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18/11 - Unicamp 2019: cobertura da primeira fase do vestibular
Estudantes encaram 90 questões de múltipla escolha em 30 cidades de SP e mais cinco capitais. Unicamp 2019: cobertura da primeira fase do vestibular Estudantes encaram 90 questões de múltipla escolha em 30 cidades de SP e mais cinco capitais. Exame será realizado por 76,3 mil candidatos e tem duração máxima de cinco horas. Prova tem questões de língua portuguesa, literatura, matemática, história, geografia, física, química, biologia, inglês e interdisciplinares. Horário de chegada indicado pela Comvest é às 12h, o acesso às salas só será permitido até as 13h. Edição é a primeira em que universidade estadual aplica cotas étnico-raciais. Reserva de vagas para ingresso via Enem aumentou concorrência por vagas regulares
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18/11 - Unicamp 2019: paixão pela dança e sonho de participar de musicais unem irmãos de Mogi Mirim
Vitória e João Victor estudam em cursinho popular da cidade e planejam carreiras artísticas. Primeira fase do vestibular será aplicada para 76,3 mil candidatos neste domingo (18). Vitória, de 21 anos, faz aulas de dança desde criança Arquivo Pessoal As sapatilhas de ballet e as coreografias da dança contemporânea fascinam os irmãos Vitória e João Victor Félix desde crianças. Moradores de Mogi Mirim (SP) e alunos de um cursinho popular na cidade, eles estão entre os 76,3 mil inscritos no vestibular 2019 da Unicamp, com 1ª fase marcada para este domingo (18), e planejam estudar na universidade para um dia atuarem em musicais. Vitória tem 21 anos e conta que a arte faz parte da vida dela desde os 7. Ela admite, entretanto, que transformar a paixão pela atividade em carreira não estava nos planos iniciais. “Fiz ballet, jazz e sempre gostei muito de dançar. Mas eu nunca pensei que poderia seguir com essa opção de carreira. Uma época, eu pensei em fazer arquitetura e cursar dança depois. Fiz curso de design de interiores e acabei vendo que era a dança mesmo que eu queria”, conta. A vocação de João para a dança surgiu a partir de influências da irmã. Aos 17 anos, ele lembra que acompanhava Vitória nos ensaios e apresentações de dança na escola desde pequeno. “Um dia, a professora dela ficou sem uma bailarina e me chamou para fazer uma participação. Eu comecei a dançar, peguei a coreografia muito rápido e comecei a praticar junto com ela. Desde então, amei”, ressalta o estudante sobre o apreço que teve início há pelo menos 11 anos. Sonhos Em relação às expectativas para o futuro, os irmãos afirmam que desejam fazer parte de uma companhia de dança e trabalhar com montagem de espetáculos, em especial musicais clássicos. "Eu amo musicais, então eu gostaria muito de estar em um, produzir espetáculos, coreografias. O curso de dança vai proporcionar isso para a gente", ressalta João. Já a irmã mais velha relata que também gostaria de abrir uma escola de dança na cidade onde nasceu e mora. "A gente quer estar em uma companhia de dança, mas penso muito também em abrir minha própria escola ou academia, dar aulas", pondera Vitória. A parceria entre os dois facilita o processo de estudos e dedicação aos vestibulares. O jovem faz curso técnico em informática na Etec da cidade e diz que a irmã tem sido a maior incentivadora. "Fazer tudo junto facilita sim. Principalmente, porque eu estudo na Etec e tenho que dar conta de muita coisa, como o trabalho de final de curso, por exemplo. Então, a Vitória me dá muita força pra conseguir dar conta de tudo", elogia. João Victor, de 17 anos, participa de projeto de dança em Etec Arquivo Pessoal Apoio dos pais Filhos de uma agente da Prefeitura e um eletricista aposentado, Vitória e João contam com o carinho e apoio dos pais, apesar da preocupação deles com o futuro escolhido pelos jovens. "Eles apoiam sim, mas minha mãe fica um pouco preocupada, principalmente pelo retorno financeiro que a faculdade pode trazer pra gente ou não", diz Vitória. João cursa o 3° ano do ensino médio na Etec Pedro Ferreira Alves e relata que a mãe preferiria que ele seguisse outro caminho. "Ela vive insistindo pra eu fazer educação física, que é melhor, mas não dá!", brinca. Vitória, de 21 anos, se apresenta com alunas de curso de dança Arquivo Pessoal Aulas gratuitas Os irmãos são alunos do curso pré-vestibular Sanquim, uma organização não governamental (ONG) coordenada na Paróquia São Joaquim e Santana em Mogi Mirim (SP). Para conseguir estudar para os vestibulares, eles contam que, caso as aulas não fossem gratuitas, eles não teriam condições financeiras de pagar um curso preparatório particular. "Eu soube do cursinho por uma amiga, que fez e passou a dar aulas lá também. Quando eu decidi prestar o vestibular, eu procurei o cursinho e levei meu irmão junto. Sendo dois, o peso aumenta muito para os nossos pais", destaca a jovem. Alternativa João e Vitória fazem parte dos 76,3 mil estudantes inscritos na primeira fase do vestibular 2019 da Unicamp. Para fazer a prova, eles se deslocam para a cidade de Mogi Guaçu (SP). Os dois contam que, caso o resultado não seja positivo, também têm interesse em estudar na Escola Técnica Estadual de Artes, em São Paulo (SP), no curso de dança da unidade. "A gente pensa em prestar o vestibulinho para Etec também, para o curso de artes, que abrange dança, música, teatro", lembra Victória. João Victor e Vitória reunidos com amigos após apresentação de dança em Mogi Mirim (SP) Arquivo Pessoal * Sob supervisão de Fernando Pacífico Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/11 - Unicamp 2019: primeira fase do vestibular é aplicada para 76,3 mil neste domingo; veja orientações
Avaliação terá 90 questões de múltipla escolha e será realizada em 30 cidades de SP e mais cinco capitais. Universidade oferece 2,5 mil vagas em 69 cursos e edição tem disputa mais acirrada. Estudantes durante edição anterior do vestibular da Unicamp Priscilla Geremias/G1 A Unicamp aplica neste domingo (18) a primeira fase do vestibular 2019 para 76,3 mil candidatos em 30 cidades em São Paulo e mais cinco capitais. A comissão organizadora (Comvest) do processo recomenda ao candidato chegada ao local de exame às 12h, uma vez que a entrada será permitida até 13h. São oferecidas nesta modalidade 2,5 mil vagas em 69 cursos de graduação, e esta é a primeira edição em que a universidade adota cotas étnico-raciais para elevar a inclusão social. A avaliação é composta por 90 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas. O tempo mínimo é de 3h30, enquanto o máximo é de 5h. Veja, abaixo, a distribuição de conteúdo: 13 questões de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa 13 questões de matemática 9 questões de história 9 questões de geografia (incluindo filosofia e sociologia) 9 questões de física 9 questões de química 9 questões de biologia, 7 questões de inglês, 12 questões interdisciplinares A disputa por vagas regulares ficou mais acirrada nesta edição, em virtude da implementação de novos modelos de ingresso, entre eles, as reservas de 645 cadeiras via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por outro lado, foi dada possibilidade do candidato participar das duas seleções. No comparativo com o ano anterior, a relação candidato-vaga média passou de 25,1 para 29,5, de acordo com a Unicamp. Confira, abaixo, tabela com as dez carreiras mais procuradas na instituição: Relação candidato-vaga no vestibular 2019 O que pode levar para a prova? Documento de identidade original indicado na inscrição; Caneta preta em material transparente, lápis preto e borracha; Régua transparente e compasso; Água, sucos, doces; É permitido uso de bermudas e vestimentas leves O que NÃO pode levar? Aparelhos celulares (devem ser desligados imediatamente ao entrar na sala e colocar em embalagem; ele pode ser retirado após o candidato deixar o prédio); Equipamentos eletrônicos, relógios digitais, corretivo líquido, lapiseira, caneta marca texto, bandana/lenço, boné, chapéu, ou outros materiais estranhos à prova; O candidato pode usar relógio para controlar o tempo, mas ele deve ficar no chão. Locais de prova Além de 30 cidades paulistas, incluindo a capital, a primeira fase do vestibular será aplicada em outros estados. Salvador (BA) e Curitiba (PR) foram incluídas na lista da Unicamp neste ano, e as avaliações também serão realizadas em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Fortaleza (CE). São Paulo concentra 17,4 mil candidatos, a maior quantidade de inscritos no exame; enquanto que nas outras cinco capitais a prova será realizada por 7,3 mil estudantes. Juntas, as regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP) têm 21,2 mil inscritos nos municípios de Campinas (SP), Sumaré (SP), Valinhos (SP), Mogi Guaçu (SP), Limeira (SP), Indaiatuba (SP) e Piracicaba (SP), segundo a Comvest. Correção Ao longo da noite de domingo, o G1 trará o gabarito extraoficial das 90 questões da primeira fase. Calendário Lista de aprovados na 1ª fase, locais de provas da 2ª fase e notas de corte: 10 de dezembro Divulgação das notas da 1ª fase: 20 de dezembro Provas da 2ª fase: 13, 14 e 15 de janeiro Provas de habilidades específicas: 21 a 25 de janeiro Divulgação da 1ª chamada: 11 de fevereiro Matrícula não-presencial: 12 de fevereiro Divulgação das notas da 2ª fase e classificação: 14 de fevereiro Cotas A opção pelas cotas no vestibular 2019 da Unicamp foi deixada de lado por 45% dos estudantes inscritos autodeclarados pretos e pardos, segundo a Comvest. O total representa 9,1 mil entre os 16,6 mil candidatos deste grupo, e 12% do total de 76,3 mil que buscam uma vaga na universidade. A Unicamp Fundada em 1966, a universidade estadual conta com 34 mil alunos matriculados em cursos de graduação e programas de pós-graduação, segundo o site oficial. Os três campi, localizados nas cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba, compreendem 24 unidades de ensino e pesquisa. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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17/11 - Como o ensino também virou polêmica e alvo de 'Escola sem Partido' na Alemanha
O partido Alternativa para a Alemanha, que tem apoiadores associados a grupos neonazistas, lançou portais para estudantes denunciarem professores críticos à legenda e foi duramente criticado. Um acalorado debate invadiu as escolas alemãs nas últimas semanas. O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) lançou em diversos estados do país sites chamados Neutrale Schulen (Escolas Neutras, em tradução para o português) para que estudantes denunciem professores críticos ao próprio partido e que expressem sua opinião política em aulas. Entenda: a polêmica do projeto da escola sem partido O AfD é considerado por diversos historiadores como uma legenda de extrema-direita e parte de seus apoiadores tem conexões com grupos neonazistas. A Neutrale Schulen guarda algumas semelhanças com o Escola Sem Partido, projeto em análise na Câmara dos Deputados brasileira. A iniciativa do deputado Erivelton Santana (PSC-BA) proíbe que professores promovam "seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias". Site do partido alemão AfD sobre a 'Neutrale Schulen'. Reprodução Mas também há diferenças. A investida do AfD não ocorre via Legislativo, mas por meio de denúncias. Esse é um tópico contencioso na Alemanha, já que essa era uma prática incentivada pela ditadura nazista e pela Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental - ambos perseguiam brutalmente inimigos de seus regimes. "Existem certamente algumas semelhanças [entre o Escola Sem Partido e o Neutrale Schulen]. Mas no caso alemão, creio que o governo não aprovaria essa iniciativa. Não é uma abordagem sancionada pelo Estado", argumenta Martin Mills, diretor do Centro para Professores e Pesquisa de Ensino no Instituto de Educação da University College London, no Reino Unido. Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha e afeta rotina nas salas de aula No Brasil, Mills completa, "é uma questão diferente porque o medo [dos professores] seria do governo". "Quais serão as sanções do Estado se os professores falarem sobre o partido no poder? Este não é um partido marginal como o AfD na Alemanha, trata-se do governo." Outra diferença em relação à Escola Sem Partido é que a Neutrale Schulen tem um foco mais específico, a suposta discriminação e tratamento injusto dado ao partido AfD e seus apoiadores nas escolas alemãs. "Lançamos o site porque recebemos diversas reclamações de pais e estudantes sobre professores difamando o AfD como extremista ou mesmo nazista. Alguns até se recusam a abordar o partido ou dão aos alunos informações erradas sobre nosso programa político", afirma à BBC News Brasil Franz Kerker, membro do AfD no parlamento estadual de Berlim. A medida recebeu uma enxurrada de críticas na Alemanha. Em protesto, diversos professores se autodenunciaram ao partido. Segundo a especialista em educação da Fundação Heinrich-Böll Sybille Volkholz, responsável pela gestão desse setor na cidade de Berlim entre 1989 e 1990, o argumento de que o AfD está sendo injustiçado nas escolas é incorreto. "Devido à nossa história, é compreensível que AfD e outros partidos de direita estejam sob observação. O AfD colabora de perto com alguns movimentos neonazistas. É correto que os professores sejam muito sensíveis em relação à extrema-direita", diz à BBC News Brasil. Para ela, as escolas alemãs têm a obrigação histórica de educar democratas e torná-los resistentes à ideologia nazista. "Muitos professores disseram que continuarão a cumprir essa tarefa. Diversos alunos escreveram cartas ao AfD com piadas como 'nossos professores sempre escrevem com a mão esquerda'." Críticos da 'Escola Neutra' dizem que medida é totalitária "É uma péssima iniciativa. Parece-me que essa chamada para denúncias visa contaminar o debate político aberto nas escolas", argumenta Volkholz, ex-senadora pelo Partido Verde para Escola, Formação Profissional e Esporte em Berlim. Winfried Kretschmann, premier do estado de Baden-Württemberg foi além: comparou o sistema do AfD às bases "do totalitarismo". "Há pessoas no AfD com conexões com a extrema-direita e neonazistas. É dever dos professores alemães apontar a incompatibilidade das visões desses políticos com a estrutura constitucional democrática livre de nosso país", afirma à BBC News Brasil Heinz-Peter Meidinger, presidente da Deutscher Lehrerverband, a maior associação de professores da Alemanha. "Os professores na Alemanha não tolerarão que seu direito de se expressar de maneira política seja retirado", completa. O AfD chegou ao Bundestag (o parlamento federal alemão) pela primeira vez em 2017, defendendo uma plataforma anti-imigração, antirrefugiados e em prol da identidade alemã. Com 92 cadeiras, tornou-se a principal força de oposição à coalização da chanceler Angela Merkel. Alguns membros da legenda também se envolveram em polêmicas. Em julho, Alexander Gauland, co-líder do partido, disse que a era nazista foi uma breve mancha, ou "fezes de pássaro", na longa e bem sucedida história da Alemanha. O comentário causou furor, uma vez que mais de 50 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial - incluindo seis milhões de judeus exterminados em campos de concentração nazistas. "Não creio que os professores serão impedidos de apresentar uma discussão livre. Tenho esperanças de que eles sejam autoconfiantes o bastante para continuar a oferecer uma educação civil de qualidade", diz Volkholz. Como funciona a 'Escola Neutra' e o que diz o AfD O Neutrale Schulen é administrado pelas seções regionais do AfD. A iniciativa está presente, entre outros estados, em Brandenburg, Baden-Württemberg e Berlim. No momento, esses sites preservam a identidade dos denunciados. E, em alguns casos, o partido se oferece para mediar as reclamações com escolas e professores. Os portais do Neutrale Schulen, em geral, argumentam que o projeto foi criado devido a reclamações de pais e alunos que se sentem discriminados por apoiarem o partido. O AfD afirma que em algumas escolas de Berlim "professores estão espalhando uma visão política parcial do mundo", da qual estudantes não podem discordar por medo de "exclusão social". Em Hamburgo, o partido fala em "ataques desajeitados". Segundo o partido, o Neutrale Schulen não visa interromper o debate livre nas escolas, mas evitar que o AfD e seus apoiadores sejam atacados ou impedidos de expressar suas opiniões políticas. Steffen Königer, membro do AfD no parlamento estadual de Brandemburgo, define a medida como "nossa última forma de autodefesa". "Na Alemanha, é normal discutir em muitas escolas opiniões tendenciosas não apenas sobre nosso partido, mas sobre a 'chamada mudança climática causada por humanos'. Os alunos que expressam sua opinião têm problemas por causa de pessoas politicamente corretas que os chamam de racistas ou nazistas." Segundo Kerker, os professores "têm que aceitar certos limites" de liberdade quando estão ensinando. Meidinger, entretanto, afirma que o AfD quer ser visto como "caçado, discriminado pelo Estado e servidores públicos, e como mártires". Princípios de ensino na Alemanha Desde 1976, os professores alemães seguem o chamado Beutelsbacher Konsens (Consenso de Beutelsbach) como diretriz para produção de aulas. O documento estabelece os princípios fundamentais para o ensino político-histórico nas escolas, a fim de coibir a doutrinação e abordar de maneira honesta temas controversos. Segundo o Centro Nacional para Educação Política em Baden-Württemberg, o consenso tem três elementos: a proibição de "sobrecarregar/oprimir" os alunos - não é permitido induzir os estudantes a emitir opiniões "desejáveis" e impedi-los de "formar um juízo independente"; tratar assuntos controversos como tal - pontos de vista diferentes devem ser apresentados e discutidos. Os professores acabam, por vezes, sendo responsáveis por introduzir visões estranhas a alguns alunos; considerar os interesses pessoais dos alunos - os estudantes devem ser capacitados à análise política e "avaliar como os seus interesses pessoais são afetados". O Beutelsbacher Konsens não proíbe os professores de exporem suas opiniões aos alunos desde que a identifiquem como tal. "Os professores devem fornecer informações sobre a agenda política dos diferentes partidos. Na discussão sobre o conteúdo, eles podem opinar. Além disso, existe a ordem para serem moderados. Eles devem expressar sua opinião de forma fundamentada e sem excessos", explica Meidinger. "Fui professora de educação cívica. É claro que dizíamos a nossa opinião sobre um assunto aos alunos. Eles têm o direito de saber, até para que possam julgar se o professor tenta dominá-los", completa Volkholz. O Centro Nacional para Educação Política destaca que os professores são "acima de tudo" obrigados a defender "a ordem básica democrática livre". Ou seja, devem ser imparciais, mas não neutros em termos de valores. Por exemplo: se um político ataca minorias ou se partidos toleram antissemitas em seus quadros e possuem ligações claras com extremistas de direita, "é claro que isso deve ser examinado criticamente". Escola Sem Partido brasileiro vai além e pode vetar manifestação de opinião política No Brasil, por outro lado, o Escola Sem Partido pode vedar a manifestação da opinião política de professores em sala de aula, com apoiadores quase sempre se referindo a uma suposta doutrinação de esquerda e uso do marxismo. Pessoas se manifestam contra o projeto conhecido como escola sem partido Cleia Viana/Câmara dos Deputados O projeto ainda define como princípio para o ensino nas escolas o "respeito às crenças religiosas e às convicções morais, filosóficas e políticas dos alunos, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa". Como a BBC News Brasil mostra nesta reportagem, os professores brasileiros já sentem a pressão de movimentos que visam monitorar o conteúdo programático das aulas. "[O Neutrale Schulen e o Escola Sem Partido] soam como algo que se ouve em Estados totalitários", diz Mills. Recentemente, Ana Caroline Campagnolo, deputada estadual eleita pelo PSL em Santa Catarina, incentivou em suas redes sociais que estudantes gravassem seus professores para denunciá-los em caso de "manifestações político-partidárias ou ideológicas". Uma decisão judicial determinou que as mensagens fossem apagadas. "Professores devem falar sobre política. É desejável que os jovens compreendam a política e se envolvam em discussões respeitosas. A política democrática é negociar soluções para problemas comuns em que há perspectivas diferentes. Os jovens precisam fazer isso desde cedo", afirma Mills.
