não pagos do que a média nacional, pelo menos desde 2018. Para o sindicato que representa as faculdades particulares, a pandemia também contribui para esse aumento. "Como o aluno tem que pagar depois de um prazo de carência, esse aluno foi pego justamente em um momento que o mercado de trabalho estava totalmente retraído, que é o momento de pandemia. Então ele começa a não pagar porque tem que dar prioridade às necessidades mais essenciais. Pelo menos no caso dos ex-alunos da Uniesp, a Justiça já determinou que a universidade limpe os nomes deles até que a ação movida pelo MPSP seja julgada. O que diz a Uniesp Em nota, a Uniesp falou que o programa "Uniesp Paga" foi encerrado em 2014. Hoje se chama "Uniesp Pode Pagar" e custeia o Fies de 3.851 ex-alunos que cumpriram exigências contratuais. 413 destes contratos já foram quitados. A instituição diz ainda que está cumprindo sua parte no termo de ajustamento de conduta assinado com o Ministério Público e também com o Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação (FNDE). E que os estudantes que estão processando a universidade não cumpriu com os requisitos do contrato e por isso os financiamentos deles não foram pagos.
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17/09 - Famerp recebe inscrições para o vestibular a partir desta sexta-feira
Serão oferecidas 160 vagas, sendo 80 para medicina, 60 para enfermagem e 20 para psicologia. Estudantes devem se inscrever até 18 de novembro. Fachada Famerp: Faculdade de Medicina e Enfermagem de Rio Preto (Foto: Divulgação/Famerp) A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP) recebe a partir desta sexta-feira (17) as inscrições para o vestibular 2022. Serão oferecidas 160 vagas, sendo 80 para medicina, 60 para enfermagem e 20 para psicologia. As inscrições devem feitas exclusivamente pela internet, através do portal da Fundação para Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), até 18 de novembro. A taxa é de R$ 165. As provas serão aplicadas nos dias 14 e 15 de dezembro nas cidades de Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e São Paulo. Os candidatos devem escolher um dos seis municípios para fazer as provas. O vestibular será constituído de 80 questões objetivas de múltipla escolha, 20 questões dissertativas e uma redação, assim distribuídas: Prova de conhecimentos gerais (14 de dezembro): 80 questões objetivas, com cinco alternativas cada uma, distribuídas igualmente entre as disciplinas de matemática, biologia, geografia, física, história, química, língua portuguesa e língua inglesa. Prova de conhecimentos específicos e redação (15 de dezembro): 20 questões dissertativas, sendo oito questões de biologia, seis questões de química e seis questões de física e uma redação em língua portuguesa. Das vagas destinadas à política de cotas, 65% serão para alunos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental e Médio ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escolas públicas brasileiras. Os outros 35% serão oferecidos para aqueles que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas de etnia brasileira e que tenham cursado integralmente o Ensino Fundamental e Médio ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino público. O resultado e as convocações para matrícula serão divulgados no dia 25 de janeiro de 2022. Confira mais informações no edital, que foi publicado no último dia 14 de setembro. Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: mais assistidos da região
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17/09 - Capes: presidente do órgão dissolve conselho que avalia cursos de pós-graduação no país
Motivo alegado é que o número de conselheiros era maior do que o previsto pelo estatuto. Medida preocupa entidades por entenderem que abre margem para revisão de decisões tomadas nos últimos anos. O ministro Milton Ribeiro e a nova presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro A presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Queda de Toledo, destituiu todos os 20 membros do Conselho Técnico-Científico (CTC), que é responsável por avaliar os programas de pós-graduação. Entidades científicas veem a medida com preocupação por entenderem que abre margem para revisão de decisões tomadas pelo colegiado nos últimos três anos, como pedidos de abertura de cursos que foram rejeitados por não cumprir exigências mínimas. A Capes é uma autarquia vinculado ao Ministério da Educação (MEC) responsável por regular e fomentar os programas de pós-graduação no país. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (16), a decisão foi tomada após a constatação de uma irregularidade no quadro de integrantes, que deveria ser de 18 pessoas, e não de 20, como pede o estatuto. A portaria determina ainda que cada colegiado (saiba mais abaixo) eleja seus representantes e os indique à presidência da Capes até 5 dias após a publicação da decisão. Após as indicações, o órgão tem 48 horas para editar o ato de designação dos novos integrantes do conselho. Preocupação A decisão de dissolver o conselho causou alvoroço entre entidades da área científica que dizem temer pela continuidade do trabalho independente e técnico desenvolvido na Capes há 70 anos. Em carta aberta à presidência da Capes, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) afirmou que "a adequação da composição do CTC ao estatuto da Capes não pode causar um dano maior à avaliação e mais insegurança jurídica como acreditamos que possa ocorrer caso seja extinto o novo Conselho e recomece desde o início processo de escolha de novo conselho." Flávia Calé, presidente da ANPG, também comentou o assunto em uma rede social. "A portaria em questão abre margem para revisão de todos as decisões legitimamente tomadas pelo CTC nos últimos três anos, especialmente APCN's (pedido de abertura de cursos novos) que foram rejeitados por não cumprir as exigências e parâmetros de cada área do conhecimento", escreveu. Segundo ela, "mesmo que o novo CTC convalide todos os atos praticados pela composição anterior, uma instituição que teve o APCN rejeitado poderá recorrer diretamente à presidência para rever todo o processo." É sim necessário regularizar a composição do CTC, entretanto, sem abrir margem de questionamento de decisões anteriormente julgadas. Como é formado o conselho O CTC é formado por especialistas de cada uma das grandes áreas do conhecimento, agrupados em três grandes grupos —Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas. É função deste especialistas deliberar sobre as avaliações de cada curso a cada quatro anos e estabelecer as notas de qualidade para cada um deles. Os cursos que são mal avaliados ficam impedidos de matricular novos alunos. Cada grupo possui seu próprio colegiado, formado por técnicos da Capes, que é responsável por regular e avaliar as áreas englobadas em sua divisão. São esses colegiados que devem indicar os novos representantes da CTC. Votação De três em três anos, cada colégio indica seis nomes para o conselho. Internamente, os colegiados são formados por três grandes áreas, que devem ter de um a três representantes no CTC. Por exemplo, o colégio de humanidades é formado por uma “grande área de humanidades”, “linguística e artes” e “ciências sociais”. Cada uma delas têm direito a de um a três integrantes no conselho. Pelo estatuto, cada colégio organiza reuniões internas e chega a um consenso sobre os seis representantes. A lista é apresentada sob a forma de um ofício, posteriormente assinado pela diretoria da Capes. No entanto, o G1 apurou que a diretoria da Capes informou a todos os membros dos colégios que enviará um e-mail para que a votação seja eletrônica. Ou seja: em vez de ocorrer a tradicional reunião interna, haveria uma eleição individual, feita à distância. O receio é que, sem a deliberação coletiva, o resultado final corre o risco de não se encaixar no critério de um a três nomes por grande área. Como a eleição será individual, o temor é em relação ao que acontecerá se, eventualmente, tiverem, por exemplo, sido votados sete nomes. A decisão final poderá ficar com a direção da Capes, abrindo espaço para arbitrariedade e falta de clareza na escolha. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x
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17/09 - Fies 2021: prazo de convocação da lista de espera para o segundo semestre termina nesta sexta
Candidatos devem acompanhar convocações pelo site do programa e completar as informações solicitadas em até três dias úteis. Página de divulgação dos resultados do Fies 2021 Reprodução Termina nesta sexta-feira (17) o prazo para convocação dos candidatos da lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2021. Os inscritos na lista de espera devem acompanhar a convocação pelo site do programa usando seu seu login de inscrição. Os selecionados têm três dias úteis para completar as informações na própria página do financiamento. Quem perder o prazo para complementação de informações perde automaticamente a chance ao Fies 2021. Originalmente, a pré-seleção da lista de espera do programa aconteceria até 31 de agosto, mas o prazo foi prorrogado. Segundo o Ministério da Educação (MEC), isso aconteceu para aprimorar o processo e maximizar o preenchimento das vagas. "Com a ampliação do prazo para convocação por meio da lista de espera, os candidatos ganham mais chances para financiar os estudos e as instituições de ensino de aumentar a possibilidade de ocupar as vagas ofertadas", diz. LEIA TAMBÉM 'G1 Enem': Covid-19 pode cair na prova de biologia? Professor resolve questões sobre o assunto; veja VÍDEO Enem 2021: começa nesta terça prazo de inscrição para participantes isentos que faltaram às provas em 2020 O que é o Fies? O Fies é um programa de financiamento para estudantes em instituições de ensino superior privadas que usa notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, são 69 mil vagas distribuídas em 23.320 cursos e/ou turnos de 1.324 instituições privadas de ensino superior diferentes. Os candidatos puderam usar notas que obtiveram no Enem entre 2010 e 2020. Atualmente, o Fies tem duas categorias: a primeira oferece vagas com juro zero para estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos; a segunda, chamada P-Fies, tem juros variáveis e é direcionada a alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.
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17/09 - Rede e Educafro apontam a Toffoli que governo descumpre decisão de reabertura de inscrições do Enem para isentos
Partido e entidade afirmaram ao STF que a reabertura de inscrições ficou restrita a quem teve isenção em 2020 e não foi à prova. Segundo eles, medida representa descumprimento à decisão do Supremo, que permitiu mais prazo de inscrição para estudantes que comprovem situação de baixa renda. O partido Rede Sustentabilidade e a Educafro afirmaram ao Supremo Tribunal Federal que o governo federal não cumpriu a ordem para reabrir integralmente a inscrição de isentos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021. Em manifestações enviadas ao relator do caso, ministro Dias Toffoli, eles defendem a fixação de um prazo para que o governo garanta a reabertura do período de inscrição para os candidatos que podem pedir para serem liberados do pagamento de forma geral. Segundo os documentos, o governo restringiu a medida aos estudantes que tiveram o benefício em 2020, mas se ausentaram no dia da prova. O partido e a entidade sustentaram que a decisão da Corte permite a reabertura de inscrição para o Enem 2021 para quem preencha um dos requisitos: estar cursando a última série do Ensino Médio neste ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública; ter cursado todo o Ensino Médio em escola da rede pública ou como bolsista integral da rede privada, com renda per capita igual o menor que um salário mínimo e meio; declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser integrante de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal; "O que fez o MEC, mais uma vez, foi restringir os candidatos destinatários da medida cautelar acima elencados, limitando-a, em manifesto desrespeito ao comando judicial, tão somente àqueles que receberam o benefício da isenção no ano de 20020, mas faltaram ao exame, em franco descumprimento ao v. acórdão proferido. Por conta disso, é imensurável a quantidade de pessoas que serão mantidas excluídas e não poderão requerer a isenção. Esses estudantes não podem ser prejudicados, pois a r. decisão proferida os acolheu", afirmam. A Rede e a Educafro querem que o Supremo dê prazo de 48 horas para que o governo federal tome medidas para cumprir a decisão, reabrindo o prazo por mais 10 dias, sob pena de multa diária. O partido e a entidade também querem que o tribunal determine ao governo que faça campanhas publicitárias na TV sobre os efeitos da decisão para os candidatos.
