Colégio

Colégio O Farol



Colégio O Farol



Colégio O Farol



Colégio O Farol



Área Restrita
Atendimento Whatsapp
Olá! Clique em uma das opções abaixo e nós retornaremos o mais rápido possível.
Notícias

RSS Feed - Notícias - Mantenha-se Informado


16/04 - Nova presidente da Capes coordena curso de mestrado que tirou nota 2 e foi descredenciado pela própria Capes em 2017
Advogada e reitora da faculdade particular Centro Universitário de Bauru, Cláudia Mansani Queda de Toledo, foi nomeada para o cargo nesta quinta (15). O ministro Milton Ribeiro e a nova presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro A nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Mansani Queda de Toledo, nomeada nesta quinta (15) pelo governo, teve um curso de pós-graduação descredenciado pela própria Capes em 2017 por não ter atingido a nota mínima para continuar em funcionamento. O curso de mestrado "Sistema Constitucional de Garantias de Direitos", coordenado por Queda de Toledo, recebeu nota 2 no geral. A avaliação quadrienal da Capes compreende cinco seções: "proposta do programa", "corpo docente", "corpo discente", "teses e dissertações", "produção intelectual" e "inserção social". A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar as informações científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. Queda de Toledo obteve doutorado em direito constitucional em 2012 justamente pela faculdade onde coordena esse curso de mestrado, o Centro Universitário de Bauru - e da qual hoje é reitora. A entidade tinha antes o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE) e foi fundada no interior paulista por Antônio Eufrásio de Toledo nos anos 1950. Milton Ribeiro e André Mendonça Foi no antigo ITE que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, se formou em direito em 1990. Outro integrante do governo Jair Bolsonaro que se graduou no curso da instituição é o advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça André Mendonça, em 1993. O relatório da Plataforma Sucupira diz que, no curso coordenado por Queda de Toledo no Centro Universitário de Bauru, "35% dos docentes não ofereceram disciplinas, 20% não participou em projetos de pesquisa e 23% não orientou discentes". Quesitos da avaliação sobre corpo docente e produção intelectual receberam conceito fraco. A nota 2 foi mantida mesmo após pedido de reconsideração meses depois. "Mantém-se a nota considerando os critérios mínimos estabelecidos no documento de área. Embora se considere a importância e a história do curso para a região, não se observou um crescimento do programa em relação à área." Notas "0", "1" e "2" na avaliação quadrienal da Capes descredenciam um curso e têm recomendação para fechar. Desempenho com avaliação "3" ou "4" é considerado como médio e o curso pode funcionar. A nota máxima é 7. A nova presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro Em publicação no "Diário Oficial da União" de 17 de junho de 2020, um dia antes da saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, o curso "Sistema Constitucional de Garantias de Direitos" no Centro Universitário de Bauru constou com novo parecer, nota 4, e apto para voltar ao sistema. Queda de Toledo também é advogada, sócia do escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi. O G1 enviou mensagem no e-mail que consta em sua página de apresentação no site do escritório solicitando comentários sobre a avaliação na plataforma Sucupira para o curso coordenado por ela. O ministro Ribeiro havia dito que o próximo presidente da Capes seria "um profissional de perfil técnico e acadêmico". Ele fez postagem no Twitter na quinta (15) para anunciar a escolha de Queda de Toledo: Initial plugin text Ela entra no lugar de Benedito Guimarães Aguiar Neto, exonerado na última segunda. Aguiar, nomeado na gestão Abraham Weintraub, provocou grandes críticas por ser defensor do criacionismo, teoria que se baseia na fé na criação divina, ou seja, que Deus criou a vida. Na carta de intenções como nova presidente da Capes, Queda de Toledo diz que um dos objetivos é a manutenção quadrienal como instrumento de qualificação da instituição. A ITE enviou a seguinte nota ao G1: "A Instituição Toledo de Ensino (ITE), fundada há 70 anos, mantenedora do Centro Universitário de Bauru, possuiu um programa de pós-graduação em Direito com os cursos de mestrado e doutorado. O PPGD iniciou o Mestrado em 1998 e o Doutorado em 2007. Portanto, o Programa conta com mais de 20 anos (mestrado) e 13 anos (doutorado), sendo os dois credenciados pela CAPES. Na última avaliação quadrienal, vários programas, como a USP, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC de Minas, entre tantos outros, tiveram a sua nota rebaixada. A ITE, inconformada com o resultado da mesma, recorreu ao Conselho Superior da CAPES e teve o seu recurso provido, assim como várias outras dezenas de programas. A nota do programa passou a ser 4. Esse é o resultado final da última avaliação quadrienal. A homologação se deu através da Portaria MEC nº 543 de 16/6/2020." Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

16/04 - Sisu divulga resultado para vagas em universidades públicas e abre lista de espera
Classificação na chamada regular está disponível no site. Na quinta, estudantes disseram que brecha via QR Code possibilitou ver resultado antecipadamente. Selecionados do Sisu foram anunciados na manhã desta sexta (16) Reprodução O Ministério da Educação divulgou os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para vagas em universidades e instituições de ensino públicas de todo o país. Veja o site. Neste ano foram ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Candidatos que não forem chamados nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que abre também nesta sexta: a lista aceita inscrições até o próximo dia 23 (sexta da próxima semana) no sistema, o candidato deve clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera o aluno poderá manifestar interesse para a lista da primeira ou da segunda opção de curso escolhida em sua inscrição importante: confirme a solicitação. Ao finalizar a manifestação, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação o anúncio dos aprovados na lista é feito diretamente pelas instituições de ensino que ofertam as vagas As matrículas serão realizadas entre a próxima segunda (19) e 23 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Estudantes comemoraram a aprovação nas redes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brecha pelo QR Code Na véspera do anúncio, candidatos disseram nas redes sociais que conseguiram visualizar antecipadamente os resultados via uma brecha no QR Code. Contatado pelo G1, o Ministério da Educação (MEC) não respondeu se houve uma falha e se os resultados visualizados representavam a classificação real dos estudantes. Segundo os relatos, a brecha era explorada da seguinte forma: no site do Sisu, o candidato logado tinha uma opção para imprimir seu comprovante de inscrição ao clicar nesse botão, aparecia uma opção de QR Code tanto para primeira quanto para a segunda opção de curso + universidade usando um leitor de QR Code, o candidato visualizava o que seria sua classificação na chamada regular do Sisu A estudante Anna Rosa Barbosa, 20 anos, de Macapá (AP), disse que descobriu por acaso a possibilidade de acesso ao ver uma postagem no Twitter. Ela conta que concorre a uma vaga em ciências biológicas (primeira opção) e gastronomia (segunda), ambos os cursos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com o que apareceu para a candidata, ela teria sido aprovada na segunda opção. Resultados de classificação do Sisu que aparecem para candidata antecipadamente Arquivo pessoal Turbulências no Sisu 2021 Em menos de uma semana, o MEC prorrogou o prazo final de inscrições e derrubou o sistema que foi chamado de "nota fantasma" ou "dupla classificação". Na prática, a pasta anunciou a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes de ser encerrada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Veja vídeos de Educação
Veja Mais

15/04 - Cláudia Mansani Queda de Toledo é nomeada a nova presidente da Capes
Advogada e reitora da faculdade particular Centro Universitário de Bauru substitui Benedito Guimarães Aguiar Neto. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução Foi publicada nesta quinta (15), em edição extra do Diário Oficial da União, a nomeação de Cláudia Mansani Queda de Toledo como nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ela entra no lugar de Benedito Guimarães Aguiar Neto, exonerado na última segunda. A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar as informações científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. Queda de Toledo é reitora do Centro Universitário de Bauru, faculdade particular que antes tinha o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE), no interior paulista, fundado por Antônio Eufrásio de Toledo nos anos 1950. Foi no antigo ITE que o ministro Milton Ribeiro se formou em direito em 1990. Ela também é advogada, sócia do escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi. Queda de Toledo obteve doutorado em direito constitucional em 2012 pela instituição da qual hoje é reitora. Cláudia Mansani Queda de Toledo em visita ao ex-secretário de Educação do Estado de SP José Renato Nalini em 2016 Secretaria de Educação do Estado de SP O ministro Ribeiro havia dito que o próximo presidente "será um profissional de perfil técnico e acadêmico, cujo nome será divulgado oportunamente". A nomeação do antecessor Bernardo Aguiar, ainda na gestão Abraham Weintraub, provocou grandes críticas por ele ser defensor do criacionismo, teoria que se baseia na fé na criação divina, ou seja, que Deus criou a vida. Carta à Capes Na semana passada, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) mandaram uma carta ao antigo presidente em que pedem informações sobre a recomposição do Conselho Superior da Capes. O texto diz que "a última reunião desse conselho ocorreu no dia 28 de novembro, quando foi anunciada a futura recomposição" e cobra uma definição. "Diante da discussão orçamentária atual, onde há restrição de recursos, e da grave crise sanitária e econômica que assola o país com sérios impactos para a pós-graduação (...), torna-se imperiosa a recomposição e a nomeação do novo Conselho Superior, para o exercício pleno de suas estratégicas e importantes obrigações." A carta cita que é necessário "estabelecer prioridades e linhas orientadoras das atividades da entidade" e "apreciar a proposta do Plano Nacional de Pós-Graduação, para encaminhamento ao Ministro de Estado da Educação". Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

15/04 - Sisu: candidatos dizem que brecha via QR Code possibilitou ver resultado antecipado
Próximo das 17h, site ficou indisponível para login no sistema. MEC ainda não comentou sobre relatos dos estudantes. Divulgação de aprovação para cursos em universidades públicas está marcada para as 8h desta sexta (16). Site do Sisu apareceu próximo das 17h com indisponibilidade para login Reprodução Candidatos relataram na tarde desta quinta (15) que conseguiram acessar os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já na véspera da data programada para a divulgação - esta sexta (16), às 8h da manhã. Contatado pelo G1, o Ministério da Educação (MEC) ainda não respondeu se houve uma falha e se os resultados visualizados representam a classificação real dos estudantes. Próximo das 17h, o site do Sisu apareceu com a seguinte mensagem: "Fique tranquilo. Em breve você poderá acessar a plataforma do Sisu". O login do candidato já estava indisponível (ver imagem acima). Segundo os relatos, a brecha era explorada da seguinte forma: no site do Sisu, o candidato logado tem uma opção para imprimir seu comprovante de inscrição ao clicar nesse botão, aparecia uma opção de QR Code tanto para primeira quanto para a segunda opção de curso + universidade ao usar um leitor de QR Code, o candidato visualiza o que seria sua classificação na chamada regular do Sisu Brecha pode ter possibilitado ver resultados do Sisu antecipadamente Arquivo pessoal Initial plugin text Initial plugin text A estudante Anna Rosa Barbosa, 20 anos, de Macapá (AP), disse que descobriu por acaso a possibilidade de acesso ao ver uma postagem no Twitter. Ela conta que concorre a uma vaga em ciências biológicas (primeira opção) e gastronomia (segunda), ambos os cursos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com o que apareceu para a candidata, ela teria sido aprovada na segunda opção. Resultados de classificação do Sisu que aparecem para candidata antecipadamente Arquivo pessoal Turbulências no Sisu 2021 Em menos de uma semana, o MEC prorrogou o prazo final de inscrições e derrubou o sistema que foi chamado de "nota fantasma" ou "dupla classificação". Na prática, a pasta anunciou a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes de ser encerrada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Datas do cronograma o resultado sai na sexta (16) as matrículas nas instituições de ensino serão realizadas no período entre 19 e 23 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino estudantes que não forem chamados para uma vaga nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que estará aberta entre 16 e 23 de abril. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Veja vídeos de Educação
Veja Mais

15/04 - Doria nomeia Tom Zé como novo reitor da Unicamp; posse será em 19 de abril
Relação liderada pelo engenheiro de alimentos, vencedor da consulta acadêmica, foi mantida pelo Consu e enviada para o governador. Mandato vai até dezembro de 2024. Governador João Doria recebeu o novo reitor da Unicamp na quarta-feira Imprensa/Governo estadual Tom Zé é escolhido para ser o décimo terceiro reitor da Unicamp O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nomeou, na quarta-feira (14), o engenheiro de alimentos Tom Zé como novo reitor de Unicamp. O docente ficará à frente da instituição no mandato 2021-2024 e a posse acontece na próxima segunda-feira (19). Ele venceu a consulta acadêmica após receber 51,97% dos votos válidos ponderados no 2º turno. A lista tríplice de candidatos a reitor, com Tom Zé à frente, foi formalizada em reunião do Conselho Universitário (Consu) da Unicamp no dia 6 de abril, órgão máximo de deliberação, que manteve o resultado da votação feita por alunos de graduação e pós, docentes e funcionários técnico-administrativos. Depois disso, a relação foi encaminhada a Doria para que ele formalizasse o resultado. O governador recebeu o novo reitor na quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, junto com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen. Tom Zé será o 13º na linha de sucessão de Zeferino Vaz (1966-1978), fundador da Unicamp. A médica Maria Luiza Moretti ocupará o cargo de vice-reitora. A nomeação saiu no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (15). Completavam a lista tríplice o médico Mario Saad, que foi superado no 2º turno; e o engenheiro agrônomo Sérgio Salles-Filho, que teve menor percentual de votos ponderados no 1º turno. O novo reitor afirmou ao G1 que destaca três compromissos na nova gestão: apoio no combate à pandemia, fortalecer a formação de pessoas e a geração de ciência e tecnologia. "Vamos valorizar também as carreiras dos nossos docentes, funcionários e pesquisadores e fortalecer as políticas de inclusão estudantil", disse Tom Zé. Como foi a votação? Durante o 2º turno da votação remota, com e-voto, participaram 12,6 mil integrantes da comunidade acadêmica da Unicamp. Tom Zé foi o mais apoiado por docentes e alunos de graduação e pós; enquanto Saad foi o preferido entre funcionários. O mesmo perfil já havia sido registrado no 1º turno. Votos por categoria no 2º turno da consulta para reitor Perfil de Tom Zé Chapa formada por Tom Zé e Luiza venceu consulta na Unicamp Reprodução / Instagram O vencedor da consulta é graduado em engenharia de alimentos pela Unicamp (1980), fez mestrado na mesma área e universidade (1984), e tem doutorados em engenharia de processos térmicos pela Martin Luther Universität, na Alemanha (1987) e em ciências econômicas pela Unicamp (1987). Tom Zé tornou-se professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp em (1987), e é docente titular da instituição desde 2007. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tom Zé já publicou três livros, 235 artigos em revistas e tem nove solicitações de patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os prêmios da carreira do engenheiro são: 1º lugar no Prêmio Jovem Cientista de 1989, que teve como tema "Conservar energia: um desafio de todos", Prêmio de Reconhecimento Acadêmico "Zeferino Vaz" (2001 e 2010), e 1º lugar do Prêmio Jabuti de 2016, na categoria "Engenharias, tecnologias e informática", como coautor do livro didático "Operações unitárias na indústria de alimentos". Clique para ler as propostas previstas pela chapa. Orçamento de R$ 2,4 bilhões A universidade tem orçamento estimado em R$ 2,84 bilhões, incluindo R$ 208,6 milhões de uma reserva financeira com objetivo de cobrir déficit de anos anteriores e o total previsto neste exercício. Atualmente, ela é responsável por 8% da pesquisa acadêmica no país e tem 37 mil alunos matriculados em 65 cursos de graduação e 158 de pós. Já o quadro de funcionários ativos é formado por aproximadamente 2 mil professores e 7,1 mil servidores técnico-administrativos. Além dos campi instalados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP), a universidade estadual também contabiliza as áreas de dois colégios técnicos - Cotuca (Campinas) e Cotil (Limeira) - além do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, em Paulínia (SP). Mudança em mandato Embora esteja previsto no Estatuto da Unicamp que o mandato do reitor é de quatro anos, o Consu aprovou em agosto de 2020 uma redução excepcional de aproximadamente quatro meses no período da próxima gestão. Por isso, ela vai de 19 de abril deste ano até 31 de dezembro de 2024. O objetivo é fazer com que a administração posterior tenha início em janeiro de 2025 e, portanto, seja encerrada em dezembro de 2028. A universidade estadual sustenta que a mudança implicará em ter somente uma gestão a cada ano fiscal, sem transição de reitores em abril, e para que o processo de consulta acadêmica não seja interrompido em anos posteriores por festas do fim de ano e Carnaval. VÍDEOS: veja notícias de Campinas e região Veja mais informações no G1 Campinas.
Veja Mais

14/04 - UFJF anuncia corte de 307 postos de trabalho em Juiz de Fora
Medida foi tomada pelo Consu após análise do orçamento previsto para a Instituição em 2021. Bolsas de estudo também sofrerão alterações de valores e número de vagas. Pism III foi realizado neste sábado (27) na UFJF Gustavo Tempone/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) anunciou nesta quarta-feira (14), durante coletiva de imprensa online, uma série de medidas tomadas pelo Conselho Superior (Consu), após análise do orçamento previsto para a Instituição em 2021. Entre as definições, estão a redução de 307 postos de trabalho, além de corte nos valores e número de bolsas oferecidas pela Universidade. O orçamento previsto para 2021 apresenta uma redução de mais de 18%, o que poderá inviabilizar o ensino superior neste ano em todo o país. O projeto ainda aguarda sanção presidencial. Desde 2017, as instituições de ensino sofrem com uma sistemática redução no orçamento por causa da Emenda Constitucional nº 95, do Teto de Gastos, que limita o crescimento das despesas do governo brasileiro durante 20 anos. Segundo o reitor Marcus David, o orçamento deste ano é 20% menor do que o liberado em 2020, o que faz com que a UFJF tenha que realizar ajustes internos, que impactam diretamente a estrutura de manutenção e atividades econômicas e de pesquisa da Instituição. "Durante todo o período em que começamos a observar cortes expressivos, a UFJF trabalhou de forma intensa para, apesar das reduções, conseguir manter suas atividades com padrão de excelência e com políticas de permanência estudantil, mas chegamos a um ponto em que nós não temos como administrar sem realizar cortes. Por isso, o Consu realizou uma série de reuniões entre os dias 9 e 12 de abril, onde vários cortes foram definidos. Ao longo de cinco anos, nossa captação de recurso própria também foi diminuindo, tanto que fechamos o ano de 2020 com um capital de R$ 8 milhões", explica Marcus David. Veja a relação dos cortes realizados desde 2016 na Instituição: Lei Orçamentária - Comparativo 2016-2021 Segundo os dados apresentados pela UFJF, a perda total de investimentos foi de R$ 75.626.172,00 entre 2016 e 2021. Cortes Bolsas: No que se refere às medidas acadêmicas, como bolsas de treinamento profissional, de projetos de extensão e bolsas de iniciação artística o corte será 35% no número de bolsas ofertadas e de 25% nos valores, que foram de R$ 400 para R$300. Foram 870 bolsas retiradas do programa da UFJF, segundo Marcus David; Pós-Graduação: Para manter os programas de Mestrado e Doutorado, a instituição informou um corte de 75% dos recursos; Demissões: Corte de 307 contratos de trabalho terceirizados que prestavam serviços de manutenção do campi, Jardim Botânico, Museus, Teatros e Centro de Ciência, além de serviço de limpeza e higienização. Auxílio Moradia: Redução de R$ 370 mensais para R$ 340. Ainda segundo o reitor da UFJF, todos os cortes impactam fortemente a passagem de conhecimento para formação de novos profissionais, além de impactar diretamente a economia regional. "O ano de 2016 foi quando começamos a nossa gestão na UFJF, sendo também o ano em que foi aprovada a emenda de tetos. Em função da emenda, o orçamento aprovado pelo congresso não comporta gastos com educação e vai na contramão de outros países, que continuam investindo na educação, na ciência e tecnologia e na saúde", conclui. Para o pró reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças, Eduardo Condé, os cortes geram graves consequências, uma vez que impactam a relação da UFJF com a comunidade de Juiz de Fora e Governador Valadares. "A UFJF é basicamente financiada pelo tesouro federal e os recursos são liberados de acordo com o capital da União. O projeto orçamentário deste ano só tem autorização para uso de 40% do total que foi liberado e isso faz com que a gente não consiga honrar nossos compromissos, gerando dificuldade na liquidação de pagamentos. É importante deixar claro que a responsabilidade é do Governo Federal", explicou Condé. Sobre o prazo de implantação das medidas, a instituição informou que cada contrato já está em processo de análise e cada um terá um prazo específico. Já os novos valores de bolsas passarão a valer a partir de maio, com pagamento em junho. Sobre o número de bolsas ofertadas, Marcus David informou que será reduzido conforme divulgação dos novos editais. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
Veja Mais