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17/11 - Unicamp 2019: disputa acirrada por medicina tem vigor da juventude e pitada de experiência
Bianca Carvalho, de 40 anos, com duas graduações no currículo, e Raíssa Pain, de 19, estão entre os 29 mil candidatos que tentam uma das 88 vagas do curso no vestibular. Exame ocorre neste domingo (18). Raíssa Pain, de 19 anos, é uma das 29 mil candidatas que buscam vaga no curso de medicina da Unicamp Arquivo pessoal De um lado, a experiência de duas graduações, a paixão pelos estudos e a retomada de um sonho após um hiato de 10 anos. Do outro, a juventude carregada de anseios por mudar o mundo. Em comum, Bianca Carvalho, de 40 anos, e Raíssa Pain, de 19, desejam passar no vestibular 2019 da Unicamp para cursar medicina. As duas estudantes estão entre os 29 mil candidatos inscritos na luta por uma das 88 vagas disponíveis em medicina pelo processo seletivo. O exame será realizado neste domingo (18) e o G1 fará a cobertura do vestibular em tempo real. Formada em relações públicas e engenharia agronômica, Bianca garante que agora vai atrás, para valer, do sonho de cursar medicina. Tentou a primeira vez em 2003 e depois de cinco anos sem conseguir a esperada aprovação, precisou se "reanimar". "Conversei com os professores do cursinho. Tinha bons resultados para passar em todos os outros cursos, mas algo bloqueava. Depois de um tempo, descobri que não era só estudar para o vestibular, era preciso estar bem psicologicamente. Sei que a concorrência agora é maior, mas desta vez não desisti", avisa Bianca. Bianca Carvalho, de 40 anos, garante que nada vai abalar o sonho em cursar medicina Bianca Carvalho/Arquivo pessoal No intervalo de 10 anos entre a última tentativa em medicina e a etapa que está prestes a iniciar com a primeira fase do vestibular da Unicamp, a candidata acumulou experiência e trocou os "devaneios" da juventude pelo "realismo" da vida adulta. "Hoje sou mais realista. Acho até normal sentir nervosismo, é algo natural do ser humano. Quando você é mais novo, acha que é só sentar, estudar. Mas é preciso olhar um pouco para fora. Talvez não passe este ano, mas isso não irá me abalar", avisa. Campineira e moradora do distrito de Barão Geraldo, ao lado da Unicamp, Bianca cresceu com o sonho de fazer medicina na universidade. Se tudo der certo, já sabe a área que pretende se especializar: psiquiatria. "Sou muito louca, então quero ser psiquiatra", brinca, aos risos. Bianca Carvalho acumula graduações em relações públicas e engenharia agronômica Bianca Carvalho/Arquivo pessoal Juventude Se Raíssa Pain, de 19 anos, não tem a mesma experiência acadêmica e de vida de Bianca, ao menos a jovem candidata pode dizer que já percorreu muitos quilômetros para buscar o sonho de cursar medicina. Em fevereiro deste ano, deixou Alpinópolis (MG) e viajou 300 km até Campinas (SP). Está na casa da tia, e fez a mudança para se preparar para o vestibular. "Aqui os cursinhos são melhores e não pensei duas vezes em mudar. Minha tia me convidou e avisei: 'mãe, vou embora semana que vem'. E vim!", conta. Raíssa lembra que o desejo para cursar medicina é antigo, desde bem menina, mas ganhou um empurrão e tanto depois de uma enxurrada de tristezas e provações. Entre 2015 e 2017, perdeu dois tios para o câncer. Nesse período, ainda viu o pai ficar muito doente, e sofrer com a falta de preparo, carinho e atenção de muitos médicos. "Na minha cidade não tem hospital especializado e precisamos ir para Passos (MG). Ninguém sabia o que meu pai tinha e chegamos a gastar R$ 10 mil que não tínhamos com exames. Estávamos perdidos. Até que encontramos um médico que se interessou por ele, se interessou pelo caso", explica. Raíssa conta que gostaria de se especializar em oncologia pediátrica Arquivo pessoal O médico em questão, explica Raíssa, chama-se Marcelo Kallás. E o suporte oferecido, com tratamento realizado pelo SUS, salvou a vida do pai da estudante. No final, descobriram que ele sofreu com dengue e leptospirose. "Já queria ser médica, e ver o que ele fez por meu pai me animou. Ele e a esposa fizeram a diferença, e é isso que eu quero fazer. Levar cor, alegria aos pacientes. Quero trabalhar com oncologia pediátrica", avisa. "Cresci em um ambiente de ajudar as pessoas e às vezes o que elas precisam não é de dinheiro, e sim de carinho", completa. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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17/11 - Segunda etapa do Revalida será aplicada neste sábado e domingo
São esperados mais de 900 médicos brasileiros e estrangeiros formados em medicina no exterior. Exame serve para validar o diploma no Brasil. Mais de 900 médicos fazem exames para validar o diploma no Brasil A segunda etapa da edição de 2017 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, o Revalida, será feita neste sábado (17) e domingo (18) em cinco capitais: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Manaus (AM), e São Luís (MA). Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são esperados mais de 900 médicos em busca da revalidação de seus diplomas. A prova é aplicada em dois turnos. No primeiro turno, os portões abrem às 12h e fecham às 12h30, no sábado e domingo. As provas começam às 13h. No segundo turno, os portões abrem às 16h e fecham às 16h30 também no sábado e domingo. As provas começam às 17h. Para conferir o turno, o candidato deverá consultar o cartão de inscrição. É obrigatória a apresentação de via original de documento oficial de identificação com foto para a realização das provas. O Revalida é um exame obrigatório para que os brasileiros e estrangeiros que se formaram em medicina em universidades de fora do Brasil possam exercer a profissão de médicos no país – no caso do programa Mais Médicos, os profissionais não precisam do Revalida para atuar, mas são contratados por meio de contratos temporários de bolsistas. Esta etapa, que deveria ter sido realizada em março, teve um atraso de oito meses devido aos processos judiciais de candidatos que tiveram a inscrição no exame indeferidas. Isso atrasou a divulgação dos resultados da primeira etapa e, como é preciso fazer uma licitação para cada etapa, o processo licitatório começou meses após o calendário previsto no edital. Locais de provas Belo Horizonte/MG: Faculdade de Medicina da UFMG: Avenida Prof. Alfredo Balena, 190 – Santa Efigênia (Próximo ao Hospital do pronto socorro João XXIII) Brasília/DF: Hospital Universitário de Brasília – HUB - Prédio da Odontologia: Av. L2 norte, SGAN 604/605 – Asa Norte Curitiba/PR: Complexo Hospital de Clínica da Universidade Federal do Paraná: Rua General Cerneiro, 181 – Alto da Glória Manaus/AM Faculdade de Medicina da UFAM: Rua Afonso Pena, 1053 – Centro (quarteirão do HUGV). São Luís/MA Hospital Universitário Unidade Materno Infantil: Endereço: Rua Silva Jardim, s/n – Centro (próximo à Unidade Hospitalar Presidente Dutra) Habilidades clínicas O exame é sempre realizado em duas etapas. A primeira consiste em uma prova de múltipla escolha. Já a segunda é uma prova clínica, na qual os candidatos passam por diversas estações que simulam atendimentos a pacientes. De acordo com o Inep, durante a prova "o participante percorre dez estações resolvendo tarefas como a investigação de história clínica, a interpretação de exames complementares, a formulação de hipóteses diagnósticas, a demonstração de procedimentos médicos e o aconselhamento a pacientes ou familiares". Veja as nacionalidades de quem fez medicina no exterior e passou em uma das edições do Revalida entre 2011 e 2016 Alexandre Mauro/G1 Cálculo da média das taxas de aprovação por país nas edições do Revalida entre 2011 e 2016 (nos anos em que o país teve pelo menos um participante) Alexandre Mauro/G1
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16/11 - Renovação do Fies é prorrogada
Também foi prorrogado o prazo para tranferência de curso ou instituição e ensino e período de financiamento. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou para o dia 23 de novembro o prazo para renovação semestral dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do 2º semestre de 2018. A portaria foi publicada nesta sexta (16) no Diário Oficial da União. A nova regra vale para os contratos simplificados e não simplificados. Também foi prorrogado para 23 de novembro o prazo para a transferência integral de curso ou de instituição de ensino, e o prazo para soliticar a dilatação do período de utilização do financiamento referente ao 2º semestre de 2018. Os aditamentos dos contratos deverão ser feitos pelo sistema SisFies. Contratos feitos até dezembro de 2017 No início da semana, o governo publicou no Diário Oficial da União a prorrogação do prazo de aditamento de contratos feitos até dezembro de 2017. Estes estudantes terão até 30 de novembro para fazer o aditamento pelo sistema SisFies, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O que é o Fies? O programa oferece financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. São duas modalidades: Fies: Candidatos cuja renda familiar per capita seja de até 3 salários mínimos. Nesse tipo de financiamento, o pagamento será feito com juros zero. Caso o estudante se encaixe nessa faixa de renda, só poderá participar do P-Fies se não houver vaga para o curso desejado na primeira modalidade. Os candidatos aprovados no Fies deverão pagar durante o curso, mensalmente, uma taxa de coparticipação. Após a conclusão da graduação, o estudante quitará a dívida de acordo com sua realidade financeira. A parcela a ser paga por mês dependerá de sua renda. P-Fies: Candidatos cuja renda familiar per capita esteja entre 3 e 5 salários mínimos. Nessa modalidade, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito (banco). Para se inscrever no Fies, é necessário: ter participado do Enem a partir da edição de 2010 e obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos e nota na redação superior a 0 (zero). possuir renda familiar mensal bruta per capita de: a) até 3 (três) salários mínimos, na modalidade de financiamento do Fies; b) de 3 (três) a 5 (cinco) salários mínimos, na modalidade de financiamento do P-Fies (quando o agente financeiro é o banco). Aqueles candidatos que já são bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (Prouni) podem buscar uma vaga no Fies para financiar os 50% da mensalidade. Não é permitido que um estudante use o Prouni em uma universidade e o Fies em outra, ao mesmo tempo.
