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20/03 - Aos 18 anos, brasileiros são aprovados no MIT, considerado a melhor universidade do mundo
Jovens estudarão, a partir de agosto, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Segundo eles, participar de olimpíadas de conhecimento foi fator decisivo para serem aprovados. Orisvaldo acumulou medalhas em olimpíadas de química Arquivo pessoal Pedro Sponchiado, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), e Orisvaldo Saviano, de Fortaleza (CE), vão se mudar para os Estados Unidos em agosto, um mês antes do início das aulas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Aos 18 anos, eles foram aprovados na universidade classificada como a melhor do mundo pelo QS World University Ranking, que avalia 800 instituições de ensino. A dupla ainda não sabe qual graduação fará. No início dos cursos do MIT, os estudantes podem assistir a aulas de diferentes disciplinas. Só depois precisam definir qual carreira desejam seguir. Orisvaldo imagina que trabalhará com "física moderna e assuntos meio loucos", nas palavras dele. A história dos jovens tem diversos aspectos em comum. Ambos são medalhistas em olimpíadas de conhecimento internacionais, conquistaram bolsas de estudo em escolas particulares e receberam assistência para participar do processo seletivo do MIT. A motivação de estudar fora também é a mesma: a insatisfação com o baixo incentivo à pesquisa no Brasil. Em breve, eles saberão o valor do auxílio financeiro que receberão da universidade americana. Há uma análise das declarações de imposto de renda para avaliar qual a quantia necessária para que os jovens possam estudar e se sustentar nos EUA. Pedro Sponchiado foi aprovado no MIT Arquivo pessoal “Imagino que vão me ajudar em quase tudo, porque lá sou considerado aluno de baixa renda, nos padrões deles. Em geral, o custo é em torno de 60 mil dólares (cerca de R$ 227,5 mil) por ano para as mensalidades, mais outros 10 mil dólares anuais (R$ 37,9 mil) para moradia e alimentação”, relata Orisvaldo. “A universidade costuma cobrir tudo.” Abaixo, confira os passos em comum na trajetória de Pedro e Orisvaldo: 1- Participação em olimpíadas Após ganhar uma menção honrosa na Olimpíada Cearense de Química, Orisvaldo se classificou para a competição nacional. E, em seguida, mudou de escola para tentar atingir seu principal objetivo: disputar a internacional. “Foquei nisso e consegui. Fui à República Tcheca e ganhei uma medalha de bronze em julho de 2018. Em setembro, fui ouro na Ibero-americana de Química”, conta. Pedro também participou de diversas olimpíadas de conhecimento. No sexto ano do ensino fundamental, obteve resultados de destaque na de matemática, de física e, posteriormente, de informática. “Desde então, passei a estudar bastante para essas disputas. Ia de ônibus para São Paulo aos finais de semana e tinha aulas específicas no curso Etapa”, diz. “A matemática de olimpíada é mais avançada que a do ensino médio, com mais matéria. Precisei me esforçar bastante.” E o resultado chegou: Pedro ganhou medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática, na Romênia, em 2018. “Conversando com outros participantes, nasceu meu desejo de estudar fora”, completa. 2- Bolsas de estudo Orisvaldo e Pedro não teriam condições financeiras de pagar mensalidades de colégios particulares – muito menos de bancar os custos de estudar no exterior. Mas, com as medalhas nas olimpíadas e o ótimo desempenho em provas, eles conseguiram bolsas em escolas e cursinhos. O cearense foi procurado pelo Colégio Ari de Sá, em Fortaleza, onde pôde fazer o ensino médio e melhorar seu preparo para as competições. E o paulista ganhou uma bolsa de 100% no Etapa, na capital do estado, além de assistência para morar em São Paulo. 3- Assistência para o processo seletivo Para ser aprovado no MIT, o processo seletivo é longo. Resumidamente, são as seguintes etapas: provas gerais e de conhecimentos específicos, exame de proficiência em inglês, redações sobre o próprio candidato e entrevistas (presenciais ou por Skype). Orisvaldo participou do programa americano EducationUSA, que dá suporte para alunos de baixa renda se candidatarem a universidades americanas. “Eles ajudam em todas as etapas, na documentação, nas redações. Pagam para que a gente possa fazer as provas. Eu, por exemplo, precisei viajar para Recife e São Paulo durante os exames, e eles cobriram tudo. Foram cruciais”, conta o jovem. No caso de Pedro, foi o Etapa que o ajudou a se organizar para as redações e entrevistas. “Eles revisaram meus textos, fizeram cartas de recomendação. Seria muito difícil cuidar disso sozinho”, diz. 4- Atividades extracurriculares Pedro imagina que a participação em olimpíadas tenha contribuído para sua aprovação no MIT. Orisvaldo concorda – e acrescenta outras atividades extracurriculares. “Eu dava aula em um colégio público para ajudar alunos a se preparem para olimpíadas de matemática, química e física. Também participei de um programa de Harvard para melhorar meu inglês”, diz.
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20/03 - CCJ da Câmara aprova convite para Paulo Guedes esclarecer pontos da reforma da Previdência
Por se tratar de convite, ministro da Economia não é obrigado a comparecer. Também nesta quarta (20), comissão de Educação da Câmara aprovou convite para o ministro Ricardo Vélez. O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ser convidado a ir à Câmara na terça-feira (26) Ricardo Moraes/Reuters A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (20) requerimento para convidar o ministro da Economia, Paulo Guedes, a participar de uma audiência pública no colegiado para esclarecer dúvidas dos deputados em relação à reforma da Previdência. Além da CCJ, as comissões de Fiscalização Financeira e Controle e a de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços também aprovaram nesta quarta convites para o ministro da Economia ir aos colegiados. No entanto, nessas outras duas comissões, a proposta é de que Paulo Guedes apresente seu plano de trabalho à frente do ministério. Por se tratar de convite, o ministro não é obrigado a comparecer. O presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), disse que vai sugerir que o titular da Economia compareça na Câmara na próxima terça-feira (26), às 14h. Colegiado mais importante da Câmara, a CCJ é a primeira etapa de tramitação da reforma da Previdência no Legislativo. A comissão será a responsável pela análise da chamada admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras previdenciárias. Ou seja, cabe aos integrantes da CCJ apreciar se o texto está de acordo com a Constituição e as leis do país. Entenda ponto a ponto a proposta de reforma da Previdência Coordenadores de bancadas na CCJ acertaram nesta terça-feira (19) um calendário para análise da reforma da Previdência na comissão. O Palácio do Planalto tem pressa para aprovar as regras previdenciárias, porém, a própria base aliada do presidente Jair Bolsonaro condicionou o início da apreciação do texto à entrega, por parte do governo do projeto de lei que vai mexer na aposentadoria de integrantes das Forças Armadas. A previsão é de que a proposta seja encaminhada ao Congresso ainda nesta quarta. Felipe Francischini informou nesta semana que escolherá até quinta (21) o relator da reforma da Previdência. Segundo o presidente da CCJ, o relator que vier a ser escolhido deverá apresentar seu parecer na próxima quarta-feira (27). Ao blog da colunista do G1 Andréia Sadi, Francischini disse que a reforma da Previdência depende de Paulo Guedes para tramitar no parlamento. "Foi unânime a posição dos coordenadores da comissão, que querem a vinda de Paulo Guedes para explicar a reforma. Falei com o Major Vitor Hugo [líder do governo na Câmara] e ficou marcado para terça-feira (26) que vem, às 14h. A reforma depende de Paulo Guedes para tramitar, combinamos com os partidos que só vamos apresentar relatório após a vinda dele", disse o deputado ao blog. Após ser analisada pelos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça, o texto seguirá para uma comissão especial, que ainda vai ser criada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O colegiado terá até 40 sessões para apresentar um parecer sobre as propostas de mudanças na Previdência. Além de ser submetida à comissão especial, a PEC da reforma da Previdência também precisa passar por duas votações no plenário da Câmara. Para ser aprovada, são necessários, pelo menos, 308 votos a favor da proposta. No dia 28, outra audiência pública será realizada na Comissão de Constituição e Justiça, desta vez com juristas. Um dos convidados é ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto. Ao todo, seis especialistas vão participar da audiência: dois indicados pelo governo, dois pela oposição e dois por deputados independentes. Convites ao ministro da Educação O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez Marcelo Camargo/Agência Brasil Também nesta quarta-feira, as comissões de Educação e Fiscalização Financeira e Controle da Câmara também aprovaram convites para o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, apresentar aos integrantes dos dois colegiados os planos e as recentes ações desenvolvidas pelo Ministério da Educação (MEC). A previsão é de que Vélez compareça na Comissão de Educação em 3 de abril. Líder da oposição, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) afirmou que, na avaliação dele, é necessário que Ricardo Vélez esclareça as recentes demissões no MEC e também a criação de uma comissão, por parte do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para analisar se as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm 'pertinência com a realidade social'. No ano passado, em meio à transição, o presidente Jair Bolsonaro criticou uma das questões do Enem e disse que, na gestão dele, tomaria conhecimento do conteúdo da prova antes da aplicação do exame. "Não é razoável que a educação do país seja tocada desse jeito. Ele tem que vir aqui apresentar porque escolheu o seu número dois, o seu número três, qual o projeto de cada uma das pastas, dos seu ministério, das suas secretarias. Explicar que comissão é essa para analisar viés ideológico do Enem", afirmou Molon. Já o deputado Diego Garcia (PODE-PR) disse que é de "extrema importância" a presença do ministro da Educação na Câmara para que os deputados possam ouvi-lo e avaliar quais são as metas, os planos e também o que ele pensa sobre a temática da alfabetização no nosso país. Ao todo, incluindo Paulo Guedes e Ricardo Vélez, 15 dos 22 ministros do governo Jair Bolsonaro foram alvo de convites para comparecer a oito diferentes comissões da Câmara. Nenhum deles é obrigado a comparecer, em razão de se tratar de convite, e não convocação. Veja a lista completa de ministros convidados a comparecer a comissões da Câmara: General Fernando Azevedo e Silva (Defesa) Tereza Cristina (Agricultura) Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) Ricardo Velez Rodrigues (Educação) Paulo Guedes (Economia) Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) Luiz Henrique Mandetta (Saúde) Ernesto Araújo (Relações Exteriores) Bento Costa Lima (Minas e Energia) Ricardo de Aquino Salles (Meio Ambiente) Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) Osmar Terra (Cidadania) Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)
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20/03 - Inep cria comissão para verificar se questões do Enem têm 'pertinência com a realidade social'
Segundo a portaria, o grupo deverá fazer uma 'leitura transversal' das questões para emitir um parecer. Resultado do trabalho não será divulgado. No ano passado, Bolsonaro criticou uma das questões do exame e disse que tomaria conhecimento antes da prova. Governo cria comissão para analisar banco de questões do Enem O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) criou uma comissão para fazer uma "leitura transversal" das questões que compõem o Banco Nacional de Itens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo, segundo o Inep, é "verificar a sua pertinência com a realidade social". O resultado do trabalho não será divulgado. No ano passado, Bolsonaro criticou uma das questões do exame e disse que tomaria conhecimento antes da prova. De acordo com o documento, "a leitura transversal é uma etapa técnica de revisão de itens". Em nota, o Inep informou que nenhum item será descartado já que o processo de elaboração das questões é "longo e oneroso". Ainda de acordo com o Inep, as questões consideradas "dissonantes" serão "separadas para posterior adequação, testagem e utilização, se for o caso". O G1 entrou em contato com o Inep para saber que tipo de pergunta ou conteúdo estaria sendo buscado na leitura transversal e a que tipo de realidade social o Inep se refere quando fala em verificar "pertinência com a realidade social". O instituto encaminhou um posicionamento e informou que não poderia esclarecer nada além do que constava no documento. (Leia a íntegra aqui e ao fim da reportagem) Comissão Três pessoas foram destacadas para trabalhar na leitura dos itens: Marco Antônio Barroso Faria (secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC); Antonio Maurício Castanheira das Neves (diretor de estudos educacionais do Inep); Gilberto Callado de Oliveira (procurador de justiça de Santa Cataria, representante da sociedade civil). Eles terão dez dias, a partir desta quarta, para concluir a avaliação e emitir uma recomendação sobre o uso ou não dos itens na montagem do exame. Depois, o diretor da Avaliação Básica fará outro parecer sobre as considerações da comissão. A decisão final ficará a cargo do presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues. Segundo a portaria, "todas as atividades serão realizadas em Ambiente Físico Integrado Seguro (AFIS) do Inep", que fica em Brasília, dentro da sede do Inep. Eles assinarão um termo de confidencialidade e sigilo. Críticas ao Enem Em 2018, Jair Bolsonaro criticou uma questão de linguagens do Enem que falava sobre o pajubá, um conjunto de expressões associadas aos gays e travestis e disse que iria "tomar conhecimento da prova antes". Bolsonaro critica questão do Enem e diz que em 2019 vai 'tomar conhecimento da prova antes' Veja resolução de questão do Enem que aborda status do pajubá como 'dialeto secreto' dos gays e travestis Como é feita a prova do Enem O Enem é realizado desde 1998 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), uma autarquia do Ministério da Educação. Em 2009, o Enem se transformou em um exame para ser usado como acesso ao ensino superior. O exame usa uma metodologia diferente dos vestibulares tradicionais e, por isso, as questões não são todas elaboradas por uma mesma equipe: são retiradas de um banco de itens com milhares de questões já feitas durante vários anos por muitos professores. Todas as questões precisam exigir pelo menos uma das habilidades que constam na matriz de referência do Enem – trata-se do "currículo" de conteúdos que podem cair na prova. Cada item representa o conjunto da questão e de todas as informações sobre essa questão, como, por exemplo, a habilidade que ela exige e o nível de dificuldade. Segundo o Inep, a elaboração de uma única questão do Enem passa por um processo com dez etapas diferentes, que pode levar mais de um ano. Essas etapas incluem: A contratação e capacitação de professores para elaborarem as questões Pelo menos duas revisões da questão por especialistas O "pré-teste" das questões em uma amostra de estudantes com o perfil dos candidatos do Enem Uma análise pedagógica para definir se a questão pode finalmente ser incluída no Banco Nacional de Itens (BNI) Uma vez no BNI, a questão fica à disposição para ser usada em alguma edição do Enem. Na hora da montagem da prova, a pequena equipe de servidores do Inep que faz o trabalho de seleção das questões precisa escolher 45 itens de cada prova objetiva seguindo um equilíbrio entre a pedagogia – já que a prova precisa avaliar uma grande quantidade de conhecimentos – e a estatística – na medida em que o exame também precisa ter um número similar de questões fáceis, médias e difíceis para poder selecionar adequadamente os candidatos. Todos os anos, uma pequena equipe de servidores do Inep monta três versões das quatro provas objetivas: duas delas são aplicadas todos os anos, na edição regular e no Enem PPL, para pessoas privadas de liberdade. Uma terceira fica como “reserva”, para o caso de algum imprevisto ou emergência. Posicionamento do Inep O Inep encaminhou um link com um texto referente ao posicionamento do instituto sobre o tema. Leia a íntegra abaixo ou no site do Inep: INEP nomeia comissão para análise de itens da prova do Enem 2019 Portaria do Inep publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 20 de março, define os três nomes da comissão que vai realizar a leitura transversal dos itens do Banco Nacional de Itens (BNI) para a montagem das provas do Enem neste ano. O objetivo é analisar as questões para verificar sua pertinência com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame. A comissão terá como membros o representante do Ministério da Educação, Marco Antônio Barroso Faria, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, o representante do Inep, Antônio Maurício Castanheira das Neves, diretor de Estudos Educacionais; e o representante da sociedade civil, Gilberto Callado de Oliveira, procurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina. A portaria estipula o prazo de dez dias para a conclusão dos trabalhos. "Os especialistas da comissão são nomes reconhecidos e que podem contribuir para a elaboração de uma prova com itens que contemplem, não apenas todos os aspectos técnicos formais, mas também ecoem as expectativas da sociedade em torno de uma educação para o desenvolvimento de um novo projeto de País", afirma Marcus Vinicius Rodrigues, presidente do Inep. Compete à comissão ler os itens e recomendar ou não sua utilização na montagem do exame, mediante justificativa. O diretor de Avaliação da Educação Básica, em consonância com a equipe técnica, emitirá contra parecer para cada um dos itens não recomendados pela comissão. Em caso de pareceres opostos, cabe ao INEP proferir decisão final, por meio do seu presidente. A leitura transversal das questões do Enem vai ocorrer antes da montagem da prova, pois alterações depois do instrumento montado, podem modificar o desenho psicométrico da prova e os parâmetros que garantem o cálculo das proficiências. A Comissão, portanto, vai avaliar o acervo de itens disponíveis para a montagem das provas do Enem. Como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum será descartado. "As questões dissonantes serão separadas para posterior adequação, testagem e utilização, se for o caso. Todo o trabalho respeitará a Matriz de Referência do Enem, os parâmetros para garantir o cálculo das proficiências, o equilíbrio da prova com a de edições anteriores e a segurança. Os participantes podem ficar tranquilos, pois nada disso afetará seu desempenho e suas oportunidades de acesso à Educação Superior", explica Marcus Vinícius. Segurança - O Banco Nacional de Itens, que guarda as questões das provas do INEP, segue protocolo de segurança e sigilo, de acordo com a portaria nº 579, de 25 de novembro de 2016, que regula o funcionamento do Ambiente Físico Integrado Seguro (Afis). Todos os servidores e colaboradores com acesso aos itens assinam termos de sigilo e confidencialidade. No caso do Enem, assinam também uma declaração de não impedimento de acordo com a súmula 13 do Supremo Tribunal Federal, que delimita as relações de parentesco que configuram nepotismo. Localizado na sede do INEP, em Brasília (DF), o Ambiente Físico Integrado Seguro só pode ser acessado por pessoas autorizadas. O ambiente é completamente isolado, possui salas que só podem ser acessadas pelo uso de digitais e computadores sem acesso à internet ou à intranet do INEP. Todo o processo de captação, elaboração e revisão de itens para compor o Enem e outros exames do instituto ocorre nesse espaço As atividades da comissão que revisará os itens do Enem também serão realizadas no Ambiente Físico Integrado Seguro. Os membros nomeados assinarão Termo de Compromisso de Confidencialidade e Sigilo e Declaração de não impedimento para realização do trabalho. O descumprimento das obrigações assumidas poderá ser punido com responsabilização funcional do membro, bem como o encaminhamento do caso para as entidades competentes realizarem a devida apuração penal. Pelo caráter sigiloso do Banco Nacional de Itens, não será publicado relatório de trabalho sobre o processo. Tampouco os membros da comissão estão autorizados a se pronunciar sobre o trabalho. Caderno de provas azul do segundo dia de Enem 2018 G1/G1
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20/03 - MPF decide apurar se Ricardo Vélez cometeu improbidade ao enviar carta a escolas
Carta continha slogan da campanha de Bolsonaro e pedia a escolas que filmassem alunos cantando Hino Nacional. Ministro diz que errou e, segundo assessoria, enviará resposta ao MPF. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez Marcelo Camargo/Agência Brasil O Ministério Público Federal em Brasília informou nesta terça-feira (19) que vai apurar se o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, cometeu improbidade administrativa. No mês passado, o ministro enviou uma carta a escolas na qual havia a inscrição "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", slogan da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro. Na carta, Vélez Rodríguez também pedia para que as escolas filmassem alunos cantando o Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC. A abertura da apuração foi noticiada pelo site do jornal "O Globo" e confirmada pelo Ministério Público. Procurada, a assessoria de Vélez Rodríguez enviou a seguinte resposta: "O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, por meio de sua assessoria, está analisando o pedido de informações e, oportunamente, apresentará resposta ao Ministério Público Federal." De acordo com o MPF, a procuradora do caso, Eliana Pires Rocha, enviou um ofício ao ministro para pedir esclarecimentos. O procedimento visa apurar se Vélez Rodríguez feriu o Artigo 37 da Constituição, que estabelece princípios da impessoalidade. Ministro da Educação diz que errou ao pedir filmagem de crianças cantando hino Ministro diz que errou Em 26 de fevereiro, Vélez Rodríguez participou de uma audiência pública no Senado e, questionado pela imprensa sobre o episódio da carta, disse que errou ao pedir a filmagem às escolas. "Eu percebi o erro, tirei essa frase [slogan de campanha], tirei a parte correspondente a filmar crianças sem a autorização dos pais. Evidentemente, se alguma coisa for publicada, será dentro da lei, com autorização dos pais", afirmou. Dois dias depois, em 28 de fevereiro, o Ministério da Educação desistiu de pedir o vídeo às escolas.