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16/09 - Senado aprova novo projeto que suspende mínimo obrigatório de dias letivos neste ano
Proposta resgata lei de agosto de 2020 que perdeu a vigência porque estava ligada ao decreto de calamidade pública. Texto já passou na Câmara e vai à sanção. O Senado aprovou nesta quinta-feira (16), por 69 votos a zero, um projeto para retomar a lei sancionada em 2020 que desobrigou as instituições de ensino a cumprirem um número mínimo de dias letivos em razão da pandemia. O texto também estabelece normas de retorno às aulas presenciais. O texto tem origem na Câmara, onde foi aprovado no início do mês. Agora, o projeto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Uma lei no mesmo sentido chegou a ser sancionada em agosto de 2020, mas perdeu validade porque estava vinculada ao decreto de calamidade pública que já deixou de vigorar. Relembre a sanção da lei: Bolsonaro sanciona lei que libera escolas de cumprir 200 dias letivos em 2020 Os dois textos preveem que o retorno às aulas presenciais deve estar vinculado a diretrizes de autoridades sanitárias e a regras estabelecidas pelo sistema de ensino. Se sancionada por Jair Bolsonaro, a lei que perdeu validade será retomada, e as regras também surtirão efeito no ano letivo de 2021. Segundo defensores do projeto a alteração trará maior segurança jurídica às normas educacionais excepcionais previstas para a pandemia. Desvincular a legislação do decreto de calamidade pública era uma demanda de secretários estaduais e municipais de educação. "A medida sob exame é urgente e inadiável. Não restará [com a aprovação do projeto] margem para questionamentos à ação dos gestores, o que redundará na adoção de medidas que são cruciais para a preparação do ambiente escolar para a retomada das atividades letivas presenciais com segurança e sem qualquer receio de judicialização", afirmou Izalci Lucas (PSDB-DF), relator do projeto. Educação perde R$ 21 bilhões em investimentos na educação, no primeiro ano da pandemia Confira, abaixo, outras regras previstas na lei resgatada pelo projeto: Educação infantil Os estabelecimentos ficam dispensados da obrigatoriedade do mínimo de dias de trabalho educacional e do cumprimento da carga horária mínima anual. Não há necessidade de compensar as horas perdidas nos anos seguintes. Ensino fundamental e ensino médio As escolas ficam dispensadas da obrigatoriedade de cumprirem o mínimo de dias letivos, desde que seja cumprida a carga horária mínima anual, de 800 horas, estabelecida em lei. Essa carga horária poderá ser cumprida no ano seguinte, mesmo se o aluno estiver cursando a série ou ano escolar seguinte. A medida também autoriza atividades pedagógicas não presenciais para preenchimento da carga horária, desde que os sistemas de ensino garantam aos alunos o acesso a essas atividades. Deverão ser observadas as diretrizes nacionais editadas pelo Conselho Nacional de Educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as normas do respectivo sistema de ensino. O texto também diz que a União, os estados e os municípios implementarão, em regime de colaboração, estratégias de retorno às atividades escolares regulares. Ensino médio Especificamente para os alunos que estão concluindo o ensino médio, a lei possibilita que o estudante faça a matrícula suplementar em mais um ano letivo, relativo às horas prejudicadas pela pandemia. Para isso, é preciso que haja disponibilidade de vagas na rede pública. Ensino superior A lei dispensa a obrigatoriedade de cumprir o mínimo de dias letivos do calendário acadêmico. A carga horária anual mínima, no entanto, deve ser mantida. Cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia podem ter a conclusão antecipada pelas instituições, desde que o aluno cumpra 75% da carga horária do internato ou dos estágios curriculares obrigatórios. Ensino técnico O texto também possibilita a antecipação da conclusão dos cursos de educação profissional técnica de nível médio que tenham alguma relação com o combate à pandemia, com a mesma condição de cumprimento de 75% dos estágios obrigatórios. Grupo de risco No retorno às aulas presenciais, a lei prevê que alunos de grupo de risco epidemiológico tenham acesso a atendimento educacional adequado à sua condição, com programas de apoio de alimentação e de assistência à saúde.
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16/09 - Brasil está entre países que não aumentaram recursos para educação na pandemia, diz OCDE
Apesar de desafios no setor surgidos no período, gasto público total do país com ensino ficou em torno de 4% do produto interno bruto (PIB), mesmo patamar de 2018, antes da pandemia. OCDE conclui que Brasil foi um dos países que menos investiram em educação durante a pandemia O Brasil está em um grupo minoritário de países que não aumentou os investimentos em educação durante a pandemia de Covid para reduzir o impacto na aprendizagem e adaptar o sistema de ensino às necessidades surgidas no período. Os dados são do relatório Education at a Glance 2021, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta quinta-feira (16). Em 2018, antes da pandemia, o gasto público total com educação no Brasil representava 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse percentual não sofreu alteração em 2020 ou 2021. O país faz parte de uma minoria de nações que não destinaram recursos extras para nenhum segmento do sistema de ensino durante a crise sanitária. A maioria dos países pesquisados aumentou o orçamento na área para, por exemplo, contratar mais professores ou construir mais salas de aula. VEJA TAMBÉM OCDE: Brasil sofre com abismo em nível de leitura entre jovens de alta e baixa renda Para produzir o relatório, a OCDE analisou o investimento em educação de 35 nações que integram a organização e de outros oito países parceiros, como o Brasil. Destes, 2 em cada 3 registraram um aumento no investimento após o começo da pandemia. Boa parte do crescimento no investimento foi destinado, por exemplo, para a contratação de novos professores para: serem alocados no lugar daqueles considerados grupo de risco; garantir menor número de alunos nas salas de aula; garantir cobertura de reforço escolar onde necessário. Segundo o documento, 37% países contrataram mais professores que lecionam para os anos iniciais do ensino fundamental e 30% aumentaram o número de professores nos anos finais. Países como Portugal, Espanha e Nova Zelândia foram citados por destinarem verba para adequar o sistema de ensino ao momento pandêmico, fosse construindo mais salas de aula ou dando suporte tecnológico para manter as aulas remotas. O relatório observa que, dentre países analisados, o Brasil foi o que mais demorou para restabelecer as aulas presenciais. Só em 2020, as escolas ficaram fechadas, em média, por 178 dias. Para fins de comparação, na média da organização, as instituições de educação infantil ficaram 55 dias fechadas. As de anos iniciais do ensino fundamental, 78, e as de anos finais, 92. No ensino médio, foram 101 dias sem aulas presenciais.
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16/09 - 'G1 Enem': Covid-19 pode cair na prova de biologia? Professor resolve questões sobre o assunto; veja VÍDEO
Em live no Youtube, aluna da área de humanas foi desafiada com questões de ciências da natureza. RNA do vírus, movimento antivacina e deficiência de vitaminas foram alguns dos conteúdos cobrados. Covid-19 e vacinas são temas que provavelmente aparecerão no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, segundo o professor Kennedy Ramos, da plataforma "Bioexplica". Durante a live do "G1 Enem" no Youtube (ASSISTA ACIMA), exibida nesta quinta-feira (16), o docente desafiou a aluna Ana Luiza Rodrigues, de 17 anos, com quatro exemplos de questões relacionadas à pandemia. Elas giram em torno de: material genético do vírus; composição do "envelope viral"; carência de vitaminas e supostos agravamentos do quadro de Covid; movimento antivacina. Quer ver a íntegra das perguntas e quais as respostas corretas? Assista a este vídeo. 'Fogueira do Enem': live no Youtube ajuda alunos a estudar biologia Arte/G1 LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES COM NOTA MÁXIMA: exemplos do Enem 2020, 2019 e 2018 DICAS DE QUEM TIROU MIL: assista ao vídeo FOGUEIRA DO ENEM: game com perguntas de química 'G1 Enem': a série de lives de educação Para ajudar os candidatos a se preparar para Enem, o G1 estreou em setembro uma série de lives no Youtube com: revisões dos temas mais cobrados na avaliação, games de perguntas e respostas; dicas de estudos; explicações sobre os processos seletivos e bate-papos com alunos e professores. Como assistir? Para assistir ao programa, basta entrar no canal do G1 no Youtube: https://www.youtube.com/c/g1. Dica: já acesse agora a página e se inscreva - assim, você receberá um lembrete no celular quando começar a live. Game de química Na estreia da live, em 2 de setembro, o estudante Douglas Santos, de 18 anos, participou do quadro "Fogueira do Enem". Na ocasião, o professor Phelippe Spitaleri, do curso Anglo, explicou (com bom humor) temas como cadeias carbônicas e equilíbrio em soluções. Assista ao vídeo abaixo: Redações nota mil Na semana passada, a live "G1 Enem" foi sobre redações nota mil. Veja só como foi o papo: Outros vídeos de Educação
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16/09 - OCDE: Brasil sofre com abismo em nível de leitura entre jovens de alta e baixa renda
