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25/05 - Os irmãos que perderam os pais em tsunami e criaram projeto que construirá escola no Brasil
Paul e Rob Forkan investem em projeto voltado a órfãos e crianças de baixa renda que, no Brasil, finca bandeira na comunidade Tabajaras, no Rio de Janeiro. Rob (de pé) e Paul (de camisa verde) em uma das estações por onde passaram na Índia, com a mãe Sandra e os irmãos Mattie e Rosie Gandys London/Arquivo pessoal Era 26 de dezembro de 2004 quando Paul acordou com gritos de "LEVANTA, LEVANTA" em um quarto no Sri Lanka. O menino britânico tinha 15 anos e o irmão de 17, Rob, tinha acabado de ver o chão coberto de água e 'vizinhos' apavorados apontando para o mar - pouco antes de a terra tremer e de ouvirem "um estrondo". Eles estavam na mira de um tsunami. E sentiriam o impacto dele até os dias de hoje. Com perda e superação Paul "já tinha ouvido falar de tsunamis na escola, e em um documentário na TV". Mas "nunca tinha imaginado que seria pego por um, que sentiria a força de um, até aquele dia", diz ele, em entrevista à BBC News Brasil 15 anos depois do desastre em que diz pensar "todos os dias", ainda com "dor". Ele e o irmão assistiram juntos uma grande "muralha d'água" atingir o resort onde estavam, destruir as janelas do quarto e interromper de forma trágica a viagem que haviam começado quatro anos antes com a família. Kevin e Sandra Forkan, o pai e a mãe deles, foram identificados três meses depois entre os cerca de 230 mil mortos registrados em 14 países banhados pelo Oceano Índico. Paul e Rob, assim como Mattie e Rosie, os irmãos mais novos, sofreram ferimentos leves e voltaram para o Reino Unido com a ajuda da embaixada britânica. Mas esse não foi o fim da história. Inspirados na jornada que viveram, anos depois, Paul e Rob idealizaram um projeto para transformar a realidade de órfãos e de outras crianças pelo mundo por meio da educação, investindo na construção de escolas. A iniciativa foi chamada de Orphans for Orphans (ou, em português, De órfãos para órfãos) e é apresentada como homenagem aos pais. A intenção, diz Paul, é "abrir o máximo possível de escolas". No roteiro que eles traçaram até agora, uma no Sri Lanka e outra no Malaui já viraram realidade. Mais duas abrirão as portas este ano: no Nepal e no Brasil. Já os próximos passos deverão incluir a Índia, o lugar onde começou toda essa história. "Nós passamos por muita dor. Mas não ficamos parados. Nós ficamos mais fortes", diz Paul, mais de uma década após o tsunami Renata Moura/BBC News Brasil A jornada até o tsunami O ano era 2000. Paul tinha 11 anos e chegou com a família para morar em Goa, o menor estado da Índia. A mudança aconteceu depois de passarem "o melhor Natal de todos" no país e de terem decidido vender o que tinham no Reino Unido para voltar, em uma nova jornada que teria esse estado como base, mas que também os levaria a outros destinos. Foi um período em que o cheiro de tempero, misturado com incensos e a fumaça de fogão das casas, eram "adorados" pelo menino. Mas era das pessoas que ele mais gostava. É que "muitas viviam com pouco e pareciam felizes". Os irmãos com a mãe em Goa, estado indiano escolhido como principal base deles na viagem que durou pouco mais de quatro anos Gandys London/Arquivo pessoal E lá também tinha o som de tuk tuk, o triciclo que transporta passageiros e que cobre parte do seu rosto, com o retrovisor, em uma foto de 2001 onde a mãe sorri, os irmãos posam e o pai estava, como sempre, por trás da câmera. No quarto ano dessa jornada, em 23 de dezembro de 2004, a família desembarcou na praia de Waligama, no Sri Lanka, um lugar onde encontraram águas cristalinas bem ao lado da Índia e que haviam escolhido como o destino de mais um Natal reunidos. Os dias - na memória de Paul - foram "completamente surreais". "A cidade estava movimentada e cheia de vida", com gente vendendo peixe e outras coisas no mercado, ou andando pelas ruas com roupa de praia e em meio, mais uma vez, ao barulho dos tuk tuks. Na manhã do dia 26, pouco restaria desse cenário. A cidade foi uma das atingidas por ondas que, segundo estudos divulgados na época, chegaram a alcançar entre 3 e 11 metros de altura em algumas áreas do país. Paul e Rob dividiam o mesmo quarto e se viram dentro de uma espécie de "redemoinho". Escapando com vida Eles conseguiram sair do local empurrando a porta e, com a ajuda de barras de ferro, escalaram até o telhado, o lugar mais alto que encontraram em busca de refúgio. Rosie e Mattie, que tinham 8 e 11 anos, foram salvos pelos pais. "Eles sacrificaram as próprias vidas para salvá-los", diz Paul. "Nós encontramos meu irmão agarrado a um coqueiro e a minha irmãzinha seis horas depois, em um hostel". Ela havia sido localizada por surfistas também em uma árvore e contou que foi retirada do quarto pelos pais. O casal, depois disso, teria sido arrastado pela água. Rob e Paul chegaram a procurá-los debaixo dos escombros, mas por onde passavam só encontravam gente em choque, aos prantos e outros corpos, segundo descrevem no livro "Tsunami Kids", que assinam com o escritor britânico Nick Harding. Os irmãos foram retirados do Sri Lanka e voltaram para casa com a ajuda da embaixada britânica. Joanne, a irmã de 19 anos que havia se juntado a eles no Natal, no momento do tsunami voava de volta para o Reino Unido, onde Marie, a irmã de 22, já estava. Encarando a morte "Eu fiquei meses pensando que meu pai e minha mãe iam voltar. Porque eles não podiam nos deixar. Eram tudo para a gente", disse Paul à BBC News Brasil. Na última vez em que falou com eles - no Natal - se despediu com "boa noite". Em vez de lembrar a morte deles, no dia do funeral, os irmãos decidiram lembrar a vida, segundo descrevem no livro. "Eles não iam querer ver ninguém triste." Para a cerimônia, eles decidiram então não vestir preto e contam que houve lágrimas, mas também sorrisos. Uma das músicas que ouviram no dia foi "Always Look on the Bright Side of Life", ou "Sempre olhe para o lado bom da vida", do grupo de comédia britânico Monty Python - uma das favoritas de Kevin. O poema Footprints in the Sand, ou Pegadas na Areia, cuja autoria é atribuída a Margaret Fishback Powers, foi lido por Marie. O verso "era sobre alguém que descreve a própria vida como uma jornada retratada por pegadas na praia". "Seguindo em frente" "Meus pais sempre diziam que se você cair de bicicleta, não deve ficar só reclamando", diz Paul, agora com 29 anos. "Foi mais ou menos isso que o tsunami fez com a gente. Nós passamos por muita dor, por um trauma enorme. Mas não ficamos parados. Nós ficamos mais fortes." Cerca de sete anos após tsunami, irmãos tiveram a ideia de criar a Gandys para ajudar órfãos e outras crianças Gandys London/Arquivo pessoal O café onde ele conta essa história à BBC News Brasil fica a poucos metros de uma das três lojas que ele e Rob abriram na capital da Inglaterra, Londres, para ajudar a financiar o projeto das escolas. Este chega ao Brasil e ao Nepal em 2019 - após ter fincado bandeira no Sri Lanka e na África. Ele foi idealizado sete anos depois do tsunami, quando, após viajarem separadamente pelo mundo, os irmãos se reencontraram e Rob apresentou a ideia a Paul. A proposta era eles criarem uma empresa para fazer chinelos, o tipo de calçado que costumavam usar "na estrada". Os produtos nasceram sob a marca Gandys, cujo nome foi originalmente inspirado no ativista indiano Mahatma Gandhi, que lutou pela independência do país e pelos direitos dos pobres indianos - normalmente calçado com chinelos. A marca se popularizou no Reino Unido junto com a história de vida deles. A ideia, que colocaram em prática, era que as vendas ajudassem a financiar a construção do que chamam de "kids campus" no Sri Lanka e os demais que construíssem. Eles já atenderam em média 800 crianças no Sri Lanka. Na unidade que funciona desde 2016 no Malaui, país africano que está entre os mais pobres do mundo, foram cerca de 200 até agora. O campus é uma casa onde crianças órfãs ou não têm aulas de reforço, cursos profissionalizantes, estudam informática e inglês, praticam esportes, comem e recebem atendimento médico básico. "Tudo isso funciona como incentivo para os pais não fazerem as crianças trabalharem, para que mantenham elas na escola, já que não precisam gastar com a alimentação delas nem elas precisam procurar trabalho para comprar a próprio comida", diz Paul. Ele conta que 10% do lucro da marca - que hoje também inclui roupas e acessórios - são destinados à fundação que criaram para investir no projeto. "100% dos recursos da fundação vão para a iniciativa", diz. O montante, segundo Paul, também inclui doações que recebem de empresas e pessoas físicas, principalmente britânicas, e, sobretudo, a receita de palestras que fazem para clientes corporativos com lições de como superar adversidades. Rio de Janeiro No Brasil, irmãos estão construindo casa permanente para o Project Favela, que atende crianças em comunidade do Rio de Janeiro Milene Fernandes/Projeto Favela A ideia de construir uma das escolas no Brasil surgiu de uma parceria com a equipe britânica de Fórmula 1 McLaren, que teve o brasileiro Ayrton Senna entre os pilotos mais famosos e chegou a estampar a marca dos irmãos em peças dos carros. São Paulo, segundo Paul, seria inicialmente a escolha do projeto, mas houve dificuldades de contato com instituições locais. A necessidade de comunicação em inglês foi apontada como barreira. A saída que esperavam foi então encontrada no Rio de Janeiro, em um projeto tocado desde 2010 pelo americano Scott Miller - com aulas e outras atividades gratuitas oferecidas a crianças, com a ajuda de voluntários. É o chamado Project Favela. "Nós estamos construindo uma sede permanente para eles e vamos fornecer recursos para que as crianças tenham alimentação no local e atendimento básico de saúde (um sistema semelhante ao do Sri Lanka e do Malaui)", diz Paul. "A intenção é que as pessoas do projeto não precisem mais se preocupar com 'onde vão arrumar o dinheiro' nem com o futuro das atividades. Elas vão poder focar simplesmente no bem-estar das crianças e em como deixar o projeto melhor". "As crianças têm o sonho de entrar na universidade e queremos levá-las até lá", diz Scott Miller, fundador do Project Favela Milene Fernandes/Projeto Favela Destino: comunidade Tabajaras A casa onde ele e o irmão depositam suas libras ganha forma em um terreno na comunidade Tabajaras, um morro de Copacabana onde moram "pessoas em situação de vulnerabilidade", segundo descrição da prefeitura. A área abriga o Project Favela atualmente em um imóvel alugado. "Esse investimento muda completamente o jogo para a gente", diz à BBC News Brasil o idealizador da iniciativa, Scott Miller. Um dos planos, segundo ele, é buscar o reconhecimento oficial da escola como instituição de ensino junto às autoridades. Ter um endereço próprio era um requisito. "Nosso foco é ser uma fábrica de crianças que vão entrar em universidades federais. Nós queremos estar ao lado delas e prepará-las até o vestibular, oferecendo educação gratuita dentro da comunidade", frisa o americano. O espaço que o projeto deverá ocupar a partir de julho, quando estimam que a obra estará pronta, é quase quatro vezes maior que o atual. Nele estão sendo construídas quatro salas de aula, sala de informática, espaço para apresentações de teatro, música, dança e capoeira, banheiros, jardim e refeitório. Canteiro de obras de nova sede de projeto social em Tabajaras, Copacabana: espaço para crianças será quase quatro vezes maior Projeto favela/Arquivo pessoal O projeto atende 43 crianças de 6 a 12 anos - estudantes de escolas públicas ou que ainda estão fora da escola regular. A função que cumpre, segundo Miller, vai além de oferecer simples aulas de reforço. "Algumas dessas crianças chegam sem ter níveis mínimos de leitura, nem saber operações básicas, como multiplicar e dividir. Nós precisamos ensinar tudo". O método de ensino é "desenhado e redesenhado" por ele e por outros educadores americanos. Ensinando 'fazedores' Hoje, o programa inclui Matemática, Geografia, Ciências, História, Redação, Leitura, e lições práticas de Física em um módulo chamado fazedores. As aulas de português ganharam prioridade sobre o inglês, dadas, segundo ele, as necessidades mais urgentes dos alunos. Aulas de geografia estão entre as que o projeto no Rio de Janeiro oferece a crianças brasileiras Milene Fernandes/Projeto favela O programa envolve ainda atividades como futebol e artes marciais abertas à comunidade, assim como ioga e meditação - um retrato parecido ao que Paul e Rob encontraram na parte da infância vivida na Índia. Irmãos Forkan em viagem de Mumbai para Goa, na Índia, em 2001: época é descrita como "incrível" Gandys London/Arquivo pessoal Outras histórias Atualmente os voluntários da iniciativa são da Inglaterra, Itália, França, Colômbia, Estados Unidos e do Brasil - a carioca Milene Fernandes. "É uma escola americana com voluntários reais, que preparam as aulas, ensinam, limpam a escola, levam as crianças para conhecer a cidade e compartilham suas experiências de vida", diz ela. Miller criou o projeto há cerca de dez anos, após viajar ao Brasil e perceber carências na área. O trabalho começou na Rocinha, mas acabou migrando para Tabajaras por conta da violência. "Nós ficamos na Rocinha por oito anos. Construímos uma escola, crescemos, fomos para uma maior e depois de novo, mas o prédio acabou cravado de balas. Muitas famílias que moravam lá se mudaram." O projeto está na nova comunidade desde fevereiro de 2018. A maioria das crianças que atende vive sem o pai em casa. É criada pelas mães, por avós ou tios. "Eu trabalhei em várias ONGs no Rio, conheci as comunidades e vi que em todas elas têm crianças que querem entrar na universidade e que querem ser médicas, engenheiras, jornalistas...Elas têm esse sonho e nós queremos ser um caminho para que cheguem até lá", diz ele. "As crianças têm fome de aprender. Elas vêm para estudar, haja chuva, um calor de 40 graus ou bala." 'Melhores lembranças' Ainda a quilômetros de distância, os irmãos ingleses se preparam para viajar pela primeira vez ao Brasil para inaugurar a casa do projeto na comunidade. Sentado no café em Londres, Paul aponta para a imagem no forro do casaco que veste - uma das peças que criou com o irmão para as lojas - e explica: "Esse é um mapa da Índia", diz. "Algumas pessoas talvez olhem e pensem que é só um mapa. Mas não é só isso. É um mapa de um lugar muito especial para nós, onde estão todas as nossas melhores lembranças". No braço do casaco, ele aponta para a marca Gandys, desenhada por Mattie. E continua: "Nesse A nós pusemos uma onda. É a onda do tsunami". "O A representa superar adversidades". E o slogan que escolheram diz: "não apenas exista". Os outros irmãos, segundo ele, "seguiram os próprios sonhos".
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25/05 - Professores mostram livro de Paulo Freire ao tirar foto com ministro da Educação
Abraham Weintraub participou de encontro com vencedores do Prêmio Professores do Brasil, que reconhece o trabalho dos profissionais de educação das escolas públicas. Professores mostram livro de Paulo Freite em foto com ministro da Educação, Abraham Weintraub. Imagem TV Globo O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou na manhã deste sábado (25) de um encontro com 30 educadores que venceram o Prêmio Professores do Brasil. Ao fim do encontro, realizado em um hotel em São Paulo, ao menos quatro professores levantaram livros do educador e filósofo Paulo Freire quando posaram para uma foto ao lado do ministro. Freire tem sido alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que atribui os baixos índices de avaliação da educação do país ao método desenvolvido pelo educador (leia mais abaixo). Questionado, Weintraub disse que não quer acabar com o método Paulo Freire, mas questionou a metodologia. "Eu não quero acabar com nada. Simplesmente. Pode levantar [o livro de] Paulo Freire, eu aceito a opinião contraditória. (...) Agora, o que acontece? Do mesmo jeito que ela tem direito de falar 'viva o Paulo Freire', eu tenho o direito de falar 'olha, o único lugar do mundo que segue Paulo Freire é o Brasil. Que eu saiba, não tem nenhum outro país que fale 'Paulo Freire é maravilhoso'", afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. "Quando você tem uma pesquisa científica, um resultado que é bom, um antibiótico, aspirina, um avião, todo mundo imita, todo mundo copia. E ninguém quis copiar o Paulo Freire. E os nossos resultados são ruins. Só isso. Agora, se isso é sacrossanto e não pode ser dito, podem atirar pedra, não tem problema", afirmou. O livro de Paulo Freire "Pedagogia do Oprimido" é o único título brasileiro a aparecer na lista dos 100 mais pedidos pelas universidades de língua inglesa consideradas pelo projeto Open Syllabus. VÍDEO: Arquivo N conta a história e os métodos do educador Paulo Freire Lançado em 1968, o livro aparece em 99º lugar no ranking geral, com 1.021 citações em programas. No campo de educação, a obra figura em segundo lugar como a mais pedida nas universidades desses países, perdendo para "Teaching for Quality Learning in University: What the Student Does", de John Biggs. Paulo Freire foi declarado patrono da educação brasileira em 2012. Em 2017, um abaixo-assinado de 20 mil assinaturas pedia a revisão no título. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado analisou o caso e decidiu manter a designação. Prêmio O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação com instituições parceiras para valorizar, reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuam para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula. As inscrições para a próxima edição estão abertas e vão até o dia 31 de maio. Ao todo, serão distribuídos R$ 278 mil em prêmios aos educadores. Os trabalhos poderão ser inscritos em seis categorias, que vão da creche na educação infantil até o ensino médio. Alfabetização O método Paulo Freire foi desenvolvido no início dos anos 1960 no Nordeste, onde havia um grande número de trabalhadores rurais analfabetos e sem acesso à escola, formando um grande contingente de excluídos da participação social. Com o golpe militar de 1964, Paulo Freire foi preso e exilado, e seu trabalho, interrompido. O método Paulo Freire é dividido em três etapas. Na etapa de investigação, aluno e professor buscam, no universo vocabular do aluno e da sociedade em que ele vive, as palavras e temas centrais de sua biografia. Na segunda etapa, a de tematização, eles codificam e decodificam esses temas, buscando o seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido. E no final, a etapa de problematização, aluno e professor buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica do mundo, partindo para a transformação do contexto vivido. Nascido no Recife, Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Ele morreu em maio de 1997.