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19/03 - Enem 2018: leia redações nota mil
Espelhos dos textos foram divulgados nesta terça-feira (19). Do total de candidatos, 55 alcançaram a nota máxima. Enem, usado no Sisu, Prouni e Fies, é o principal meio de acesso ao ensino superior no Brasil Reprodução/RBS TV Os espelhos das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foram disponibilizados aos candidatos nesta terça-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Veja dicas de quem tirou mil na redação do Enem Dos mais de 4 milhões de participantes, 55 tiraram nota mil, sendo que as mulheres respondem por 42 das redações com nota máxima. O tema da redação no Enem 2018 foi "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet". Leia abaixo exemplos de textos que alcançaram a nota máxima: Lucas Felpi, 17 anos Redação nota mil no Enem, de autoria de Lucas Felpi Reprodução/Inep No livro “1984” de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública a favor dos governantes. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Winston, um funcionário do contraditório Ministério da Verdade que diariamente analisa e altera notícias e conteúdos midiáticos para favorecer a imagem do Partido e formar a população através de tal ótica. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Orwell pode ser relacionada ao mundo cibernético do século XXI: gradativamente, os algoritmos e sistemas de inteligência artificial corroboram para a restrição de informações disponíveis e para a influência comportamental do público, preso em uma grande bolha sociocultural. Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das novas tecnologias, internautas são cada vez mais expostos a uma gama limitada de dados e conteúdos na internet, consequência do desenvolvimento de mecanismos filtradores de informação a partir do uso diário individual. De acordo com o filósofo Zygmund Baüman, vive-se atualmente um período de liberdade ilusória, já que o mundo digitalizado não só possibilitou novas formas de interação com o conhecimento, mas também abriu portas para a manipulação e alienação vistas em “1984”. Assim, os usuários são inconscientemente analisados e lhes é apresentado apenas o mais atrativo para o consumo pessoal. Por conseguinte, presencia-se um forte poder de influência desses algoritmos no comportamento da coletividade cibernética: ao observar somente o que lhe interessa e o que foi escolhido para ele, o indivíduo tende a continuar consumindo as mesmas coisas e fechar os olhos para a diversidade de opções disponíveis. Em um episódio da série televisiva Black Mirror, por exemplo, um aplicativo pareava pessoas para relacionamentos com base em estatísticas e restringia as possibilidades para apenas as que a máquina indicava – tornando o usuário passivo na escolha. Paralelamente, esse é o objetivo da indústria cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt: produzir conteúdos a partir do padrão de gosto do público, para direcioná-lo, torná-lo homogêneo e, logo, facilmente atingível. Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento dos algoritmos inteligentes nessas ferramentas e advirtam os internautas do perigo da alienação, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de buscar informações de fontes variadas e manter em mente o filtro a que ele é submetido. Somente assim, será possível combater a passividade de muitos dos que utilizam a internet no país e, ademais, estourar a bolha que, da mesma forma que o Ministério da Verdade construiu em Winston de “1984”, as novas tecnologias estão construindo nos cidadãos do século XXI. Lucas Felpi citou 'Black Mirror' na redação do Enem 2018 e tirou nota mil Arquivo pessoal Clara de Jesus, 19 anos Trecho da redação nota mil de Clara de Jesus Reprodução/Inep “Black Mirror” é uma série americana que retrata a influência da tecnologia no cotidiano de uma sociedade futura. Em um de seus episódios, é apresentado um dispositivo que atua como uma babá eletrônica mais desenvolvida, capaz de selecionar as imagens e sons que os indivíduos poderiam vivenciar. Não distante da ficção, nos dias atuais, existem algoritmos especiais ligados em filtrar informações de acordo com a atividade “online” do cidadão. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da manipulação comportamental do usuário pelo controle de dados na internet. Primeiramente, é notável que o acesso a esse meio de comunicação ocorre de maneira, cada vez mais, precoce. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, no ano de 201, apenas 35% dos entrevistados, que apresentavam idade igual ou superior a 10 anos, nunca haviam utilizado a internet. Isso acontece porque desde cedo a criança tem contato com aparelhos tecnológicos que necessitam da disponibilidade de uma rede de navegação, que memoriza cada passo que esse jovem indivíduo dá para traçar um perfil de interesse dele e, assim, fornecer assuntos e produtos que tendem a agradar ao usuário. Dessa forma, o uso da internet torna-se uma imposição viciosa para relações sócio-econômicas. Em segundo lugar, o ser humano perde sua capacidade de escolha. Conforme o conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o que ocorre na internet que induz o indivíduo a ter um comportamento alienado. Tal preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu pensamento individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro do contexto da internet, o usuário, sem perceber, é induzido a entrar em determinados sites devido a um “bombardeio” de propagandas que aparece em seu dispositivo conectado. Evidencia-se, portanto, uma falsa liberdade de escolha quanto ao que fazer no mundo virtual. Com o intuito de amenizar essa problemática, o Congresso Nacional deve formular leis que limitem esse assédio comercial realizado por empresas privadas, por meio de direitos e punições aos que descumprirem, a fim de acabar com essa imposição midiática. As escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestrantes, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca de como agir “online”, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade de utilizar a tecnologia a seu favor. Feito isso, o conflito vivenciado na série não se tornará realidade. Thais Saeger, 28 anos Trecho da redação de Thais Saeger, que tirou nota mil no Enem Reprodução/Inep É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, dos transportes e das relações sociais. No que concerne ao uso da internet, a rede potencializou o fenômeno da massificação do consumo, pois permitiu, por meio da construção de um banco de dados, oferecer produtos de acordo com os interesses dos usuários. Tal personalização se observa, também, na divulgação de informações que, dessa forma, se tornam, muitas vezes, tendenciosas. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e econômicos. É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma o controle de dados na internet permite a manipulação do comportamento dos usuários. Isso ocorre, em grande parte, devido ao baixo senso crítico da população, fruto de uma educação tecnicista, na qual não há estímulo ao questionamento. Sob esse âmbito, a internet usufrui dessa vulnerabilidade e, por intermédio de uma análise dos sites mais visitados por determinado indivíduo, consegue rastrear seus gostos e propor notícias ligadas aos seus interesses, limitando, assim, o modo de pensar dos cidadãos. Em meio a isso, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire mostra-se possível, uma vez que o pedagogo defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e, dessa forma, libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado - neste caso, a manipulação. Cabe mencionar, em segundo plano, quais os interesses atendidos por tal controle de dados. Essa questão ocorre devido ao capitalismo, modelo econômico vigente desde o fim da Guerra Fria, em 1991, o qual estimula o consumo em massa. Nesse âmbito, a tecnologia, aliada aos interesses do capital, também propõe aos usuários da rede produtos que eles acreditam ser personalizados. Partindo desse pressuposto, esse cenário corrobora o termo "ilusão da contemporaneidade" defendido pelo filósofo Sartre, já que os cidadãos acreditam estar escolhendo uma mercadoria diferenciada mas, na verdade, trata-se de uma manipulação que visa ampliar o consumo. Infere-se, portanto, que o controle do comportamento dos usuários possui íntima relação com aspectos educacionais e econômicos. Desse modo, é imperiosa uma ação do MEC, que deve, por meio da oferta de debates e seminários nas escolas, orientar os alunos a buscarem informações de fontes confiáveis como artigos científicos ou por intermédio da checagem de dados, com o fito de estimular o senso crítico dos estudantes e, dessa forma, evitar que sejam manipulados. Visando ao mesmo objetivo, o MEC pode, ainda, oferecer uma disciplina de educação tecnológica nas escolas, através de sua inclusão na Base Comum Curricular, causando um importante impacto na construção da consciência coletiva. Assim, observar-se-ia uma população mais crítica e menos iludida. Vanessa Tude, 19 anos Trecho da redação nota mil de Vanessa Tunde Reprodução/Inep O mundo conheceu novos equipamentos ao longo do processo de industrialização, com destaque para os descobrimentos da Terceira Revolução Industrial, que possibilitou a expansão dos meios de comunicação e controle de dados em inúmeros países. Entretanto, as ferramentas recém descobertas foram utilizadas de forma inadequada, como por exemplo, durante a Era Vargas. Com efeito, a má utilização dessas tecnologias contribui com a manipulação comportamental dos usuários que se desenvolve devido não só à falta de informação popular como também à negligência governamental. Primeiramente, vale ressaltar o efeito que a falta de informação possui na manipulação das pessoas. Consoante à Teoria do Habitus elaborada pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, reproduzidos pelos indivíduos. Nessa perspectiva, a possibilidade da coleta de dados virtuais, como sites visitados e produtos pesquisados, por grandes empresas ocasiona a divulgação de propagandas específicas com o fito de induzir a efetivação da compra da mercadoria anunciada ou estimular um estilo de vida. Assim, o desconhecimento dessa realidade permite a construção de uma ilusão de liberdade de escolha que favorece unicamente as empresas. Dessa forma, medidas são necessárias para alterar a reprodução, prevista por Bourdieu, dessas estratégias comerciais que afetam negativamente inúmeros indivíduos. Ademais, a influência de milhares de usuários se dá pela negligência e abuso de poder governamental. Durante a Era Vargas, a manipulação comportamental dos brasileiros foi uma realidade a partir da criação do Departamento de Imprensa e Propaganda que possuía a função de fiscalizar os conteúdos que seriam divulgados nos meios de comunicação usando o controle da população. Nos dias atuais, com o auxílio da internet, as pessoas estão mais expostas, uma vez que o governo possui acesso aos dados e históricos de navegação que possibilitam a ocorrência de uma obediência influenciada como ocorreu na Era Vargas. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de uma liberdade comportamental de todos. Impende, portanto, que a manipulação do comportamento através do controle de dados na internet deixe de ser realidade. Nesse sentido, cabe ao Governo, por meio do aumento da parcela de investimentos com prioridade, fiscalizar e punir instituições que utilizem essa estratégia de direcionamento através de multas e aumento na cobrança de impostos. Essa inciativa tem a finalidade de propor o uso adequado das tecnologias descobertas durante, e posteriormente, a Terceira Revolução Industrial e, consequentemente, erradicar a manipulação comportamental dos indivíduos através dos dados coletados na internet. Jamille Borges, 19 anos Jamille foi uma das alunas nota mil na redação do Enem Reprodução/Inep A série britânica “Black Mirror” é caracterizada por satirizar a forma como a tecnologia pode afetar a humanidade. Dentre outros temas, o seriado aborda a influência dos algoritmos na opinião e no comportamento das personagens. Fora da ficção, os efeitos do controle de dados não são diferentes dos da trama e podem comprometer o senso crítico da população brasileira. Assim, faz-se pertinente debater acerca das consequências da manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet. Por um lado, a utilização de algoritmos possui seu lado positivo. A internet surgiu no período da Guerra Fria, com o intuito de auxiliar na comunicação entre as bases militares. Todavia, com o passar do tempo, tal ferramenta militar popularizou-se e abandonou, parcialmente, a característica puramente utilitária, adquirindo função de entretenimento. Hoje, a internet pode ser utilizada para ouvir músicas, assistir a filmes, ler notícias e, também, se comunicar. No Brasil, por exemplo, mais da metade da população está “conectada” – de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, o que significa a consolidação da internet no país e, nesse contexto, surge a relevância do uso de dados para facilitar tais ações. Por outro lado, o controle de dados ressalta-se em seu lado negativo. Segundo o sociólogo Pierre Levy, as sociedades modernas vivem um fenômeno por ele denominado “Novo Dilúvio” – termo usado para caracterizar a dificuldade de “escapar” do uso da internet. Percebe-se que o conceito abordado materializa-se em apontamentos do IBGE, os quais expõem que cerca de 85% dos jovens entre 18 e 24 anos de idade utilizaram a ferramenta em 2016. Tal quadro é preocupante quando atrelado aos algoritmos, pois estes causam, principalmente, nos jovens a redução de sua capacidade crítica – em detrimento de estarem sempre em contato com informações unilaterais, no tocante ao ponto de vista, e pouco distoantes de suas próprias vivências e opiniões -, situação conhecida na Sociologia como “cognição preguiçosa” – a qual culmina na manipulação do ser. Entende-se, portanto, que é necessário que a população entenda os riscos do controle de dados. Desse modo, cabe às escolas desenvolverem a percepção dos perigos da “cognição preguiçosa” para a formação da visão de mundo dos seus alunos, mediante aulas de informática unidas à disciplina de Sociologia – voltadas para uma educação não só técnica, mas social das novas tecnologias -, a fim de ampliar nos jovens o interesse por diferentes opiniões e, consequentemente, reduzir os efeitos adversos da problemática. Posto isso, será superado o controle do comportamento do usuário e não mais viveremos em um Brasil análogo à trama de “Black Mirror”. Lívia Taumaturgo, 18 anos Trecho da redação de Livia Taumaturgo, que tirou nota mil no Enem Reprodução/Inep Segundo as ideias do sociólogo Habermas, os meios de comunicação são fundamentais para a razão comunicativa. Visto isso, é possível mencionar que a internet é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, o meio virtual tem sido utilizado, muitas vezes, para a manipulação do comportamento do usuário, pelo controle de dados, podendo induzir o indivíduo a compartilhar determinados assuntos ou a consumir certos produtos. Isso ocorre devido `falha de políticas públicas efetivas que auxiliem o indivíduo a “navegar”, de forma correta, na internet, e à ausência de consciência, da grande parte da população, sobre a importância de saber utilizar adequadamente o meio virtual. Essa realidade constituiu um desafio a ser resolvido não somente pelos poderes públicos, mas também por toda a sociedade. No contexto relativo à manipulação do comportamento do usuário, pode-se citar que no século XX, a Escola de Frankfurt já abordava sobre a “ilusão de liberdade do mundo contemporâneo”, afirmando que as pessoas eram controladas pela “indústria cultural”, disseminada pelos meios de comunicação de massa. Atualmente, é possível traçar um paralelo com essa realidade, visto que milhões de pessoas no mundo são influenciadas e, até mesmo, manipuladas, todos os dias pelo meio virtual, por meio de sistemas de busca ou de redes sociais, sendo direcionadas a produtos específicos, o que aumenta, de maneira significativa, o consumismo exacerbado. Isso é intensificado devido à carência de políticas públicas efetivas que auxiliem o indivíduo a “navegar” corretamente na internet, explicando-lhe sobre o posicionamento do controle de dados e ensinando-lhe sobre como ser um consumidor consciente. Ademais, é importante destacar que grande parte da população não tem consciência da importância da utilização, de forma correta, da internet, visto que as instituições formadoras de conceitos morais e éticos não têm preconizado, como deveriam, o ensino de uma polarização digital”, como faz o projeto Digipo (“Digital Polarization Iniciative”), o qual auxilia os indivíduos a acessarem páginas comparáveis e, assim, diminui, o compartilhamento de notícias falsas, que, muitas vezes, são lançadas por moderadores virtuais. Nesse sentido, como disse o empresário Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”, ou seja, é preciso que medidas imediatas sejam tomadas para que a internet possa ser usada no desenvolvimento da sociedade, ajudando as pessoas a se comunicarem plenamente. Portanto, cabe aos Estados, por meio de leis e de investimentos, com um planejamento adequado, estabelecer políticas públicas efetivas que auxiliem a população a “navegar”, de forma correta, na internet, mostrando às pessoas a relevância existente em utilizar o meio virtual racionalmente, a fim de diminuir, de maneira considerável, o consumo exacerbado, que é intensificado pela manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados. Além disso, é de suma importância que as instituições educacionais promovem, por meio de campanhas de conscientização, para pais e alunos, discussões engajadas sobre a imprescindibilidade de saber usar, de maneira cautelosa, a internet, entendendo a relevância de uma “polarização digital” para a concretização da razão comunicativa, com o intuito de utilizar o meio virtual para o desenvolvimento pleno da sociedade. Sílvia Fernanda Lima, 18 anos Trecho da redação de Sílvia Fernanda Lima, que tirou nota mil no Enem Reprodução/Inep No livro Admirável Mundo Novo do escritor inglês Aldous Huxley é retratada uma realidade distópica na qual o corpo social padroniza-se pelo controle de informações e traços comportamentais. Tal obra fictícia, em primeira análise, diverge substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que valores democráticos imperam. No entanto, com o influente papel atribuído à internet, configurou-se uma liberdade paradoxal tangente à regulamentação de dados. Assim, faz-se profícuo observar a parcialidade informacional e o consumo exacerbado como pilares fundamentais da problemática. Em primeiro plano, a estruturação do meio cibernético fomenta a conjuntura regida pela denominada denominada pós-verdade, traduzida na sobreposição do conhecimento fundamentado por conotações subjetivas de teor apelativo. Nesse contexto, como os algoritmos das ferramentas de busca fornecem fontes correspondentes às preferências de cada usuário, cria-se uma assimilação unilateral, contendo exclusivamente aquilo que promove segurança emocional ao indivíduo e favorece a reprodução automatizada de pensamentos. Desse modo, com base nas premissas analíticas do escritor francês Guy Debord, pelo fato de o meio digital ser mediatizado por imagens, o sujeito é manipulado de forma alienante, mitigando do seu senso crítico e capacidade de compreender a pluralidade de opiniões. Outrossim, A detenção de dados utilizada para a seleção de anúncios fomenta o fenômeno do consumismo. Sob esse viés, posto que a sociedade vigente é movida pelo desempenho laboral e pela autoexploração, como preconizou o filósofo sul-coreano Byung Chul-Han, o consumo apresenta-se como forma de aliviar as inquietações resultantes desse quadro e alternativa para uma felicidade imediata. Então, na medida em que os artigos publicitários exibidos na internet são direcionados individualmente, o estímulo à compra denota-se ainda mais magnificado, funcionando como fator adicional à busca por alívio paralelamente à construção de hábitos desequilibrados e prejudiciais. Portanto, minimizar os impactos negativos da inserção no ciberespaço não se apresenta como tarefa fácil, porém, tornar-se-á possível por meio de uma abordagem educacional. Dessa forma, o Ministério da Educação deve elaborar um projeto de educação digital tendo com perspectiva basilar o ensino emancipatório postulado pelo filósofo alemão Theodor Adorno. Essa ação pode ser constituída por frequentes debates incluindo problematizações e a criação de reformulações conscientes relacionadas aos perigos delimitados pela manipulação do comportamento online nos ensinos Fundamental II e Médio das escolas públicas e particulares. Tal medida deve incluir a mediação de professores de Sociologia e Filosofia, além de especialistas em Cultura Digital, com o objetivo de modular nos alunos autonomia e criticidade no uso da internet. Enfim, será possível a construção de uma juventude responsável e dificilmente manipulada, sem nenhuma semelhança a obra de Aldous Huxley. Maria Eduarda Fionda, 18 anos Trecho da redação de Maria Eduarda Fionda, que tirou nota mil no Enem Reprodução/Inep George Orwell, em sua célebre obra “1984”, descreve uma distopia na qual os meios de comunicação são controlados e manipulados para garantir a alienação da população frente a um governo totalitário. Entretanto, apesar de se tratar de uma ficção, o livro de Orwell parece refletir, em parte, a realidade do século XXI, uma vez que, na atualidade, usuários da internet são constantemente influenciados por informações previamente selecionadas, de acordo com seus próprios dados. Nesse contexto, questões econômicas e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas. Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, de interesses econômicos. Segundo o sociólogo alemão Theodor Adorno, a chamada “Indústria Cultural”, visando o lucro, tende a massificar e uniformizar os gostos a partir do uso dos meios de comunicação. Sob esse viés, é possível depreender que a utilização de dados dos internautas por determinados grupos empresariais constitui uma estratégia de divulgação da produtos e pensamentos conforme seus interesses. Dessa maneira, ocorre a seleção de informações e propagandas favoráveis a essas empresas, levando o usuário a agir e consumir inconscientemente, de acordo com padrões estabelecidos por esses grupos. Outrossim, o mau uso das novas tecnologias corrobora com a perpetuação dessa problemática. Sob a ótica do teórico da comunicação Marshall McLuhan, “os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam o homem”. Nessa perspectiva, é perceptível que o advento da internet, apesar de facilitar o acesso à informações, contribui com a diminuição do senso crítico acerca do conteúdo visualizado nas redes. Isso ocorre, principalmente, por conta do bombardeamento constante de propagandas e notícias, muitas vezes, sem a devida profundidade e sem o acompanhamento de análises de veracidade. Consequentemente, os internautas são cada vez menos estimulados a questionar o conteúdo recebido, culminando, então, em um ambiente favorável à manipulação de comportamentos. É possível defender, portanto, que impasses econômicos e sociais constituem desafios a superar. Para tanto, o Poder Público deve restringir o acesso de empresas a dados pessoais de usuários da internet, por meio da elaboração de uma legislação eficaz referente ao problema. Ademais, a mídia, associada a ONGs, deve alertar a população sobre as mazelas de não questionar o conteúdo acessado em rede, por meio de campanhas educativas. Isso pode ocorrer com a realização de narrativas ficcionais engajadas, como novelas e seriados, e reportagens que tratem do tema, a fim de contribuir com o uso crítico das novas tecnologias. Assim, será possível restringir, de fato, a distopia de Orwell à ficção. Maria Eduarda Fionda, de 18 anos, do Colégio de A a Z, no Rio de Janeiro, tirou nota mil na redação do Enem 2018 Divulgação Pedro Assaad, 21 anos Trecho da redação de Pedro Assaad, nota mil no Enem 2018 Reprodução/Inep As primeiras duas décadas do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcadas por consideráveis avanços científicos, dentre os quais destacam-se as tecnologias de informação e comunicação (TICs). Nesse sentido, tal panorama promoveu a ampliação do acesso ao conhecimento, por intermédio das redes sociais e mídias virtuais. Em contrapartida, nota-se que essa realidade impôs novos desafios às sociedades contemporâneas, como a possibilidade de manipulação comportamental via dados digitais. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: a perda da autonomia de pensamento e a sabotagem dos processos políticos democráticos. Em primeira análise, é lícito postular que a informação é um bem de valor social, o qual é responsável por modular a cosmovisão antropológica pessoal e influenciar os processos de decisão humana. Nesse raciocínio, as notícias e acontecimentos que chegam a um indivíduo exercem forte poder sobre tal, estimulando ou suprimindo sentimentos como empatia, medo e insegurança. É factual, portanto, que a capacidade de selecionar - via algoritmos - as reportagens e artigos que serão vistos por determinado público constitui ameaça à liberdade de pensamento crítico. Evidenciando o supracitado, há o livro " Rápido e devagar: duas formas de pensar", do especialista comportamental Daniel Khaneman, no qual esse expõe e comprova - por meio de décadas de experimentos socioculturais - a incisiva influência dos meios de comunicação no julgamento humano. Torna-se clara, por dedução analítica, a potencial relação negativa entre a manipulação digital por dados e a autonomia psicológica e racional da população. Ademais, é preciso compreender tal fenômeno patológico como um atentado às instituições democráticas. Isso porque a perspectiva de mundo dos indivíduos coordena suas escolhas em eleições e plebiscitos públicos. Dessa maneira, o povo tende a agir segundo o conceito de menoridade, do filósofo iluminista Immanuel Kant, no qual as decisões pessoais são tomadas pelo intelecto e influência de outro. Evidencia-se, assim, que o domínio da seletividade de informações nas redes sociais, como Facebook e Twitter, pode representar uma sabotagem ao Estado Democrático. Em suma, a manipulação comportamental pelo uso de dados é um complexo desafio hodierno e precisa ser combatida. Dessarte, as instituições escolares - responsáveis por estimular o pensamento crítico na população - devem buscar fortalecer a capacidade de julgamento e posicionamento racional nos jovens. Isso pode ser feito por meio de palestras, aulas e distribuição de materiais didáticos sobre a filosofia criticista e sociologia, visando aprimorar o raciocínio autônomo livre de influências. Em paralelo, as grandes redes sociais, interessadas na plenitude de seus usuários, precisam restringir o uso indevido de dados privilegiados. Tal ação é viável por intermédio da restrição do acesso, por parte de entidades políticas, aos algoritmos e informações privadas de preferências pessoais, objetivando proteger a privacidade do indivíduo e o exercício da democracia plena. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do controle comportamental moderno, e a sociedade alcançará o estágio da maioridade Kantiana. Initial plugin text
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19/03 - Enem 2018: espelhos da redação estão disponíveis para candidatos; veja correção
Exame foi aplicado em novembro de 2018. Notas de treineiros também foram disponibilizadas. Enem é uma das formas de acesso ao ensino superior Pexels Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 podem consultar, a partir desta terça-feira (19), os espelhos da redação - ou seja, a versão digitalizada dos textos corrigidos. É necessário acessar a Página do Participante, neste endereço. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também liberou as notas dos treineiros que fizeram a prova. LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2018 VEJA MODELOS DE TEXTO ESCRITOS POR PROFESSORES LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2017 CONFIRA DICAS DE QUEM TIROU MIL NA REDAÇÃO O objetivo da disponibilização desse conteúdo aos estudantes é pedagógico: cada participante pode ter acesso às justificativas da nota atribuída pelos corretores em cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. Na edição de 2018, de mais de 4 milhões de candidatos, 55 tiraram a nota máxima (13 homens e 42 mulheres). As 55 notas mil na redação do Enem 2018 Roberta Jaworski/G1 Tema da redação Em 2018, o tema da redação foi "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet". A prova teve quatro textos motivadores: três trechos de reportagens e um gráfico com dados. Enem 2018 - Prova Amarela - Redação Reprodução Duas das três reportagens citaram diretamente os algoritmos e foram publicados em 2016. Um deles, "O gosto na era do algoritmo", foi publicado em 2016 pelo jornal "El País" e escrito pelo jornalista Daniel Verdú. O outro, chamado "A silenciosa ditadura do algoritmo", é de autoria do jornalista brasileiro Pepe Escobar. A terceira reportagem, também de 2016, foi publicada pela BBC Future. De autoria de Tom Chatfield, o texto chama "Como a internet influencia secretamente nossas escolhas". O gráfico que aparece na prova de redação é um organograma de dados produzido pelo IBGE com o perfil dos usuários de internet no Brasil em 2016, com detalhes sobre o uso da internet entre homens e mulheres.