14/04 - Sem 'nota fantasma', Sisu tem nesta quarta o último dia de inscrição após prazo ser estendido
Método que também foi chamado de 'dupla classificação' inflava temporariamente as notas de corte dos cursos. Lista de espera para vagas remanescentes abre na sexta (16). Veja cronograma. Processo pelo Sisu da Federal de Campina Grande Ascom UFCG/Divulgação Depois da montanha-russa de emoções dos últimos dias, os candidatos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até as 23h59 desta quarta (14) para confirmar sua inscrição e uma possível vaga em uma universidade pública do país. O sistema já não utiliza a chamada "dupla classificação" ou "nota fantasma", que gerou grande volume de reclamações dos estudantes por elevar temporariamente as notas de corte - o que tirava a referência sobre chances de classificação. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 Na prática, o Ministério da Educação anunciou no último domingo a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes disso, o MEC estendeu o prazo de encerramento do Sisu horas antes do encerramento que estava programado para a última sexta-feira. Segundo o ministro Milton Ribeiro, por serem "sensíveis às demandas dos estudantes". O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Antes de ser derrubada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Datas do cronograma o resultado sai na sexta (16) as matrículas nas instituições de ensino serão realizadas no período entre 19 e 23 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino estudantes que não forem chamados para uma vaga nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que estará aberta entre 16 e 23 de abril. Para concorrer às vagas do Sisu, o candidato não pode ter zerado na redação do Enem e não pode ter prestado o exame na condição de treineiro. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Veja vídeos de Educação
Veja Mais

14/04 - Conselho de secretários estaduais critica em nota projeto de lei para incluir aulas presenciais como atividade essencial
Consed afirma que "na prática, isso significa que, mesmo em situação de alto risco na pandemia, os estados e municípios serão obrigados a manter as aulas presenciais". Escola de educação infantil em Manaus Eliana Nascimento/G1 O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) divulgou nota criticando projeto de lei que inclui as aulas presenciais como atividade essencial durante a pandemia. Por 307 votos a favor e 131 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou na terça (13) o caráter de urgência da proposta. Com isso, o projeto terá tramitação acelerada. Poderá ser aprovado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões. Se passar na Câmara, o texto ainda terá de ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República antes de entrar em vigor. Segundo o comunicado do Consed, "na prática, isso significa que, mesmo em situação de alto risco na pandemia, os estados e municípios serão obrigados a manter as aulas presenciais". Na proposta, aulas presenciais na educação básica e no ensino superior, tanto na rede pública como na privada, são consideradas serviços e atividades essenciais. Só seriam suspensas "em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente comprovados". A carta defende que "cada gestor estadual ou municipal possa avaliar com as autoridades sanitárias locais a situação epidemiológica na tomada da decisão de manter ou não as aulas presenciais". A suspensão das atividades escolares tem sido uma das medidas tomadas por governadores e prefeitos para conter a propagação do coronavírus, desde o início da pandemia. Em março, o governo estadual de São Paulo incluiu a educação como serviço essencial e liberou a abertura das escolas nas fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica. Contudo, as prefeituras têm autonomia para decidir se as escolas podem ou não voltar a receber alunos presencialmente. Aulas presenciais na rede estadual de educação podem voltar amanhã Posições na Câmara Presidente da Comissão de Educação da Câmara e relatora da emenda constitucional que tornou o Fundeb permanente, a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO) disse que o projeto “retira a autonomia de prefeitos e governadores”. Ela defendeu que o retorno às aulas seja debatido, mas com definição de critérios a partir das escolas, municípios e estados. "Esse projeto que foi apresentado, na minha opinião, atrapalha muito o funcionamento e a garantia da vida”, disse. “As nossas escolas não têm condição de funcionamento. Mais de 49% delas sequer têm saneamento básico”, complementou. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) argumenta que o projeto coloca em risco a vida dos educadores e transforma a escola "em um espaço vulnerável”. A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) lembrou que o país passa pelo pior momento da pandemia. “Nem todos receberam ainda a vacina. Nós precisamos justamente proteger os nossos alunos, os nossos acadêmicos. Precisamos ver a autonomia das universidades para analisar a situação da pandemia naquele local”, disse. Escolhida como relatora da matéria, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) negou que o texto atinja a autonomia dos entes federados e disse que irá construir o texto com a maioria dos deputados. A deputada diz que trabalha para que o texto seja votado já nesta quarta-feira (14). “O que nós temos que entender é que infelizmente não temos vacina para todos. Teremos? Teremos. Quando? Ainda não sabemos”, disse. “Mas, enquanto isso, vamos fazer o quê? Vamos deixar essas crianças da rede pública amontoadas em creches clandestinas, como tem acontecido?” Uma das autoras da proposta, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) argumentou que a educação é um direito básico previsto na Constituição. “As crianças foram privadas da educação. As escolas têm que ser as últimas a fechar, as primeiras a abrir”, disse. Paula Belmonte (Cidadania-DF), também autora do projeto, diz que a proposta faz com que o “protagonismo da educação seja visto por todos os governadores”. “Principalmente, traz para nós todos uma responsabilidade de crescimento, inclusive econômico, para o nosso país, trazendo os nossos alunos para a sala de aula, os quais muitas vezes estão passando dificuldades, abusos sexuais, violência doméstica e principalmente, infelizmente, alimentação faltando.” Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

13/04 - Câmara aprova urgência para tramitação de projeto que proíbe suspensão de aula presencial
Proposta define como atividade essencial educação básica e de ensino superior nas redes pública e privada. Para críticos, texto tira autonomia de estados e municípios e põe profissionais em risco. Por 307 votos a favor e 131 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) a urgência de um projeto que proíbe a suspensão de aulas presenciais durante a pandemia. Com a aprovação da urgência, a proposta terá tramitação acelerada. Poderá ser aprovada diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões. Os deputados ainda não analisaram o conteúdo, mas o projeto já sofreu críticas de parlamentares para os quais a medida aumenta o risco de contaminação pelo novo coronavírus (veja mais abaixo). A proposta consta na pauta da sessão desta quarta-feira (14). Se passar na Câmara, o texto ainda terá de ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República antes de entrar em vigor. Pela proposta, a educação básica e de ensino superior em formato presencial, nas redes públicas e privadas de ensino, são consideradas serviços e atividades essenciais. O texto prevê que as atividades presenciais só podem ser suspensas "em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente comprovados". O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) emitiu posicionamento público contrário ao projeto. "O Consed acredita que não é o momento de obrigar estados e municípios a abrirem suas escolas, numa decisão única para todo o país. É preciso considerar ainda que as medidas de prevenção adotadas por meio dos protocolos foram pensadas para uma situação controlada e não para um momento de risco extremo, como o que vivemos", diz a nota. Segundo o documento, os secretários "entendem não ser o momento para essa discussão genérica, que desconsidera as diferentes situações locais." Em março, o governo estadual de São Paulo incluiu a educação como serviço essencial e liberou a abertura das escolas nas fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica. Aulas presenciais na rede estadual de educação podem voltar amanhã Contudo, as prefeituras têm autonomia para decidir se as escolas podem ou não voltar a receber alunos presencialmente. A suspensão das atividades escolares tem sido uma das medidas tomadas por governadores e prefeitos para conter a propagação do coronavírus, desde o início da pandemia. Pró e contra Presidente da Comissão de Educação da Câmara e relatora da emenda constitucional que tornou o Fundeb permanente, a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO) disse que o projeto “retira a autonomia de prefeitos e governadores”. Ela defendeu que o retorno às aulas seja debatido, mas com definição de critérios a partir das escolas, municípios e estados. "Esse projeto que foi apresentado, na minha opinião, atrapalha muito o funcionamento e a garantia da vida”, disse. “As nossas escolas não têm condição de funcionamento. Mais de 49% delas sequer têm saneamento básico”, complementou. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) argumenta que o projeto coloca em risco a vida dos educadores e transforma a escola "em um espaço vulnerável”. A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) lembrou que o país passa pelo pior momento da pandemia. “Nem todos receberam ainda a vacina. Nós precisamos justamente proteger os nossos alunos, os nossos acadêmicos. Precisamos ver a autonomia das universidades para analisar a situação da pandemia naquele local”, disse. Escolhida como relatora da matéria, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) negou que o texto atinja a autonomia dos entes federados e disse que irá construir o texto com a maioria dos deputados. A deputada diz que trabalha para que o texto seja votado já nesta quarta-feira (14). “O que nós temos que entender é que infelizmente não temos vacina para todos. Teremos? Teremos. Quando? Ainda não sabemos”, disse. “Mas, enquanto isso, vamos fazer o quê? Vamos deixar essas crianças da rede pública amontoadas em creches clandestinas, como tem acontecido?” Uma das autoras da proposta, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) argumentou que a educação é um direito básico previsto na Constituição. “As crianças foram privadas da educação. As escolas têm que ser as últimas a fechar, as primeiras a abrir”, disse. Paula Belmonte (Cidadania-DF), também autora do projeto, diz que a proposta faz com que o “protagonismo da educação seja visto por todos os governadores”. “Principalmente, traz para nós todos uma responsabilidade de crescimento, inclusive econômico, para o nosso país, trazendo os nossos alunos para a sala de aula, os quais muitas vezes estão passando dificuldades, abusos sexuais, violência doméstica e principalmente, infelizmente, alimentação faltando.”
Veja Mais

13/04 - Ex-reitor entra com ação judicial para reverter indicação de Bolsonaro para gestão da UFRGS
Presidente nomeou professor Carlos Bulhões, último colocado na consulta à comunidade acadêmica, como reitor da instituição no lugar de Rui Oppermann, que tentava reeleição. Ex-reitor Rui Oppermann e ex-vice-reitora Jane Tutikian entraram com ação judicial contra nomeação na UFRGS Cesar Lopes/UFRGS/Divulgação O ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Rui Oppermann ingressou com uma ação judicial buscando reverter a indicação do professor Carlos Bulhões para o comando da instituição. O processo tramita na 10ª Vara Federal de Porto Alegre desde o dia 7 de abril. A chapa de Oppermann, que concorria à reeleição, foi a primeira colocada na consulta feita à comunidade acadêmica (entre alunos, professores e funcionários) e na votação do Conselho Universitário (Consun) em julho de 2020. Entretanto, a nominata liderada por Bulhões, que ficou em último lugar em ambos os pleitos, acabou nomeada por Bolsonaro, em setembro, para um mandato de quatro anos. Por ser uma universidade federal, a Constituição prevê que o Presidente da República escolha o nome de quem vai ocupar o cargo. A União é a ré do processo. O G1 solicitou, à Advocacia-Geral da União (AGU), um posicionamento sobre o assunto, mas ainda não obteve retorno. A UFRGS disse, em nota, não ter recebido nenhuma demanda judicial sobre o tema (leia abaixo). A ex-vice-reitora Jane Tutikian, companheira de chapa de Rui Oppermann, também é representada na ação. Para o professor, a decisão do presidente Jair Bolsonaro feriu a autonomia universitária. "As universidades não são do presidente da República. As universidades são um patrimônio da sociedade e, como tal, elas se alimentam da autonomia e a autonomia se alimenta da democracia", disse Oppermann. Argumentação Uma lei de 1995 e um decreto de 1996 preveem que a escolha de reitores de universidades federais cabe ao presidente da República, que pode escolher qualquer nome entre os apresentados pelas instituições em uma lista tríplice. Até o final de 2020, Bolsonaro não havia nomeado o mais votado em 16 instituições federais de ensino superior. Em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o presidente não precisa nomear primeiro da lista tríplice. Todavia, para o advogado do ex-reitor, Francis Bordas, a medida não está prevista na Constituição e as normas vigentes sobre o tema são infraconstitucionais. "Se o presidente tem essa prerrogativa de não obedecer o resultado de uma consulta, qual a razão de ser da consulta?", questionou. O advogado ainda ressalta que a nomeação de um reitor não pode ser comparada com outras decisões do presidente, para cargos políticos. "É preciso que a gente enxergue a Universidade, não só como um posto de trabalho para que o reitor seja escolhido, como se fosse um gerente de um banco ou alguém da confiança do presidente da República. Uma universidade é muito mais do que isso. É preciso conciliar a autonomia enquanto um local de liberdade de ensino, de manifestação, de escolha de seus gestores", sustentou. Na visão de Oppermann, a decisão de Bolsonaro ignorou os avanços conquistados pela UFRGS nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, além do reconhecimento de eficiência da gestão. "Nós entendemos que, ao longo dos quatro anos em que fomos reitor e vice-reitora, nós fizemos um trabalho exemplar com a universidade e isso foi reconhecido pela comunidade. Portanto, a minha não nomeação é inexplicável", comentou. O ex-reitor ainda denunciou riscos envolvendo a perda de espaços e de recursos, como no corte de 18% das verbas para as instituições de ensino superior, e negou críticas de doutrinação ideológica na UFRGS, usada por aliados do presidente como argumento em favor da nomeação de Bulhões. Rui Oppermann é professor de Odontologia, foi reitor entre 2016 e 2020 e, vice-reitor entre 2008 e 2016. Sua vice, Jane Tutikian, é professora de Letras. Já o atual reitor, Carlos Bulhões, é docente da área de Engenharia Hidráulica. Carlos Bulhões assumiu como reitor da UFRGS em setembro de 2020 UFRGS/Divulgação Outros casos A escolha de Bolsonaro por um candidato menos votado pelo Conselho Universirtário também ocorreu na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em janeiro. Na instituição do Sul do RS, a professora Isabela Fernandes Andrade foi nomeada reitora. Em uma manobra da chapa vencedora, da qual a docente também fazia parte, o professor Paulo Ferreira Jr, que foi mais votado, passou a dividir a gestão com Isabela. Ex-reitor da UFPel é alvo de processo por criticar Bolsonaro Na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), o presidente nomeou a mais votada pela comunidade acadêmica, reconduzindo a reitora Lúcia Pellanda ao cargo, em março de 2021. Nota da UFRGS: "A Secretaria de Comunicação da UFRGS informa que a Instituição não tem como manifestar-se sobre o assunto de uma ação judicial que estaria questionando a nomeação da atual Gestão uma vez que, verificadas as instâncias competentes, não foi realizado o recebimento de nenhuma demanda judicial sobre o tema na Universidade. Assina a nota André Luis Prytoluk, Secretário de Comunicação." VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Veja Mais

13/04 - Secretaria de Educação faz eleição para integrantes do Conselho de Alimentação Escolar em Juiz de Fora
Assembleia ocorre nesta quarta-feira (14), com participação de pais de alunos da rede municipal de ensino e entidades civis. Eleição para Conselho de Alimentação Escolar (CAE) ocorre nesta quarta-feira (14) em Juiz de Fora. TV Globo/ Reprodução A Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Educação (SE), realiza nesta quarta-feira (14) de forma online, as eleições para escolher 11 representantes que irão integrar o Conselho de Alimentação Escolar (CAE), no quadriênio 2021-2025. As votações, por meio do voto direto, vão eleger pais de alunos, da rede municipal de ensino, e entidades civis. Os interessados em participar das assembleias precisarão ter uma conta de e-mail no Gmail e acessar o link da assembleia virtual de eleição, referente ao segmento ao qual pretende concorrer. Os links estão disponibilizados no site do Executivo. Confira as datas e horários: Quarta-feira (14), às 14h30: Assembleia para eleição virtual do segmento representantes de pais de alunos da rede municipal de ensino, dois titulares e quatro suplentes; Quarta-feira (14), às 15h30: Assembleia para eleição virtual do segmento representantes entidades civis organizadas. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
Veja Mais

13/04 - Prefeitura de Ubá convoca profissionais de educação aprovados em processo seletivo
Chamamento, que será realizado de forma online apenas nesta terça-feira (13), vai preencher as vagas para o quinto ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Professora Conceição Gomes Caputo – Curimim I. Município de Ubá Prefeitura de Ubá/Divulgação A Prefeitura de Ubá realiza nesta terça-feira (13), a convocação dos 255 professores aprovados no processo seletivo Edital nº 03/2018. O chamamento ocorre para garantir a continuidade das atividades letivas em decorrência do agravo dos casos de Covid-19 na cidade, que está na Onda Roxa do Programa Minas Consciente. As vagas são para o quinto ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Professora Conceição Gomes Caputo – Curimim I. Os interessados na convocação deverão participar de uma videochamada, com início previsto para às 13h30 neste link. Os candidatos deverão apresentar durante a reunião online histórico escolar e/ou diploma que comprovem a escolaridade exigida, além de documento de identificação com foto. Esta é a nona contratação de professores para atuarem no ensino remoto da cidade. De acordo com a Prefeitura, dos 255 candidatos convocados, 178 classificados já assumiram turmas para o ano de 2021. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
Veja Mais

12/04 - Ministro da Educação anuncia exoneração do presidente da Capes
Substituto ainda não foi informado. Milton Ribeiro disse que próximo escolhido terá "profissional de perfil técnico e acadêmico". Benedito Guimarães Aguiar Neto deixou o cargo de presidente da Capes Divulgação/Mackenzie O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou nesta segunda-feira (12) a exoneração do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Benedito Guimarães Aguiar Neto. Ribeiro disse que o próximo presidente "será um profissional de perfil técnico e acadêmico, cujo nome será divulgado oportunamente". Ele não explicou a razão para a mudança. A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar as informações científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. A exoneração de Aguiar foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda (12). Antes de assumir a Capes, Aguiar foi reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde também atuou o ministro Milton Ribeiro. Criacionista Nomeação do novo presidente da Capes recebe críticas A nomeação de Aguiar, ainda na gestão Abraham Weintraub, provocou grandes críticas por ele ser defensor do criacionismo, teoria que se baseia na fé na criação divina, ou seja, que Deus criou a vida (veja acima reportagem do Jornal Nacional à época da nomeação). À frente da universidade, ele promoveu eventos para defender a teoria. A comunidade científica refuta o criacionismo. À época, a “Science”, uma das revistas acadêmicas mais prestigiadas do mundo, disse que a nomeação de um defensor do criacionismo para comandar a agência que avalia os programas de estudo de graduação no Brasil “deixou cientistas preocupados sobre a interferência da religião na ciência e na política educacional”. Carta à Capes Antes da demissão, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) mandaram uma carta a Aguiar Neto em que pedem informações sobre a recomposição do Conselho Superior da Capes. O texto diz que "a última reunião desse conselho ocorreu no dia 28 de novembro, quando foi anunciada a futura recomposição" e cobra uma definição. "Diante da discussão orçamentária atual, onde há restrição de recursos, e da grave crise sanitária e econômica que assola o país com sérios impactos para a pós-graduação (...), torna-se imperiosa a recomposição e a nomeação do novo Conselho Superior, para o exercício pleno de suas estratégicas e importantes obrigações." A carta cita que é necessário "estabelecer prioridades e linhas orientadoras das atividades da entidade" e "apreciar a proposta do Plano Nacional de Pós-Graduação, para encaminhamento ao Ministro de Estado da Educação". Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

12/04 - MEC anuncia Mauro Luiz Rabelo para comandar a Secretaria de Educação Básica
Ele entra no lugar de Izabel Lima Pessoa, que pediu demissão no final de março. Mauro Luiz Rabelo assume a Secretaria de Educação Básica do MEC Mariana Costa/Secom UnB Mauro Luiz Rabelo foi anunciado pelo Ministério da Educação como o novo chefe da Secretaria de Educação Básica, uma das mais importantes da pasta. Ele entra no lugar de Izabel Lima Pessoa, de quem era adjunto e que pediu demissão no final de março. A secretaria é responsável por ações como a articulação e o apoio às redes de ensino, primordial na retomada das aulas presenciais. Rabelo é professor da Universidade de Brasília (UnB), onde também se graduou e fez mestrado e doutorado em matemática. Tem pós-doutorado na Universidade de Stanford, nos EUA. Segundo o MEC, ele tem experiência na área de avaliação educacional e construção e análise de itens de provas de larga escala como Enem, Enad e Saeb (que pode ser cancelado neste ano). Rabelo também foi diretor de Desenvolvimento da Rede de Institutos Federais de Ensino Superior, ainda no governo Michel Temer, e secretário de Educação Superior já na gestão Jair Bolsonaro. VÍDEOS: Educação
Veja Mais