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16/11 - Fuvest 2019 divulga locais de prova; veja os cursos mais concorridos
Prova para entrar na USP será no dia 25 de novembro. Os três cursos mais concorridos são de medicina: São Paulo (115,2), Ribeirão Preto (108,7) e Bauru (86,9). Fuvest divulga locais de prova da 1ª fase A Fuvest divulgou nesta sexta-feira (16) os locais onde será aplicado o vestibular 2019 para seleção de vagas em cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). A instituição também liberou a relação de candidato por vaga. Para acessar o local de prova, o inscrito deverá acessar a Área do Candidato neste link: https://app.fuvest.br/login . As provas ocorrem no dia 25 de novembro. Os portões abrem às 12h30 e fecham às 13h (horário de Brasília). A prova terá 5 horas de duração. Cursos mais concorridos Segundo a instituição, as três carreiras mais disputadas são de medicina, em três campos diferentes: São Paulo (115,2), Ribeirão Preto (108,7) e Bauru (86,9) (veja lista abaixo). VEJA A RELAÇÃO COMPLETA DE CANDIDATO/VAGA Ao todo, 127.786 pessoas estão inscritas na Fuvest 2019. Destes, 11.429 são treineiros. A USP disponibilizou 8.362 vagas distribuídas em 183 cursos de graduação. Outras 2.785 vagas são oferecidas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC), que utiliza as notas do Enem. Há 81,1 mil inscrito para fazer a prova em São Paulo e região metropolitana, 10,3 mil farão a prova em Ribeirão Preto e 8,3 mil em Campinas (confira a relação abaixo). 90 h de provas em 10 vestibulares: a maratona por uma vaga em medicina A área com maior número de inscritos é biológicas, com 51.288 candidatos (4.120 treineiros); seguida por humanidades, com 40.996 candidatos (3.911 treineiros) e exatas, com 24.073 inscritos (3.398 treineiros). Fuvest 2019 - Relação candidato/vaga Fuvest 2019 - inscritos por cidade
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16/11 - 12 novas profissões estão na lista de apostas de especialistas para carreiras que devem surgir no futuro
Relatório aponta que uso de tecnologia e domínio de inteligência artificial pautarão mercado de trabalho. Um visitante tira fotos de um robô humanóide durante a Cúpula Mundial de Robôs em Tóquio, no Japão. Mehri/AFP/Arquivo O que fazer se seu robô quebrar? Como saber com antecedência que um desastre natural pode ocorrer em determinado local? Quem você deve procurar para programar sua viagem de férias pela órbita da Terra? É possível nos tornarmos menos susceptíveis a doenças? TESTE VOCACIONAL: Veja qual profissão combina mais com você Um em cada três alunos que concluíram o ensino superior está fora do mercado, diz pesquisa Esses podem ser questionamentos comuns nas próximas décadas, segundo o 8º Mapa do Ensino Superior, elaborado pelo Semesp, entidade representante de instituições de ensino superior. E as respostas, segundo o documento, virão por meio de novos profissionais - que dominarão conceitos de inteligência artificial, de programação e de computação matemática. Em todas as áreas - de educação até agricultura e veterinária -, habilidades em tecnologia serão essenciais. Além delas, cratividade, inovação, gestão e empreendedorismo também darão maior chance de um empregador se encaixar no mercado de trabalho. A seguir, confira doze exemplos de profissões que, de acordo com os especialistas ouvidos pelo Semesp, surgirão nos próximos anos: Agricultor digital Esse profissional usará a tecnologia para aprimorar os processos na agricultura. Poderá, por exemplo, usar drones para acompanhar plantações e estudar recursos digitais que auxiliem na análise das condições meteorológicas. Agricultor urbano No futuro, segundo o estudo, deve aumentar o cultivo de alimentos nas grandes cidades. Um profissional que domine conceitos de engenharia agrônoma, nutrição, agricultura e urbanismo pode se destacar no mercado. Defensor da ética tecnológica O profissional fará a intermediação entre humanos, robôs e inteligência artificial. Será preciso dominar conhecimentos em filosofia e ética. Gestor de novos negócios em inteligência artificial Nessa função, a responsabilidade principal será desenvolver programas que acelerem negócios em inteligência artificial. É preciso ter perfil comercial para vendas e conhecimentos de programação e gestão. Gestor de resíduos O profissional atuará em parceria com o governo para pensar em políticas públicas que deem o direcionamento correto aos resíduos industriais. Um dos desafios será transformar o lixo em uma fonte de renda. Que conhecimentos ter nessa área? De engenharia química, ecologia, direito e relações públicas. Desenvolvedor de materiais educacionais online O crescimento da modalidade não-presencial e a tendência de utilizar tecnologias para adquirir conhecimento motivarão a busca por profissionais que pensem no design dos materiais didáticos online: diagramação, editoração ou edição de vídeo. Aulas remotas podem motivar maior necessidade de profissionais que diagramem cursos online. Reprodução/Pixabay/StartupStockPhotos Especialista em impressão 3D de grande porte O especialista gerenciará operações de impressoras 3D para grandes construções. A tendência, inclusive, é que a área seja um novo ramo da engenharia civil. Engenheiro climático O profissional terá como função desenvolver novas tecnologias capazes de prever desastres climáticos – ou de evitar que aconteçam. O cargo exigirá conhecimentos em meteorologia, engenharia agrícola, cartografia e agronomia. Hacker genético De acordo com o relatório, o corpo humano poderá ser aperfeiçoado, no futuro, para se tornar mais resistente a doenças. Será necessário ter conhecimento em genética, computação, matemática, fisiologia e medicina. Controlador de tráfego Segundo as previsões do relatório, haverá mais veículos autônomos e drones no futuro. Consequentemente, surgirá a necessidade de um profissional que gerencie o espaço rodoviário e aéreo, por meio de ferramentas de inteligência artificial. Guia de turismo espacial As viagens, daqui a algumas décadas, poderão ir além de praias paradisíacas. A órbita da Terra também será um um plano para as férias – e o mercado precisará de profissionais que elaborem roteiros e dominem quais ambientes podem ser explorados. Técnico de manutenção de robôs Se, atualmente, procuramos conserto para um aspirador de pó ou um secador de cabelo, é possível que, futuramente, busquemos alguém que repare problemas dos nossos robôs pessoais. Initial plugin text
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16/11 - Drag queens leem histórias a crianças em livrarias e escolas dos EUA para incentivar respeito à diversidade
Projeto usa livros infantis com temáticas relacionadas à tolerância e à liberdade. Ataques de grupos conservadores têm sido frequentes, de acordo com as drags. Crianças participam de atividades durante a contação de histórias. Reprodução/Facebook Uma drag queen, com roupas coloridas, maquiagem, perucas e muito brilho, reúne um grupo de famílias com crianças para ler uma história. O encontro pode acontecer em escolas, bibliotecas ou livrarias dos Estados Unidos. Depois, todos cantam uma música e podem perguntar o que quiserem para a drag. 'Super drags': desenho para adultos sobre drag queens super-heroínas estreia após críticas “Você é um menino ou uma menina?”, questiona uma das crianças. A resposta é sempre uma forma de estimular o respeito à diversidade, conforme relata ao G1 um dos fundadores do projeto, Jonathan Hamilt. “Nós explicamos que as drags escolhem uma forma de mostrar ao mundo o que desejam ser. Ensinamos que cada um deve respeitar a forma como o outro se veste – com tolerância e sem bullying”, diz. Varinha com lantejoulas é feita durante oficina do projeto. Reprodução/Facebook A ideia de fundar a “Drag Queen Story Hour” surgiu justamente dessa necessidade de mostrar ao público infantil a importância da liberdade de expressão individual. “Queremos um mundo em que as pessoas possam se caracterizar do jeito que desejarem”, explica Jonathan. A escolha da história que é contada às crianças leva sempre em conta a faixa etária dos ouvintes. As opções foram selecionadas em uma visita à biblioteca pública do Brooklyn, em Nova York. Entre os preferidos das drags, está “Julián é uma sereia”, de Jessica Love. Na obra, a autora conta a aventura de um menino que tem vontade de se fantasiar de sereia, mas teme que sua avó o julgue. Drag queens leem histórias infantis para crianças nos Estados Unidos. Divulgação Perfis das famílias Jonathan conta que, em geral, as famílias que frequentam a “hora da leitura” querem mostrar às crianças que não há nada de errado em ser gay, lésbica, transexual ou drag queen, por exemplo. “Não necessariamente os meninos e meninas que nos acompanham fazem ou vão fazer parte do grupo LGBTQ. Mas eles precisam aprender a ter empatia e a respeitar a diversidade de gênero”, diz o fundador do projeto. Angel Elektra, uma das drags contadoras de história, diz que o futuro será melhor se as crianças forem mais tolerantes. “Nosso futuro são elas”, diz. Cada história é escolhida com base na faixa etária do público do evento. Reprodução/Facebook Financiamento O projeto não tem a intenção de gerar lucro para grandes empresas. Para se sustentar, aceita o apoio das livrarias e de organizações locais. Além disso, a drag que conta a história passa um chapéu para que o público, se quiser, coloque alguma contribuição em dinheiro durante o encontro. Histórias foram escolhidas durante visita a uma biblioteca pública. Divulgação Ataques Apesar de o projeto declarar que busca o incentivo à tolerância, tem sido frequentemente atacado e criticado por entidades dos Estados Unidos. A “Family Policy Alliance”, organização religiosa americana, lançou uma campanha para pressionar legisladores a proibir os eventos nas livrarias. Grupos conservadores também fizeram protestos do lado de fora dos estabelecimentos em que ocorreram as horas de leitura. “Nosso objetivo é fortalecer nossa organização para enfrentar essas reações negativas. Esperamos apoio de quem quer transformar o mundo em um lugar com maior aceitação”, dizem os organizadores do projeto. Livro 'Bebê feminista' é um dos que fazem sucesso no projeto. Reprodução/Instagram
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15/11 - Gabarito da Unesp 2019 é divulgado; veja questões que caíram na prova
Prova tem 90 questões de múltipla escolha; segunda fase será nos dias 16 e 17 de dezembro. O vestibular 2019 da Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou o gabarito oficial da primeira fase aplicada nesta quinta-feira (15). A organização alerta que o exame tem várias versões do caderno de provas e, abaixo, é apresentado o gabarito para divulgação geral. O candidato precisa consultar no site da Vunesp (www.vunesp.com.br) a sua versão de prova. Veja o caderno de questões versão 1 Veja o gabarito do caderno versão 1 Gabarito da primeira fase da Unesp 2019 Reprodução Nível de dificuldade Para professora Vera Lúcia Antunes, coordenadora pedagógica do Objetivo, a prova deste ano foi acima da média de dificuldade e exigiu bastante conhecimento dos alunos. “Este foi o ano mais inovador da Unesp. A prova foi bastante criativa com questões não convencionais. A avaliação trabalhou muito a interdisciplinaridade e exigiu capacidade crítica e conhecimento dos alunos”, afirma. Vera cita como exemplo a necessidade de interpretação de textos verbais e não verbais na prova de Língua Portuguesa e uma questão da prova de Matemática que trouxe também conceitos de arte. Segundo o professor Daniel Perry, coordenador do Curso Anglo, a prova de biologia se destacou pela dificuldade e complexidade dos temas. “Foi mais difícil do que no ano anterior, no geral. A palavra que melhor definir o vestibular da Vunesp é a interdisciplinaridade, foi muito marcante em todas a matérias. A matéria que foi considerada a mais difícil foi biologia, o que é surpreendente, pois no geral é mais tranquila, teve questões que fundiam biologia, química e física.” De acordo com Perry, a prova em si “trabalhando conceitos complexos, então, o vestibulando precisava ter uma grande capacidade analítica. Foi uma prova contextualizada, sem controvérsias, muito bem feita, como de praxe e que cumpre o objetivo geral de analisar alunos bem preparados.” O coordenador do Curso Anglo disse que o vestibular não teve polêmica. “Uma questão diferente foi a 66, que fazia uma analogia entre a circulação do corpo humano e circuitos elétricos. Havia uma outra questão, a 84, que trabalhava matemática e arte, essa foi bem diferente, trabalhava o neoconcretismo e a matemática.” O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, disse que foi “uma prova antiga, digna de no mínimo 10 anos atrás. Não apresentou questões verdadeiramente interdisciplinares (para disfarçar a falta de questões que explorassem de fato aspectos de diferentes disciplinas, a banca desse ano optou por misturar deliberadamente perguntas de diferentes matérias, sem qualquer fio condutor)." Tasinafo considerou a prova sem criatividade. "Pouquíssima contextualização, reforçando a famosa frase dos estudantes: 'Para que que eu tenho de estudar isso!'. Temas batidos, apresentados sem qualquer criatividade e até mesmo alheios às discussões atuais em termos sociais e culturais." Para exemplificar sua crítica, Tasinafo disse que a questão 36 "utiliza um dos fragmentos mais batidos de Adam Smith, relativo à produção de alfinetes para ressaltar a disciplina e o parcelamento de tarefas nas fábricas inglesas da 1ª Revolução Industrial." Ele cita também a questão 44, que "aborda o problema do uso do PIB como indicador econômico, pois tal cálculo não retrata a distribuição da riqueza entre a população." Tasinafo finalizou afirmando que "não há muito a dizer da prova da Unesp 2019, 1ª fase, a não ser que ela retrata (e incentiva) práticas educacionais do século passado." Abstenções Nesta etapa, o processo seletivo teve 6,7% de ausentes. Dos 98.435 candidatos inscritos, 91.826 fizeram a prova. De acordo com os organizadores, a taxa de abstenção ficou acima da verificada no ano passado, quando de 6,4% dos candidatos faltaram à prova da primeira fase. Uberlândia (MG) foi a cidade que registrou o maior índice de presença. No município mineiro, fizeram a prova 1.238 dos 1.289 candidatos inscritos, ou 96,0% do total. Também tiveram percentuais acima dos 95% de comparecimento as cidades de Piracicaba (95,9%), Ribeirão Preto (95,7%) e Santo André (95,5%). Primeira fase em Araraquara tem rock para apoiar candidatos e professor herói Como é o vestibular A primeira fase do vestibular da Unesp acontece em 31 cidade paulistas, e também em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlância (MG). A prova tem 90 questões de múltipla escolha e duração de quatro horas e meia. A segunda fase será aplicada nos dias 16 e 17 de dezembro. Ao todo, serão ofertadas 7.365 vagas em 23 cidades, sendo 50% delas destinadas ao Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública. O curso de Medicina, em Botucatu, é o mais disputado, com 307,8 candidatos por vaga, apesar de uma sensível queda em relação ao ano passado, quando eram 312,7 por vaga. Neste ano, o segundo curso mais concorrido foi o de Psicologia (integral), em Bauru, com 53,7 candidatos por vaga, seguido pelo curso matutino de Direito, em Franca, com 53,5 por vaga.
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15/11 - Unesp 2018: Primeira fase em Araraquara tem rock para apoiar candidatos e professor herói
Na região, as provas também foram feitas em Rio Claro e São João da Boa Vista nesta quinta. 1ª fase do vestibular da Unesp em Araraquara tem rock de apoio e professor herói A primeira fase do vestibular da Unesp nesta quinta-feira (15), em Araraquara (SP), foi marcada pelo apoio de professores aos candidatos. Eles levaram palavras de apoio, rock para descontrair e até ajudaram documento esquecido. Gabarito da Unesp 2019 é divulgado; veja questões 7,3 mil candidatos da região fazem 1ª fase nesta quinta O exame aconteceu em 31 cidades paulistas. Na região as provas foram feitas em Rio Claro, São João da Boa Vista e em Araraquara, onde fica o segundo maior campus do estado, com 855 vagas. 1ª fase do vestibular da Unesp em Araraquara Felipe Lazzarotto/EPTV Rock e abraços Essa foi segunda vez que os candidatos fizeram as provas da 1ª fase em pleno feriadão. Na entrada da Unip, o local de prova na cidade, a banda The Teachers levou rock and roll pra descontrair e apoiar os estudantes. O grupo é formado por professores que dão aulas em cursinhos pré-vestibular. A banda The Teachers levou rock and roll pra descontrair e apoiar os estudantes para o vestibular da Unesp em Araraquara Felipe Lazzarotto/EPTV Mesmo com o calorão, vários professores foram tranquilizar e estimular os candidatos. “Todo ano a gente vem aqui para dar um abraço, para dizer que eles estão preparados, para não temerem a prova. A nossa função é o apoio psicológico”, disse a professora de literatura Silvana Santoro. Três estudantes também são professores de um cursinho ligado à Unesp e sabem a importância dessa força. “A gente veio distribuir umas balinhas, dar uns abraços, conversar com eles. Nossos alunos ficam super nervosos, quem não fica”, afirmou a universitária Flora Sakata. Professores dão apoio para candidatos da Unesp em Araraquara Felipe Lazzarotto/EPTV No caso da estudante Giovanna Gonçalves Zapparoli o apoio é dos pais. Ela presta vestibular para medicina, um dos mais concorridos, mas disse estar tranquila. “Eles acalmam a gente, então é sempre bom. Precisa estudar sempre para chegar nessa época preparado”, disse. Professor herói Os portões abriram às 13h30 e faltando segundos para o portão fechar um professor virou herói ao levar o documento que uma candidata tinha esquecido. Professor ajudou estudante com documento esquecido para fazer a prova da Unesp em Araraquara Felipe Lazzarotto/EPTV A saída foi liberada as 17h30 e o candidato Gabriel Martins Boiani foi o primeiro a atravessar o portão e avaliu a prova. “Estava uma prova tranquila, bem específica nos assuntos que foram propostos. A parte de biológicas estava bem forte. Estudar um pouquinho [para a segunda fase]. Redação tenho dificuldade, mas estamos ai”, afirmou. O candidato Gabriel Martins Boiani foi o primeiro a sair do local de prova da Unesp em Araraquara Felipe Lazzarotto/EPTV Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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15/11 - O temido 'Enem' que sela o futuro dos jovens e paralisa a Coreia do Sul por um dia