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19/03 - Refugiado nigeriano de 8 anos que mora em abrigo nos EUA vence campeonato estadual de xadrez
Tanitoluwa Adewumi começou a jogar xadrez na escola em 2018 e neste mês se tornou o campeão estadual de xadrez de Nova York na sua categoria. Após o título, uma vaquinha online arrecadou quase R$ 400 mil para a família dele. Tanitoluwa Adewumi, o refugiado nigeriano de 8 anos que mora em um abrigo em Nova York e se tornou campeão estadual de xadrez Reprodução O mais novo campeão estadual de xadrez de Nova York, na categoria jardim de infância até terceiro ano, é um refugiado nigeriano de 8 anos que já sofreu bullying porque, sem dinheiro, sua família mora em um abrigo de sem-teto. Tanitoluwa Adewumi, conhecido pelos colegas como Tani, aprendeu a jogar xadrez há cerca de um ano, mas demonstrou um talento nato para o esporte. A vitória no campeonato estadual de xadrez, além de render um troféu ao garoto, também foi parar em um artigo no jornal "The New York Times". Após, a fama, seu treinador, Russell Makofsky, decidiu criar uma campanha de financiamento coletivo para tentar conseguir uma casa para a família Adewumi. O sucesso foi tamanho que, em dois dias, ele dobrou a meta e já arrecadou US$ 104 mil (cerca de R$ 395 mil) com a ajuda de quase 1,8 mil doadores. "Tani é só coração! Vamos mostrar o nosso coração e ajudar a família de Tani a conseguir um lar onde ele pode continuar sua jornada", escreveu o professor, abaixo da foto do garoto nigeriano segurando seu troféu com um sorriso no rosto. Segundo o "NY Times", o troféu do campeonato estadual é o sétimo que o pequeno já acumulou desde que começou a jogar xadrez. Ele aprendeu o jogo na escola pública em que estuda, que tem um professor de xadrez contratado em tempo parcial, e ensinou a turma de Tani a jogar. Como o menino pegou gosto pelo esporte, a mãe dele, Oluwatoyin, pediu para ele ser aceito no clube de xadrez da escola. Makofsky, responsável pelo clube, aceitou a inscrição de Tani sem cobrar a taxa, já que a família não tinha dinheiro. E relatou ao jornal norte-americano que o nível do garoto, segundo o ranking de xadrez, disparou desde então. Toda noite, Tani se deixa no chão do abrigo em que mora com a família para treinar em um tabuleiro. O pai, que, segundo o "NY Times", é motorista de aplicativo e tirou licença para atuar como corretor de imóveis, empresta o notebook para que o filho estude xadrez. E a mãe, que tirou uma certificação para trabalhar como cuidadora de pacientes em casa, fica responsável por levá-lo todo sábado aos treinos de três horas de duração. Por enquanto, a família, que fugiu da Nigéria com medo dos ataques do grupo extremista Boko Haram contra cristãos, ainda não tem permissão de residência permanente nos Estados Unidos. "Um ano para chegar a esse nível, para escalar uma montanha e ser o melhor entre os melhores, sem recursos da família. Eu nunca vi isso", afirmou o professor Russel Makofsky ao 'NY Times'. Após vencer campeonato estadual, Tani Adewumi joga xadrez em Nova York durante uma gravação para a televisão americana Reprodução/Facebook/Russell Makofsky
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18/03 - 30% das bolsas integrais do Prouni são oferecidas em SP; mensalidades vão de R$ 128 a R$ 10,5 mil
Programa do governo oferece bolsas de estudo de 50% e 100% em universidades privadas. Graduações em medicina lideram lista de cursos mais caros. Bolsas do Prouni chegam a R$ 10,5 mil Reprodução/RBS TV O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferece, no primeiro semestre de 2019, mais de 116.800 bolsas de estudo integrais, que cobrem 100% da mensalidade de universidades privadas. Dessas, 29,73% são oferecidas em instituições de ensino no estado de São Paulo. Analisando o preço de todos os cursos com vagas no Prouni, a capital paulista ocupa os dois extremos. Oferece tanto as bolsas de valor mais alto do país (R$ 10.493,28, em medicina, na Universidade Cidade de São Paulo), quanto mais baixo (R$ 128, em dezenas de curso não-presenciais da Universidade Nove de Julho). Confira o ranking dos cinco cursos mais caros do Brasil que podem ser cursados gratuitamente no Prouni: Bolsas de estudo integrais do Prouni com mensalidades mais altas Sudeste concentra mais bolsas Três dos quatro estados brasileiros com maior número absoluto de bolsas integrais do Prouni estão no Sudeste: São Paulo: 34.744 bolsas integrais Minas Gerais: 11.005 bolsas integrais Paraná: 8.630 bolsas integrais Rio de Janeiro: 7.882 bolsas integrais O ranking muda se considerarmos a porcentagem que as bolsas integrais representam dentre os benefícios oferecidos em cada Estado. No Rio de Janeiro, no total de 7.882 bolsas, 81,88% são integrais e 18,12%, parciais (de 50% da mensalidade). Em seguida, vêm Roraima (81,74% integrais e 18,26% parciais) e Amapá (81,59% integrais e 18,41% parciais). O estado com menor parcela do benefício integral é o Maranhão (14,64% integrais 85,36% parciais). Bolsas parciais em medicina Em mais de 70 vagas do curso de medicina, estudantes com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos (cerca de R$ 3 mil) precisarão pagar mais de R$ 4 mil por mês. Isso porque, com essa remuneração, eles só têm direito a bolsas de estudo parciais, que cobrem metade da mensalidade. São graduações que custam de R$ 8.083,00 (Universidade de Franca, em SP) a R$ 10.493,28 (na Universidade Cidade de São Paulo). Ou seja: aqueles que forem selecionados para bolsas parciais e fizerem a matrícula terão de arcar com parcelas mais altas que a média salarial da família. Bolsas parciais do Prouni de mais de R$ 4 mil Quem pode participar Pelas regras do Prouni, podem participar do programa os candidatos que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, que não tenham um diploma de ensino superior. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda: Bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo Bolsas parciais: renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações: ter cursado o ensino médio completamente em escola pública; ter cursado o ensino médio completamente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral; ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral, e o restante em escola pública; ter alguma deficiência; ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica). Cronograma As inscrições para o Prouni do primeiro semestre já se encerraram - os resultados da lista de espera foram divulgados entre os dias 11 e 13 de março. Se o mesmo esquema dos últimos anos se mantiver, um novo processo seletivo será feito no segundo semestre. Os prazos ainda não foram divulgados.
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18/03 - Como professora brasileira entre 10 melhores do mundo quer revolucionar escola pública
Criadora de projeto de ensino de robótica com sucata, Débora Garofalo está entre 10 finalistas do Global Teacher Prize, principal prêmio mundial da área de educação; em entrevista à BBC News Brasil, apresentou propostas para melhorar educação no país. 'Robótica com Sucata': Débora Garofalo coleta lixo das ruas com os alunos e transforma em soluções para problemas da comunidade Arquivo pessoal Quando criança, Débora Garofalo pediu à mãe uma pequena lousa com giz de presente. Com o brinquedo sempre em mãos, passou a dar aulas aos coleguinhas com dificuldade de aprendizado na escola. Hoje, aos 39 anos, a brasileira que, por opção, sempre lecionou em escolas públicas, está entre os 10 melhores professores do mundo. Garofalo é finalista do Global Teacher Prize 2019, o prêmio internacional mais prestigiado da área da educação. O ganhador será anunciado no dia 24 de março. Ela concorre com professores da Grã-Bretanha, Holanda, Índia, Austrália, Geórgia, Índia, Japão, Argentina, Quênia e EUA. No dia a dia como professora de tecnologias da escola EMEF Almirante Ary Parreiras, na capital paulista, Garofalo agrega à lousa outros instrumentos para ensinar. Pelas mãos dela e de seus alunos, que têm entre 6 e 14 anos, o lixo jogado nas ruas das favelas de São Paulo se transforma em soluções para problemas da comunidade. Garrafas pet, vidro, restos de fiação viram filtro de água, semáforo, máquina de sorvete, e até tecnologia de energia renovável para substituir o gato elétrico em casas da favela. "Coletamos lixo das ruas das comunidades próximas à escola e fizemos um primeiro carrinho movido a balão de ar. Esse carrinho virou febre e, no dia seguinte, tinha criança do lado de fora me esperando com materiais recicláveis querendo fazer o carrinho", disse Garofalo à BBC News Brasil. Assim nasceu o projeto "Robótica com Sucata" - que virou referência no Brasil e ganhou a atenção do mundo. Em quatro anos, mais de 700 kg de lixo foram retirados das ruas pelos estudantes; o resultado da EMEF Almirante Ary Parreiras no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino, subiu de 4.2 para 5.2; e alguns alunos de Garofalo já decidiram que querem ser físicos, engenheiros ou programadores. Em quatro anos, mais de 700 kg de lixo foram retirados das ruas pelos estudantes Arquivo pessoal "Um dos meus primeiros alunos passou agora em física na USP. É um orgulho enorme", conta a professora, que é formada em Letras e Pedagogia. Garofalo diz que, se ganhar o prêmio de US$ 1 milhão daquele é considerado o "Nobel da educação", vai reverter todo o dinheiro na construção de laboratórios de robótica em escolas públicas do país. "E, se eu não ganhar, já fica a lição de que é possível fazer grandes coisas com poucos recursos e que precisamos aprender a inovar", afirma. Em entrevista à BBC News Brasil, ela defende que, para gerar entre os jovens interesse em estudar, as escolas precisam "reinventar" a forma como o conteúdo é repassado. Segundo a professora, as novas gerações não aprendem da mesma maneira que as anteriores, de olho no quadro negro. "A escola precisa ser atrativa e dar sentido prático ao que é ensinado. E os professores devem envolver as crianças na resolução de problemas, torná-las protagonistas do aprendizado. O meu papel é, junto com eles, errar, testar, fazer com que cheguem às conclusões e criem, sem simplesmente entregar a eles as respostas." Se ganhar o prêmio, Garofalo diz que vai reverter todo o dinheiro para construção de laboratórios de robótica em escolas públicas do país Arquivo pessoal Crítica do projeto Escola sem Partido, Garofalo defende que a solução para melhorar a qualidade da educação básica no Brasil "não passa por gastar dinheiro público fiscalizando professor em sala de aula". "Eu acho essa discussão totalmente infundada. Sou professora há 14 anos e nunca vivenciei isso (doutrinamento). Meu papel é fazer com que meus alunos sejam críticos e reflitam sobre diversos assuntos, sem emitir minha opinião pessoal, mas debatendo diversas vozes e opiniões." Veja os principais trechos da entrevista de Garofalo à BBC News Brasil: BBC News Brasil- Como surgiu a ideia de usar lixo para ensinar robótica? Débora Garofalo - Quando comecei a dar aula de tecnologia na escola, vi que muitos dos meus alunos não vinham para a escola em dia de chuva por causa da questão do alagamento ocasionada pelo lixo. E eles diziam que o lixo incomodava, gerava ratos, insetos e doenças, como dengue. Isso começou a me causar inquietação e me gerou uma reflexão. Não adianta falar de robótica, programação, animação se eu não envolver essa questão do lixo que, para eles, é tão importante e fundamental. Eu propus, então, que a gente fosse para a rua e fizesse um percurso. Nesse percurso, era para começarmos a recolher lixo, para ver que tipo de sucata era essa, e tentar reutilizar o material. Criamos, com o que foi coletado, um carrinho movido a balão de ar. E esse primeiro carrinho virou uma febre, porque um começou a contar para o outro. No dia seguinte, tinha criança do lado de fora me esperando com materiais recicláveis querendo fazer o carrinho também. Aí eu pensei: 'acho que a gente encontrou o caminho para estruturar um trabalho de robótica com uma intervenção social, para que as crianças possam sensibilizar a própria comunidade e intervir na própria história.' Aí nasce a proposta de robótica com sucata. No início do projeto, estudantes criavam brinquedos que sempre quiseram ter e não tinham Arquivo pessoal BBC News Brasil - O que vocês conseguiram criar com sucata desde que o projeto foi criado, há quatro anos? Débora Garofalo - Foi um processo evolutivo. No começo, a gente já criou avião, barco, robôs, consoles, máquina de sorvete, máquina de refrigerante, helicóptero, baratinha robótica. Eram brinquedos que eles sempre quiseram ter e não tinham. Depois de um tempo, houve uma mudança de olhar deles. Eles perceberam que poderiam intervir em problemas sociais da comunidade. Temos uma avenida que não tem semáforo, então criamos um semáforo inteligente. Tivemos incêndios dentro da comunidade ocasionados pela questão da irregularidade da energia, então decidimos criar uma casa com energia sustentável, inclusive com temporizador para economia de energia. Temos alunos com necessidades especiais, então fizemos um sensor para as cadeiras deles, para que pudessem ter maior autonomia. Então, a gente vê essa evolução sob outro viés, que é o de realmente atacar os problemas do dia a dia. Eles perceberam que eram capazes de criar soluções com tecnologia, inventividade e criatividade. BBC News Brasil- Há alunos de escolas públicas que não recebem apoio em casa para estudar, precisam acumular responsabilidades, como cuidar de irmãos mais novos, ou até trabalhar para complementar a renda familiar. Como atrair a atenção dessas crianças para a escola? Débora Garofalo - A escola precisa ser reinventada, precisa ser atrativa. Doía no começo, porque meus alunos não se achavam capazes. Eles não sentiam que havia perspectiva. No projeto de robótica, senti uma grande diferença nos alunos mais indisciplinados. Eles passaram a ser os que mais se dedicavam a fazer os protótipos. Houve uma mudança de cultura. A gente precisa trazer a tecnologia como propulsora do aprendizado nas escolas. Esses meninos nasceram nessa era da tecnologia e internet. As escolas ainda têm lousa e giz, mas os alunos aprendem de forma diferente. Ouvir o aluno também é fundamental. O meu trabalho foi construído com base nas vozes deles. A gente sabe que, no mercado hoje, tudo está sendo automatizado. A inteligência artificial já faz parte do nosso dia a dia. Temos sistema de voz no o iPhone, por exemplo. A escola tem que se adaptar a esse novo momento. Não estou exigindo que meus alunos saiam de lá programadores, mas que eles trabalhem na escola o raciocínio lógico, entendam os dados de programação, sejam crítico e reflexivos. BBC News Brasil - É essencial mostrar que a educação na escola pode solucionar problemas reais e que pode ter efeitos práticos imediatos? Débora Garofalo - Sim, o aluno se envolve quando sente que pertence. É possível perceber pela voz dos meus alunos que eles estão envolvidos, eles falam com propriedade do que fizeram para solucionar os problemas. Então, envolver essas crianças na resolução de problemas é fundamental para tirá-las da passividade e levá-las ao centro do processo de aprendizagem. Elas viram protagonistas. Meu papel é mediar esse conhecimento. É errar e testar junto com os alunos, e fazer com que eles cheguem às conclusões sem que eu entregue as respostas. BBC News Brasil - Que dificuldades você vivencia trabalhando em escola pública? Débora Garofalo - Eu sou fruto da escola pública. E é onde eu acreditava que poderia fazer diferença na vida das crianças, mesmo tendo oportunidade de lecionar em escola particular. Mas a realidade de uma escola pública não é fácil. Hoje atuo numa escola cercada por quatro grandes favelas e, antes, trabalhei em outras escolas públicas. Vemos dificuldade de alimentação dos alunos, dificuldade de os pais estarem presentes no processo de ensino, dificuldade de não ter infraestrutura e recursos para desenvolver um trabalho. É importante que a escola e o professor levem em conta a realidade específica da comunidade onde a escola está inserida. 'A escola precisa ser atrativa e dar sentido prático ao que é ensinado', diz Garofalo Arquivo pessoal BBC News Brasil - Quando a gente olha para os países com melhores resultados de ensino, todos têm em comum valorização de seus professores - não só com bons salários, mas também prestígio e oportunidades de crescimento na carreira. Você sente que é valorizada como professora no Brasil? Débora Garofalo - A situação dos professores não é fácil. Existe uma grande desvalorização docente. Não temos incentivos para ser professor no Brasil. O problema já começa na formação. O professor sai da faculdade despreparado para enfrentar a sala de aula. Não há treinamento prático suficiente nos cursos de pedagogia e licenciatura. O meu curso de magistério foi muito melhor que a faculdade. Eu me tornei professora graças ao magistério, não à universidade, porque lá tinha a possibilidade de enfrentar o chão da escola, diferentemente da faculdade (de letras e pedagogia). E a gente também não vê formação continuada para os professores. O professor tem que estudar muito e sempre, porque as coisas mudam - ele precisa dessa atualização. Outro ponto essencial é envolver o professor em políticas públicas de educação. Muitas vezes, essas políticas públicas vêm de cima para baixo. Por fim, temos que valorizar o que o professor já faz nas escolas, porque muitas das soluções para o ensino já existem em alguma sala de aula. BBC News Brasil - Sobre valorizar o que já existe em sala de aula, o que precisaria ser feito? Falta intercâmbio de informações entre instituições? Débora Garofalo - A gente ainda encara a escola como uma ilha. Aqui no Brasil funciona assim. A universidade deveria estar dentro da escola pública, a comunidade também. Eu busco muitas parcerias. Fiz um trabalho sobre cyber bullying e trouxe uma defensora pública do núcleo dos direitos das mulheres para falar sobre os problemas envolvidos em compartilhar fotos íntimas de meninas na internet. Na escola, há muitas crianças que trabalham, então eu fiz um projeto de conscientização sobre trabalho infantil e chamei uma promotora do Ministério do Trabalho para conversar não só com os alunos, mas também com os pais. A gente precisa integrar a escola à sociedade e abrir as portas para fomentar o diálogo. A sucata já foi transformada em filtro de água, semáforo, máquina de sorvete e até tecnologia de energia renovável para substituir o gato elétrico na favela Arquivo pessoal BBC News Brasil - O contato com robótica despertou em alguns alunos interesse em trabalhar com tecnologia e robótica? Débora Garofalo - Um aluno que participou da primeira leva do projeto passou agora em física na USP. Ele está em São Carlos e vai seguir nessa área. Ontem meu aluno Richard disse que quer trabalhar com animação em games, porque o curso de tecnologias na escola despertou esse interesse e ele gostou de programação. Tenho várias meninas que querem ser engenheiras nucleares. Essas crianças não tinham perspectiva e, quando você vê um aluno de escola pública passando na USP, é motivo de muito orgulho, principalmente na comunidade em que estão inseridos. Eu sempre falo que não é o lugar que determina quem eles podem ser, são eles próprios. BBC News Brasil - O Brasil acaba de vivenciar uma tragédia, com dois jovens matando alunos e professores de uma escola pública de Suzano, em SP. Tendo como base sua experiência como professora, você enxerga caminhos para impedir que esse tipo de violência aconteça? Débora Garofalo - Falta um aparato psicológico nas escolas. As escolas não estão preparadas para lidar com isso hoje em dia. E essa proposta de dar armas aos professores eu acho um absurdo. Não vai resolver nada. Só aumenta o massacre. Nós não somos policiais, nossa arma é nossa voz. A gente precisa é investir em políticas públicas e inserir cuidados sócioemocionais nas escolas. É fundamental uma parceria na área da saúde para que haja uma atenção psicológica aos alunos. O crime foi planejado há um ano e meio. A gente não sabe o que ocorreu com esses meninos, mas a gente sabe que algo que pode ser melhor trabalhado nas escolas é a questão sócioemocional. BBC News Brasil - Um dos principais temas em debate hoje no Brasil, quando se fala em educação, é a proposta Escola Sem Partido, que serviria para evitar um suposto doutrinamento nas escolas. Qual a sua opinião sobre isso? Débora Garofalo - Eu acho essa discussão totalmente infundada. É um desperdício com dinheiro público usar recursos da educação para fiscalizar professor. Eu sou professora há 14 anos e nunca vivenciei isso (doutrinamento) em sala de aula. As salas de aula são locais de reflexão. Estou lá para fazer com que meus alunos sejam críticos e reflexivos sobre diversos assuntos, sem emitir minha opinião pessoal, mas debatendo diversas vozes e opiniões. Acho que a gente tem que parar de falar de Escola Sem Partido. Não é só professor que faz a educação. Ele é parte disso, mas toda a sociedade tem responsabilidade e é necessário que todos abracem a sua escola. A única coisa que transforma uma vida é educação e a gente tem que parar com debates infundados e começar a buscar soluções. Temos que investir em alfabetização, em formação dos professores e incluir os professores na elaboração de políticas públicas.