11/04 - Sisu: MEC anuncia retorno ao sistema de notas de corte usado até 2019; entenda o que muda
Nota tirada por aluno pré-classificado para sua primeira opção de curso não vai mais influenciar a nota de corte da segunda opção. Candidatos terão terça e quarta para confirmar escolhas. O Ministério da Educação anunciou neste domingo (11) uma mudança no cálculo das notas de corte usadas para as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Na prática, será retomado o formato que era adotado até 2019. Com a mudança, a nota do aluno que estiver pré-classificado para a sua primeira opção de curso não será mais contabilizada na nota de corte da segunda opção. Nas duas edições do Sisu em 2020, a nota foi contada nos dois cálculos ao mesmo tempo – o que pode ter elevado artificialmente as notas mínimas para a classificação. As inscrições do Sisu vão até as 23h59 da próxima quarta-feira (14), e o sistema será atualizado na madrugada de segunda (12) para terça (13). Assim, segundo o MEC, os alunos terão a terça e a quarta-feira para confirmar suas inscrições com base na metodologia corrigida. O período de inscrição do Sisu já havia sido prorrogado até a próxima quarta. Ao anunciar a mudança de metodologia, o MEC não alterou esse prazo limite, que vai até as 23h59 do dia 14. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Os resultados do sistema de seleção devem ser divulgados na próxima sexta (16). As matrículas deverão ser feitas entre os dias 19 e 23 de abril, e a lista de espera funcionará de 16 a 23 de abril. Veja no vídeo abaixo reportagem sobre a abertura das inscrições para o Sisu, na última semana. O fim do prazo foi alterado após a exibição da reportagem: Começam as inscrições para o Sisu Na nota divulgada neste domingo, o MEC afirma que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. "Como o Sisu considera, para efeito do resultado, a ordem de classificação, o candidato classificado para a sua primeira opção de curso não é selecionado para a sua segunda opção de curso, mesmo tendo obtido pontuação suficiente também na sua última opção. Portanto, nenhum dos formatos adotados para divulgação da nota de corte promoveria ocupação indevida de vagas no Sisu", diz o ministério. Entenda a chamada "dupla classificação" ou "nota fantasma" no Sisu: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato pode inflar artificialmente as notas de corte já que uma das escolhas do aluno não valerá com o fechamento do sistema Questionamento no MP Na sexta (9), os deputados federais Bohn Gass (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) enviaram uma representação ao Ministério Público Federal no Distrito Federal para pedir a suspensão do uso da "dupla classificação" nas tabelas do Sisu. Os parlamentares afirmam que o modelo "infla artificialmente as notas de corte" e "ganha ares de crueldade contra os estudantes". Como a decisão do MEC já atende ao pedido dos parlamentares na prática, a representação deve ser arquivada pelo MP nos próximos dias. O mesmo deve acontecer com o pedido de ação civil pública enviado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) à Defensoria Pública da União (DPU) na sexta. Também na sexta, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) enviou ofício ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para pedir a alteração no cálculo.
Veja Mais

10/04 - Com pandemia, vagas de estágio recuam 37% no país; confira lista com mais de 480 oportunidades
No ano passado, 191.500 vagas foram abertas contra 303 mil oportunidades em 2019. Por conta da crise, especialista aconselha jovem a aproveitar inscrições. Universitários sentem os impactos da crise econômica da Covid-19 Divulgação Um ano depois da Covid-19 chegar ao Brasil, os universitários ainda sentem os impactos da crise econômica na hora de buscar estágio e ingressar no mercado de trabalho. Levantamento realizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) aponta que foram abertas cerca de 26 mil vagas ao mês de janeiro a fevereiro de 2021. O patamar é o mais alto desde o início da pandemia, mas ainda é 37,1% menor em comparação com os dois primeiros meses de 2020, quando a Covid-19 ainda não havia chegado ao país. O percentual é semelhante ao enxugamento de vagas em 2020. No ano passado, 191.500 vagas foram abertas para jovens estudantes — 36,7% a menos que em 2019, quando 303 mil oportunidades foram ofertadas aos universitários. "A gente estava conseguindo ver uma melhora no mercado de estágios de dezembro a janeiro, mas com o recente pico da Covid-19, as empresas começaram a retrair novamente. Tudo tem sintonia com a economia", disse Mônica Vargas, gerente de operações do CIEE. No Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), foi registrada queda de 8,5% no saldo de vagas ofertadas em janeiro, 8% em fevereiro e 7% em março, em relação aos mesmos meses de 2020. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamento da empresa, o setor de estágios não deve se recuperar totalmente este ano, mas as empresas devem voltar a abrir vagas conforme a vacinação avançar pelo país. "Os jovens são a parcela dos jovens mais vulneráveis. Em abril do ano passado, com o impacto da pandemia no mercado, tivemos um redução de vagas de quase 90%", relembrou Yolanda. Impacto da pandemia nos estágios G1 Por conta desta instabilidade, Mônica, do CIEE, afirma que os jovens devem aproveitar para se inscrever nos processos seletivos que já estão com inscrições abertas e têm previsão para início no segundo semestre. "A fila de estudantes é muito maior do que o número de vagas, já que eles estão se lançando cada vez mais cedo no mercado porque os pais estão perdendo o emprego", acrescentou Mônica. Confira as vagas de estágio com inscrições abertas em todo país: Facebook (internacional) Abriu mais de 40 vagas para latino-americanos em seu programa de estágio internacional em tecnologia. As posições são para futuros engenheiros de software e engenheiros de front-end, nos escritórios dos Estados Unidos e do Reino Unido. É exigido um ou mais anos de experiência com Perl, Java, Php, Python ou C++ e matrícula em um programa de graduação ou mestrado em ciências da computação ou área relacionada. Remuneração: Salário, acomodação, custos dos trâmites de visto, viagem de ida e volta, transporte no país, academia, plano de saúde, eventos, mentoria, equipamentos (celular e computador). Inscrições: abertas até as vagas se esgotarem (por volta de junho) em www.facebook.com/careers/v2/jobs/1716969328451048/ (Inglaterra) e www.facebook.com/careers/v2/jobs/654496918442526/ (EUA). Americanas Podem se candidatar alunos de qualquer curso de graduação, com previsão de formatura de julho a dezembro de 2021 e disponibilidade para estagiar por 30 horas semanais flexíveis. Remuneração: Bolsa-auxílio compatível com o mercado, descontos em instituições de ensino, academias e em compras. Inscrições: até 25 de abril em http://estagioemlojalasa.gupy.io/. Cargill Anunciou a abertura de 200 vagas para estudantes de qualquer área de ensino superior com formação entre dezembro de 2021 a dezembro de 2022. A carga horária pode variar entre 30 e 40 horas semanais. Remuneração: Bolsa-auxílio, assistência médica e odontológica, seguro de vida, auxílio transporte, auxílio academia, cartão alimentação de Natal e vale-refeição ou refeitório no local de trabalho. Inscrições: até 4 de maio em http://novostalentoscargill.com.br/site/. Suzano São disponibilizadas 60 vagas para estudantes de diversas áreas com graduação prevista entre junho de 2022 e junho de 2023. Não é exigido um segundo idioma. Remuneração: Bolsa-auxílio, carga horária flexível (entre 30 e 40 horas semanais), assistência médica, seguro de vida, vale-refeição ou refeitório, vale-transporte ou fretado, auxílio academia e bolsa adicional vinculada ao desempenho e ao projeto do estagiário. Inscrições: até 27 de abril em www.grupociadetalentos.com.br/estagiosuzano20212. Ingredion Oferece 23 vagas em diferentes cidades para estudantes de nível superior em comércio exterior, engenharia, logística, marketing, recursos humanos, saúde, entre outras áreas, com formação prevista para agosto de 2022 a agosto de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio, vale-transporte, vale-refeição, auxílio academia, convênio farmácia, plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida. Inscrições: até 17 de maio em https://ingredion.across.jobs/. Votorantim O Centro de Excelência da Votorantim, em Curitiba, tem 20 vagas para estudantes dos cursos (bacharel ou tecnólogo) de ciências contábeis, administração, ciências econômicas, gestão financeira, engenharia de produção e automação e tecnologia da informação. Remuneração: Bolsa-auxílio, assistência médica e seguro de vida, telemedicina, café da manhã e almoço no refeitório, fretado, dress-code flexível, open office e auxílio academia. Inscrições: Até 30 de abril em jobs.kenoby.com/estagiocoe. Genomma Lab Brasil Oferece seis vagas para estudantes matriculados em cursos superiores, como administração, economia, engenharia, química, marketing, com previsão de conclusão entre dezembro de 2022 e julho de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio de R$ 1.700, plano de saúde e dental, vale-refeição, seguro de vida, recesso remunerado, auxílio academia e trabalho remoto. Inscrições: até 12 de abril em www.ciadeestagios.com.br/vagas/genomma/. Paraná Banco Possui mais de dez vagas para mulheres que estejam cursando ensino superior ou tecnológico em tecnologia e morem em Curitiba (PR) ou região metropolitana do Paraná. Remuneração: Bolsa-auxílio com reajuste semestral, vale-refeição, vale transporte e atendimento psicológico sem custo. Inscrições: Até 12 de abril em jobs.quickin.io/paranabanco/pages/programa_estagio_pb_mulheres_tecnologia BP Bunge Bioenergia Reúne 124 oportunidades em suas 11 unidades distribuídas pelo país para estudantes de ensino superior em áreas como química, administração, ciências contábeis, economia e engenharia, com formação prevista entre julho de 2022 e julho de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio e benefícios. Inscrições: Até 16 de abril em https://linktr.ee/estagiobpbunge. Ambev Possui vagas abertas para universitários de diversas áreas com previsão de formação entre dezembro de 2021 e julho de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio, vale-refeição ou refeitório no local, vale-transporte ou fretado, auxílio academia, seguro de vida, desconto em farmácias, férias remuneradas, clube de benefícios e suporte social, financeiro, jurídico e psicológico. Inscrições: Até 12 de abril em www.ambev.com.br/carreiras/trabalhe-conosco/estagio/. VR Benefícios Tem vagas para estudantes do segundo ano de qualquer curso de ensino superior. O escritório está localizado em São Paulo (SP) e há possibilidade de trabalho 100% remoto após a pandemia. Remuneração: Bolsa-auxílio, fretado, vale-refeição, vale-refeição, assistência médica, academia e práticas esportivas e seguro de vida. Inscrições: Até 19 de abril em www.99jobs.com/vr-beneficios/jobs/128750-programa-de-estagio-vr-beneficios-2021.
Veja Mais

10/04 - MEC anuncia prorrogação das inscrições do Sisu até a próxima quarta-feira
Encerramento do sistema seria às 23h59 desta sexta (9). Ministro disse que prazo foi estendido para atender demandas dos estudantes. Pelo segundo ano consecutivo, processo do Sisu é alvo de reclamações por "dupla classificação". Processo seletivo da Federal de Campina Grande (PB) pelo Sisu Ascom UFCG/Divulgação O Ministério da Educação anunciou a prorrogação das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para a próxima quarta-feira (14). O sistema se encerraria às 23h59 (horário de Brasília) desta sexta (9). A data de divulgação dos resultados também foi transferida da próxima terça (13) para a sexta (16). Initial plugin text Na edição extra do Diário Oficial da União constava domingo (11) como prazo final. O G1 entrou em contato com o MEC, que esclareceu ter havido um erro na publicação do DOU. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Assim, o cronograma ficará da seguinte forma: encerramento das inscrições: quarta (14) resultados: sexta (16) matrículas: de 19 a 23 de abril lista de espera: de 16 a 23 de abril Dupla classificação ou nota fantasma A pasta não explicou o motivo para a extensão do prazo em nota divulgada no site, mas post do ministro no Twitter (ver acima) menciona que foram "sensíveis às demandas dos estudantes". Pelo segundo ano consecutivo, candidatos reclamaram de um sistema introduzido pelo MEC que infla temporariamente as notas de corte e foi chamado de "dupla classificação" ou "nota fantasma". Nesta sexta, dois deputados federais entraram com representação no Ministério Público Federal contra esse modelo. Funciona da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. No Sisu passado, um novo modelo começou a computar na disputa por vagas as duas opções indicadas Mas, como explicado antes, a matrícula só pode ser feita em apenas uma opção de curso + universidade. Dessa forma, o desempenho no Enem de um candidato pode inflar artificial e temporariamente as notas de corte - já que uma das escolhas do aluno não valerá com o fechamento do sistema A manutenção do sistema de "dupla classificação" fez com que as queixas se repetissem neste ano. Candidatos questionaram se a nota de corte visualizada era "real". Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O G1 entrou em contato há alguns dias com o MEC para obter informações e posicionamento sobre o sistema de "dupla classificação", mas não obteve resposta. A alteração foi feita no ano passado, ainda na gestão Abraham Weintraub, sem que os candidatos fossem avisados previamente. No começo, suspeitava-se de uma falha, o que motivou nas redes sociais a hashtag #erronosisu. Inep: servidores divulgam carta em que pedem proteção contra 'tensões políticas' e fim de trocas sucessivas de comando Mais tarde o ministério disse que se tratava da introdução de uma nova "metodologia [que] dá mais transparência ao processo, auxiliando os participantes em sua decisão", segundo nota divulgada à época. 'Ansiedade' O modelo "gera uma ansiedade nos alunos", diz Alexandre Pereira, professor de biologia e tutor do colégio e curso pH. "O candidato pode não ler corretamente a situação sobre a vaga desejada e acaba fazendo outras opções de universidades e até mesmo de curso." Para Madson Molina, coordenador do curso Anglo, "essa dúvida faz parte do jogo, é a regra". Ele compara com o mercado de ações as flutuações e as incertezas envolvidas. Assim como fazem investidores, afirma Molina, um dos caminhos é analisar dados anteriores para fazer suas apostas. Pereira vai na mesma direção e indica simuladores disponíveis na internet que levam em conta a nota de corte do ano passado da chamada regular do Sisu no curso desejado. É apenas uma estimativa, mas que pode servir como um referencial melhor. Ele também recomenda entrar nos editais do ano passado de universidades que estão sendo consideradas pelo candidato para observar a lista de espera e a nota da última pessoa chamada. Assim, pode se ter um panorama mais completo de suas chances e assim balizar suas chances no Sisu. Fique atento aos pesos atribuídos à nota do Enem pela instituição de ensino pesquisada - cada uma pode adotar critérios próprios na disputa pela vaga. O sistema faz o cálculo automaticamente. O candidato pode observar se tem direito ao sistema de cotas e informar na inscrição. Para concorrer às vagas do Sisu, o candidato não pode ter zerado na redação do Enem e não pode ter prestado o exame na condição de treineiro. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Por causa da pandemia, o Enem 2020 foi adiado de novembro para janeiro, e as notas foram divulgadas no final de março último. Isso fez com que o governo também adiasse o período de inscrições do Sisu para que a nota do Enem da edição mais recente pudesse ser usada. O Sisu foi aberto em março para consulta. O candidato podia saber o número de vagas por curso e as regras de cada universidade — como as notas mínimas exigidas ou o regulamento para cotas sociais. Outros programas de acesso ao ensino superior, como o de bolsas em universidades privadas (Prouni) e o de financiamento de mensalidades (Fies), abriram inscrições em janeiro e a seleção ocorre por meio da nota de edições anteriores do Enem. As inscrições para o Prouni e para o Fies já foram encerradas. VÍDEOS: Educação
Veja Mais

09/04 - Sisu: deputados federais entram com representação no MPF contra sistema de 'dupla classificação'
Segundo parlamentares, mudança aplicada pelo MEC ainda em 2020 causa uma falsa impressão sobre as notas de corte e prejudica principalmente os estudantes mais vulneráveis. Página do Sisu Reprodução / Sisu Os deputados federais Bohn Gass (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) pedem em representação enviada nesta sexta-feira (9) ao Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal a suspensão da chamada "dupla classificação" no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os parlamentares afirmam que o modelo "infla artificialmente as notas de corte" e "ganha ares de crueldade contra os estudantes". O Sisu abriu na última terça suas inscrições e se encerra às 23h59 desta sexta. "Com as notas de corte infladas, os candidatos pelo país ficam sem referências para saber onde colocar sua nota. A simulação de lugares onde estudar com base na sua nota do Enem é um direito adquirido dos alunos brasileiros desde 2010, quando tivemos o primeiro Sisu", afirma o documento. Entenda a chamada "dupla classificação" ou "nota fantasma" no Sisu: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato pode inflar artificialmente as notas de corte já que uma das escolhas do aluno não valerá com o fechamento do sistema O texto enviado ao MPF também classifica a atual situação com "loteria seletiva" para a escolha das universidades e que incentiva "que pessoas que não tiraram notas não tão altas (mas mesmo assim altas), que se concentram entre as populações de menor renda, saiam do processo mesmo tendo aproveitamento suficiente". O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação para posicionamento a respeito da representação e aguarda resposta. Ofício ao ministro O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também enviou nesta sexta-feira um ofício direcionado ao ministro da Educação, Milton Ribeiro. Ele pede "providências para garantir o direito de estudantes afetados pela mudança nas regras do Sisu" e a suspensão do prazo para inscrições em 2021 e o fim da chamada "dupla classificação". Em seu documento, Valente também argumenta que a duplicação "infla as notas artificialmente, fazendo com que as notas de corte simuladas sejam, em muitos casos, maiores do que realmente serão quando o sistema for fechado". Ele diz que a mudança aplicada pelo MEC causa uma "classificação fantasma" que prejudica sobretudo os estudantes mais vulneráveis. UNE e UBES A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) também entraram com um pedido de ação civil pública na Defensoria Pública da União sobre o mesmo tema. As duas organizações estudantis argumentam, assim como os deputados, que "a dupla classificação de um mesmo candidato faz com que sua nota seja concomitantemente considerada na definição da nota de corte em dois cursos". "Verifica-se, assim, que os parâmetros utilizados pelo Sisu para definição da nota de corte são irreais, pois pressupõem a possibilidade de uma mesma pessoa estar na lista de concorrência de dois cursos, quando, na verdade, sua nota ao final necessariamente impactará apenas uma das listas" Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

09/04 - Inep: servidores divulgam carta em que pedem proteção contra 'tensões políticas' e fim de trocas sucessivas de comando
Assinep diz que configuração atual do instituto que organiza o Enem prejudica o planejamento de longo prazo da educação brasileira. Fachada da sede do Inep, em Brasília Google/Reprodução A Associação de Servidores do Inep (Assinep) divulgou nesta sexta (9) uma carta em que pede "maior eficiência, eficácia e efetividade" dentro do instituto que organiza o Enem e diz que a autarquia precisa ter proteção contra as "tensões políticas intrínsecas às alternâncias de poder no governo federal". No final de fevereiro foi nomeado o quinto nome a comandar o Inep somente no governo Jair Bolsonaro. Danilo Dupas Ribeiro substituiu Alexandre Lopes, demitido logo ao final da realização das provas do Enem Digital. Nesta sexta foi exonerado o diretor de tecnologia do Inep, Camilo Mussi, que estava na instituição desde 2016. Na nota, a Assinep afirma que "nos últimos 20 anos, foram nomeados 15 presidentes para o Inep, de alinhamentos políticos, ideológicos e de formação acadêmica distintos, nem sempre compatíveis com um perfil adequado para a tomada de decisões inerentes ao cargo". Além do Enem, a maior prova do país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira é o responsável por estatísticas, avaliações e provas como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O MEC cogita cancelar neste ano o Saeb, que avalia aprendizado de alunos do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. A partir de 2021, ele seria usado como nova forma de ingresso no ensino superior no Enem seriado, que seria inviabilizado a princípio. A associação de servidores pede uma lei orgânica que invista o Inep de mandatos específicos e "critérios claros e técnicos" para escolha de gestores. "Essa proposição é compatível com a importância, a magnitude e o impacto das ações do Inep para o Brasil – trabalho altamente especializado e que demanda qualificação técnica sólida, domínio científico e experiência pregressa com o universo das avaliações e pesquisas estatísticas", diz a nota. Em outro trecho, a carta enumera o que considera obstáculos para o seu trabalho: "Além de lidar com os desafios inerentes à natureza do trabalho do Inep, os seus servidores enfrentam dificuldades para levar a cabo as atribuições legais do instituto. Dentre essas, se destacam três de maior gravidade e perenidade, que afetam negativamente sua dinâmica interna e que se arrastam por diversos governos: a) sucessivas trocas de comando da autarquia; b) estrutura de gestão fragilizada; e c) perda permanente de profissionais qualificados do quadro de servidores efetivos". O G1 entrou em contato com o Inep sobre a carta divulgada pelos servidores e aguarda resposta. 'Não é assim que acontece' Em reunião da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados no dia 31 de março, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o "Inep estava tendo uma independência, querendo ser protagonista das políticas públicas da educação no Brasil. Não é assim que acontece, não comigo". O ministro respondia um questionamento da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) sobre o possível cancelamento do Saeb. Ribeiro falou em maior controle sobre o Inep: "Eu não abro mão de que o formulador de políticas públicas, que no fundo sou eu, que respondo por elas, tem que ser aqui do MEC. As vinculadas [refere-se aos órgãos ligados ao ministério] são assessoras das políticas que nascem no gabinete. O Inep estava tendo uma independência, querendo ser protagonista das políticas públicas da educação no Brasil. Não é assim que acontece, não comigo. Eu quero participar da gestão. Se existe alguém mais interessado em ter bons resultados sou eu. Eu trouxe um pouco pra perto pra que nós pudéssemos avaliar". Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

09/04 - Inep exonera Camilo Mussi, diretor de tecnologia que participou da organização do 1º Enem digital
Entra no lugar Daniel Miranda Pontes Rogério, que ocupou cargos no Ministério da Economia, das Comunicações e no próprio MEC. Camilo Mussi, que ocupava o cargo de diretor de tecnologia no Inep Reila Maria/Câmara dos Deputados Foi publicada na quinta (8) a exoneração de Camilo Mussi da diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que organiza o Enem. No lugar foi nomeado Daniel Miranda Pontes Rogério, que ocupou diversos cargos relacionados à tecnologia da informação no governo em ministérios como Economia, Comunicações e no próprio Ministério da Educação. Mussi estava na instituição desde 2016, quando Michel Temer era presidente interino. Ele participou da organização da primeira versão do Enem digital da história e chegou a ser presidente-substituto do Inep. Há pouco mais de um mês, a autarquia destacou nas redes um prêmio recebido por Mussi. Initial plugin text A primeira experiência de um Enem digital, que tem prazo de 5 anos para atingir 100% dos estudantes, teve menos de 30 mil participantes e problemas técnicos que deixaram candidatos sem prova em alguns locais. A abstenção foi de 68% entre os 96 mil candidatos confirmados. O G1 entrou em contato com o Inep para obter mais informações sobre a troca, mas não obteve resposta. Neste ano, também foi exonerado Alexandre Lopes do cargo de presidente do Inep. Foi nomeado Danilo Dupas Ribeiro para a vaga. VÍDEOS: Educação
Veja Mais