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25/05 - 'Ele nasceu pra ser professor', diz mãe de menino que dá aula sobre ciências na internet
Em seu canal no YouTube, Vinicius Schvartz dá aulas de física, biologia, anatomia e astronomia. Com a repercussão dos vídeos, ele garantiu bolsa integral em colégio particular. Vinicius Schvartz ao lado da lousa que usa para suas aulas no Youtube. Vitor Muniz/G1 Aos 9 anos, Vinicius Schvartz não teme encarar assuntos como energia eletrostática, circunferência trigonométrica e gravidade artificial. Assuntos tidos como complexos até por gente bem mais velha que ele são o que despertam a sua curiosidade e o motivam a fazer pesquisas e a apresentar breves aulas em um canal no YouTube. Com mais de 57 mil inscritos, a iniciativa de sucesso rendeu fãs e até garantiu bolsa de estudos em colégio particular. A mãe de Vinicius, Claudia Schvartz, conta que o menino sempre foi uma criança precoce. “O Vinicius sempre começou as fazer as coisas muito cedo. Ele começou a andar aos 9 meses e, aos 3 anos, já estava lendo suas primeiras palavras “, diz Claudia. O interesse do garoto por temas complexos começou quando a mãe levou para casa um livro ilustrado sobre o corpo humano, que encontrou em uma feira do livro na saída do shopping, ao lado de alguns bonecos de super-heróis. "Quando eu cheguei em casa, fui dar os bonecos e dei livro também, ele nem ligou para os bonecos e ficou fascinado pelo livro”, afirmou Claudia. “Ele quer levar o livro para todo lugar, quando vamos ao mercado e ele pergunta se ele pode levar” . O garoto começou a pesquisar sobre o corpo humano e a desenhar os vasos sanguíneos. Apesar do interesse por anatomia, a verdadeira paixão de Vinicius surgiu quando ele descobriu o espectro da luz visível em uma pesquisa na internet. Segundo Claudia, Vinicius queria explicar tudo que aprendia nos livros e na internet, até que surgiu a ideia de fazer o canal, como forma de ocupar o tempo de Vinicius e extravasar sua curiosidade. Canal no Youtube Em seu canal, Vinicius explica com a leveza de um garoto de 9 anos assuntos como o efeito fotoelétrico, a anatomia do olho humano, a quarta dimensão e o espaço-tempo. Os vídeos têm sempre de três a oito minutos e são produzidos, na maioria das vezes, pelo próprio Vinicius. Segundo Vinicius, os assuntos são descobertos em pesquisas na internet ou em seus livros. Depois de estudar muito sobre o tema, arruma a lousa, coloca seu tablet no tripé e grava as "pocket aulas". "Eu vejo nos livros, como o vídeo da energia eletrostática para pintar carros, ou pelo Google mesmo, aí eu gravo e posto", explica Vinicius. Vinicius Schvartz em uma de suas aulas no YouTube. Reprodução/Youtube Os pais não ficam de fora das aulas do menino e se tornaram seus primeiros alunos. "Antes do canal, tudo o que o Vinicius via nos livros e pesquisava, ele queria explicar para gente", afirma Claudia. "Tanto eu quanto o meu marido acabamos tendo que estudar junto, porque o Vinicius pergunta sobre as coisas que ele vê e não compreende. Aí nós temos que pesquisar para poder entender e explicar." A explosão de inscritos aconteceu entre 10 e 11 de março, quando ela começou a postar o link do canal nos comentários de youtubers já conhecidos. "Eu tinha 56 inscritos, aí minha mãe falou: que tal a gente divulgar o seu canal?", diz Vinicius. De sábado para domingo, o canal foi de 56 inscritos para mais 30 mil. No dia 11 de março, na terça-feira, o canal foi retirado do ar pelo Youtube sem explicação ou aviso prévio, segundo Claudia. “Eu não sei o que aconteceu, se o YouTube desconfiou que seria uma fraude ou compra de seguidores, mas eles derrubaram o canal. Não deram justificativa, simplesmente derrubaram o canal dele e nunca mais voltou", pontuou Claudia. “Como vamos fazer para contar pra ele? Ele saiu para a escola segunda de manhã todo feliz que tinha 34 mil inscritos, chega em casa no mesmo dia e não tem mais canal.” Na terça-feira, dia 12 de março, Claudia e Vinicius resolveram começar o canal do zero. Eles fizeram outra conta e repostaram todo o conteúdo que tinham guardado. Com apoio de outros youtubers, hoje, o canal já conta com mais de 57 mil inscritos. Entendendo a quarta dimensão espacial "Como compreender a quarta dimensão espacial" é o vídeo mais visto do canal de Vinicius com 47 mil visualizações. Nele, o pequeno youtuber fala sobre os conceitos do objeto quadridimensional desenvolvido por Bernhard Riemann, em 1854, e aprimorado por Albert Einstein anos mais tarde, dando origem à Teoria da Relatividade. Com a repercussão dos vídeos, um colégio particular procurou os pais de Vinicius e ofereceu uma uma bolsa de estudos integral para ele e uma bolsa parcial para sua irmã. No dia 25 de março, Vinicius e a irmã começaram a estudar na nova escola. Vinicius Schvartz e sua irmã com o uniforme da nova escola. Arquivo pessoal *Sob orientação de Ardilhes Moreira
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24/05 - Reprovação no ensino médio em escolas estaduais do RS cresce 29% em 5 anos, e estado tem maior taxa do país
Em média, a cada 100 alunos, 22 não passam de ano. Taxa se aproxima do dobro da nacional, de 11,5%, e é a maior nos últimos cinco anos no estado (veja abaixo os números do período). Rio Grande do Sul tem a maior taxa de reprovação no Ensino Médio O Rio Grande do Sul tem a maior taxa de reprovação do ensino médio do país em escolas públicas estaduais, segundo aponta ranking divulgado nesta sexta-feira (24), elaborado a partir de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em média, a cada 100 alunos de escolas públicas estaduais, 22 não passam de ano. A taxa de 22,2% se aproxima do dobro da nacional, de 11,5%, e é a maior nos últimos cinco anos no estado, com variação de 29,1% desde 2014 (veja abaixo as taxas do período). 2014: 17,2% 2015: 18,9% 2016: 21,2% 2017: 21,7% 2018: 22,2% Variação no período: +29,1% A doutora em educação Maria Beatriz Luce atribui o resultado a fatores como a falta de investimento no ensino público, decorrente da crise financeira que afeta o estado. "Como vamos melhorar as condições do ensino médio se o estado não tem nem recursos para atualizar o salário dos professores, que está congelado há tempos, está pagando parceladamente, e o estado do Rio Grande do Sul tem o mais baixo nível salarial do Brasil na rede estadual? Estas são condições que coincidem com uma cultura pedagógica que vai se evidenciar na reprovação", sustenta. Outro fator é a falta de valorização dos professores, e de investimento público na qualificação. O ranking aponta que 42% dos docentes de escolas estaduais não têm formação adequada para a disciplina que ensinam. Assim, alunos perdem o interesse pelo aprendizado. "Tem algumas certas matérias em que o conteúdo é meio repetitivo, e no meu caso eu não conseguia aprender", opina o estudante Luis Eduardo Amaral Lima, de 18 anos. "É só matéria, matéria em cima de matéria. Pode ser alguma coisa diferente, pode ser a mesma matéria, só que de uma forma diferente", acrescenta Maurício Costa, 17 anos, aluno do segundo ano. A falta de estrutura nas escolas também interfere no desempenho dos estudantes. Uma escola de Porto Alegre que tem 700 alunos de ensino médio, em três turnos, está há dois meses sem professores de Português e Filosofia. Em alguns dias da semana, só há dois ou três períodos de aula. Por isso, muitos alunos já nem querem ir à escola, o que mostra outro problema: a infrequência, que interfere no desempenho escolar. "Tem alunos que nunca vieram à aula, tem alunos que iniciaram a vir e desistiram no meio do caminho, então automaticamente ele vai ser reprovado porque não tem o índice de frequência, então esse aluno está dentro deste percentual", diz a diretora da escola, Elisete Bonfada. Por isso, os pais vão começar a receber a partir de agora uma mensagem no telefone celular, alertando que os filhos não estão na escola. A chamada eletrônica é uma medida da Secretaria da Educação para tentar reverter os maus resultados. Seiscentas escolas já usam o sistema, e a meta é chegar a 1,1 mil. "Então essa família também vai ter a responsabilidade de dizer onde é que está o seu filho, por que não está na aula hoje, então vão ser várias mãos, e esse trabalho, no todo, eu tenho certeza de que vai mudar a realidade do Rio Grande do Sul no próximo ano", destaca a assessora técnica da Secretaria de Educação Salete Albuquerque. A diretora de escola pública Doris Monteiro Grendene afirma que é preciso atrair estudantes. "Percebemos que muitos alunos às vezes se desgostam com a escola, não querem estudar, até problemas com a autoridade, com regras e com limites, então tudo isso é um desafio para o professor fazer com que o aluno goste de ficar na escola", afirma.
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24/05 - Aluno aprende a ler e escrever aos 78 anos e professora de 70 volta à sala de aula para não deixar de ensinar
José e Regina são aluno e professora, respectivamente, da Escola dos Saberes, projeto desenvolvido em Campos dos Goytacazes (RJ). José Barreto dos Santos, de 78 anos, tem sede de aprender a ler e escrever para registrar as músicas que compõe Divulgação/Prefeitura de Campos José Barreto dos Santos, de 78 anos, e Regina Cely Sales Souza, de 70, são aluno e professora, respectivamente, do projeto Escola dos Saberes, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Ambos passaram dos 70 anos e têm outra coisa em comum: ele tem sede de aprender a ler e escrever para registrar as músicas que compõe, e ela, depois de quase 40 anos lecionando, aposentou e voltou à sala de aula porque tem sede de ensinar. Aos sete anos, José Barreto ia para a lavoura ajudar o pai enquanto os amigos da mesma idade iam para a escola. O tempo passou e ele viu a oportunidade do letramento ser substituída pelo trabalho que sustentava a família. Porém, o dom de compor músicas ganhou espaço na vida do lavrador. Para passar as canções ao papel, até o momento, o lavrador pede ajuda aos netos. Há dois anos, José frequenta aulas de coral na Casa de Convivência do Parque Tamandaré. "Tenho fé em Deus que, muito em breve, estarei escrevendo minhas músicas com minha própria letra e, além disso, lendo e interpretando. Ninguém consegue imaginar como é ruim não saber ler e escrever. Quando surgiu esta chance de alfabetização, pensei ‘é agora a minha vez’", disse o aposentado, que já compôs seis músicas. Nas aulas de coral, ele aprendeu a técnica de dominar o tom de voz e pretende gravar um CD. “Eu tenho muito boa vontade em aprender. Achei uma oportunidade na Escola dos Saberes e não vou largar", explicou. Nas aulas de coral, ele aprendeu a técnica de dominar o tom de voz e pretende gravar um CD Divulgação/Prefeitura de Campos A educadora Regina Cely tem marido, dois filhos e cinco netos. Depois de lecionar para alunos do Ensino Fundamental durante 36 anos, ela disse que não aguentava ficar parada e se candidatou em um processo seletivo da Prefeitura de Campos, foi aprovada e convocada para lecionar novamente. Para sua surpresa, a maioria dos alunos era mais velha que ela. "Quando fui informada que daria aulas para idosos, pensei ‘Deus me deu esse propósito e eu vou assumir’. Hoje, encontro alunos na rua e o carinho é o mesmo de anos atrás. Isso não tem preço. E, com os idosos, não é diferente. Eu os trato como colegas, porque, apesar de ter formação no Magistério, trocamos muitos saberes diariamente", disse. A professora também ressaltou que nunca é tarde para adquirir e transmitir conhecimento. "Eu venci e venço todos os dias meus ‘dragões’. Levanto cedo, faço minhas atividades de dona de casa, viajo durante uma hora para chegar na Casa de Convivência de Dores de Macabu e ser recebida com sorrisos e abraços. Isso é a maior recompensa de todas. Os idosos já são vitoriosos, só em estarem engajados neste projeto", ressaltou. Regina Cely Sales Souza, de 70 anos, aposentou e voltou à sala de aula porque tem sede de não parar de ensinar Divulgação/Prefeitura de Campos Escola dos Saberes O Programa Escola dos Saberes é desenvolvido nas cinco Casas de Convivência (Tamandaré, Dores de Macabu, Travessão, Conselheiro Josino e Centro Dia do Idoso) e funciona há um mês com mais de 70 alunos matriculados em uma das cinco unidades. Pessoas a partir de 60 anos de idade podem se matricular em um desses pontos. Os professores são disponibilizados pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece), através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que também cede um assistente social para acompanhar o desenvolvimento dos alunos. O objetivo é favorecer a independência do idoso e valorizar construção do conhecimento com noções de todas as matérias do 1º ao 5º ano, além dos conteúdos transversais que contemplam as raízes das localidades, assim como dos alunos; economia doméstica, inclusão digital, etc. Ao término do curso, os alunos receberão o certificado de conclusão de Ensino Fundamental I, consignado a uma escola municipal. Veja outras notícias da região no G1 Norte Fluminense.
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24/05 - OAB divulga lista de aprovados na segunda fase do Exame de Ordem
Prazo para recurso começa nesta sexta-feira (24) e vai até 27 de maio. Aprovado no exame da OAB são anunciados nesta sexta-feira (24) Pixabay A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou na manhã de sexta-feira (24) a lista preliminar de candidatos aprovados na 2ª fase do 28º Exame OAB. A íntegra da lista pode ser conferida aqui. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aplica o exame, também disponibilizou a consulta individual para os candidatos em seu site. Os candidatos não aprovados podem entrar com recurso por meio do Sistema Eletrônico de Interposição de Recurso, no site da OAB. Os pedidos podem ser registrados a partir das 12h desta sexta (24) até a próxima segunda-feira (27). A lista definitiva de candidatos aprovados no concurso será publicada no dia 5 de junho, após o julgamento dos recursos. A aprovação no Exame de Ordem é requisito para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. O teste pode ser prestado por qualquer bacharel em Direito formado em instituição regularmente credenciada. Também podem prestar o exame os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou dos dois últimos semestres.
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24/05 - Estudante de Osório premiada nos EUA será nome de um asteroide: 'Muito inacreditável'
Oportunidade é dada para os vencedores que ficam em 1º e 2º lugar em cada categoria da International Science and Engineering Fair (Isef), evento considerado a maior feira de ciências do mundo. Juliana se emociona ao receber o anúncio de que havia ganho o prêmio ISEF/Divulgação A estudante gaúcha Juliana Estradioto, de 18 anos, egressa do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), será nome de um asteroide. A oportunidade é dada para os vencedores que ficam em primeiro e segundo lugar em cada categoria da International Science and Engineering Fair (Isef), evento considerado a maior feira de ciências do mundo. A jovem ficou em primeiro lugar na categoria de Ciências Materiais. O resultado foi anunciado na sexta-feira (17), no evento que ocorreu em Phoenix, no Arizona, Estados Unidos. A feira contou com a participação de mais de 1,8 mil estudantes de ensino médio de 80 países. "Muito inacreditável. Parece mentira, nunca pude imaginar que ia conseguir primeiro lugar nesta premiação. Fico muito realizada em representar como investir nos jovens é importante. Quanto ao asteroide, é muito impactante. Quando eles anunciam a premiação, eles mostram um vídeo com cientistas importantes que deram seus nomes a asteroides", afirmou Juliana ao G1. Foi a terceira vez que Juliana participou do evento. Ela elaborou a pesquisa vencedora quando cursava Técnico de Administração Integrado ao Ensino Médio no Campus Osório do IFRS, no Litoral Norte do estado, segundo informou a instituição. A pesquisa teve orientação da professora Flávia Twardowski e coordenação do professor Thiago Maduro. "Muito orgulhosa de ter acompanhado toda essa caminhada dela. Desde que ela entrou no Instituto [Federal do Rio Grande do Sul], é orientada por mim. Viajamos várias vezes juntas em competições. É uma honra ser professora dela e poder ter apresentado a importância da pesquisa", conta Flávia. O programa Ceres Connection, em parceria com o MIT Lincoln Laboratories, dá nome de estudantes e professores premiados para asteroides. Desde 2001, mais de 4 mil objetos receberam nomes dos vencedores. "Eu já tinha participado da feira outras vezes. É um marco poder estar lá. Ter participado da pesquisa no ensino básico mudou minha vida. Um dos meus sonhos é que todos os jovens possam ter esse tipo de contato com a pesquisa", acrescenta Juliana. "A ciência tem que ser mais popular. Foi muito importante para mim, a educação e a ciência são transformadoras." Orgulhosa, Juliana Estradioto mostra seu nome em painel com todos os finalistas Arquivo Pessoal Premiação na feira O estudo de Juliana aborda o aproveitamento da casca da noz macadâmia para confeccionar uma membrana biodegradável, que pode ser utilizada em curativos de pele ou em embalagens, substituindo o material sintético. Além de contribuir com a sustentabilidade, o material é mais econômico. "Material bem multifuncional, que tem potencial e pode ser explorado de muitas formas. São utilizados em curativos, então pode auxiliar na medicina, na saúde das pessoas. A ciência está ligada ao cotidiano e deve ser valorizada", conta Juliana. Juliana se credenciou para participar do evento norte-americano ao participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em março deste ano, na Universidade de São Paulo (USP). No evento, o projeto da gaúcha conquistou o 1º lugar em Ciências Agrárias, o 2° lugar no Prêmio Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e o Prêmio Destaque Unidades da Federação como melhor trabalho do estado. No ano passado, ela havia recebido o prêmio de Jovem Cientista na categoria Ensino Médio, com o projeto "Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá", também desenvolvido no IFRS.