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18/03 - Felicity Huffman e Lori Loughlin são processadas em US$ 500 bilhões em caso de fraude em vestibular, diz site
Segundo o Deadline, uma mãe que viu o filho ser recusado em universidade está irritada com o caso e moveu uma ação contra as atrizes e outros pais envolvidos no suborno. Felicity Huffman e Lori Loughlin são indiciadas por suborno a universidades americanas Divulgação Felicity Huffman e Lori Loughlin vão ter que enfrentar uma ação bilionária no caso de compra de vagas em universidades em que estão sendo acusadas. Mais especificamente no valor de R$ 500 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão). Segundo o site “Deadline”, uma mãe furiosa moveu uma ação contra elas e todos os pais envolvidos no escândalo do caso de fraude em vestibulares nos Estados Unidos. Na última semana, 38 pessoas foram detidas acusadas de envolvimento no caso, incluindo Felicity Huffman e Lori Loughlin. Huffman foi liberada durante a madrugada de quarta (13) após pagar fiança de US$ 250 mil (R$ 950 mil), segundo o TMZ. A atriz é suspeita de disfarçar como caridade um pagamento de US$ 15 mil no esquema de suborno. Já Loughlin e o marido, o designer Mossimo Giannulli, são acusados de pagar US$ 500 mil à Universidade do Sul da Califórnia em troca de ter suas duas filhas designadas como recrutas em uma equipe esportiva da universidade, apesar de não participarem do time. “Joshua se candidatou para uma das faculdades onde o suborno ocorreu e não conseguiu ingressar. Joshua e eu acreditávamos que ele tinha uma boa chance, assim como muitos outros candidatos, mas ele não passou por algum motivo não revelado", relatou a ex-professora Jennifer Kay Toy, mãe de um garoto que tentou ingressar na universidade e não foi aceito, segundo informou o Deadline. Diferente do vestibular brasileiro, para conseguir uma vaga em uma universidade norte-americana é preciso passar pelo “application”, que é um processo que inclui provas, cartas de recomendação e uma análise abrangente do candidato. Ainda segundo o site, a ação coletiva não é apenas contra as duas atrizes, mas todos os outros 30 pais e indiciados nesta semana na operação. Caso de fraude em universidades nos EUA Ao todo, há 50 indiciados, entre artistas, líderes empresariais, técnicos de grandes universidades e administradores de testes. As instituições incluem Yale, Stanford, Universidade do Texas, Universidade da Califórnia e Universidade do Sul da Califórnia. Os indiciados podem ser condenados a até 20 anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos. Durante coletiva de imprensa, o promotor federal de Massachusetts, Andrew Lelling, disse que não pode haver um sistema de admissão diferente para pessoas ricas. "Não pode haver um sistema judicial diferente para eles também. Estes pais eram um catálogo de riqueza e privilégio. Incluem, por exemplo, presidentes de empresas públicas e privadas, bem-sucedidos investidores imobiliários e de valores, duas atrizes conhecidas, um estilista famoso e o diretor de um escritório de advocacia mundial", disse o promotor. A polícia descobriu o golpe depois de encontrar um empresário da Califórnia que conduzia operações para ajudar os alunos a entrarem nas universidades. O FBI, departamento federal de investigação americano, teria gravado telefonemas nos quais Loughlin e Huffman conversaram sobre o esquema com uma testemunha que estava cooperando com as autoridades.
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18/03 - As medidas adotadas nos EUA para combater massacres em escolas
Convivendo há décadas com massacres em escolas, EUA aumentaram aparato de segurança destes locais; mas, para especialistas, é preciso também prevenir situações de risco. Os EUA convivem há décadas com ataques em escolas AFP Autoridades e especialistas norte-americanos enfrentam há décadas o desafio de tentar impedir massacres como o ocorrido semana passada na escola Raul Brasil, em Suzano (SP). A tragédia paulista deixou dez mortos (entre eles os dois atiradores) e 11 feridos. Em 1966, por exemplo, um estudante da Universidade do Texas matou 18 pessoas antes de ser baleado pela polícia. Mas o que os EUA estão fazendo hoje para tentar evitar este tipo de ataque? É possível prevenir tragédias como a do tiroteio na escola de Suzano? Cada tragédia costuma ser seguida por semanas de discussões, em que um lado apela por restrições ao acesso a armas de fogo como forma de impedir novos ataques e, o outro, defende que a solução seria aumentar ainda mais a presença de armas. Enquanto isso, muitas escolas americanas vêm reforçando sua segurança, com a instalação de detectores de metais, portas reforçadas, software de reconhecimento facial, coletes, mochilas e até lousas à prova de bala. Apoio psicológico pode ajudar vítimas de traumas como o do massacre em Suzano Flores em homenagem às vítimas do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano Glauco Araújo/G1 Segundo a consultoria IHS Markit, o mercado de equipamentos e serviços de segurança para o setor de educação nos Estados Unidos movimentou US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões) em 2017. A proporção de escolas usando sistemas de câmeras de segurança passou de 20% em 1999 para mais de 70% em 2013. Mas apesar dos esforços, o país ainda não conseguiu reduzir o número de ataques. Não há dados oficiais e nem uma definição precisa sobre o que pode ser considerado um ataque (com divergências sobre número de mortos ou feridos, se ocorreu em horário de aula ou não, etc.), mas um levantamento da publicação especializada em educação Education Weekly registrou 23 casos com 113 mortos e feridos em escolas americanas em 2018. "Apesar dos avanços no nível de segurança utilizado nas dependências escolares, o número de tiroteios nas escolas permaneceu relativamente constante nos últimos 30 anos", diz o relatório da IHS Markit. Massacre de Columbine, nos EUA, completa 20 anos em abril; relembre Professores armados Também são comuns nas escolas americanas exercícios de simulação de tiroteios, em que alunos e professores praticam rotas de fuga e medidas como trancar portas de salas de aula com cadeiras ou mesas. Depois do ataque a tiros que deixou 17 mortos em uma escola em Parkland, na Flórida, em fevereiro do ano passado, o presidente Donald Trump sugeriu armar e treinar professores para que pudessem reagir a esses incidentes. A ideia foi recebida com resistência por associações de professores, que argumentam que esses profissionais já têm uma carga enorme de responsabilidades e, além disso, mesmo com treinamento, poderiam acabar ferindo estudantes por acidente. Os opositores da ideia observam que mesmo policiais altamente treinados cometem erros em situações que exigem ação rápida. Mas apesar da resistência, em pelo menos 14 estados americanos a prática de armar professores e funcionários já é adotada por algumas escolas e distritos escolares, principalmente em zonas rurais, onde a polícia levaria mais tempo até chegar ao local de um suposto ataque. As regras variam em cada estado e em cada distrito escolar. A participação não é obrigatória, mas professores e funcionários que manifestam interesse recebem treinamento, que costuma ser em torno de 80 horas, e podem então portar armas ou ter acesso fácil a armas guardadas nas dependências escolares. Não há avaliação oficial dos resultados dessas iniciativas. No Texas, por exemplo, defensores da ideia ressaltam o fato de que não há registro de acidentes e afirmam que sua experiência pode servir de modelo para outros Estados. Por outro lado, opositores dessas medidas salientam que muitas escolas alvo de massacres já tinham sistemas robustos de segurança e guardas armados em suas dependências, o que não impediu o ataque. Em 2012, 26 pessoas foram mortas na escola Sandy Hook, nos EUA Michelle McLoughlin/Reuters Prevenir, e não apenas reagir Poucos os dias após a tragédia em Parkland, um grupo de especialistas renomados no estudo de massacres do tipo apresentou uma proposta para combater a violência nas escolas americanas. Segundo eles, aumentar a parafernália de segurança e armar professores e funcionários não impede novos ataques, e a solução passa por medidas amplas para prevenir, e não simplesmente reagir a esses episódios. "Tornar as escolas parecidas com prisões tende a ter um impacto negativo no longo prazo", disse à BBC News Brasil um dos autores, o especialista em violência em escolas e bullying Ron Avi Astor, professor da University of Southern California (Universidade do Sul da Califórnia), em Los Angeles. O documento, intitulado "Call for Action to Prevent Gun Violence in the USA" ("Chamado para Ação para Prevenir Violência com Armas em Escolas dos EUA", em tradução livre), reúne assinaturas de mais de 4,4 mil especialistas e 200 universidades, grupos de educação e saúde mental. Segundo Astor e os outros autores da proposta, décadas de pesquisas sobre esse tipo de violência indicam que colocar mais armas nas escolas pode ter impacto negativo na assiduidade, desempenho acadêmico e nos relacionamentos e deixar alunos e professores com sensação de insegurança. Em vez disso, dizem que o ideal é garantir que as dependências escolares estejam livres de armas e educar os estudantes e professores para reconhecer ameaças. Também pedem que sejam proibidas armas de uso militar, às quais muitos civis nos Estados Unidos têm acesso, e reforçadas medidas de checagem de antecedentes para compradores de armas. "Apesar de medidas de segurança serem importantes, o foco em simplesmente se preparar para um ataque não é suficiente", diz o documento. "A prevenção engloba mais do que medidas de segurança e começa bem antes de um atirador chegar à escola. É preciso uma abordagem ampla de saúde pública para lidar com a violência por armas, que seja baseada em evidência científica e livre de posições partidárias." Sinais de alerta Astor enumera sinais de alerta comuns nos autores desses ataques e que, quando detectados, podem ajudar as autoridades a intervir mais rapidamente. Um deles é manifestar obsessão por armas e massacres anteriores e reunir um arsenal. O outro é mencionar planos a familiares, amigos ou nas redes sociais. "Os autores desses ataques não costumam manter segredo. Mas muitas vezes as pessoas ouvem e pensam que eles estão brincando, que não estão falando sério", ressalta. Ele também salienta que esses episódios costumam ser tratados simplesmente como homicídio, mas que quase sempre são casos de suicídio, nos quais os autores também matam outras pessoas, muitas vezes em busca de fama. "Temos métodos de detectar (potenciais) suicidas, mas geralmente não são usados nesses assassinatos em massa", lamenta. "É uma combinação de todos esses fatores, é muito mais complexo do que simplesmente uma questão de saúde mental ou de acesso a armas", diz. Para Astor e outros especialistas, é preciso criar um ambiente em que os alunos tenham confiança nos adultos da escola e sintam-se seguros para relatar casos de armas nas dependências escolares ou comportamentos ameaçadores. Serviço Secreto No ano passado, o Serviço Secreto dos Estados Unidos também divulgou um relatório com recomendações que incluem a criação de equipes de avaliação de riscos nas escolas, compostas por profissionais de educação, saúde mental e policiais. Segundo o Serviço Secreto, na maioria dos ataques em escolas do país, alguns estudantes sabiam dos planos dos atiradores e haviam manifestado preocupação com seu comportamento. A orientação é criar um clima positivo em que os estudantes sintam que podem falar de suas preocupações e oferecer canais que facilitem o relato dessas ameaças, seja pessoalmente, por telefone, aplicativo de celular ou online. Mas também é necessário que professores e funcionários tenham orientações claras sobre como reagir a esses relatos. Uma recomendação é que as escolas criem equipes compostas por diretor, conselheiros, assistentes sociais, psicólogos e guardas escolares para conversar com testemunhas e avaliar a gravidade da ameaça. Dependendo do grau da ameaça, o indivíduo pode ser encaminhado a aconselhamento informal ou terapia. Em casos mais graves, em que há risco iminente, a polícia pode ser envolvida. Em sua proposta, os especialistas em violência dizem que essas equipes nas escolas devem atuar em conjunto com os serviços de saúde mental da comunidade para dar apoio a pessoas que estejam enfrentando dificuldades e tenham risco de cometer violência. Em caso de expulsão da escola, esses indivíduos devem continuar sendo monitorados e recebendo apoio. Astor lembra que, apesar de trágicos, massacres em escolas são raros, mesmo nos Estados Unidos. "Há muito mais ataques em restaurantes, cinemas, shoppings, até em correios. E não estamos transformando esses locais em prisões (com excesso de equipamentos de segurança e funcionários armados)", diz. Initial plugin text
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17/03 - Curso da USP estimula mulheres a participar do desenvolvimento de aplicativos em São Carlos
Objetivo é incentivar interesse na área de exatas, já que elas ainda são minoria em cursos de ciências da computação. 80% das meninas inscritas são da rede pública de ensino. Curso da USP ensina desenvolvimento de aplicativos para meninas Um curso de verão da Universidade de São Paulo (USP) estimula a participação das mulheres no desenvolvimento de aplicativos em São Carlos (SP). No curso, que já está com vagas esgotadas, 80% das meninas inscritas são da rede pública de ensino. Ele é realizado uma vez por semana e termina em abril. Technovation for Girls O projeto Technovation for Girls foi criado pela USP para estimular o interesse de mulheres pela área de exatas, já que elas ainda são minoria em cursos de ciências da computação. Nos últimos cinco anos, apenas 9% dos alunos formados no curso de computação da USP em São Carlos eram mulheres. No curso de sistemas de informação, pouco mais de 10%, e esses dados não são exclusivos do Brasil. Nos livros didáticos os nomes mais conhecidos e estudados são de homens e há a ideia enraizada de que as mulheres não fazem parte desse universo e que computador, números e games não são coisas para mulher, mas o curso foi desenvolvido para provar que ciências exatas é lugar de mulher sim. “Não importa o gênero que você tenha porque a gente vive em um mundo muito machista e agora no século 21 estamos conseguindo mudar esse mundo”, disse a estudante Ana Laura. São cinco encontros aos sábados onde as meninas aprendem a desenvolver os aplicativos, um trabalho que precisa de várias etapas. “Antes de você chegar na parte do código em si, que é aquela parte que você tem que entender muito de matemática, lógica e programação, tem toda uma parte de ideias que todo mundo pode participar”, explicou a orientadora de design Jaqueline Santos Martins. Curso de Verão da USP estimula a participação das mulheres no desenvolvimento de aplicativos em São Carlos Ely Venâncio/EPTV Desenvolvimento São formados vários grupos com cinco integrantes em cada e as meninas estão na etapa em que discutem ideias sobre o que será o aplicativo que vão desenvolver. O grupo da estudante Adrieli Raiana Machado Pereira, de 10 anos, sugeriu vários temas como brigas na escola, abuso sexual, bullying, mas o tema que ganhou foi adoção de animais. “É um negócio mais desenvolvido porque tem vários animais na rua, mas tem gente que compra animais por R$ 3 mil e vários cachorros ficam na rua sem ter um lar, comida e abrigo”, explicou a estudante. Já o grupo da estudante Karine Beatriz Torres, de 14 anos, escolheu desenvolver um aplicativo sobre segurança. “Se uma pessoa está sentindo que alguém está seguindo ela, ela vai acionar um botão de pânico no celular, discretamente, e isso fará que a polícia seja acionada para ajudar”. As meninas, inclusive, escolheram o nome do aplicativo. “SOS Mulheres. Para ajudar as mulheres que sofrem abuso e mostrar que elas não estão sozinhas”, disse a estudante Isabele Amábile Rigo. Objetivo do Curso de Verão da USP é estimular o interesse de mulheres pela área da exatas em São Carlos Ely Venâncio/EPTV Escolhas A professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos Kalinka Castelo Branco quer que as meninas sigam o caminho que elas escolherem, mas sabe que nem sempre é fácil. “A gente tem que enfrentar vários preconceitos, às vezes de colega, tanto homens como mulheres que acreditam que a mulher é submissa e que deve obedecer ao comando do homem e não é isso. A mulher tem total condição de fazer tudo aquilo que o homem faz, claro que com o pensamento dela, forma dela agir, mas em pé de igualdade”, explicou a professora. Se ao chegar próximo do período dos vestibulares, as meninas participantes do projeto optarem por outra área não haverá problema, pois o importante é que o motivo da escolha não seja por se sentirem incapazes. “Eu gosto de mexer com bicho, [cursarei] veterinária com toda certeza. Acredito que sou capaz de chegar onde eu quero”, disse a estudante Vitória Tobias Paris. Meninas discutem ideias de temas para o desenvolvimento de um aplicativo no Curso de Verão da USP em São Carlos Ely Venâncio/EPTV Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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17/03 - Unicamp: reitor diz que 2 foram denunciados por fraude em cotas e comissão permanente é avaliada
Universidade criou grupo provisório nesta semana para apurar possíveis irregularidades após vestibular 2019. Knobel diz que trabalhos de outras instituições serão usados como referências. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel Antonio Scarpinetti O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, confirmou que duas pessoas aprovadas no vestibular 2019 e que optaram pelo uso cotas étnico-raciais foram denunciadas à universidade por suposta fraude no benefício. Em entrevista ao G1, ele explicou que os relatos teriam sido recebidos pela ouvidoria da instituição e que a criação de um grupo permanente para apurar possíveis casos irregulares deve ser discutida na próxima reunião do Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação. Nesta semana, uma comissão provisória formada por quatro professores foi instituída para verificar as denúncias do processo seletivo concluído em janeiro. A finalização deve ocorrer em 60 dias. "É uma situação que naturalmente a gente quer evitar fraude, mas infelizmente é algo que ainda acontece e temos que evitar ao máximo que ocorra", diz Knobel. Beneficiados por cotas Total: 959 Vestibular (tradicional): 682 Vagas via Enem: 277 Observação: resultado atualizado até a 5ª chamada do vestibular; Novos formatos elevam nº de pretos e pardos aprovados Ele mencionou que a universidade, durante as investigações, deve usar como referência trabalhos já realizados por outras instituições de ensino. Entre elas está a Unesp, que confirmou as expulsões de 27 alunos que se autodeclararam negros ou pardos e conquistaram vaga por meio do sistema de cotas, após comissão interna da instituição considerar as autodeclarações inválidas. "É uma comissão independente, vai usar todos os critérios e experiências que já foram feitas em outras universidades do país. A Unesp é um caso, mas há [referências] de vários lugares", conta o reitor da Unicamp ao lembrar, de forma categórica, que o trabalho será feito de forma cuidadosa. Entre os integrantes estão os docentes Ana Maria Figueiredo de Almeida (Faculdade de Educação), Everardo Magalhães Carneiro (Instituto de Biologia), Lucilene Reginaldo (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) e Mário Augusto Medeiros da Silva (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas). Comissão permanente Knobel falou ainda que a criação de uma comissão permanente para investigar eventuais denúncias, nos próximos exames, está em discussão na universidade. Segundo ele, há possibilidade de efetivação da medida na próxima reunião do Consu, em 26 de março. "Há uma proposta específica para uma Diretoria Executiva de Direitos Humanos e dentro dela terá uma Comissão Permanente da Diversidade", ressalta. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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16/03 - Ministro do STF nega pedido da ABNT para cobrar direitos autorais por normas técnicas
Instâncias inferiores consideraram que lei impede direito autoral em normas gerais. Para o relator, não cabe ao STF analisar o recurso por não envolver questão constitucional. O ministro Celso de Mello durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) Rosinei Coutinho/SCO/STF O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que tentava cobrar direitos autorais pela impressão, por outras empresas, de materiais com normas técnicas da entidade. Segundo o ministro, em decisão publicada nesta sexta-feira (15), não cabe ao STF analisar o recurso por não envolver questão constitucional. A ABNT acionou o Supremo diante de decisões das instâncias inferiores que negaram o direito da cobrança por conta de impressos com normas técnicas. No caso específico, a ABNT tentou cobrar R$ 109 mil de uma empresa de engenharia que usou as regras em impressos. A entidade alegou que a definição de normas técnicas exige estudos técnicos e e acadêmicos para fixação das regras corretas. E que, nas atividades intelectuais, são garantidos direitos autorais. Primeira e segunda instâncias, além do Superior Tribunal de Justiça (STJ), consideraram que as normas técnicas são debatidas em comissões de especialistas e são normas de abrangência coletiva, que afetam toda a sociedade. E que não se questiona a presteza do serviço da ABNT, mas que isso não autoriza a cobrança de direitos autorais. O principal ponto das decisões foi de que a lei que delimita regras sobre o tema não permite direito autoral para ideias, procedimentos normativos, métodos ou conceitos matemáticos. Questão constitucional Ao analisar o recurso da ABNT, Celso de Mello considerou que o Supremo só poderia atuar se as decisões das instâncias inferiores afrontassem a Constituição. E destacou que os outros tribunais se basearam na lei sobre direitos autorais. "É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que a boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade", decidiu o decano no tribunal. Ele ainda aumento multa imposta à entidade como verbas honorárias. O escritório Caputo, Barbosa & Zveiter, que atuou no caso em defesa da empresa de engenharia, afirmou em nota que a ABNT deve cumprir a lei. "Se a lei exclui da proteção dos direitos autorais os procedimentos normativos e atos oficiais, o fato de serem provenientes da ABNT não importa na conclusão de que nesse caso tenha havido criação de espírito na atividade estatal de normalização", afirmou o advogado Terence Zveiter.