09/04 - UFJF divulga notas do Pism III com atraso
Anúncio inicial estava previsto para ocorrer às 15h da quinta-feira (8), mas instituição verificou erros no documento final do programa de ingresso. Previsão é que a correção seja feita nesta sexta-feira (9); confira o resultado. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou por volta das 21h de quinta-feira (8), as notas das provas do módulo III do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism). Houve atraso de seis horas, já que a liberação dos dados estava marcada para às 15h da quinta. A Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese) da UFJF chegou a informar na quinta-feira que verificou incorreções na divulgação das notas do módulo III do Pism e que o problema deve ser solucionado ainda nesta sexta-feira (9). Alteração anterior O processo já tinha alterado a divulgação das notas uma vez nesta edição de 2021. Na segunda-feira (5), a UFJF informou que transferiu de quarta-feira (7) para a quinta (8), a liberação das informações, alegando que "o adiamento ocorreu devido às restrições da Onda Roxa do 'Minas Consciente' na cidade de Juiz de Fora". Leia mais: Divulgação das notas do Pism III da UFJF é adiada em um dia A partir de agora Após a divulgação na noite de quinta, os candidatos que desejarem entrar com recursos relativos às notas poderão requerer o formulário nesta sexta-feira, das 9h às 16h. O gabarito e as notas oficiais dos estudantes está prevista para divulgação no próximo dia 16 de abril. Com relação às matrículas dos estudantes aprovados pelo Pism III, ainda não há previsão de quando serão efetuadas. Confira o resultado divulgado pela universidade. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
Veja Mais

09/04 - Sisu: inscrições acabam nesta sexta; candidatos reclamam do modelo de 'dupla classificação', que eleva nota de corte
MEC manteve mudança introduzida no ano passado: nota do Enem é ranqueada em disputa por vaga nas duas opções indicadas por um candidato. Mas, ao final, matrícula poderá ser feita em apenas uma preferência de curso e universidade. Processo seletivo via Sisu na Federal de Campina Grande, Paraíba Ascom UFCG/Divulgação O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que abriu na última terça suas inscrições e se encerra nesta sexta (9), é frequentemente comparado a um leilão. As notas dos candidatos no Enem são ranqueadas para concorrer a uma vaga em uma universidade pública brasileira. A classificação de aprovados pode ter alterações no período em que o Sisu opera (durante os quatro dias, o inscrito tem direito de mudar suas opções de curso/universidade). A entrada repentina de alguém com bom desempenho pode bagunçar a tabela de classificação. No Sisu de 2020, um outro elemento foi adicionado a esse modelo: a nota de um candidato agora é ranqueada nas duas escolhas de curso/universidade - embora, ao final, a matrícula só possa ser feita apenas na opção indicada como principal. Ou seja, a pontuação no Enem que está elevando a nota de corte pode ser descartada da disputa ao encerramento das inscrições. A mudança foi introduzida pelo Ministério da Educação no ano passado sem aviso aos candidatos. No começo, suspeitava-se de uma falha, o que motivou nas redes sociais a hashtag #erronosisu e o aparecimento de termos como "dupla classificação" ou "nota fantasma". Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Candidatos do Enem questionam notas da redação e apontam possíveis erros na pontuação da prova Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 Mais tarde o MEC explicou que se tratava da introdução de uma nova "metodologia [que] dá mais transparência ao processo, auxiliando os participantes em sua decisão", segundo nota divulgada. Neste ano, com a manutenção do sistema de "dupla classificação", as reclamações se repetiram. Candidatos questionaram se a nota de corte visualizada era "real". Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O modelo "gera uma ansiedade nos alunos", diz Alexandre Pereira, professor de biologia e tutor do colégio e curso pH. "O candidato pode não ler corretamente a situação sobre a vaga desejada e acaba fazendo outras opções de universidades e até mesmo de curso." Para Madson Molina, coordenador do curso Anglo, "essa dúvida faz parte do jogo, é a regra". Ele compara com o mercado de ações as flutuações e as incertezas envolvidas. Assim como fazem investidores, afirma Molina, um dos caminhos é analisar dados anteriores para fazer suas apostas. Pereira vai na mesma direção e indica simuladores disponíveis na internet que levam em conta a nota de corte do ano passado da chamada regular do Sisu no curso desejado. É apenas uma estimativa, mas que pode servir como um referencial melhor. Ele também recomenda entrar nos editais do ano passado de universidades que estão sendo consideradas pelo candidato para observar a lista de espera e a nota da última pessoa chamada. Assim, pode se ter um panorama mais completo de suas chances e assim balizar suas chances no Sisu. O G1 entrou em contato com o MEC para obter informações e posicionamento sobre o sistema de "dupla classificação", mas não obteve resposta. Datas do cronograma o resultado sai na terça-feira da próxima semana, dia 13 de abril as matrículas nas instituições de ensino serão realizadas no período entre 14 e 19 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino estudantes que não forem chamados para uma vaga nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que estará aberta entre 13 e 19 de abril. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Na madrugada da última terça, nos primeiros minutos após a abertura do sistema, o site apresentou problemas para carregar, mas teve acesso normalizado no começo da manhã. Fique atento aos pesos atribuídos à nota do Enem pela instituição de ensino pesquisada - cada uma pode adotar critérios próprios na disputa pela vaga. O sistema faz o cálculo automaticamente. O candidato pode observar se tem direito ao sistema de cotas e informar na inscrição. Prazo para inscrição no Sisu termina nesta sexta-feira Para concorrer às vagas do Sisu, o candidato não pode ter zerado na redação do Enem e não pode ter prestado o exame na condição de treineiro. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Por causa da pandemia, o Enem 2020 foi adiado de novembro para janeiro, e as notas foram divulgadas no final de março último. Isso fez com que o governo também adiasse o período de inscrições do Sisu para que a nota do Enem da edição mais recente pudesse ser usada. O Sisu foi aberto em março para consulta. O candidato podia saber o número de vagas por curso e as regras de cada universidade — como as notas mínimas exigidas ou o regulamento para cotas sociais. Outros programas de acesso ao ensino superior, como o de bolsas em universidades privadas (Prouni) e o de financiamento de mensalidades (Fies), abriram inscrições em janeiro e a seleção ocorre por meio da nota de edições anteriores do Enem. As inscrições para o Prouni e para o Fies já foram encerradas. VÍDEOS: Educação
Veja Mais

08/04 - Mensalidade mais baixa motiva busca por ensino a distância em universidades particulares, diz pesquisa
Levantamento também aponta que auxílio emergencial influenciou 56% sobre decisão de iniciar graduação. Ensino à distância tem tido aumento na procura em universidades particulares, segundo pesquisa Reprodução/Arquivo pessoal Pesquisa com 1.112 estudantes, de 17 a 50 anos, das classes ABCD mostra que 72% dos que têm intenção de migrar para o ensino a distância (EAD) em universidades particulares brasileiras tem como motivação as mensalidades mais baixas - na comparação com cursos presenciais. Em 10 meses, as menções ao fator "preço" cresceram 95%. O levantamento foi feito pela empresa Educa Insights entre 30/3 a 5/4 e é divulgado pela Associação Brasileiras das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), entidade que reúne 2.500 universidades particulares. Em média, a mensalidade de um curso presencial gira em torno de R$ 730, enquanto na modalidade EAD esse valor cai para a faixa entre R$ 205 e R$ 250, segundo a ABMES. Em outro item relacionado a questões econômicas, mais da metade dos entrevistados (56%) disseram que a interrupção do auxílio emergencial influenciou a decisão de começar um curso de graduação. E 66% afirmaram que o próprio entrevistado ou alguém da família receberam a ajuda pelo impacto da pandemia. Celso Niskier, da ABMES, que reúne as particulares, disse que a suspensão do auxílio impacta o mercado educacional porque instituições privadas têm na baixa renda boa parte de seu público. Outra pergunta foi sobre a intenção de começar um curso de graduação nos próximos 18 meses: 27% responderam neste início de 2021 38% disseram apenas na metade de 2021 10% só começariam no início de 2022 24% ainda estão incertos sobre começar um curso A área da saúde, com o provável impacto da pandemia, registrou o maior interesse dos entrevistados (26%). Na sequência vieram negócios/gestão (14%), direito (12%), tecnologia da informação (12%), engenharias (10%) artes e design (10%) e educação (8%). Niskier, da ABMES, disse ver com preocupação o impacto futuro no mercado de trabalho da diminuição de matriculados no ensino superior e cita gargalo na área da saúde. "No auge da pandemia o Brasil se vê com carência de médicos e de profissionais de saúde", afirmou. "Já que infelizmente são previstas novas crises e pandemias imagine a permanência dessa carência. A hora de planejar na área de saúde é agora." VÍDEOS: Educação
Veja Mais

08/04 - Depois de passar no vestibular aos 14 anos, brasileiro é um dos mais jovens advogados aprovados para atuar nos EUA
Mateus de Lima Costa Ribeiro tem 21 anos, e se formou em direito aos 18, em Brasília. Depois de ser aprovado em exame do 'Bar', equivalente à OAB, na próxima semana ele presta juramento na Corte Suprema de Nova York. Brasiliense Mateus Costa Ribeiro na Universidade Harvard, em 2020 Arquivo pessoal No dia 15 de abril, a Corte Suprema de Nova York vai receber o juramento de um dos advogados mais jovens já credenciados no Estado. Ele é o brasiliense Mateus de Lima Costa Ribeiro, de 21 anos, aprovado em exame do New York State Bar Association — equivalente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "É o resultado de muita dedicação. O que você colhe está completamente ligado a coisas que você fez em 7, 8, 10 anos", disse Mateus ao G1. Estudante de Brasília consegue bolsa de estudos integral na Universidade Harvard, nos EUA Aluno que trabalhava como lixeiro entra em Harvard A dedicação de Mateus começou cedo. Com o incentivo dos pais — dois advogados — ele passou no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), para o curso de Direito, aos 14 anos. Com 18 anos, ele se formou, e ficou conhecido como o mais jovem a ser aprovado para a OAB e também a fazer sustentação perante o Supremo Tribunal Federal (STF) — com causa ganha (relembre o caso mais abaixo). Em 2019, o brasiliense foi aprovado para um mestrado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, considerada uma das melhores do mundo. Segundo ele, a experiência o fez "rever todas as premissas". "Quando cheguei lá, percebi que havia muita demanda por pessoas que entendem tanto o universo jurídico brasileiro quanto o americano, e o mestrado em Harvard abre a porta para você fazer a prova do Bar", conta. "Acho que a vida não é sobre ter um plano é sobre sempre adaptar o seu plano", diz Mateus. 'Habeas corpus' para sair do castigo e ver jogo, aos 10 anos Advogado Mateus Ribeiro, 18 anos, recebe carteira da OAB no Distrito Federal TV Globo/Reprodução Mateus reconhece que faz parte de uma exceção. "A realidade de estudar fora, de aprender e falar bem inglês, de ter acesso a um país diferente é um negócio que precisa crescer cada vez mais, que precisa, cada vez mais, deixar de ser a exceção", disse. Na família, Mateus não foi o único a seguir o direito e se formar cedo. Ele foi quem quebrou o recorde do irmão, João Costa Ribeiro Neto, que conquistou a carteira da OAB aos 20 anos. A irmã, Clarissa Costa Ribeiro, foi graduada em direito aos 20 anos. Em entrevista à TV Globo, em 2018, o jovem contou que os primeiros passos rumo à advocacia foram dados ainda antes do vestibular, aos 10 anos de idade. Na tentativa de escapar de um castigo, ele recorreu a uma estratégia que os pais já conheciam: um pedido de habeas corpus (assista abaixo). "Meu irmão sugeriu que eu impetrasse um habeas corpus que seria julgado pelo meu pai, para eu poder ir pra sala ver o jogo do Corinthians", conta Mateus. Ainda criança, ele se destacava não só nas "manobras de defesa", mas também na habilidade com a leitura. Mateus chegou a ler 86 livros em um ano. Brasiliense é o advogado mais jovem do país Advogado aos 18 anos Antes do mestrado em Harvard, o jovem atuou, por um ano, como advogado. Ele defendia, principalmente, causas que envolvem Direito Constitucional e, neste período, foi o mais jovem a realizar uma sustentação oral no STF. Mateus defendeu a tese de que apenas o estado pode legislar sobre o Direito do Trabalho. O entendimento representou a maioria da Corte em julgamento que contou com 7 votos favoráveis e 4 contrários. "Eu cheguei lá como um advogado normal, até com aquelas roupas todas, difícil de fato das pessoas identificarem que eu era tão novo. E foi ótimo, porque eles não me trataram diferente e ao final da sustentação eu falei que tinha apenas 18 anos naquela ocasião. E aí, nossa, os ministros elogiaram e ficaram surpresos", lembra. O ministro relator do processo, Luiz Edson Fachin, definiu Mateus como "ilustre causídico [advogado]" e o parabenizou. Advogado mais jovem do país a defender uma tese no STF estréia na tribuna e recebe elogios Questionado se a idade já causou alguma situação diferente na profissão, Mateus nega. "Eu nunca quis ser definido pela minha idade. Eu nunca quis que eu fosse tratado de uma maneira especial, diferente ou pior por ser um advogado que estava na profissão mais cedo que o normal", aponta. "Eu acho que quando você demonstra maturidade na sua profissão as pessoas reagem bem a isso e consideram que, dado a sua conduta, você merece. Eu acho que sempre fui muito bem recebido", diz Mateus. A prova do "Bar", em New York, ocorreu em outubro de 2020, quando ele tinha 20 anos. No mesmo mês, Mateus voltou ao Brasil e, atualmente, ele trabalha em um escritório de advocacia em São Paulo, que presta apoio jurídico a empresas brasileiras que fazem operações internacionais. "Pretendo trabalhar e ajudar a economia do Brasil justamente como uma ponte entre as empresas daqui e o mercado financeiro de Nova York. Empresas que estão se financiando para crescer, contratar pessoas. Sinto esse chamado, de ser essa ponte [entre os dois países]", conta. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
Veja Mais

07/04 - Unicamp libera lista de aprovados em 5ª chamada do vestibular 2021; confira nomes
Universidade estadual divulgou nesta quarta-feira (7) nova relação de convocados para vagas em cursos de graduação. Veja cronograma da comissão organizadora (Comvest). Estudantes no campus da Unicamp, antes da pandemia Fernando Pacífico / G1 A Unicamp liberou nesta quarta-feira (7) a lista de candidatos aprovados na 5ª chamada do vestibular 2021. A relação tem 247 convocados para vagas em cursos de graduação. Veja os nomes dos estudantes convocados O estudante aprovado deve fazer a matrícula virtual nesta quinta, pelo site da comissão organizadora do exame (Comvest), entre 9h e 17h. Quem foi contemplado com as cotas étnico-raciais ainda deve acessar o portal e agendar um horário, neste mesmo dia, para passar pela comissão de averiguação. Na primeira lista foram convocados 3.247 candidatos para 69 cursos. Já na segunda chamada da universidade estadual constam os nomes de 404 estudantes aprovados. A terceira chamada contemplou 800 candidatos, enquanto a quarta registrou 398 participantes. A Unicamp prevê até sete chamadas de aprovados no vestibular. Resultados da 1ª chamada As aprovações de estudantes oriundos da rede pública na primeira chamada do vestibular da Unicamp aumentaram em 2021, no comparativo com a edição anterior, segundo Comvest. Por outro lado, ao incorporar no exame tradicional as vagas que deixaram de ser preenchidas via Enem, após conflito de datas, a universidade registrou diminuição no total de candidatos negros selecionados para as vagas. Outro resultado destacado pela Unicamp foi o crescimento do número de estudantes de baixa renda com isenção integral da taxa de inscrição e foram convocados na primeira relação. Cursos mais disputados Neste ano, os dez cursos mais procurados pelos candidatos são: medicina, arquitetura e urbanismo; ciências biológicas; comunicação social-midialogia; ciência da computação; engenharia da computação; farmácia; história; ciências econômicas e enfermagem. Calendário Vestibular Unicamp 2021 5ª chamada: 7 de abril Averiguação virtual dos convocados para vagas de cotas em 4ª chamada: 8 de abril Matrícula virtual de aprovados na 4ª chamada: 8 de abril 6ª chamada: 12 de abril Matrícula virtual de aprovados na 6ª chamada: 13 de abril 7ª chamada: 14 de abril Matrícula virtual de aprovados na 7ª chamada: 15 de abril Confira calendário completo PLAYLIST: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Veja Mais

07/04 - Jovem se torna doutor aos 24 anos: 'minhas referências foram instituições públicas', diz
Lucas Carvalho tem apenas 24 anos e já segue para um pós-doutorado em Estocolmo. Lucas Carvalho tem apenas 24 anos e já segue para um pós-doutorado em Estocolmo Lucas Carvalho/Arquivo Pessoal Quatro anos e meio para uma graduação em medicina veterinária, no campus de Areia, na UFPB, 12 meses para concluir o mestrado e 25 meses para concluir o doutorado. Lucas Carvalho tem apenas 24 anos e já deu para perceber que ele precisa de pouco para conseguir muito. Ainda jovem, ele é o estudante mais novo a se tornar doutor na Universidade Federal da Paraíba, o berço dos seus estudos. Estudante também de escola pública durante infância e adolescência, são nessas instituições que ele encontra a base de tudo. “Minhas referências foram instituições de ensino público desde criança”, declara. Natural de Serra Branca, interior da Paraíba, Lucas só tinha duas opções: a escola pública municipal e a escola pública estadual. Escolheu a Escola Estadual Senador José Gaudêncio, onde estudou até o 3º ano do ensino médio. Isso, claro, nunca foi um problema. Lucas nunca visualizou estudar em uma escola particular, porque não tinha essa opção como referência. No ensino médio, os pais ainda cogitaram colocá-lo em uma escola de Campina Grande, mas ele se apoiou na qualidade do ensino público que recebeu desde a infância. “No vestibular, 70% da minha turma foi aprovada”, conta. Paraibano que se tornou doutor aos 24 anos teve base na escola pública Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), se inscreveu no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e passou para o curso de medicina veterinária em primeiro lugar no campus de Patos e em terceiro lugar no campus de Areia, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A universidade particular também não foi uma opção. Na época, nem existia o curso em instituições privadas. Terminou a graduação em quatro anos e meio e, para se formar, entrou com alguns processos na UFPB, porque estava adiantado em relação ao prazo. Mas mostrando o resultado da aprovação do mestrado, em cuja seleção tirou nota máxima, conseguiu defender o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no oitavo período do curso e concluir a graduação. Experimento sobre hematologia de Jabutis em parceria com o Parque Arruda Câmara, em João Pessoa Lucas Carvalho/Arquivo Pessoal Filho de veterinário e com mãe dona de uma farmácia veterinária, Lucas não poderia crescer querendo outra coisa. Ainda na graduação, ajudava os pais nos fins de semana. Saía de Areia na sexta-feira, ia para Campina Grande estudar inglês e depois partia para Serra Branca. No sábado, trabalhava na farmácia, e no domingo, fazia as cirurgias na clínica veterinária. Quando terminou o terceiro ano do ensino médio, queria seguir o caminho dos pais e tocar o negócio da família. Mas quando conheceu a pesquisa e o magistério, não teve dúvidas do que realmente gostaria de fazer. 'Quero devolver de alguma forma, sendo professor' Lucas ainda pensou em seguir a carreira dos pais e tocar o negócio da família. Mas quando entrou na universidade e conheceu o mundo da ciência, visualizou um novo caminho. Trabalhou bastante na graduação para fazer um bom currículo acadêmico e foi isso que o colocou no mestrado tão cedo. Em doze meses conseguiu concluir a dissertação na pós-graduação em ciência animal, também no campus da UFPB em Areia. Foi durante o curso que o pesquisador conseguiu se destacar mais uma vez no universo acadêmico por ter desenvolvido, junto com uma equipe do Laboratório de Histologia Animal da Universidade, um aplicativo – Histologia Fácil –, para o qual foi realizado o depósito de patente pela Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova), em 2019. Defesa da tese de doutorado de Lucas Carvalho aconteceu de forma remota Lucas Carvalho/Arquivo Pessoal Findado o mestrado, conheceu o professor Valdir Braga, atual pró-reitor de Pesquisa (Propesq) da UFPB, e seguiu para João Pessoa onde deu andamento ao doutorado em ciências fisiológicas. Vivendo um passo de cada vez, para se sustentar, Lucas conseguiu um emprego como professor de uma universidade particular. Assim, unia a profissão com a academia e, também em tempo mínimo, terminou o doutorado em 25 meses. Tudo muito rápido porque Lucas quis agarrar todas as oportunidades que surgiram. O professor Valdir buscou todas as informações necessárias e deixou para Lucas apenas a decisão: fazer um pós-doutorado na Suécia? Sim. O curso é na universidade Karolinska Institutet, com a qual fez parceria durante a pesquisa de doutorado. Agora, de malas prontas para embarcar, vai com a esposa, Maryanne, e o filho, Artur, de apenas nove meses, para Estocolmo, onde passará pelo menos dois anos, e espera retornar ao Brasil e à universidade onde sua trajetória de sucesso teve início. Mas, dessa vez, como professor. “Eu nunca visualizei ter que pagar para estudar, sempre visualizei que o governo e o estado faziam isso para mim, e eu sou muito grato. Eu quero devolver isso de alguma forma, sendo professor, devolver todo o investimento que foi feito em mim. Eu sou muito grato por esse investimento e pelo incentivo à educação pública. Falando como pesquisador, são as instituições públicas que dominam as pesquisas no Brasil, pesquisas de ponta e de qualidade. A pandemia serviu também para mostrar a importância do cientista e como a ciência está por trás do avanço da sociedade. É dentro dos muros da universidade que a gente faz isso”, declarou Lucas. Em isolamento na cidade de Sumé, o pesquisador aguarda apenas a resolução final dos trâmites para seguir para Estocolmo. Passagens compradas, malas prontas, Lucas vai dar mais um passo na sua vida: pós-doutorado fora do país, aos 24 anos, seguindo o rumo que o destino ditou. Equipe de pesquisadores do Laboratório de Fisiologia Cardiovascular - LACONCHA Lucas Carvalho/Arquivo Pessoal Vídeos mais assistidos do G1 Paraíba
Veja Mais