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24/05 - Estudantes vão às ruas para o segundo protesto global contra a mudança climática
O movimento 'Fridays For Future' ganhou força com a ativista adolescente Greta Thunberg, que uma vez por semana falta às aulas em Estocolmo para protestar em frente ao parlamento pedindo leis que protejam o meio ambiente. Greve pelo Clima na Inglaterra: manifestantes seguram cartazes com frases em prol do meio ambiente nesta sexta (24). Kirsty Wigglesworth/AP Estudantes de diversas partes do mundo fazem nesta sexta-feira (24) a segunda greve global pelo clima, cobrando das autoridades ações mais efetivas contra as mudanças climáticas. O movimento "Fridays For Future" (Sextas-feiras pelo futuro) ganhou força com a ativista adolescente Greta Thunberg, que uma vez por semana falta às aulas em sua escola, em Estocolmo, para se sentar em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia e pedir medidas concretas contra o aquecimento global. A primeira manifestação global aconteceu em 15 de março. Nos países da União Europeia, os protestos ocorrem em meio ao período de eleição para o Parlamento Europeu, que vai de quinta (23) a domingo (26). Greve pelo Clima: A ativista Greta Trunberg fala para manifestantes durante protesto em Estocolmo nesta sexta-feira (24). Janerik Henriksson/TT News Agency via AP De acordo com a agência AFP, uma pesquisa do Eurobarômetro mostra que a mudança climática é uma das principais preocupações dos eleitores da União Europeia, ao lado das questões econômicas e preocupações com a migração. Na Suécia, houve manifestação em Estocolmo. Na Alemanha, um grupo de jovens se reuniu em Muenster, no noroeste do país. Na Inglaterra, o protesto ocorreu em Londres. Na Itália, a manifestação aconteceu em Roma. Na Noruega, manifestantes bloquearam a entrada do Banco Central do país pedindo que o fundo de investimentos pare de financiar empresas que queimam carvão, de acordo com a agência Reuters. Em Portugal, os manifestantes se reuniram em frente ao parlamento em Lisboa. Greve pelo Clima: Em Muenster, na Alemanha, um estudante levanta um globo inflável para protestar contra as mudanças climáticas Guido Kirchner / dpa / AFP Greve pelo Clima em Portugal: garota segura cartaz em manifestação contra as mudanças climáticas em Lisboa nesta sexta (24). Armando Franca/AP Greve pelo Clima em Estocolmo, na Suécia, nesta sexta-feira (24). Jonathan Nackstrand / AFP Greve pelo Clima em Londres, na Inglaterra: manifestante empunha um sinalizador durante protesto nesta sexta (24). Aaron Chown/PA via AP Greve pelo Clima na Alemanha: manifestante usa fantasia de sol para protestar contra o aquecimento global nesta sexta (24). Oliver Berg/dpa via AP Greve pelo Clima na Itália: manifestantes fazem protesto contra a mudança climática próximos a monumento em Roma nesta sexta (24). Maurizio Brambatti/ANSA via A Greve pelo Clima no Rio: Estudantes protestam em frente à Alerj nesta sexta (24) Renata Moraes/Arquivo Pessoal
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24/05 - Demetrius David da Silva é nomeado reitor da UFV
Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi publicado nesta sexta (24). O mandato de quatro anos começa a partir de domingo (26). Demetrius David da Silva é o novo reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) UFV/Divulgação A nomeação do professor Demetrius David da Silva como reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24). De acordo com o texto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Educação Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, na quinta (23), a partir da próximo domingo (26) começa o mandato de quatro anos de Demetrius à frente da instituição. Segundo informações do site da UFV, a chapa composta pelos professores Demetrius David da Silva e Rejane Nascentes foi eleita pela comunidade universitária com 88,07% dos 5.518 votos. A consulta informal foi realizada em 7 de novembro de 2018. Estavam aptos a votar 22.272 professores, técnico-administrativos e estudantes nos campi Viçosa, Florestal e Rio Paranaíba. Este resultado auxiliou o Colégio Eleitoral da Universidade a compor a lista tríplice, que foi encaminhada em dezembro ao Ministério da Educação (MEC). O novo reitor Demetrius David da Silva é professor titular do Departamento de Engenharia Agrícola da UFV e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq desde 1997. Possui graduação em Agronomia (1987), mestrado (1990) e doutorado (1994) em Engenharia Agrícola pela UFV e Pós-Doutorado no Hydrologic Modeling Lab vinculado ao Departament of Agricultural and Biological Engineering - University of Florida (EUA) no período de 2015 a 2016. Membro do Conselho Científico da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Unesco-HidroEx), como representante do corpo docente das universidades reconhecidas pelo Ministério da Educação. Ele foi vice-reitor da Universidade Federal de Viçosa - gestão 06/2011-06/2015; presidente do Conselho de Administração do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTev) - gestão 06/2011-06/2015; diretor-presidente da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), fundação de apoio à UFV credenciada no MEC e MCTIC - gestões 08/2006-07/2010 e 08/2010-05/2011; e Chefe do Departamento de Engenharia Agrícola da UFV nos períodos de 2002/2004 e 2004/2006. Publicou 144 artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais com corpo editorial; 21 livros publicados ou organizados na área de gestão de recursos hídricos; 22 capítulos de livros publicados; e 259 trabalhos apresentados em congressos científicos nacionais e internacionais. Orientou e/ou co-orientou 50 dissertações de Mestrado e 36 de Doutorado. Atualmente tem 12 orientados e co-orientados de Mestrado e sete de Doutorado. UFV As atividades começaram em 1926 como Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav). Em 15 de julho de 1969 passou a ser nomeada Universidade Federal de Viçosa (UFV). Realiza ensino, pesquisa e extensão nos em três campi: Viçosa, Florestal e Rio Paranaíba. De acordo com a UFV, no primeiro semestre de 2019 recebeu 15.660 alunos, entre calouros e veteranos, da graduação à pós. A maioria, 11.775, estudará no campus em Viçosa. Outros 2.369 começam o ano em Rio Paranaíba e 1.516 são esperados no campus Florestal. Foi a única universidade na Zona da Mata e Vertentes entre as 35 que obtiveram 5, a nota máxima no Índice Geral de Cursos (IGC) divulgado em dezembro do ano passado. A lista avaliou 2.066 universidades, faculdades e centros universitários no país. Entre as federais da região, foi a que teve o maior bloqueio de verbas pelo governo federal: em nota neste mês, a UFV esclareceu que terá uma redução de R$ 30,7 milhões do total aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2019. Campus Viçosa da Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação
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24/05 - Unicamp Portas Abertas apresenta campus a alunos do ensino médio em Campinas; veja como participar
Projeto acontece das 9h às 17h deste sábado (25). Evento, que acontece anualmente, recebe estudantes e interessados em estudar na universidade para conhecer o campus. Universidade espera cerca de 45 mil visitantes. Vista aérea da Unicamp, em Campinas. Universidade recebe estudantes neste sábado. Antoninho Perri/Ascom/Unicamp A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realiza das 9h às 17h neste sábado (25) o projeto "Unicamp de Portas Abertas (UPA)". O evento, que acontece anualmente, recebe estudantes do ensino médio e pré-vestibulandos para conhecer sobre os cursos de graduação oferecidos na instituição em Campinas (SP). A UPA conta com palestras e atividades de todos os institutos da Unicamp, e espera cerca de 45 mil visitantes. Mais de 720 escolas de todo o país estão cadastradas para participar do evento. Famílias e alunos não inscritos pelo colégio e que tiverem interesse poderão visitar a UPA sem a necessidade de inscrição. Confira a programação completa. De acordo com a organização, além das apresentações de cursos, orientações sobre currículos e possibilidades de inserção no mercado de trabalho, as atividades oferecidas este ano estarão, de alguma maneira, relacionadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Assim como a Calourada, o evento será um espaço para divulgação dos debates e ações realizados na universidade em torno do assunto. Alimentação Segundo a universidade, três praças de alimentação com diversidade de alimentos e preços acessíveis estarão funcionando na UPA. Duas delas estarão localizadas nas imediações do Ginásio Multidisciplinar - na Praça do Ciclo Básico e Bolsão de Estacionamento, atrás da Biblioteca Central César Lattes (BCCL). A outra estará instalada na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Unicamp recebe estudantes de diversos estados do Brasil no UPA. Clara Rios/G1 Trânsito O desembarque dos veículos cadastrados deve ser realizado no bolsão da Biblioteca Central César Lattes (BCCL), na avenida Érico Veríssimo, em frente à Faculdade de Educação Física (FEF). A Unicamp reforça que, é obrigatório o preenchimento do formulário com nome e telefone de contato do professor responsável e também do motorista do veículo. Para os carros de passeio, todas as ruas que dão acesso à Praça do Ciclo Básico estarão interditadas no dia do evento. O espaço será exclusivo para circulação dos visitantes. A orientação é que, quem precisar estacionar o veículo, utilize as vagas nas vias e nos bolsões existentes na Avenida Bertrand Russel. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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23/05 - Unicamp 2021: lista de livros se opõe a estereótipos e valoriza pluralidade, diz coordenador
Vestibular abordará obras de Lygia Fagundes Telles, Fernando Pessoa e Raul Pompeia. José Alves Freitas Neto relata interesse da universidade estadual nas 'condições da existência humana'. O coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto Alex Matos Valorizar pluralidade de ideias, empatia, exercício de ficção diante de uma "realidade árdua" e oposição a estereótipos estão entre os propósitos ligados às escolhas dos novos livros obrigatórios do vestibular 2021 da Unicamp, segundo José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão organizadora do exame (Comvest). As obras inseridas são "O seminário dos ratos", de Lygia Fagundes Telles; "O Marinheiro", de Fernando Pessoa; e "O Ateneu", de Raul Pompéia. Em entrevista ao G1, o professor de história do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) explica que a universidade estadual, com campi em Campinas (SP), Piracicaba (SP) e Limeira (SP), propõe com as escolhas estabelecer um diálogo entre literaturas de língua portuguesa e ampliar o repertório dos estudantes, de modo a permitir que eles façam associações e reflexões. "A aproximação da linguagem e do repertório é fundamental para despertar a sensibilidade, o olhar atento para múltiplos contextos. O principal objetivo da comissão ao incluir cada um desses livros tem a ver com gêneros diferentes [...] fazer com que os estudantes façam leitura de mundo pela mediação da literatura", diz ao lembrar uso de metáforas e alegorias em conteúdos. Ao ponderar sobre características específicas como as descobertas do personagem Sérgio em "O Ateneu", o diálogo com noção de sonho em "O Marinheiro", e aspecto de resistência indicada em "O seminário dos ratos", Freitas Neto admite que há "um recado" da Unicamp com as novas obras. "Assim como as demais obras, clássicas ou a dos Racionais MC's ["Sobrevivendo no Inferno"], queremos que os estudantes estejam atentos aos múltiplos sinais e caminhos da linguagem para interpretação da realidade", afirma. Sobre a obra de Lygia Fagundes Telles, o professor ressalta que uma das contribuições é destacar o papel da literatura em instaurar dúvidas sobre discursos oficiais, sobretudo à época em que foi escrita. Já o trabalho de Pompéia, avalia, foi incluído entre outros fatores pelo princípio estético. "A maneira da recepção e leitura é dada pelo leitor. Essa é a parte bonita da literatura, afinal de contas ela nos dá essa noção de autonomia no exercício da interpretação [...] É preciso perceber os princípios básicos de entender o momento em que as obras circulam, as temáticas e quais são as ideias que os autores e autoras quiseram construir", explica o coordenador. 'Empatia' As obras literárias "A hora e a vez de Augusto Matraga (Sagarana), de Guimarães Rosa; "O bem-amado", de Dias Gomes; e "Caminhos Cruzados", de Érico Veríssimo, constam na lista do vestibular deste ano, mas foram retiradas da próxima edição. Veja aqui as mudanças. Freitas Neto salienta que a nova lista também contempla o exercício da ficção, para ele fundamental em contextos onde "a realidade está muito árdua". "A Unicamp quer deixar bem claro que ela quer conhecer desde a leitura de um pensamento conservador, como do Nelson Rodrigues em crônicas, quanto a perspectiva de abertura de mundo e a produção de empatia nas narrativas que se tem em 'O Ateneu' ou em 'O Marinheiro'", completa. Perspectivas O coordenador da Comvest avalia também que o papel da literatura escolhida para o vestibular é promover humanização "em um instante de acirrada polarização e de constrangimento à livre manifestação de ideias". Além disso, de acordo com ele, as três novas obras escolhidas são ricas na exploração de universos variados e temas que podem estimular reelaborações dos alunos. "Nos interessa a visão plural e poética do mundo e das condições da existência humana, em seu universo social, cultural e político. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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23/05 - 'Corri enquanto meu corpo pegava fogo': a professora que fundou ONG para ajudar queimados após acidente
Após sobreviver a incidente que matou amiga em restaurante, Alexandra Bilar Henrique criou associação para ajudar outras vítimas. De acordo com o Ministério da Saúde, só em 2018, a rede pública realizou 224 mil atendimentos a casos de queimaduras. Alexandra conseguiu se recuperar, mas a batalha para lidar com os danos à imagem é longa Arquivo pessoal "Houve uma explosão e depois ficou um silêncio absoluto. Corri enquanto meu corpo pegava fogo. Tive certeza de que morreria." Em julho de 2010, a professora Alexandra Bilar Henrique, à época com 31 anos, dava aulas em dois períodos em uma escola pública na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo. Na hora do almoço entre as jornadas, ela convidou uma amiga para ir a um restaurante próximo ao trabalho. Na fila do self-service, Alexandra disse para a colega que jogaria o chiclete que estava mascando no lixo, e pediu para que ela passasse à frente. "A gente chegou na balança para pesar a comida quando uma funcionária se aproximou para abastecer o réchaud com álcool do nosso lado. Mas ela não percebeu que ainda tinha fogo. Foi quando houve uma explosão. A garrafa com álcool pegou fogo e, no susto, a mulher jogou na gente. Eu fiquei internada por 21 dias. Nos últimos 9 anos, fiz 35 cirurgias", disse em entrevista à BBC News Brasil. A amiga de Alexandra morreu depois de 37 dias de internação. Inspirada em sua própria história e nas dificuldades que enfrentou após deixar o hospital, Alexandra fundou a Associação Nacional dos Amigos e Vítimas de Queimaduras (Anaviq), ONG criada e gerida por vítimas de queimaduras do Brasil. Hoje, o grupo hoje conta com 145 pessoas que se feriram em acidentes domésticos, no trabalho e até em tentativas de suicídio. Em 9 anos, Alexandra fez 35 cirurgias para minimizar as sequelas das queimaduras Arquivo pessoal Um dos associados é um adolescente que tentou se matar aos 12 anos após sofrer bullying dos amigos na escola. "Fiquei desempregado e tive de tirar meu filho da escola particular onde ele estudava e matricular na pública. No colégio novo, ele começou a sofrer bullying por ser um menino muito educado e bonzinho. Davam tapas na cabeça, cuspiam na cara dele e faziam muitas ofensas. A gente não sabia disso, nem percebemos nas nossas conversas diárias", conta o pai do jovem e motorista de aplicativo, que não será identificado para preservar o adolescente. A humilhação sofrida diariamente levou o menino à tentativa de suicídio, diz o pai. "Numa manhã, ele despejou álcool no corpo dele todo e riscou um fósforo enquanto esperava a van para a escola. Ouvi os gritos no quintal e corri o mais rápido que consegui. Quando vi aquela bola de fogo, abracei meu filho enquanto tentava rasgar a roupa dele. Minha esposa foi mais rápida, ligou a mangueira e apagou o fogo, mas a desgraça já tinha acontecido", relata o pai do adolescente, hoje com 15 anos. O garoto teve queimaduras de 2º e 3º grau em 45% do corpo e ficou internado durante 60 dias no Hospital das Clínicas, em São Paulo – 45 deles em coma. Ele disse que a associação é essencial para a troca de experiências e para melhorar a autoestima do filho. "Os membros têm experiência com todos os tipos de queimaduras, sabem reconhecer os melhores produtos e onde encontrar mais barato e isso faz toda a diferença. Os médicos são excelentes, mas não têm a mesma experiência de quem passa pelo tratamento", afirmou o pai. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de pessoas sofrem queimaduras anualmente no Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem 44 unidades especializadas em queimados em todo o país. Segundo a pasta, em 2018 mais de 224 mil pessoas receberam atendimento ambulatorial por conta de queimaduras, e 25.947 foram internadas. Segundo Alexandra, uma das maiores barreiras é encontrar médicos especializados, receber dicas de pomadas e de onde encontrar medicamentos mais baratos. Ou simplesmente ser ouvido. A recuperação do trauma e a ressocialização são apontados por ela como primordiais para resgatar a autoestima de uma vítima de queimadura. O momento em que a queimadura ocorre fica gravado na memória. E Alexandra se lembra de cada detalhe de seu acidente. Alexandra (de roxo) em foto com a amiga Graciene, que morreu após ser queimada em restaurante Arquivo pessoal 'Pensei que morreria' Depois da explosão, a professora conta ter corrido o mais rápido que conseguiu em direção à saída do restaurante. Ela relata que a impressão era de que todo o ambiente tinha ficado sem som. Com o corpo em chamas, Alexandra arrancou sua bolsa e parte de suas roupas enquanto corria. Nesse momento, ela foi derrubada. "Um homem me jogou no chão, pulou em cima de mim e usou a camiseta dele para apagar as chamas. Só me lembro que juntou muita gente em cima de mim. As pessoas me olhavam com espanto e comentavam sobre os ferimentos. Eu me lembro que uma delas disse que 'a outra estava pior', ao falar da minha amiga. E eu ainda tentando entender o que tinha acontecido. Eu pensei que morreria", lembra. No desespero de tentar pedir socorro para alguém da família, ela colocou a mão no bolso direito de sua calça para pegar o celular. "Isso causou um grande dano na minha mão porque ela estava queimada e raspou no tecido jeans. Fiquei cinco minutos no chão enquanto aguardava o resgate, com muitas pessoas ao meu redor falando sem parar. Eu quase não sentia os ferimentos. Quando fui colocada na ambulância, parecia que eu estava sendo colocada num forno. Eu gritava de dor. Jogavam soro nas queimaduras para aliviar. Eu pedia para jogarem mais nas pernas e no meu polegar. Era desesperador", relata a professora. Ao chegar ao pronto-socorro, a professora não enxergava, mas ouviu a funcionária do restaurante, que também teve ferimentos nas mãos e braços, se culpando pelo acidente. Ainda no mesmo dia, a professora foi transferida para um hospital de seu convênio, em Cajamar. Lá, uma cirurgiã plástica recomendou que ela fosse transferida para um hospital de referência para queimados em Jundiaí, no interior de São Paulo. "Essa mulher foi colocada por Deus no meu caminho. Ela fez o primeiro atendimento de maneira muito eficiente. Pedia para a equipe dela arrancar minha pele sem dó. No dia seguinte, ela mesma conseguiu uma vaga no hospital de referência e uma ambulância para me levar. Ela foi perfeita", resume Alexandra. Durante as três semanas em que permaneceu internada no hospital especializado, Alexandra recebeu poucas notícias de Graciene. Enquanto Alexandra se recuperava bem, a companheira de trabalho tinha sofrido graves queimaduras nas vias aéreas, que dificultavam a recuperação e exigiam o uso de aparelhos para respirar. Graciene morreu duas semanas após Alexandra deixar o hospital. Encarando o espelho Durante o tempo internada, a maior preocupação de Alexandra era se acalmar e cuidar dos ferimentos para voltar para casa com menos sequelas. Durante esse tempo, ela não teve contato com seu maior inimigo pós-alta: o espelho. O hospital onde ela ficou internada não tinha espelhos. A primeira vez em que ela viu sua própria imagem depois do acidente foi logo após receber alta, quando passou na casa onde a irmã dela estava hospedada na cidade. Mesmo sabendo que estava com as mãos, rosto, barriga, pescoço e perna queimados, a surpresa foi inevitável. "Quando eu entrei no banheiro, abri a porta e dei de cara com espelho. Minha pressão caiu e eu quase desmaiei. Eu estava toda vermelha e muito magra. De lá para cá, é um desafio lidar com a minha própria imagem", afirmou. Alexandra diz que um dos principais desafios das pessoas queimadas é lidar com a mudança na imagem causada pelas cicatrizes. Alguns veem como uma marca de superação, que muitas vezes representa uma vitória contra a morte. Mas a grande maioria faz cirurgias plásticas para escondê-las. "Ela não me impede de viver, mas eu sempre uso lenço no pescoço e maquiagem para esconder o máximo que posso. Eu tento evitar chamar a atenção porque há um grande desconforto de ser abordada toda hora. Sempre alguém pergunta o que aconteceu ou diz 'nossa, coitadinha de você'", afirma a presidente da Anaviq. Ela diz que boa parte das perguntas são insensíveis e que as pessoas não se dão conta de que estão fazendo o outro se sentir pior. Para ela, o mais importante é que o outro saiba que a pessoa passa por um momento delicado. Outra função da associação é orientar pessoas sobre onde podem encontrar tratamento após deixar o hospital. "Isso até existe no Hospital das Clínicas de São Paulo, mas a fila demora pelo menos um ano. Nesse tempo, a cicatriz hipertrofia e você não consegue mais levantar um braço ou esticar o dedo", explica Alexandra. Ela disse que esse tratamento pós-operatório é importante para que não haja sequelas mais graves e o paciente consiga retomar sua vida, inclusive em seu emprego. Pós-operatório Depois do acidente, Alexandra passou dificuldade financeira por conta do alto gasto com remédios, pomadas, curativos e frequentes idas ao médico. Custos além do auxílio-doença que recebia. Para recuperar o dinheiro gasto com o tratamento, ela abriu um processo contra o restaurante. Depois cinco anos, três audiências e um impacto emocional que quase a levou à depressão, a professora fez um acordo e recebeu R$ 100 mil do dono do comércio. A família da amiga morta no mesmo incêndio recebeu R$ 30 mil. A ideia de criar a Anaviq surgiu durante uma conversa entre Alexandra e o médico dela. Sem condições de continuar seu trabalho como professora, ela aceitou a sugestão de acolher as novas vítimas que chegavam ao hospital. "Eu percebi que não havia quase nenhuma informação disponível, então passei a ensinar automaticamente o caminho para outras pessoas. Passei a criar grupos no Facebook com médicos e pessoas queimadas. Em pouco tempo, começou a chegar gente de outros estados e percebi que eu estava cada vez mais envolvida", afirmou. Em setembro de 2017, o grupo fez sua primeira reunião. Logo, começou a crescer, ganhar visibilidade e fez uma parceria com a universidade Anhembi Morumbi e com o escritório de advocacia Siqueira Castro. Os membros da associação se reúnem uma vez por mês, mas se falam todos os dias pelo WhatsApp. O reconhecimento aumentou no ano passado, quando a associação participou do Congresso Brasileiro de Queimaduras no ano passado. O evento reuniu em Foz do Iguaçu, no Paraná, centenas de especialistas em queimaduras, como médicos, fisioterapeutas e psicólogos de diversos países. Segundo ela, há casos de pessoas queimadas em situações aparentemente seguras, como o manuseio de álcool em gel e a impermeabilização de estofados. Neste caso, a explosão é causada por gases inflamáveis liberados por alguns tipos de produtos aplicados no tecido. Também são comuns acidentes envolvendo crianças que mexem em panelas no fogão. Hoje, a Anaviq atende a 145 pessoas de maneira voluntária, sem receber nenhum apoio financeiro. Nove delas são casos de queimaduras provocadas em tentativas de suicídio - a maior parte cometida por mulheres. Alexandra se aposentou e vai se dedicar integralmente à associação a partir de agora. Ela iniciou o processo para criar o CNPJ e poder receber doações.