Para garantir silêncio para mais de um milhão de estudantes que fazem a prova, lojas e bancos fecham, bolsa de valores abre mais tarde e aviões não decolam. O "Enem" da Coreia do Sul é uma maratona de oito horas que paralisa o país. Para garantir o silêncio aos alunos que fazem a prova, lojas e bancos fecham, a bolsa de valores abre mais tarde, obras são interrompidas, aviões não decolam e treino militar cessa. Exatamente às 8:40 do horário local nesta quinta-feira (21:40 de quarta, no horário de Brasília), mais de um milhão de estudantes começaram o exame para o qual se preparam durante a vida toda. A prova, Suneung - uma abreviação de Teste de Habilidade Escolar em coreano -, não dita apenas se estudantes irão à universidade, mas pode afetar suas perspectivas de emprego, salário, onde vão viver e seus futuros relacionamentos. É a primeira vez que Ko Eun-suh, de 18 anos, faz a prova. "Para nós, o Suneung é uma importante porta para o futuro. Na Coreia do Sul, ir à universidade é considerado algo muito importante. Por isso passamos 12 anos nos preparando para esse dia. Conheço quem tenha prestado o exame cinco vezes." O silêncio que toma conta do país por um dia em novembro é ocasionalmente intrrompido por sirenes distantes - policiais em motos correndo para transportar alunos que estão atrasados para o exame. Pais nervosos passam o dia em seu templo budista local ou na igreja, segurando fotos de seus filhos. Muitas cerimônias religiosas são propositalmente celebradas no mesmo horário dos exames. Lee Jin-yeong, de 20 anos, prestou o exame duas vezes antes de entrar na faculdade. "Na semana que antecedeu o teste eu pratiquei acordar todos os dias às 6h, para meu cérebro estar em sua melhor forma. Ficava me dizendo: 'você estudou tanto, agora só precisa mostrar que consegue'", diz. No ano passado, ela chegou na escola às 7:30. Havia uma multidão de alunos mais novos incentivando os mais velhos, cantando e torcendo por eles e também entregando-lhes balas conhecidas como "yeot", de boa sorte. Mas dentro do edifício, o ambiente é de um silêncio solene. Na entrada, inspetores com detectores de metal confiscam possíveis distrações: relógios digitais e telefones, por exemplo. "É tudo muito silencioso", diz Jin-yeong. "Até os professores têm de usar tênis para que seus sapatos não façam barulho e distraiam os alunos." Exame elaborado em local secreto A elaboração do exame é rodeada de mistério. Em setembro, cerca de 500 professores de todo o país são selecionados e levados para um local secreto na província montanhosa de Gangwon. Por um mês, seus telefones são confiscados e o contato com o mundo é banido. Eun-suh lembra que seu professor de Mandarim contou à classe que ele já tinha sido selecionado uma vez para ajudar a elaborar o exame. "Na época, ele disse aos colegas que tinha ido viajar. Alguns professores pensaram que ele tinha se aposentado. Ele foi levado a um local secreto e, por um mês, não pode sair nem entrar em contato com sua família." Jin-yeong admite ter ficado muito nervosa no ano passado. "A prova foi muito difícil. No fim do exame de língua coreana, eu fiquei tão estremecida que não consegui nem terminar de ler a última questão. Só adivinhei." A nota de cada aluno é publicada em um site nacional um mês depois do exame. Mas alguns sites publicam quase imediatamente depois do exame um cálculo que permite aos estudantes comparar sua nota total com o mínimo exigido para entrar na universidade de sua escolha. Foi assim que Jin-yeong descobriu que havia falhado. "Quando descobri que minha nota era menor do que eu precisava, meu coração se partiu. Eu senti que queria derreter no chão e desaparecer." No ano seguinte, ela fez o Sunueng pela segunda vez e conseguiu atingir uma nota suficiente para entrar na universidade. População com educação superior Mas por que tanto estresse ao redor desse "vestibular"? A Coreia do Sul tem uma das populações com uma das melhores formações do planeta. Um terço das pessoas desempregadas têm diploma de uniersidade. Com desemprego de jovens em seu maior nível em quase uma década, tem sido cada vez mais díficil entrar em uma boa universidade. Como muitos jovens na Coreia do Sul, Eun-suh não sonha só com uma boa universidade, ela quer entrar na "Sky" - nome que abarca as três universidades mais prestigiosas do país, Seoul, Korea e Yonsei. São vistas como a Harvard e Yale (EUA) ou Oxford e Cambridge da Coreia do Sul. Quase 70% das pessoas que se formam na escola vão à universidade, mas menos de 2% chega a uma das "Sky". "Se você quer se reconhecido e realizar seus sonhos, você precisa ir a uma dessas três universidades", diz Eun-suh. "Todos te julgam com base no seu diploma e de onde ele veio." O prestígio de entrar nas "Sky" é também uma das melhores maneiras de conseguir um emprego em um dos conglomerados familiares conhecidos como "chaebol", que significa "clã rico". A economia da nação é ligada a essas poucas e gigantes dinastias que incluem a LG, Hyundai, SK, Lotte, e a maior de todas, Samsung. "Todos os anos, os jornais publicam quantos advogados, juízes e executivos dos grandes conglomerados se formaram nas universidades 'Sky'", comenta Lee Do-hoon, professor de sociologia na Universidade Yonsei, o "Y" de "Sky". "Isso faz as pessoas pensaram que se estudaram na 'Sky', podem conseguir um bom emprego. É por isso que muitos familiares e estudantes querem tanto entrar nessas universidades. Mas o número de vagas e oportunidades nessas grandes empresas na verdade é bem pouco." Formar-se em uma boa universidade na Coreia do Sul não garante um bom emprego aos jovens, explica Do-hoon. O nível de competição entre os que se candidatam às vagas é bem grande. Cursinho Com tanto de seu futuro ditado pelo resultado de um só exame, a revisão começa cedo. Desde que tinha quatro anos de idade, Eun-suh, uma aluna diligente e organizada, se prepara para o exame que fará nesse ano. "Vou para a escola às 7:30 para estudar sozinha. As aulas começam às 9h e duram até as 17h. Depois da aula, janto, vou para o 'hagwon' e depois volto para casa por volta de meia-noite." Um "hagwon" é um cursinho com aulas de revisão lecionadas por professores - tanto pessoalmente, como online. Há mais de 100 mil hagwons, ou cursinhos, na Coreia do Sul e mais de 80% das crianças e adolescentes coreanos os frequentam. É uma indústria de US$ 20 bilhões. Alguns dos professores "celebridade" ganham milhões por ano. Eun-suh vai para o hagwon seis vezes por semana para aulas extra de matemática e inglês. Ela estuda até no fim de semana, normalmente em uma "dokseosil", uma sala de revisão. "Dokseosils normalmente são escuras. São projetadas para que você estude sozinho, então, cada cubículo é rodeado de cortinas compridas. Você entra, liga seu abajur e estuda", ela explica. O Suneung já foi visto como uma fonte de mobilidade social, uma forma de estudantes mais pobres acessarem a educação superior. No entanto, a pressão para que pais paguem milhares de dólares em aulas privadas tem deixado famílias mais pobres para trás. Especialistas como o professor Do-hoon dizem que os custos crescentes são um dos motivos principais para que a taxa de natalidade da Coreia do Sul seja uma das menores do mundo. "O alto custo de preparar as crianças para a universidade é um dos principais motivos pelos quais estamos vendo níveis baixos de fertilidade. É sobre qualidade, não quantidade. Os pais preferem investir em uma quantidade menor de filhos." Sucessivos governos têm tentado conter a indústria dos cursinhos, tanto para o bem do bolso dos pais, quanto para o bem-estar dos alunos. Hoje, por lei, cursinhos em Seoul não podem fechar depois das 22h e não podem ensinar conteúdo antes que seja ensinado nas escolas. Taxas também foram reduzidas. Para Do-hoon, não é suficiente. "Mesmo com essas mudanças, o setor privado na educação domina a Coreia do Sul. É tão comum mandar alunos para o cursinho e aulas privadas que aqueles com dinheiro ainda terão mais chance de entrar em uma universidade de prestígio." E o bem-estar mental dos alunos? Outra crítica ao Suneung é o fardo à saúde mental dos estudantes. Para o psicólogo Kim Tae-hyung, que trabalha em Seul, as crianças coreanas estão "crescendo sozinhas, estudando sozinhas". "Elas são forçadas a estudarem muito e competirem com seus amigos. Esse tipo de isolamento pode causar depressão e pode ser um grande fator para suicídio." No mundo todo, suicídio é a segunda causa de morte entre pessoas jovens, mas na Coreia do Sul é a causa número um e morte de jovens entre 10 e 30 anos. O país também tem os maiores níveis de estresse entre jovens entre 11 e 15, em comparação com qualquer outro país industrializado do mundo, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O psicólogo diz que a pressão na sociedade coreana começa cedo. "As crianças estão ficando nervosas desde muito cedo. Até alunos da primeira série debatem sobre que emprego paga mais." Para ele, a obsessão nacional com educação e emprego são os principais problemas dos jovens coreanos. "A alta taxa de suicídio está sendo causada pela diferença entre a falta de oportunidades de emprego e as expectativas dos alunos de seu próprio sucesso. Também existe uma falta de estratégia para lidar com o estresse." Muitos especialistas enfatizam que a pressão educacional não é a única causa. O rápido crescimento de cidades, além de um declínio nas estruturas familiares tradicionais, de muita proximidade, também promovem sentimentos de isolamento e depressão. Taxas de suicídio Por mais de uma década, o governo tem tentado dar soluções às crises de saúde mental da população, investindo em campanhas, criando linhas telefônicas para as quais se pode ligar para aconselhamento e abrindo mais vagas em hospitais psiquiátricos. Mas, ao contrário de outros países da OCDE, na última década a taxa de suicídios da Coreia do Sul continuou a crescer. O governo também tentou diminuir a importância do Suneung criando outras alternativas para aumentar as chances de entrada nas universidades, como trabalho voluntário. Mas, para Eun-suh, isso só fez o processo ficar mais estressante. "Agora, há outras maneiras de conseguir pontos, mas na prática isso só deixa tudo mais confuso, porque agora temos que nos preocupar com mais coisas. Temos que conseguir fazer tudo, incluindo atividades extracurriculares como voluntariado e outros exames escolares." Quando terminar a prova, Eun-suh saberá se realizou seu sonho de entrar em uma universidade Sky. Ela diz que só tem que controlar sua ansiedade. "Todas as vezes que recebo os resultados dos simulados, fico deprimida. Me pergunto: 'Posso ir para a universidade que quero?'. Eu posso ficar satisfeita com meu lugar no ranking em comparação ao resto da escola, mas daí me comparo com o resto do país e fico assustada. Tão assustada que não consigo mostrar para minha mãe." Mas Jin-yeong, que agora já está na universidade, olha para trás com segurança. "Vejo estrangeiros no YouTube tentando resolver questões do Suneung. Eles acham muito difícil. De fora, sei que parece difícil, mas não é tão assustador quanto parece", diz ela. "Em vez de ter pena de nós, queria que estrangeiros vissem o quão incríveis somos."
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15/11 - Estudantes com financiamento do Fies devem fazer o aditamento até 30 de novembro
Regra vale para quem contratou o financiamento até dezembro de 2017. Estudantes que aderiram ao programa em 2018 devem seguir outros prazos. Os estudantes que contratam o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até 31 de dezembro de 2017 precisam ficar de olho no calendário: eles terão até o dia 30 de novembro para fazer o aditamento do contrato pelo sistema SisFies, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Initial plugin text O prazo, antes marcado para dia 23 de novembro, foi estendido em função do feriado da Proclamação da República. O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Silvio Pinheiro, disse que a ideia era dar mais prazo aos estudantes. “Em virtude do feriado, decidimos dar mais prazo para que todos consigam concluir o processo de aditamento no sistema”, falou Pinheiro. A regra não vale para quem aderiu ao Novo Fies e contratou o financiamento em 2018. Segundo o MEC, estes estudantes devem seguir o cronograma definido pela Caixa. Os contratos do Fies precisam ser renovados todo semestre. O pedido de aditamento é inicialmente feito pelas instituições de ensino para depois as informações serem validadas pelos estudantes no sistema. Neste semestre cerca de 890 mil contratos devem ser renovados no SisFies. Ministro da Educação anuncia prazo para estudantes renegociarem dívida com Fies O que é o Fies? O programa oferece financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. São duas modalidades: Fies: Candidatos cuja renda familiar per capita seja de até 3 salários mínimos. Nesse tipo de financiamento, o pagamento será feito com juros zero. Caso o estudante se encaixe nessa faixa de renda, só poderá participar do P-Fies se não houver vaga para o curso desejado na primeira modalidade. Os candidatos aprovados no Fies deverão pagar durante o curso, mensalmente, uma taxa de coparticipação. Após a conclusão da graduação, o estudante quitará a dívida de acordo com sua realidade financeira. A parcela a ser paga por mês dependerá de sua renda. P-Fies: Candidatos cuja renda familiar per capita esteja entre 3 e 5 salários mínimos. Nessa modalidade, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito (banco). Para se inscrever no Fies, é necessário: ter participado do Enem a partir da edição de 2010 e obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos e nota na redação superior a 0 (zero). possuir renda familiar mensal bruta per capita de: a) até 3 (três) salários mínimos, na modalidade de financiamento do Fies; b) de 3 (três) a 5 (cinco) salários mínimos, na modalidade de financiamento do P-Fies (quando o agente financeiro é o banco). Aqueles candidatos que já são bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (Prouni) podem buscar uma vaga no Fies para financiar os 50% da mensalidade. Não é permitido que um estudante use o Prouni em uma universidade e o Fies em outra, ao mesmo tempo.
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15/11 - Cinco truques de memória para deixá-lo 'mais inteligente'
Ler várias vezes o que você precisa memorizar para uma prova pode não ser a forma mais eficaz de reter informações; confira os métodos mais eficientes. Não importa o quão inteligente você acha que é, muito provavelmente não aproveita sua memória ao máximo. Uma série de estudos mostrou que a maioria dos estudantes não usa métodos comprovados de aprendizagem de forma eficaz. Em vez disso, desperdiçam seu tempo com táticas inúteis. Gabarito do Enem 2018 é divulgado Um dos problemas é que, muitas vezes, recebemos informações desencontradas de pais, professores e cientistas. Assim, nunca temos certeza do que realmente funciona ou não. Mas uma nova pesquisa, publicada em uma das principais revistas científicas de psicologia do mundo, analisou os maiores erros que cometemos, a partir de uma lista das cinco estratégias de estudos mais populares, suas prováveis armadilhas e as maneiras com as quais podem ser usadas com mais sucesso. Estratégia 1: releitura Você está tentando aprender algo novo? A estratégia mais comum é ler o conteúdo até que você consiga gravá-lo na memória. Infelizmente, psicólogos acreditam que tal método é muito passivo, ou seja, a maioria das informações não fica sedimentada no cérebro. Dica: Espace sua leitura A releitura é provavelmente o método de estudo menos eficaz. Mas, às vezes, pode ser inevitável, caso você perceba que não está entendendo os conceitos muito bem. Portanto, a dica é fazer melhor uso dessa prática: retorne ao material em intervalos regulares. Ou seja, leia um capítulo, passe para outra coisa e depois o releia dentro de uma hora, um dia ou uma semana para ajudar a estimular a memória. Outra recomendação é fazer perguntas a si mesmo sobre o conceito que você acabou de aprender antes de voltar ao material, o que ajuda a sintonizar sua atenção nas coisas que você faz e não sabe, aumentando o engajamento mental. Estratégia 2: sublinhar e destacar Como a releitura, essa técnica de estudo é quase onipresente. A ideia faz sentido: em teoria, o processo de sublinhar palavras-chave e frases nos ajudaria a entender melhor o conteúdo, tornando mais fácil identificar, posteriormente, as passagens mais importantes. Mas, embora possa ser mais eficaz do que a releitura passiva, sublinhar e destacar palavras muitas vezes não funciona. Isso porque muitos alunos acabam fazendo isso sem muito discernimento, ou seja, sem pensar sobre o que realmente deve ser sublinhado ou destacado. Dica: Pare e pense Em vez disso, os especialistas sugerem que você leia o texto de uma vez e, em seguida, marque as passagens relevantes em uma segunda leitura. Ao forçá-lo a pensar com mais cuidado sobre cada ponto e sua importância relativa, essa técnica ativa o processamento do que é essencial para a sedimentação da memória. Estratégia 3: Anotações Visite qualquer sala de aula ou biblioteca e você encontrará estudantes copiando o conteúdo mais importante em seus cadernos. Como sublinhar e destacar, o problema ocorre quando você não consegue ser criterioso sobre o material que está escrevendo. Seu entusiasmo excessivo - e propensão a incluir tudo o que é mencionado - pode facilmente tornar-se um hábito prejudicial. Dica: Seja conciso Estudos mostraram que quanto menos palavras os alunos usam para expressar uma ideia em suas anotações, maior a probabilidade de lembrar-se delas depois. Isso explica por que fazer resumos nos obriga a pensar sobre o núcleo da ideia que queremos expressar - e esse esforço adicional acaba consolidado em nossa memória. Essas descobertas também ajudam a explicar por que é melhor fazer anotações com caneta e papel, em vez de usar um computador: escrever à mão é mais lento do que digitar e nos força a sermos mais concisos sobre o que vamos escrever. Estratégia 4: Visão geral Muitos professores convidam seus alunos a ter uma visão geral sobre o conteúdo que estão aprendendo, apresentando os pontos-chave do assunto de uma maneira lógica e estruturada. Dica: Busque por padrões Os alunos que têm uma visão geral do conteúdo tendem a apresentar um desempenho melhor, indicam pesquisas recentes, pois passam a identificar conexões subjacentes entre diferentes tópicos. Esses estudos indicam que, muitas vezes, é mais eficiente começar com um rascunho do material a ser estudado antes de partir para o estudo completo, acrescentando mais detalhes à medida que você progride. Muito do nosso aprendizado é independente, claro, sem instrução formal - mas você pode facilmente fazer seus próprios rascunhos de um texto ou palestra. Novamente, a dica é ser conciso: você precisa se concentrar na estrutura do argumento em vez de se perder nos detalhes. Estratégia 5: Fichas de leitura O efeito do teste, ou "prática de lembrar", é agora considerado a estratégia de aprendizado mais confiável, especialmente para fatos específicos e detalhados, com evidências consideráveis de que pode estimular a memória. Mesmo assim, ainda existem maneiras mais e menos eficazes de se fazer isso. Dica: Cuidado com excesso de confiança A maioria das pessoas tem dificuldade para desenvolver autocrítica. Elas acreditam que suas decisões são mais inteligentes do que realmente são. Dessa forma, podem achar que memorizaram um conteúdo quando, na verdade, não conseguiram absorvê-lo. De fato, um estudo descobriu que, quanto mais as pessoas se sentiam confiantes sobre o aprendizado de uma informação, menor era a probabilidade de lembrar-se dela mais tarde. Todos nós subestimamos o quão facilmente esqueceremos determinado conteúdo no futuro. Por isso, a recomendação é de que você não deixe de lado as fichas de leitura assim que supor que memorizou o conteúdo. Faça um teste consigo mesmo por mais de uma vez. Só assim sua taxa de sucesso vai aumentar.