06/04 - Acadêmica brasileira viraliza unindo kimono e cabelo afro no Japão
Depois de crescer em uma favela paulistana, Marina de Melo do Nascimento concluiu o mestrado em uma das mais antigas e prestigiadas faculdades do Japão. Me formando de kimono e afro": foto de Mari Melo viralizou no Instagram e no Facebook Marina Melo/Arquivo pessoal "De Itaquera pra atual universidade número um do Japão! Me formando de kimono e afro", escreveu a jovem acadêmica Mari Melo, de 29 anos, na noite de 25 de março. Na manhã seguinte, ela despertou com milhares de notificações no Twitter e Instagram. No Facebook, sua foto foi compartilhada por diversas páginas e viralizou. "Quem é essa gente toda aqui?", brincou ela, surpresa com a repercussão. Surpresa, mas feliz. Marina de Melo do Nascimento concluiu o mestrado na Universidade de Tohoku, uma das mais antigas e prestigiadas do Japão. Foi a oportunidade que teve de vestir o "hakama", um traje tradicional japonês utilizado para cerimônias especiais. Ao modelo com saia de pregas pink e mangas num tom de lilás, a acadêmica adicionou flores amarelas para adornar o cabelo afro. O hakama foi feito para facilitar o movimento, permitindo pular e fugir dos inimigos e utilizar a espada. "As primeiras estudantes japonesas emprestaram dos seus irmãos a vestimenta para que pudessem frequentar a escola da mesma maneira que eles, de forma livre", ela contextualizou, no Twitter. "O hakama é uma conquista feminina, que celebra a possibilidade de movimentar o corpo, estudar e se colocar em pé de igualdade aos homens." Paulistana, Marina nasceu e cresceu em Itaquera, na zona leste de São Paulo, até os 15 anos. Morou em uma casa simples em uma favela, ao lado de um lixão. Depois, mudou-se para o distrito da Vila Carrão, também na zona leste da cidade. Foi ali que ela passou a se interessar por língua japonesa. Nos arredores onde a família de Marina vivia na Vila Carrão, viviam muitos imigrantes e descendentes de Okinawa, a menor e mais meridional ilha do arquipélago japonês. À época adolescente, ela cultivou interesse por desenhos e quadrinhos nipônicos como uma válvula de escape para a realidade paulistana periférica que vivia. "Era divertido e me distraía do dia a dia", diz à BBC News Brasil. Mari Melo cresceu em uma casa simples em uma favela ao lado de um lixão em Itaquera Arquivo pessoal Graças a uma bolsa de estudos por desempenho, ela estudou em um colégio particular. À parte, estudava inglês por conta própria e, a certo ponto, decidiu procurar um curso de japonês. Na capital paulista, que abriga a maior colônia japonesa do mundo fora do Japão, com cerca de 325 mil pessoas segundo os últimos dados disponíveis, ela encontrou apenas um curso na zona leste. Aos 17 anos, tentou se inscrever. Mari Melo, historiadora paulistana de Itaquera, se formou na Universidade de Tohoku, uma das mais antigas e prestigiadas do Japão Arquivo pessoal "Fui fazer a matrícula e me perguntaram: 'Ah, você é descendente?' Não, respondi. E eles disseram: 'Ah, mas então por que você quer estudar japonês? Infelizmente, não vai ter vaga para você, não. Melhor dar a vaga para alguém que vai aprender e usar a língua japonesa, você não vai'. Saí chorando de lá", lembra ela, visivelmente emocionada. De Itaquera para a USP Em 2010, a estudante passou no vestibular para o curso de letras na Universidade de São Paulo (USP). Na hora de escolher a língua na qual gostaria de se especializar, não teve dúvidas: japonês. "Pela primeira vez, ninguém me questionou 'por que japonês?' Foi um momento incrível", conta. Marina conta que nunca passou situação crítica ou constrangedora por ser negra e estrangeira no Japão Arquivo pessoal Aos 21 anos, Marina passou em um processo seletivo para intercâmbio na Universidade de Mie, entre 2013 e 2014. Foi a primeira vez que viajou de avião. "Nunca imaginaria que, um dia, estaria no Japão. Até então, o máximo, o mais distante que tinha conseguido ir foi a USP", lembra. Literalmente, ela frisa: não viajava e transitava principalmente pela zona leste, logo foi um salto para o campus Cidade Universitária e, depois, para o campus de Tsu, na província japonesa de Mie. "Minha mãe dizia: estudo é a única coisa que nós, pobres, conseguimos e que ninguém pode tirar. É o que leva a gente longe", relata. "Você pode encontrar gente que olha torto, mas você não pode ficar com medo de sair pelo mundo. Medo de preconceito? Estou preparada, calejada." De volta a São Paulo após a conclusão do intercâmbio, Marina se formou bacharel em letras, com habilitações em português e japonês, e licenciatura em português. Fez traduções e desenvolveu estudos sobre mangás (quadrinhos japoneses), cultura pop japonesa no contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, estudou estereótipos femininos no mangá de estilo Shōjo, voltado ao público feminino adolescente. Depois da faculdade, foi trabalhar em uma associação cultural nikkei de Osasco. Nikkei quer dizer descendentes de japoneses nascidos fora do Japão. "Fui a primeira não-nikkei ali", diz ela, que é descendente de indígenas e negros. Da USP para Tohoku Mari e seu marido Júlio se dedicam aos estudos da cultura e língua japonesa Arquivo pessoal Marina se casou com Júlio César da Silva do Nascimento, 29, também graduado em letras na USP, também intercambista entre 2013 e 2014. Ele foi o primeiro de sua família a fazer faculdade. Júlio conquistou uma bolsa de estudos do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão (Mext) para o programa de pós-graduação em Estudos Japoneses Globais na Universidade de Tohoku. Ele se mudou para a cidade de Sendai, a capital da província de Miyagi, em abril de 2018. Ela, que também queria voltar a viver no Japão, escreveu a um professor, possível orientador para a pesquisa acadêmica que gostaria de realizar. O professor a aceitou como aluna ouvinte, o que lhe permitiu pedir o visto japonês. Ao longo de meses, organizou documentos, economizou R$ 5 mil e comprou a passagem, só de ida. Depois de um semestre como ouvinte, Marina passou no processo seletivo para o mestrado no programa de Estudos Japoneses Contemporâneos da Universidade de Tohoku, por coincidência, o primeiro campus do arquipélago a aceitar inscrições de estudantes estrangeiros e do sexo feminino, em 1913. Marina conta que nunca passou situação crítica ou constrangedora por ser negra e estrangeira no Japão. Passou a dar aulas de inglês em um tipo de cursinho pré-vestibular à noite e aulas de japonês para crianças, filhos de dekasseguis (descendentes de japoneses que migram para trabalhar temporariamente no país). Na universidade, propôs uma pesquisa sobre feminismo japonês no século 19. "O tchan", diz ela, "foi o foco na autora Kishida Toshiko [1863-1901], uma das primeiras feministas japonesas." A mestranda traduziu e analisou textos de Kishida, de Kyoto, engajada na defesa da igualdade de gênero, inclusão e independência de mulheres diante dos homens no Japão. Em 1883, depois de realizar um discurso público sobre a condição feminina, intitulado Daughters in boxes, Kishida foi presa, julgada e multada por fazer uma manifestação política sem autorização. "Ela era questionadora, fazia perguntas: 'Mas quem determinou essas regras?', 'Quem disse que deve ser assim?' Tem um alinhamento forte com a teoria feminista atual, que não diz o que a gente deve ser, mas procurar pontos de interseccionalidade. Que mulher", diz. Mais recentemente, Marina lançou os quadrinhos The bride of the fox, que contam a história de Nubia, a primogênita do rei de um remoto arquipélago, um romance que também perpassa questões femininas. Tímida, ela conta que ficou surpresa com a repercussão de sua história na internet e pretende emendar um doutorado. "Sempre quis ser professora, para fazer a diferença." "Nos últimos dias, conversamos sobre o que significa estar neste momento. Educação não deve ser uma questão só de conquista individual, mas ter um impacto para motivar as pessoas a seguirem os estudos", diz Júlio, que já trabalhou com alfabetização de moradores de rua e jovens saindo da Fundação Casa, instituição para menores infratores. "Nós enfrentamos tantas dificuldades para estar aqui, estudar aqui. É fantástico que as pessoas olhem para alguém [como Marina] e pensem: é possível, estudar te leva longe." Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

06/04 - Unicamp formaliza lista com resultado de consulta acadêmica para Doria nomear próximo reitor
Relação liderada pelo engenheiro de alimentos Tom Zé, vencedor da consulta, foi mantida pelo Consu nesta terça. Posse está marcada para 19 de abril e mandato vai até dezembro de 2024. Praça em frente ao prédio da reitoria da Unicamp, em Campinas Fernando Pacífico / G1 Campinas A Unicamp formalizou na manhã desta terça-feira (6) a lista tríplice de candidatos a reitor que será enviada ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para ele nomear quem ficará à frente da gestão da universidade no mandato 2021-2024. Ela é liderada pelo engenheiro de alimentos Tom Zé, que venceu a consulta acadêmica após receber 51,97% dos votos válidos ponderados no 2º turno. A relação definida durante reunião do Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação, mantém os resultados da votação feita por alunos de graduação e pós, docentes e funcionários técnico-administrativos. Completam a lista o médico Mario Saad, que foi superado no 2º turno; e o engenheiro agrônomo Sérgio Salles-Filho, que teve menor percentual de votos ponderados no 1º turno. O ofício com a lista tríplice será elaborado pela Secretaria Geral da Unicamp e encaminhado a Doria. Tradicionalmente, o governador nomeia o primeiro colocado e o sucessor do físico Marcelo Knobel tomará posse em 19 de abril. O mandato do 13º reitor da história da Unicamp vai até dezembro de 2024, após redução excepcional no período de duração aprovada pelo Consu - veja abaixo detalhes. Como foi a votação? Durante o 2º turno da votação remota, com e-voto, participaram 12,6 mil integrantes da comunidade acadêmica da Unicamp. Tom Zé foi o mais apoiado por docentes e alunos de graduação e pós; enquanto Saad foi o preferido entre funcionários. O mesmo perfil já havia sido registrado no 1º turno. Votos por categoria no 2º turno da consulta para reitor Perfil de Tom Zé Caso Tom Zé seja confirmado pelo governador como novo reitor da Unicamp, a médica Maria Luiza Moretti ocupará o cargo de vice-reitora. Clique para ler as propostas previstas pela chapa. Chapa formada por Tom Zé e Luiza venceu consulta na Unicamp Reprodução / Instagram O vencedor da consulta é graduado em engenharia de alimentos pela Unicamp (1980), fez mestrado na mesma área e universidade (1984), e tem doutorados em engenharia de processos térmicos pela Martin Luther Universität, na Alemanha (1987) e em ciências econômicas pela Unicamp (1987). Tom Zé tornou-se professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp em (1987), e é docente titular da instituição desde 2007. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tom Zé já publicou três livros, 235 artigos em revistas e tem nove solicitações de patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os prêmios da carreira do engenheiro são: 1º lugar no Prêmio Jovem Cientista de 1989, que teve como tema "Conservar energia: um desafio de todos", Prêmio de Reconhecimento Acadêmico "Zeferino Vaz" (2001 e 2010), e 1º lugar do Prêmio Jabuti de 2016, na categoria "Engenharias, tecnologias e informática", como coautor do livro didático "Operações unitárias na indústria de alimentos". Orçamento de R$ 2,4 bilhões A universidade tem orçamento estimado em R$ 2,84 bilhões, incluindo R$ 208,6 milhões de uma reserva financeira com objetivo de cobrir déficit de anos anteriores e o total previsto neste exercício. Atualmente, ela é responsável por 8% da pesquisa acadêmica no país e tem 37 mil alunos matriculados em 65 cursos de graduação e 158 de pós. Já o quadro de funcionários ativos é formado por aproximadamente 2 mil professores e 7,1 mil servidores técnico-administrativos. Além dos campi instalados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP), a universidade estadual também contabiliza as áreas de dois colégios técnicos - Cotuca (Campinas) e Cotil (Limeira) - além do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, em Paulínia (SP). Mudança em mandato Embora esteja previsto no Estatuto da Unicamp que o mandato do reitor é de quatro anos, o Consu aprovou em agosto de 2020 uma redução excepcional de aproximadamente quatro meses no período da próxima gestão. Por isso, ela vai de 19 de abril deste ano até 31 de dezembro de 2024. O objetivo é fazer com que a administração posterior tenha início em janeiro de 2025 e, portanto, seja encerrada em dezembro de 2028. A universidade estadual sustenta que a mudança implicará em ter somente uma gestão a cada ano fiscal, sem transição de reitores em abril, e para que o processo de consulta acadêmica não seja interrompido em anos posteriores por festas do fim de ano e Carnaval. VÍDEOS: veja notícias de Campinas e região Veja mais informações no G1 Campinas.
Veja Mais

06/04 - Veja os 10 cursos com maiores e menores notas de corte na ampla concorrência do Sisu 2020 na PB
A nota de corte é a menor pontuação exigida para que o candidato fique entre os selecionados e é calculada com base no número de inscritos e de vagas. Sisu 2021.1: veja os 10 cursos com maiores e menores notas de corte na ampla concorrência na Paraíba Angélica Gouveia/UFPB Começam nesta terça-feira (6) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021. Para você ficar por dentro e saber se a sua nota é suficiente para ingressar no curso desejado, o G1 preparou uma lista com os dez cursos, de cada instituição pública de ensino superior no estado, que registram as maiores e menores notas de corte na categoria ampla concorrência do Sisu 2020, última edição do sistema de seleção. Confira abaixo notas de corte dos cursos na Paraíba. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a nota de corte é a menor pontuação exigida para que o candidato fique entre os selecionados e é calculada com base no número de inscritos e de vagas. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o curso de Medicina teve a maior nota de corte, de 776,36, enquanto que o bacharelado em Agroecologia, no campus de Bananeiras, registrou a menor, de 531,96. O curso de Medicina também ocupou a primeira posição no ranking de notas de corte da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com 777,7 pontos no campus de Cajazeiras. O curso de licenciatura em Física, em Cuité, teve a menor pontuação, de 534,5. Na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o curso de Odontologia em Campina Grande teve a maior pontuação de corte, de 762,47, e a licenciatura em Física, no campus VIII, teve a menor, de 524,98. Já no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPB), o bacharelado em Engenharia Civil, no campus de Cajazeiras, registrou a maior nota de corte para ampla concorrência, de 681,48, enquanto que o curso tecnológico em Agroecologia, oferecido no campus de Picuí, teve a menor, de 524,74. Maiores notas de corte Universidade Federal da Paraíba (UFPB), campus João Pessoa Krystine Carneiro/G1 UFPB 1. Medicina - Unidade Sede - Bacharelado - Integral - 776,36 2. Odontologia - Unidade Sede - Bacharelado - Integral - 732,72 3. Direito Unidade Sede - Bacharelado - Matutino - 721,66 Unidade Sede - Bacharelado - Noturno - 713,26 Unidade Centro - Bacharelado - Matutino - 705,32 Unidade Centro - Bacharelado - Noturno - 702,72 4. Relações Internacionais Unidade Sede - Bacharelado - Matutino - 719,56 Unidade Sede - Bacharelado - Noturno - 700,08 5. Arquitetura e Urbanismo - Unidade Sede - Bacharelado - Integral - 700,86 6. Biomedicina - Unidade Sede - Bacharelado - Integral - 710,8 7. Psicologia - Unidade Sede - Bacharelado - Integral - 696,76 8. Ciência De Dados E Inteligência Artificial - Campus I - Bacharelado - Integral - 693,1 9. Engenharia de Computação - Campus I - Bacharelado - Integral - 691,06 10. Engenharia Civil - Unidade Sede - Bacharelado - Integral - 688,2 UFCG Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Marinilson Braga/UFCG 1. Medicina Campus Cajazeiras - Bacharelado - Integral - 777,7 Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 773,7 2. Odontologia - Campus Patos - Bacharelado - Integral - 717,72 3. Ciência da Computação - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 712,16 4. Direito Campus Sousa - Bacharelado - Matutino - 693,46 Campus Sousa - Bacharelado - Noturno - 687,08 Campus Sousa - Bacharelado - Vespertino - 684,74 5. Psicologia - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 691,88 6. Enfermagem - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 691,34 7. Engenharia Civil - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 685,08 8. Medicina Veterinária - Campus Patos - Bacharelado - Integral - 684,5 9. Engenharia Elétrica - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 683,34 10. Engenharia Mecânica - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 673,64 UEPB Na UEPB, o curso com maior nota de corte é o de Odontologia do Campus I, em Campina Grande João Paulo/TV Paraíba 1. Odontologia Campus I - Bacharelado - Integral - 762,47 Campus VIII - Bacharelado - Integral - 718,1 2. Direito Campus I - Bacharelado - Matutino - 726,29 Campus I - Bacharelado - Noturno - 721,54 Campus III - Bacharelado - Integral - 700,31 3. Ciências da Computação - Campus I - Bacharelado - Integral - 711,66 4. Relações Internacionais Campus V - Bacharelado - Matutino - 708,84 Campus V - Bacharelado - Noturno - 698.57 5. Psicologia - Campus I - Bacharelado - Integral - 701,25 6. Fisioterapia - Campus I - Bacharelado - Integral - 687.81 7. Enfermagem - Campus I - Bacharelado - Integral - 678.97 8. Farmácia - Campus I - Bacharelado - Integral - 675.92 9. Jornalismo Campus I - Bacharelado - Noturno - 662.43 Campus I - Bacharelado - Integral - 661.88 10. Educação Física - Campus I - Bacharelado - Integral - 659.79 IFPB Prédio do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) em Cajazeiras Divulgação 1. Engenharia Civil Campus Cajazeiras - Bacharelado - Integral - 681,48 Campus João Pessoa - Bacharelado - Integral - 678,73 Campus Patos - Bacharelado - Integral - 665,94 2. Engenharia da Computação - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 675,76 3. Medicina Veterinária - Campus Sousa (Unidade São Gonçalo) - Bacharelado - Integral - 672,87 4. Design de Interiores - Campus João Pessoa - Tecnológico - Matutino - 656,17 5. Engenharia Mecânica - Campus João Pessoa - Bacharelado - Integral - 651,86 6. Engenharia Elétrica - Campus João Pessoa - Bacharelado - Integral - 648,42 7. Sistema para Internet - Campus João Pessoa - Tecnológico - Vespertino - 646,37 8. Design Gráfico - Campus Cabedelo - Tecnológico - Integral - 641,91 9. Análise e Desenvolvimento de Sistemas - Campus Cajazeiras - Tecnológico - Integral - 630,48 10. Administração Campus João Pessoa - Bacharelado - Noturno - 628,64 Campus João Pessoa - Bacharelado - Matutino - 622,12 Menores notas de corte Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Krys Carneiro/G1 UFPB 1. Agroecologia - Campus III - Bacharelado - Integral - 531,96 2. Secretariado Executivo Bilíngue - Campus IV - Bacharelado - Noturno - 537 3. Química Campus II - Bacharelado - Noturno - 538,74 Campus II - Licenciatura - Noturno - 556,26 4. Pedagogia Campus IV - Licenciatura - Noturno - 541,7 Campus III - Licenciatura - Integral - 543,7 5. Ciências Agrárias - Campus III - Integral - 544,64 6. Agroindústria - Campus III - Integral - 545,72 7. Matemática - Campus IV - Licenciatura - Noturno - 547,26 8. Letras (Língua Portuguesa) - Campus IV - Licenciatura - Vespertino - 551,12 9. Ciências das Religiões - Unidade Sede - Bacharelado - Noturno - 554,22 10. Pedagogia (Educação do Campo) - Unidade Sede - Licenciatura - Noturno - 557,36 UFCG Campus Cuité da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Divulgação/UFCG 1. Física Campus Cuité - Licenciatura - Integral - 534,5 Campus Cuité - Licenciatura - Noturno - 550,84 Campus Cajazeiras - Licenciatura - Noturno - 577,26 2. Agroecologia - Campus Sumé - Tecnólogo - Noturno - 536,34 3. Matemática Campus Cuité - Licenciatura - Noturno - 542,82 Campus Cuité - Licenciatura - Integral - 543,34 Campus Cajazeiras - Licenciatura - Integral - 573,14 4. Química Campus Cuité - Licenciatura - Noturno - 549,2 Campus Cuité - Licenciatura - Integral - 553,48 5. Gestão Pública - Campus Sumé - Tecnólogo - Noturno - 554,38 6. Ciências Sociais - Campus Sumé - Licenciatura - Noturno - 554,68 7. Meteorologia - Campus Campina Grande - Bacharelado - Integral - 560,76 8. Agronomia - Campus Pombal - Bacharelado - Integral - 564,92 9. Ciências Biológicas - Campus Cuité - Licenciatura - Noturno - 569,82 10. Engenharia de Alimentos - Campus Pombal - Bacharelado - Integral - 572,26 UEPB Campus VIII da Universidade Estadual da Paraíba, em Araruna Paizinha Lemos/UEPB 1. Física Campus VIII - Licenciatura - Integral - 524,98 Campus VIII - Licenciatura - Noturno - 568,9 Campus I - Licenciatura - Integral - 551,52 Campus I - Licenciatura - Noturno - 570,56 2. Matemática Campus VI - Licenciatura - Integral - 528,54 Campus VI - Licenciatura - Noturno - 551,34 3. Química Campus I - Licenciatura - Integral - 529,08 Campus I - Licenciatura - Noturno - 558,41 4. Agroecologia - Campus II - Bacharelado - Integral - 548,56 5. Geografia Campus III - Licenciatura - Vespertino - 550,63 Campus III - Licenciatura - Noturno - 553,02 6. Agronomia - Campus IV - Bacharelado - Integral - 552,14 7. Letras (Espanhol) - Campus VI - Licenciatura - Noturno - 564,29 8. Letras (Inglês) - Campus III - Licenciatura - Vespertino - 565,51 9. Ciências Contábeis - Campus IV - Bacharelado - Matutino - 568,22 10. Filosofia - Campus VI - Licenciatura - Integral - 571,19 Prédio do Instituto Federal da Paraíba em Picuí Divulgação/IFPB IFPB 1. Agroecologia Campus Picuí - Tecnológico - Integral - 524,74 Campus Picuí - Tecnológico - Integral - 551.66 2. Alimentos - Campus Sousa (Unidade São Gonçalo) - Tecnológico - Integral - 546,43 3. Gestão Ambiental - Campus Princesa Isabel - Tecnológico - Integral - 547,42 4. Construção de Edifícios - Campus Monteiro - Tecnológico - Noturno - 550,93 5. Física - Campus Campina Grande - Licenciatura - 554.26 6. Ciências Biológicas - Campus Princesa Isabel - Licenciatura - Noturno - 561,59 7. Sistemas para Internet - Campus Guarabira - Tecnológico - Integral - 569,23 8. Matemática Campus Campina Grande - Licenciatura - Noturno - 569,33 Campus Cajazeiras - Licenciatura - Noturno - 577,29 9. Geoprocessamento - Campus João Pessoa - Tecnológico - Matutino - 577,47 10. Química - Campus João Pessoa - Licenciatura - Vespertino - 581,63 Vídeos mais assistidos do G1 Paraíba
Veja Mais