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16/03 - Driblando preconceito, farmacêutica trans defende educação como caminho: 'Competência gera respeito'
Formada em pedagogia, Jack Santos acabou abandonando as salas de aula. Casada e mãe de três filhos, encontrou na área de saúde um novo caminho. Formada em pedagogia, Jack Santos encontrou na área de saúde caminho para vencer preconceito Aldo Carneiro/Pernambuco Press O preconceito sofrido na sala de aula, quando lecionava para crianças, não permitiu que Jack Santos, de 36 anos, desistisse do sonho de ter uma carreira. Casada e mãe de três filhos, foi também em um ambiente escolar que se redescobriu como profissional. Em 2018, se formou na segunda graduação e, além de pedagoga, se torna a primeira farmacêutica transsexual de Pernambuco, segundo o Conselho Regional de Farmácia. "Sei que competência gera respeito", afirma Jack, que defende a educação como caminho para transexuais e travestis conseguirem superar os desafios da aceitação. Os filhos, que têm entre 5 e 8 anos, e o marido, a ajudaram a ter forças para lutar e enfrentar o preconceito. Formada em pedagogia, Jack dava aula para crianças em uma escola. Porém, reclamações dos responsáveis pelos alunos, que não a entendiam e criticavam a identidade de gênero da professora, fizeram com que o contrato não fosse renovado, explica. “As crianças me viam com amor, mas os pais sexualizavam tudo o que eu fazia”, recorda. Jack Santos superou preconceitos e defende estudo como caminho para mulheres e homens trans Aldo Carneiro/Pernambuco Press Ao mesmo tempo, na farmácia em que também trabalhava, por ter curso técnico na área e em enfermagem, o cenário era diferente. “As pessoas me recebiam muito bem nos hospitais e eu sentia que deixava uma sementinha em cada lugar que passava”, diz. Com a área da educação mais fechada, Jack resolveu focar o futuro profissional em uma nova graduação: farmácia. O preconceito sofrido não foi visto como novidade para Jack, que o enxerga como uma prova de fogo e, ao mesmo tempo, estímulo para atestar a própria capacidade. “Na sala de aula ou no laboratório, sempre tive que mostrar minhas habilidades de forma mais enfática do que uma pessoa que não é trans. Por outro lado, sei que competência e experiência geram respeito”, afirma. No mercado farmacêutico, Jack Santos encontrou acolhimento e definiu carreira profissional. Aldo Carneiro/Pernambuco Press Ainda nos estudos, “Atenção farmacêutica e cuidado a pessoas transgênero” foi o tema de seu trabalho de conclusão de curso, bandeira que levou para a vida profissional. Efetivada em um hospital da cidade do Recife, Jack agora espera ver outras pessoas trans conseguirem realizar seus sonhos. “Chamo travestis e trans para estudar e que não tenham medo das pessoas recriminarem e jogarem pedra, literalmente. Não podemos desistir no meio do caminho, é possível ir adiante”, diz. Após a formatura, Jack Santos foi efetivada e trabalha em um hospital da cidade do Recife. Aldo Carneiro/Pernambuco Press
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16/03 - Pressão por saída de Vélez vai de ala militar a política e cria impasse no DEM
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, durante a posse do novo presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, em janeiro deste ano Marcelo Camargo/Agência Brasil Oficialmente, o governo nega a intenção de demitir o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. Tampouco admite a fragilidade dele no cargo. Pelo contrário. Apesar da defesa pública de Vélez, nos bastidores, a pressão pela troca do ministro, que coleciona polêmicas, também coleciona novas adesões. De ministros da ala militar a parlamentares da base aliada, Vélez é descrito como um ministro na prorrogação. O impasse estaria em definir quem seria o substituto. Dos argumentos contrários a Vélez colhidos pelo blog, até a defesa de que o presidente deveria ter escolhido um ministro brasileiro entrou nas rodas de conversas desta semana. Além da conhecida briga de poder na pasta – Olavo de Carvalho versus ala militar – um novo imbróglio ganhou a semana: é o impasse sobre o eventual substituto de Vélez. De um lado, há a defesa para que seja um nome do DEM – partido que já tem três ministros, além do presidente da Câmara e do Senado. Um dos nomes costurados para o MEC é o de Mendonça Filho, que ocupou o cargo no governo Temer. O problema: dentro do próprio DEM, há dúvidas se o partido deveria trabalhar por Mendonça. Motivo? Diferentemente de Tereza Cristina e Luiz Mandetta, Mendonça representaria a cúpula, a própria “cozinha” do DEM dentro do Planalto. Em outras palavras: o discurso de que a escolha dos ministros do DEM são, na verdade, escolhas pessoais do presidente Bolsonaro não vale para Mendonça. Ele é unha e carne com o presidente do partido, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - dois personagens que não cansam de repetir que o DEM é independente. Com Mendonça, o discurso não colaria, o que significa que o DEM entraria de corpo e alma no governo. Somado a isso, o partido ainda sente os traumas de ter mergulhado no governo de Michel Temer e, diante da crise ética que se instalou, ter sofrido derrota nas urnas – caso do próprio Mendonça. Por isso, lideranças do partido ouvidas pelo blog afirmam que uma adesão mais orgânica do DEM ao governo Bolsonaro só acontecerá se o presidente der o cargo e o poder de decisão ao eventual indicado. Oficialmente, no entanto, políticos afirmam que não houve nenhum aceno do Planalto a Mendonça. E que trata-se de uma defesa de grupos do DEM e de alguns ministros, que têm a expectativa de que o assunto MEC seja tratado no encontro deste sábado entre Bolsonaro e Maia. Além de Mendonça, parlamentares afirmaram ao blog que há uma ala política que defende o nome de Anderson Correia, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para o MEC. Mas, claro, falta combinar com o presidente Bolsonaro – que é quem bate o martelo das nomeações e que, segundo o ministro da Casa Civil, mantém confiança absoluta em Vélez e não vai demiti-lo. Editoria de Arte / G1
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16/03 - Plano Nacional de Educação é o 'destino', mas Brasil ainda não tem 'roteiro' para chegar lá, dizem especialistas
Plano, que chega à metade da vigência em 2019, 'resume' tarefas do MEC e das secretarias estaduais e municipais, segundo eles. Foto de 2014 mostra o momento em que deputados comemoram aprovação final do Plano Nacional de Educação, proposta do Executivo que tramitava desde 2010 no Legislativo Gustavo Lima/Câmara Com vigência de uma década, o Plano Nacional de Educação (PNE) chega à metade de sua validade em junho deste ano. O Brasil, porém, tem descumprido boa parte das metas que já passaram do prazo e, segundo o avanço percebido pelo monitoramento anual feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), provavelmente não vai conseguir cumprir as metas que vencem em 2024. Compare as prioridades do MEC e as metas do PNE Aprovado com unanimidade no Congresso Nacional em 2014, depois de quatro anos de discussões, ele estipula 20 metas para os governos federal, estaduais e municipais em todas as etapas de ensino, além de na formação de professores e no financiamento da educação pública. Segundo três especialistas ouvidos pelo G1, ele resume as prioridades que todos os governos devem seguir para que o Brasil possa combater os problemas de aprendizagem nas escolas brasileiras. No monitoramento mais recente, divulgado pelo Inep em 2018, o Brasil só tinha uma meta alcançada em 20, e risco de estagnação e descumprimento. "Pactuou-se no PNE onde se quer chegar, mas o roteiro para chegar lá ainda não foi apresentado. Aí está a oportunidade para o atual governo", afirmou Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Movimento Todos pela Educação. Prioridades do novo governo No fim de fevereiro, o novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, apresentou, em audiência no Senado Federal, uma lista de sete pontos que sua gestão considera prioritários: Política nacional de alfabetização Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Educação básica, com foco da renovação do Fundeb Novo ensino médio, com foco no ensino profissionalizante Escola cívico-militar Educação especial, com foco na formação de intérpretes de Libras Formação de professores Apesar de não ter citado o PNE, cinco dos sete pontos listados por ele abordam de alguma forma alguma das 20 metas. O ministro da Educação apresentou, no fim de fevereiro, uma lista com sete prioridades do Ministério da Educação Reprodução/JN Segundo Nogueira Filho, do Todos pela Educação, a lista de prioridades é, de modo geral, positiva. "Com exceção da temática sobre escolas cívico-militares, os pontos destacados encontram importante respaldo nas evidências sobre o que precisa ser foco da discussão para termos uma educação de melhor qualidade em escala e para todos", explicou ele. "Relevante também o indicativo sobre a intenção de dar continuidade a algumas questões centrais que o país conseguiu avançar recentemente, como a Base Nacional Comum Curricular e o processo de modernização do ensino médio." Por outro lado, ele afirmou que falta clareza e substância nos compromissos anunciados por Vélez. "Falou-se muito pouco sobre quais estratégias serão avançadas para enfrentar os desafios indicados, e, em vários momentos, o diagnóstico feito foi altamente genérico e impreciso. É por esses motivos que fica a impressão de que o Ministério da Educação ainda não tem, de fato, uma agenda de ação efetiva para mudar o cenário da educação brasileira", afirmou Olavo Nogueira Filho. "Seguindo assim, desperdiçaremos uma fundamental janela de oportunidade que o início de um mandato governamental traz. Perderão as crianças e jovens brasileiros e perderá o Brasil." Bônus populacional Edward Madureira, reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e vice-presidente da Andifes, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, afirma que o centro de toda a discussão em torno da educação é justamente como tirar o PNE do papel. "É sem dúvida o grande desafio", disse. "Quando a gente vê os dados da projeção da distribuição da pirâmide populacional brasileira, em termos de faixa etária, a gente vê que o Brasil está diante dos últimos momentos do bônus populacional, que é ter uma quantidade de jovens substancialmente maior que a quantidade de adultos e idosos." Para Madureira, garantir que essa geração de jovens seja devidamente educada e treinada vai garantir ganhos no futuro, como mão-de-obra qualidade e um peso menor na previdência, que deve ser o grande problema social brasileiro daqui a uns anos. O Movimento Todos pela Educação também listou sete medidas prioritárias para a área, sendo 4 estruturantes e 3 específicas por etapa: "As estruturantes são: criação de um sistema de cooperação federativa, novo Fundeb mais redistributivo, continuidade na implementação da Base Nacional Comum Curricular e mudanças profundas na carreira docente. E as especificas por etapa seriam: abordagem intersetorial para a primeira infância, nova política nacional de alfabetização que se inspire nos estados que mostraram ótimos resultados nos últimos anos e efetivação da reforma do ensino médio", afirmou Nogueira Filho. "Sem que a gente avance consistentemente e de maneira coordenada pelo menos nessas frentes, será muito difícil esperarmos grandes resultados no futuro breve." Para ele, não há solução única ou mágica. "É o efeito da interação entre diferentes medidas que consegue produzir impacto substancial." Luiz Roberto Liza Curi, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), afirma que "é relevante considerar a oferta da educação de qualidade como um direito prioritário", afirmou. Ele diz que isso inclui ampliar o acesso e combater a evasão escolar, "mas, especialmente, combater a evasão do aprendizado como direito assegurado à inclusão, à cultura e ao emprego". Curi disse que, depois da troca de governo, o CNE já recebeu a presença do ministro e de seu secretário-executivo nas duas reuniões realizadas pelos conselheiros, e que o CNE está articulando com a Secretaria de Educação Básica do MEC o diálogo sobre a Base Nacional de Formação de Professores – o MEC anunciou, em fevereiro, que vai analisar a proposta entregue ao CNE em dezembro pelo governo Temer. Ensino básico x ensino superior Madureira, vice-presidente da Andifes, afirmou que os dirigentes da associação também já se reuniram com o novo ministro, Vélez chegou a citar, na audiência com senadores, a grande capilaridade da rede de institutos federais que, segundo o reitor da UFG, foi apresentada no primeiro encontro com ele. "A rede federal, com seus mais de 600 campi pelo Brasil, pode ser indutora de um ensino médio vocacionado para a produção de tecnologia, atendendo as reais demandas do setor produtivo e da sociedade", defendeu o ministro no Senado. Madureira, porém, discorda de outro argumento que já constava no programa de campanha de Jair Bolsonaro, e que Vélez repetiu no Congresso nesta semana: "Precisamos inverter o triângulo da educação. Hoje o ensino superior tem precedência orçamentária sobre a educação básica. Isso precisa mudar", disse o ministro. "A gente não pode se esquecer de que a própria Constituição Federal traz as responsabilidades dos diferentes entes federados em relação às etapas da educação. E a educação superior é de responsabilidade do governo federal. A básica é dos municípios, e a outra etapa da educação básica é dos estados", afirmou o vice-presidente da Andifes. "A educação não pode ser fatiada", disse ele. "Se não tem educação superior adequada, não tem formação de professores adequada e não tem educação básica adequada." Alfabetização como prioridade Nogueira Filho, diretor do Todos pela Educação, porém, vê com bons olhos os indícios da nova gestão de que priorizará o ensino básico, da alfabetização e da descentralização da atuação do MEC. "No entanto, ainda são muito tímidas as sinalizações sobre os planos do MEC para levar a cabo essas premissas e, mais do que isso, para efetivamente reverter o grave cenário de aprendizagem que assola o país", afirmou ele, lembrando que os itens referentes à educação que foram incluídos nas 35 metas do governo Bolsonaro para os 100 primeiros dias de governo tratam de "de temas absolutamente periféricos, quando olhamos para o que as evidências nos informam".
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16/03 - Metas na educação: veja comparativo das 7 prioridades do MEC com ações obrigatórias previstas na lei do PNE
No fim de fevereiro, o ministro da Educação apresentou os sete pontos prioritários de sua gestão, que incluem uma nova política de alfabetização, mais disciplina na sala de aula e formação de mais intérpretes de Libras. Sob o comando do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Educação afirma que vai focar sua atuação em sete pontos prioritários. A lista foi apresentada pela primeira vez pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez a senadores no fim de fevereiro. Dos sete pontos, cinco abordam especificamente uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), consideradas por especialistas como a prioridade para a melhoria do ensino no país. ANÁLISE: Para especialistas, foco do MEC deve ser o PNE Na audiência no Senado, o ministro não citou o plano em seu discurso e não chegou a responder às perguntas feitas por senadores e internautas durante a audiência a respeito do PNE – outras perguntas também ficaram sem resposta devido à falta de tempo. O G1 também tentou entrevistar o ministro, e encaminhou perguntas por e-mail em 13 de fevereiro. As duas perguntas que mencionavam o PNE ficaram sem resposta – o MEC afirmou que estava "aguardando o levantamento das informações que está sendo feito pelas áreas técnicas", mas não apresentou prazo para respondê-las. O que é o PNE? O Plano Nacional de Educação (PNE) é uma lei de nível federal que foi aprovada em junho de 2014 por unanimidade no Congresso Nacional e à qual a União, os estados e municípios precisam cumprir; Ele tem duração de 10 anos e 20 metas para a educação, desde o ensino infantil até o superior; Algumas metas mais prioritárias já passaram do prazo, enquanto outras só precisam ser cumpridas em junho de 2024; O órgão responsável por acompanhar o cumprimento das metas é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), uma autarquia do próprio MEC; Porém, até junho de 2018, o Brasil só havia alcançado uma das 20 metas e, segundo especialistas, o ritmo dos últimos anos mostram que a probabilidade de atingir as demais é cada vez menor. Veja abaixo os sete pontos prioritários na ordem em que foram apresentados pelo ministro Vélez aos senadores, e leia a seguir o que disse o ministro sobre cada uma delas no Senado e na entrevista ao G1, além do que consta nas metas do PNE. Política nacional de alfabetização Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Educação básica, com foco da renovação do Fundeb Novo ensino médio, com foco no ensino profissionalizante Escola cívico-militar Educação especial, com foco na formação de intérpretes de Libras Formação de professores Dessas prioridades, a alfabetização, o Fundeb entre as fontes de financiamento da educação, o ensino profissionalizante, a educação especial e a formação de professores estão contempladas no PNE. 1) Política nacional de alfabetização O QUE DISSE O MINISTRO: Vélez Rodríguez disse aos senadores que a alfabetização "é a cesta básica da educação" e ressaltou que os "índices muito ruins de alfabetização" do Brasil não têm como principal motivo a falta de acesso às escolas. "É um problema complexo que exige enfrentamentos em diferentes frentes. Tanto é que criei uma secretaria específica para a questão da alfabetização", afirmou ele. O novo ministro citou ainda dois relatórios da Câmara dos Deputados, de 2003 e 2007, que, segundo ele, concluíram que "as políticas e práticas de alfabetização, bem como a formação dos professores alfabetizadores, não acompanhavam o processo científico e metodológico que nas últimas décadas do século 20 ocorreu no campo do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita". Vélez Rodríguez disse que seu plano é evitar que isso aconteça. "A Política Nacional de Alfabetização terá em alta consideração as evidências e os critérios da ciência cognitiva da leitura." Nesta sexta-feira (15), em um comunicado, o MEC afirmou que um grupo de trabalho sobre a nova política de alfabetização foi criado em janeiro e, desde então, já realizou audiências com entidades e especialistas e redigiu a minuta do decreto sobre o tema, "que pretende tornar eficaz a alfabetização no Brasil, baseada em experiências bem-sucedidas em países como Inglaterra, EUA, Portugal e França". O teor do documento ainda não foi divulgado. Ainda segundo a nota, a nova Secretaria de Alfabetização do MEC (Sealf) vai iniciar a redação de um "caderno explicativo" sobre a nova política. O QUE DIZ O PNE A meta 5 estipula que, até 2024, o Brasil precisa "alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental". Em junho de 2018, o relatório do Inep afirmou que, entre 2014 e 2016, houve "certa estagnação no desempenho dos alunos do 3º ano do ensino fundamental pela ANA [Avaliação Nacional de Alfabetização]." Segundo o Observatório do PNE, em 2016 66,1% dos alunos do 3º ano tinham aprendizagem adequada em escrita, 45,2% em leitura e 45,5% em matemática. O ministro não especificou se a alfabetização de adultos está incluída nessa nova política nacional, mas o PNE estipula que, até 2024, 100% dos jovens e adultos brasileiros estejam alfabetizados. Em 2015, esse índice era de 92%. 2) Base Nacional Comum Curricular (BNCC) O QUE DISSE O MINISTRO: Depois de fatiada em duas, a BNCC deve entrar em vigor em todas as escolas brasileiras até o início do ano letivo de 2020. A Base para o ensino infantil e fundamental foi aprovada em dezembro de 2017, e a do ensino médio, em dezembro de 2018, ambas no governo Temer. O G1 perguntou ao ministro se sua gestão pretende revisar, mudar ou revogar as bases do ensino básico. Ele respondeu que "a BNCC está homologada". No Senado, ele afirmou que "para este ano de 2019 está prevista a formação de professores e a revisão dos projetos pedagógicos das escolas, conforme os novos currículos da educação infantil e do ensino fundamental. Para o ensino médio está prevista a elaboração dos novos currículos alinhados à própria Base Nacional Comum Curricular e aos referenciais para os itinerários formativos". O QUE DIZ O PNE: O PNE não fala especificamente sobre currículo nacional ou a BNCC. A necessidade de o Brasil elaborar o documento, porém, é tida por especialistas como crucial para que o país avance na aprendizagem dos estudantes. A Base determina as habilidades e competências que todos os estudantes devem aprender em cada ano do ensino básico, e agora é a partir dela que as escolas devem elaborar seus próprios currículos. 3) Educação básica O QUE DISSE O MINISTRO: De acordo com a fala do ministro no Senado, o MEC pretende priorizar o avanço na educação básica por meio da renovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). "Sabemos que há inúmeras desigualdades regionais no Brasil. O Fundeb cumpre um papel fundamental no financiamento da educação dos locais mais vulneráveis. A distribuição de recursos deve ser justa e inteligente para beneficiar aqueles que mais precisam." Vélez Rodríguez defendeu ainda que, na discussão sobre a renovação do Fundeb no Congresso Nacional, os principais atores da educação brasileira sejam ouvidos. O Fundeb é composto por recursos oriundos de impostos. Têm direito a receber verba do fundo estados (incluindo o Distrito Federal) e municípios que oferecerem atendimento na educação básica. A distribuição dos recursos leva em conta as matrículas nas escolas públicas apuradas no último censo escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Porém, ele vence em 2020, e o Congresso atualmente discute os novos parâmetros para torná-lo permanente. O QUE DIZ O PNE: O PNE também não tem metas relacionadas diretamente ao Fundeb, mas ele é citado em uma das diretrizes. A meta 20, sobre o financiamento da educação, obriga o governo a "ampliar o investimento público em Educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no 5º ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB ao final do decênio". Uma das diretrizes dessa meta é "garantir fontes de financiamento permanentes e sustentáveis para todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica, observando-se as políticas de colaboração entre os entes federados". 4) Novo ensino médio O QUE DISSE O MINISTRO: O ensino médio faz parte do ensino fundamental, mas foi citado pelo ministro em um ponto prioritário exclusivo. Durante sua fala aos senadores, Vélez Rodríguez explicou que o foco da atuação do MEC será o ensino profissionalizante, seguindo a indicação da reforma do ensino médio do governo Temer. "O fortalecimento do quinto eixo formativo do novo ensino médio é estratégico para isso. Uma educação profissional e tecnológica robusta é o que marca as economias mais avançadas atualmente", disse o ministro. O QUE DIZ O PNE: O ensino médio e a educação profissional são citados em mais de uma meta do PNE. A meta 3 estipula que o Brasil deve "universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%". Em 2015, 84,3% dos jovens de 15 a 17 anos estavam matriculados, e 62,7% dos jovens dessa idade estavam matriculados no ensino médio, ou seja, na idade esperada. Já na educação profissional, a meta 11 é "triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público". O Brasil conseguiu bater a segunda parte da meta – 82,2% das matrículas estão na rede pública. Mas o país está longe de triplicar as matrículas. Em 2017, havia quase 1,8 milhões de alunos nessa modalidade, mas o avanço, até 2024, deve chegar a 5,2 milhões de matrículas. 5) Escola cívico-militar O QUE DISSE O MINISTRO: Em sua fala aos senadores, Vélez destacou como ponto importante no âmbio da educação básica a criação da subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. "Experiências já em andamento em diversos estados brasileiros têm mostrado que a presença de militares no espaço escolar é algo bem-visto pelas famílias. Os indicadores de aprendizagem melhoram e ocorre redução da criminalidade", afirmou ele, sem citar números ou exemplos específicos. Ao G1, ele explicou que o programa é de adesão voluntária das secretarias de Educação e que tem por objetivo a implementação de "novos modelos de gestão de alto nível, nos padrões empregados nos colégios militares, voltados à educação básica" e para fortalecer "valores cívicos, éticos e morais", mas disse que "a questão pedagógica de cumprimento aos currículos de ensino continuará sob a responsabilidade das secretarias de educação de cada localidade". Questionado sobre o repasse de recursos ao Exército Brasileiro e às polícias militares para o programa, ele afirmou que "o fomento para a implementação do modelo das escolas cívico-militares será voltado para o atendimento das necessidades das escolas e suas respectivas secretarias de educação". O QUE DIZ O PNE: Nenhuma meta do plano fala sobre a ampliação do número de escolas cívico-militares no Brasil. 6) Educação especial O QUE DISSE O MINISTRO: Segundo Vélez Rodríguez, a nova Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp) criada no MEC neste ano tem duas diretorias voltadas para a educação especial, uma delas especificamente para a educação bilíngue de surdos. "Priorizaremos a formação de tradutores de intérpretes de libras", afirmou ele. O QUE DIZ O PNE: A educação especial está contemplada na meta 4 do PNE, que diz que o Brasil deve, até 2024, "universalizar, para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados". O Observatório do PNE afirma que o IBGE não tem pesquisas que permitem monitorar o cumprimento desta meta. Segundo o Censo 2010 do IBGE, cerca de 23% dos brasileiros têm pelo menos um tipo de deficiência, e os surdos integram o terceiro maior grupo populacional: 18,8% têm deficiência visual, 7% têm deficiência motora, 5,1% têm deficiência auditiva e 1,4% da população tem deficiência mental ou intelectual. 7) Formação de professores O QUE DISSE O MINISTRO: Vélez Rodríguez listou, como sétima e última prioridade de sua gestão à frente do MEC, a formação dos professores. "Vamos investir na formação inicial e continuada de professores", disse ele, explicando que "valorização do professor vai além do salário". Segundo ele, "tornaram-se urgentes medidas que assegurem a disciplina dentro das escolas e a promoção de uma cultura de respeito e valorização da dignidade do professor". Na semana passada, o MEC afirmou que vai revisar a proposta da Base Nacional de Formação de Professores entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em dezembro pelo governo Temer. O QUE DIZ O PNE: Os professores estão incluídos em 8 das 20 metas do PNE, que abordam tanto a formação inicial e continuada dos professores, quanto a valorização financeira da profissão docente. Veja o status de cada uma delas: Meta 13 - CUMPRIDA: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% doutores. (Em 2016, essas porcentagens eram de 78,2% e 39%, respectivamente.) Meta 14 - AINDA NÃO CUMPRIDA: Até 2024, elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. (Em 2016, esses números eram de 59,6 mil e 20,6 mil, respectivamente.) Meta 15 - AINDA NÃO CUMPRIDA: Até 2014, garantir que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. (Em 2017, 78,3% dos professores da educação básica tinham ensino superior, mas só 47,3% tinham formação na área em que lecionam.) Meta 16 - AINDA NÃO CUMPRIDA: Formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos os(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. (Em 2017, 36,2% dos professores da educação básica tinham pós-graduação, e 35,1% tinham feito formação continuada.) Meta 17 - AINDA NÃO CUMPRIDA: Até 2020, equiparar o rendimento médio dos profissionais do magistério da educação básica pública, para que ele seja equiparado ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente. (O rendimento médio bruto mensal dos profissionais do magistério é de 74,8% do que recebem os demais profissionais assalariados com o mesmo nível de escolaridade, de acordo com dados da Pnad Contínua em 2017.) Meta 18 - NÃO CUMPRIDA: Até 2016, criar planos de carreira para os professores do ensino básico e superior das redes públicas, tomando como base o piso salarial nacional. (Há planos de carreiras em todos os estados e no Distrito Federal para os professores. Entre os municípios, o percentual é de 89,2%. De acordo com levantamento do Inep, em fevereiro de 2018, 66% dos municípios cumpriam o piso salarial nacional profissional.)