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15/11 - Maratona pós-Enem: alunos fazem até 90 horas de provas em 10 vestibulares consecutivos por vaga em medicina
Aulas pela manhã, reforços à tarde, estudos até as 22h e simulados aos sábados. Pelo sonho de uma vaga, vestibulandos encaram concorrência de até 300 candidatos por vaga. Maratona de vestibular: estudantes enfrentam até 90 horas de provas O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acabou no último domingo (11), mas para muitos estudantes as mais de 10 horas de provas foram apenas o começo de uma longa maratona. O G1 conversou com cinco estudantes de 18 a 23 anos que sonham se formar em medicina. Entre eles, há quem vá fazer até 89 horas de provas em 10 vestibulares diferentes, enfrentando concorrência de mais de 300 candidatos por vaga. Fazer vários processos seletivos é uma estratégia para ampliar as chances de aprovação. A maratona já começou em setembro, com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e se estende até meados de janeiro, quando terminam as provas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). (confira o calendário abaixo) Unesp aplica nesta quinta-feira a prova da primeira fase do vestibular 2019 A rotina de estudo de todos é parecida: são cerca de seis horas de aulas pela manhã, de segunda a sexta; reforços quase diários com aulas extras de até duas horas e meia; estudos diários com leituras e resolução de exercícios até as 21h ou 22h. Os simulados ocorrem aos sábados e, assim, eles vão mensurando como estão se saindo. Conforme vão passando os anos e a experiência com vestibulares aumenta, eles começam a focar em disciplinas mais específicas ou processos seletivos mais adequados ao perfil de cada um. Autoconhecimento para identificar as dificuldades e autocontrole para lidar com a ansiedade são conceitos-chave para os vestibulandos. Veteranos nas provas Gabriela Lamtiazzi fará vestibular pelo quinto ano. Experiência a torna mais tranquila, diz. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Este é o quinto ano que Gabriela Lamtiazzi, de 23 anos, fará vestibular. "Já cheguei a fazer 13 vestibulares. Neste ano, vou fazer nove", diz. A experiência a ajudou a ficar mais calma na hora da prova. "Antes, eu não conseguia nem assinar meu nome, de tanto que tremia. Agora, estou mais segura", fala. Ela fará 61 horas de provas em 10 vestibulares e diz que o esforço vale a pena. "A função social que posso cumprir com medicina será grande. Sempre gostei da profissão, de ler sobre a mente e o corpo humano e pensei em unir o hobby com a profissão. Ao longo do curso as coisas podem mudar, mas por enquanto eu penso em seguir carreira na psiquiatria", diz. Gustavo Carvalho tem 19 anos e esta é a terceira vez que tenta uma vaga em medicina. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Gustavo Carvalho, 19 anos, está no terceiro ano de vestibular e sonha com uma vaga na Unicamp. Este ano, ele fará nove processos seletivos, com 88 horas de provas no total. "Conforme passam os anos, você se sente confiante porque já criou uma base de conhecimento e pode partir para as questões mais difíceis", fala. A motivação vem da consciência social. "Medicina é um curso voltado ao mercado de trabalho, mas existe o lado social. Existem as tendências de medicina da família, do tratamento de pessoas e este é meu foco. Quero estudar infectologia e tratar de doenças endêmicas", diz. Autoconfiança Stephanie Garcia tem 19 anos, fará 10 vestibulares e sonha com uma vaga na Faculdade de Medicina da Santa Casa Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Não está em nenhuma grade de aulas de cursinho, nem em editais de provas, mas cai em todas as provas: a autoconfiança pode fazer diferença no vestibular porque vai tirar a ansiedade e trazer a calma para o estudante lembrar de tudo o que aprendeu. "Não adianta estudar e não acreditar em você mesma", diz Stephanie Garcia, de 19 anos. Esta é a segunda tentativa por uma vaga em medicina. Neste ano, ela se inscreveu em dez vestibulares e enfrentará 89 horas de provas. Seu maior objetivo é ser aprovada na Santa Casa. Mudança de cidade Bruno Yonegura tenta uma vaga em medicina Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Bruno Yonegura tem 18 anos e esta é a segunda vez que faz vestibular. Ao todo, ele se inscreveu em 11 processos seletivos – ainda faltam nove – e vai encarar 82 horas de provas. Ele está otimista. "Nas provas que já fiz, eu fui melhor este ano do que no ano passado", conta. Ele, que é de Londrina, no Paraná, se mudou este ano para morar na casa dos tios, em São Paulo. "Eles são médicos e me proporcionam uma experiência a mais sobre a profissão, estou gostando bastante." Por ter mudado de cidade, Bruno conta que está mais focado. "Vim para São Paulo só para estudar e abri mão de muita vida social." Para ele, nada de baladas. Para relaxar, costuma tocar ukulelê e conversar com a namorada, que mora em Curitiba – um incentivo a mais para alcançar o objetivo final, que é uma vaga em medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foco na vaga: só precisa de uma Giovanna Aoki se inscreveu em sete vestibulares e vai enfrentar 66 horas de provas. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Giovanna Aoki, 19 anos, fará vestibular pelo terceiro ano seguido. Em 2018 ela se inscreveu em sete vestibulares de medicina e enfrentará 66 horas de provas, mas o grande objetivo é passar na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), de Botucatu, que este ano está com 312 candidatos por vaga. "Meus professores costumam dizer que não importa quantos têm por vaga, eu só preciso de uma", brinca. A jovem, que quer se dedicar à pesquisa de células-tronco, enfrenta o estresse com horas de lazer. "Quando me sinto sobrecarregada, paro de estudar, vou ao cinema, ao teatro, saio com amigos. É minha válvula de escape", conta ela. Vale a pena fazer tantas provas? Para o coordenador pedagógico do Curso Anglo Daniel Perry, o estudante não deve passar de 10 vestibulares por ano, caso contrário, poderá se esgotar com a rotina de provas. Para ele, não é a quantidade de provas que garante o sucesso do aluno. "É preciso saber lidar com suas fortalezas e fraquezas. São jovens, além das provas, tem todas as questões da vida acontecendo", fala. Kim Matheus, coordenador pedagógico da Hexag Medicina de Campinas, orienta os alunos a encontrarem o perfil próprio de prova e se dedicar a estes vestibulares. "A Vunesp, por exemplo, faz vários processos seletivos. Se o aluno tem perfil de humanas, tem que fazer as provas da Vunesp. Se é exatas, Fuvest. Se é interpretação de texto, Enem", conta. Dicas para a maratona de provas Daniel Perry, do Anglo, diz que neste período em que as provas se concentram, o aluno deve estudar menos e descansar mais, além de cuidar da alimentação. Na hora da prova, se ficar nervoso, ele lista algumas dicas: Faça um exercício de respiração: inspire por quatros egundos, segure por quatro segundos, expiere por quatro segundos. Faça isso até se sentir mais calmo; Se cansar, faça uma pausa: vã ao banheiro, lave o rosto, tome água. Movimente o corpo; Se 'empacar' em algum exercício na hora da prova, pule e vá para o próximo; Priorize as questões mais fáceis. Isso dará autoconfiança para voltar depois nas mais difíceis; Entenda que, se a prova estiver difícil para você, estará para todos. Estudantes enfrentam maratona de provas por vaga em medicina Juliane Souza/G1 Initial plugin text
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15/11 - Maioria das pré-escolas públicas não tem parquinho, área verde e pátio coberto
União dos Dirigentes Municipais de Educação atribui o problema à falta de recursos e critica a política atual de financiamento; itens são considerados aliados da proposta pedagógica. Crianças falam sobre a importância do parquinho da escola; minoria tem infra-estrutura boa Quase 4 milhões de crianças brasileiras estão matriculadas em pré-escolas públicas, o equivalente a 76,8% do universo total, segundo o Censo Escolar de 2017. A maioria dessas escolas não possui itens considerados básicos para o desenvolvimento da criança nessa faixa etária como parquinho, área verde para atividades ao ar livre, pátio coberto, banheiros infantis, além de condições adequadas de acessibilidade. Desde 2000, número de professores de creches que fizeram faculdade passa de 11% para 66% do total Só 28% das escolas mantidas pelos municípios desfrutam de parquinho, e 25% de área verde. O pátio coberto é realidade em 40% das pré-escolas públicas. Os dados compõem o Censo Escolar de 2017 e foram tabulados pelo movimento Todos pela Educação (veja mais dados abaixo). O G1 visitou a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Heitor Villa Lobos, localizada na Zona Sul de São Paulo, que possui espaço externo e parque, exceção no cenário brasileiro, para saber o que os alunos acham do local. (veja o vídeo acima) A pré-escola compreende a primeira etapa obrigatória da educação infantil e atende crianças de 4 e 5 anos. Para atingir a meta de universalizar o acesso, prevista no Plano Nacional de Educação, ainda é preciso incluir cerca de 500 mil crianças. “Além do acesso, um importante fator a ser considerado é a qualidade da oferta. No que tange à infraestrutura, é preciso que seja adequada para atender às necessidades da etapa em questão, como ter salas de leitura, espaços para convivências e brincadeiras, por exemplo”, diz Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação. Aluno da Emei Heitor Villa Lobos, no bairro Paraíso, em SP, possui ampla área externa com brinquedos Fábio Tito/ G1 Pré-escolas conveniadas Os dados do Censo Escolar de 2017 mostram que o cenário melhora se avaliadas apenas as unidades conveniadas, que são administradas por instituições privadas ou filantrópicas parceiras dos municípios como forma de expandir o número de vagas. Cerca de 80% possuem banheiro adaptado e parquinho. Quase 60% têm pátio coberto e 40% desfrutam de área verde para as crianças. Entretanto as pré-escolas conveniadas representam só 6% das pré-escolas públicas, o equivalente a 4.815 unidades do universo total de 81.017. Os benefícios desse tipo de contrato não são unânimes entre educadores e gestores ouvidos pelo G1. Eles apontam que nestes locais, entre outros problemas, os professores são contratados de maneira precária e muitas vezes o pagamento do piso salarial não é respeitado. Quem é contrário a esse tipo de terceirização é o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Alessio Costa Lima. “Conveniar não é positivo, a Undime não defende a terceirização e, sim, melhores condições de financiamento para que os municípios possam oferecer uma educação pública de qualidade”, diz. Para Beatriz Abuchaim, gerente de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, os convênios não devem ser demonizados, eles podem ser uma boa alternativa se funcionarem sob supervisão. “O que temos de discutir é a questão da supervisão dessas unidades. Sabemos muitas vezes que as secretarias não dão conta de fazer essa supervisão por não terem estrutura técnica, como número de funcionários para fazer o acompanhamento. Acho que a rede que opta por ter convênios, precisa ter um olhar bastante detalhado para que haja qualidade no atendimento" - Beatriz Abuchaim, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal Infraestrutura das pré-escolas públicas é precária Karina Almeida/ Arte G1 Financiamento O presidente da Undime diz que a falta de recursos é o grande obstáculo para que os municípios ofereçam uma educação infantil de qualidade, incluindo uma boa infraestrutura. São as prefeituras as responsáveis por prover a educação infantil, e a maioria o faz apenas com os recursos provenientes do Fundeb. O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação básica e reúne aportes dos governos municipal, estadual e também do federal. Seu prazo de vigência é em 2020, quando deve ser reformulado. Uma das principais reivindicações dos especialistas é para que a União passe a contribuir com um montante maior do que o atual, que é de 10% da arrecadação. “Tem município que aplica quase totalidade dos recursos do Fundeb na folha de pagamento. Os municípios, sobretudo os menores, não têm receitas próprias e não têm capacidade de investir em manutenção de estrutura física até de material. Essa é a grande realidade” - Alessio Costa Lima, Undime Além do Fundeb, as prefeituras contavam com repasse extra vindo do Ministério do Desenvolvimento Social que ajudava a reforçar o orçamento para manter as crianças na educação infantil. Porém, entre 2015 e 2017, a verba do programa chamado Brasil Carinhoso caiu 90%. O presidente da Undime afirmou que a defasagem do valor pago por aluno é outro complicador da política de financiamento. O Custo Aluno-Qualidade (CAQi) é o valor mínimo anual definido pelo Ministério da Educação que deve ser gasto por estudante. “Há um grande equívoco no valor investido na educação infantil. Hoje o valor pago na educação infantil é o mesmo do fundamental I, e todo mundo sabe que os custos na creche e na pré-escola são bem mais altos. É preciso ter uma política de financiamento mais próxima da realidade." Garoto brinca no parquinho da Emei Heitor Villa Lobos, em SP Fábio Tito/ G1 Infraestrutura deficitária: qual o impacto? Os primeiros anos da criança na escola são fundamentais para potencializar o desenvolvimento e diminuir as desigualdades sociais, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1. Por isso se qualidade da educação oferecida for ruim, pode haver danos, segundo Beatriz Abuchaim, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. “Um parquinho, por exemplo, desenvolve mais do que a questão motora, ajuda a desenvolver a imaginação. Assim como tomar sol, respirar ar puro. As questões de infraestrutura são bem relevantes e mostra que houve uma expansão da educação infantil meio desgovernada.” Para Beatriz, muitas destas questões, como o fato de não haver banheiro adaptado, por exemplo, impactam no desenvolvimento da autonomia do aluno e consequentemente exigem mais esforço do professor. “A infraestrutura na educação infantil funciona como um outro professor. Isso não quer dizer que ela tem de ser sofisticada, ela tem de ser adequada para a faixa etária. É preciso ter um espaço ao livre, com brinquedos adequados como um playground, por exemplo. Espaço no exterior precisa de água, areia e brinquedos. A infraestrutura não é irrelevante, ela precisa ser digna”, diz Claudia Costin, diretora do centro de políticas educacionais da FGV. João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, diz que a pré-escola se expandiu no Brasil sem planejamento. “Ou ela é um puxadinho das creches ou um puxadinho das escolas, que também não têm modelos arquitetônicos bem definidos.” “Se você pedir para um arquiteto fazer o croqui de uma pré-escola ele vai desenhar uma sala de aula e encher de carteiras – igual a uma escola. O imaginário brasileiro sobre a pré-escola é o de que a pré-escola é uma escola que vem antes da outra. Isso faz muito mal às crianças” - João Batista Oliveira, Instituto Alfa e Beto. Crianças se divertem no parquinho da Emei Heitor Villa Lobos, em SP Fábio Tito/ G1 Mas e a formação de professores? A infraestrutura adequada pode ser uma grande aliada da proposta pedagógica da escola, mas a qualidade da educação infantil está diretamente associada à formação de professores, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Segundo o último Censo Escolar, só 69% dos profissionais da pré-escolas tinham formação superior, ainda que o diploma universitário seja um dos critérios para atuação. De acordo com João Batista Oliveira, a questão da infraestrutura externa e interna é importante, mas há outros fatores decisivos que impactam na qualidade do ensino oferecido. “O programa de ensino, a proposta pedagógica, a qualidade do educador e a qualidade da interação entre adulto/criança são os fatores que efetivamente podem fazer diferença. E isso é muito mais precário do que a infraestrutura.” “Para mim a qualidade está vinculada à formação de professores que pode fundamentar práticas pedagógicas. A questão do espaço físico pode ser rearranjada de acordo com as concepções dos professores. Há escolas lindas, com espaços externos ótimos em que as crianças não saem porque há medo de se machucarem”, diz Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Instituto Avisa Lá. Ela afirma que as secretarias de educação precisam se responsabilizar pela formação: que inclui desde o secretário de educação até a faxineira que trabalha dentro da escola. “Todos são responsáveis pela educação da criança.” Cisele reforça que crianças até os seis anos não são “mini adultos” e possuem um “olhar diferente para o mundo” que precisa ser explorado. “É nessa fase que o professor vai ensinar inclusive hábitos de saúde, de higiene, como comer, se servir ou escovar os dentes. São práticas de sociais que fazem parte da educação. É uma fase muito dinâmica, encantadora, o professor vai lidar com situações diversas e precisa se encantar por esse jeito das crianças pequenas.” O que deveria se ensinar na pré-escola? No fim do ano passado, foi aprovada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil. O documento aponta diretrizes sobre o que deve ser ensinado nas escolas e apoia a elaboração dos currículos. Segundo os especialistas, a proposta pedagógica ideal para pré-escola contém: Técnicas de interação que estimulem a criança a conversar e refletir sobre o que está fazendo na hora em que brinca, lê, conversa ou conta uma história. Brincadeiras e demais atividades com “intencionalidade pedagógica”, ou seja, tragam um aprendizado como pano de fundo. Intercala momentos livres das crianças com os direcionados pelo professor. Claudia Costin lembra que a pré-escola é uma etapa em que o aprendizado precisa ser lúdico, por isso exige um professor bem preparado. “Uma criança pequena aprende muito mais brincando, mas é um brincar com intencionalidade pedagógica. Não é nem só brincar, enquanto os professores fazem outra coisa, e nem escolarizar precocemente. Os dois extremos estão equivocados.” Claudia reforça que utilizar esta etapa do ensino como escolarização não é coerente com a fase que as crianças vivem. “Não há nada de errado em ensinar de forma lúdica, ensinar os sons das letras, deixar as crianças expostas a livros, contar histórias mostrando que as letras correspondem a palavras. No momento que há provas, ou atividades como ‘copiem do quadro’, você lidando de forma equivocada com essa etapa" - Claudia Costin, FGV Educação infantil será avaliada No mês de junho, o Ministério da Educação anunciou que a partir do ano que vem, a educação infantil, que compreende também as creches, além das pré-escolas, será avaliada. As crianças não farão provas, mas haverá coleta de dados de infraestrutura, fluxo escolar e formação de professores. O governo quer criar um indicador que reflita a qualidade, assim como ocorre nas outras etapas do ensino da educação básica.