06/04 - Sisu abre inscrições para quase 210 mil vagas em universidades e instituições públicas
Alguns candidatos relataram problemas para acessar o site logo após a abertura. Prazo se encerrará nesta sexta (9). Veja também dicas para a inscrição e o cronograma do processo. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2021 abriu na madrugada desta terça (6) as inscrições para vagas em universidades e instituições de ensino públicas de todo o país. O prazo se encerra na próxima sexta (9) e o resultado será divulgado em 13 de abril. Veja o site do Sisu. Nos primeiros minutos após a abertura do sistema, candidatos relataram nas redes sociais problemas para acessar o site, que demorava para carregar (veja mais abaixo alguns dos memes que circularam nas redes). Por volta das 6h30, entretanto, outros candidatos diziam ter conseguido realizar a inscrição. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Candidatos do Enem questionam notas da redação e apontam possíveis erros na pontuação da prova Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação para saber quais falhas o sistema enfrenta e aguarda resposta. Na semana passada, os candidatos do Enem tiveram problemas para acessar as notas do exame. No Sisu, é recomendável fazer o acesso periódico do sistema durante os quatro dias de inscrição. Isso ocorre porque a classificação do candidato vai depender da procura por uma determinada vaga. A lista de aprovados pode se modificar até o encerramento, às 23h59 da sexta (9). Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Dicas e outras informações importantes Ministério da Educação publica regras para o Sisu do primeiro semestre Segundo o Ministério da Educação, ao todo serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. O Sisu seleciona candidatos a vagas em universidades públicas por meio da nota na mais recente edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Não há cobrança de taxa. Página do Sisu 2021 na internet Reprodução Para concorrer às vagas do Sisu, o candidato: não pode ter zerado na redação do Enem não pode ter prestado o exame na condição de treineiro pode escolher até duas opções de curso Algumas dicas para as inscrições pelo sistema: acompanhe o processo durante os 4 dias em que o sistema estará aberto. O acesso ou não à vaga muda de acordo com as pessoas que estão se inscrevendo é recomendável ver ao menos uma vez ao dia como está a disputa no curso desejado. O sistema tem uma atualização diária em que o candidato checa se a disputa pela vaga ainda é viável ou se é melhor mudar de curso. Ou seja, as opções podem ser mudadas no decorrer dos 4 dias o candidato deve observar nas atualizações diárias quantas vagas estão disponíveis no curso, qual a posição em que se encontra e se sua nota é suficiente para garantir uma vaga não deixe para fazer sua inscrição apenas na sexta. De qualquer forma, é a opção marcada neste último dia que valerá ao final para o processo fique atento aos pesos atribuídos à nota do Enem pela instituição de ensino pesquisada - cada uma pode adotar critérios próprios na disputa pela vaga. O sistema faz o cálculo automaticamente o candidato pode observar se tem direito ao sistema de cotas e informar na inscrição Datas do cronograma: o resultado sai na terça-feira da próxima semana, dia 13 de abril as matrículas nas instituições de ensino serão realizadas no período entre 14 e 19 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino estudantes que não forem chamados para uma vaga nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que estará aberta entre 13 e 19 de abril. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Por causa da pandemia, o Enem 2020 foi adiado de novembro para janeiro, e as notas foram divulgadas no final de março último. Isso fez com que o governo também adiasse o período de inscrições do Sisu para que a nota do Enem da edição mais recente pudesse ser usada. O Sisu foi aberto em março para consulta. O candidato podia saber o número de vagas por curso e as regras de cada universidade —como as notas mínimas exigidas ou o regulamento para cotas sociais. Outros programas de acesso ao ensino superior, como o de bolsas em universidades privadas (Prouni) e o de financiamento de mensalidades (Fies), abriram inscrições em janeiro e a seleção ocorre por meio da nota de edições anteriores do Enem. As inscrições para o Prouni e para o Fies já foram encerradas. VÍDEOS: Educação
Veja Mais

05/04 - Ministro da Educação defende homeschooling em audiência e diz que socialização da criança pode ser na igreja
Debate nesta segunda (5) teve apresentação de argumentos sobre educação domiciliar, projeto que o governo quer regulamentar até julho. Os ministros Milton Ribeiro (Educação) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) participam por conferência de audiência promovida pela Câmara sobre homeschooling Câmara dos Deputados Os ministros Milton Ribeiro (Educação) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) participaram de uma audiência nesta segunda (5) promovida pela Câmara sobre o projeto de educação domiciliar ou homeschooling. O tema é uma frente do governo Bolsonaro, que quer a regulamentação da prática no Congresso até julho deste ano. Educadores criticam a prioridade dada ao tema neste momento, em face das dificuldades que a área vem sofrendo durante a pandemia do coronavírus, e dizem que o modelo deve ser questionado por possíveis prejuízos em questões pedagógicas e de socialização da criança. Homeschooling: tire dúvidas no perguntas e respostas do G1 sobre o tema O ministro Milton Ribeiro enfatizou na audiência que o projeto do governo seria "uma opção" para quem pretende seguir o modelo e "sem obrigatoriedade" de adoção. Citou experiências de outros países e rebateu que haja problemas de socialização com estudantes inseridos no homeschooling. Para Ribeiro, essa parte na vida da criança e do adolescente pode ser preenchida por outros ambientes que não a escola: "A própria família, clubes, bibliotecas e até mesmo a igreja, por que não?". Educadores sustentam que a escola representa um espaço para visões diferentes, que enriqueceriam o pensamento do estudante. Defensores do homeschooling dizem que a modalidade representa liberdade de escolha para as famílias. Milton Ribeiro também disse que é "descabida" a relação que se faz entre ensino apenas em casa e o aumento da vulnerabilidade de estudantes nesse contexto. "A violência doméstica contra criança existe desde o tempo passado, quando não se falava em homeschooling. Não é o fato de ir à escola regular que livra a criança de violência doméstica. É um outro tema, um outro assunto". Na visão de especialistas, os professores, convivendo diariamente com os alunos, conseguem perceber sinais dados pelas vítimas, como alterações de comportamento. Damares Alves disse que os temores sobre abuso em casa com crianças em regime de homeschooling "não se sustenta". Damares citou que foi estuprada quando criança e disse que, mesmo matriculada em uma escola, o abuso sexual por um parente da família, que durou dos seus 6 aos 8 anos, não foi evitado. A ministra também rebateu o argumento de que o projeto de homeschooling atende demandas de uma parcela muito pequena da população e disse que seu ministério é de defesa das minorias. Ela citou artigo da convenção americana de direitos humanos em que os que pais têm direito a fornecer aos filhos "a educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções". Liberdade de escolha Vitor de Angelo, secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Consed, entidade que reúne os representantes estaduais da área, afirmou na audiência que o argumento de liberdade de escolha das famílias, para definir a linha de aprendizado de seus filhos, não tira o papel regulador do estado. Passaria pela educação o estabelecimento de parâmetros da vida em sociedade. Angelo declarou que tem preocupações com detalhes sobre a competência dos professores (pais ou tutores contratados) no contexto do homeschooling, o que criaria, segundo o secretário, "estudantes de primeira e segunda classe". "Teremos estudantes que terão oportunidade de aprender em processos de ensino mediados por profissionais [mais capacitados, com mais formação] e estudantes que não terão a mesma oportunidade." Ele questiona se haverá na regulamentação a exigência de pedagogos e educadores para mediar o processo de aprendizado. Também participaram da audiência Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do CNE (Conselho Nacional de Educação), o deputado federal e autor do projeto de homeschooling Lincoln Portela (PL-MG), a deputada federal e presidente da Comissão de Educação na Câmara Dorinha Rezende (DEM-TO) e Márcia Aparecida Baldini, dirigente municipal de Educação de Cascavel (PR). Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

05/04 - Com calendário apenas para 2022, Ufam não abre vagas para ingresso de estudantes pelo 1º Sisu deste ano
Segundo nota divulgada pela Ufam, não haverá alteração no número de vagas ofertadas pela universidade. As aulas presenciais da Ufam foram suspensas há mais de um ano, quando foram confirmados os primeiros casos de Covid-19 em Manaus. Andrezza Lifsitch/G1 M A Universidade Federal do Amazonas não vai abrir vagas para o ingressos de estudantes através da primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano. De acordo com a instituição, isso ocorrerá porque só serão abertas novas turmas em 2022. Segundo uma nota divulgada pela Ufam, a mudança não altera o número de vagas ofertadas pela universidade. A instituição também explicou que a programação da instituição para adesão apenas na segunda edição de 2021 do Sisu - prevista para o segundo semestre - visa resguardar a autonomia dos discentes que poderão optar por outra instituição participante do Sisu (1ª edição) iniciando as aulas em curto espaço de tempo, bem como a oportunidade de ingressar na Ufam no ano de 2022 de uma forma mais planejada. As aulas presenciais da Ufam foram suspensas há mais de um ano, quando foram confirmados os primeiros casos de Covid-19 em Manaus. Em agosto, a universidade anunciou que as aulas retornariam no sistema remoto, mas que isso não comprometeria as aulas presenciais de 2020, que devem ser repostas quando a situação da pandemia melhorar em todo o estado. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
Veja Mais

05/04 - Fechamento de escolas durante pandemia fez Brasil regredir duas décadas em matéria de evasão escolar, diz Unicef
Ainda hoje, 18 estados mantém o ensino apenas de maneira remota. País está entre os que ficaram mais tempo sem aulas presenciais durante a pandemia. Começa nesta segunda-feira (01), a volta as aulas presenciais nas escolas particulares, seguindo as regras de proteção contra a Covid-19 e com 35% dos alunos em sala. Nas escolas estaduais o retorno será na próxima semana. Na foto, alunas se cumprimentam com toque nos pés. Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo Uma das primeiras medidas tomadas por governos de todo o mundo no começo da pandemia de Covid-19, em março de 2020, foi o fechamento das escolas. Após um ano, em 73 países os alunos ainda estão fisicamente longe das salas de aula. O Brasil foi um dos países onde as escolas ficaram fechadas por mais tempo e, ainda hoje, 18 estados mantém o ensino apenas de maneira remota, enquanto os outros tentam equilibrar uma forma híbrida entre o presencial e o ensino a distância.  "Isso tem um impacto muito profundo para as crianças e adolescentes", diz Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil. Ela lembra que apesar de não ser a faixa etária mais afetada pela doença é a que mais sofre com os efeitos indiretos da Covid-19.  'Homeschooling': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar que o governo quer regulamentar até julho Para 78% dos professores, crianças da pré-escola têm expressão oral e corporal afetadas durante a pandemia, diz pesquisa "Antes da pandemia, 1,3 milhão de crianças e adolescentes em idade escolar já estavam fora da escola no Brasil. Com a pandemia, os dados mostram uma evasão de aproximadamente 4 milhões de meninos e meninas, ou seja, um total de mais 5 milhões de crianças e adolescentes desvinculados da escola, que não estão participando de maneira regular", diz a especialista citando dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2020.   O risco, de acordo com Bauer, é que os números da evasão escolar não mudem com o fim da pandemia e a reabertura das instituições, já que, uma vez desvinculadas, as crianças acabam se envolvendo em atividades de trabalho infantil, o que dificulta o retorno. "Isso está nos levando para trás. Já calculamos que isso nos fez regredir duas décadas em número de crianças e adolescentes desvinculados da escola", afirma.  Bauer defende que a educação remota funciona como uma saída em períodos de pico - como o enfrentado pelo Brasil atualmente - mas não substitui a presencial. "O que essa crise mostra é como a educação presencial é fundamental", defende, lembrando os meios limitados que dificultam a educação a distância no Brasil. "Tem a barreira da falta de acesso à internet, da falta de equipamentos, da falta de privacidade", diz. Movimentação de estudantes na retomada das aulas presenciais na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) São Paulo, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021, em meio à pandemia de coronavírus (covid-19). Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo Atividade essencial Uma proposta das deputadas Adriana Ventura (Novo-SP), Paula Belmonte (Cidadania-DF) e Aline Sleutjes (PSL-PR) para colocar a educação entre os serviços essenciais durante a quarentena está em tramitação na Câmara dos deputados. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se adiantou e assinou em março um decreto no mesmo sentido, para a retomada das aulas presenciais, o que acabou gerando pressão para a reabertura das escolas em um momento crítico da pandemia.  Para Bauer, a educação tem que ser realmente considerada como uma atividade essencial. "Por isso dizemos que as escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir", afirma. Um pico como o que atravessamos justificaria o fechamento das escolas. "Você pode fechar uma vez que todas as medidas foram tomadas. Fecham-se os transportes, as praias, escritórios, restaurantes, bares, e todo o resto. Se tudo isso não der certo, então talvez seja necessário suspender por um período as atividades presenciais", explica. Não foi o caso no Brasil, onde, durante o ano passado e começo deste ano, a maioria dos estados abriu mão de confinamentos rígidos, mas manteve os alunos longe das salas de aula. A expectativa era de uma volta gradual a partir de janeiro, mas o agravamento da pandemia e a lentidão na vacinação impediram a reabertura das escolas.  Protocolo Bauer também sublinha que reabrir as escolas requer o cumprimento de medidas que garantam segurança.  "As escolas devem funcionar com protocolos que incluem distanciamento físico, ventilação, lavagem de mãos, uso de máscaras em todos os momentos. Estas medidas devem ser adaptadas à realidade local e à situação epidemiológica."  Para isso, a coordenação e o diálogo entre professores, alunos, famílias e os outros adultos que trabalham na escola e as autoridades de saúde e educação do município é fundamental. "Para sentar juntos e decidir quais são as melhores opções, adaptadas à realidade do lugar", explica.  Todos os países do mundo, em algum momento, fecharam suas instituições de ensino. Mas a América Latina foi a região com o período mais longo de fechamento. "A média no mundo, segundo dados de janeiro, é de duas semanas; na América Latina essa média é de 30 semanas", afirma. Vídeos:
Veja Mais

05/04 - Canal Futura lança nova programação infantil com conteúdo educativo e gratuito
Crianças de 3 a 12 anos poderão assistir a novas séries e animações nos Canais Globo e no Globoplay. Desenho nigeriano e ficção australiana sobre menina transgênero são alguns dos destaques. 'Aventuras de Amí' é uma série de animação baiana que será exibida no Canal Futura Divulgação O Canal Futura lança, nesta segunda-feira (5), uma nova programação infantil, com animações e séries educativas produzidas para crianças de 3 a 12 anos. As produções vão ao ar em todos os dias da semana, das 7h às 9h; e de segunda a sexta, das 17h às 18h. Para acompanhar as novidades, é só entrar no Futura pelos Canais Globo ou pelo Globoplay. O acesso é gratuito. Todo o conteúdo exibido está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que estabelece o que deve ser ensinado nas escolas brasileiras. Serão abordados temas de ciência, matemática, linguagens e socialização. Haverá também programas sobre diversidade, cultura, inclusão, convivência na escola, resolução de conflitos, relações familiares e empatia, por exemplo. 'Bino & Fino' é animação nigeriana que estará na programação do Futura Divulgação O projeto é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho (FRM) para apoiar alunos, educadores e famílias que enfrentam desafios na educação durante a pandemia. “A infância é um momento fundamental para atuar contra a defasagem na aprendizagem e no desenvolvimento. Entendemos que é importante agir logo, desde cedo, para redefinir sua trajetória na educação”, diz Wilson Risolia, secretário-geral da FRM. Programas de diversos países Entre os destaques, estão programas produzidos internacionalmente, como a animação nigeriana "Bino & Fino”; as séries colombianas “Minhas Brincadeiras” e “Cienciheróis”; a argentina “Neuroquê?” e a ficção australiana “Primeiro Dia”, cuja protagonista é uma menina transgênero que muda de escola. 'O dia em que me tornei mais forte' terá episódios gravados na Amazônia Divulgação As crianças também poderão assistir à série "O dia em que me tornei mais forte", resultado da parceria entre o Brasil e outros 14 países. Dois episódios foram elaborados pelo Futura - um em São Paulo e outro na Amazônia. Como trilha sonora, o público conhecerá uma música inédita gravada pela cantora Fernanda Takai. Vídeos de Educação
Veja Mais