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16/03 - Restrição às armas, cuidado com a saúde mental e prevenção: especialista avalia medidas dos EUA contra ataques em escolas
Dados de 2017 do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA apontam que, desde 1990, foram registrados 87 tiroteios em massa no país e a maior parte ocorreu na última década. Moradores de Littleton, nos EUA, se reúnem em memorial para as vítimas do massacre de Columbine, em 24 de abril de 1999 Mark Leffingwell/AFP O ataque a uma escola de Suzano, na Grande São Paulo, deixou 10 mortos na quarta-feira (13). É o primeiro do tipo no Brasil neste ano. Nos Estados Unidos, as autoridades lidam com o problema há mais tempo – e com maior frequência. O massacre de Columbine, com 15 mortes de estudantes em Colorado, completa 20 anos em abril. Mas, então, como o Brasil pode aprender com os americanos? A agência federal de investigações dos Estados Unidos (a Federal Bureau of Investigation, ou FBI, na sigla em inglês) avalia os "assassinatos em massa" de forma especial dentro da justiça criminal. O tema envolve o interesse da mídia, de especialistas em saúde mental e do público em geral. O FBI prefere usar o termo "atirador ativo", que é definido por "um indivíduo em ação para matar ou tentar matar um grupo de pessoas em uma determinada área". O Serviço de Pesquisa do Congresso (em inglês, Congressional Research Service, ou CRS) prefere usar outra definição: "Assassinatos em massa", quando "três ou mais mortes estão no mesmo incidente". Os crimes podem ocorrem em locais públicos - como escolas e universidades - ou entre famílias e brigas de gangues. Desde 1990, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso, foram registrados 87 tiroteios em massa nos EUA (dados de 2017). O número de crimes do tipo é 2,4 vezes maior na última década (2008 a 2017) do que na década anterior (1998 a 2007). Esse número pode variar de acordo com o órgão que contabiliza - cada um usa uma definição diferente para contabilizar os casos. Como prevenir? O psiquiatra americano Reid Reloy, da Universidade de San Diego, presta consultoria de segurança sobre os ataques nos Estados Unidos. Ele é autor de mais de 200 artigos em revistas científicas sobre assuntos relacionados e sobre o próprio tema. "Existem três áreas em que precisamos trabalhar. Uma é a disponibilidade de armas de fogo, com foco no registro universal de armas de fogo. Precisamos trabalhar para manter armas de fogo longe de pessoas com risco de serem violentas ou pessoas que já ameaçaram violência ou tenham antecedentes de violência doméstica", disse em entrevista ao G1. Ele disse que há um forte movimento político nos Estados Unidos, tanto no nível federal quanto no nível estadual, para que seja criada uma nova regulamentação das armas. "Em relação ao novo regulamento de acesso a armas de fogo no Brasil, acredito que seria um problema para evitar tiroteios em escolas. As políticas agora estão se concentrando em tornar as armas de fogo menos disponíveis, e não o contrário", disse em referência aos debates recentes feitos no país. A segunda área que Reloy aborda para a prevenção dos ataques em escolas é a da saúde pública. Ele defende melhores cuidados de saúde mental em escolas, especialmente para os adolescentes. As políticas devem se concentrar em tornar esses serviços mais disponíveis e receber mais financiamento, segundo ele. O psiquiatra conta que também é importante desenvolver grupos de avaliação de ameaças dentro das escolas – uma equipe pequena na escola ou no campus da universidade composta por um policial, um administrador, um conselheiro escolar e um profissional do direito. "O que eles fazem é olhar para o clima geral na escola para reduzir os fatores gerais de risco em toda a escola. A partir daí, eles podem se concentrar especificamente em alunos que já foram notados por professores ou alunos", explicou. "Se o aluno está ficando mais isolado, se o aluno está sendo violento, se ele pesquisa violência ou armas de fogo nos computadores da escola, esses são exemplos que aumentariam a preocupação entre alunos e professores para que eles pudessem se dirigir à equipe de avaliação de ameaças. Então a equipe poderia avaliar o risco e administrá-lo". Em alguns casos, como noticiou o jornal americano "Chicago Sun Times", as escolas chegam a instalar detectores de metal na entrada. Instituições de Detroit, Los Angeles e Nova York já tomaram a medida. Este último estado chegou a aprovar um pacote de leis para implementar os detectores e aumentar a tecnologia de segurança para os estudantes. O papel da mídia A pesquisadora americana Jaclyn Schildkraut, autora de livro sobre massacres em locais públicos nos EUA, disse em entrevista à rede britânica BBC que o destaque na mídia serve como uma "recompensa" para os atiradores. "Tipicamente, a cobertura da mídia é centrada no atirador, em vez de focar nas vítimas ou nos heróis que responderam ao ataque", diz Schildkraut à BBC News Brasil. Reloy também aborda o assunto da relação da mídia com os ataques em massa: "Quando a mídia cobre o tiroteio na escola, se a cobertura está em todo o país e a imprensa está cobrindo em detalhes, a cobertura tende a aumentar o risco de novas filmagens por cerca de um período de duas semanas após a cobertura da mídia. Então você tem o que é chamado de efeito contagioso para o tiroteio na escola e a imprensa se torna o hospedeiro dessa doença." A fala de Reloy está relacionada com um estudo publicado em julho de 2017, assinado pelos pesquisadores Adam Lankford e Sarah Tomek. Eles buscam comprovar a imprensa também tem uma influência nos casos de tiroteio, assim como já foi comprovado com relação aos suicídios. Os autores analisaram dados de 2006 a 2013 nos Estados Unidos e chegaram a seguinte resposta: os assassinatos em massa são "socialmente contagiosos" nos próximo 14 dias. Ou seja: as notícias podem influenciar novos ataques por mais duas semanas. Initial plugin text
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15/03 - Segurança alimentar na China: escola renomada gera revolta por estocar 'carne podre e pão mofado'
Pais de alunos se juntaram na porta da escola para protestar depois que fotos de alimentos estragados foram compartilhadas nas redes sociais. Pão podre estava entre os alimentos encontrados na cozinha da cantina da escola Arquivo pessoal Uma das mais prestigiadas escolas particulares de ensino médio da China gerou revolta na população ao ser flagrada estocando pilhas de alimentos estragados e fora da validade. Pão mofado, carnes e frutos do mar podres foram encontrados na cozinha da cantina do colégio experimental Chengdu No 7, localizado na província chinesa de Sichuan. Um dos pais de alunos contou à BBC que sentiu horror e nojo ao ver a cena, classificando a comida como "fedorenta e repugnante", comparada a comida dada a porcos. A escola pediu desculpas, dizendo que está profundamente "constrangida". Escândalos de segurança alimentar não são incomuns na China, que precisa lutar com frequência para contornar a indignação pública. Como descobriram a comida? O escândalo veio à tona quando um pequeno grupo de pais foi convidado, na segunda-feira, a participar de um evento para plantação de árvores na escola. Enquanto estavam no colégio, alguns deles descobriram pão mofado, carnes e frutos do mar podres na cozinha da cantina da escola. Não está exatamente claro por que eles foram parar na cozinha, mas um dos pais que conversou com a BBC fez referência a um incidente ocorrido em novembro do ano passado, em que diversos alunos adoeceram, apresentando sintomas como dor de estômago, constipação, entre outros. "[Os itens pareciam ter] ficado em um freezer por anos, [parecia] carne de zumbi", disse o pai, que tem uma filha e um filho matriculados na escola. "Eu cheirei a carne de porco, estava fedendo. [Havia] gengibre, com uma aparência nojenta também". Segundo ele, a escola custa 39 mil yuans (cerca de R$ 22.155) por ano - aproximadamente 20 vezes o valor de uma escola pública. "Nós nem sequer deixamos as crianças comerem resto de comida em casa... gastei milhares de dólares para meus filhos comerem comida de porco", desabafou. "Não me atrevo a contar para meu filho mais novo... Fico preocupado que ele se recuse a comer na cantina depois disso. Minha filha tem reclamado de dor no estômago. Eu [disse] que ela poderia ter exagerado nos exercícios." "Isso me corta o coração." Havia frutos do mar e pedaços de carne em caixas de papelão Arquivo pessoal Como os pais reagiram? Horrorizado, o grupo de pais compartilhou as fotos nas redes sociais - e logo outros pais de alunos também ficaram sabendo. De acordo com o mesmo pai, a escola tentou se livrar imediatamente da comida estragada, que foi transportada em dois caminhões. Um dos veículos foi interceptado e detido, segundo ele, por um bando de pais furiosos que apareceram na escola em protesto. Vídeos que circularam nas redes sociais na quarta-feira mostram centenas de pais protestando com raiva do lado de fora dos portões da escola. A polícia aparece usando de força contra eles - uma das imagens mostra um grupo de policiais batendo em um homem caído no chão. Em outro vídeo, os pais surgem apertando os olhos - segundo agências de notícias locais, os policiais usaram spray de pimenta contra eles. A polícia de Chengdu divulgou um comunicado na Sina Weibo, principal rede social do país, informando que 12 pessoas haviam sido presas. De acordo com a nota, os pais "interromperam severamente" o trânsito e insultaram policiais. Eles foram liberados mais tarde no mesmo dia. 'Por que eles devem confiar em alguma coisa?' Stephen McDonell, correspondente da BBC na China As pessoas no exterior às vezes pensam erroneamente que não há muitos protestos na China. Na verdade, atos de divergência vêm à tona com bastante frequência e podem eclodir de repente. Se membros da família são prejudicados, especialmente quando estão sob os cuidados de uma escola, creche ou hospital, comunidades calmas e organizadas podem se transformar mediante cenas de raiva que se espalham pelas ruas. Medicamentos falsos, leite em pó contaminado, fraudes financeiras e maus-tratos de estudantes sob os cuidados de professores já despertaram a ira do povo em relação às autoridades, cuja função é manter a comunidade segura. Se o Partido Comunista chinês não está muito preocupado com esses incidentes, o fato é que eles levaram ao colapso da fé pública no sistema. O que a escola disse? O colégio divulgou um pedido de desculpas e afirmou que deixaria de receber comida do seu fornecedor atual. A instituição de ensino é uma das mais prestigiadas da China e, no passado, foi classificada entre as "10 melhores escolas particulares do país". Eles disseram que os responsáveis ​​seriam tratados de acordo com a lei, que estavam "constrangidos" e que isso não aconteceria novamente. No entanto, o pai com quem a BBC conversou acredita que não foi um "incidente isolado". Segundo ele, o mesmo fornecedor servia a "mais de 100 mil estudantes de 20 escolas". O governo do distrito de Wenjiang - onde a escola está localizada - divulgou um comunicado na quarta-feira informando que oito pessoas responsáveis ​​pela segurança alimentar da escola estavam sendo investigadas pelas autoridades. E que 36 alunos foram levados para fazer um check-up no hospital - todos tiveram alta na sequência. O governo do distrito também afirmou que os alimentos crus seriam enviados para análise, acrescentando que seria realizada uma "investigação abrangente e aprofundada" sobre o tema. "[Vamos] adotar decididamente uma política de tolerância zero. Os envolvidos serão tratados seriamente", disse o departamento de imprensa do distrito em uma declaração na Sina Weibo. No começo do ano passado, foi descoberto que uma escola internacional em Xangai servia comida vencida para os alunos.
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15/03 - Onyx diz que Vélez não será demitido porque 'o presidente confia nele'
Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Ricardo Vélez, durante a cerimônia de nomeação de ministros no Palácio do Planalto, em janeiro Marcos Corrêa/Presidência da República O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ao blog nesta sexta-feira (15) que o presidente Jair Bolsonaro não vai demitir o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. “Vai demitir coisa nenhuma, o presidente confia nele”, disse o ministro Onyx. Questionado sobre o porquê de o ministro ter sido chamado ao Planalto na tarde desta sexta, Onyx respondeu: "para conversar, somos um time. As pessoas acham e não se deram conta de que somos time e temos alma". Há uma pressão de ministros da ala militar para que Vélez deixe o governo. Ministros ouvidos pelo blog afirmam que o ministro da Educação causa polêmicas desnecessárias, e estão em confronto com Olavo de Carvalho, padrinho de Vélez. No entanto, Onyx disse ao blog nesta sexta: “Não sai. Pode cravar que Vélez não sai”. Editoria de Arte / G1
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15/03 - Veja o calendário do vestibulinho 2019 de meio de ano das Etecs
Período de inscrição vai de 10 de abril a 15 de maio. Prova será dia 16 de junho. O Centro Paula Souza divulgou nesta sexta-feira (15) o calendário do processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o segundo semestre de 2019, que já está disponível no site www.vestibulinhoetec.com.br. O Vestibulinho vai oferecer vagas para Ensino Técnico (presencial, semipresencial e online), Técnico integrado ao Médio na modalidade EJA, Especialização Técnica e acesso às vagas remanescentes de segundo módulo dos cursos técnicos. No dia 28 de março tem início o período para solicitar redução da taxa de inscrição. Conheça as outras datas do calendário: 28 de março a 9 de abril - Inscrição para pedido de redução da taxa de inscrição do Vestibulinho e envio da documentação por meio digital (upload). No último dia, a inscrição termina às 15 horas. 10 de abril até as 15 horas do dia 15 de maio – Inscrição para o Vestibulinho. 30 de abril - Divulgação do resultado do pedido de redução da taxa de inscrição do Vestibulinho exclusivamente pela internet. 11 de junho – Divulgação dos locais de exame do Vestibulinho. 16 de junho – Exame do Vestibulinho será às 13h30. Gabarito oficial será divulgado a partir das 18 horas. 17 de junho – Divulgação do gabarito oficial para acesso às vagas remanescentes de segundo módulo a partir das 14 horas. 18 de junho– Divulgação do gabarito oficial dos cursos de especialização técnica a partir das 14 horas. 5 de julho – Divulgação da lista de convocação dos candidatos inscritos nos cursos técnicos com prova de aptidão. 16 de julho – Divulgação da lista de classificação geral do Vestibulinho para os demais cursos. 17 e 18 de julho – Divulgação da primeira lista de convocação do Vestibulinho e matrícula. 19 de julho – Divulgação da segunda lista de convocação do Vestibulinho. 22 e 23 de julho – Matrícula dos classificados na segunda lista do Vestibulinho
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15/03 - Estudantes vão às ruas em protesto global contra mudança climática
Greve escolar deve ser repetida em mais de 2 mil eventos de 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados. Estudantes protestam em Roma, na Itália, pedindo mais medidas contra as mudanças climáticas em um movimento internacional chamado "Fridays For Future". Alessandro Di Meo/ANSA via AP Milhares de estudantes saíram às ruas nesta sexta-feira (15) para protestar por medidas efetivas no combate às mudanças climáticas. O movimento "Fridays For Future" (Sextas-feiras pelo futuro) ganhou força com Greta Thunberg, que uma vez por semana falta às aulas em sua escola, em Estocolmo, para se sentar em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia e pedir medidas concretas contra o aquecimento global. Nesta sexta, não foi diferente. Greta protestou diante do Parlamento na capital do país, cercada por 30 manifestantes. Ao todo, nesta sexta estão previsto 2 mil eventos em 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados (veja no vídeo abaixo). Estudantes protestam na Alemanha nesta sexta (15) pedindo medidas efetivas contra as mudanças climáticas no movimento internacional 'Friday for future' Jens Meyer/AP "Não sou a origem do movimento. Já existia. Precisava apenas de uma faísca para acender", disse Thunberg, enquanto um manifestante agitava um cartaz com um jogo de palavras em referência à ativista: "Make the planet Greta again". "Vivemos uma crise existencial ignorada durante décadas. Se não agirmos agora, será muito tarde", disse Thunberg. Desde o ano passado, Greta já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, e no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro. Nesta quinta (14), ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por três políticos noruegueses por causa da sua atuação na agenda ambiental. 'Poucos adultos estão escutando', diz adolescente indicada ao Nobel que criou uma greve global pelo clima Estudantes de mais de 100 países protestam por atitudes contra mudanças climáticas Sextas-feiras pelo Futuro Os jovens saíram de suas escolas e ocuparam as ruas em cidades como Wellington, Sydney, Bangcoc, Hong Kong, Kampala, Roma, Recife e Belo Horizonte aderindo à greve estudantil internacional que deve atingir outras cidades durante o dia, de Boston a Bogotá, passando por Daca, Durban, Lagos e Londres, além de outras cidades do Brasil. No Recife, cerca de 30 estudantes se concentraram na Praça do Derby, na região central da cidade. “Se Greta conseguiu chamar tanta atenção sozinha e comover diversos países para entrarem no movimento com ela, por que não nos reunirmos em duas, três ou trinta [pessoas]? Meu sonho é ver a Agamenon Magalhães inundada de gente mostrando que temos que cuidar do Rio Capibaribe”, afirma uma das organizadoras, Luciana Naira. Estudantes no Recife fizeram ato com apelo e alerta para as mudanças climáticas, na sexta-feira (15) Isabela Veríssimo/G1 Em Brasília, o número de manifestantes na capital federal foi pequeno, cerca de 10 pessoas, mas contou com cartazes coloridos feitos à mão. Os filhos de José Porfírio seguravam alguns deles. O servidor público disse ao G1 que é necessário mudar os hábitos e a maneira de viver. Segundo ele, a forma de crescimento econômico deve ser revista, pesando no custo para o planeta. "Vi o apelo da Greta e expliquei para eles que teria o evento. Perguntei para eles se queriam vir e se entendiam, e eles vieram." - José Porfírio Em Brasília, o servidor público José Porfírio e a mulher levaram os filhos para participar do Fridays for Future Daumildo Júnior/G1 Em Belo Horizonte, um grupo de cerca de 100 pessoas se reuniu na Praça da Liberdade com cartazes pedindo mais atenção ao ambiente. Roberta Scarpelli, de 17 anos, estudante de Ciências Socioambientais na UFMG, disse que já se mobiliza em prol das questões ambientais há muitos anos e que, assim que soube do "Fridays for Future" se empenhou para que ele acontecesse na capital mineira. "É importante participar de iniciativas como essa porque não podemos nos silenciar frente às atrocidades que são praticadas diariamente contra o nosso planeta. O Brasil está na iminência de sair do Acordo de Paris e não podemos deixar que isso ocorra. Precisamos ter leis mais conscientes quanto a mineração para evitar que crimes como os de Brumadinho e Mariana continuem ocorrendo", diz. Tulio Silva, de 28 anos, era um dos participantes. “Nenhuma profissão ou formação faz sentido sem um planeta estável para exercê-la”, diz. Grupo com cerca de 100 estudantes protesta em Belo Horizonte por medidas mais efetivas contra as mudanças climáticas. Roberta De Abreu Fantini Scarpelli/Arquivo Pessoal No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram em frente à Assembleia Legislativa (Alerj). Cerca de 40 jovens com entre 15 e 25 anos participaram do protesto. No Rio de Janeiro, o movimento contra as mudanças climáticas reuniu cerca de 40 jovensem frente à Alerj, no centro da cidade. Marcio Isensee e Sá / O Eco Na França, onde estão previstas diversas manifestações, um grupo bloqueou a entrada da sede do banco Société Générale no bairro de negócios de Paris, com o objetivo de denunciar o financiamento nocivo da instituição para o clima. Estudantes protestam perto do Panteão de Paris por medidas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Lina Conti/Arquivo Pessoal Nos Estados Unidos, cerca de 50 estudantes nova-iorquinos se fingiram de mortos em frente à ONU para exigir ações urgentes contra o aquecimento global. "Hoje os jovens dos Estados Unidos declaram o fim da era da negação da mudança climática (...) Pedimos aos líderes para agir com urgência", disse Villasenor Alexandria, uma das organizadoras do protesto, de 13 anos. O presidente Donald Trump nega o aquecimento climático e retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, que visa impedir o aumento da temperatura do planeta. "Peço aos políticos que reflitam sobre que vai acontecer quando já não estiverem aqui, e sobre as crianças que sofrerão por causa de suas decisões", disse à AFP Emma Rose Turoff, de 15 anos. Em Uganda, muitos jovens não compareceram às aulas em diversas escolas. O país "sofre deslizamentos de terra, inundações, onde as pessoas morrem em consequência da mudança climática", denunciou à AFP Leah Namugera, 14 anos, durante um protesto em uma estrada entre Kampala e Entebbe. Estudantes de Cape Town, na África do Sul, aderem ao protesto mundial que pede ações efetivas dos governantes contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Nasief Manie/AP Em Amsterdã, cerca de seis mil estudantes foram às ruas um dia após o governo holandês confirmar as dificuldades para atingir os objetivos de redução de emissões de CO2. Na Nova Zelândia, as escolas advertiram que marcariam a falta dos estudantes. Na Austrália, o ministro da Educação, Dan Tehan, também questionou os protestos. "Que os estudantes abandonem as escolas durante o horário de aula para protestar não é algo que deveríamos estimular", disse. Mas os ativistas receberam o apoio da primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que destacou a importância para as jovens gerações de enviar uma mensagem. Na Coreia do Sul, menino usa máscara durante protesto que pede ações efetivas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Movimento atraiu cerca de 150 pessoas. Lee Jin-man/AP Josei Mason, uma estudante de 20 anos da Universidade de Wellington, afirmou que está "emocionada porque os jovens estão sendo ouvidos e estão se posicionando neste momento". "Chamam a nossa geração de 'slacktivist' (ativistas de sofá) porque é muito fácil dizer que você vai a um evento em uma página do Facebook, ou que gosta de algo, mas depois realmente não faz nada". No Rio de Janeiro, o movimento contra as mudanças climáticas reuniu cerca de 40 jovensem frente à Alerj, no centro da cidade. Marcio Isensee e Sá / O Eco Aquecimento persiste Apesar dos 30 anos de advertências sobre as graves consequências doa aquecimento global, as emissões de dióxido de carbono atingiram níveis recorde nos últimos dois anos. Os cientistas afirmam que seguir despejando gases que provocam o efeito estufa na atmosfera ao ritmo atual pode resultar em um planeta impossível de viver. Estudantes protestam nesta sexta (15) na Dinamarca cobrando medidas efetivas contra as mudanças climáticas. Um dos cartazes diz que 'Não há planeta B', alertando sobre a urgência das ações. Henning Bagger/Ritzau Scanpix via AP "Sobre a mudança climática, temos que reconhecer que falhamos", disse Thunberg no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro último. O Acordo de Paris sobre o clima anunciado em 2015 exige limitar o aumento da temperatura no planeta abaixo de 2ºC, se possível 1,5ºC. Atualmente, porém, o aquecimento do planeta segue a caminho do dobro deste índice. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU advertiu em outubro passado que apenas uma completa transformação da economia global e dos hábitos de consumo poderia impedir uma catástrofe climática. Estudantes protestam em Erfurt, na Alemanha, pedindo medidas efetivas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Jens Meyer/AP *Com agências internacionais. Colaborou G1 PE e G1 DF