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15/11 - Unesp aplica nesta quinta-feira a prova da primeira fase do vestibular 2019
Portões fecham às 14h; segunda fase será nos dias 16 e 17 de dezembro. Ao todo são para 99 mil inscritos. Candidatos fazem prova da primeira fase da Unesp Daigo Oliva/G1 A primeira fase do vestibular da Unesp acontece nesta quinta-feira (15) em 31 cidade paulistas, e também em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlância (MG). Segundo a Unesp, 98.224 vestibulandos estão confirmados para fazer o exame. Maratona pós-Enem: alunos fazem até 90 horas de provas em 10 vestibulares Os portões dos locais de prova fecham às 14h no horário de Brasília, e a Vunesp, que é responsável pelo processo seletivo, recomenda que os candidatos cheguem com pelo menos uma hora de antecedência. Para consultar endereço de exame acesse o site da Vunesp. A prova terá 90 questões de múltipla escolha e duração de quatro horas e meia. Os candidatos poderão sair da sala a partir das 17h30. Segunda fase De acordo com a Unesp, a segunda fase será aplicada nos dias 16 e 17 de dezembro. Ao todo, serão ofertadas 7.365 vagas em 23 cidades, sendo 50% delas destinadas ao Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública. Documentos Os documentos de identificação aceitos são: RG; Carteira de Habilitação; Certificado Militar; Carteira de Trabalho; Passaporte; Registro Nacional de Estrangeiros; Identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe. Não serão aceitas cópias, inclusive as autenticadas, dos documentos citados acima. O que levar Segundo a Unesp, os candidatos podem levar: Lápis preto (proibido uso de lapiseira); Apontador; Borracha; Caneta esferográfica com tinta preta (de tubo transparente); Régua transparente. Cursos mais concorridos O curso de Medicina, em Botucatu, é o mais disputado, com 307,8 candidatos por vaga, apesar de uma sensível queda em relação ao ano passado, quando eram 312,7 por vaga. Neste ano, o segundo curso mais concorrido foi o de Psicologia (integral), em Bauru, com 53,7 candidatos por vaga, seguido pelo curso matutino de Direito, em Franca, com 53,5 por vaga. Veja a lista completa de candidato/vaga Dez cursos mais concorridos da Unesp Medicina (Botucatu) - 307,8 candidatos/vaga Psicologia integral (Bauru) - 53,7 candidatos/vaga Direito matutino (Franca) - 53,5 candidatos/vaga Medicina veterinaria (Botucatu) - 38 candidatos/vaga Arquitetura e urbanismo (Bauru) - 36,3 candidatos/vaga Psicologia noturno (Bauru) - 36,1 candidatos/vaga Medicina veterinária (Jaboticabal) - 35,5 candidatos/vaga Engenharia química (Araraquara) - 35,2 candidatos/vaga Direito noturno (Franca) - 35,1 candidatos/vaga Enfermagem (Botucatu) - 33,3 candidatos/vaga
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14/11 - Com salário mínimo de R$ 104,31, professores protestam por aumento na Venezuela
Manifestantes tentaram entrar no Ministério da Educação, e houve confronto com policiais e militares. Professores protestam em frente ao Ministério da Educação da Venezuela, em Caracas Federico Parra/AFP Professores do ensino público da Venezuela entraram em confronto com a polícia e os militares durante manifestação por melhores salários nesta quarta-feira (14). Segundo a agência France Presse, os manifestantes tentaram entrar à força na sede do Ministério da Educação, em Caracas. Após gritar palavras de ordem diante do prédio, um grupo de professores tentou romper o cordão policial formado na entrada, provocando a reação dos policiais. "Chegou um policial e me deu um golpe sem dizer nada", contou um professor à imprensa, em meio aos gritos de "somos docentes, não somos delinquentes!". Policiais são chamados para conter manifestação de professores em Caracas, na Venezuela Federico Parra/AFP Após os primeiros incidentes, militares da Guarda Nacional portando escudos formaram um novo cordão de isolamento. Os professores, então, se dispersaram. Delegados dos sindicatos nacionais se reuniram com autoridades do ministério, que garantiram que o ministro da Educação, Aristóbulo Istúriz, está disposto a discutir as reivindicações na próxima semana. "Está disposto a negociar", declarou à AFP Maryuri Maldonado, do Sindicato de Funcionários Públicos da Educação. 'Um professor que luta também educa', diz cartaz de manifestante em Caracas, na Venezuela Federico Parra/AFP Salário de R$ 104 Um professor venezuelano do ensino médio ganha entre 1,8 mil e 3 mil bolívares, dependendo de sua categoria. Segundo a conversão do Banco Central do Brasil desta quarta-feira, o valor mínimo equivale a R$ 104,31 – o maior, a R$ 173,85. O salário mínimo é suficiente apenas para comprar um quilo de carne e um quilo de queijo. Os salários na Venezuela são devorados por uma inflação que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta em 1.350.000% para 2018 e em 10.000.000% em 2019.
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14/11 - USP diz que vai contratar 550 novos professores para os próximos quatro anos
Conselho Universitário anunciou um orçamento de R$ 5,7 bilhões para 2019. Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo Divulgação/USP A Universidade de São Paulo pretende contratar 550 novos professores para os próximos quatro anos. Uma reunião do Conselho Universitário realizada na noite de terça-feira (13) definiu o planejamento para o período de 2019 a 2022. A USP deverá investir R$ 93,4 milhões para as contratações dos docentes. Segundo o planejamento, a USP deverá contratar 250 professores em 2019, 150 em 2020, além das 150 novas contratações já autorizadas em 2018. Para o ano que vem, a proposta prevê um orçamento de R$ 5,7 bilhões, sendo R$ 5,5 bilhões de repasse do governo estadual e o restante vindo de recursos príprios e recursos vinculados federais. A folha de pagamento, de R$ 4,8 bilhões, deverá comprometer 87,3% do orçamento. Ainda assim, a universidade prevê um superávit orçamentário de R$ 206 mil.
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14/11 - Professor é agredido após suposta ofensa contra aluno transexual em escola técnica de Campinas
Confusão ocorreu na Etec Conselheiro Antonio Prado. Caso foi registrado como lesão corporal e injúria no 5º DP e Centro Paula Souza defende capacitações sobre questões de gênero. Professor de escola em Campinas é agredido por aluno Um professor de química da Escola Técnica (Etec) Conselheiro Antonio Prado, em Campinas (SP), foi agredido fisicamente por um aluno nesta quarta-feira (14), de acordo com o Centro Paula Souza. A confusão no Jardim Santa Mônica teria começado após o jovem chegar atrasado e entrado sem permissão, após pular um muro. Na sequência, de acordo com testemunhas, o estudante, que é transexual, reagiu após se sentir ofendido ao ser tratado pelo educador no feminino. Confusão ocorreu em Etec de Campinas nesta quarta-feira Oscar Herculano Jr/EPTV "Sou um homem trans, ele [professor] sabe desde sempre que o pronome é masculino e foi estopim para o surto. Eu agredi ele, acabei dando um soco no ombro", contou o jovem, que alega ter sido chamado de "nervosinha". "Não concordo com a violência, mas por conta do surto não foi algo que controlei na hora", admitiu o estudante após narrar que atrasou cinco minutos. Adolescente admite que agrediu professor em Campinas Reprodução / EPTV "O professor chamou ele de forma feminina, chamou de 'brava' [...] Acho que está tudo errado, porque o aluno deve respeito ao professor, e o professor com o aluno", falou um aluno de 16 anos à EPTV, afiliada da TV Globo. Outra estudante diz que observou a confusão após ouvir uma gritaria. "A gente descobriu que ele entrou fora do horário permitido e começaram a barrar ele. Ele ficou revoltado e disse que ninguém podia impedir ele. Ele começou a ficar muito estressado e, depois de um tempo, o coordenador apareceu e disse: 'Você está muito estressada', e foi quando ele chamou o aluno de maneira errada, já que ele é trans", contou a aluna de 17 anos à reportagem. Aluna relatou que estudante reagiu após ser tratado como mulher Oscar Herculano Jr/EPTV O que diz a escola? Por meio de assessoria o Centro Paula Souza destacou que o docente trabalha no local desde 1988 e não há registro de reclamações contra ele. "É importante ressaltar que no boletim de ocorrência também consta que uma funcionária da Etec foi agredida verbalmente pelo mesmo estudante." Além disso, a unidade destacou que a adoção de nome social é uma "experiência consolidada" nas Etecs e são frequentes as capacitações e a atividades sobre questões de gênero para professores e outros servidores "A mais recente, o seminário Gênero na Escola, ocorreu na semana passada [...] A situação do estudante está sendo tratada diretamente com os responsáveis", complementa texto. Investigação A Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP) informou, por meio de assessoria, que o caso foi registrado como ato infracional de lesão corporal e injúria no 5º Distrito Policial. Além disso, destacou que ele deve ser analisado pela Vara da Infância e Juventude. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/11 - Revalida já aprovou 459 médicos cubanos desde 2011
País tem taxa de aprovação acima da média; Cuba anunciou retirada do programa Mais Médicos nesta quarta, e o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que a governo caribenho não aceitou as condições estabelecidas por ele, que incluíam a aprovação no Revalida. Desde 2011, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, conhecido como Revalida, já aprovou 459 médicos de nacionalidade cubana, segundo um levantamento obtido pelo G1 neste ano. A grande maioria dos médicos que fazem o exame são brasileiros que fizeram a graduação em medicina fora do país. Considerando apenas os médicos estrangeiros, os cubanos representam a segunda nacionalidade com o maior número de aprovados no Revalida. Nesse quesito, Cuba fica atrás apenas da Bolívia, que já teve 491 médicos aprovados no Revalida. Segundo os dados, a taxa de aprovação de Cuba no Revalida é de 28,8%, a sétima mais alta, superior inclusive que a de candidatos de naturalidade brasileira. Veja as nacionalidades de quem fez medicina no exterior e passou em uma das edições do Revalida entre 2011 e 2016 Alexandre Mauro/G1 Cálculo da média das taxas de aprovação por país nas edições do Revalida entre 2011 e 2016 (nos anos em que o país teve pelo menos um participante) Alexandre Mauro/G1 O levantamento, publicado em março pelo G1, leva em conta todas as edições já concluídas do Revalida desde 2011. A edição 2017 do exame ainda está em andamento: a segunda fase será realizada neste sábado (17) e domingo (18). Cuba deixa o Mais Médicos Nesta quarta-feira (14), o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a decisão de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O governo cubano citou "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro declarou que expulsaria os médicos cubanos do Brasil por meio do exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A intenção também estava em seu programa de governo. Após o anúncio, o presidente eleito usou sua conta no Twitter para comentar o assunto: “Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou", escreveu ele na rede social. Na tarde desta quarta, em entrevista coletiva em Brasília, Bolsonaro afirmou que, assim que ele assumir a Presidência, o governo brasileiro dará asilo a todos os cidadãos cubanos que solicitarem a proteção. Sobre o Revalida O exame foi criado em 2011 para unificar o processo de validação de diplomas de medicina obtidos no exterior, que antes era feito por diversas universidades públicas em processos distintos. A prova é um requisito obrigatório para qualquer médico – de nacionalidade brasileira ou estrangeira – poder exercer a profissão de medicina no Brasil. Revalida e Mais Médicos Porém, nenhum médico com diploma obtido no exterior que atua no programa Mais Médicos precisa participar do Revalida e validar o diploma. Isso acontece porque o Mais Médicos contrata os profissionais por meio de uma bolsa-formação, ou seja, eles não possuem vínculo empregatício. No caso dos médicos cubanos, além de não precisarem fazer o Revalida, eles são remunerados de maneira distinta, por meio de um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A decisão de permitir que os profissionais do Mais Médicos continuem participando do programa sem passar pelo Revalida passou inclusive pelo crivo do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em novembro de 2017, manteve as regras de dispensa do Revalida e do valor diferenciado para médicos cubanos. Já os médicos que forem aprovados no Revalida estão livres para atuarem na profissão no país com contratos de trabalho. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 2º dia - prova laranja
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova LARANJA do SEGUNDO dia: Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Laranja Reprodução/Inep É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 2º dia - prova verde
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova VERDE do SEGUNDO dia: Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Verde Reprodução/Inep É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 2º dia - prova cinza/branca
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova CINZA/BRANCA do SEGUNDO dia: Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Cinza Reprodução/Inep É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 2º dia - prova rosa
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova ROSA do SEGUNDO dia: Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Rosa Reprodução/Inep É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 2º dia - prova amarela
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova AMARELA do SEGUNDO dia: Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Amarela Reprodução/Inep É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 2º dia - prova azul
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova AZUL do SEGUNDO dia: Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Azul Reprodução/Inep É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 1º dia - prova laranja
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova LARANJA do PRIMEIRO dia: Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Laranja Reprodução É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 1º dia - prova verde
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova VERDE do PRIMEIRO dia: Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Verde Reprodução É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 1º dia - prova amarela
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova AMARELA do PRIMEIRO dia: Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Amarela Reprodução É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 1º dia - prova cinza/branca
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova AZUL do PRIMEIRO dia: Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Cinza Reprodução É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 1º dia - prova rosa
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova AZUL do PRIMEIRO dia: Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Rosa Reprodução É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 - 1º dia - prova azul
Inep divulgou gabarito nesta quarta-feira (14). Candidatos podem saber número de acertos, mas não a nota final. O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seguir, confira as respostas da prova AZUL do PRIMEIRO dia: Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Azul Reprodução É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. Initial plugin text
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14/11 - Gabarito do Enem 2018 é divulgado
Nota será divulgada em 18 de janeiro de 2019. Gabarito do Enem 2018 Reprodução/Arte G1 O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi divulgado nesta quarta-feira (14), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os cadernos de prova também estão disponíveis. Veja ABAIXO imagem de todos os gabaritos VÍDEO: resolução das 10 questões mais difíceis As notas individuais serão divulgadas no dia 18 de janeiro de 2019. 1º domingo – Linguagens e ciências humanas Gabarito do 1º dia - prova azul Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Azul Reprodução Gabarito do 1º dia - Prova Rosa Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Rosa Reprodução Gabarito do 1º dia - Prova Cinza/Branca Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Cinza Reprodução Gabarito do 1º dia - Prova Amarela Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Amarela Reprodução Gabarito do 1º dia - Prova Verde Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Verde Reprodução Gabarito do 1º dia - Prova Laranja Enem 2018 - Gabarito do 1º dia de prova - Prova Laranja Reprodução 2º domingo – Matemática e ciências da natureza Gabarito do 2º dia - Prova Azul Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Azul Reprodução/Inep Gabarito do 2º dia - Prova Rosa Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Rosa Reprodução/Inep Gabarito do 2º dia - Prova Cinza/Branca Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Cinza Reprodução/Inep Gabarito do 2º dia - Prova Amarela Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Amarela Reprodução/Inep Gabarito do 2º dia - Prova Verde Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Verde Reprodução/Inep Gabarito do 2º dia - Prova Laranja Enem 2018 - Gabarito do 2º dia de provas - Prova Laranja Reprodução/Inep Nota final É importante lembrar que o número de acertos não representa necessariamente a nota final. Na correção do Enem, é usado um método chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - modelo estatístico que leva em conta a dificuldade de cada pergunta e busca avaliar o desempenho do candidato em determinada área de conhecimento. Initial plugin text