04/04 - 'Homeschooling': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar que o governo quer regulamentar até julho
Defensores do ensino em casa, ainda não permitido no Brasil, apresentam motivações religiosas, políticas ou filosóficas. Críticos apontam preocupação com qualidade do aprendizado e falta de visões de mundo diferentes que convívio escolar proporciona. Arthur, de 13 anos, era educado pelos pais em casa. Depois de pressão da Justiça, família o matriculou na escola regular. Arquivo pessoal Acordar, vestir o uniforme e sair correndo para o colégio? Esta rotina não fez parte da infância de Arthur Lopes, de 13 anos. Ele foi educado em casa, e teve como professores… os próprios pais. Só em 2020, por decisão da Justiça, que o menino foi matriculado em uma escola regular. No Brasil, a educação domiciliar (ou “homeschooling”, em inglês) não é permitida. Segundo o G1 apurou, a regularização deste modelo deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2021, após a votação de um projeto de lei na Câmara. O tema é considerado prioritário no governo Bolsonaro, mesmo diante de problemas educacionais que afetam grupos maiores (exclusão digital, déficit de aprendizagem durante a pandemia e evasão escolar, por exemplo). Nesta reportagem, você vai saber: O que é 'homeschooling'? O que pode mudar com a regulamentação? Existe regulamentação em algum lugar do país? Quais grupos defendem o movimento? Discutir a educação domiciliar no Congresso deveria mesmo ser prioridade? Para os críticos, a falta da escola traria quais consequências às crianças? O que seria ensinado em casa? Haveria um plano pedagógico? Quais materiais seriam usados? Quem seriam os professores? Como é a rotina de uma família de 'homeschooling'? Atualmente, o que acontece com uma criança que fica fora da escola e é educada em casa? Como entrar na faculdade sem ter estudado em escola? A educação domiciliar substituiria a tradicional? Qualquer família conseguiria seguir a educação domiciliar? Como a educação domiciliar funciona em outros países? Por mais que seja uma bandeira da atual gestão, o debate existe há quase três décadas no país. De um lado, há quem alegue que os pais devem ter o direito de escolher como educar as crianças. Do outro, estão especialistas preocupados com as consequências pedagógicas e sociais de manter um aluno fora da escola. Educadores críticos ao modelo apontam possíveis prejuízos na falta de interação, já que um dos maiores ganhos da escola regular é justamente proporcionar a convivência constante entre pessoas de diferentes universos. Também afirmam que o ensino domiciliar poderia dificultar a identificação de casos de abuso infantil ou de violência doméstica, que seriam detectados pelos professores na sala de aula convencional (entenda mais abaixo). Mesmo sem autorização, em 2019, mais de 11 mil famílias educavam crianças e jovens fora do ambiente escolar no país, segundo os dados mais recentes da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned). São grupos de diferentes perfis, com motivações religiosas, políticas ou filosóficas. No caso de Arthur, por exemplo, os pais viajavam muito a trabalho - e optaram pelo "homeschooling" para estarem sempre próximos da criança. “Não era nada contra a escolarização formal, e sim uma opção mais viável e rica para ele”, conta Inês Lopes, mãe do menino. Havia horários para acordar, fazer atividades de música e se exercitar. Durante duas horas diárias, ele tinha “aulas de conteúdo" dadas pelos pais. Arthur acompanha trabalho de apicultor no sítio onde morava e estudava Arquivo pessoal A família estava satisfeita com os resultados. Mas, desde 2017, quando foi denunciada, enfrenta uma batalha judicial para manter o menino em casa. Foram inúmeras visitas de assistentes sociais, até o juiz determinar que, mesmo com o bom desenvolvimento acadêmico, seria necessário matricular a criança em uma escola. Inês e o marido ainda aguardam os recursos. Mas, depois da pressão, decidiram ceder e colocar a criança em um colégio regular. Abaixo, confira perguntas e respostas sobre a educação domiciliar: O que é 'homeschooling'? A educação domiciliar ou "homeschooling" é o modelo adotado por famílias que querem educar seus filhos fora da escola. Elas mesmas ensinam as crianças ou, se preferirem, contratam professores particulares. O que pode mudar com a regulamentação? Há 27 anos, projetos de lei são apresentados para exigir a legalização do movimento. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a educação domiciliar não é inconstitucional, mas precisa de uma normatização para ser permitida. Três anos depois, em março de 2021, um dos projetos de regulamentação avançou na Câmara, e a deputada Luísa Canziani (PTB/PR) foi nomeada relatora da matéria. Em entrevista ao G1, ela afirmou que debaterá o tópico em audiências públicas, com a participação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Conselho Nacional de Educação (CNE). Deputada Luisa Canziani foi nomeada relatora do projeto de lei sobre educação domiciliar Divulgação “A educação domiciliar não vai deixar de existir, mesmo sem regulamentação. Por isso, prefiro que o Estado traga alguma forma de balizar e fiscalizar a prática”, diz. Segundo ela, é importante que o governo estabeleça normas de funcionamento para os praticantes do modelo. Seria uma forma de ter mais controle do que está sendo feito nos domicílios e de evitar casos de abandono intelectual, violência doméstica ou abuso infantil. "A intenção não é competir com a escola regular, e sim detalhar os princípios que devem ser seguidos por quem educa em casa." De acordo com Canziani, o texto, que será ainda debatido e votado em plenário, traz as seguintes determinações: um dos pais ou responsáveis pela criança no "homeschooling" deve ter ensino superior completo; os alunos vão estar vinculados a uma escola pública ou particular, que monitorará as atividades ocorridas em casa (os detalhes ainda não foram fechados); os conteúdos ensinados no domicílio devem seguir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que estipula o mínimo a ser ensinado nas escolas regulares; as crianças devem ser socializadas (mas ainda não há um consenso sobre a forma de garantir que isso ocorra); avaliações periódicas devem acontecer (a frequência delas - bimestral ou anual, por exemplo - será debatida). Na Comissão de Educação, em 31 de março, o ministro Milton Ribeiro afirmou que o "homeschooling" é uma política de governo. Também disse que os alunos educados em casa participarão de encontros em uma escola formal, para serem avaliados. Existe regulamentação do 'homeschooling' em algum lugar do país? Sim. Em iniciativas isoladas, o Distrito Federal (veja detalhes) e os município de Cascavel (PR) e Vitória (ES) regulamentaram o "homeschooling" em seus territórios. Governador Ibaneis Rocha sanciona lei do homeschooling Renato Alves / Agência Brasília Entidades relacionadas à educação e opositores do projeto defendem que o tema só poderia ser transformado em lei pelo Congresso Nacional. Por constituir uma "modalidade de educação", ele seria de competência exclusiva da União. Por isso, no DF, por exemplo, o sindicato de professores (Sinpro-DF) acionou o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) solicitando a anulação da lei por inconstitucionalidade. O advogado Édison Prado de Andrade, doutor em educação e defensor de famílias que praticam a educação domiciliar, explica que parte dos ministros do STF votou para que em até um ano fosse discutida uma lei que regulamentasse o "homeschooling". "O julgamento foi em 2018, e o Congresso Nacional não votou. Juridicamente, mesmo que se entenda que deva ser uma lei nacional, isto abriu margem para os entes federados fazerem suas leis", diz. Quais grupos defendem o movimento? A Aned calcula que, em 2019, cerca de 11 mil famílias, com 22 mil estudantes entre 4 e 17 anos, praticavam a educação domiciliar no país. De acordo com o órgão, o número “aumentou assustadoramente” após a pandemia. Justamente por ser defendida pelo governo Bolsonaro - e, principalmente, pela ministra Damares Alves -, a ideia de "homeschooling" costuma ser associada, no Brasil, a grupos conservadores. Há, de fato, famílias que querem educar seus filhos em casa por motivos: religiosos, para que as crianças aprendam conceitos como criacionismo (teoria de que o mundo foi criado por Deus), opostos às teorias científicas ensinadas na escola; políticos, alegando que os colégios têm posicionamentos ideológicos esquerdistas - na linha do movimento Escola Sem Partido. No entanto, estudiosos do "homeschooling" garantem que estes grupos listados acima não formam a maioria dos defensores do movimento no país. “Existe, sim, uma vertente religiosa, mas não é a principal. Aqui, outras questões envolvem a decisão da educação domiciliar: famílias que viajam, pais que estão sempre em trânsito ou comunidades alternativas”, afirma Maria Celi Chaves Vasconcelos, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo ela, associar o "homeschooling" apenas a famílias conservadoras é uma “análise simplista”. “Nos Estados Unidos, a maioria tem a vertente religiosa, do criacionismo. No Brasil, não dá mais para colocar dentro de um único estereótipo”, diz. No Rio de Janeiro, Laura Silva*, por exemplo, escolheu o modelo para suas filhas por uma questão financeira. Cronograma anual mostra os dias letivos cumpridos por Luana no 'homeschooling' Arquivo pessoal “Eu tinha receio da escola pública, mas a particular era cara. Foi aí que conheci outras famílias que praticavam a educação domiciliar e gostei da proposta”, diz. “É um percurso com vantagens e desvantagens, mas foi muito rico e me deu a oportunidade de passar mais tempo com a Luana*, minha filha.” Discutir a educação domiciliar no Congresso deveria mesmo ser prioridade? Especialistas criticam que o "homeschooling" seja colocado como prioridade no país. “Existem outras questões de educação mais urgentes, gravíssimas, que precisam ser atendidas e que deveriam estar em pauta no Congresso. Não dá para pensar em desescolarizar um projeto de escolarização que sequer foi concluído”, afirma Vasconcelos. Telma Vinha, doutora em educação e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reforça o mesmo ponto. “Temos crianças que não conseguem ler e escrever; estudantes sem acesso à tecnologia… Diante desta tragédia, em vez de pensar em recuperar a aprendizagem perdida na pandemia, em garantir a segurança para a reabertura das escolas ou em ir atrás dos alunos evadidos, vamos priorizar uma pauta de costumes?”, questiona. O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC) para saber o posicionamento da pasta, mas não recebeu retorno até a última atualização da reportagem. Há também quem pense o oposto: que a educação domiciliar é uma discussão antiga, de mais de 20 anos, e que deve, sim, ser regularizada em breve. “Estas famílias [que praticam a educação domiciliar] estão sendo denunciadas, perseguidas pelo Judiciário, sendo pessoas de bem que interferem positivamente na educação dos filhos. Isto precisa ser resolvido, sim”, diz Dias, da Aned. Para os críticos, a falta da escola traria quais consequências às crianças? Telma Vinha, da Unicamp, elenca possíveis consequências para um aluno de "homeschooling": riscos de violência: Segundo ela, a maior parte dos casos de maus-tratos e de abuso sexual em crianças é descoberta na escola. Os professores, convivendo diariamente com os alunos, conseguem perceber sinais dados pelas vítimas, como alterações de comportamento. “No 'homeschooling', se tiver visita de assistente social, precisaria de um tempo maior de contato entre o profissional e a criança, para se estabelecer uma relação de confiança”, diz. “A escola tem um aspecto protetor importante. Isso é muito sério. Para mim, só por isso, o projeto já deveria ser extinto.” falta de estímulos na interação social: Os defensores da educação domiciliar costumam dizer que a criança continuará tendo contato com pessoas de fora da família, indo a parques, museus, igrejas ou atividades extracurriculares. Para Vinha, no entanto, estes tipos de relacionamento não substituem aqueles que ocorrem na escola. “Precisa haver uma relação contínua entre pares, com e sem interferência de adultos, para que sejam desenvolvidas habilidades emocionais e sociais”, afirma. “A escola traz uma experiência de brigas, de tirar o brinquedo do outro, de argumentar, de conviver com quem você não gosta e de precisar se entender para reencontrar a mesma pessoa no dia seguinte. É um desenvolvimento que demora anos. No clube, a convivência costuma ser com semelhantes.” Criança brinca com jogo educativo em casa Jelleke Vanootegh/Unsplash O que seria ensinado em casa? Haveria um plano pedagógico? Segundo a deputada Canziani, relatora do projeto de regulamentação, haverá a necessidade de apresentação de um plano pedagógico a ser seguido em casa. O advogado Édison Andrade afirma que haveria três possibilidades principais: os próprios pais poderiam formular o programa de ensino; caso eles não se sintam preparados para isso, contratariam um profissional ou empresa que elaborasse o documento; escola e pais decidiriam, juntos, o conteúdo pedagógico - com a possibilidade de um modelo híbrido, em que as crianças frequentariam o colégio apenas em aulas de disciplinas específicas. Para a professora Telma Vinha, a regulamentação criará um novo mercado de venda de projetos pedagógicos. Segundo ela, o documento deveria ser “pensado coletivamente”, em vez de ser comercializado. Quais materiais seriam usados? Quem seriam os professores? Laura guardou os documentos em que listava os conteúdos ensinados à filha Arquivo pessoal Luana Silva, filha de Laura, foi educada em casa, por decisão de seus pais. No ensino fundamental, eles mesmos tinham condição de ensiná-la. Depois, no ensino médio, a mãe contratou tutores, que ensinavam disciplinas específicas, e uma pedagoga, que montava os cronogramas. Para Vasconcelos, a regulamentação do "homeschooling" deve acarretar a abertura de novas empresas que ofereçam, por exemplo, o serviço de aulas particulares. “A terceirização acontece em outros países que já regulamentaram a educação domiciliar. Nenhum pai vai dar conta de tudo sozinho”, diz. Para especialistas, é importante que quem lecione seja o professor Marcos Santos/USP Imagens Rick Dias afirma que muitas famílias estudam junto com os filhos, usam plataformas on-line de aprendizagem e compram livros. "Tem muito material nas redes sociais também, vendidos e compartilhados por praticantes - é um mercado informal que existe há mais de 10 anos.” A falta de exigência de um professor é criticada por parte dos especialistas. Telma Vinha diz que a própria Lei de Diretrizes e Bases (LDB) determina que os docentes tenham uma formação específica. “Mesmo que o pai [no 'homeschooling'] seja um advogado, isso é pisar nas nossas leis. Precisa ter um preparo para ensinar conteúdos e promover o desenvolvimento integral da criança.” Como é a rotina de uma família de 'homeschooling'? Uma das vantagens do "homeschooling", segundo seus defensores, é a maior liberdade para organizar a rotina de estudos. Diferentemente da escola, a grade de aulas pode ser mais flexível. Laura, por exemplo, formou uma rede de contatos com outras famílias que também praticavam a educação domiciliar. Os tutores contratados para ensinar disciplinas específicas davam aula presencial para grupos de 6 ou 7 estudantes, de diferentes idades. Não havia a regra de separá-los por “série”. Currículo cumprido pela filha de Laura na educação domiciliar Arquivo pessoal A parceria também se dava na compra de materiais didáticos. Laura e uma amiga visitavam editoras e pediam descontos. Além dessas aulas, havia outras atividades pedagógicas na rotina: de manhã, eram duas horas de leitura em família. Depois, chegava o momento do exercício e da brincadeira em casa. À tarde, mais duas horas de conteúdos pedagógicos, além do balé e da natação. “Fizemos também muitas excursões, fomos a museus, vivíamos no Teatro Municipal, visitamos a Fiocruz para aprender como são feitas as vacinas. E a Luana fazia atividades extracurriculares, onde tinha contato com outras pessoas da idade dela”, conta a mãe. E como ter certeza de que a menina estava aprendendo? Os livros adotados em inglês, já voltados para o homeschooling, tinham perguntas a cada unidade. E nos brasileiros, Laura fazia uma avaliação por bimestre. “Colocava todos os trabalhos dela em uma pastinha, para ter tudo documentado.” Avaliação aplicada pela família de Laura no homeschooling Arquivo pessoal A ideia da família era ensinar o que “a escola não costuma oferecer”. O pai de Luana, por exemplo, trabalhava como mecânico e ensinava lições de marcenaria à filha. “É preciso pensar na educação domiciliar como algo progressista, novo, mesmo que tenha sido abraçado por grupos conservadores.” Na casa de Inês, a programação do "homeschooling" de Arthur tinha momentos relacionados a hábitos saudáveis, como caminhadas digestivas. Veja abaixo: Rotina diária de Arthur, aluno que estudava em casa Arquivo pessoal Atualmente, o que acontece com uma criança que fica fora da escola e é educada em casa? Como o ensino domiciliar não foi regulamentado no Brasil até o momento, as famílias que o praticam ficam em “situação de ilegalidade”, explica o advogado Andrade. “Elas precisam se ocultar, com medo de enfrentar o estado”, diz. Em geral, segundo o especialista, o conselho tutelar é acionado para intimar os responsáveis a matricular a criança em uma escola. “Se, ainda assim, não matricularem, as autoridades podem ingressar com uma representação judiciária na vara da infância, ou então encaminhar o caso para o Ministério Público. Em geral, o MP determina que a criança deve entrar na escola, sob pena de multa diária [imposta pelo magistrado]”, conta. Como entrar na faculdade sem ter estudado em escola? Para ingressar no ensino superior, é preciso apresentar o certificado de conclusão do ensino médio. Se o "homeschooling" for regulamentado, estes alunos poderão participar de processos seletivos como os demais. Enquanto isto não acontece, nas famílias que praticam a educação domiciliar, o estudante costuma fazer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), uma prova aplicada anualmente que cobra conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). É semelhante ao antigo supletivo: voltada para alunos que não se formaram na idade adequada e que desejam obter o diploma de ensino fundamental ou ensino médio. O aluno precisa ter, no mínimo, 18 anos para prestar o exame e obter o certificado da última etapa escolar (ou 15 anos, para o fundamental). Até 2016, era possível usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para conseguir o diploma. Foi o caso de Luana. Ela fez a prova e conseguiu prestar vestibular mesmo sem ter frequentado a escola. Depois, fez faculdade de design gráfico e MBA em marketing digital. Atualmente, mora nos Estados Unidos e trabalha como gerente em uma empresa de Chicago. A educação domiciliar substituiria a tradicional? Os defensores da educação domiciliar afirmam que a escola tradicional deve continuar existindo, desde que as famílias tenham liberdade para escolher se querem matricular seus filhos ou se preferem educá-los em casa. “A educação domiciliar, onde é regulamentada, é seguida por um número pequeno de crianças. Colocar uma modalidade como conflitante à outra é algo que não procede”, afirma Vasconcelos. Telma Vinha, da Unicamp, reforça a importância da escola tradicional como uma instituição obrigatória. “Não estou defendendo a escola pública sucateada, com professores desvalorizados. Mas ela precisa ser fortalecida, em vez de pensarmos em soluções individuais. Ela nos constitui como sociedade.” Qualquer família conseguiria seguir a educação domiciliar? Durante toda a vida escolar de Luana, Laura trabalhava em casa, como tradutora. Conseguia acompanhar de perto os estudos da menina. Depois, quando sua outra filha, mais nova, completou 12 anos, a rotina da família mudou. A mãe não conseguia mais se dedicar à educação domiciliar, então matriculou a caçula em uma escola regular. “[O 'homeschooling'] não é um modelo elitista, como dizem, porque há muitos seguidores de classe média”, afirma Laura. “Mas é muito difícil para mãe ou pai solteiros, ou para famílias sem capital cultural.” Para Andrade, o "homeschooling" não cabe a todos. "O Estado teria de estabelecer quais famílias teriam condições de praticar a educação domiciliar, para a criança não ficar submetida a um abandono intelectual", diz o advogado. "Se não tiver acesso à tecnologia ou se pais não forem alfabetizados, por enquanto, o aluno vai frequentar a escola em período integral. [Regularizar o ensino domiciliar] não muda nada para ele." Como a educação domiciliar funciona em outros países? A educação domiciliar é permitida em mais de 60 países, como África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Portugal, França, Itália, Reino Unido, Suíça, Áustria, Finlândia, Noruega e Rússia. Nos EUA, por exemplo, segundo o Centro Nacional de Estatísticas de Educação, em 1999, apenas 1,7% das crianças e jovens até 17 anos eram praticantes do "homeschooling". Em 2016, o índice saltou para 3,3% - mas ainda representava uma minoria. Para Vasconcelos, não faz sentido alegar, na defesa do "homeschooling" no Brasil, que outros países já permitiram o modelo. "A questão é de tempo histórico. É hora de nós pensarmos em regulamentação domiciliar ou de investirmos na escolarização universal?", questiona. Ela destaca também a necessidade de adaptar as normas à realidade brasileira - sem importar modelos do exterior. "Precisamos da nossa própria forma de como trabalhar a questão, de como lidar com isso nos diferentes estados." * Os nomes verdadeiros foram trocados por fictícios, a pedido das entrevistadas. Vídeos de Educação:
Veja Mais