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23/05 - Estudante sem-teto é selecionado por universidades e recebe US$ 3 milhões em bolsas nos EUA
Adolescente americano que passou a morar em abrigos provisórios depois da morte do pai recebeu ofertas de mais de 40 faculdades. Adolescente passou a morar na rua depois que seu pai morreu, em 2017 J.MONE PHOTOGRAPHY Um adolescente que perdeu sua moradia após a morte do pai recebeu ofertas de bolsas de estudo totalizando mais de US$ 3 milhões (algo em torno de R$ 12 milhões) de universidades americanas, além de vagas em mais de 40 faculdades. Tupac Mosley, de Memphis, no Estado americano de Tennessee, era o melhor aluno de sua turma - e nunca deixou de estar entre os melhores da sala, mesmo depois que seu pai morreu, em 2017, e ele ficou sem moradia permanente. A família passou por dificuldades financeiras e, em fevereiro desse ano, teve de se mudar para uma acomodação temporária. O estudante de 17 anos disse que um dos pontos mais "baixos" de sua vida foi dormir no chão de hotéis baratos, mas ele continuou a se dedicar na escola. "Se não fosse pelos meus amigos, família, professores e mentores, que me incentivaram, eu talvez não estivesse onde estou agora", afirmou. "Eles me deram a coragem de seguir e não desistir nunca." "Ver todo o meu esforço de uma maneira quantificável é tão gratificante! É uma ótima sensação." Esforço e perseverança Em sua formatura na escola, Tupac agradeceu a diretora da escola e um acampamento em Memphis onde a família conseguiu se hospedar por um período. "O diretor soube da minha situação e nos deixou ficar lá enquanto eu levantava fundos", disse. Apesar dos problemas pessoais pelos quais passava, Tupac permanecia como o melhor de sua sala. A mentora que lhe ajudou com suas inscrições para bolsas e para a universidade disse que está imensamente orgulhosa dele. Tupac decidiu cursar engenharia elétrica na Universidade do Estado de Tennessee TENNESSEE STATE UNIVERSITY/DIVULGAÇÃO "Sou conselheira há 11 anos e ele é o primeiro aluno que recebe uma resposta tão grande", afirmou. "Ele é naturalmente inteligente e talentoso, mas tudo está ligado a sua perseverança." Mas Tupac se mudou para seu próprio apartamento essa semana, apesar de ter uma série de faculdades que poderia escolher. Ele decidiu ficar perto de seus amigos e familiares. "Tenho um apoio muito grande aqui", explicou. "Eles me ajudaram a conseguir tudo isso, então vou continuar perto deles." Ele aceitou a oferta de estudar na Tennessee State University, onde deverá cursar engenharia elétrica.
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23/05 - As brasileiras premiadas na maior feira escolar de ciências do mundo
Alunas de escolas públicas, estudantes Juliana Davoglio Estradioto e Ekarinny Myrela Brito de Medeiros desenvolveram com poucos recursos inovações nas áreas ambiental e médica. Suas pesquisas foram reconhecidas nos EUA. Juliana sempre estudou em escolas públicas e desenvolveu suas pesquisas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS, em Osório Arquivo Pessoal/DW Em 2016, a tia da estudante Ekarinny Myrela Brito de Medeiros morreu em decorrência de uma infecção sanguínea ocasionada por um cateter utilizado num procedimento de hemodiálise. "Minha tia poderia ter falecido de outras maneiras por causa da sua doença renal, mas foi um cateter que acabou levando-a à morte", diz Ekarinny. "Isso me fez pesquisar sobre infecções e descobri que não existia um cateter com propriedades antimicrobianas. Pensei em produzir eu mesma um cateter bioativo capaz de prevenir infecção de corrente sanguínea." Na realidade, Ekarinny tentou solucionar dois problemas de uma só vez: como matéria prima para um cateter bioativo, a garota utilizou o líquido da castanha de caju, um resíduo agroindustrial que costuma ser descartado. Após um ano de pesquisa, o cateter bioativo feito da castanha de caju se tornou realidade e, no dia 18 de maio, o experimento da Ekarinny ganhou dois prêmios na feira internacional de ciência e engenharia Intel ISEF, ocorrida nos Estados Unidos: um primeiro lugar na categoria Patent and Trademark Office Society e um quarto lugar em Translational Medical Science. Realizada desde 1950, a Intel ISEF é a maior feira científica do mundo para estudantes que ainda não chegaram ao ensino superior. Cientistas ganhadores do Nobel estão entre os jurados. "Quero patentear minha invenção, já que o cateter bioativo pode ser produzido em larga escala e comercializado com baixo custo – ele custa apenas 10 centavos – e com o aproveitamento de um resíduo industrial brasileiro", explica Ekarinny, que desenvolveu sua pesquisa no quintal de casa porque sua escola, a E.E. Prof. Hermógenes Nogueira da Costa, na periferia de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte, não tem laboratório. Ekarinny começou sua pesquisa depois de uma morte por infecção na família Arquivo Pessoal/DW "Pensava que primeiro lugar era impossível" Na Intel ISEF 2019, a delegação brasileira foi a mais premiada da América Latina e a décima mais premiada dos 81 países participantes. O maior prêmio para o Brasil foi o de Juliana Davoglio Estradioto, de 18 anos, do Rio Grande do Sul, que conquistou o primeiro lugar na categoria Materials Science por ter desenvolvido uma embalagem biodegradável feita a partir dos resíduos agroindustriais da noz macadâmia. A estudante é a primeira do país a conquistar o prêmio. "Utilizo o resíduo da macadâmia como se fosse um alimento para micro-organismos que produzem este material biológico, umas membranas", explica a jovem pesquisadora. "Essas membranas são incríveis, pois são multifuncionais: é um material que poderia ser aplicado desde a área biomédica, como alternativa aos plásticos, até como matéria-prima para roupas. Também há pesquisas que investigam sua utilização como veias artificiais para o corpo humano." Esta foi a terceira vez que Juliana foi selecionada para participar na ISEF. "Em todas as vezes, pensava que era impossível ganhar o primeiro lugar, pois apenas 2,5% dos projetos ganham esse reconhecimento", comenta a gaúcha, que na edição de 2018 ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao apresentar a confecção de um plástico biodegradável feito a partir da folha do maracujá e que pode ser utilizado no campo, para embalar mudas de plantas. Juliana, que sempre estudou em escolas públicas, desenvolveu suas pesquisas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus de Osório, cidade com cerca de 40 mil habitantes, no litoral do estado. Desde 2015, as descobertas da jovem ganharam mais de 40 prêmios e menções honrosas, sendo que ele receberá um dos prêmios somente no final do ano, quando se tornará a primeira estudante brasileira a ser selecionada para acompanhar a cerimônia de entrega do Nobel. "No Brasil se faz pesquisa, sim" Ekarinny desenvolveu todas as suas pesquisas enquanto era aluna da rede pública do Rio Grande do Norte. "A minha professora de biologia, Luísa Kiara, sempre nos incentivou e nos capacitou para a pesquisa científica", conta, acrescentando que, apesar de a escola não ter boa estrutura física, "os professores e a direção da escola fazem a diferença. Por causa deles, meu ensino foi bom". A primeira vez que uma pesquisa de Ekarinny foi premiada foi em 2016, na Feira de Ciências do Semiárido Potiguar, feira estadual para estudantes do sertão semiárido, por ter desenvolvido uma embalagem biodegradável feita da folha seca do cajueiro. De lá para cá, a jovem conquistou outros 32 prêmios. Um desses prêmios foi uma bolsa de pesquisa do CNPq, no valor de R$ 100 mensais, com duração de um ano, recurso que Ekarinny usou para ajudar no desenvolvimento do cateter bioativo. "Essa ajuda foi boa, mas não vejo R$ 100 como um incentivo à pesquisa ou o suficiente e nem o mais importante para eu me dedicar aos meus estudos", pondera. "Faz cinco meses que minha mãe faleceu, então o meu prêmio na ISEF 2019 foi mais do que vencer, significou não desistir dos meus sonhos, ter algo a que me apegar na dificuldade", afirma Ekarinny. "Além disso, esse reconhecimento internacional é a prova de que estudante de escola pública pode ser o que quiser ser, chegar aonde quiser chegar." Apesar de estudar num instituto federal de ensino de qualidade, a trajetória de pesquisa de Juliana também não foi fácil. "Quando comecei a pesquisar, usava o laboratório de pães do meu campus do IFRS, que ficava embaixo do auditório do instituto", lembra a gaúcha, que tinha que viajar para uma cidade vizinha para testar a sua descoberta com os resíduos da macadâmia porque o laboratório da sua escola não tinha os equipamentos necessários. "Agora há uma sala separada para as pesquisas no instituto, mas os recursos são poucos e dá para contar nos dedos da mão a quantidade de equipamentos que há nesse laboratório. Muitas vezes comprei reagente para a pesquisa do meu próprio dinheiro", diz Juliana. "Apesar disso, no Brasil se faz pesquisa, sim", defende a gaúcha, que sonha um dia ganhar o Prêmio Nobel.
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23/05 - 'Sou contra', afirma Bolsonaro sobre cobrança de mensalidade em universidades federais
Presidente Jair Bolsonaro se reúne com jornalistas em café da manhã O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (23), durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que é contrário à cobrança de mensalidades nas universidades federais. Ele deu a declaração durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. Bolsonaro foi questionado sobre as posições do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que sugeriu cobrança de mensalidade de alunos de alta renda na graduação, e do ministro da Educação, Abraham Weintraub, favorável à cobrança apenas na pós-graduação. "Sou contra", respondeu o presidente. Segundo Bolsonaro, sua posição serve para graduação e pós-graduação. O presidente argumentou que, na hipótese de ser cobrar mensalidades, alunos de famílias com renda mais alta poderiam sair do país para estudar. A posição do presidente sobre a pós-graduação difere da externada pelo ministro Abraham Weintraub, que participou na quarta (22) de uma sessão da comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Na oportunidade, o ministro se disse contrário ao pagamento de mensalidade na graduação, porém se apresentou a favor da cobrança na pós-graduação. Atualmente, a cobrança em mestrados ou doutorados é proibida pela Constituição e foi alvo de deliberação no Supremo Tribunal Federal (STF). "Se a gente focar na cobrança de pós-graduação, é uma... Aí não tem o que discordar, tá lá o bonitão com o diploma de advogado, ele paga. Esse tem condição de pagar. (...) E não é pra toda pós-graduação, mas pras que têm visão de mercado, a gente pode cobrar", disse o ministro.
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23/05 - Unicamp lista obras de Lygia Fagundes Teles, Fernando Pessoa e Raul Pompéia no vestibular 2021
Relação divulgada nesta quinta é diferente da que será utilizada no processo seletivo de 2020. Alunos fazem a primeira fase do vestibular da Unicamp, em Piracicaba Fernando Jacomini/G1 A Unicamp divulgou nesta sexta-feira (23) a lista de 12 obras obrigatórias em língua portuguesa para o vestibular 2021. Essa relação é diferente da que será aplicada no processo seletivo de 2020 pela Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest). Para 2021, a Comvest fez três alterações em relação à lista anterior. Foram incluídas "O seminário dos ratos", de Lygia Fagundes Telles; "O Marinheiro", de Fernando Pessoa, e "O Ateneu", de Raul Pompéia. ( Veja lista completa abaixo). As obras "A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa, do livro Sagarana, " O bem amado", de Dias Gomes, e "Caminhos Cruzados, de Érico Veríssimo, constam na lista de 2020, mas não em 2021. Obras literárias obrigatórias Unicamp do vestibular 2021 Segundo a organização, os critérios utilizados foram a representatividade dessas manifestações literárias nas tradições culturais, o padrão de elaboração estética e a presença de núcleos temáticos adequados à formação pedagógica dos estudantes do ensino médio. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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23/05 - MEC mantém bloqueio de R$ 5,8 bilhões após revisão orçamentária
Ministério da Economia previa bloqueio de mais de R$ 7 bilhões na educação, mas recuou e liberou R$ 1,587 bilhão. Contingenciamento está mantido nas universidades federais. Governo usa reserva e a libera R$ 1,5 bilhão para o Ministério da Educação O Ministério da Educação informou nesta quarta-feira (22) que vai manter o contingenciamento de R$ 5,8 bilhões no orçamento da pasta para 2019, apesar do desbloqueio de R$ 1,587 bilhão anunciado à tarde pelo Ministério da Economia. Governo libera R$ 1,587 bilhão para o Ministério da Educação Entenda o congelamento de verba nas universidades federais FOTOS: as faixas e os cartazes dos protestos os estados A liberação do valor de R$ 1,587 bilhão, de acordo com o MEC, vai apenas cancelar uma segunda ordem emitida pelo Ministério da Economia em portaria de 2 de maio, que ainda não tinha sido implementada. Naquele momento, dias após o anúncio dos bloqueios no ensino superior, o Ministério da Economia pediu um esforço adicional de R$ 3 bilhões a 13 órgãos federais, e mais da metade recaía sobre a Educação. Agora, o ministério revisou a previsão orçamentária. Bloqueio ativo Apesar da suspensão dessa segunda ordem, a primeira, de 29 de março, permanece válida. Com isso, até o momento, o MEC continua com R$ 5,83 bilhões bloqueados no orçamento de 2019. O contingenciamento do MEC atinge tanto o ensino básico quanto as universidades e institutos federais. Desse total, R$ 1,704 bilhão recai sobre o ensino superior federal. A cifra corresponde a 3,4% do orçamento total das universidades federais, e a 24,84% da verba discricionária (ou seja, excluindo salários e aposentadorias do cálculo) dessas instituições. Em nota, o Ministério da Educação afirma que passou as últimas semanas negociando com a área econômica. "Para não limitar ainda mais o orçamento da pasta, o MEC manteve diálogo constante com o Ministério da Economia e apresentou o impacto dos bloqueios nas diversas áreas de atuação da pasta", diz a nota. Em 15 de maio, estudantes realizaram protestos em mais de 200 cidades, em todos os estados e no Distrito Federal, contra os cortes. Manifestantes na Candelária, no Centro do Rio, em protesto contra corte na educação Reprodução/ TV Globo Initial plugin text
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23/05 - Enem 2019: prazo para pagar boleto de inscrição termina nesta quinta (23)
Taxa é de R$ 85. Provas serão aplicadas em 3 e 10 de novembro. Enem 2019: saiba as principais datas da prova e para que ela serve Os candidatos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 têm até esta quinta-feira (23) para pagar o boleto em agências bancárias, casas lotéricas e correios. O valor é de R$ 85. Quem conseguiu o direito à isenção da taxa e concluiu a inscrição no prazo tem a participação garantida no exame. Número de inscritos De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 6,38 milhões de pessoas se inscreveram para o Enem 2019. O número total de participantes deverá ser divulgado após o término do prazo para pagamento da taxa. No ano passado, houve 6,7 milhões de inscrições – sendo que 5,5 milhões delas foram confirmadas após a quitação da taxa. Caso o número de 2019 fique abaixo desse patamar, será o terceiro ano de queda consecutiva em número de participantes. Local de prova O cartão de confirmação será disponibilizado só em outubro. Nele, haverá um resumo das principais informações para o candidato: número de inscrição; data, hora e local das provas; dados sobre atendimento especializado (se solicitado); e opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol). Estrutura da prova O exame ocorrerá em dois domingos: 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de: linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. duração: 5h30 No segundo domingo, dia 10 de novembro, será a vez das questões de: ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. duração: 5h Novidades da edição 2019 Neste ano, há as seguintes novidades: novo sistema de inscrição; inclusão opcional de foto na inscrição; espaço com linhas para rascunho da redação; espaço para cálculos no final do caderno de questões; surdos, deficientes auditivos e surdocegos poderão indicar, na inscrição, se usam aparelho auditivo ou implante coclear; lanches levados pelos candidatos serão revistados. Calendário Pedido de uso de nome social: 20 a 24 de maio Pagamento da taxa de inscrição: 6 a 23 de maio Provas: 3 e 10 de novembro Gabarito: 13 de novembro Resultado individual: janeiro de 2020
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22/05 - UFJF oferece mais de 900 vagas para o Sisu no segundo semestre de 2019
As oportunidades estão distribuídas em mais de 40 cursos nos campi Juiz de Fora e Governador Valadares. Interessados em estudar na UFJF podem se inscrever até 7 de junho para o segundo semestre do Sisu 2019 Clara Downey/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta terça-feira (21) que está com 935 vagas abertas para o segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2019. As vagas estão distribuídas em 33 cursos no campus sede, com 740 vagas, e nove em Governador Valadares, com 195 oportunidades. As inscrições começam no dia 4 de junho e podem ser realizadas pela internet até o dia 7. Os únicos requisitos para o candidato se inscrever no Sisu é ter realizado as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018 e não ter tirado nota zero na redação. O candidato pode escolher duas opções de cursos, sendo possível alterá-los durante o período de inscrição, de acordo com as preferências e chances de ingresso a partir das parciais de notas de corte. O resultado da chamada regular dos candidatos aprovados para UFJF será divulgado no dia 10 de junho. Os candidatos devem ficar atento aos documentos para a realização da matrícula, no caso de aprovação.De acordo com a instituição, as informações serão divulgadas em breve na página da Coordenadoria Geral de Assuntos Acadêmicos (Cdara) da UFJF. O prazo para participar da lista de espera é de 11 a 17 de junho. À partir do dia 17, começa o período para matrícula da chamada regular. Os horários, dias e locais de atendimento serão definidos por cada instituição através de edital. A convocação dos candidatos em lista de espera começa à partir de 19 de junho. Confira as vagas oferecidas no campus Juiz de Fora Confira as vagas nos cursos oferecidos pela UFJF para o Sisu do segundo semestre de 2019. UFJF/Divulgação