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14/11 - Local de prova do Enade 2018 pode ser conferido no cartão de inscrição
Exame será realizado em 25 de novembro. Enade 2018 Reprodução/Inep O cartão de confirmação de inscrição do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade 2018) está liberado para consulta em http://enade.inep.gov.br/enade/. Nele os participantes da prova podem conferir o local de realização do exame. A prova será aplicada para um conjunto de universitários de carreiras selecionadas pelo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) (confira a lista abaixo). O exame será no dia 25 de novembro. Pelo horário de Brasília, os portões abrem às 12h e fecham às 13h. A prova começa 13h30 e vai até 17h30. Em 2017, apenas 5,9% dos cursos superiores avaliados obtiveram nota máxima. Dados do Ministério da Educação divulgados na época indicavam que o desempenho das universidades federais é melhor do que o da rede privada. As federais tiveram 34% das instituições com conceito 4 e 13% com o conceito 5. Enquanto isso, nas privadas, os percentuais foram, respectivamente de 13% e 1,6%. Initial plugin text O que é o Enade? O Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e tem como objetivo geral avaliar o desempenho dos estudantes em relação a conteúdos programáticos, habilidades e competências para atuação profissional e conhecimentos sobre a realidade brasileira e mundial, bem como sobre outras áreas do conhecimento. Como é a prova? A prova, que será aplicada em 25 de novembro, é constituída pelo componente de Formação Geral, comum a todas as áreas, e pelo componente específico de cada área. O componente de Formação Geral tem dez questões, sendo duas discursivas e oito de múltipla escolha. O Componente Específico tem 30 questões, sendo três discursivas e 27 de múltipla escolha. O concluinte tem quatro horas para resolver toda a prova. Cursos avaliados O Enade 2018 será aplicado para avaliar o desempenho dos estudantes dos seguintes cursos: Graduação: Administração Administração Pública Ciências Contábeis Ciências Econômicas Comunicação Social - Jornalismo Comunicação Social - Publicidade e Propaganda Design Direito Psicologia Relações Internacionais Secretariado Executivo Serviço Social Teologia Turismo Tecnólogo: Tecnologia em Comércio Exterior Tecnologia em Design de Interiores Tecnologia em Design de Moda Tecnologia em Design Gráfico Tecnologia em Gastronomia Tecnologia em Gestão Comercial Tecnologia em Gestão da Qualidade Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos Tecnologia em Gestão Financeira Tecnologia em Gestão Pública Tecnologia em Logística Tecnologia em Marketing Tecnologia em Processos Gerenciais
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14/11 - Crianças se emocionam ao encontrar pintor que inspirou trabalho escolar: 'Nenhum dinheiro paga', diz artista plástico
Relato comovente da experiência, publicado pela filha do pintor de Sorocaba (SP), viralizou nas redes sociais. Artista esteve na escola para presentear as crianças e incentivá-las a se tornarem pintoras. Projeto foi realizado em homenagem ao Dia da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro Arquivo pessoal O que é arte para você? Na opinião da professora Alessandra de Oliveira, é uma maneira de se expressar, seja no teto da Capela Sistina, em uma tela exposta no Museu do Louvre ou no ateliê do artista plástico Carlos José Gomes (o Casé), localizado no Jardim Simus, em Sorocaba (SP). Inspirada pelas obras do pintor, a educadora propôs um projeto em homenagem ao Dia da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro, para alunos do segundo ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal "Professora Ana Cecilia Falcato Prado Fontes", que fica no Conjunto Habitacional Ana Paula Eleutério, o Habiteto. Professora Alessandra de Oliveira com o artista plástico Casé Arquivo pessoal As crianças, de 7 e 8 anos, aceitaram o desafio de reproduzir algumas das pinturas do artista sobre cultura afrodescendente em sala de aula e, como recompensa, as quatro turmas ganharam uma visita de Casé, na última segunda-feira (12). "Uma amiga que trabalha na Secretaria de Educação me falou sobre o Casé. Pesquisei nas redes sociais e amei as obras. Quando apresentei para as crianças, elas ficaram animadas e aí tive a ideia de reler alguns dos trabalhos dele em pares. Trabalhamos, além da arte, o preconceito e a desigualdade social", conta a professora, de 43 anos. Crianças reproduziram algumas das pinturas do artista sobre cultura afrodescendente Arquivo pessoal Comoção nas redes sociais O relato comovente da experiência, publicado pela filha do pintor, a estudante de Psicologia Thayná Tardelli Gomes, de 18 anos, viralizou nas redes sociais. O post já acumulava mais de 40 mil retweets quando a jovem decidiu apagá-lo. "Não estava conseguindo lidar com muita atividade, estava me deixando agoniada", brinca. "Meu pai ficou apaixonado pela iniciativa da professora que disponibilizou as melhores pinturas pra professora utilizar em sala de aula. Ela disse que não queria fazer a releitura de um artista como o Van Gogh porque existiam muitos artistas daqui de Sorocaba que mereciam ter mais reconhecimento. E trabalhou com as crianças ao longo desses meses pra presentear meu pai com uma linda homenagem", diz o post. Post da filha do artista plástico viralizou nas redes sociais Reprodução/Twitter Acompanhado de Thayná e do filho mais novo, de 14 anos, Casé distribuiu presentes aos alunos e se emocionou com a receptividade deles. Em cada embrulho havia uma caixa de tinta acrílica com as cinco cores primárias e dois pincéis, tudo doado por uma amiga do pintor, com o objetivo de incentivar futuros artistas. "Depois de cantarem, algumas crianças fizeram uma fila pra abraçar e falar com o meu pai, e teve uma menininha que veio falar pra professora assim 'Tia, quando ele me abraçou, eu não conseguia respirar de tão feliz' e gente, os rostinhos deles, a felicidade, sério!", conta Thayná. Apesar de assustada com a repercussão que a história ganhou, a estudante ressalta que a internet deve ser usada como uma "ferramenta poderosa" para propagar o bem. "São crianças que merecem tudo de bom e do melhor do mundo COMO QUALQUER OUTRA CRIANÇA. E o que eu queria dizer pra vocês é que FAZ BEM, e é NECESSÁRIO olhar por outra perspectiva que não seja a do seu umbigo. A situação do país é decadente, o ensino é decadente, mas elas MERECEM UMA CHANCE. E é isso, espero que essa história tenha deixado o coração de vocês quentinho como deixou o meu", finaliza a publicação. Estudante ficou assustada com a repercussão que a história ganhou Reprodução/Twitter Responsabilidade Em entrevista ao G1, Casé contou que é apaixonado pelo mundo das artes plásticas desde pequeno, mas foi só em 1999 que transformou o hobby em uma maneira de ganhar dinheiro, chegando inclusive a ter obras espalhadas pelo país inteiro e até no exterior. Quando recebeu o convite da professora Alessandra para participar do projeto, o artista plástico, de 51 anos, confessa que ficou surpreso, mas sentiu-se responsável por contribuir com a educação das crianças através da arte. Alunos ganharam uma caixa de tinta acrílica com as cinco cores primárias e dois pincéis Arquivo pessoal "Nenhum dinheiro no mundo paga o que senti em meu coração com meus dois filhos vendo o que a arte do pai deles foi capaz de realizar. As crianças me abraçavam e me diziam o quanto eu pinto bem ou que gostariam de pintar como eu. Se alguma das 45 crianças se tornar pintora terei ganho o grande prêmio de vir à Terra", conta. "Foi uma experiência incrível para acreditar que existe empatia no mundo, que a gente não pode desistir da educação e das pessoas que precisam dessa educação. Foi importante para analisar que os professores são mestres e devem ser respeitados e valorizados", completa Thayná. Experiência de conhecer Casé deixou as crianças animadas Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
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14/11 - Proclamação da República: por que historiadores concordam que monarquia sofreu um 'golpe'
Em meio à crise política, debate sobre movimento que rompeu com a monarquia volta a gerar discussões entre historiadores, ativistas e membros da Família Real. O quadro 'Proclamação da República', de Benedito Calixto; movimento que questiona rompimento com a monarquia ganhou força com as redes sociais Centro Cultural São Paulo Meses após o Marechal Deodoro da Fonseca enganar a própria mulher, burlar as recomendações médicas e levantar da cama - onde havia passado a madrugada daquele 15 de novembro febril - para proclamar a República brasileira, o país já conhecia a primeira crítica articulada sobre o processo que havia removido a monarquia do poder em 1889. Escrito pelo advogado paulistano Eduardo Prado, o livro Fastos da Ditadura Militar no Brasil, de 1890, argumentava que a Proclamação da República no Brasil tinha sido uma cópia do modelo dos Estados Unidos aplicada a um contexto social e a um povo com características distintas. A monarquia, segundo ele, ainda era o modelo mais adequado para a sociedade que se tinha no país. Prado também foi o primeiro autor a considerar a Proclamação da República um "golpe de Estado ilegítimo" aplicado pelos militares. Hoje, 129 anos depois, o tema ainda suscita debates: enquanto diversos historiadores apontam a importância da chegada da República ao Brasil, apesar de suas incoerências e dificuldades, um movimento que ganhou força nos últimos anos - principalmente nas redes sociais - ainda a contesta. "A proclamação foi um golpe de uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares, a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que foi um golpe ilegítimo", disse à BBC News Brasil o empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tataraneto de D. Pedro 2º, o último imperador brasileiro, e militante do movimento de direita Acorda Brasil. Neste ano, ele recebeu 118.457 votos no Estado de São Paulo e se elegeu deputado federal pelo PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro. Retrato do Marechal Deodoro da Fonseca por Henrique Bernardelli Museu Histórico Nacional "Quando há ilegitimidade na proclamação de qualquer modelo de governo, não se consegue estabelecer autoridade e, dessa forma, não se tem ordem. É exatamente isso que aconteceu na República: removeram o monarca e, no momento seguinte, foi um caos", completa Orleans e Bragança, justificando a partir da história os solavancos recentes da democracia brasileira. O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, deu novo gás ao movimento pró-monarquia, impulsionado pelas redes sociais e pela presença de grupos monarquistas nas manifestações contra o governo petista, entre 2015 e 2016 - muitos deles, empunhando bandeiras do Brasil Império. Um movimento de elites A ideia de que a Proclamação da República foi um "golpe" é engrossada pelo historiador José Murilo de Carvalho, que escreveu um livro sobre os períodos monárquico e republicano do Brasil: O Pecado Original da República (editora Bazar do Tempo). Um dos intelectuais mais respeitados no país, Murilo também admite que é possível discutir a legitimidade do processo, como reivindicam os monarquistas atuais. "Para se sustentar (a reivindicação de legitimidade da proclamação), ela teria que supor que a minoria republicana, predominantemente composta de bacharéis, jornalistas, advogados, médicos, engenheiros, alunos das escolas superiores, além dos cafeicultores paulistas, representava os interesses da maioria esmagadora da população ou do país como um todo. Um tanto complicado", avalia. Ainda de acordo com Murilo, não apenas foi um golpe, como ele não contou com a participação popular, o que fortalece o argumento de ilegitimidade apresentado pelos atuais monarquistas. Para ele, a distância da maior camada da população das decisões políticas é um problema que perdura até hoje. "Embora os propagandistas falassem em democracia, o pecado foi a ausência de povo, não só na proclamação, mas pelo menos até o fim da Primeira República. Incorporar plenamente o povo no sistema político é ainda hoje um problema da nossa República. Pode-se dizer que as condições do país não permitiram outra solução e que os propagandistas eram sonhadores. Muitos realmente eram", conta. Luiz Philippe de Orleans e Bragança Ana Carolina Camargo/BBC News Brasil Especialista no período, o jornalista e historiador José Laurentino Gomes, autor da trilogia 1808, 1822 e 1889, concorda com a leitura do "golpe". Para ele, no entanto, o debate sobre a legitimidade da República é sobre "quem legitima o quê", o que está ligado ao processo de consolidação de qualquer regime político. "O termo 'legitimidade' é muito relativo. Depende do que se considera o instrumento legitimador da nossa República. Se ele for o voto, ela não é legítima, porque o Partido Republicano nunca teve apoio nas urnas. Agora, se considerar esse instrumento a força das armas, foi um movimento legítimo, porque foi por meio delas que o Exército consolidou o regime", diz. Para Laurentino, a questão envolve a luta pelo direito de nomear os acontecimentos históricos que, no caso dos republicanos, conseguiram emplacar a ideia de "proclamação" e não de "golpe". "O que aconteceu em 1889, em 1930 e em 1964 é a mesma coisa: exército na rua fazendo política. Depende de quem legitima o quê. O movimento de 1964 não foi legitimado pela sociedade, mas a revolução de 1930 o foi tanto pelos sindicatos quanto pelas mudanças promovidas por Getúlio Vargas. A proclamação é contada hoje por quem venceu", argumenta. Para o historiador Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), é possível, sim, falar em golpe na fundação da República. Já questionar sua legitimidade, como faz Orleans e Bragança, seria um revisionismo histórico incabível. "Se pensarmos que a monarquia era um regime historicamente vinculado à escravidão (esta sim, uma instituição ilegítima, sob quaisquer aspectos), acho pessoalmente que a fundação da República foi um processo político legítimo que, infelizmente, não veio acompanhado de reformas democratizantes e inclusivas", explica. Segundo José Murilo de Carvalho, é possível afirmar que a proclamação foi obra quase totalmente dos militares, assim como conta o jornalista Laurentino Gomes em seu livro 1889. "Só poucos dias antes do golpe é que líderes civis foram envolvidos", explica Murilo. Para o professor Marcos Napolitano, porém, o fato de ter sido uma minoria a responsável por derrubar a monarquia não retira do movimento a sua legitimidade. "Qualquer processo político está ligado à capacidade de minorias ativas ganharem o apoio de maiorias, ativas ou passivas, e neutralizarem outros grupos que lhes são contra. Nem sempre um processo político que começa com uma minoria ativa redunda em falta de democracia. Esta é a medida de legitimidade de um processo político. Muitos processos políticos democratizantes, que mudaram a história mundial, começaram assim. O que não os exime de serem processos muitas vezes traumáticos e conflitivos", explica Napolitano. Monarquia como opção de regime político? Orleans e Bragança expressa uma alternativa que já existe há algum tempo entre um grupo restrito de historiadores. O mais militante deles é o professor Armando Alexandre dos Santos, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Frequentemente convidado pela Casa Real para palestras e eventos, ele é amigo pessoal de D. Luiz Gastão de Orleans e Bragança - que seria o imperador do país caso fosse uma monarquia - desde os anos 1980. Para Santos, a República representou a instauração de uma ditadura jamais vivida até então no Brasil. "Foi uma quartelada de uma minoria revoltosa de militares que não teve nenhum apoio popular. A própria proclamação foi um show de indecisões: Deodoro da Fonseca, por exemplo, só decidiu proclamá-la porque foi pressionado pelos membros do seu grupinho que precisavam de um militar de patente para representá-los. Foi, acima de tudo, um modismo, uma imitação servil dos EUA", argumenta. Santos, no entanto, não encontra apoio para sua tese na maior parte da academia. Para os historiadores ouvidos pela BBC News Brasil, o retorno à monarquia não está definitivamente no horizonte político do país. "O plebiscito de 1993 (para determinar a forma de governo do país) mostrou que há sólida maioria favorável à República, apesar das trapalhadas do regime. Fora do Carnaval, a imagem predominante da monarquia ainda é a de regime retrógrado", afirma José Murilo de Carvalho, seguido por Gomes. "Em um momento de discussão da identidade nacional, se somos violentos ou pacíficos, corruptos ou transparentes, vamos em busca de mitos fundadores. Um deles é D. Pedro, que era um homem culto e respeitado. Esse movimento monárquico atual é freudiano. É a busca de pai que resolva tudo sem que a gente se preocupe", finaliza.