03/04 - 'Por que Lady Gaga é exemplo de genialidade e Michael Phelps, não': o que os gênios têm em comum, segundo professor de Yale
De acordo com o historiador musical Craig Wright, no início de seu curso, a maioria de seus alunos diz que gostaria de ser gênios, mas quando terminam, poucos continuam a expressar tal desejo. Por quê? Elon Musk, Virginia Woolf, Lady Gaga e Albert Einstein são exemplos de gênios do passado e do presente segundo Wright Getty Images via BBC Ludwig van Beethoven tinha problemas para somar e nunca aprendeu a multiplicar ou dividir. Pablo Picasso não sabia o alfabeto, Walt Disney adormecia na sala de aula e Virgina Woolf não tinha permissão para ir à escola, apesar de seus irmãos terem sido mandados para a prestigiosa Universidade de Cambridge. Charles Darwin estava indo tão mal na escola que seu pai até disse que ele seria um constrangimento para a família e Albert Einstein se formou em física em quarto lugar em sua geração... de um total de cinco alunos. Cada um deles não estaria à altura dos padrões acadêmicos de hoje e, ainda assim, todos entraram para a história por sua genialidade nas artes ou na ciência. Mesmo muitos dos gênios de hoje - como Bill Gates, Bob Dylan ou Oprah Winfrey - abandonaram a escola e ainda assim alcançaram sucesso e reconhecimento em suas respectivas áreas. "O QI (Quociente de Inteligência) e as notas acadêmicas são supervalorizados", diz à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC, o historiador musical americano Craig Wright, que passou mais de duas décadas estudando as personalidades mais brilhantes da história e do presente. Wright acaba de publicar o livro "The Hidden Habits of Genius: Beyond Talent, IQ, and Grit—Unlocking the Secrets of Greatness" ("Os Hábitos Ocultos dos Gênios—Além do talento, QI e coragem, revelando os segredos da grandeza"), no qual detalha 14 traços que os gênios têm em comum. Acontece que essa lista não inclui outras características usualmente associadas às conquistas excepcionais da humanidade, como possuir um enorme talento. A definição de gênio varia de acordo com "a quem você pergunta e quando", reconhece Wright. Segundo o especialista, "um gênio é uma pessoa com extraordinários poderes mentais cujas obras ou conceitos originais mudam a sociedade de uma maneira significativa para melhor ou para pior em todas as culturas e ao longo do tempo". Craig Wright pesquisa gênios há mais de duas décadas Arquivo Pessoal via BBC Ele até desenvolveu uma "fórmula de gênio": G = S x N x D. Ou seja, gênio (G) é igual a quão significativo (S) é seu impacto ou mudança, multiplicado pelo número (N) de pessoas impactadas e por sua duração (D) no tempo. Em outras palavras, para Wright, os maiores gênios são aqueles que causam o maior impacto sobre a maioria das pessoas e por mais tempo. Nos anos em que lecionou o chamado "curso de gênio" na Universidade de Yale (Estados Unidos), Wright viu os alunos franzirem a testa ao ouvi-lo dizer que a cantora pop Lady Gaga é um exemplo contemporâneo de gênio ou que o atleta com mais medalhas olímpicas da história, o nadador Michael Phelps, não. Ele também testemunhou seus alunos levantarem a mão quando foram questionados no primeiro dia de aula se gostariam de ser gênios. No fim do curso, no entanto, apenas muito poucos continuaram a expressar tal desejo. Confira a seguir os principais trechos da entrevista. BBC News Mundo: A palavra "gênio" é definida nos dicionários como quem possui "extraordinária capacidade mental de criar ou inventar coisas novas e admiráveis". O que o sr. acha disso? Craig Wright: Acho que é uma definição limitada. É o que eu chamaria de "gênio potencial", porque tem potencial para se tornar um gênio, mas ainda não é. Os dicionaristas que escreveram essa definição estão dizendo que tudo que você precisa fazer é ser capaz de usar seu cérebro para criar ideias originais, incluindo o criador que mantém a ideia para si mesmo. Isso é algo que podemos discutir e, para tanto, gostaria de invocar a imagem de um Albert Einstein sozinho em uma ilha abandonada. Estando lá poderia ocorrer a ele que E = mc², ele poderia conceber a teoria da relatividade geral e assim por diante, mas não conseguiria comunicar suas ideias a ninguém e, portanto, nunca ouviríamos falar de Albert Einstein. Se Einstein tivesse pensado em suas grandes teorias enquanto estava sozinho em uma ilha deserta e não pudesse comunicá-las a ninguém, ele ainda seria um gênio? Getty Images via BBC Pela definição que encontramos nos dicionários, Einstein ainda seria um gênio. Pela minha definição, não, porque não teria impacto em ninguém no mundo. Então, isso é algo que abre uma espécie de debate filosófico. BBC News Mundo: Como, então, o sr. definiria um gênio? Wright: Como explico em meu livro, o QI é superestimado. Testes de QI padronizados são uma forma de medir uma habilidade particular que é herdada em grande parte. Ao estudar esses grandes indivíduos ao longo dos séculos, você pode ver que eles eram inteligentes, mas não teriam necessariamente alcançado um resultado superalto - digamos, 140 ou 150 - em um teste de QI. Nesse sentido, costumo usar os vencedores do Prêmio Nobel como exemplo de referência: houve premiados com QIs de 115, 120 ou qualquer outro. Em outras palavras, você precisa de um QI acima da média para entrar no jogo. Mas há uma série de outros fatores e motivações que estão, no longo prazo, realmente impulsionando alguém para a grandeza e dando-lhe a capacidade de mudar o mundo. Lady Gaga é uma "pessoa altamente diversificada que é criativa em um amplo campo", argumenta Wright Getty Images via BBC Acabei de passar cinco dias gloriosos com três adolescentes de 16, 14 e quase 13 anos. Todos têm notas muito boas e estão estudando para essas provas; o objetivo é poder entrar nas melhores instituições de ensino. Aí falei para eles que talvez as notas não fossem tão importantes, que deveriam sair para explorar o mundo, fazer atividades diferentes, errar, cair e ter que se levantar... Mas seus pais - meu filho e sua esposa - me disseram que eu estava transmitindo a meus netos a mensagem errada, que o objetivo deles era apenas encorajá-los a tirar boas notas. Então, agora os pais me veem como uma má influência (risos). Mas a verdade é que penso que hoje se exerce demasiada pressão sobre os jovens, pois os critérios que utilizamos para medir a sua excelência como pessoas estão errados. BBC News Mundo: O que as pessoas deveriam fazer para criar filhos gênios ou se tornar um? Wright: Acho que o mais importante é o esforço, mas o que faz você trabalhar duro? Porque na verdade o esforço não é um motor em si mesmo, mas a manifestação externa de outras motivações internas. A paixão é um motor que se manifesta como um trabalho árduo e que pode ir do amor a algo à obsessão. Então, diria que é importante estimular as paixões. A outra coisa que notei em muitas dessas grandes mentes é que elas são estudiosas, que sabem sobre diferentes áreas. Num dos capítulos do meu livro, falo sobre a fábula da raposa e do porco-espinho: a raposa sabe muito sobre coisas diferentes e o porco-espinho, muito sobre apenas uma coisa. Então, que tipo de pessoa você é: alguém que sabe muito de tudo ou muito de um pouco? A maioria dessas pessoas, de uma forma ou de outra, têm o chamado pensamento lateral. Elas vêem coisas diferentes ao mesmo tempo porque tiveram várias experiências e, como resultado, podem combinar elementos diferentes que outras pessoas não conseguiam porque são aparentemente diferentes. Portanto, se você está criando filhos, é importante expô-los a diferentes experiências: se eles gostam de ciência, você pode encorajá-los a ler romances; caso se interessem por política, talvez possam aprender a pintar. Os pais que forçam seus filhos a se concentrar em uma atividade para ser o melhor nadador olímpico ou o próximo Prêmio Nobel de Física estão errando. Jack Ma, fundador do Alibaba e homem mais rico da China, fez o exame nacional ("gaokao") e acertou 19 pontos em 120 em matemática em sua segunda tentativa Getty Images via BBC Não saberemos qual é a sua paixão, a menos que tenham experiências diferentes. E, como diz o ditado, se você ama o que faz, não terá que trabalhar um único dia de sua vida. BBC News Mundo: Quem são exemplos de gênios contemporâneos de acordo com sua definição e quais tendem a surpreender mais seus alunos? Wright: Existem vários, mas Elon Musk é o gênio arquetípico que faz coisas aparentemente malucas e em uma diversidade de áreas com a The Boring Company, Hyperloop, SolarCity, Tesla, SpaceX... É o exemplo definitivo do estudioso fazendo uma revolução de várias maneiras diferentes. Mas quem são alguns dos gênios inesperados? Se eu menciono, por exemplo, Kanye West, Lady Gaga ou Dolly Parton, alguém vai balançar a cabeça em negação e me perguntar se estou brincando. Dolly Parton é um caso muito interessante porque é uma pessoa muito inteligente que, ironicamente, adotou a imagem de "loira burra". É uma espécie de cavalo de Tróia. Ela construiu seu próprio império e continua a fazê-lo. Ela é um modelo de como uma mulher de negócios deve atuar no mundo do entretenimento hoje. E, ao mesmo tempo, nos encanta por compor certos tipos de canções e trazer o som country para as correntes musicais mais populares. Para Wright, cantora country Dolly Parton é um exemplo de gênio como artista e mulher de negócios Getty Images via BBC Portanto, é possível dizer que Dolly Parton é de enorme importância, principalmente para as mulheres brancas pobres na América, e que seu impacto é significativo em relação ao número de pessoas que ouvem sua música. Resta saber quanto tempo isso vai durar. Depois, há casos como Michael Phelps. Quer dizer, alguém na França reinstituiu as Olimpíadas da Grécia antiga e apenas disse quais esportes incluiriam e um deles era natação. Aí ficou estabelecido que iriam competir no estilo livre, costas, peito e borboleta, nos 100 metros, 200 metros e tudo mais. Michael entra na piscina e descobre que está indo e voltando na mesma pista muito mais rápido do que todos os outros. Mas alguém vai conseguir eventualmente nadar mais rápido do que ele, porque há uma seleção de tipos de corpo que são necessários, porque a nutrição está melhorando e talvez o treinamento também esteja se aprimorando. Mas os dicionaristas têm razão: aqui não há componente intelectual. É quase como um hamster em uma gaiola indo cada vez mais rápido. Gosto de pensar que ser um gênio é mais do que ser um hamster em uma gaiola ou um nadador em uma piscina. BBC News Mundo: Por que o sr. acha que a maioria dos seus alunos de Yale, depois de estudar esses gênios, não querem mais ser como eles? Wright: O problema com essas grandes mentes é que muitas vezes são muito destrutivas para os que as cercam, porque são tão apaixonadas que se tornam obsessivas. A única coisa em que podem se concentrar é em alcançar seu próprio objetivo mental, porque acreditam que vão mudar o mundo. Elas acham que precisam consertar algo e que só elas podem fazer isso. São pessoas muito ambiciosas que colocam muita pressão sobre si mesmas e, às vezes, sobre os outros. Elas podem se tornar muito exigentes com os outros e subestimá-los. Portanto, pode não ser agradável trabalhar para esses gênios. São coisas que você pode ouvir sobre Jeff Bezos, Elon Musk ou Bill Gates, por exemplo. Então, acredito que a maioria das pessoas, ao passar pelo curso de gênio, se pergunta: "Realmente quero ser assim? Quero mudar o mundo para um grande número de pessoas ou quero que o ambiente humano ao meu redor seja o melhor para todos?" E esse é realmente o tema mais profundo por trás de seu livro também... O segredo do meu livro é que a maioria de nós não vai mudar o mundo de nenhuma maneira significativa. No entanto, aprender sobre o que essas pessoas fizeram nos leva a pensar em coisas mais importantes nas quais todos podemos agir: como viver nossas vidas em relação às outras pessoas, como ser mais produtivos ou mais criativos. Porque os gênios já estão obcecados com o que fazem e vão decolar de qualquer maneira. Enquanto isso, o restante de nós tem a oportunidade de pensar sobre como queremos viver e ajustar nossas vidas com base nisso. Os 14 hábitos ou traços de personalidade dos gênios, de acordo com Craig Wright Ética de trabalho Resiliência Originalidade Imaginação como a de uma criança Curiosidade insaciável Paixão Desajuste criativo Rebeldia Pensamento que ultrapassa fronteiras (ou ser como a raposa) Ação oposta ou pensar o contrário Preparação Obsessão Descontração Concentração
Veja Mais

02/04 - Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020
Organizador da prova divulgou comunicado após questionamentos de candidatos sobre possíveis erros na pontuação da redação. Rascunho da redação do Enem Adrielly Dias/Arquivo pessoal O Inep, organizador do Enem, divulgou nesta sexta (2) um comunicado em que nega a existência de possíveis erros nas notas da redação da edição 2020 da prova, realizada em janeiro e fevereiro passados. O instituto "esclarece que não há problemas técnicos identificados entre a disponibilidade das referidas notas pelo consórcio Cesgranrio-FGV, contratado para operacionalização do Enem". Segundo a autarquia, "na conferência das notas brutas extraídas do sistema de correção das provas e as notas apresentadas a todos os inscritos [...] as análises, já concluídas, garantem que todas as notas apresentadas aos participantes estão de acordo com as notas finais calculadas após a atribuição de pontos de todos os corretores de redação". Candidatos enfrentaram problemas para acessar suas notas após a divulgação dos resultados. O Inep chegou a dizer que a falha havia sido resolvida, mas, 18 horas depois, havia ainda registros de pessoas que não encontravam disponível a página do participante. O comunicado desta sexta declara que a "instabilidade apresentada no acesso aos resultados quando da abertura do sistema na Página do Participante, no dia 29 de março, não impacta no banco de notas" - ou seja, a autarquia sustenta que não haveria como ter relação a falha da última segunda com a reclamação específica sobre pontuação na redação. Nas redes sociais, após a divulgação dos resultados, candidatos disseram estranhar a nota recebida: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text "Amostras das reclamações em redes sociais e veículos de imprensa foram averiguadas e nenhum caso apresentou divergência", afirma a nota. Segundo o Inep, cada uma das páginas da prova possui um código de barras único, que contém a inscrição do participante. "Tanto o número de inscrição quanto o código de barras final possuem dígitos verificadores, o que reforça a segurança de atribuição da nota correta ao participante correspondente". O processo de digitalização explica a autarquia, ocorre da seguinte forma: são obtidas as imagens do cartão-resposta e da folha de redação, de onde os códigos de barras são extraídos são validadas, em ambas as imagens, as inscrições e os seus códigos de barras; é feita validação por scanner para verificar se duas folhas passaram juntas; é validado o dígito verificador do código de barras como um todo. Posteriormente, diz o Inep, há: leitura automática e identificação do código de barras da imagem e sua comparação com a base de participantes que estavam na mesma sala e inscritos; registro da identificação da imagem original do participante; cópia da imagem original e tratamento de supressão das informações existentes na imagem, evitando, assim, que o participante seja identificado; melhoria na qualidade da imagem do texto, para facilitar a leitura pelo time de corretores; validação do conteúdo da área de texto da redação, para separar as imagens brancas com texto insuficiente das imagens válidas a serem corrigidas. O Inep diz que os resultados divulgados "refletem a realidade da nota final atribuída após a análise dos corretores das redações". Veja mais vídeos de Educação
Veja Mais

02/04 - Vídeos: Estudantes que brilharam no Enem dão dicas de estudo
Veja Mais

02/04 - Ex-aluno de escola pública aprovado em 1º lugar nas cotas para medicina da USP conta que não gostava de estudar - até que decidiu focar
Filho de uma cabeleireira e de um mecânico, Wallyd Atallah também foi aprovado na Unicamp. Ele relata que, no ensino médio, sem ter um foco específico, não se sentia motivado. Jovem estudou um ano em casa, sozinho, e depois ganhou uma bolsa em um cursinho privado de SP Arquivo pessoal Wallyd Atallah, de 20 anos, conquistou o 1º lugar no vestibular de medicina da Universidade de São Paulo entre as vagas disputadas por ex-alunos da rede pública. Pensa que, na escola, ele era aquele aluno considerado “nerd”, que estudava todos os dias em casa? Que nada. Ele conta que não tinha muito interesse em aprender, não. “Eu até ia bem nas notas, fazia as tarefas e os trabalhos, mas não me dedicava, deixava tudo para a última hora”, diz. Sua conduta mudou depois de concluir o ensino médio. Ele decidiu que seria aprovado na Fuvest para cursar medicina na USP. “Quando passei a ter um foco, ficou mais fácil. Antes, eu não tinha um motivo para estudar”, conta Wallyd. A dificuldade maior seria compensar toda a defasagem deixada pela escola pública - no ensino fundamental, o jovem chegou a ficar sem professor de matemática fixo por dois anos. SAIBA MAIS: Aluno de 18 anos acerta todas as questões de matemática do Enem 2020 Preparo para os vestibulares Filho de uma cabeleireira e de um mecânico, ele não teria como pagar um cursinho pré-vestibular. Por isso, passou 2019 se preparando sozinho, em casa. Wallyd foi selecionado em medicina na USP e na Unicamp Arquivo pessoal “Eu estudava muito e não descansava nunca. Não tirei férias, não fiz exercício físico, só estudei. Quando chegaram as provas, eu estava exausto”, diz. “Acabei tendo um resultado pior do que imaginava.” Naquele ano, Wallyd não passou na USP, mas foi aprovado em medicina na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). O problema é que ele não teria como se mudar para o interior de São Paulo, onde fica a instituição. Sua nova estratégia foi tentar uma bolsa de estudos em um cursinho pago. “Eu fiz a prova de seleção, enviei meus documentos e consegui uma vaga no Poliedro (SP). Já estava cansado de estudar sozinho”, relata Wallyd. Ele não imaginava que, um mês depois, viria a pandemia - e as atividades presenciais seriam suspensas. “Fiquei desanimado, porque já tinha passado um ano em casa, sem sair. Mas, no fim, teve uma vantagem: foi menos cansativo do que acordar às 4h30 para ir para o cursinho todo dia. E as aulas virtuais foram no mesmo nível das presenciais.” No fim de 2020, veio a maratona de vestibulares, e em 2021, os resultados excelentes. Além de passar em 1º lugar na Fuvest, Wallyd também foi aprovado na Unicamp e teve um ótimo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (tirou 980 na redação, quase a nota máxima). A escolhida foi a USP. “Estou animado para o começo das aulas. Antes, fazer medicina lá era só ‘coisa de rico’. Agora, com cotas, o perfil já mudou muito. É um jeito de nivelar [os candidatos] e dar oportunidade para todo mundo", diz. "Sou o primeiro da minha família a entrar em uma universidade pública.” Como tirar uma boa nota no Enem? Estudantes que brilharam dão dicas:
Veja Mais

01/04 - ‘Nunca tive contato com redação até o ensino médio’, diz estudante da PB que tirou nota mil no Enem
De Cajazeiras, no Sertão, Francisco Mateus é uma das 28 pessoas que tiraram a nota máxima na redação. Francisco Mateus Alexandre de Lima, estudante da Paraíba de 18 anos que tirou nota mil no Enem Beto Silva/TV Paraíba O estudante Francisco Mateus Alexandre de Lima tem 18 anos. Sertanejo de Cajazeiras, distante 485 km de João Pessoa, a cidade que é conhecida como a que “ensinou a Paraíba a ler”, agora terá mais um título para reforçar a tradição educacional: a que tem um candidato que obteve nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Ele lembra que o seu primeiro contato com uma redação “foi chocante”, como ele próprio define, pois ela só veio acontecer pela primeira vez, quando o paraibano cursava o 1º ano do ensino médio. No ano seguinte, ele obteve uma boa pontuação, que o fez inclusive desistir do ensino médio regular e buscar um supletivo, para aproveitar a nota e entrar em um curso de odontologia, em João Pessoa. “Eu nunca tive contato com redação antes do ensino médio. Foi chocante, mas isso me deu vontade de praticar e aprender. No ano seguinte, eu fiz o Enem e conquistei uma pontuação muito boa, que me fez terminar o ensino médio pelo supletivo, pois eu ainda fazia o segundo ano do ensino médio, para poder cursar odontologia com a bolsa que eu havia conquistado em uma faculdade particular”, lembrou. Mateus foi uma das 28 pessoas que alcançaram a nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Ele disse que esperava uma boa nota, mas nunca a maior delas. “Quando eu recebi a nota, foi uma felicidade muito grande, pois eu não esperava pela nota mil. Esperava uma nota boa, mas não a nota máxima na redação. Eu ainda estou anestesiado, não caiu a ficha. É um misto de emoções, pois é muita informação, muitas pessoas perguntando, é uma coisa nova e eu não tava habituado. Fiquei muito alegre, contei para os meus professores e sou muito grato a todos eles”, disse. Mateus Alexandre disse que esperava tirar uma boa nota, mas não a nota mil Beto Silva/TV Paraíba A sua meta é utilizar a pontuação obtida no Enem para transferir seu curso de odontologia de João Pessoa para Cajazeiras. Ele conquistou uma bolsa integral, através da nota do Enem anterior, mas resolveu fazer novamente o exame, com o objetivo de voltar para o interior paraibano. O paraibano estudou em escola pública até o 9º ano do ensino fundamental. Logo depois, foi selecionado por uma escola particular de Cajazeiras e conquistou uma bolsa integral para cursar o ensino médio. “Leque” de argumentos Mateus conta que não há segredo para uma boa nota no Enem, desde que o candidato faça leituras sobre atualidades e as leis brasileiras, baseando-se em dados para que sejam criados argumentos para a utilização no momento da produção textual do Enem. Ele fez a redação do Enem 2020 na versão impressa, cujo tema foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. “O que foi fundamental para que eu conquistasse essa nota, foi o detalhamento que eu usei na construção do texto. Eu busquei criar uma estrutura, encaixando bem o tema que era imposto na prova e fui detalhando, além do leque de argumentos que eu adquiri, baseado em leituras como Constituição Federal, leis, história e dados do IBGE”, contou. O estudante quer usar a nota obtida no Enem 2020 para transferir o curso de Odontologia de João Pessoa para Cajazeiras, no interior da Paraíba Beto Silva/TV Paraíba O estudante paraibano ainda deu dicas para outros candidatos, destacando que o mais importante é não desistir. "Para quem não conseguiu uma pontuação boa, meu conselho é estudar o detalhamento da redação. No primeiro ano que fiz não fui bem, mas isso não me desmotivou. Eu criei o meu modelo de redação, baseado em um leque de argumentos. Esse ano, inclusive, eu esperava que o tema fosse voltado para educação, mas acabei criei um formato de redação enquanto estava me preparando para a prova, para que eu conseguisse encaixar qualquer tema. Qualquer estudante para se dar bem, tem que ler sobre vários assuntos”, falou. Vídeos mais assistidos do G1 Paraíba
Veja Mais