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15/03 - 'Poucos adultos estão escutando', diz adolescente indicada ao Nobel que criou uma greve global pelo clima
Indicada ao Nobel da Paz, Greta Thunberg, de 16 anos, falou ao G1 sobre como começou uma greve em agosto que, nesta sexta-feira, será replicada em mais de 100 países. Greta Thunberg, a adolescente com Asperger que começou um movimento global de greve escolar contra as mudanças climáticas Reprodução/Instagram Nesta sexta-feira (15), a adolescente Greta Thunberg vai repetir a mesma atividade que tem feito todas as sextas desde agosto do ano passado: faltar propositalmente às aulas em sua escola, em Estocolmo, e sentar em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia para protestar por medidas concretas dos políticos contra as mudanças climáticas. Dessa vez, porém, a garota de 16 anos estará acompanhada de outros estudantes do mundo inteiro: sua greve escolar semanal deve ser repetida em mais de 2 mil eventos de 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados (veja vídeo abaixo). O movimento iniciado por Greta a fez alcançar fama mundial e, desde o ano passado, a adolescente sueca já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, e no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro. Nesta quinta (14), ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por três políticos noruegueses. Estudantes de mais de 100 países protestam por atitudes contra mudanças climáticas Ao G1, porém, ela afirma que a greve global não deve ter adesão de muitos adultos porque, segundo a jovem, poucos deles estão escutando as demandas dos jovens. "Eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos", disse ela. Em entrevistas, ela já afirmou que foi diagnosticada com síndrome de Asperger, uma forma de autismo. À jornalista Christiane Amanpour, da CNN, ela diz que a síndrome pode ter contribuído para que ela dedique todo o seu foco à proteção do clima. "Tenho síndrome de Asperger e isso significa que meu cérebro funciona de um jeito um pouco diferente. Eu vejo as coisas em preto e branco, com lógica. Se eu não fosse tão estranha, então eu teria me distraído com o jogo social que as pessoas jogam", explicou ela. "Eu sou o tipo de pessoa que não gosta quando alguém fala uma coisa e faz outra. E esse é o caso com as mudanças climáticas." Apesar de ser criticada por faltar às aulas uma vez por semana para protestar, Greta defende que seu movimento também faz parte de sua formação. "Meus professores na escola me contaram que existiam as mudanças climáticas e o aquecimento global, e que ele é causado pelos humanos e o nosso comportamento. Achei que era muito estranho, porque se fosse algo tão grande que ameaçasse nossa existência, então seria nossa primeira prioridade, não estaríamos falando sobre qualquer outra coisa." A garota de trancinhas e palavras duras Aos eventos, a adolescente leva sempre consigo as tranças laterais que costuma usar como penteado e as palavras duras contra o que ela considera uma inação por parte dos adultos, que pode ser devastadora para as próximas gerações. "Os adultos ficam dizendo: 'devemos dar esperança aos jovens'. Mas eu não quero a sua esperança. Eu não quero que vocês estejam esperançosos. Eu quero que vocês estejam em pânico. Quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. E eu quero que vocês ajam. Quero que ajam como agiriam em uma crise. Quero que vocês ajam como se a casa estivesse pegando fogo, porque está", afirmou Greta Thunberg em Davos. Ela diz que escreve seus próprios discursos, mas que consulta especialistas em clima e ouve a opinião de outras pessoas antes de apresentá-los publicamente. Assista ao trecho do discurso no vídeo abaixo: Initial plugin text Ela afirmou que começou dentro de casa a promover mudanças que beneficiem o meio ambiente. sGreta diz que convenceu sua mãe a nunca mais viajar de avião, por exemplo, para não contribuir com a emissão de gases. Movimento mundial Por meio de uma assessora que ajuda a família Thumberg a conversar com jornalistas de todo o mundo, Greta explicou ao G1 que começou a se dedicar à crise climática anos atrás depois de aprender sobre as mudanças no clima com seus professores na escola. "O fato de ninguém parecer se importar ou fazer qualquer coisa sobre isso parecia absurdo pra mim. Então eu decidi agir eu mesma." Ela afirmou que começou dentro de casa a promover mudanças que beneficiam o meio ambiente. Greta diz que convenceu sua mãe a nunca mais viajar de avião, por exemplo, para não contribuir com a emissão de gases. Após a adesão de Greta ao movimento climático, a família Thunberg parou de viajar de avião, e faz seus trajetos pela Europa apenas de trem, para não contribuir com a emissão de gases Reprodução/Instagram Quando ela decidiu agir publicamente em prol da causa, ela diz que sua greve escolar ganhou apoio e projeção desde o início. "No começo, era só eu e meu cartaz. Depois eu publiquei no Twitter e no Instagram e mais pessoas começaram a aparecer", disse ela. "O plano era sentar lá [no Parlamento] durante três semanas, mas no fim dessas três semanas eu decidi continuar, e foi assim que comecei o 'Fridays For Future'", explicou ela sobre a ideia de manter a greve uma vez por semana para chamar a atenção dos políticos. Greta diz que a escola em que estuda não é favorável a ela faltar às aulas todas as sextas-feiras, mas que a comunidade escolar colabora com seu movimento ajudando com que ela recupere as lições perdidas nos outros dias da semana. A greve escolar semanal de Greta aconteceu mesmo durante o inverno sueco Reprodução/Instagram "Acho que percebi que estava crescendo mesmo quando os estudantes na Austrália aderiram de forma massiva no fim de novembro. Depois veio a Bélgica. E a Alemanha, a Suíça, o Canadá." Nesta sexta-feira, pelo menos 54 cidades australianas terão estudantes em greve escolar para pressionar os políticos locais no movimento climático global. Em fevereiro e janeiro, outros protestos chegaram a reunir mais de 30 mil estudantes na Bélgica. No Brasil, 20 cidades de 12 estados e o DF anunciaram a intenção de aderir ao protesto desta sexta: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. 'Poucos adultos estão escutando' Greta diz que não espera a adesão de políticos, sindicalistas ou "qualquer outro grupo grande de adultos" na greve desta sexta-feira. "Sinto que poucos deles estão escutando. Mas também acho que a maioria deles ainda não têm o conhecimento básico sobre a crise climática. Isso é porque eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos." Segundo ela, "para mudar isso as pessoas precisam se educar, para que possam entender as consequências da nossa inação e pressionar os políticos, a sociedade e a imprensa".
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14/03 - Ministro da Educação troca 'número dois' da pasta pela segunda vez em três dias
Na terça-feira (12), o ministro Ricardo Vélez Rodríguez havia demitido Luís Antônio Tozi do cargo de secretário-executivo e anunciado o nome de Rubens Barreto da Silva para o cargo; nesta quinta, ele anunciou que Iolene Lima agora será a nova secretária-executiva. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou, na tarde desta quinta-feira (14), que vai trocar a Secretaria-Executiva do Ministério da Educação. Por meio de suas redes sociais, ele afirmou que Iolene Lima assumirá o cargo de secretária-executiva, cargo que é considerado o "número dois" dentro do MEC. "De volta a Brasília, confirmo que Iolene Lima, da Secretaria de Educação Básica, assumirá a Secretaria-Executiva do Ministério da Educação", afirmou ele em uma publicação no Twitter. Antes do anúncio, Iolene servia como secretária substituta da SEB, a Secretaria de Educação Básica do MEC. Essa é a segunda mudança no cargo em três dias. Até a última terça-feira (12), o secretário-executivo do MEC era Luiz Antônio Tozi. Ele foi demitido como último ato de uma "reestruturação" promovida por Vélez, após uma série de reuniões com o presidente Jair Bolsonaro. Além dele, outros seis diretores e secretários de áreas do MEC foram demitidos. Com a saída de Tozi, o nome de Rubens Barreto da Silva chegou a ser anunciado por Vélez, também em rede social. A nomeação de Barreto no cargo, no entanto, não chegou a ser publicada no "Diário Oficial da União". Crise no ministério Conforme publicou o colunista do G1 Valdo Cruz, há uma "guerra" interna no MEC provocada por desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Essa disputa ficou mais evidente depois de uma sequência de polêmicas envolvendo atos do ministro da Educação, que acabaram sendo creditadas a um dos grupos e levaram à reorganização de funções na pasta. Resumo da crise O desempenho do ministro Vélez foi criticado por falta de resultados e por polêmicas como a do hino nacional, na qual voltou atrás; Ainda no carnaval, o ministro começou planejar mudanças, alterando funções de funcionários; O grupo reagiu, criticando a influência do coronel-aviador Ricardo Roquetti junto ao ministro Bolsonaro determinou que Vélez fizesse demissões; Diante dos rumores de mudanças de cargo e da exoneração de seus alunos, Olavo postou em uma rede social que eles deveriam deixar o governo; ele chegou a afirmar que as trocas tinham como objetivo frear a "Lava Jato da Educação"; Na sequência, o governo exonerou funcionários e reafirmou que o compromisso de "apurar irregularidades" estava mantido; Na mesma edição do "DOU" que exonerou seis funcionários, na tarde de segunda-feira (11), o governo havia nomeado Rubens Barreto da Silva como secretário-executivo-adjunto; na terça (12) porém, ele foi anunciado como o novo secretário-executivo, com a demissão de Luiz Antônio Tozi; Nesta quinta (14), porém, o ministro anunciou o nome de Ioelene Lima para o cargo; Vélez não disse se Barreto ocupará outro cargo no ministério. Iolene Lima foi anunciada pelo ministro Vélez Rodríguez como a nova secretária-executiva do MEC Reprodução/Twitter Quem é a nova secretária? Iolene Maria de Lima é ligada a uma igreja batista do Interior de São Paulo e foi diretora de um colégio religioso paulista. Na madrugada desta quarta, ela embarcou com Ricardo Vélez para acompanhar o velório coletivo das vítimas do atentado em uma escola de Suzano (SP). Durante a viagem, ela criou uma nova conta no Twitter que, até a tarde desta quinta-feira, contava com apenas três mensagens, todas relacionadas à tragédia em Suzano. A quarta ela publicou após as 15h, depois do anúncio de seu nome para o cargo de secretária-executiva. "Muito obrigada, Ministro @ricardovelez e Presidente @jairbolsonaro. Dediquei minha vida para a área da educação e me sinto honrada. É com grande alegria que assumo o cargo de tamanha importância para a educação do nosso país!", escreveu Iolene. Na conta anterior dela – que foi desativada, mas ainda pode ser acessada no histórico do Google –, o foco de Iolene era em mensagens religiosas e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Em uma delas, ela dizia que "O Brasil não será uma Venezuela".
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14/03 - Unicamp aprova mudanças no vestibular 2020 e reduz número de dias da segunda fase
Processo seletivo agora terá dois dias e não mais três. Divisão de conteúdos será baseada na carreira escolhida por cada candidato; proposta visa diminuir abstenções. Candidatos durante a 2ª fase da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp aprovou, nesta quinta-feira (14), mudanças na segunda fase do vestibular 2020. A Câmara Deliberativa deu o aval, por unanimidade, para a proposta da Comissão Permanente para os Vestibulares da universidade (Comvest) de reduzir o processo seletivo de três para dois dias, além da divisão de conteúdos baseada na carreira escolhida por cada candidato. O objetivo, segundo a instituição, é construir uma prova moderna e diminuir o índice de abstenção para menos de 10%. Até a edição deste ano, a segunda fase sempre era feita em três dias e todos os candidatos deveriam responder questões de todas as disciplinas, independentemente da área de atuação da carreira escolhida. De acordo com o coordenador executivo da Comvest, José Alves Freitas Neto, apesar da mudança, a tradição interdisciplinar do vestibular da Unicamp vai permanecer e a alteração era necessária para haver uma "seleção de qualidade". Com a mudança, os dois de prova passam a ter cinco horas de duração cada um - ao invés de quatro como era feito até agora. O desenho da segunda fase do vestibular ficou da seguinte forma: Primeiro dia: oito questões de português, duas de inglês e uma redação. Segundo dia: seis questões de matemática, duas de ciências da natureza e duas de ciências humanas (interdisciplinares), além de 12 questões específicas da área escolhida pelo candidato. "O vestibular mudou muito nos últimos anos. Nós precisamos nos ajustar a isso. Devemos salientar que a tradição interdisciplinar vai continuar no nosso vestibular com as questões de ciências da natureza e ciências humanas. Também dessa vez decidimos voltar a exigir a língua estrangeira na segunda fase, com o acréscimo das duas questões de inglês no primeiro dia", afirmou o coordenador. Redação A redação também terá uma mudança para o vestibular 2020. A partir de agora, o candidato não vai mais precisar fazer redação de cada um dos dois temas propostos. Ele poderá escolher um e fazer o texto só do tema que mais sentir familiaridade. Além disso, o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) salientou que a primeira etapa será mantida no formato atual, com exigência de conhecimentos gerais em todas as disciplinas ministradas no ensino médio. Abstenção Para o coordenador, o novo formato deve diminuir a "sobrecarga" sobre os candidatos que realizam uma maratona de provas nos primeiros dias do ano. O vestibular 2019 foi aplicado entre os dias 13 e 15 de janeiro, e terminou com abstenção de 14,3%, o maior índice em três anos. "Não temos previsão do aumento de inscritos, mas, esperamos diminuir a abstenção. Ficar abaixo de 10%, uma redução significativa", explicou Freitas Neto. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/03 - É possível prevenir tragédias como a do tiroteio na escola de Suzano?
Psicólogos afirmam que alguns casos de violência podem ser evitados com ação dos pais e de profissionais dentro da escola. Especialista em segurança diz que a prevenção é difícil. Familiares e amigos aguardam por informações na entrada da Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Grande São Paulo. Julien Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo Ainda não está claro o que motivou dois jovens a entrarem em uma escola de Suzano (SP) fortemente armados, matarem oito pessoas e se matarem em seguida. No entanto, dúvidas sobre o que poderia ter sido feito para prevenir o crime começam a aparecer. Atenção aos sinais psicológicos ou ações de segurança pública estão no foco do debate. O G1 ouviu especialistas para saber se é possível identificar e evitar tragédias como essa. Para os especialistas, a prevenção passa por: Equipes de ronda policial e vigilância podem impedir a entrada de criminosos em escolas, mas esta ação não é totalmente efetiva porque o criminoso pode ficar esperando para entrar na escola assim que a ronda passar; Armar professores não é efetivo porque o porte e a posse da arma passa por questões estritamente pessoais e legais; Uma alternativa apontada é investir em monitoramento de redes sociais: policiais poderiam receber alerta quando determinado IP [endereço do computador] começasse a fazer pesquisas relacionadas a alguns temas e, a partir disso, abrir uma investigação; Escolas devem fazer campanhas de prevenção contra bullying; Campanhas e conversas contra a intolerância também poderiam evitar crimes de ódio; Atendimento psicológico dentro das escolas é indicado por especialistas como uma estratégia eficiente de prevenção; Dar protagonismo aos estudantes para que eles participem da organização escolar é uma forma de ouvir as demandas e fazê-los participarem do dia a dia da escola; Pais e familiares devem ter atenção ao comportamento de adolescentes, sobretudo quando mostram isolamento, mudança de humor acentuada; Há diferentes perfis psicológicos e, em alguns casos, um potencial agressor pode não dar sinais evidentes que ajudem pais a perceberem um eventual risco; Confira abaixo o que dizem os especialistas: Diógenes Lucca, tenente-coronel da reserva da PM de São Paulo, comandante do Gate entre 1988 e 2014 e especialista em Segurança Pública José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM de São Paulo, ex- Secretário Nacional de Segurança Pública e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Luciana Szymanski, professora da pós-graduação em psicologia da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Marianne Bonilha, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, e responsável pelo ambulatório de violência Miriam Abramovay, socióloga, doutora em educação e coordenadora do programa da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais sobre juventude e políticas públicas Leia também: Apoio psicológico pode ajudar vítimas de traumas como do massacre em Suzano Segurança pública Ronda escolar, portas com detector de metais, catracas, seguranças profissionais nas escolas e professores armados. Após o ataque a tiros na escola de Suzano, essas foram algumas das sugestões que começaram ser discutidas. Mas, será que são efetivas? Para Diógenes Lucca, tenente coronel da reserva da PM de São Paulo, comandante do Gate entre 1988 e 2014 e especialista em Segurança Pública; e para o coronel da reserva da PM de São Paulo José Vicente da Silva, ex- Secretário Nacional de Segurança Pública e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, crimes como esse são de difícil prevenção porque não seguem a lógica da criminalidade comum e deveriam ser combatidos com ações de inteligência. "Aqui no Brasil nós temos sistema de ronda escolar, especialmente em São Paulo, onde viaturas fazem o patrulhamento nas escolas de horário de entrada e saída, que são os principais horários", diz José Vicente da Silva. "Um segurança na porta não seria capaz de conter estas pessoas que estavam fortemente armadas." Lucca explica que a segurança nas cidades é planejada com foco nos locais de maiores incidências criminais, mas ataques como esse são imprevisíveis. Ele também descarta a total eficiência das rondas escolares para prevenir este tipo de crime. "O sujeito pode ficar à espreita e entrar na escola assim que a ronda passar", diz. E armar professor? Diógenes Lucca é contra. "Sou a favor de as pessoas terem e portarem arma dentro de restrições rigorosas. Mas o porte de arma é algo muito pessoal, como seria estabelecer isso como regra? Todos os professores teriam? Nem todos têm aptidão", analisa. Para ele, duas propostas poderiam ser mais efetivas para prevenir ataques a tiros: inteligência policial atuando nas redes sociais e pesquisas na internet e campanhas de prevenção ao bullying com uma forte rede de apoio. "O que deveria ser feito: ter um nível de prevenção semelhante ao que os EUA e a Europa já adotam após sofrerem ataques terroristas. Tem a prevenção por meio das redes sociais, com alertas [para a polícia] quando alguém pesquisa com frequência palavras relacionadas ao crime. A polícia precisa receber um aviso de que aquele IP [endereço do computador] está fazendo aquela atividade para depois investigar. Nós fizemos isso na época dos jogos olímpicos e a Polícia Federal prendeu suspeitos de possíveis crimes", sugere. "Outra proposta são ações de prevenção e campanha contra o bullying nas escolas. É preciso ter campanhas contra o ódio, precisamos promover o respeito e a tolerância, incentivar que as pessoas, até pelo disque-denúncia, divulguem o que acharem anormal", diz Lucca. Ações pedagógicas dentro da escola Miriam Abramovay, socióloga, doutora em educação e coordenadora do programa da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais sobre juventude e políticas públicas estuda violência nas escolas há quase duas décadas. Para ela, uma das principais reclamações dos estudantes é a falta de participação nas decisões da escola. "Reina uma cultura 'adultocêntrica', ou seja, centrada em adultos que não aceitam as formas deles serem, falarem e se vestirem", diz. Segundo ela, isso cria conflitos na escola. Em 2016 ela desenvolveu o "Programa de Prevenção à Violência nas Escolas", com o apoio do Ministério da Educação. Por meio de questionários e com a participação de jovens, o programa capacitou os professores a identificar as características dos adolescentes e trouxe os estudantes para o centro do debate. "As escolas não podem funcionar somente na questão das notas. Se você não tiver um diagnóstico sobre o que está acontecendo nas escolas, não dá para propor políticas públicas", analisa. Perfil psicológico e identificação Entre as possíveis motivações, psicólogas ouvidas pelo G1 levantam hipóteses para a ação dos assassinos: o contexto social, de violência e banalização da morte, e as experiências vividas pelos jovens podem ter relação com o ataque. A professora Luciana Szymanski, da pós-graduação em psicologia da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), analisa o acontecimento como uma consequência de abandono coletivo. "No meu ponto de vista, a prevenção de tragédias como essa deve ser feita com políticas públicas. Não acredito que o ideal seja individualizar a discussão e pensar nas patologias desses dois jovens", diz. “Prefiro analisar de forma mais ampla. Crianças e adolescentes crescem vendo a banalização da violência. Vemos as mortes em Brumadinho, em deslizamentos de terra após chuvas. Crianças morrem no tráfico, no crime organizado, e nos acostumamos a isso”, afirma a professora. Segundo Luciana, esse raciocínio de pensar em causas coletivas não diminui a responsabilidade dos dois atiradores. O caminho é não esquecer que eles estão inseridos em um contexto de falta de políticas de segurança pública, de vulnerabilidade social. "Esse tipo de tragédia acontece quando a pessoa perde o espaço em que usaria a palavra e passa a se manifestar de outro jeito", completa. Perfis psicológicos Na psicologia clínica, a análise não despreza o contexto coletivo, mas também levanta hipóteses sobre a história individual dos dois atiradores: Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Marianne Bonilha, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, e responsável pelo ambulatório de violência, aponta que