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22/05 - Consulta de vagas no Sisu do 2º semestre começa na quinta
Sistema usa notas do Enem 2018 para selecionar alunos que estudarão em universidades públicas. Interação entre os alunos após divulgação do resultado do Sisu Társsio Anderson/Colégio GEO A consulta para vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2019 poderá ser feita a partir desta quinta-feira (23). Para acessar as informações sobre instituições e cursos oferecidos, basta entrar no site do Sisu. Candidatos que fizeram o Enem 2018 e que queiram concorrer a uma vaga em universidades públicas deverão se inscrever entre os dias 4 e 7 de junho. O processo é online e gratuito. Durante esse período, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte para cada curso - ou seja, a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados. Conforme as inscrições forem feitas, o Sisu informará notas de corte parciais para cada curso, com base no desempenho dos estudantes que já se candidataram. As notas de corte são apenas uma referência baseada no número de vagas disponíveis e no número total de candidatos inscritos no curso. O ranking de selecionados é dinâmico e muda ao longo do período de inscrição. Sisu 2019: como lidar com a ansiedade do processo seletivo O interessado deve escolher duas opções de vaga, em ordem de preferência. É preciso marcar o curso, a instituição de ensino, o turno e a modalidade de concorrência (ampla ou por cotas). No site e no aplicativo do Sisu o estudante poderá acompanhar o andamento da sua inscrição. Até o dia 7 de junho, cada aluno poderá analisar esses índices e mudar suas opções. Serão consideradas como definitivas aquelas que estiverem no sistema às 23h59 do prazo final. Os resultados sairão em 10 de junho, no portal do Sisu. Requisitos Para se candidatar, é necessário ter feito o Enem 2018 e tirado nota superior a zero na redação. Calendário Inscrições: 4 a 7 de junho Resultados: 10 de junho Matrículas: 12 a 17 de junho Lista de espera: manifestar interesse de 11 a 17 de junho Página inicial do Sisu - 2º semestre de 2019 Reprodução
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22/05 - Prouni do 2º semestre vai abrir em 11 de junho as inscrições para disputa por bolsas em universidades privadas
Programa seleciona estudantes para bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares. Período de inscrição terminará em 14 de junho. Prouni concede bolsas para estudantes que fizeram o Enem Reprodução/RBS TV As inscrições para o Programa Universidade Para Todos (Prouni) do segundo semestre devem ser feitas entre 11 e 14 de junho no site http://siteprouni.mec.gov.br. O edital foi publicado nesta quarta-feira (22), no Diário Oficial da União. Consulta de vagas do Sisu do 2º semestre começa na quinta Baixe o aplicativo G1 Enem Os candidatos que forem selecionados terão direito a bolsas de estudo parciais ou integrais em instituições de ensino privadas. Para se inscrever no Prouni, o estudante não pode ter diploma de ensino superior. Além disso, deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 e tirado, no mínimo, média de 450 pontos na prova. Não é permitido ter zerado na redação. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda: Bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo Bolsas parciais (50% da mensalidade coberta): renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos Entre as exigências, o candidato deve ainda se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações: ter cursado o ensino médio em escola pública; ter cursado o ensino médio em escola privada, desde que na condição de bolsista integral; ter alguma deficiência; ou ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica). Resultados Os resultados da primeira chamada serão divulgados em 18 de junho, no site do Prouni. A segunda lista será divulgada em 2 de julho, no mesmo endereço. O candidato pré-selecionado deverá comparecer à instituição de ensino superior onde irá estudar para comprovar os dados informados na inscrição. Caso sobrem vagas, haverá uma lista de espera em 18 de julho. Calendário Inscrições: 11 a 14 de junho Resultado da 1ª chamada: 18 de junho Comprovação de informações para aprovados na 1ª chamada: 18 a 28 de junho Resultado da 2ª chamada: 2 de julho Comprovação de informações para aprovados na 2ª chamada: 2 a 11 de julho Lista de espera: 18 de julho
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22/05 - Ministro defende Fundeb, metas e mensalidade na pós em sessão marcada por tumulto na Câmara
Estudantes da UNE e da UBES tentaram fazer perguntas e houve confusão com deputados do PSL. É a terceira vez que Weintraub vai ao Congresso desde o início do mês. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22). Luís Fortes/MEC Em sessão marcada por tumultos na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que concorda com a proposta de ampliar as verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), mas pretende “cobrar metas” de estados e municípios como contrapartida. Weintraub também defendeu a cobrança de mensalidades na pós-graduação. Inep demite dois funcionários após descobrir falha de segurança no Encceja A sessão, que começou às 9h30, foi encerrada às 14h. O desfecho foi marcado pela tentativa de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) tentarem fazer perguntas ao ministro. Tumulto na Comissão da Educação com o ministro Abraham Weintraub A deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), que presidia a sessão, questionou para Weintraub se ele aceitaria ouvir os estudantes, e o ministro disse que não. "Eu não quero falar com a UNE, eles não são eleitos. Eu nunca fui filiado à UNE", disse o ministro. Na sequência, Marcivania disse que tinha a intenção de conceder dois minutos aos representantes dos movimentos estudantis e houve tumulto na sessão. Parlamentares do PSL rebateram Marcivania, houve bate-boca e o encontro foi encerrado. Esta foi a terceira vez que Abraham Weintraub compareceu ao Congresso desde o início do mês – antes, esteve em uma audiência no Senado e também foi ao plenário da Câmara. Veja abaixo os principais pontos abordados na audiência: Manutenção do Fundeb Receitas próprias nas universidades Cobrança de mensalidade nas universidades Apoio à pesquisa no ensino superior Fundeb O Fundeb é repassado pela União às secretarias estaduais e municipais, como complementação para a educação básica – do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê que ele expire em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelecer o fundo. “A questão do Fundeb é muito importante, a gente está trabalhando numa proposta que melhore o Fundeb. Eu sou a favor de aumentar os recursos, mas sou a favor também de cobrar algumas metas”, disse, sem esclarecer o percentual de aumento ou o teor das metas. Receitas próprias O ministro disse acreditar que as instituições de ensino podem aumentar suas fontes de receitas. Ele não detalhou em quais ou quantas das federais isso poderia ocorrer, e não deu estimativa de valores. "Muitas teriam como conseguir receita extra, e não chegam as receitas. Muitas têm um patrimônio imobiliário que está largado. A gente precisa conversar com todo mundo porque se não, a folha crescendo vertiginosamente, vai comer o recurso que ia para pesquisa ou para o aluno", disse o ministro. Cobrança de mensalidade nas federais Ele afirmou ser contra a cobrança de mensalidade na graduação. "Cobrar dos alunos, eu sou contra. Dos alunos de graduação. É uma discussão que vai ser muito acalorada, e a gente vai gastar uma energia gigantesca para pouca receita que a gente vai pegar, de poucos alunos de famílias ricas que vão pagar." Por outro lado, disse ser favorável à cobrança na pós-graduação. Atualmente, a cobrança em mestrados ou doutorados é proibida pela Constituição e foi alvo de deliberação no STF. "Se a gente focar na cobrança de pós-graduação, é uma... Aí não tem o que discordar, tá lá o bonitão com o diploma de advogado, ele paga. Esse tem condição de pagar. (...) E não é pra toda pós-graduação, mas pras que têm visão de mercado, a gente pode cobrar." Remuneração dos pesquisadores Weintraub diz ainda que o MEC estuda formas de "liberar" a remuneração de estudantes que tenham pesquisas de sucesso. "A gente precisa libertar as universidades. Mesmo um departamento de ponta, um departamento de odontologia, não consegue usar os recursos [próprios]. Se alguém descobrir a cura da dengue, esse grupo precisa de 50%, essa galera tem que ficar rica. Os outros 50% vão pra universidade." Críticas da oposição Durante a audiência, Weintraub foi questionado por deputados de oposição sobre a “falta de propostas” do MEC para a educação básica, e sobre o bloqueio de verbas das universidades e institutos federais. Em resposta, Weintraub citou a Política Nacional de Alfabetização – lançada em um decreto pelo ministro antecessor, Ricardo Vélez Rodriguez, e ainda não implementada – como uma das políticas a serem desenvolvidas. E repetiu que o contingenciamento não é corte, e pode ser revertido com a aprovação da reforma da Previdência. A sessão na comissão foi tensa e, em diversos momentos, as falas foram interrompidas por desentendimentos fora do microfone. A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) afirmou que pretende processar Weintraub por danos morais. Segundo Tabata, o ministro expôs informações pessoais dela ao distribuir, na comissão, históricos de conversa que comprovariam convites para reuniões no MEC. Esses convites, diz a parlamentar, remontam à gestão Velez e não foram encaminhados por vias oficiais. "Eu aqui cobrando planejamento estratégico e o senhor me responde com isso. Pelo amor de Deus. As três datas que vieram foram da gestão do Vélez. O senhor tomou posse dia 9 de abril e compartilha com o público três convites, sendo que o último foi do dia 1 de abril." O ministro não rebateu especificamente a fala de Tábata, mas pediu respeito aos deputados. "Me chamam aqui em larga escala de mentiroso, de cretino, de idiota e eu não estou respondendo. Acho que não faltei com respeito, não falei palavrão, estou me portando relativamente bem. Peço que parem de me chamar de mentiroso, porque não sou", disse Weintraub.
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22/05 - Formado na UFMG, cacique pataxó-hã-hã-hãe quer resgatar idioma de sua própria aldeia
Ele foi um dos trinta alunos que concluiu o curso de formação intercultural de educadores indígenas pela UFMG. Cacique pataxó-hã-hã-hãe Akanawan em sua formatura na UFMG Reginaldo dos Santos/Arquivo pessoal “Luto pela retomada da língua do meu povo”, disse o cacique pataxó-hã-hã-hãe, Akanawan Baenã Txôipehinã Hãhãhãe Tsitsiáh, cujo nome brasileiro é Reginaldo Ramos dos Santos. Ele foi um dos três de sua etnia a concluírem este ano o curso de formação intercultural de educadores indígenas da Universidade Federal de Minas Gerais. Outros 27 estudantes indígenas, das nações Xacriabá e Pataxó, também se formaram. A formatura aconteceu nesta terça-feira (21) em Belo Horizonte. “Sou professor há vinte anos na minha tribo que fica no Sul da Bahia, perto de Ilhéus. Mas quem é professor tem que estar sempre aprendendo. A gente aprende ensinando e também na sala de aula”, disse Akanawan. A aldeia do cacique tem cerca de quatro mil índios, sendo que 780 deles estão na escola. Alunos indígenas se formam professores pela UFMG Akanawan foi motivado a entrar no curso da UFMG pela primeira pataxó-hã-hã-hãe a se formar na universidade. “Ela fez habilitação em matemática e disse que tinha a formação em ciências da vida e da natureza. Eu achei que seria um curso normal, mas fiquei surpreso por ele respeitar nossa cultura e tradições”, contou ele. O cacique já voltou para sua tribo e, segundo ele, agora como professor e pesquisador. “Eu quero ensinar o nosso idioma aos mais novos. Ele quase desapareceu nos anos 30 por causa da expulsou do nosso povo de nossas terras e do exílio de nossos jovens que foram obrigados a sair de lá. A oralidade ficou apenas com os mais velhos e isso foi se perdendo. O resgate da nossa cultura é recente”, disse. Akanawan estudou na UFMG por quatro anos. A turma dele foi a sexta a se formar pela instituição. O curso conta com apoio do Conselho Consultivo de Lideranças Indígenas, criado em 2013. Ele habilita os professores nas áreas de línguas, artes e literaturas; matemática; ciências da vida e da natureza e ciências sociais e humanidades. “Agora vou cumprir minha promessa. Volto para o meu povo com a mala cheia de conhecimento”, disse ele.
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21/05 - Inep demite dois funcionários após descobrir falha de segurança no Encceja
Órgão diz que houve repasse da senha que abre o arquivo criptografado da prova. Exame é destinado a jovens e adultos que buscam diploma do ensino fundamental ou médio. Alexandre Lopes, presidente do Inep, e Camilo Mussi, diretor de tecnologia Mateus Rodrigues/TV Globo O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou na noite desta terça-feira (21) que descobriu uma falha de segurança no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) e que dois funcionários foram demitidos. De acordo com o instituto, o problema foi causado por servidores do próprio órgão e não é de responsabilidade da gráfica Valid Soluções S.A., que foi contratada para imprimir as provas. O Inep informou que não foi constatado "vazamento" da prova, mas sim uma quebra de protocolo de segurança no transporte dos dados. O instituto ainda estuda se vai precisar fazer uma nova prova ou se manterá o material que já está preparado. Senha por telefone O presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, diz que a falha ocorreu entre a finalização da prova, que acontece em Brasília, e o envio para a gráfica em São Paulo. O protocolo de segurança prevê que dois servidores viajem, em voos separados, para fazer a entrega. Um leva a mídia digital, criptografada, e outro leva a senha que abre o arquivo. Essa abertura só é feita em uma sala segura, dentro do parque gráfico. O problema, segundo Lopes, é que esse segundo funcionário "esqueceu a senha". E, quebrando o protocolo, ligou para o chefe, que resgatou o código e o repassou por telefone. O Inep diz que, até onde se sabe, a mídia criptografada não foi aberta. Por isso, ainda não é possível dizer se uma nova prova terá que ser elaborada, ou se o arquivo será mantido. “A mídia continua na sala de segurança da gráfica. A gente entende que houve uma quebra no protocolo de segurança, por isso estamos tomando essas medidas” - Alexandre Lopes, presidente do Inep “O que nós tivemos conhecimento é do descumprimento do protocolo. Não chegou até nós notícia de vazamento da prova. Em função do risco, a gente está adotando essas medidas. Isso [a reelaboração da prova] ainda será levado à equipe técnica”, afirmou Lopes. O procedimento correto, segundo o Inep, seria refazer todo o envio do arquivo: gravar uma nova mídia, memorizar uma nova senha e percorrer, novamente, o trajeto DF-SP em voos distintos. Segurança no Enem Ainda de acordo com o Inep, o protocolo do Enem é similar, mas muito mais rígido. Neste caso, os funcionários são escoltados por policiais federais desde o momento que saem da sala segura em Brasília, e até a abertura da mídia em São Paulo. Lopes afirma que esse tipo de falha não se repetiria no Enem porque, mesmo que o funcionário esquecesse a senha, os policiais impediriam a ligação telefônica proibida. Datas e prova As inscrições para a edição 2019 do Encceja estão abertas até o dia 31 de maio. Questionado sobre a aplicação da prova, o Inep disse que os detalhes ainda estão sendo analisados e a data ainda pode sofrer mudanças. Inicialmente, a previsão era de que o exame ocorresse em 25 de agosto. O exame é destinado a jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada e estão interessados em obter um certificado de conclusão dessas etapas de ensino. O balanço mais recente contabiliza 119 mil inscritos para a prova do ensino fundamental e 611 mil inscritos para a do ensino médio. Inscrições para o Encceja 2019 Reprodução
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21/05 - Procurador é readmitido após polêmica sobre dados sigilosos que terminou com saída de presidente do Inep
Procurador federal Rodolfo de Carvalho Cabral foi reincorporado entre os funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O procurador federal Rodolfo de Carvalho Cabral foi oficialmente reincorporado entre os funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A decisão foi publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União. Cabral tinha sido exonerado pelo então presidente do Inep Elmer Coelho Vicenzi. Disputa sobre acesso a dados sigilosos de alunos pesou na demissão do presidente do Inep Vicenzi, que é delegado da Polícia Federal, se envolveu em uma divergência sobre acesso a dados dos estudantes coletados pelo Censo da Educação. A saída dele do cargo teria relação com uma disputa com a área jurídica do órgão. Com o conhecimento do ministro da Educação Abraham Weintraub, o ex-presidente do Inep solicitou acesso aos dados dos estudantes. O objetivo era emitir uma nova carteirinha estudantil que o governo pretende lançar. A procuradoria negou o pedido, argumentando que a confidencialidade é garantida por lei. O procurador Rodolfo de Carvalho Cabral foi o autor do parecer que levantou os impedimentos legais para que os dados fossem repassados para o Ministério da Educação. Ele foi exonerado um dia antes da saída de Vicenzi. O parecer de Cabral condicionou o acesso aos dados à garantia de que as informações só serão usadas para a formulação de políticas públicas positivas, que estimulem e não prejudiquem as pessoas. A assessoria de imprensa do MEC informou que o projeto da carteirinha estudantil existe, mas que para que ele seja implementado não é necessário utilizar os dados do Censo da Educação. Entretanto, a pasta confirmou que foi feito o pedido de acesso a esses dados por meio de um ofício e que esse pedido não foi autorizado. A assessoria reforçou que os dados só serão usados se isso for "legal".