Brasil tem um dos maiores níveis de disparidade de leitura entre jovens de baixa e alta renda, aponta relatório com base em resultados do exame educacional Pisa de 2018. Brasil registra uma das maiores disparidades de nível de leitura entre jovens de baixa e alta renda Getty Images A renda e a posição socioeconômica têm grande influência sobre a capacidade de leitura e aprendizado dos jovens - e essa desigualdade é mais acentuada no Brasil do que em grande parte do mundo, aponta a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em seu relatório Education at Glance, divulgado nesta quinta-feira (16/9). Por sua vez, a capacidade de leitura e interpretação de textos afeta a habilidade dos jovens em se desenvolverem social e profissionalmente e exercerem sua cidadania. A OCDE usa como base comparativa os resultados de leitura do Pisa 2018, o exame internacional aplicado pela entidade em jovens de 15 anos nos 38 países-membros do grupo e em Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul. 'Nativos digitais' não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE Alunos 'nota mil' na redação do Enem dão dicas de como escrever o texto ideal A habilidade de leitura é definida pela OCDE como a "capacidade de entender, usar e refletir sobre textos escritos de modo a conquistar objetivos, desenvolver conhecimento e potencial e participar da sociedade". Em uma escala de 1 a 6, o nível de leitura considerado básico é o 2 - estágio em que os estudantes "começam a demonstrar competências que vão lhes permitir participar de modo efetivo e produtivo na vida como estudantes, trabalhadores e cidadãos". No Pisa 2018, os alunos brasileiros pontuaram, em média, 413 em leitura (para efeitos comparativos, a China, que encabeça o ranking, pontuou 555 nesse quesito), mantendo-se praticamente estagnado na última década. E essa média esconde disparidades sociais, que foram exploradas no relatório apresentado nesta quinta. No Brasil, diz a OCDE, a proporção de jovens da camada mais pobre que conseguiu alcançar o nível 2 em leitura do Pisa foi 55% menor do que a de jovens brasileiros de renda mais alta. Essa disparidade é 26 pontos percentuais superior à média dos países da OCDE, de 29%, onde também se observa desigualdade em leitura entre alunos ricos e pobres. "Entre os fatores que influenciam o desempenho na educação, o status socioeconômico tem o maior impacto nas habilidades de literacia dos jovens de 15 anos, mais do que seu gênero ou país de origem", diz o relatório Education at Glance. No Brasil, porém, observou-se "uma das maiores disparidades de performance entre os países que têm dados disponíveis", prossegue o texto. O tema havia sido abordado pela OCDE em maio deste ano, quando a entidade divulgou que, no Brasil, apenas um terço (33%) dos estudantes havia sido capaz de distinguir fatos de opiniões em uma das perguntas aplicadas no Pisa. Na ocasião, o diretor de educação da OCDE, Andreas Schleicher, também se disse preocupado com o aumento no "abismo cultural" entre estudantes de classes sociais mais avantajadas e os mais pobres em todo o mundo. Enquanto entre os estudantes mais ricos o número de livros em casa se manteve estável entre 2000 e 2018, esse número caiu consideravelmente entre os estudantes mais pobres globalmente. O status socioeconômico segue tendo impacto na vida dos jovens ao diminuir seu acesso ao ensino superior e, desse modo, deixá-los mais vulneráveis ao desemprego, prossegue o relatório. Mulheres estudam mais, mas têm menos emprego O relatório lançado pela OCDE nesta quinta aborda diferentes aspectos da desigualdade na educação global, desde questões de gênero até os impactos da pandemia no ensino. No caso do Brasil, um dos pontos destacados é o fato de as mulheres terem, em média, mais tempo de educação que os homens, mas enfrentarem barreiras adicionais no mercado de trabalho. Embora mais mulheres brasileiras de 25 a 34 anos tenham diplomas do ensino superior do que homens (27% contra 20%, segundo dados de 2018), elas têm mais probabilidade de estarem desempregadas do que eles. A OCDE cita que, enquanto 85% dos homens com ensino superior estavam empregados no Brasil em 2018, entre as mulheres com a mesma qualificação essa taxa era de 77%. Essa disparidade foi acentuada na pandemia, conforme um estudo recente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que apontou que mulheres estavam, junto a negros e jovens, entre os grupos mais vulneráveis ao desemprego no país. Gastos com educação No que diz respeito a gastos na educação, segundo os dados de 2018, o Brasil gastou porcentagem do PIB (5% na época) semelhante à média da OCDE. No entanto, quando se observa o gasto por aluno (da educação básica até o ensino superior), ele é de apenas um terço da média gasta pelos países da OCDE: US$ 3,2 mil por estudante anualmente, contra US$ 10 mil por estudante na média da OCDE. Os dados mais recentes apontam uma redução nos investimentos na educação básica pública do país: segundo o Anuário do setor, produzido pela entidade Todos Pela Educação, Estados e municípios brasileiros gastaram R$ 21 bilhões a menos em 2020 em relação ao ano anterior - e essa redução de gastos ocorreu justamente durante a pandemia, quando o setor enfrentou desafios sem precedentes. Nesta quarta-feira (16/9), o Senado aprovou em primeiro turno uma PEC (proposta de emenda constitucional) que isenta de responsabilidade gestores públicos que não tenham investido o percentual mínimo de 25% de receitas com educação em 2020, por conta da pandemia. O texto da ainda precisa ser votado em segundo turno e seguir à Câmara dos Deputados. Defensores alegam que o ajuste é necessário por conta da queda de arrecadação e desequilíbrio fiscal na pandemia; críticos, porém, afirmam que a proposta abre perigosos precedentes, traz retrocessos a um setor já duramente abalado pelo tempo de aula perdido durante o fechamento das escolas e "premia" gestores que não se dedicaram à educação em um momento crítico como o da implementação do ensino remoto.
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16/09 - Projeto Educação: professor explica relação entre a ditadura no Brasil e a Guerra Fria
Ricardo Gomes tirou dúvida enviada por estudante sobre o contexto em que o regime militar foi implantado no país, tema que pode cair na prova do Enem. No Projeto Educação, aula de história sobre a Guerra Fria, com o professor Ricardo Gomes Qual a relação entre a implantação do regime militar no Brasil e a Guerra Fria? A pergunta enviada pela estudante Saskhya Laysa Ribeiro Bezerra Costa foi tema do Projeto Educação desta quinta-feira (16). No vídeo acima, o professor de história Ricardo Gomes explica o contexto mundial na época da ditadura Projeto Educação: confira mais dicas para o Enem O tema é um dos que pode cair nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para 21 e 28 de novembro deste ano. Todas as terças e quintas, professores convidados pela TV Globo respondem, no Bom Dia PE, perguntas de alunos para ajudar na preparação para o exame. VÍDEOS: Mais assistidos de Pernambuco
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16/09 - USP cai 10 posições em ranking internacional de melhores universidades para estudos clínicos
Levantamento da revista britânica Times Higher Education mostrou que a instituição de ensino brasileira caiu foi de 74ª em 2021 para 84ª em 2022. Campus da USP-RP Foto: Divulgação USP-RP A Universidade de São Paulo (USP) caiu 10 posições no ranking de melhores universidades para estudos clínicos e de saúde da revista britânica Times Higher Education (THE) de 2022 em relação ao ano anterior. Agora, a universidade brasileira ocupa o 84º lugar na classificação geral. Procurada pelo G1, a THE explicou que a queda da USP se deve um declínio em reputação no ensino e em pesquisa, duas das cinco métricas usadas na análise. "Em outras áreas, o desempenho da universidade é muito estável, ela perde apenas 1 ponto de pontuação geral, mas é o suficiente para colocá-la 10 posições abaixo", diz a publicação. Recentemente, a revista britânica revelou que a USP caiu também em outro ranking da publicação, o de melhores universidades do mundo. Outras seis instituições brasileiras também tiveram desempenho interior na lista. Entre os motivos estavam menor volume de citações em artigos científicos e redução da qualidade de ensino. As melhores universidades para estudos clínicos e de saúde O topo do ranking é dominado por universidades do Reino Unido e Estados Unidos, com a Universidade de Oxford, Harvard e Colégio Imperial de Londres ocupando 1º, 2º e 3º lugares respectivamente. (Confira abaixo) Melhores universidades para estudos clínicos e de saúde Única estreante no top 10, a universidade chinesa Tsinghua saltou do 32º para 7º lugar, pulando 25 colocações em um único ano, após investir em pesquisas relacionadas a Covid-19. Metodologia Para avaliar e atribuir nota às universidades de todo o mundo, a THE considera os seguintes critérios: Ensino: o ambiente de aprendizado Pesquisa: volume, investimento e reputação Citações em artigos científicos: influência em pesquisa Projeção internacional: equipe profissional, estudantes e pesquisa Investimento na indústria: inovação Outros rankings A THE também listou as universidades que se destacam em estudos sobre ciências da vida (biologia) - o estudo científico de organismos vivos -, ciências físicas (física) - o estudo de sistemas não vivos - e psicologia: Ciências da vida 1º - Universidade de Harvard (Estados Unidos) 2º - Universidade de Cambridge (Reino Unido) 3º - Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Estados Unidos) Ciências físicas 1º - Universidade de Califórnia, Berkeley (Estados Unidos) 2 º - Instituto de Tecnologia da Califórnia (Estados Unidos) 3º - Universidade de Princeton (Estados Unidos) Psicologia 1º - Universidade de Cambridge (Reino Unido) 2º - Universidade de Stanford (Estados Unidos) 3° - Universidade de Princeton (Estados Unidos)
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16/09 - 'G1 Enem': live no Youtube terá jogo de perguntas e respostas sobre BIOLOGIA; tire suas dúvidas às 14h
No programa ao vivo, aluna da área de humanas terá um desafio: responder a 5 questões de ciências da natureza, com cronômetro na tela. Professor tirará dúvidas dos espectadores. 'Fogueira do Enem': live no Youtube, às 14h, ajudará alunos a estudar biologia Arte/G1 Faltam pouco mais de 2 meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Você está familiarizado com temas como organelas celulares, genética e parasitologia? Se estiver inseguro, não se desespere: o G1 vai exibir uma live no Youtube, às 14h desta quinta-feira (16), com uma rápida (e divertida) revisão sobre os principais conteúdos de biologia. LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES COM NOTA MÁXIMA: exemplos do Enem 2020, 2019 e 2018 DICAS DE QUEM TIROU MIL: assista ao vídeo FOGUEIRA DO ENEM: game com perguntas de química A estudante Ana Luiza Rodrigues, de 17 anos, participará de mais uma edição do jogo "Fogueira do Enem": ela quer fazer faculdade de direito e tem facilidade com humanas... mas terá de responder a cinco perguntas de ciências da natureza. Quem também marcará presença é o professor Kennedy Ramos: ele vai explicar como resolver os desafios e ainda tirar as dúvidas da Ana e de quem estiver acompanhando a live. E fique esperto: a repórter de educação Luiza Tenente, que apresentará o programa, promete exibir na tela as melhores perguntas do público. Por isso, mande seus comentários! 'G1 Enem': a série de lives de educação Para ajudar os candidatos a se preparar para Enem, o G1 estreou em setembro uma série de lives no Youtube com: revisões dos temas mais cobrados na avaliação, games de perguntas e respostas; dicas de estudos; explicações sobre os processos seletivos e bate-papos com alunos e professores. Como assistir? Para assistir ao programa, basta entrar no canal do G1 no Youtube às 14h desta quinta-feira (15): https://www.youtube.com/c/g1. Dica: já acesse agora a página e se inscreva - assim, você receberá um lembrete no celular quando começar a live. Game de química Na estreia da live, em 2 de setembro, o estudante Douglas Santos, de 18 anos, participou do quadro "Fogueira do Enem". Na ocasião, o professor Phelippe Spitaleri, do curso Anglo, explicou (com bom humor) temas como cadeias carbônicas e equilíbrio em soluções. Assista ao vídeo abaixo: Redações nota mil Na semana passada, a live "G1 Enem" foi sobre redações nota mil. Veja só como foi o papo: Outros vídeos de Educação
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15/09 - Senado aprova em 1º turno PEC que veda punição a gestores locais que não investirem mínimo em educação na pandemia