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14/11 - Unicamp encerra inscrições para vagas do vestibular 2019 via Enem nesta quarta-feira; veja regras
Universidade tem 645 oportunidades, a maioria delas destinadas a estudantes oriundos da rede pública. Novo formato também visa beneficiar candidatos autodeclarados pretos e pardos. Estudantes durante provas do Enem, em Campinas Fernando Pacífico / G1 A Unicamp encerra nesta quarta-feira (14) o prazo de inscrições para vagas do vestibular 2019 aos estudantes que planejam usar a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição deste ano ou de 2017, para tentar o ingresso em cursos de graduação. Esta modalidade está entre os novos formatos adotados pela universidade estadual com objetivo de elevar a inclusão social. De acordo com a comissão organizadora do processo seletivo (Comvest), estão reservadas 645 oportunidades, o equivalente a 20% do total das 3.340 cadeiras distribuídas em 69 cursos. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial até 17h, enquanto que o pagamento da taxa de R$ 30 (para quem tentará ingresso exclusivamente via Enem) deve ser realizado até 21 de novembro. Quem já se inscreveu para o vestibular 2019 (meio tradicional) precisa pagar R$ 15; e candidatos isentos seguem como beneficiários também nesta modalidade. Clique aqui e veja o edital Segundo a Unicamp, a distribuição das vagas reservadas será da seguinte forma: 50% de cada curso ao segmento EP (escola pública); 25% de cada curso ao segmento PP (autodeclarados pretos e pardos); 25% de cada curso ao segmento EP+PPI (escola pública + autodeclarados pretos e pardos) Formato mantido Os modelos das provas na edição 2019 do vestibular serão iguais ao da edição anterior. A 1ª fase será composta por 90 questões de múltipla escolha nas disciplinas de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, matemática, história, geografia (inclui filosofia e sociologia), física, química, biologia, inglês, além de interdisciplinares. O tempo será de até cinco horas. As provas da segunda fase serão em janeiro e cada uma terá duração máxima de quatro horas: 13/01 - Redação e prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa 14/01 - Matemática, geografia e história 15/01 - Física, ciências biológicas e prova de química Busca pela Unicamp Em outubro, a universidade confirmou que foram homologadas 610 inscrições para o vestibular indígena, embora parte dos candidatos ainda necessite fazer ajustes na documentação. Já no vestibular tradicional, a instituição contabilizou 76,3 mil inscritos na disputa por 2.589 vagas. O resultado indica alta na concorrência pelas oportunidades; confira a relação dos dez principais. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/11 - Desde 2000, número de professores de creches que fizeram faculdade passa de 11% para 66% do total
Formação de professores acompanha maior valorização da educação infantil - e compreensão de que creches vão além dos cuidados básicos. Alunos de creche municipal em Indianópolis (SP) brincam no gira-gira. Marcelo Brandt/G1 Em 17 anos, a formação dos professores que trabalham nas creches brasileiras mudou radicalmente. O mais comum, em 2000, era encontrar docentes que tinham estudado até o ensino médio, sem fazer uma graduação – caso de 66,4% deles. Cerca de 9% não tinham nem terminado o ensino fundamental. Em 2017, ano do último Censo Escolar, a situação se inverteu: 66,3% dos professores têm diploma de ensino superior. Um terço do total fez, inclusive, algum tipo de especialização. TESTE VOCACIONAL: Veja qual profissão combina mais com você Segundo estudiosos consultados pelo G1, os dados do Censo, divulgados anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), comprovam uma mudança na forma como a creche é vista: não é um local onde bebês e crianças de 0 a 3 anos recebem apenas cuidados básicos. É mais do que isso: está no sistema educacional e tem funções pedagógicas importantes. Creches deixaram de ser vistas como locais com foco somente nos cuidados básicos. Na foto, bebês da CEI Indianópolis tomam café da manhã. Marcelo Brandt/G1 Consequentemente, passa a exigir profissionais capacitados. “A creche promove a possibilidade de um desenvolvimento saudável. Precisa de um programa pedagógico e de boa formação de professores”, diz Beatriz Abuchaim, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. “Ali, a criança vai conhecer o mundo, aprender a se relacionar com pessoas da mesma idade que ela e desenvolver questões cognitivas, como a expressão verbal”, diz. Cristina Nogueira, coordenadora do curso de pedagogia no Instituto Singularidades (SP), também reforça a mudança de perspectiva em relação à creche. “Ela nasceu como uma instituição de assistencialismo, para ajudar os pais. Depois, com estudos na sociologia, na pedagogia e na psicologia do desenvolvimento, a creche passou a ir além dos cuidados – e a aprendizagem e o bem-estar começaram a ser valorizados nessa fase”, explica. Apesar dos avanços, há desafios: existem faculdades de pedagogia de curta duração e sem experiências práticas. Os profissionais formados ainda se deparam com salários baixos, salas de aula superlotadas e falta de infraestrutura em determinadas instituições de ensino. A seguir, especialistas analisam os avanços e os obstáculos para os professores que atuam nessa etapa de ensino. Até que período esses professores estudaram? Analisando o Censo Escolar de 2017, é possível afirmar que o Brasil tinha, no ano passado, 273.639 professores atuando em creches, com as seguintes formações: 0,57% deles estudaram até o ensino fundamental 33% cursaram até o ensino médio 66,3% fizeram uma graduação Na parcela de 181.668 professores com diploma no ensino superior, 75.522 deles continuaram estudando depois de terminar a faculdade. A maioria fez algum curso de especialização (74.478 docentes, o equivalente a 27% do total de professores brasileiros). Além disso, há aqueles que ingressaram em pós-graduações stricto sensu – 932 cursam ou já concluíram o mestrado (0,3% do total) e 112, o doutorado. Em 2000, o Censo mostra que a quantidade de professores formados era muito inferior. De um total de 50.224 docentes de creches: 8,96% tinham o ensino fundamental incompleto, ou seja, abandonaram a escola antes do 9º ano (antiga 8ª série); 13,18% terminaram apenas o ensino fundamental; 66,4%, ou seja, a maioria, estudaram até o ensino médio, sem graduação; 11,43% conseguiram terminar o ensino superior. Gráfico indica o grau de formação dos professores de creche. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 “Nos anos 2000, houve um movimento de países desenvolvidos pressionarem os demais para promoverem a formação profissional de quem atua na primeira infância. Antes, os chamados pajens (atendentes) tinham essa visão da parte física e biológica”, explica Maria Angela Barbato Carneiro, professora do curso de educação na PUC-SP. "As crianças ficavam no berço, não havia diálogo na hora do banho. Estudos foram reforçando a necessidade de um profissional que estimulasse o desenvolvimento social, linguístico e afetivo. Por isso, foi crescendo a porcentagem de docentes formados", completa Maria Angela. No Centro de Educação Infantil Indianópolis, creche da rede pública na zona sul de São Paulo, mais de 90% dos professores fizeram uma pós-graduação. Uma delas é Adriana Sanches, de 47 anos, que atua há 28 anos em escolas públicas e privadas. Ela se especializou em áreas como educação inclusiva, cidadania e psicopedagogia. A professora Adriana Sanches fez especializações em educação especial e em psicopedagogia. Marcelo Brandt/G1 “É importante sempre estudar porque a mão de obra precisa se adequar às mudanças da sociedade. Antes, as crianças com deficiência ficavam em casa. Hoje, elas estão nas creches e precisamos saber educá-las. Tenho um aluno cadeirante e, por isso, fui buscar uma especialização na área”, conta. Outra profissional dessa mesma creche, Lucy Almeida, faz mestrado em educação e saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A iniciativa para estudar costuma vir dos próprios professores, com apoio da gestão da escola, para conseguir conciliar os horários. A educação infantil exige uma melhor formação. É a fase mais importante da educação básica”, diz. Lucy Almeida faz mestrado e trabalha em uma creche municipal de São Paulo Marcelo Brandt/G1 ‘Trabalho em creche e faço doutorado’ A pedagoga Beatran Hinterholz, de 42 anos, é uma das 112 professoras de creches no Brasil que fez ou está cursando o doutorado. Ela trabalha na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Vó Olga, na cidade de Mato Leitão, a 135 km de Porto Alegre (RS). É o único estabelecimento de ensino com creche no município – que tem aproximadamente 4 mil habitantes. Beatran tem duas turmas na creche: uma com bebês de 1 a 2 anos e outra com crianças de 3 anos. Ela concilia o trabalho na instituição com o doutorado em educação na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), onde estuda sobre a formação de professores. “Comecei a trabalhar em creches em 1997, quando não tinha nenhuma formação na área. A educação infantil nem tinha essa denominação ainda – era parte da política de assistência social e não era responsabilidade do Ministério da Educação”, relembra. “Eu era atendente e fui percebendo, aos poucos, que lidar com crianças exigia preparo. Eu não sabia o que fazer, o que pensar sobre elas. Conseguia só focar no básico, como trocar fraldas e dar as refeições. Não sabia nada sobre o desenvolvimento de cada faixa etária.” Ela, então, decidiu cursar pedagogia. Em 2014, ingressou no mestrado na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)– quando estudou sobre infância e educação infantil - e já emendou com o doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que será concluído em 2020. “É difícil conciliar o estudo e o trabalho. Passo minhas férias, minhas noites e meus finais de semana estudando. Levo duas horas para chegar a Porto Alegre e assistir às aulas na universidade”, diz. Beatran conta que a formação profissional muda a atuação do professor na creche. Desde que passou a estudar, ela tem argumentos para explicar aos pais e à comunidade a importância de brincar com argila e terra, por exemplo. Também consegue perceber como é essencial escutar as crianças e contar histórias. “Sendo a única creche da cidade, nossa força para defender a infância é muito forte. A gente tenta pensar cada vez mais em formação continuada, para os professores não pararem de estudar”, conta Beatran. “Outro esforço é sempre trazer as famílias para perto da escola.” Ela conta que não parará de trabalhar na creche após concluir o doutorado. “Preciso da teoria, que aprendo estudando, sempre aliada à prática do dia a dia com as minhas turmas. Uma pedagogia só acadêmica, longe da escola, não leva tanto em conta os desafios e as perspectivas do professor”, diz. “E não quero parar de ver o sorriso das crianças, o encanto a cada descoberta.” Professora conta histórias para bebês em uma creche municipal na zona sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O que a lei diz sobre a formação de professores da creche? Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) passou a estimular que todos os professores tivessem formação em curso superior. Mas, até hoje, o documento permite que, na educação infantil (formada por creche e pré-escola), ainda haja profissionais que tenham estudado até a extinta modalidade “normal” – um tipo de ensino médio no qual o aluno cursava um ano extra para poder atuar em sala de aula. Mesmo com essa permissão, existe a tentativa de aumentar a porcentagem de professores graduados. Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) é garantir a todos os profissionais da educação básica, até 2024, a formação continuada. “Houve um esforço a nível municipal e nacional para que professores que já estivessem atuando na sala de aula, mas sem formação superior, conseguissem estudar”, diz Beatriz, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. A professora Maria Angela, da PUC-SP, explica que a situação varia conforme o estado. “Naqueles com poucas faculdades e escolas distantes, ainda existe essa realidade de profissionais sem formação”, explica. “Mas em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, por exemplo, a rede pública só contrata um professor efetivo que tenha feito ensino superior.” O curso de pedagogia Maria Angela Barbato Carneiro explica que, apesar de as políticas públicas estimularem a formação do profissional da creche, existem ainda faculdades de pedagogia de baixa qualidade, curta duração e sem experiências práticas. E, mesmo entre as que são bem avaliadas, reformulações precisam ser feitas, segundo Beatriz, da Fundação Maria Cecília. “O currículo necessita ser discutido, porque é muito generalista. O estudante de pedagogia vai poder atuar na educação infantil, no ensino fundamental, como também se tornar gestor de escola ou professor de jovens e adultos”, diz. “Isso pulveriza a educação infantil – ela vira só um item entre todos esses. E, normalmente, é ensinada apenas em disciplinas teóricas. É fundamental que o aluno tenha atividades práticas desde o início do curso.” Ela acredita que a formulação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – documento que estipula o que deve ser ensinado, no mínimo, em cada etapa de ensino – pode ajudar a guiar uma reformulação na graduação de pedagogia. Crianças brincam no tanque de areia da CEI Indianópolis. Marcelo Brandt/G1 Cristina complementa que ter parâmetros ajuda também na valorização da creche. “Mostra que não é qualquer etapa. Deve estar embasada em teorias da pedagogia e da psicologia”, diz. Além das modificações necessárias no curso de pedagogia, especialistas lembram também a importância de valorizar a função do profissional de educação, para que a carreira se torne mais atrativa. “O salário é muito baixo – no início, pagam-se cerca de R$ 1.500,00. Faltam condições para desenvolver um bom trabalho, como uma quantidade excessiva de crianças por docente e a necessidade de acumular empregos para conseguir se alimentar e se transportar”, diz a professora Maria Angela. Em que tipo de creche os professores trabalham? Segundo o Censo Escolar 2017, o Brasil tinha, no ano passado, 273.639 profissionais atuando em creches – sendo 64,6% em estabelecimentos públicos e 35,4%, em privados. É uma proporção que acompanha o número de creches no Brasil: 40.302 (59,3%) são públicas e 27.600 (40,7%), privadas. A maior parte dos profissionais que atuam em creches públicas são concursados e têm estabilidade – 75,8%. Depois, vêm os contratos temporários, mais comuns nos municípios (22,5%); os terceirizados (0,5%) e, por último, os empregos com CLT (1,9%). Professores trabalharam, na maioria dos casos, em estabelecimentos públicos. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Abaixo, o infográfico mostra o número de locais com creche no Brasil: Gráfico indica número de locais com creches urbanas e rurais no Brasil. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Mais crianças estão na creche A meta do PNE é que, até 2024, metade das crianças de 0 a 3 anos esteja matriculada na creche. Segundo a Pnad 2017, o índice atual é de 32,7%. Apesar de o objetivo ainda estar longe de ser atingido, é possível notar um aumento grande no número de alunos dessa etapa de ensino nos últimos anos. De acordo com o Censo Escolar 2017, 3.406.796 crianças estavam matriculadas em creches no ano passado. Em 2000, eram 916.864 alunos nessa etapa – ou seja, o total quase quadriplicou em 17 anos. Proporção de crianças de 0 a 3 anos na creche aumentou significativamente, mas ainda não alcançou a meta do PNE. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Beatriz Abuchaim, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, destaca que não podemos só focar na quantidade de alunos matriculados. É importante também desenvolver políticas públicas e investir na qualidade do atendimento. “Em eleições municipais, por exemplo, é comum discutir o número de vagas criadas. Seria ótimo que a rede se ampliasse, mas desde que haja bons recursos, que garantam o desenvolvimento adequado das crianças”, explica a especialista. "Uma boa creche deve ter infraestrutura adequada e materiais como livros e brinquedos. Os alunos não vão só brincar ali. Precisam ser guiados por profissionais qualificados, que deem intencionalidade às brincadeiras”, completa Abuchaim. O 'brincar' e a fantasia são essenciais para o desenvolvimento das crianças. Marcelo Brandt/G1 E o que é ser uma boa creche? O brincar é essencial em uma boa creche. “Isso faz as crianças descobrirem novidades interessantes. Por exemplo: estão brincando no tanque de areia e encontram um tatu-bola. Encostam nele e percebem que ele fica redondo. Se você explicar oralmente, não vai trazer o mesmo impacto que elas descobrirem sozinhas, no meio de uma brincadeira”, explica Maria Angela. “Depois, o professor pode aproveitar e trabalhar o conceito.” Cristina reforça a importância de um projeto pedagógico com elementos culturais, como cantigas de roda, contação de história e instrumentos musicais. De acordo com ela, até os momentos de cuidados básicos devem ter estímulo cognitivo. “Na hora de o adulto dar banho, pode fazer jogos de linguagem, conversar e ouvir a criança. Isso é essencial para o desenvolvimento dela.” Crianças sobem em árvores e brincam em tanques de areia durante o dia nas creches. Marcelo Brandt/G1 Lucy Almeida, mestranda e professora da CEI Indianópolis, conta que tem como objetivo estimular a independência e a autonomia das crianças – desde que com regras. “Também acredito que seja essencial a parceria com as famílias dos alunos. A mãe de um deles é contadora de histórias e veio passar um dia aqui. Outro pai é marceneiro e ajudou a construir um carrinho de madeira para os alunos bebês. Um casal de professores de educação física fez um dia do desafio aqui na creche”, relata. Segundo relatório da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, uma boa creche deve: ter uma equipe que desenvolva atividades adequadas para cada faixa etária, sempre com cuidado, estímulo e afeto; estabelecer uma relação próxima com as famílias; ter funcionários que fiquem atentos a todos os sinais que as crianças emitem; contar com profissionais que vão além do curso superior e sigam a formação continuada, com atualizações constantes; ter a proporção correta de professores de acordo com a quantidade de alunos – dos 0 aos 2 anos, de 6 a 8 crianças para cada docente; aos 3 anos, 15 para cada um; estimular o brincar livre e o brincar com intencionalidade – sem a preocupação em antecipar a alfabetização; ter infraestrutura com parquinho, espaços ao ar livre, brinquedos na altura das mãos das crianças, materiais criativos (arte, música, teatro), biblioteca. Uma boa creche deve ser formada por profissionais capacitados e infraestrutura adequada. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Desigualdade Um dado se manteve semelhante entre 2000 e 2017: a distribuição desigual das creches por regiões do país e por faixas de renda. Segundo informações da Pnad Contínua 2017, a porcentagem de crianças de 0 a 3 anos que frequentam a creche é menor na região Norte e maior no Sul e no Sudeste: Mapa mostra distribuição de creches por região brasileira. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Considerando a renda das famílias, um levantamento elaborado pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (Lepes), da Universidade de São Paulo (USP), aponta que a falta de vagas em creches é maior entre os mais pobres. Como a matrícula nesta etapa de ensino não é obrigatória, algumas famílias optam por não levar a criança à instituição de ensino até que ela faça 4 anos. Outras pesquisam creches, mas não conseguem vaga. Na faixa de renda familiar de até dois salários mínimos por mês, 34% das crianças de 0 a 3 anos estão fora da creche por dificuldade de encontrar um estabelecimento com disponibilidade. Já entre as famílias mais ricas, com mais de cinco salários mínimos por mês, essa parcela é de 9%. Gráfico mostra a disponibilidade de creches de acordo com a renda familiar mensal. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Beatriz, da Fundação Maria Cecília Vidigal, reforça que crianças em situação vulnerável podem ter menos estímulos cognitivos. “Nesses casos, se vão para uma creche de qualidade, elas têm ainda mais benefícios que uma criança de classe média, que provavelmente possui livros em casa e que cresce em uma família com nível de escolaridade mais alto”, diz. “Nos preocupa perceber que o acesso à creche é menor entre os mais pobres. Significa que não está chegando às famílias que mais precisam.” Alunas da CEI Indianópolis brincam entre os colchões da 'hora da soneca'. Marcelo Brandt/G1 Cristina, do Singularidades, complementa: “Além do ponto de vista pedagógico, é um problema social para as mães trabalhadoras. Elas precisam de um local onde o filho se desenvolva com segurança e harmonia – mas não encontram vaga”, diz. Na estrutura das instituições, também há desigualdade. Um levantamento do Todos Pela Educação, a partir de microdados do Censo Escolar 2015, mostra que o parque infantil só está presente em 40,7% das creches da rede pública. A sala de leitura, outro elemento considerado importante pelos especialistas, só compõe o espaço de 14,2% delas. Veja outros itens: Nas creches públicas, 40,7% possuem parquinho e 14,2%, sala de leitura. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 Em 2019, pela primeira vez, o Inep fará uma avaliação nacional em creches e pré-escolas. Professores e diretores terão de responder a questionários sobre formação docente e infraestrutura dos estabelecimentos, por exemplo. As crianças não serão avaliadas. Adriana, professora em São Paulo, compartilha uma frustração. “Quando ouvimos alguém falando de educação e excluindo a creche, não gostamos disso. A formação de educadores nesta etapa não pode ser esquecida - ajuda a intervir melhor, a saber estimular o brincar livre e o brincar com intenção. Nosso objetivo é que as crianças vençam o ‘já sei’” e sempre avancem”, diz.
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