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21/05 - Quem chegou primeiro? Professor responde questão da Olimpíada de Matemática que virou meme
Ana, Cláudia ou Daniela: qual foi a primeira neta a chegar na casa da vovó Margarida? Professor resolve em vídeo exercício da primeira fase da OBMEP que confundiu estudantes e viralizou nesta terça-feira (21) Questão da OBMEP que viralizou nesta terça-feira (21) Reprodução/Twitter Uma questão da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que começou nesta terça-feira (21), confundiu estudantes e virou piada na Internet. "Ana, Beatriz, Cláudia, Daniela e Érica foram visitar a vovó Margarida. Beatriz chegou antes de Ana e depois de Daniela. Já Cláudia, Daniela e Érica chegaram uma em seguida da outra, nessa ordem. Quem foi a primeira a chegar?", diz o enunciado da questão. Você é bom de matemática? Faça o quiz do G1 Baixe o aplicativo G1 Enem O exercício de lógica causou confusão e foi um dos mais comentados por estudantes nas redes sociais. Segundo Thiago Dutra, professor e autor do Sistema Anglo de Ensino, a alternativa correta é a C) Cláudia. O gabarito da prova ainda não foi divulgado. O professor ensina em vídeo como solucionar a questão: Professor de cursinho ensina a resolver questão da OBMEP que viralizou Comentários no Twitter As dúvidas que surgiram a partir do exercício viraram piada nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
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21/05 - Investir em educação para a primeira infância é melhor 'estratégia anticrime', diz Nobel de Economia
Em 1962, nos Estados Unidos, teve início um programa pioneiro de educação infantil de alta qualidade que mudou a vida de seus participantes. Agora, uma nova pesquisa mostra que não só eles, mas também seus filhos colheram os frutos. James Heckman vencedor do Nobel de Economia de 2000 BBC James Heckman já era vencedor do Nobel de Economia quando começou a se dedicar ao assunto pelo qual passaria a ser realmente conhecido: a primeira infância (de 0 a 5 anos de idade), sua relação com a desigualdade social e o potencial que há nessa fase da vida para mudanças que possam tirar pessoas da pobreza. Em grande parte por causa de seus estudos, o assunto tem ganhado mais atenção nos últimos anos. Heckman concluiu que o investimento na primeira infância é uma estratégia eficaz para o crescimento econômico. Ele calcula que o o retorno financeiro para cada dólar gasto é dos mais altos. Isso porque, na etapa entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro se desenvolve rapidamente e é mais maleável. Assim, é mais fácil incentivar habilidades cognitivas e de personalidade - atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade - necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e na vida. No início dos anos 2000, Heckman começou a se debruçar sobre os dados do Perry Preschool Project, experimento social que mudou a vida de seus participantes. Ele funcionou assim: em 1962, na pequena cidade de Ypslanti, no Estado do Michigan, nos Estados Unidos, 123 alunos da mesma escola foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles, com 58 crianças, recebeu uma educação pré-escolar de alta qualidade e o outro, com 65, não - este último é o grupo de controle. A proposta era testar se o acesso a uma boa educação infantil melhoraria a capacidade de crianças desfavorecidas de obter sucesso na escola e na vida. "O consenso quando comecei a analisar os dados era de que o programa não tinha sido bem sucedido porque o QI dos participantes era igual ao de não participantes", lembra ele, anos depois, em conversa com a BBC News Brasil. Heckman e colegas resolveram analisar os resultados do experimento por outro ângulo. "Nós olhamos não para o QI, mas para as habilidades sociais e emocionais que os participantes demonstraram em etapas seguintes da vida e vimos que o programa era, na verdade, muito mais bem sucedido do que as pessoas achavam. Constatamos que os participantes tinham mais probabilidade de estarem empregados e tinham muito menos chance de ter cometido crimes", diz o economista. Sua análise do programa Perry chegou à conclusão de que houve um retorno sobre o investimento de 7 a 10% ao ano, com base no aumento da escolaridade e do desempenho profissional, além da redução dos custos com reforço escolar, saúde e gastos do sistema penal. Mais de 50 anos depois do início desse programa, Heckman divulgou, neste mês de maio, nova pesquisa, feita com seu colega na Universidade de Chicago, Ganesh Karapakula, que confirma esses resultados e mostra que não apenas os participantes se beneficiaram do programa pioneiro, mas também seus filhos, estes mais escolarizados e bem empregados do que seus pares. Leia os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil - Como era o currículo do Perry e por que ele foi tão bem-sucedido? James Heckman - Quando comecei a estudar isso, também pensava no projeto como um currículo, mas não é - nem o Perry era e nem outros programas de educação infantil de qualidade são. Não são exatamente salas de aula. São como uma família estendida. São grupos pequenos de crianças, recebendo muita atenção, orientação, muitos estímulos. No caso do Perry, eles pegavam crianças de famílias muito pobres e levavam para a creche. Era como ser pais - ficavam muito tempo com a criança e davam uma mentoria a ela. Levavam as crianças ao zoológico, ao parque, brincavam com elas. Isso dava à criança a oportunidade de interagir com seus pares. Por isso, funcionou. O programa também tinha visitas semanais aos pais. Os pais ficaram muito empolgados. A criança voltava para casa entusiasmada. E os pais acabavam estimulando a criança ainda mais. As lições desse programa também são transferíveis para programas de visita (às casas dos pais, nos quais um educador ensina os pais como estimular seus filhos pequenos), ainda que eles pareçam ser diferentes. Uma lição é como é importante a vida doméstica na formação. Um programa que está sendo implementado na Jamaica, por exemplo, consiste de passar uma hora por semana com a mãe ensinando como ela pode interagir com as crianças - desafiá-la, engajá-la. O preço não é tão alto e o retorno é enorme. BBC News Brasil - O que te chamou a atenção nos dados sobre ele? Heckman - Muitas pessoas diziam que o programa era um fracasso porque o QI dos participantes era igual ao de não participantes. Esse foi o consenso no início. Nós olhamos para outras coisas - as habilidades sociais e emocionais que os participantes demonstraram em etapas seguintes da vida. Eles desenvolvem habilidades executivas - de planejamento, de interação, de cumprimento de tarefas, seguir instruções. Olhamos para sua empregabilidade, participação no crime. E assim vimos que o programa tinha sido muito mais bem sucedido do que as pessoas achavam, porque eles só estavam avaliando por um ângulo restrito (o do QI). Em todos os países onde esse assunto foi pesquisado conclui-se que desigualdade na primeira infância se mantém nas etapas posteriores. O ambiente nos primeiros anos é muito importante. Nessa fase você constrói uma base de habilidades que vão te servir para o futuro. Crianças pequenas são muito maleáveis e mutáveis. Há uma flexibilidade nessa etapa que não se vê em outras. É uma questão de eficiência econômica. BBC News Brasil - No entanto, em geral, mais atenção é dada à educação em etapas seguintes da vida. Por que é difícil mudar isso? Heckman - Porque os pais de crianças desfavorecidas não sabem o que faz elas ficarem para trás. Na verdade, só é preciso estimulá-las. Há estudos que mostram que ler para as crianças já tem um impacto enorme no desenvolvimento delas. Além disso, as pessoas não têm tempo. Não estou dizendo que as mães não devem trabalhar e passar o dia em casa com os filhos, mas esses anos iniciais precisam ser enriquecidos. Uma solução é pré-escola de qualidade. BBC News Brasil - Acha que os governos têm dado mais atenção nas últimas décadas à primeira infância? Quais são os desafios nesse sentido? Heckman - O desafio é mudar a forma de pensar. A forma errada é pensar que a educação formal é o caminho para a criação de habilidades e que o modelo de professor em pé na frente da turma lecionando para crianças é o jeito certo de gerar vidas bem sucedidas. Esse raciocínio é promovido inclusive por cursos superiores de educação e por pessoas bem intencionadas. Mas o que importa é pensar na família e na formação da criança. BBC News Brasil - No caso do Perry, vocês concluem que os benefícios se estendem para a segunda geração. Como acontece essa transferência de uma para a outra? Heckman - Os participantes são pessoas bem sucedidas. Eles têm estatisticamente uma chance muito menor de ter cometido crimes. Vemos que há muita correlação entre atividade criminal dos pais e dos filhos. Os pais do Perry reproduzem com os filhos o que aprenderam na infância. BBC News Brasil - Suas pesquisas mostram que homens se beneficiam desses programas muito mais do que mulheres. Por que isso acontece? Heckman - Meninos são mais sensíveis (às mudanças) e têm mais chance de entrar para o mundo do crime. As meninas também se beneficiam, mas o risco que elas correm é muito inferior aos meninos. Há uma influência social que na prática separa meninos de meninas muito cedo. Mas também é verdade que meninas de três anos de famílias desajustadas têm maior chance de se engajar em atividades como leitura de livros e menos chance de estarem se metendo em encrencas. As pessoas não querem falar sobre isso, mas é verdade. Os meninos se desenvolvem num ritmo diferente e as meninas parecem conseguir se estruturas mais facilmente do que meninos. As meninas são mais resilientes. De modo geral, quando meninos são criados em famílias onde só há a mãe, sem figuras paternas, eles têm mais dificuldade de obter orientação na vida. O laço entre filhas e mães é diferente da mãe com o filho. A mãe ama o filho, mas é diferente. BBC News Brasil - Qual é a relação entre bom desenvolvimento infantil e crimes? Heckman - Esse é o principal resultado de todos esses programas de educação infantil. O maior retorno para cada dólar investido em todos eles é a redução de crimes e a criação de um ambiente encorajador para as crianças. As pessoas ignoram isso, mas é importantíssimo. É por isso que esses programas são tão bem sucedidos para homens. É uma estratégia anticrime. Nem que fosse só por isso deveriam ser levados a sério como política pública. BBC News Brasil - Se a pessoa não tiver a oportunidade de se desenvolver na primeira infância, é caso perdido? Heckman - O desenvolvimento acontece em outras etapas da vida. No entanto, uma etapa leva a outra. A criança bem formada consegue aproveitar melhor aprendizados futuros. Mas não devemos desistir das pessoas depois de uma certa idade. Isso não é verdade. BBC News Brasil - Alguns críticos dizem que os resultados do Perry têm de ser vistos com cuidado pois o programa foi implementado num contexto muito particular, o que torna temerário extrapolar seus resultados. O que acha disso? Heckman - Se você fizer uma imitação e aplicar o Perry de 1960 para Porto Alegre em 2019 seria loucura. Há adaptações culturais que precisam ser feitas. Mas os mecanismos que descrevemos são replicáveis. Ensinar os pais a se engajar na vida da criança, isso dá resultado no resto da vida.
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21/05 - Estudante de 17 anos obtém no mesmo mês os diplomas do ensino médio e da graduação em Harvard
Braxton Moral cursou aulas da graduação enquanto ainda estava no colégio. Braxton Moral deve se tornar o primeiro estudante a se formar no ensino médio e em Harvard ao mesmo tempo Sandra J. Milburn/AP Um adolescente de 17 anos está prestes a se graduar em Harvard. Braxton Moral, natural de Ulysses, no estado do Kansas, obteve seu diploma de ensino médio no domingo (18). No próximo dia 30, o aluno vai receber seu diploma de graduação da Escola de Extensão de Harvard. Moral cursou disciplinas na Universidade de Harvard enquanto ainda estava no colegial. Ele frequentou as aulas em Cambridge, Massachusetts, onde fica a faculdade, durante as férias de verão, e também fez matérias online. Agora, Moral está prestes a se tornar o primeiro estudante a obter um diploma de ensino médio de quatro anos e uma graduação em Harvard ao mesmo tempo. Aulas à distância Moral vai obter um diploma de Bacharel em Artes Liberais (ALB, na sigla em inglês), que é concedido pela Escola de Extensão de Harvard, uma das instituições da Universidade de Harvard que pode conceder diplomas de graduação. O programa escolhido pelo estudante é voltado para adultos que trabalham e não podem frequentar o campus em tempo integral. O ALB é diferente do Bacharelado em Artes (BA, na sigla em inglês), que é concedido pela Faculdade de Harvard (Harvard College, em inglês), outra instituição que também compõe a Universidade de Harvard. O BA exige que o estudante faça a maior parte das disciplinas presencialmente. Braxton Moral cursou o bacharelado em relações governamentais, além de disciplinas eletivas da graduação em letras. Seu objetivo agora é se matricular em direito, um curso que, nos Estados Unidos, é feito depois da graduação. Quando tinha apenas 11 anos Moral começou as primeiras disciplinas online de Harvard. A primeira matéria que cursou foi sobre programação em JavaScript. A Ulysses High School, onde Moral cursou o ensino médio, também permitiu que ele participasse de algumas aulas do próprio ensino médio enquanto ainda estava no fundamental. Moral vai receber o diploma de graduação de Harvard em 30 de maio Sandra J. Milburn/AP Progresso único Carlos Moral, pai do estudante, diz que percebeu que seu filho era especial quando Braxton ainda estava na terceira série. Na época, o jovem foi aconselhado a pular a quarta série. “Nos disseram: ‘Vocês precisam fazer algo. Ele não é apenas inteligente, ele é muito, muito inteligente'", disse Carlos em entrevista à Associated Press. Braxton Moral é natural do Kansas e cursou disciplinas em Harvard nas férias de verão. Sandra J. Milburn/The Hutchinson News/AP A professora de matemática Patsy Love foi responsável por tutelar o estudante durante o programa de Harvard. Assim, Moral pôde fazer as provas e exames de Harvard em sua cidade natal, no Kansas, onde Love aplicou as avaliações. Julie Moral, mãe de Braxton, afirma que diversos professores e tutores ajudaram a preparar o adolescente para sua trajetória acadêmica. "Nós estamos constantemente monitorando o progresso de Braxton para garantir que ele não fique sobrecarregado", explica Julie. "Nenhuma conquista vale a pena se ele estiver infeliz."
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21/05 - Corte vai obrigar aluno de medicina a viajar para usar laboratório de outra universidade federal, diz UFLA
Universidades com o maior percentual de corte, segundo dados da Andifes, dão panorama do impacto causado pelo corte. Além da paralisação de obras, reitores dizem que podem fechar as portas no 2º semestre. Laboratórios seriam ampliados este ano, mas reforma foi cancelada. Reprodução/ TV Gazeta A falta de verba pode fazer que alunos de medicina da Universidade Federal de Lavras (UFLA) tenham que viajar por três horas até Belo Horizonte para poder usar laboratórios, de acordo com a pró-reitoria de Planejamento e Gestão da UFLA. O cenário é um exemplo apontado por reitores sobre como os cortes afetam as 10 universidades no topo do ranking dos bloqueios elaborado por entidade do setor. Entenda o corte de verba das universidades federais O G1 procurou as universidades apontadas pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes). De acordo com as entidades, o contingenciamento anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) vai afetar o investimento em obras, ampliação de laboratórios, compra de reagentes para procedimentos químicos e até no andamento de novos cursos como medicina e engenharia. Em alguns casos, se os bloqueios não forem revertidos como espera o governo federal, as reitorias alegam que podem ficar sem recursos para operar já a partir do segundo semestre. Gastos discricionários Igor Estrella/G1 Os reitores afirmam que o contingenciamento deste ano é ainda mais problemático que os de anos anteriores porque as universidades já vinham enfrentando redução no orçamento. Um levantamento feito pelo G1 em 2018 apontou que 90% das universidades tiveram perdas reais de recursos em comparação a 2013. Na prática, o orçamento para gastos não obrigatório já estava menor. De 2013 a 2017, o repasse total garantido pelo MEC encolheu 28,5% quando corrigido pela inflação acumulada no período. Como os pagamentos de salários e aposentadorias são despesas obrigatórias, ou seja, não podem ser manejadas, o que sobra para os reitores administrarem é verba destinada para despesas não obrigatórias. São despesas de custeio (verbas para pesquisa, contas de luz, água, telefone, e pagamento de terceirizados, como seguranças e faxineiras) e investimento (gastos com obras e compra de equipamentos). É justamente sobre estes recursos que o MEC anunciou o contingenciamento. Na última atualização divulgada pelo ministério, o bloqueio representava 24,84% dos gastos não obrigatórios. Impactos do bloqueio nas universidades Medicina e engenharia sem laboratórios O pró-reitor de Planejamento e Gestão, João Chrysostomo de Resende Júnior, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), afirma que a instituição pode deixar de funcionar a partir de setembro se o bloqueio for mantido. Ele afirma que foi preciso suspender a ampliação de laboratórios do curso de medicina no campus de Lavras e de cinco engenharias (civil, elétrica, produção, software, mecânica, materiais, química, física) nos campus de Lavras e de São Sebastião do Paraíso. Ele explica que o curso de medicina no campus de Lavras foi aberto em 2014 e, desde então, os laboratórios estavam sendo implementados conforme os estudantes iam passando de ano. Agora, os universitários terão que fazer as aulas práticas no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que fica em Belo Horizonte – a três horas de viagem de Lavras. “Cada mês que passa sem eu saber se o contingenciamento vai ser revertido ou não, mais medidas drásticas terão que ser tomadas. Eu posso adiar uma obra, mas não posso adiar o pagamento de um terceirizado. Um exemplo é a segurança e manutenção do campus. A Ufla tem uma área verde enorme, precisa de segurança e paisagismo” - João Chrysostomo, pró-reitor Corte na pesquisa para pagar água e luz Já na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), uma das universidades que mais sofreram bloqueios no orçamento segundo a Andifes, foi necessário o corte de 30% do investimento dedicado à pesquisa. Segundo a universidade, a medida foi tomada para “honrar o pagamento” dos contratos dos funcionários terceirizados e pagar contas de água e luz. “Não posso dizer que é a melhor forma, mas eu acho que é a forma que existe, o corte vai ser geral, em todos os cursos, e vai chegar na infraestrutura também” disse o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UFSB, Rogério Hermida Quintella. Freio na expansão universitária Segundo o vice-reitor UFSB, Francisco José Gomes Mesquita, além do corte na pesquisa, a construção de salas de aula e laboratórios em três campi da universidade (Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas) correm risco de ser interrompidas. “A universidade foi criada do zero. Nós temos quatro obras em andamento, em três campi. São obras básicas, salas de aula e laboratório básico, de graduação e pós-graduação que, se interrompidas, vão afetar os alunos” - Francisco José Gomes Mesquita, vice-reitor da UFSB Cortes por ação orçamentária O bloqueio também vai atingir a saúde comunitária. No Tocantins, 100% dos recursos que seriam destinados à implantação do Hospital Universitário da Universidade Federal do Tocantins (UFT) foram bloqueados. Outro hospital, voltado à saúde da mulher, também teve todos os recursos de implantação restringidos (os dados da Andifes não deixam claro em que estado a unidade seria criada). O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o recurso poderá voltar a ser liberado se a reforma da Previdência for aprovada e se a economia do país melhorar no segundo semestre. *Com a supervisão de Ardilhes Moreira Initial plugin text
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21/05 - Enem 2019: Inep consegue dispensa de licitação para contratar gráfica que vai imprimir as provas
Empresa que prestaria o serviço originalmente entrou com pedido de falência. Valor do contrato global com a nova gráfica é de R$ 151 milhões. Fábrica da RR Donnelley em Tamboré, no Barueri (SP). Empresa entrou com pedido de falência RR Donnelley/Divulgação Após a falência da RR Donnelley, que imprimiria o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não precisará abrir uma nova licitação para selecionar a gráfica que fará o serviço. A empresa substituta será a Valid Soluções S.A., pelo valor global de R$ 151,7 milhões, segundo publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (21). Ela será responsável pela diagramação, manuseio, embalagem, impressão, rotulagem e entrega dos cadernos de provas para os Correios. As etapas devem ocorrer em condições especiais de segurança e em sigilo. A empresa já tinha sido escolhida neste ano para imprimir as provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Este grupo de provas é objeto do contrato nº 05/2019, pelo qual o Inep vai desembolsar R$ 143,1 milhões. Opções após falência A RR Donnelley entrou com o pedido de falência no dia 1º de abril. Diante disso, para garantir que o Enem ocorresse dentro do cronograma, o Inep teve duas opções: iniciar um novo processo de seleção - que demoraria meses - ou contratar a Valid, segunda colocada na licitação de 2016. Em 25 de abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou que o órgão convocasse esta outra gráfica. Para isso, no entanto, o Inep precisaria comprovar que não haveria tempo suficiente para abrir uma nova licitação. As provas do Enem serão aplicadas em 3 e 10 de novembro, e o trabalho da gráfica deveria se iniciar ainda em maio. A dispensa da licitação foi formalizada nesta terça. O Inep esclareceu que, quando foi assinado o contrato nº 06/2016, o valor da impressão das provas era de R$ 129 milhões. Agora, ele foi reajustado para R$ 151,7 milhões. Dispensa de licitação A alternativa de dispensa de licitação é permitida por lei em casos de emergência, como perturbação da ordem, calamidade pública, fornecimento de energia ou quebra de barreiras. Também é válida para situações em que há rescisão contratual, e um serviço deixa de ser prestado. A lei determina que, nesse contexto, seja respeitada a ordem de classificação da licitação. Contrato até 2020 A RR Donnelley prestou serviços para o Inep na impressão do Enem desde 2009, quando foi contratada em caráter de urgência por causa do roubo dos cadernos de prova. Até então, a empresa responsável pelo exame era a Plural. No ano seguinte, foi aberta uma nova licitação para selecionar a gráfica que imprimiria o Enem de 2010 a 2015. A RR Donnelley apresentou sua proposta e venceu. Depois, em 2016, um novo pregão foi realizado e a mesma empresa venceu novamente, com um contrato que permitia a renovação anual até 2020. A última havia sido feita em julho de 2018, pelo período de 12 meses, e incluía a execução dos serviços do Enem 2019. Cronograma do Enem 2019 Enem 2019: saiba as principais datas da prova e para que ela serve Pedido de uso de nome social: 20 a 24 de maio Pagamento da taxa de inscrição: 6 a 23 de maio Provas: 3 e 10 de novembro Gabarito: 13 de novembro Resultado individual: janeiro de 2020
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21/05 - Acre tem mais de 48 mil inscritos no Enem 2019; número é 25,8% maior do que no ano passado
Candidatos têm até quinta-feira (23) para pagar taxa de inscrição. Acre tem 48.233 mil inscritos no exame. Candidatos têm até quinta-feira (23) para garantir a participação no Enem 2019 Aline Nascimento/G1 Mais de 48 mil pessoas se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Acre. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta segunda-feira (20). O número total de inscritos neste ano, 48.233 mil, é 25,8% maior do número registrado ano passado, quando 38.330 mil moradores do estado acreano se inscreveram no exame. Porém, os dados do Inep mostraram que mais de 11 mil deixaram de fazer as provas em 2018. As inscrições deste ano se encerraram nesta sexta-feira (17) e os candidatos têm até esta quinta-feira (23) para pagarem a taxa de inscrição, no valor de R$ 85. As provas do exames devem ser aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. No Brasil, mais de seis milhões de pessoas estão inscritas para fazer as provas. As informações sobre as provas podem ser acessadas no site do Inep. Taxa de inscrição A dois dias para o fim do prazo de pagamento, o Inep destacou ainda que 17.7171 mil participantes do Acre ainda precisam pagar a taxa de inscrições. Os candidatos que solicitaram a isenção da taxa e finalizaram a inscrição já estão com a participação garantida. Estrutura da prova O exame ocorrerá em dois domingos: 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de: linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias, com duração: 5h30. No segundo domingo, dia 10 de novembro, será a vez das questões de: ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias, com duração de 5horas.