Proposta isenta governadores, prefeitos e agentes públicos que descumprirem mínimo constitucional entre 2020 e 2021. Texto fala em compensar recursos não investidos até 2023. O Senado aprovou nesta quarta-feira (15), em primeiro turno, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede a aplicação de punição civil, administrativa ou criminal a gestores locais que não apliquem, em 2020 e 2021, o mínimo previsto na Constituição para manutenção e desenvolvimento do ensino. A PEC foi aprovada em 1º turno por 57 votos a 17 e vale para governadores, prefeitos e outros agentes públicos das gestões locais. O texto ainda terá de passar por uma segunda votação no Senado para poder ser encaminhado à Câmara. A Constituição diz que estados, DF e municípios devem aplicar, no mínimo, 25% da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino. Educação perdeu R$ 21 bilhões em investimentos no primeiro ano da pandemia Senadores favoráveis à proposta dizem que, com a pandemia, a rede pública de ensino paralisou suas atividades presenciais, o que "dispensou a realização de muitas despesas", como transporte escolar, alimentação, água e luz, entre outras. "Neste prisma, o gestor, para alcançar o piso de investimento, teria que, praticamente, 'inventar' despesas, o que poderia levar ao desperdício dos recursos públicos", argumentou a relatora Soraya Thronicke (PSL-MS). A senadora incluiu na proposta uma compensação. A regra que prevê que, até o fim de 2023, os gestores deverão complementar os percentuais mínimos de investimento no ensino com os valores não aplicados em 2020 e 2021. A proposta impede a aplicação de quaisquer penalidades, sanções ou restrições aos estados e municípios que não cumprirem o mínimo nos anos de 2020 e 2021 e garante o recebimento de recursos da União para as aplicações no ensino. O texto também impede intervenção do governo federal nos estados e municípios. Críticas O senador Flávio Arns (Podemos-PR) declarou voto contra a proposta. Ele citou levantamento que aponta que somente cerca de 300 municípios e um estado, o Rio de Janeiro, não aplicaram o mínimo constitucional no ensino. Arns declarou que, em função de cerca de 6% dos municípios, o Senado está propondo uma mudança na Constituição Federal. "Poderiam ver essa situação, achar um caminho, como, aliás, já aconteceu, inclusive, no Tribunal de Contas do meu estado", afirmou. "Agora, a gente dizer que está sobrando dinheiro na educação é um absurdo absoluto. Cinco mil escolas no Brasil, das 40 mil, não têm banheiro. Dez mil escolas sem água potável. Trinta e cinco por cento das escolas sem internet nas escolas", protestou Arns. Cid Gomes (PDT-CE) também criticou o texto. "Nós estamos na pandemia já há mais de um ano e seis meses. Se não teve sala de aula, teve aula remota e aula remota necessitava que os alunos, não necessitava que fossem transportados, mas necessitava que os alunos tivessem um meio para receber a aula, um chip, um tablet, um computador para receber, portanto, isso é muito mais caro do que transporte escolar", disse Gomes. Compensação Simone Tebet (MDB-MS) se posicionou a favor da proposta, destacando a compensação dos recursos não aplicados em 2020 e 2021 nos investimentos mínimos no ensino dos anos de 2022 e 2023. "Vamos tentar ser práticos nesta questão: criança estava dentro da sala de aula neste ano? Criança comeu a merenda este ano? Gastou-se dinheiro para conservar a limpeza da escola? Não. Deram-se cursos de capacitação presenciais para o professor? Não." "Então, o prefeito não teve condição de gastar, naquilo que é essencial, o dinheiro da educação. Pois bem, se nós não aprovarmos esta PEC, vai ser uma correria dos prefeitos gastando com o que não é preciso na educação", disse a emedebista. "Eu voto pela educação, eu voto hoje pelos alunos, e é por isso que eu voto a favor do projeto, para que no ano que vem o Congresso Nacional fiscalize os prefeitos, que vão ter que gastar não só 25%, mas 27%, 28%, 29% ou, às vezes, até 30% do seu orçamento, a depender do saldo que deixou de gastar este ano", completou a senadora. Alvaro Dias (Podemos-PR) também votou a favor da proposta. Ele afirmou que a educação no país "não perderá" com a proposta. "Eu voto favoravelmente, em especial por uma razão: os atuais prefeitos, os que assumiram neste ano, não são responsáveis pelo que ocorreu antes e estão impedidos de receber recursos por não obterem a certidão negativa. Isso é fundamental. Há o cuidado de que esses recursos não aplicados serão ainda aplicados", afirmou Dias.
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15/09 - A cerca de 2 meses do Enem, chefe de gabinete do Inep é exonerado
Alexandre Bastos Peixoto havia sido convidado pelo presidente da autarquia para ocupar o cargo. Ele foi substituído por Álvaro Luís Kohn Parisi. Alexandre Peixoto foi exonerado da chefia de gabinete do Inep Reprodução/Inep A pouco mais de 2 meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o chefe de gabinete do órgão responsável pela prova foi exonerado. Alexandre Bastos Peixoto ocupava a função no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desde 14 de maio, depois de ser convidado pelo presidente da autarquia, Danilo Dupas Ribeiro. LEIA TAMBÉM: INSCRIÇÕES ABERTAS: 'novos' isentos farão Enem em janeiro SEM NOVAS VAGAS: MEC quer dividir institutos federais para 'criar' novas unidades REDAÇÕES NOTA MIL: veja exemplos do Enem 2020 Peixoto era servidor público e atuava no governo federal desde 2002. Imediatamente antes de assumir a chefia de gabinete do Inep, trabalhava na Secretaria Nacional de Proteção Global do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Segundo a edição desta quarta-feira (15) do Diário Oficial da União (DOU), o substituto é Álvaro Luís Kohn Parisi. O G1 entrou em contato com o Inep para saber qual o currículo de Parisi e por que motivo a exoneração ocorreu. Não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Responsabilidades da chefia de gabinete O chefe de gabinete do Inep precisa entender de burocracia pública. Ele é responsável por: assessorar o presidente da autarquia; gerenciar acordos sobre as avaliações educacionais e base de dados; auxiliar o alinhamento entre o instituto e as políticas de governo; propor ações que fortaleçam o órgão; realizar a interlocução com o Ministério da Educação (MEC); atender aos parlamentares sobre demandas internas; cuidar da comunicação interna e externa. G1 Enem no Youtube Toda quinta-feira, às 14h, você pode conferir uma live do "G1 Enem" no Youtube. Assista abaixo à última edição, sobre redações nota mil: Vídeos de Educação
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14/09 - Edital para vestibular da Famerp é publicado; confira como fazer inscrição
Serão oferecidas 160 vagas, sendo 80 para medicina, 60 para enfermagem e 20 para psicologia. Fachada Famerp: Faculdade de Medicina e Enfermagem de Rio Preto (Foto: Divulgação/Famerp) O edital do vestibular 2022 da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) foi publicado na tarde desta terça-feira (14). Serão oferecidas 160 vagas, sendo 80 para medicina, 60 para enfermagem e 20 para psicologia. As inscrições devem feitas exclusivamente pela internet, através do portal da Fundação para Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), de 17 de setembro a 18 de novembro. A taxa é de R$ 165. As provas serão aplicadas nos dias 14 e 15 de dezembro nas cidades de Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e São Paulo. Os candidatos devem escolher um dos seis municípios para fazer as provas. O vestibular será constituído de 80 questões objetivas de múltipla escolha, 20 questões dissertativas e uma redação, assim distribuídas: Prova de conhecimentos gerais (14 de dezembro): 80 questões objetivas, com cinco alternativas cada uma, distribuídas igualmente entre as disciplinas de matemática, biologia, geografia, física, história, química, língua portuguesa e língua inglesa. Prova de conhecimentos específicos e redação (15 de dezembro): 20 questões dissertativas, sendo oito questões de biologia, seis questões de química e seis questões de física e uma redação em língua portuguesa. O resultado e as convocações para matrícula serão divulgados no dia 25 de janeiro de 2022. Confira mais informações no edital. Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: mais assistidos da região
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14/09 - Projeto Educação: professor explica quando usar e a diferença entre os porquês
Vicente Gomes tirou dúvida enviada por estudante sobre o uso dos porquês, tema que pode cair na prova do Enem. A aula do Projeto Educação é sobre o uso do porquê Quando usar cada um dos porquês? A pergunta enviada pela estudante Larissa da Silva Fuermann foi tema do Projeto Educação desta terça-feira (14). No vídeo acima, o professor de língua portuguesa Vicente Gomes dá dicas para não errar ao usar porque, por que, porquê e por quê. Projeto Educação: confira mais dicas para o Enem O tema é um dos que pode cair nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para 21 e 28 de novembro deste ano. Todas as terças e quintas, professores convidados pela TV Globo respondem, no Bom Dia PE, perguntas de alunos para ajudar na preparação para o exame. VÍDEOS: Mais assistidos de Pernambuco
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14/09 - Sem ampliar vagas, MEC quer dividir institutos federais já existentes para ‘criar’ novas unidades
Objetivo da pasta é melhorar gestão de institutos que têm campi distantes da reitoria. Mudança exigiria contratação de novos servidores e terceirizados, com custo de R$ 8 milhões por ano para cada unidade. ‘Não temos dinheiro nem para volta às aulas’, afirma IFBA. Instituto Federal da Bahia (IFBA) passaria a ter 16 campi, em vez dos atuais 22. Parte dos polos passaria a integrar o novo "Instituto Federal do Sul da Bahia". Divulgação/IFBA O Ministério da Educação (MEC) tem o objetivo de "criar" 10 novos institutos federais, a partir da divisão dos que já existem - sem aumentar o número de vagas ou de cursos oferecidos. A proposta foi apresentada pelo ministro Milton Ribeiro, em 30 de agosto, aos reitores das unidades que podem sofrer essa "cisão". Eles têm até 20 de setembro para responder com um posicionamento acerca do projeto. Segundo a pasta, o objetivo é melhorar a gestão das unidades cujos polos ficam distantes do prédio da reitoria. LEIA TAMBÉM: ELIMINADO DO VESTIBULAR: Universidade não considera aluno como 'pardo' REDAÇÕES NOTA MIL: Exemplos do Enem 2020 O QUE MAIS CAI NO ENEM? Veja levantamento No caso do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), por exemplo, sete de seus 16 campi atuais passariam a fazer parte do novo Instituto Federal do Agreste de Pernambuco (IF Agreste-PE). Embora o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) admita que há casos pontuais de dificuldades administrativas, afirma também que a "criação" de novos institutos exigiria a contratação de servidores e terceirizados, e traria gastos extras para um setor que vem sofrendo reduções orçamentárias desde 2016. Segundo o Conif, o MEC declarou que haverá despesas obrigatórias (aquelas que não podem ser