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20/05 - Bolsonaro diz que assinará nomeação da primeira mulher como reitora da UFRJ
Denise Pires de Carvalho foi indicada pela comunidade acadêmica. Professora vai comandar a universidade que completa 100 anos em 2020 e sempre teve homens à frente da reitoria. Denise Pires de Carvalho foi eleita para comandar reitoria da UFRJ Diogo Vasconcellos/Divulgação O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (20) que vai assinar a nomeação de Denise Pires de Carvalho como reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Será a primeira vez que uma mulher comandará a Reitoria da UFRJ, que completará 100 anos em 2020. A professora foi indicada após consulta eleitoral em abril na comunidade universitária, que enviou uma lista tríplice ao Governo Federal. "Hoje devo assinar aqui [no Rio] o nome da nova reitora da universidade, a UFRJ. Tomei conhecimento a respeito dela, da lista tríplice, é a pessoa adequada. Já falei que é 'reitora', então já dei a dica de quem é. Agora sou 'homemfóbico'", disse Bolsonaro. A afirmação foi feita durante a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Industrial na sede da Firjan, no Rio de Janeiro. A confirmação da indicação acadêmica para a reitoria é tradição desde governos anteriores, mas não é uma obrigação legal. “A gente precisa aguardar a publicação no Diário Oficial. Eu já recebi mensagem do Brasil inteiro comemorando, muito feliz. Eu sou muito pé no chão. Uma vez a nomeação publicada, vou ficar muito feliz”, disse Denise Carvalho Pires. Perfil Denise Pires Carvalho foi escolhida pela comunidade acadêmica em primeiro turno da consulta eleitoral, com 9.427 votos, e confirmada pelo colégio eleitoral da instituição. Ela é professora do Instituto de Biofísica (IBCCF) da UFRJ, leciona nos cursos de graduação da área da saúde e nos programas de pós-graduação em Medicina (Endocrinologia) e Ciências Biológicas-Fisiologia. Foi orientadora na turma fora de sede da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e no mestrado profissional da UFRJ para formação científica de professores de Biologia. Médica formada pela UFRJ com diploma cum laude (coeficiente de rendimento acumulado acima de 8), possui mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica), ambos pelo IBCCF/UFRJ. Tem pós-doutorado pelo Hôpital de Bicêtre (Paris) e pelo Universitá Degli Studi di Napoli (Itália). Já foi diretora e vice-diretora do IBCCF/UFRJ, coordenadora acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação (PR-1/UFRJ), além de diretora adjunta de graduação e pós-graduação. Junto com o nome de Denise, foi indicado pela chapa 10 (#ufrjvaiserdiferente) o nome de Carlos Frederico Leão Rocha para vice-reitor. Ele é professor associado do Instituto de Economia (IE). É pesquisador na área de Economia Industrial e da Inovação e atua no Programa de Pós-Graduação em Economia da UFRJ. Graduado em Ciências Econômicas, é mestre e doutor em Economia da Indústria e da Tecnologia, sendo as três formações pela UFRJ. Tem pós-doutorado pela Università degli Studi di Siena (Itália) e pelo Institute for High Technology - Universidade das Nações Unidas (Holanda). Foi diretor do IE/UFRJ e vice-presidente da Adufrj, associação de docentes da Universidade. Além disso, atuou como membro do Comitê Técnico do Plano Diretor da UFRJ e representante do Conselho de Ensino para Graduados (Cepg).
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20/05 - Transporte escolar, livros didáticos e outros programas: o impacto do corte de gastos na educação básica
Para além do ensino superior, congelamento de gastos no MEC afeta também áreas da educação de crianças e adolescentes, e efeito começa a ser sentido nos municípios do país. Municípios começam a sentir impactos de contingenciamento de gastos no MEC Pixabay O ensino superior foi o mais afetado pelos cortes de gastos anunciados no Ministério da Educação (MEC), mas áreas da educação básica e infantil - apontadas como prioritárias pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) - também sofrerão com o contingenciamento de recursos na pasta. Em participação no Plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira, 15, dia de protestos nacionais pela educação, o titular do MEC, Abraham Weintraub, afirmou que trata-se de uma contenção temporária de gastos ("até o país decolar") e que o governo cumprirá seu plano de concentrar seus esforços nas creches, ensino básico e técnico. Especialistas em educação, porém, afirmam que os cortes podem impactar diretamente programas e ações em andamento em escolas brasileiras, com efeito direto nos municípios, principalmente em áreas remotas ou carentes. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) tabulados pela ONG Contas Abertas, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do governo que tem como função transferir recursos para a educação básica de Estados e municípios e funciona como uma espécie de agência de fomento do cotidiano escolar, teve congelado quase R$ 1 bilhão de seu orçamento de R$ 4,7 bilhões para 2019. Dentro do FNDE estão programas que financiam, em nível municipal, desde livros didáticos até o transporte escolar, auxílio à formação de professores e incentivo à construção de creches. Na Câmara, Weintraub afirmou que a educação básica foi esquecida pelo governo federal nos últimos anos. "A educação essencial, a básica, é o ponto fraco do Brasil. A gente está abaixo da meta estabelecida no Plano Nacional de Alfabetização (PNA). Quem fica de fora da creche são as crianças mais pobres, parte da sociedade mais vulnerável", disse. O ministro atribuiu a responsabilidade dos cortes às gestões anteriores de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). "Não somos responsáveis pelo desastre da educação, não votamos nele." Programa de transporte escolar é um dos que sofreram bloqueio de verbas Serviço Municipal de Transportes Coletivos de Araras/Divulgação O governo Bolsonaro, como os antecessores, suspendeu temporariamente o gasto de verbas em busca de equilíbrio fiscal enquanto a situação do país não melhora. Caso o Executivo termine o ano com um deficit maior do que o previsto no Orçamento (R$ 139 bilhões) sem autorização do Congresso, os governantes podem responder por crime de responsabilidade fiscal. Por outro lado, se a situação fiscal melhorar, o governo afirmou que poderá liberar verbas. As medidas causaram reação também no Congresso. "A queixa maior, a grande apreensão entre os parlamentares é a ausência de um plano para a educação. Esse ministro só fala em cortar. Não tem ação propositiva. A gente não consegue nem avaliar porque não há nada proposto. É a primeira vez que eu vejo um ministro que defende, que pede cortes em sua área", afirmou à BBC News Brasil o deputado federal Idilvan Alencar (PDT-CE), que faz parte da Comissão de Educação da Câmara e já presidiu o FNDE e o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed). Ainda durante a sabatina na Câmara, Weintraub afirmou que buscará que os recursos do fundo da Lava Jato (com dinheiro recuperado dos esquemas de corrupção) sejam parcialmente destinados à educação. A BBC News Brasil procurou o MEC acerca dos impactos dos bloqueios em programas ligados ao FNDE e aguarda retorno. Transporte escolar O bloqueio de verbas do programa Caminho da Escola, destinado a renovar, padronizar e ampliar a frota de veículos escolares no país, atingiu 82% da soma autorizada em 2019 (R$ 23 milhões de R$ 29 milhões), segundo os dados tabulados pela Contas Abertas. Estudo feito em parceria com a Universidade Federal de Goiás indica que esse programa levou à redução da idade média dos veículos (9,3 anos no Nordeste e 6,7 no país, por exemplo). Mas a frota ligada ao Caminho da Escola se aproxima de dez anos de uso e precisa também ser renovada. Segundo gestores e professores, os dois principais benefícios do programa são a garantia do acesso à educação e a redução da evasão escolar. O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, fala durante cerimônia de posse, no Palácio do Planalto. Antonio Cruz/Agência Brasil Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, esse é o tipo de repasse que, quando não é feito, pode inviabilizar a ida à escola de crianças em áreas remotas ou sem estrutura de transporte público. "O problema concreto é que o direito à educação acontece em todo o ano letivo. Se não tem transporte escolar, praticamente inviabiliza-se a escolaridade de muitas crianças", afirma Cara à BBC News Brasil. Livros didáticos A produção, compra e distribuição de livros didáticos teve congelados R$ 144 milhões de seu orçamento de R$ 1,9 bilhão (ou 7,6% do total) dentro do FNDE. No município cearense de Sobral, "recebemos a notificação de que vão chegar apenas 25% dos livros didáticos para reposição. Isso é um problema principalmente nas turmas de Fundamental I (primeira à quinta série), quando os livros didáticos são consumíveis (não são reaproveitados de um ano para o outro)", diz à BBC News Brasil o secretário municipal de Educação, Herbert Lima. "Não vai dar nem para a metade dos alunos. Nossa rede é mais estruturada e faz aquisições de livros didáticos de outros lugares, mas para a grande maioria dos municípios isso vai ser um grande problema." Lima afirma que os municípios têm tido dificuldade de interlocução com o MEC, para saber se alguns pontos do contingenciamento serão pontuais ou permanentes. "O valor pré-fixado que recebemos para alimentação escolar veio menor, por exemplo, e sem nenhuma explicação. Como não há interlocução, há insegurança nos municípios." Educação infantil e de jovens adultos Programas de apoio à implementação e manutenção de creches dentro do FNDE também tiveram recursos congelados - R$ 21 milhões, de um total de R$ 125 milhões divididos em duas rubricas. O apoio ao funcionamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA, voltado a pessoas que não concluíram os ensinos fundamental e médio na idade correta) teve congelamento de R$ 14 milhões, ou cerca de 40%. Para Daniel Cara, um dos grandes problemas da descontinuidade do financiamento da educação básica é que a medida pode, na prática, acabar com muitos dos projetos do MEC. "Reconstruí-los exigirá novas contratações e tramitações, o que é muito difícil", diz. 'Dificuldades de planejamento' e Fundeb Questionado a respeito da importância de o MEC otimizar e priorizar gastos em momentos de crise, Cara diz que, de fato, "sempre é possível racionalizar". "Mas não podemos fazer isso sufocando as políticas públicas. Não tem, por exemplo, como melhorar o transporte escolar acabando (com os recursos do) transporte escolar", opina. Carlos Eduardo Sanches, assessor técnico da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, afirma que tem ouvido de secretários e gestores educacionais dificuldades em acessar os fundos do FNDE, "gerando atrasos, por exemplo, em pagamentos de obras de creches". E, para além do FNDE, secretários dizem que outro obstáculo é planejar seu orçamento, pela ausência de diretrizes claras. Valmir Nogueira, secretário de Educação em Paragominas (PA), afirma que os repasses do FNDE ao município ainda estão em dia, mas em contrapartida vieram menos recursos do que o esperado do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, de onde vem a maior parte do dinheiro que financia escolas públicas em Estados e municípios) para o Estado. "Sem esse complemento, como vamos ficar? O impacto é brutal, e em alguns municípios o risco é não haver dinheiro para pagar a folha (de professores). Aqui estamos contingenciando despesas de combustível, transporte, contratos de manutenção." O modelo de financiamento do Fundeb expira (por lei) no ano que vem, e ainda não há uma definição oficial de se ele será prorrogado ou substituído. Cecilia Motta, secretária de Educação do Mato Grosso do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Conseg), afirma que essa é a principal preocupação dos gestores educacionais, porque "o Fundeb é a garantia do direito à educação". Segundo nota do MEC de 6 de maio, o secretário-executivo do MEC Antonio Paulo Vogel afirmou que a pasta busca subsídios para auxiliar o Congresso a redigir uma emenda constitucional sobre o Fundeb, "como fruto de um diálogo entre governo, sociedade civil organizada e especialistas em educação". A BBC News Brasil questionou o MEC se há algum contingenciamento no Fundeb em vigor no momento e aguarda o retorno da pasta.
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20/05 - Enem 2019: prazo para pagar boleto da inscrição encerra nesta quinta-feira
Boleto deve ser pago até o dia 23 para validar a inscrição na prova. Prazo para requisição de atendimento por nome social se encerra na sexta, 24. Provas serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro. Enem 2019: saiba as principais datas da prova e para que ela serve Os candidatos que fizeram a inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 têm até a próxima quinta-feira (23) para pagar o boleto e validar a participação na prova. O valor é de R$ 85. Já quem quiser ser atendido pelo nome social precisa, além de pagar o boleto, fazer a requisição do pedido até sexta-feira (24). O teste será aplicado em dois domingos consecutivos, nos dias 3 e 10 de novembro. Quem teve direito à isenção do pagamento da taxa e concluiu a inscrição no prazo tem a participação garantida no exame. Número de inscritos De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 6,38 milhões de pessoas se inscreveram para o Enem 2019. O número total de participantes deverá ser divulgado após o prazo para pagamento da taxa. No ano passado, houve 6,7 milhões de inscrições – sendo que 5,5 milhões delas foram confirmadas após o prazo para pagamento. Caso o número de 2019 seja ainda menor que esse, será o terceiro ano de queda consecutiva em número de participantes. Movimentação na saída dos candidatos após a segunda prova do Enem 2018, o Exame Nacional do Ensino Médio, na UNIP Jaguaré em São Paulo (SP), neste domingo (11). Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Em 21 edições, exame já recebeu quase 100 milhões de inscrições O Enem é realizado todos os anos pelo Inep, autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Em 21 edições, o exame recebeu quase 100 milhões de inscrições. O exame avalia o desempenho do estudante e viabiliza o acesso à educação superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e instituições portuguesas. O exame também possibilita o financiamento e apoio estudantil, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os dados do Enem também permitem autoavaliação do estudante o desenvolvimento de estudos e indicadores educacionais. O exame é aplicado em dois domingos e tem quatro provas objetivas, com 180 questões, além de uma redação. Enem, usado no Sisu, Prouni e Fies, é o principal meio de acesso ao ensino superior no Brasil Reprodução/RBS TV Local de prova O cartão de confirmação será disponibilizado só em outubro. Nele, haverá um resumo das principais informações para o candidato: número de inscrição; data, hora e local das provas; dados sobre atendimento especializado (se solicitado); e opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol). Estrutura da prova O exame ocorrerá em dois domingos: 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de: linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. duração: 5h30 No segundo domingo, dia 10 de novembro, será a vez das questões de: ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. duração: 5h Novidades da edição 2019 Neste ano, há as seguintes novidades: novo sistema de inscrição inclusão opcional de foto na inscrição espaço com linhas para rascunho da redação espaço para cálculos no final do caderno de questões surdos, deficientes auditivos e surdocegos poderão indicar, na inscrição, se usam aparelho auditivo ou implante coclear lanches levados pelos candidatos serão revistados as respostas do exame deverão ser preenchidas com caneta preta Canetas pretas de tubo transparente são as indicadas para fazer a prova do Enem Juliane Souza/G1
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20/05 - Conheça o bilionário negro que quitou a dívida estudantil de uma turma inteira
Robert F. Smith é o afrodescendente mais rico dos Estados Unidos. Robert F. Smith, que anunciou que vai pagar a dívida estudantil de uma turma inteira Steve Schaefer/AP O empresário Robert F. Smith, que anunciou que irá pagar as dívidas estudantis dos alunos de uma universidade de Atlanta, é o negro mais rico dos Estados Unidos.  Ele anunciou no domingo (19) que quitaria as dívidas durante a cerimônia de formatura da Universidade de Morehouse, onde a maioria dos alunos é afrodescendente. A fortuna dele é estimada em US$ 5 bilhões (R$ 20,5 bilhões) pela “Forbes”. A apresentadora Oprah Winfrey, que frequentemente é citada como a pessoa negra mais rica do país, tem cerca de metade dessa soma, também de acordo com a “Forbes”. Smith criou, em 2000, um fundo de investimento chamado Vista Equity Partners, que só faz aportes em empresas de softwares. Bilionário americano paga dívida estudantil de formandos nos EUA Com cerca de US$ 46 bilhões (R$ 189 bilhões) em carteira, o fundo tem uma média de retorno anual de cerca de 22%. Bilionário tem origem de classe média A “Forbes” tem um ranking de autoconstrução de fortuna. Se o bilionário herdou tudo que tem, sua pontuação é baixa. Se ele nasceu pobre e enfrentou dificuldades para se tornar rico, ele tem muitos pontos. Smith recebeu uma nota 8, de 10, nessa categoria. O bilionário veio de uma família de classe média, mas não enfrentou obstáculos grandes para juntar seu dinheiro. Ele cresceu em um bairro negro de classe média da cidade de Denver, no estado do Colorado. Seu pai e sua mãe têm doutorado em educação, segundo o "New York Times". Robert F. Smith promete doação de US$ 40 milhões para pagar dívidas estudantis Reprodução/Twitter A doação que o bilionário fez aos alunos da Universidade de Morehouse, em Atlanta não foi a primeira: ele já havia feito uma de US$ 50 milhões (cerca de R$ 205 milhões) à Universidade de Cornell, onde ele se formou em engenharia. Durante seus estudos, ele foi estagiário na Bell Labs –conseguiu a vaga depois de procurar a empresa todas as semanas durante cinco meses. Segundo o "New York Times", Smith tem um lado excêntrico: gosta de usar ternos de três peças, é dono de um piano que foi de Elton John, se casou na Costa Amalfitana, na Itália, com uma ex-modelo da Playboy e deu aos seus filhos nomes de cantores, Hendrix (em homenagem a Jimi Hendrix) e Legend (em uma menção a John Legend).