cortadas) de R$ 8 milhões por ano para cada nova unidade. Procurada pelo G1, a pasta não confirmou esse valor. "Entendemos a legitimidade dessa ação, mas questionamos a forma [de colocá-la em prática]. Defendemos que, primeiramente, devam ser sanadas as limitações da rede", afirma Sônia Fernandes, presidente do Conif. "Não temos todos os professores e técnicos liberados, o orçamento está caindo, há a crise sanitária, existem reitorias que pagam aluguel e que não têm sede própria. Isso precisa ser reparado." Entenda mais sobre o projeto do MEC abaixo: O que os próprios institutos dizem sobre a proposta? O Instituto Federal de Rondônia (IFRO), por exemplo, não havia sido convidado para a reunião com o ministro, mas pediu para participar do encontro, por ter um campus a mais de 760 km da reitoria. "De forma imediata, [a divisão do instituto] traria um aumento na capacidade de gestão", afirma o comunicado enviado ao G1. Em São Paulo, o IFSP, com 37 polos no estado, também declara que "uma menor distância até a reitoria economizaria tempo e gastos com deslocamento". Ministro da Educação, Milton Ribeiro, em inauguração do campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Rio Preto (SP) Reprodução/TV TEM No Ceará, por outro lado, "as distâncias físicas entre algumas unidades nunca atrapalharam o funcionamento do IFCE". "Usamos sistemas computacionais que trazem agilidade nas ações administrativas. Com o uso massivo de tecnologias de comunicação que viabilizaram reuniões, encontros e demais eventos, minimizou-se drasticamente a necessidade de deslocamentos físicos", explica o instituto. O Instituto Federal do Piauí (IFPI) segue o mesmo posicionamento: "a distância não é um problema". Na avaliação da gestão da reitora Luzia Mota, do IFBA, não se trata de uma proposta de caráter técnico. “É uma mudança estrutural que (...) tem uma dimensão política evidente." Segundo ela, o projeto apresentado pelo MEC pode gerar a “sensação” de que estão sendo criadas novas instituições. No entanto, "não há previsão de criação de novas matrículas, cursos ou campi. A proposta se resume ao desmembramento de estruturas já existentes apenas com a criação de reitorias”, diz. O instituto ainda expõe um exemplo que não faria sentido sob o argumento geográfico. Pelo projeto do MEC, o campus de Barreiras, do IFBA, passaria a fazer parte do Instituto Federal Baiano, cuja reitoria fica em Salvador, a 900 km de distância. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba) em Barreiras Reprodução/Redes Sociais Quais os problemas apontados pelas instituições? Fernandes, do Conif, diz que a criação das novas reitorias não traria, neste momento, benefícios à sociedade. "Se você não amplia matrículas nem cursos, não amplia o que a gente chama de oportunidade", diz. A preocupação manifestada pelos reitores também passa pela questão orçamentária: em maio de 2021, a rede de institutos federais, Cefets e do Colégio Pedro II afirmou que poderia "parar" por falta de verba. Desde que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) foi para o Congresso Nacional até a sua sanção, houve uma perda de R$ 500 milhões. Reitores dizem que: o número de alunos cresce, mas os investimentos só caem; faltam professores e servidores nos quadros de funcionários; há obras inacabadas; os esforços para evitar a evasão depois da pandemia exigem gastos extras; as aulas presenciais demandam compra de equipamentos sanitários e adaptação de infraestrutura. "Os cortes praticamente inviabilizam o retorno das atividades presenciais em 2021, porque devem demandar investimento anual de R$ 3,5 milhões para intervenções na estrutura física, despesas com terceirizados, aquisição de insumos de limpeza e higienização", afirma o comunicado do IFBA. "Não é a geografia que determina os problemas de gerir instituições de ensino com mais de um campus, e sim as condições orçamentárias que viabilizam investimentos. Neste quesito, a proposta apresentada pelo MEC ainda não transmite segurança para a comunidade." Não ficou claro, segundo os envolvidos, de onde sairão os R$ 8 milhões anuais para cada um dos 10 novos institutos. O que acontecerá com os alunos e professores desses institutos? Caso o projeto do MEC seja levado adiante, um aluno do campus do IFBA em Santo Antônio de Jesus, por exemplo, passará a estudar no mesmo endereço, mas com outro nome de instituição: IF-Sul da Bahia. Também seria necessário realocar professores e contratar técnicos. Segundo Fernandes, do Conif, um instituto pequeno exige pelo menos 50 pessoas na reitoria. "De onde sairiam essas vagas?", questiona. Quais seriam os institutos afetados? O MEC afirma que focará em institutos com mais de 15 campi e com distâncias superiores a 300 km em relação à reitoria. Na reunião da pasta, foram convidados os reitores do: Instituto Federal da Bahia (IFBA); Instituto Federal Baiano (IF Baiano); Instituto Federal da Paraíba (IFPB); Instituto Federal do Piauí (IFPI); Instituto Federal de São Paulo (IFSP); Instituto Federal do Paraná (IFPR); Instituto Federal do Ceará (IFCE); Instituto Federal do Pará (IFPA); Instituto Federal de Pernambuco (IFPE); Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE); Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Instituto Federal de Rondônia (IFRO - a próprio pedido). Quem definirá os novos reitores? Nada indica, por enquanto, que a forma de nomeação dos reitores mudará (deve continuar como indicação da comunidade acadêmica, com aprovação do presidente da República). Como e quando a mudança dos institutos pode acontecer? A mudança, se aprovada em 20 de setembro, ocorrerá por meio de um projeto de lei. Fernandes, do Conif, afirma que o ministro Milton Ribeiro tem pressa. "A ideia que ele nos apresentou é de que o PL tramite até outubro de 2021, para efeitos a médio e longo prazo. Perguntei a ele o que isso significaria. A resposta: em 2022", relata. Em nota, o MEC afirmou que "aguarda a resposta das instituições para seguir com a avaliação técnica, que envolve preparação das justificativas e a consolidação da proposta do projeto de lei, que também incluirá as funções e cargos necessários". 'G1 Enem' no Youtube Toda 5ª feira, às 14h, você pode conferir a uma live do "G1 Enem" no Youtube. A última foi sobre redações nota mil: Vídeos de Educação
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14/09 - Unicamp 2022: comissão encerra inscrições do vestibular nesta terça-feira; saiba como fazer
Universidade oferece 2.540 vagas na modalidade tradicional e prova da 1ª fase está marcada para 7 de novembro. Comissão organizadora prevê pelo menos 70 mil inscritos nesta edição. Candidatos na 1ª fase do vestibular 2021 da Unicamp Felipe Mateus / Unicamp A Unicamp encerra às 17h desta terça-feira (14) as inscrições para o vestibular 2022, com oferta de 2.540 vagas em 69 cursos. O candidato deve preencher formulário no site da comissão organizadora (Comvest) e pagar taxa de R$ 180 até 15 de setembro, caso não seja contemplado com isenção. Inicialmente, a comissão previa encerrar o prazo em 8 de setembro e chegou a descartar ampliação. Entretanto, voltou atrás e ampliou o período por ter "registrado um número menor do que o previsto de inscrições em todos os segmentos (ampla concorrência, escola pública e cotas étnico-raciais)" A prova da 1ª fase do processo está marcada para 7 de novembro, enquanto a 2ª fase será em janeiro de 2022. A universidade prevê pelo menos 70 mil inscrições, e não divulga dados parciais de procura. "A Comvest não informa dados parciais, pois as inscrições são validadas apenas depois do pagamento das taxas ou da efetivação da inscrição no caso dos isentos", destaca o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto. O exame será realizado em 31 cidade de São Paulo, além de cinco capitais de outros estados: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Salvador. A única mudança no comparativo com a edição anterior é a exclusão de Fernandópolis (SP). Veja abaixo a lista dos municípios de SP: Araçatuba Barueri Bauru Botucatu Bragança Paulista Campinas Franca Guarulhos Indaiatuba Jundiaí Limeira Lorena Marília Mogi das Cruzes Mogi Guaçu Osasco Piracicaba Presidente Prudente Ribeirão Preto Santa Bárbara D’Oeste Santo André Santos São Bernardo do Campo São Carlos São João da Boa Vista São José do Rio Preto São José dos Campos São Paulo Sorocaba Sumaré Valinhos Inscrições no vestibular da Unicamp Ao contrário do ano anterior, a Unicamp terá no vestibular 2022 a retomada da seleção que considera as notas dos candidatos no Enem como critério de seleção para 639 vagas. Neste caso, as inscrições também são obrigatórias e devem ser realizadas pelos candidatos entre os dias 3 e 30 de novembro. Em 2021, a universidade incluiu todas as vagas da modalidade via Enem no vestibular tradicional por causa da incompatibilidade do calendário interno com datas definidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), diante de reflexos gerados pela pandemia. Entre os 77,6 mil inscritos do vestibular 2021, diz a Comvest, 34,2% eram oriundos da rede pública. Unicamp 2021: aprovados têm notas de matemática mais baixas após 'impacto da pandemia' Unicamp muda data da 2ª fase do vestibular 2022 e divulga novo calendário Unicamp isenta 8,3 mil de pagar taxa do vestibular 2022; veja lista com nomes Como serão as provas? O formato das avaliações será o mesmo da edição anterior: 1ª fase: 72 questões de múltipla escolha e prova com duração de até 4 horas (antes da pandemia eram aplicadas 90 perguntas para até 5 horas de avaliação); 2ª fase: a avaliação é comum para todos os estudantes chamados e tem a seguinte estrutura: No primeiro dia, a avaliação é comum para todos os estudantes chamados e tem a seguinte estrutura: redação, além de questões dissertativas de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, e interdisciplinares em língua inglesa; Já no segundo dia, o exame terá perguntas dissertativas para todos convocados nas disciplinas de matemática, interdisciplinar de ciências humanas, e interdisciplinar de ciências da natureza. Além disso, serão realizadas provas de conhecimentos específicos, conforme a opção de curso: área de ciências biológicas/saúde (biologia e química), ciências exatas/tecnológicas (física e química), e ciências humanas/artes: (geografia e história, incluindo filosofia/sociologia). Vestibular 2022 Modalidade tradicional Inscrições: 2/08 a 14/9/2021 1ª fase: 7/11/2021 2ª fase: 9/01/2022 e 10/01/2022 Provas de habilidades específicas de música: (setembro e outubro, datas a confirmar) Provas de habilidades específicas outros cursos: 19 a 22/01/2022 Divulgação da primeira chamada: 14/02/2022 Matrícula (não presencial) da primeira chamada: a confirmar Outras modalidades Vagas remanescentes: inscrições de 20/9 a 8/10/2021 Ingresso via Enem: inscrições de 3 a 30/11 Vagas para premiados em olimpíadas de conhecimentos: inscrições de 16/11 a 14/1/2022 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região . Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/09 - Enem 2021: começa nesta terça prazo de inscrição para participantes isentos que faltaram às provas em 2020
Supremo Tribunal Federal determinou a reabertura de inscrições com direito à isenção de taxa para quem ficou isento em 2020, mas não realizou o exame por medo da Covid-19. Inep divulga datas do Enem para isentos em 2020 Agência Brasil Começa nesta terça-feira (14) o prazo de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 para os inscritos que tiveram isenção no exame em 2020, mas não compareceram nos dias das provas. O prazo se encerra às 23h59 do dia 26 de setembro. A reabertura foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal e pode garantir inscrição com isenção de taxa para quase 3 milhões de estudantes que ficaram isentos no ano passado, mas não compareceram às provas por medo da Covid-19. Estes inscritos realizarão o exame em 9 e 16 de janeiro de 2022, juntamente com a edição do Enem para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Para os demais participantes do exame que já tiveram a inscrição confirmada, a aplicação das provas será mantida nos dias 21 e 28 de novembro de 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a decisão de definir novas datas de aplicação das provas para os isentos ausentes na edição 2020 foi tomada para garantir o direito dos participantes de utilizarem o resultado do exame para acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programas do Ministério da Educação (MEC). O Enem 2021 registrou 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada, menor número desde 2005. A queda foi impulsionada pelo índice de abstenção do exame em 2020, que atingiu 55,3% do total de candidatos confirmados. Cronograma atualizado Inscrição de isentos em 2020: 14 a 26 de setembro Enem regular: 21 e 28 de novembro Enem para isentos em 2020 e PLL: 9 e 16 de janeiro de 2022
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13/09 - Mais de 250 professores da rede pública do AC ainda não tomaram nenhuma dose da vacina contra a Covid
Professores explicam em declaração motivo da não imunização. Dos que tomaram a vacina, 25% ainda não concluíram esquema vacinal. Alunos da rede pública de ensino do Acre voltam para sala de aula no dia 4 de outubro Mary leal / Secretaria de Educação A menos de um mês do retorno das aulas presenciais da rede pública do Acre, mais de 250 professores ainda não tomaram nenhuma das doses da vacina contra a Covid-19. A informação é do Departamento de Redes da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes Estadual (SEE), divulgado nesta segunda-feira (13). Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o chefe do departamento da SEE, Aberson Carvalho, falou que 97% dos professores do estado já tomaram pelo menos a primeira dose da vacina. Com a antecipação para 60 dias da 2ª dose da Pfizer e da AstraZeneca, faltam apenas 25% dos professores completarem o esquema vacinal. "Estamos fazendo um avanço na vacinação com a antecipação do calendário, nossos professores estão vacinando com a segunda dose, com a primeira temos 97% que já se vacinaram, com a segunda dose precisamos fazer em torno de 25% para se ter o ciclo vacinal completo. Apenas 3% de nossos servidores que não se vacinaram, mas isso não quer dizer que não podem estar desenvolvendo suas atividades", destacou. Carvalho complementou que os servidores que não tomaram a vacina estão explicando com uma declaração os motivos para não terem se imunizado. Mesmo assim, as coordenações e diretores reforçam a campanha de vacinação com esses servidores. "Com essa autodeclaração, teremos processos administrativos para ter esse controle, sabemos que o risco é para própria pessoa, mas temos que dar continuidade. Todos os trâmites administrativos serão tomados, até responsabilização caso haja alguma dificuldade nesse sentido", acrescentou. Retorno gradual No último dia 1º, a SEE divulgou que o retorno das aulas presenciais será a partir do dia 4 de outubro, de forma gradual e híbrida. Ainda em agosto, o governo do Acre criou um comitê de acompanhamento do retorno das aulas presenciais no ensino público. O segundo semestre no estado iniciou no dia 8 de setembro, mas até 4 de outubro os alunos devem continuar de forma remota. Para o retorno presencial, o Estado diz que as salas de aula devem ser organizadas respeitando o distanciamento mínimo de 1 metro entre as carteiras. Em turmas com mais de 25 alunos, as unidades escolares organizarão grupos com 50% dos estudantes, que deverão se alternar entre as atividades presenciais e remotas. A alternância entre os grupos, nas séries iniciais do Ensino Fundamental será diária, e nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio será semanal. As datas de retorno, por séries e modalidades de ensino, serão as seguintes: 4 de Outubro Educação Básica 1º, 5º, 6º, e 9º anos do Ensino Fundamental 1ª e 3ª séries do Ensino Médio Educação de Jovens e Adultos – EJA Último Módulo de cada etapa (EJA I, II e III) Educação do Campo (Escolas seriadas) Todas as séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio Educação Indígena Todas as séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio 3 de Novembro Educação Básica 2º, 3º, 4º 7°e 8º anos do Ensino Fundamental 2ª série do Ensino Médio Educação de Jovens e Adultos – EJA Demais Módulos de todas as etapas (EJA I, II e III) Educação do Campo Todas as séries das demais escolas (não seriadas) "Esperamos retomar com dois grupos com 50% respeitando as orientações sanitárias de 1 metro de distância, temos um protocolo que fomos direcionados ao Conselho Estadual de Educação, ao Comitê Covid e cada escola tem sua realidade. Estamos orientando todas as escolas para termos toda uma estrutura agradável suficiente para termos um controle nessa retomada das aulas", frisou Carvalho. Calendário No caso das escolas de ensino médio ou de ensino integral, que têm a carga horária de 5h ou 7h diária, respectivamente, o ano letivo de 2021 deve ser concluído no dia 23 de dezembro. Já as escolas de nível fundamental, onde a carga horária diária é de 4h, o ano letivo deve ser concluído somente no dia 3 de fevereiro. Ainda segundo a SEE, continua valendo o sistema de 800 horas/aula no lugar de 200 dias letivos, que foi flexibilizado por conta da pandemia. O novo calendário específico para as escolas que aderiram à paralisação vai trazer a previsão de conclusão do ano letivo para essas instituições. As aulas presenciais foram suspensas no dia 17 de março, na semana em que o Acre confirmou os três primeiros casos de Covid-19. Desde então, os alunos têm acesso ao conteúdo escolar pela internet por videoaula, pelo rádio com audioaulas, pela televisão e também com o material impresso disponibilizado nas escolas. Em 2020, em meio à pandemia, os alunos da rede pública estadual concluíram os bimestres, também por meio do ensino remoto. Em fevereiro deste ano, a SEE chegou a divulgar um calendário do retorno das aulas com sistema híbrido - aulas presenciais e remotas. A ideia era começar as aulas presenciais já em março deste ano. Condições para retomada presencial Em novembro do ano passado, o governo do Acre publicou o decreto Nº 7.225 que trata sobre o retorno das aulas presenciais em instituições públicas e privadas de ensino do estado. A previsão era de que fosse possível iniciar ainda no ano passado, mas com o avanço da pandemia, a gestão voltou atrás. Este ano, a SEE voltou a divulgar o retorno das aulas presenciais a partir de março, mas também não foi para frente. Logo após o decreto governamental que autorizou o retorno das aulas presenciais, em novembro do ano passado, ao menos 16 escolas voltaram com a modalidade de ensino híbrido e as demais permaneceram com o ensino à distância. Atualmente, a maioria das escolas está com ensino híbrido, segundo o sindicato. A autorização para a retomada se aplica para as regionais que estão classificadas nos níveis de alerta, representado pela bandeira laranja; de atenção, na bandeira amarela; ou de cuidado, pela cor verde. Para o retorno, as instituições devem ainda cumprir com os protocolos sanitários dispostos no decreto. As instituições devem definir calendário alternado em dias ou turnos, para atendimento presencial dos estudantes, em grupos, respeitado o distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras e definir capacidade máxima por sala de aula. Além de manter os estudantes e professores em pequenos grupos fixos que não se misturem e escalonar os intervalos, uso dos banheiros, horário de merenda, início e término das aulas. As escolas e faculdades devem ainda ter profissionais capacitados em treinamento ofertado pelas vigilâncias sanitárias municipais, com apoio da Vigilância em Saúde Estadual, para implantação dos protocolos sanitários nos estabelecimentos Cada unidade de ensino deve ainda criar um comitê escolar com a função de promover ações de divulgação e fiscalização do protocolo sanitário. G1 em 1 Minuto
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13/09 - Enem 2021: Inep divulga datas do exame para participantes isentos em 2020 que faltaram às provas
Inscrição para quem teve isenção mas não compareceu às provas em 2020 começa na terça-feira (14) e termina em 26 de setembro. Inep divulga datas do Enem para isentos em 2020 Agência Brasil O Instituto Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira (13) as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 para os inscritos que tiveram isenção em 2020, mas não compareceram nos dias das provas. Esses participantes poderão se inscrever a partir das 10h, horário de Brasília, de terça-feira (14), na Página do Participante, e terão assegurada a isenção da taxa de inscrição. O prazo se encerra às 23h59 do dia 26 de setembro. A reabertura foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal e pode garantir inscrição para quase 3 milhões de estudantes que conseguiram a gratuidade na taxa no ano passado, mas não compareceram às provas por medo da Covid-19. Estes inscritos realizarão o exame em 9 e 16 de janeiro de 2022, juntamente com a edição do Enem para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Para os demais participantes do exame que já tiveram a inscrição confirmada, a aplicação das provas será mantida nos dias 21 e 28 de novembro de 2021. De acordo com o Inep, a decisão de definir novas datas de aplicação das provas para os isentos ausentes na edição 2020 foi tomada para garantir o direito dos participantes de utilizarem o resultado do exame para acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programas do Ministério da Educação (MEC). O Enem 2021 registrou 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada, menor número desde 2005. A queda foi impulsionada pelo índice de abstenção do exame em 2020, que atingiu 55,3% do total de candidatos confirmados. Cronograma atualizado Inscrição de isentos em 2020: 14 a 26 de setembro Enem regular: 21 e 28 de novembro Enem para isentos em 2020 e PLL: 9 e 16 de janeiro de 2022
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13/09 - Revalida 2021: termina nesta segunda prazo para submeter pedidos de recurso ao gabarito