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20/05 - Nomeação do novo presidente do Inep é formalizada no Diário Oficial da União
Alexandre Lopes é o 4º ocupante do cargo desde o começo do ano. Disputa sobre acesso a dados sigilosos de alunos pesou na demissão de Elmer Coelho Vicenzi. Alexandre Lopes é o novo presidente do Inep Divulgação A nomeação de Alexandre Ribeiro Pereira Lopes como novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi publicada na edição desta segunda-feira (20) do Diário Oficial da União. A informação havia sido divulgada e confirmada pelo Ministério da Educação (MEC) na sexta-feira (17). Lopes substitui o delegado da Polícia Federal Elmer Coelho Vicenzi, que pediu demissão na semana passada. De acordo com fontes ligadas à área da educação no governo, o pedido para quebra de sigilo de dados dos alunos, coletados pelo Inep todos os anos, foi um dos motivos que levaram à saída de Vicenzi. Ele havia feito a solicitação com o aval do ministro Abraham Weintraub, para emitir uma nova carteirinha estudantil lançada pelo governo. A procuradoria do Inep, no entanto, negou o pedido, afirmando que a confidencialidade dos dados dos estudantes é garantida por lei. Foi o início da queda de braço entre Vicenzi e o setor jurídico do órgão. Perfil do novo presidente Segundo seu currículo, o novo presidente do Inep é bacharel em direito pela Universidade de Brasília (2004) e engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-1996). Desde 2006, ocupou cargos públicos. Em janeiro de 2019, Lopes passou a desempenhar a função de diretor legislativo da Casa Civil da Presidência da República. Entre suas atribuições, acompanhava e coordenava o processo de sanção e veto dos projetos de lei enviados pelo Congresso Nacional. Antes disso, de maio de 2016 a dezembro de 2018, trabalhou no governo do Distrito Federal como subsecretário de Políticas Públicas na Secretaria de Estado da Casa Civil e Relações Institucionais. Troca de cargos Lopes é o quarto nome a ocupar a presidência do Inep em 2019. Confira abaixo a cronologia: Maria Inês Fini, que desempenhava a função no governo Temer, foi demitida em 14 de janeiro. Marcus Vinicius Rodrigues a substituiu. Ele foi a primeira nomeação do governo Bolsonaro para o Inep e permaneceu no posto de 22 de janeiro a 26 de março. Elmer Vicenzi foi anunciado em 15 de abril pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Saiu no dia 16 de maio. Um dia depois, Lopes foi anunciado como novo ocupante do órgão. O delegado Elmer Vicenzi, então como presidente do Inep, participou de audiência na Câmara no dia 14 Cleia Viana/Câmara dos Deputados Crise no MEC O Ministério da Educação (MEC) vive uma crise que se arrasta desde a metade de janeiro. Trocas de cargos, bloqueios orçamentários em universidades federais e disputa entre grupos marcaram os últimos meses da pasta. Na semana em que o governo Bolsonaro completou 100 dias, em abril, o então ministro Ricardo Vélez Rodríguez foi demitido. Em sua gestão, houve recuos e controvérsias sobre temas importantes. Dentre as polêmicas, estavam a permissão para compra de livros didáticos com erros e propagandas, a extinção da avaliação de alfabetização, a ordem para filmar crianças cantando o hino nacional e a revisão de obras que abordem o golpe de 1964. Além disso, com Vélez no comando, ocorreram trocas intensas de cargos essenciais - foram quatro secretários-executivos anunciados em três meses. Em seu lugar, foi nomeado Abraham Weintraub, que atuava como secretário-executivo da Casa Civil. Em pouco mais de um mês de gestão, ele foi envolvido em mais uma crise no MEC. Universidades federais tiveram parte do orçamento bloqueado, afetando a verba que seria destinada para pagamento de contas de luz, água, telefone, funcionários terceirizados, equipamentos e obras nas instituições de ensino. Elas afirmam que não conseguirão funcionar no segundo semestre, caso o contingenciamento não seja revertido. Weintraub afirmou que o ensino superior é uma área onde o país "está, entre aspas, bem". "Não estou querendo diminuir o ensino superior. Ao que a gente se propõe? Cumprir o plano de governo que foi apresentado. Prioridade é ensino básico, fundamental, técnico", afirmou. Ele disse que não é responsável pelos bloqueios e atribuiu a "culpa" ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Sobre cortes em bolsas de pós-graduação, anunciados na semana passada, o ministro afirma que a pasta analisará “pesquisa a pesquisa” para liberar verba e que isso será feito com “diálogo e transparência”. O que é o Inep O Inep é uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O órgão é responsável pela realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de outras provas (Revalida, Encceja, Enade, etc.), avaliações (Sinaes, Saeb), censos da educação e estatísticas sobre a educação brasileira, como as que formam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
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20/05 - Inscrições do Encceja 2019 começam nesta segunda-feira
Exame é destinado a jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada. Provas do Encceja 2019 serão aplicadas em 611 municípios do país, em 25 de agosto Valdir Rocha/Seduc Começam nesta segunda-feira (20) as inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O exame é destinado a jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada e estão interessados em obter um certificado. As provas serão aplicadas em 611 municípios do país, no dia 25 de agosto, pela manhã e pela tarde. Quem não concluiu o ensino fundamental tem que ter pelo menos 15 anos para pedir a certificação. Para pedir o diploma do ensino médio, é preciso ser maior de 18 anos. A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo Sistema Encceja, até 31 de maio. O material de estudo disponível na página do Encceja é composto por um volume introdutório, quatro volumes de orientações aos professores e oito volumes de orientações aos estudantes (quatro para o Ensino Fundamental e quatro para o Ensino Médio). Também é possível estudar por meio das provas de edições anteriores do Encceja. Novidades deste ano Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, a principal novidade desta edição do Encceja está na acessibilidade para pessoas com deficiência. Esta é primeira vez em que o edital do exame tem uma versão em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Além disso, o esquema de segurança durante a aplicação das provas será mais rígido: quem deixar aparelhos eletrônicos emitirem som durante a aplicação será eliminado; e todos os lanches serão revistados antes da prova. Quem se cadastrou para fazer a prova em 2018 e não compareceu deve justificar o motivo da ausência neste ano. Quem atingir a nota mínima em pelo menos uma das áreas de conhecimento, mas não em todas, recebe a declaração de proficiência naquela área. Ela não vale como certificado de conclusão dos ensinos fundamental ou médio, mas libera o candidato de ter que refazer a prova sobre essa área nas próximas edições do exame. Para iniciar a inscrição no Encceja 2019 é preciso inserir número do CPF e data de nascimento Reprodução
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18/05 - Universitários de SP enfrentam dificuldades para quitar dívidas do Fies
Estudantes que ganham até 1,5 salário mínimo (R$ 1.497) são os que mais têm problemas para pagar o financiamento, de acordo com o MEC. Fies estipula prazo até julho para inadimplentes quitarem dividas Estudantes de faculdades de São Paulo que utilizam o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) estão com dificuldades para quitar as dívidas. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), cerca de 522 mil pessoas estão com esse mesmo problema no Brasil inteiro. Superguia do Fies e financiamentos universitários: veja simulações, tire dúvidas e avalie riscos antes da dívida Além da dificuldade para realizar o pagamento, existem barreiras como as enfrentadas pelo engenheiro elétrico Sérgio Rodrigues Vitoriano, que deve R$ 140 mil do financiamento. Ele afirma que a antiga faculdade dele, a Unicapital, cobrava mensalidades mais cara para os alunos do Fies do que para outros estudantes, o que teria superfaturado a dívida. Procurada, a Unicapital afirma que não faz distinção no preço da mensalidade entre os alunos. “Nós descobrimos que esse valor era um valor 5 vezes mais caro que o cobrado dos mensalistas que pagava boleto. Questionamos a diretoria e eles disseram que, pelo fato de ser pelo programa que eles estavam oferecendo, esse valor seria pago pela faculdade. Eu vou começar a pagar esse valor [R$ 140 mil] a partir do mês 7 [julho]. Quase mil reais de mensalidade do Fies durante 16 anos. E eu não tenho condições de estar pagando esse valor”, disse. Para piorar, durante os estudos, Vitoriano descobriu que a faculdade não tinha reconhecimento do MEC. Depois de quatro anos, ele pediu transferência para outra instituição de ensino, onde se formou. Faculdade prometeu assumir dívida, mas ainda não pagou Na Vila Matilde, estudantes de Administração da Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior (Fappes) estão com uma dívida em torno de R$ 70 mil, mas eles alegam que assinaram um acordo com a instituição de ensino em que a própria faculdade prometia assumir o pagamento do Fies. "Eu teria que permanecer 4 anos estudando na instituição e realizar trabalhos sociais, essa era a condição para eu ter o reembolso do meu Fies. Não aconteceu, infelizmente", afirma a administradora Crislei Costa. A Fappes diz que vai entrar na Justiça para transferir os financiamentos dos alunos diretamente para o CNPJ da instituição. Dívida só cresce A educadora física Núbia de Souza afirma que começou a ser cobrada para pagar a dívida com o Fies antes do que o contrato previa. Ela tentou negociar com a Caixa Econômica Federal - por onde o financiamento foi liberado, já pagou quatro mil reais, mas a dívida só cresce. "No dia de terminar o contrato era R$ 3 mil, depois subiu para R$ 7 mil, depois subiu para R$ 9 mil. E agora está em R$ 14 mil. Teve o bloqueio judicial na minha conta, eu quero pagar, mas eu preciso de um acordo, eu preciso de alguma direção para eu conseguir pagar essa dívida. E eu não estou conseguindo, esse é o problema" afirma. 'Bola de neve' O escritório do advogado Fábio Araújo está defendendo mais de 300 estudantes com problemas no Fies. A principal reclamação, segundo ele, é a cobrança do financiamento antes do fim do curso. "É uma questão que pode esbarrar até numa questão social. A pessoa se inscreve para aquele curso, não consegue uma colocação no mercado. A dívida aumenta, passa a ter juros judicias, os honorários advocatícios, a dívida vai aumentando, a pessoa é absorvida por essa bola de neve", conta. Inadimplência mais que dobrou O número de inadimplentes do Fies mais que dobrou em menos de dois anos. Cerca de 522 mil pessoas estão com atraso de 90 dias ou mais para pagar o financiamento, sendo que, em dezembro de 2017, este número girava em torno de 205 mil pessoas. Os dados são do Ministério da Educação obtidos via Lei de Acesso à Informação. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do governo federal e que gerencia o programa, deu um prazo até julho para que os inadimplentes do Fies renegociem a dívida. Pode renegociar o financiamento quem está com a prestação atrasada há mais de 90 dias e que não está sendo cobrado judicialmente. O interessado deve ir ao banco que fez o empréstimo acompanhado do fiador até o dia 29 de julho. Entre os estudantes que encontram dificuldades para quitar a dívidas, 338 mil pessoas ganham até 1,5 salário mínimo (R$ 1.497). O número de mulheres com dificuldades para pagar é bem maior do que o de homens: 325 mil contra 208 mil, respectivamente. Desde terça (14) a produção do SP2 tenta ouvir o Ministério da Educação para comentar os dados, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Fies Criado na década de 1970 com o nome de "Crédito Educativo" e reformulado nos anos 1990, o Fies é um financiamento para ajudar pessoas de baixa renda a fazer um curso superior. Ele tem juros mais baixos do que outros tipos de financiamento, prazo para pagar maior e o pagamento começa só depois de o aluno se formar.
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18/05 - Enem 2019 registra 6,38 milhões de inscritos
Boleto pode ser pago até dia 23, e provas serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro. Enem 2019: saiba as principais datas da prova e para que ela serve O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou mais de 6,38 milhões de inscritos para a edição de 2019. O prazo para os interessados se inscreverem terminou na sexta-feira (17). Os participantes, no entanto, têm até o dia 23 de maio para pagar a taxa de R$ 85. Por isso, o número final de confirmados só será divulgado no próximo dia 28. Quem teve direito à isenção do pagamento da taxa e concluiu a inscrição no prazo tem a participação garantida no exame. As provas do Enem 2019 serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro. No ano passado, houve 6,7 milhões de inscrições – sendo que 5,5 milhões delas foram confirmadas após o prazo para pagamento. Caso o número de 2019 seja ainda menor que esse, será o terceiro ano de queda consecutiva em número de participantes. Em 21 edições, exame já recebeu quase 100 milhões de inscrições O Enem é realizado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Em 21 edições, o exame recebeu quase 100 milhões de inscrições. O exame avalia o desempenho do estudante e viabiliza o acesso à educação superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e instituições portuguesas. Imagem de aglomeração na porta de um colégio onde se aplicou a prova do Enem de 2018 em Recife Aldo Carneiro/Pernambuco Press O exame também possibilita o financiamento e apoio estudantil, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os dados do Enem também permitem autoavaliação do estudante o desenvolvimento de estudos e indicadores educacionais. O exame é aplicado em dois domingos e tem quatro provas objetivas, com 180 questões, além de uma redação. Local de prova O cartão de confirmação será disponibilizado só em outubro. Nele, haverá um resumo das principais informações para o candidato: número de inscrição; data, hora e local das provas; dados sobre atendimento especializado (se solicitado); e opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol). Estrutura da prova O exame ocorrerá em dois domingos: 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de: linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. duração: 5h30 No segundo domingo, dia 10 de novembro, será a vez das questões de: ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. duração: 5h Novidades da edição 2019 Neste ano, há as seguintes novidades: novo sistema de inscrição inclusão opcional de foto na inscrição espaço com linhas para rascunho da redação espaço para cálculos no final do caderno de questões surdos, deficientes auditivos e surdocegos poderão indicar, na inscrição, se usam aparelho auditivo ou implante coclear lanches levados pelos candidatos serão revistados
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17/05 - Bloqueio de recursos atinge programas de residência pedagógica da UFMA
Dois programas da Universidade Federal do Maranhão estão sendo prejudicados por conta do bloqueio e a expectativa da coordenação é que até setembro, eles sejam reduzidos em até 70%. Cortes do Governo Federal atinge pagamento de professores de residência pedagógica da Ufma O contingenciamento de recursos anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) e que são destinados a educação superior, estão atingindo o pagamento de bolsas de estudo para alunos que participam de programas de residência pedagógica na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na universidade, existem dois programas que estão sendo prejudicados por conta da medida. A expectativa da coordenação dos programas é que até setembro, ambos sejam reduzidos em 70%. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 400 reais para atuarem na educação básica em escolas públicas municipais e estaduais localizadas em áreas consideradas vulneráveis. Atualmente, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência atende 457 universitários, matriculados do 1º ao 4º período em cursos de licenciatura na UFMA. Por conta do corte, a entrada de novos alunos foi cancelada. Especial G1: Raio-X do orçamento do MEC à UFMA Estudantes de programas de residência estão preocupados com os cortes de verbas destinados para a UFMA. Reprodução/TV Mirante De acordo com o coordenador, Rodrigo Bianchinni, a medida pode resultar no fechamento por completo dos programas. “A suspensão da entrada de novos nos leva a uma leitura, uma análise de que a intenção é você ir diminuindo o número de participação até conseguir fechar de fato os programas”, disse. O Governo Federal confirmou o bloqueio de bolsas oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão ligado ao MEC. Em todo o país, quase 3,5 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado foram cortadas. No Maranhão, esse número chegou a 27. Segundo o MEC, a justificativa para os cortes é priorizar a educação básica. De acordo com a coordenadora do programa de residência pedagógica, o corte tem efeito contrário já que compromete a qualidade da formação de professores que atuam na educação básica brasileira. Se você não investe nas licenciaturas que foram professores para a educação básica, quem atuará na educação básica? Mais de 400 estudantes universitários são atendidos pelos programas de residência pedagógica da UFMA. Reprodução/TV Mirante Funcionamento da UFMA comprometido Em entrevista coletiva nessa quinta-feira (16) a reitora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nair Portela, afirmou que a instituição corre o risco de paralisar as atividades no mês de agosto, caso os recursos não sejam liberados pelo Ministério da Educação (UFMA). A universidade sofreu um corte de 30%, o equivalente a quase R$ 27 milhões. Para 2019, o Governo Federal garantiu um orçamento de R$ 777 milhões para a UFMA, sendo que 82% do dinheiro é destinado para o pagamento de funcionários, aposentados e pensionistas. Essa parte do dinheiro não foi bloqueada. Reitora da UFMA, Nair Portela diz que há risco da instituição parar em agosto se o corte de 30% de recursos federais for mantido Reprodução/TV Mirante Protestos no Maranhão Por conta da decisão do MEC, na quarta-feira (15) milhares de estudantes e professores protestaram em algumas cidades maranhenses contra o contingenciamento de recursos para a UFMA e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Estudantes e professores protestam conta o contingenciamento de recursos para a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Instituto Federal do Maranhão (IFMA). TV Mirante No dia 6 de maio, estudantes do IFMA já haviam feito uma mobilização estadual em algumas cidades do Maranhão contra o corte de 38% no orçamento previsto para 2019, o que representa R$ 28 milhões a menos nas contas públicas da instituição. Estudantes em protesto no IFMA de Porto Franco Reprodução/Redes Sociais Contingenciamento de recursos para a educação Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado. De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias. Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não deverão ser afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões. Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contigenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.
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