Pode fazer uma solicitação no Sistema Revalida qualquer participante que questione a relação do gabarito preliminar da prova objetiva ou padrão de resposta provisório da prova discursiva. Primeira etapa do Revalida 2021 Reprodução/INEP Os participantes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas de Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2021 têm até esta segunda-feira (13) para submeter pedidos de recurso ao gabarito preliminar e ao padrão de resposta provisório divulgado pelo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacional Anísio Teixeira (Inep). Os pedidos devem ser feitos pelo Sistema Revalida até 23h59, horário de Brasília. Pode fazer uma solicitação qualquer participante que questione a relação do gabarito preliminar da prova objetiva ou padrão de resposta provisório da prova discursiva. Os pedidos serão analisados pela banca corretora do exame. Para ser considerado, os recursos devem conter questionamentos relacionados apenas às respostas definidas para o gabarito e para o padrão de respostas. As razões para deferimento ou indeferimento das solicitações serão agrupadas em relatórios da análise e separados por temas recorrentes nos recursos interpostos. Nesta fase, não serão encaminhadas aos participantes respostas individuais. Os resultados das análises serão divulgados no Sistema Revalida, no dia 26 de outubro, juntamente com as versões definitivas dos gabaritos oficiais da prova objetiva e do padrão de respostas da prova discursiva. No caso de anulação de itens do gabarito ou do padrão de resposta, a respectiva pontuação será atribuída a todos os participantes. Eventuais casos de alteração de itens também serão aplicados para a correção das provas de todos os participantes, inclusive dos que não tenham interposto recurso. Sobre o Revalida O Revalida serve para que os médicos formados em universidades estrangeiras possam validar o diploma e exercer a profissão no Brasil. A primeira etapa do processo ocorreu em 5 de setembro, em duas partes: turno matutino: 5 horas para responder a 100 questões de múltipla escolha; turno vespertino: 4 horas para os médicos resolverem 5 perguntas discursivas. Haverá uma nota de corte única, a partir da soma de todas as questões (testes e dissertativas): serão aprovados para a segunda etapa aqueles que alcançarem, no mínimo, 90 pontos (de um total de 150) Os classificados terão de fazer um exame de habilidades clínicas, ainda sem data marcada. Cronograma da primeira fase Solicitação de recurso: até 13 de setembro Divulgação dos gabaritos definitivos: 26 de outubro Resultados das provas objetivas e discursivas: 26 de outubro Resultados dos pedidos de recursos: 26 de outubro Resultado final: 19 de novembro
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13/09 - Professores e funcionários da Unicamp voltam às atividades presenciais nesta segunda-feira
Retorno presencial dos estudantes de graduação e pós, por outro lado, têm data indefinida e só ocorrerá após imunização completa de todo grupo e divulgação de normas, diz universidade. Campus da Unicamp, em Campinas Rafael Smaira/G1 Professores e funcionários da Unicamp voltam às atividades presenciais nas unidades de ensino e pesquisa a partir desta segunda-feira (13). Por outro lado, a retomada das aulas de graduação e pós nos campi segue com data indefinida, uma vez que a universidade só estabelecerá um cronograma depois que houver imunização completa de todos os alunos e forem definidas regras para o regresso. Para marcar o início da retomada, a universidade diz que fará uma cerimônia, a partir das 17h, para também prestar homenagem às vítimas da pandemia. Haverá transmissão virtual, segundo a reitoria. "Todos os servidores da universidade que completaram a imunização contra a Covid-19, independentemente de estarem ou não no grupo de risco, deverão retornar presencialmente", diz resolução da Unicamp. A medida vale, portanto, para os profissionais que já cumpriram o período de 14 dias após recebimento de duas doses ou dose única de imunizante contra a doença. Neste mesmo texto, a universidade destaca que os profissionais estão obrigados à vacinação e devida comprovação, sob pena de medidas disciplinares. O G1 questionou a Unicamp entre os dias 30 de agosto e 10 de setembro sobre quantos já fizeram esta comunicação, mas não houve resposta. O texto destaca a necessidade de todos manterem medidas sanitárias como uso de máscara, distanciamento de 1,5 metro entre as pessoa, higiene das mãos e proibição de aglomerações. O texto da resolução também abrange volta de estagiários, voluntários, patrulheiros, residentes dos programas de pós-doutorado, pesquisador ou professor colaborador e pesquisador visitante convidado. Clique aqui e leia íntegra da resolução "O formato das atividades didáticas será determinado pelas respectivas faculdades, institutos e colégios técnicos", diz nota divulgada em agosto pela Unicamp sobre o plano de aulas presenciais. Ao todo, a universidade estadual reúne 2 mil docentes, 6,7 mil funcionários e 33,2 mil alunos de todas as etapas de ensino e pesquisa. Em entrevista ao G1, o reitor Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, destacou que espera pela volta plena das atividades no início de 2022. Medidas de controle Entre as medidas previstas para permitir o retorno presencial das atividades nos campi da Unicamp, o Comitê Científico de Contingência do Coronavírus destaca a testagem prévia para Covid-19, treinamento das equipes por videoaula, uso de aplicativo para vigilância epidemiológica, e o acompanhamento de eventuais casos e ações pelos comitês de crise de cada instituto. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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12/09 - Docente da UFU passa a integrar grupo de revisores do maior periódico da área de geodésia, ciência que estuda forma e dimensões da Terra
Vinícius Rofatto é docente do Instituto de Geografia, do campus Monte Carmelo; escolha leva em conta produção científica e participação do pesquisador na comunidade internacional. Campus Monte Carmelo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) UFU/Divulgação Vinícius Rofatto, docente do Instituto de Geografia, do campus Monte Carmelo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) passou a fazer parte, neste mês, do grupo de revisores do Journal of Geodesy, considerado o maior periódico da área de Geodésia, ciência que estuda a forma e as dimensões da Terra. “Isso é um importante marco não somente para a ciência nacional, mas também para a comunidade UFU”, disse Roffato. O Journal of Geodesy é uma publicação da International Association of Geodesy (IAG), organização internacional dedicada ao estudo da geodésia, com sede em Munique, Alemanha. Para a escolha de um revisor, os editores do jornal levam em conta, por exemplo, a produção científica e a participação do pesquisador na comunidade internacional. Roffato é professor do curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica na UFU desde 2014 e tem experiência na área de Geodésia, com atuação, principalmente em Controle de Qualidade, Teoria da Estimação e Análise de Incertezas, Simulação Computadorizada, Computação Evolutiva, Otimização Multiobjetivo, Posicionamento por Satélites GNSS e GNSS/Meteorologia. Vinícius Rofatto, docente do Instituto de Geografia, Campus Monte Carmelo da UFU UFU/Divulgação O parecer de um revisor de artigo científico é fundamental para a ciência. Conforme Rofatto, o especialista que faz a revisão analisa se as conclusões são sustentadas pelos resultados que eles gerarão, se esses resultados gerados vem de uma metodologia válida, ou seja, se o método utilizado é válido. “O processo de revisão serve como um ponto de verificação para a credibilidade acadêmica. Os revisores fornecem feedback crucial para os autores e editores que influenciam o futuro do status de publicação de um artigo. Com o mundo enfrentando um momento de crise sem precedentes, o trabalho dos revisores é mais essencial do que nunca”, finalizou o cientista. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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11/09 - Estudante é eliminado de vestibular no Ceará após universidade considerar que ele não é pardo para cota: 'não entendo os critérios'
A Uece afirmou, em nota, não ter "conhecimento de qualquer reprovação injusta" e que todos os recursos foram atendidos. Jovem entrou na Justiça para reverter decisão. Estudante é eliminado de vestibular no Ceará por não ser considerado pardo por comissão que analisa cotas. Há 10 anos, o estudante Sâmulo Mendonça, de 27, sonha cursar medicina em uma universidade pública. Em 2021.1, ele prestou o vestibular da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e passou em quinto lugar nas vagas destinadas para ações afirmativas, as chamadas cotas. A felicidade por ter seu sonho mais próximo, porém, durou pouco. A Comissão de Heteroidentificação da Instituição considerou que Sâmulo não é pardo, embora ele já tenha entrado como cotista por este critério em engenharia elétrica, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Mesmo após recurso apresentado à comissão, o jovem foi considerado como não cotista no último dia 3 de setembro e, por isso, eliminado do vestibular. "É muita injustiça, muita mesmo. Só olhando pra mim, é obvio que você me considera uma pessoa parda. Não entendo os critérios que eles utilizaram, porque lá diz que o critério é o fenótipo", afirmou o estudante. O colegiado formado por dois professores da Uece e um membro externo da Universidade considerou que ele não era pardo por não ter características fenotípicas. O fenótipo é um conjunto de características visíveis do genótipo de um ser humano. O genótipo é o conjunto de genes que, neste caso, indicam a raça. O edital do certame determina que sejam analisados como características fenotípicas: cor da pele, textura do cabelo e formato do rosto, sobretudo do nariz e dos lábios. Segundo o edital, essas características, "combinadas ou não, permitirão validar ou invalidar a condição étnico-racial afirmada pelo candidato autodeclarado negro". A comissão afirmou que Sâmulo não tem cor da pele correspondente, nem textura dos cabelos e nem fisionomia de uma pessoa parda. Sâmulo sempre se apresentou como pardo, inclusive já tendo cursado uma universidade nesta condição. Arquivo pessoal Em nota, a Uece disse que não tem "conhecimento de qualquer reprovação injusta" e que "todas as solicitações recursais foram atendidas e os candidatos recorrentes reavaliados por nova comissão de heteroidentificação". (Leia a nota na íntegra abaixo). Segundo a Universidade, a comissão "busca coibir eventuais fraudes no ingresso de estudantes nos cursos de graduação por meio de cotas raciais". Havia 12 vagas disponíveis para pardos, uma para negro e sete para pessoas com vulnerabilidade financeira no sistema de cotas. Seleção questionada Por causa da negativa, Sâmulo Mendonça já recebeu contatos de advogados, os quais estão atuando na causa por conta própria, sem pagamento de honorários. Uma ação foi impetrada na Justiça para garantir a vaga do estudante no curso de medicina. Sâmulo passou em quinto lugar no curso de medicina, mas foi eliminado do vestibular. Reprodução "Quando saiu o resultado da banca, me surpreendi porque em tudo o que eu fiz me declarei uma pessoa parda. Já tinha estudado na UFC em engenharia elétrica como pessoa parda e nunca tinha tido nenhum problema", afirma o estudante. Conforme Sâmulo, o curso de medicina era entendido pela família como uma forma de sair de uma condição economicamente frágil. Ele é filho de uma técnica de enfermagem e de um caminhoneiro e mora no Bairro Pirambu, um dos maiores conglomerados urbanos na periferia de Fortaleza. "Meus pais estão extremamente tristes, assim como eu. Diariamente estou tentando ter forças para poder voltar ao ritmo de estudo e tentar esquecer um pouco, deixar que a Justiça resolva", diz o jovem. 'Do sonho ao pesadelo', diz outro jovem Assim como Sâmulo, o jovem João Lucas, de 20 anos, afirma não entender os critérios para que ele também fosse eliminado do vestibular. Natural do município de Morada Nova, ele passou em medicina nas vagas para pessoas pardas, mas também foi considerado não cotista pela Comissão de Heteroidentificação. João Lucas também foi eliminado do vestibular por não ser considerado cotista pela Comissão. Arquivo pessoal "Fui do sonho ao pesadelo", diz o estudante, que saiu da cidade em 2019 para realizar o sonho de ser médico. "Toda vida me autodeclarei pardo, sempre me achei pardo. Minha família toda é negra. Quando saiu o edital, olhei isso e a questão do tom da pele. Nunca esperei passar isso pela banca". Segundo João Lucas, todos os critérios também foram negados, da cor à fisionomia. Para reverter a ação, o jovem fez uma vaquinha na família para conseguir a fim de abrir uma ação na Justiça. Agora, ele aguarda a decisão. Junto a Sâmulo e João Lucas há cerca de 40 estudantes questionando as decisões da Comissão de Heteroidentificação da Uece. Eles afirmam que são pardos e julgam não entender o porquê das suas eliminações. Leia a nota pública sobre a Comissão de Heteroidentificação da Uece: A Universidade Estadual do Ceará (UECE) visa, em primeiro lugar, garantir que grupos historicamente discriminados e com pouco acesso ao ensino superior ampliem o seu ingresso no ensino público, gratuito e de qualidade, tomando como princípio o entendimento já exarado pelo Supremo Tribunal Federal via análise fenotípica (mesma análise considerada na Resolução Nº 1657/CONSU). E, em segundo lugar, a instalação das comissões de heteroidentificação na UECE busca coibir eventuais fraudes no ingresso de estudantes nos cursos de graduação por meio de cotas raciais. Todo esse processo é regulado pela Resolução Nº 1657/CONSU, de 1º de abril de 2021. Assim, conforme se depreende da normativa mencionada todos os candidatos não só ao vestibular, mas a qualquer seleção ou concurso onde sejam ofertadas vagas para cotas étnico-raciais deverão passar pelas comissões de heteroidentificação constituídas para esse fim, conforme Portaria Normativa 04/2018 do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão/Secretaria de Gestão de Pessoas – MPOG. Essas comissões são constituídas por pessoas capacitadas de acordo com artigo Art. 6º “O procedimento de heteroidentificação será realizado por comissão criada especificamente para este fim.” Em seu § 1º A comissão de heteroidentificação será constituída por cidadãos: III ‐ que tenham participado de oficina sobre a temática da promoção da igualdade racial e do enfrentamento ao racismo com base em conteúdo disponibilizado pelo órgão responsável pela promoção da igualdade étnica previsto no § 1º do art. 49 da Lei n° 12.288, de 20 de julho de 2010; e IV ‐ preferencialmente experientes na temática da promoção da igualdade racial e do enfrentamento ao racismo” da referida Portaria Normativa. O artigo 9º informa que a Comissão de Heteroidentificação da UECE, nos processos de verificação e de validação de que trata esta Resolução, considerará: I. o teor da autodeclaração assinada e entregue pelo candidato por ocasião de sua inscrição; II. a análise de documentos complementares solicitados pela CHET/UECE; III. as características fenotípicas do candidato, observadas durante procedimentos conduzidos e registrados pela Comissão de Heteroidentificação. 1º. O critério de ancestralidade/ascendência não será considerado em nenhuma das situações expressas nos incisos I, II e III deste artigo. A comissão avaliadora foi composta por 3 integrantes, sendo 2 docentes da UECE e 1 representante da comunidade externa vinculados a outras instituições de ensino superior e/ou a organizações sociais. Todos os membros avaliadores participaram de treinamento, além de já serem estudiosos da área. Por fim, todos os candidatos submetidos à Comissão que tiveram classificação como “Não cotista” tiveram prazo para interposição de recurso, possibilitando a esses candidatos uma nova avaliação. Não temos conhecimento de qualquer reprovação injusta. No caso específico do concurso vestibular 2021.1, todas as solicitações recursais foram atendidas e os candidatos recorrentes reavaliados por nova comissão de heteroidentificação. Assista às notícias do Ceará no G1 em 1 Minuto:
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10/09 - Pism 2022: UFJF oferece mais de 2.300 vagas em 76 cursos
O edital foi divulgado nesta sexta-feira (10) e as inscrições começam no dia 27 de setembro a partir das 15h. Saiba mais. Imagem de arquivo mostra alunos no Pism 2021 que foi realizado neste ano em Juiz de Fora Universidade Federal de Juiz de Fora/Divulgação Mais de 2.300 vagas serão oferecidas pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) através do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2022. O edital foi divulgado nesta sexta-feira (10) e as inscrições começam no dia 27 de setembro a partir das 15h e vão até às 18h de 18 de outubro deste ano. De acordo com a instituição, serão 2.303 oportunidades, distribuídas entre 76 cursos de graduação, sendo 1.903 para o campus de Juiz de Fora e 400 para o de Governador Valadares (MG). O programa, que prevê provas ao final de cada ano do Ensino Médio, será aplicado nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2022 para os candidatos de todos os módulos. O exame ocorre em Juiz de Fora, Governador Valadares, Muriaé, Petrópolis (RJ) e Volta Redonda (RJ). Neste ano, o G1 mostrou que o Pism 2021 foi realizado após diversas mudanças por causa da pandemia de Covid-19. Inscrições O estudante deve acessar a Área do Candidato, realizar a inscrição e imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU), referente à taxa de inscrição, no valor de R$ 120. O pagamento deve ser feito até as 18h do dia 19 de outubro deste ano, exclusivamente pelo Banco do Brasil. O comprovante definitivo de inscrição deverá ser acessado e impresso a partir das 15h do dia 25 de janeiro de 2022. Isenção da taxa O pedido de isenção da taxa ocorre das 15h de 27 de setembro às 15h de 3 de outubro deste ano e pode ser feito de duas formas; Via CadÚnico; Critérios da Lei 12.799/2013, desde que o candidato tenha renda familiar bruta mensal igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita e que tenha cursado o ensino médio integralmente em escola da rede pública ou recebido bolsa integral em colégio privado. As informações sobre o processo seletivo podem ser acessadas no edital. Atendimento especial Os candidatos que necessitarem de atendimento especial para realizar as provas também deverão fazer o pedido no momento da inscrição. O prazo é das 15h de 27 de setembro às 18h do dia 18 de outubro deste ano. Resultados Veja abaixo as datas dos resultados das provas: As notas das provas do Módulo III do Pism serão divulgadas no dia 24 de março de 2022. O resultado final, após a interposição e análise dos recursos, sai no dia 31 de março de 2022; As notas das provas dos Módulos I e II serão divulgadas no dia 17 de maio de 2022, sendo o resultado final publicado em 26 de maio de 2022; Os candidatos ao curso de Música deverão fazer provas de habilidade específica de maneira remota por meio do envio de vídeos. A divulgação dos trechos musicais ocorre a partir das 15h do dia 22 de outubro. Os estudantes devem enviar entre 1º e 5 de novembro. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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10/09 - Uma a cada 5 alunas de 13 a 17 anos já sofreu violência sexual, diz IBGE
Segundo estudo, 20% delas foram tocadas, manipuladas ou beijadas contra a própria vontade, ou tiveram partes do corpo expostas sem autorização. Pesquisa avalia saúde emocional e física de estudantes brasileiros da rede pública e privada. Uma a cada 5 alunas de 13 a 17 anos sofreu violência sexual Kemmido/Freepik Entre as alunas brasileiras de 13 a 17 anos, das redes pública e privada, 20% dizem que já sofreram violência sexual em algum momento da vida: foram tocadas, manipuladas ou beijadas contra a própria vontade, ou tiveram partes do corpo expostas sem autorização. No grupo dos meninos, o índice também é preocupante, embora menor: 9%. A conclusão é da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por meio de amostragem populacional, o órgão distribuiu questionários a jovens do 7º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio, com garantia de anonimato nas respostas. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Alunos nota mil dão dicas para redação do Enem AFEGANISTÃO: Cortinas separam alunos e alunas na volta às aulas Segundo a pesquisa, o ato de maior gravidade (relação sexual forçada) foi sofrido também com maior frequência pelas estudantes do sexo feminino: 8,8% delas afirmaram que foram vítimas de tal crime. Entre os meninos, o percentual foi de 3,7%. Os dados refletem uma realidade pré-pandemia. Durante o período de confinamento, as denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes aumentaram, de acordo com especialistas. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) também havia emitido um alerta sobre o maior risco de violência no ambiente doméstico ao longo da quarentena. Problema é maior na região Norte Analisando os dados por região, os alunos de 13 a 17 anos dos estados do Norte foram os que mais declararam ter sofrido violência sexual (17,1%). No Amapá, por exemplo, o índice chegou a 23,9% entre as meninas. Namorados (as) são os agressores mais frequentes No questionário, os estudantes puderam mencionar um ou mais autores da violência sexual. Quase um terço (29,1%) apontou como agressor o namorado ou namorada. Em seguida, foram citados: amigos (24,8%), desconhecidos (20,7%) e outros familiares além de pai e mãe (16,4%). Outros destaques da pesquisa: Abaixo, veja um resumo das principais conclusões da pesquisa do IBGE com estudantes de 13 a 17 anos: 47% afirmaram que já ficaram embriagados; 22,6% já experimentaram cigarro (metade deles com idade inferior a 14 anos); 7,9% das meninas que já tiveram relação sexual engravidaram ao menos uma vez (a incidência é três vezes maior na rede pública); 21,4% dizem que sentem que a 'vida não vale a pena'. 'G1 Enem' no Youtube Assista à última live do 'G1 Enem' no Youtube, sobre redações nota mil: Vídeos de Educação
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