nossa realidade - de distanciamento entre familiares e amigos, de intolerância e de falta de comunicação – colabora para atos de violência. E, pensando mais individualmente, explica dois perfis possíveis: No primeiro caso, pode ter ocorrido uma descarga imediata de agressividade, projetada nos outros (por meio dos assassinatos) e em si mesmo (no suicídio). Nessa hipótese, os atiradores poderiam estar vivendo uma situação de desestrutura. "Eles talvez não estivessem conseguindo atravessar um momento de angústia, e aí projetaram o sentimento por meio da destruição. É um fenômeno chamado de ‘passagem ao ato’: a impossibilidade de lidar com um universo de sentimentos, que leva a uma descarga imediata de raiva. Pode ser quebrar algo, bater em alguém ou até se matar. É um descontrole", diz. Nesse caso, o sujeito pode ter dado sinais de que estava passando por um momento de dificuldade. "O importante é entender que isso não veio do nada. Pode ter sido associado a um histórico de maus-tratos, de bullying. Em casa, o adolescente mostra isolamento, mudança de humor acentuada", diz. Acompanhamento psicológico em escolas Para prevenir que a situação chegue a esse ponto, Marianne sugere que haja um acompanhamento psicológico constante e próximo nas escolas. "Precisamos saber como eles estão se sentindo em relação ao mundo. Não adianta ter um profissional no colégio que só distribua textos aos estudantes. A ação deve ser mais direta", diz. Sandra Scivoletto, professora de Psiquiatria da Infância e Adolescência na Faculdade de Medicina da USP, reforça a importância de as escolas estarem próximas aos alunos. "É muito importante estarem atentas à questão de bullying ou a mudanças de comportamento: jovens que eram tranquilos e de repente ficam mais agressivos ou o contrário", diz. "Porque quando existem sintomas de depressão e angústia, o adolescente vive aquilo como se fosse para sempre. Ele não consegue ver que é uma fase e aquilo vai passar e acaba lançando mão desses atos desesperados" explica. Na segunda possibilidade, um dos adolescentes pode ter uma estrutura mais perversa. "Nesse caso, não há como prevenir o ataque. Ele não vai sinalizar antes. Pode ser até aquele perfil mais certinho, de quem ninguém vai desconfiar. Vai planejar o ataque, sem ter empatia pelo outro. A única lei que vale é a dele mesmo", explica a psicóloga Marianne Bonilha. É possível, ainda, que cada um dos atiradores siga um desses perfis. Seja qual for a causa exata dos ataques, o importante, segundo as especialistas, é não desprezar o contexto em que os adolescentes estavam inseridos. Flores são depositadas no muro da Escola Estadual Raul Brasil em homenagens às vítimas do massacre em Suzano Alan Severiano/TV Globo Como é a prevenção nos EUA Nos Estados Unidos, onde os ataques em escolas são mais recorrentes, detectores de metais fazem parte da rotina de crianças e adolescentes de escolas públicas de grandes centros urbanos como Nova York, Chicago e Los Angeles desde os anos 90. A iniciativa era uma tentativa de combater a violência de gangues. Apesar dos esforços, a violência em escolas continua a fazer vítimas no país. Mais recentemente, um atirador deixou 10 mortos em Santa Fe, no Texas, e outro matou 17 em Parkland, na Flórida. As escolas de distritos menores como estas não costumam ter as mesmas medidas de segurança adotadas nos grandes centros. Os ataques em Parkland e Santa Fe inflamaram um debate nos EUA sobre o controle de armas e o presidente americano Donald Trump disse acreditar no armamento de professores como uma das soluções possíveis. Os estados americanos têm diferentes leis sobre o tema. A maioria proíbe armas em escolas primárias, mas alguns liberam caso a pessoa tenha porte de arma. Já em universidades e faculdades, a maioria dos estados sugere que as instituições definam por conta própria. Um ano após o ataque em Parkland, 26 estados nos EUA aprovaram leis sobre controle de armas. O estado da Flórida, onde aconteceu o massacre, criou um "alerta vermelho" para que os juízes possam confiscar armas de pessoas consideradas instáveis, aumentou para 21 a idade mínima para comprar armas e proibiu a compra e a posse de "bump stocks", dispositivos que permitem disparar rajadas mais rápidas. Em dezembro, o presidente Donald Trump proibiu em nível federal esses dispositivos. E segundo o Centro Legal Giffords para Prevenir a Violência Armada, 26 estados – além do distrito da capital – aprovaram depois de Parkland 67 leis ligadas ao controle de armas. Policiais trabalham nos arredores da Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Grande São Paulo. Dois adolescentes encapuzados mataram oito pessoas no local e cometeram suicídio em seguida Nelson Almeida/AFP Initial plugin text
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14/03 - Apoio psicológico pode ajudar vítimas de traumas como o do massacre em Suzano
Estresse pós-traumático pode causar ansiedade, síndrome do pânico e crises de angústia. Assassinos atiraram em alunos e funcionários da Escola Estadual Raul Brasil. Estudantes se abraçam após ataque a escola de Suzano: especialista alertam para os perigos de traumas não-tratados Maiara Barbosa/G1 Sobreviver a um trauma como o do massacre de Suzano (SP) pode deixar sequelas emocionais, mas é possível passar pela dor com a ajuda de especialistas, familiares e a comunidade escolar. O estresse pós-traumático é a reação mais comum em situações como esta, segundo especialistas, e pode desencadear uma série de problemas como ansiedade, síndrome do pânico e crises de angústia. O G1 ouviu seis especialistas na área. Segundo eles, os principais pontos para ajudar a superar o trauma são: A comunidade escolar deve fazer um trabalho coletivo com os estudantes para que eles falem sobre o que estão sentindo Familiares devem acolher e ficarem atentos a sinais como mudança de comportamento, insônia, crises de angústia (leia mais abaixo e veja vídeo da dra. Ana Escobar) Não force ninguém a falar, mas esteja aberto para escutar, caso seja necessário É preciso tempo para que os estudantes assimilem o que aconteceu Cada um vai assimilar a dor de uma forma diferente Confira abaixo o que disseram os especialistas: Ana Escobar, médica Daniel Martins de Barros, psiquiatra Luciana Szymanski, professora da pós-graduação em psicologia da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Marianne Bonilha, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e responsável pelo ambulatório de violência Sandra Scivoletto, professora de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Vera Iaconelli, psicóloga Leia também: É possível prevenir tragédias como a do tiroteio na escola de Suzano? Especialistas falam como lidar com traumas após tragédias como a de Suzano Para Daniel Martins de Barros, psiquiatra, o apoio é fundamental para dar segurança e amparo. "As pessoas envolvidas têm que saber que, se elas quiserem, terão ajuda. Não é impor. A pessoa tem que se sentir segura, acolhida e amparada", disse. Isso porque, de acordo com a médica Ana Escobar, qualquer pessoa que passe por um trauma pode desenvolver a síndrome do estresse pós-traumático. Ele ressalta que é importante retomar a normalidade da vida. "[Temos que mostrar que] A escola é segura. Porque, se não, a gente vai alimentar um medo que não se justifica. Isso é a exceção da exceção, raríssimo, um evento pontual. Temos que mostrar para crianças, na família e na escola que isso aconteceu, que vamos lamentar, mas vamos continuar vivendo." A psicóloga Vera Iaconelli chama a atenção para a forma como cada um vai lidar com o acontecimento. "Cada criança vai viver esta experiência de um jeito diferente. Tem coisas como culpa, medo fantasias onipotentes de que poderia ser salvado alguém." Para ela, os primeiros dias após a tragédia devem ser para a comunidade escolar falar sobre o que houve. "São dias para sentar e conversar sobre bullying, estar na escola, redes virtuais. Vamos fazer desta tragédia uma coisa produtiva, pensar o lugar da escola junto com a criança. É para falar, chamar os pais", diz. Marianne Bonilha, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e responsável pelo ambulatório de violência, esclarece que, além dos atendimentos individuais, é necessário também haver um trabalho coletivo com a comunidade escolar. “Psicólogos podem reunir todos os envolvidos para falar sobre o ocorrido. Não adianta fingir que nada ocorreu e tentar retomar a rotina do colégio”, diz. “É preciso elaborar um plano de ação com o grupo e fazer uma reflexão social”, completa. A especialista ressalta que é preciso respeitar os limites de cada uma das testemunhas. É possível que, de imediato, algumas não consigam falar sobre o que viram. “É tudo tão grotesco e insuportável, uma cena tão difícil, que é necessário um tempo para que os envolvidos elaborem o que viram. Não é correto impor um trabalho psicológico a todos. O essencial é oferecer o espaço de assistência - informar a todos quais os canais de ajuda que estão disponíveis”, afirma. A psicóloga compara a situação ao contexto de guerra, em que é imprescindível haver um pronto-atendimento a quem necessitar. Sinais de trauma A professora Luciana Szymanski, da pós-graduação em psicologia da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), também destaca a importância dos espaços de escuta. “É necessário falar sobre morte com eles. Os professores precisam se preparar para abordar o assunto. Suportar o luto vai demandar esforço de toda a comunidade escolar. O sofrimento precisa ser ouvido – não dá para negligenciar o que essas crianças e adolescentes estão sentindo”, diz. A médica Ana Escobar diz que qualquer pessoa que passe por um trauma, seja adolescente ou adulto, pode estar sujeito a desenvolver a síndrome do estresse pós-traumático, que é reviver as emoções do acontecimento, sem ter controle sobre isso (veja vídeo abaixo). Dra. Ana Escobar explica como é estresse pós-traumático e os sintomas "Começa com uma crise de ansiedade muito grande, como se estivessem revivendo tudo. Pode dar muito medo, fobia, até síndrome do pânico com suor frio, sensação de náusea, vômito, coração que acelera, falta de apetite, distúrbio de sono, irritabilidade", diz. Segundo especialistas, aqueles que não conseguirem elaborar o que ocorreu podem mudar o comportamento e, por isso, é preciso ficar atento aos sinais. Veja os principais sintomas do trauma: insônia medo suor frio sensação de náusea e vômito pesadelos recorrentes crises de angústia crises de pânico ansiedade frequente distúrbios psicossomáticos Para Sandra Scivoletto, professora de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, após um trauma grande a pessoa muda o seu comportamento para um estado de alerta constante. "É um estresse intenso e gera um estado de hipervigilia: a pessoa não consegue relaxar, tem dificuldade para dormir e isso vai desgastando a pessoa", explica. Ela também ressalta a importância do espaço para que todos possam falar dos que viveram e tratar do trauma coletivo: "Para eles dividirem com outras pessoas os medos e angústias e para ajudar nesse processo de cicatrização desse trauma". Um homem tenta acalmar uma mulher na entrada da Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Grande São Paulo. Dois criminosos encapuzados mataram oito pessoas no local e cometeram suicídio em seguida Maurício Sumiya/Futura Press via AP Initial plugin text
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14/03 - Unicamp vota mudanças na 2ª fase do vestibular 2020 com expectativa de reduzir abstenção
Coordenador executivo da Comvest, José Alves Freitas Neto diz que proposta busca isonomia na seleção e alcançar índice de abstenção inferior a 10%. Neste ano, número de ausentes foi o maior em três anos. Estudantes durante a 2ª fase da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp decide na manhã desta quinta-feira (14) se aprova mudanças no formato da segunda fase do vestibular, a partir da edição 2020, incluindo a redução do número de dias e a divisão de conteúdos conforme a carreira escolhida pelo candidato. Segundo o coordenador executivo da comissão organizadora do exame (Comvest), José Alves Freitas Neto, o objetivo é aplicar uma seleção mais qualificada e moderna, e fazer com que o índice de abstenção seja inferior a 10%. O processo até a edição deste ano foi dividido em três dias e todos os estudantes classificados para esta etapa, independentemente do curso de graduação pretendido, respondem às mesmas questões. A proposta a ser votada pela Câmara Deliberativa do Vestibular sugere diminuição para dois dias: redação, português, matemática e interdisciplinares para todos os candidatos; questões aprofundadas por área escolhida: saúde/biológicas; exatas/engenharias/tecnológicas; humanidades e artes. O coordenador avalia que a disputa deve valorizar os conhecimentos dos estudantes nas áreas de atuação que planejam seguir e, com isso, a prova poderá ser mais exigente com o direcionamento específico. Segundo ele, a Unicamp é a única universidade que cobrou, até 2019, o mesmo conteúdo de todos os estudantes classificados para uma segunda fase do processo. "Fizemos um primeiro esforço de mudar as formas de ingresso e, a partir de agora, potencializar o melhor desempenho dos candidatos tanto na interpretação de temas contemporâneos, quanto nos conhecimentos nas áreas que estão escolhendo. Para que o processo seja o mais isonômico possível, temos que realizar provas em que os candidatos não tenham domínio sobre todos os assuntos, mas que tenham clareza de certos perfis de interpretação, tanto pela linguagem quanto pelo raciocínio matemático, como pela interdisciplinaridade", explica Freitas Neto. Redação, tempo e 1ª fase Segundo a Comvest, a proposta em discussão prevê continuidade da redação na segunda fase e cada prova passaria a ter duração máxima de cinco horas. Além disso, o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) salienta que a primeira etapa será mantida no formato atual, com exigência de conhecimentos gerais em todas as disciplinas ministradas no ensino médio. Foco na abstenção Para o coordenador, o novo formato deve diminuir a "sobrecarga" sobre os candidatos que realizam uma maratona de provas nos primeiros dias do ano. O vestibular 2019 foi aplicado entre os dias 13 e 15 de janeiro, e terminou com abstenção de 14,3%, o maior índice em três anos. "Não temos previsão do aumento de inscritos, mas, esperamos diminuir a abstenção. Ficar abaixo de 10%, uma redução significativa", destaca Freitas Neto ao ponderar sobre os últimos resultados. Estudantes no campus da Unicamp, em Campinas Antonio Scarpinetti / Unicamp Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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13/03 - UFSCar: candidatos devem manifestar interesse presencial na quarta chamada; veja lista
Candidatos devem comparecer ao campus do curso escolhido nesta sexta, das 9h às 11h. Campus da UFSCar em São Carlos Felipe Lazzarotto/ EPTV A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou nesta quarta-feira (13) a lista das pessoas convocadas para manifestação presencial de interesse na quarta chamada. Os candidatos devem comparecer ao campus do curso escolhido nesta sexta-feira (15), das 9h às 11h. A UFSCar está convocando a quantidade de estudantes em proporção estimada como suficiente para o preenchimento do número atual de vagas disponíveis. Nas páginas iniciais da lista divulgada estão detalhadas as orientações sobre o procedimento de manifestação de interesse. Na sexta, os convocados deverão aguardar no campus até as 15h, quando será divulgada a relação daqueles que efetivamente conseguiram a vaga, para fazer a matrícula em seguida. Outras informações podem ser obtidas em consulta ao edital ou por meio do Fale Conosco. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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13/03 - Trote solidário da UFSCar arrecada doação de cabelo para confecção de perucas em São Carlos
Ação também incentiva doação de alimentos e cadastramento de medula óssea. Trote solidário da Atlética da UFSCar incentiva a doação de cabelo Geovana Alves/G1 A Associação Atlética Acadêmica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza, a partir desta quarta-feira (13), o trote solidário "cada mecha um sorriso" que faz parte da programação da Calourada deste ano e que conta com arrecadações de cabelo, alimentos e o cadastramento de medula óssea. A ação pretende marcar a entrada dos novos universitários com o envolvimento em atos de solidariedade. “De acordo com que vimos nos últimos eventos e com o impacto que a realização de um 'trote com propósito' tem gerado, decidimos continuar com a Calourada Solidária nesse ano. Além disso, é uma ótima maneira de começar o ano letivo, tanto para quem faz essa boa ação, quanto para quem recebe”, afirmou o presidente da Associação Acadêmica Atlética, Lucas Castro. Para facilitar a doação de cabelo, a Atlética disponibilizou profissionais na própria UFSCar. Mas os estudantes também podem levar as mechas já cortadas. Serão confeccionadas perucas que vão ser doadas para pacientes que estão em tratamento de câncer. A caloura da UFScar Marília Souza soube da ação do trote solidário e deixou o cabelo crescer para participar da doação Geovana Alves/G1 A caloura de psicologia Marília Souza, de 19 anos ficou sabendo do trote solidário pelo Facebook e deixou o cabelo crescer desde a época do vestibular para poder doar. "Eu acho muito importante mostrar que trote não é só violência", afirmou. A ação mobilizou não só os calouros, mas veteranos como a estudante de química Mirella Fernandes, de 21 anos, que doou em 2017 e deixou o cabelo crescer por dois anos para doar novamente. “Antes fica um pouco de medo porque não sabe como vai ficar e depois é um sentimento de 'estou ajudando alguém', alguma mulher que perdeu o cabelo. Eu tenho, o meu vai crescer de volta. Em dois anos ele cresceu montão e vai crescer de novo, é um pouco de desapego que você tem que ter”, disse. A veterana Mirella Fernandes doou há dois anos e esperou o cabelo crescer para doar novamente Geovana Alves/G1 O estudante de engenharia de materiais Everaldo Gonçalves, 35 anos, resolveu deixar o cabelo crescer depois de um intercâmbio e viu na ação uma maneira de fazer o bem com o cabelo que começava a cair. “Eu fiz intercâmbio, daí fora do Brasil cortaram meu cabelo de uma maneira muito ruim e eu decidi que eu não ia cortar meu cabelo até me formar. Eu voltei do intercâmbio, o cabelo cresceu e aí eu não me formei, o cabelo começou a cair e eu não ia ter cabelo até me formar, então eu resolvi cortar agora e doar e deixar crescer de novo”, contou. Ele apoia essa forma de trote. “O evento é importante pela integração. Aqui a gente tem o trote solidário, acho que é legal para poder interagir, receber pessoas que a gente não conhece e trazer próximo da gente, e não afastar com violência. Acho bacana que a Federal abraça a causa do trote, mas de uma forma consciente”. O estudante Everaldo Gonçalves levou as mechas para doar Geovana Alves/G1 Calourada A Calourada é um recepção preparada pela UFSCar aos seus novos estudantes. Cerca de 3 mil ingressantes chegam aos quatro campi da universidade ao longo da semana e são recebidos com várias atividades elaboradas pelos cursos e pela Atlética. *Sob supervisão de Fabiana Assis, do G1 São Carlos e Araraquara. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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13/03 - Unicamp cria comissão para apurar fraudes de beneficiados por cotas no vestibular 2019
Grupo tem 60 dias para conclusão de trabalhos e foi criado após universidade receber denúncias. Instituição somou 959 candidatos que optaram pelo benefício até a 5ª chamada do exame. Estudantes durante a 2ª fase da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp confirmou na tarde desta quarta-feira (13) que abriu uma comissão para investigar se houve fraudes cometidas por candidatos que optaram pelo sistema de cotas étnico-raciais no vestibular 2019. Esta foi a primeira edição que a universidade implementou a medida com objetivo de elevar inclusão social e, ao todo, 959 (30,3%) ingressantes na graduação foram beneficiados. De acordo com a comissão organizadora do processo seletivo (Comvest), o grupo é composto por professores e foi instituído pela reitoria da Unicamp após denúncias. A publicação foi feita no Diário Oficial do estado na terça-feira e os trabalhos devem ser finalizados em até 60 dias. Novos formatos elevam nº de pretos e pardos aprovados Beneficiados por cotas Total: 959 Vestibular (tradicional): 682 Vagas via Enem: 277 O resultado foi atualizado até a 5ª chamada do vestibular; "Assegurado o direito ao contraditório e seguindo o critério da transparência para que que a política de cotas seja utilizada para quem faz jus ao benefício", falou o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto. O número de denúncias e alunos alvo delas não foram confirmados. O coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto Alex Matos Segundo ele, a possibilidade de realizar apurações já era esperada, considerando-se os históricos de outras universidades. Em dezembro do ano passado, por exemplo, a Unesp confirmou as expulsões de 27 alunos que se autodeclararam negros ou pardos e conquistaram vaga por meio do sistema de cotas, após comissão interna da instituição considerar as autodeclarações inválidas. Comissão responsável pelas apurações Ana Maria Figueiredo de Almeida (coordenadora) - Faculdade de Educação Everardo Magalhães Carneiro - Instituto de Biologia Lucilene Reginaldo - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Mário Augusto Medeiros da Silva - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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13/03 - Marcelo Rubens Paiva e Lygia Fagundes Telles entram para lista de leituras obrigatórias da UFRGS
No total, 12 leituras compõem a lista, que serve como base para a realização da prova de literatura de língua portuguesa do vestibular. Neste ano, pela primeira vez, provas serão realizadas em dois fins de semana diferentes. Vestibular da UFRGS Secom/Divulgação A lista de leituras obrigatórias para a prova de literatura em língua portuguesa do próximo vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi divulgada nesta quarta-feira (13). Em relação à lista do ano passado, as novidades são: Bagagem, obra de poesias de Adélia Prado; São Bernardo, romance de Graciliano Ramos; As Meninas, da escritora Lygia Fagundes Telles; Feliz Ano Velho, do escritor Marcelo Rubens Paiva. Do ano passado, seguem as seguintes obras: Seleção de Poemas de Florbela Espanca (Poemas: 1. Fanatismo; 2. Horas rubras; 3. Eu; 4. Vaidade; 5. Lágrimas ocultas; 6. A minha dor; 7. Suavidade; 8. Se tu viesses ver-me; 9. Ser poeta; 10. Fumo; 11. Frêmito do meu corpo; 12. Realidade; 13. Súplica; 14. Doce certeza; 15. Quem sabe?!...; 16. A Mulher I; 17. A Mulher II; 18. Amiga; 19. Ódio; 20. Amar!; 21. O maior bem; 22. Neurastenia); Papéis Avulsos, de Machado de Assis; Úrsula, de Maria Firmina dos Reis; Hamlet, de William Shakespeare; A máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe; Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus; Diário da Queda, de Michel Laub; Disco Elis & Tom [1974]. O vestibular da UFRGS será realizado nos meses de novembro e dezembro de 2019, em dois fins de semana subsequentes: nos dias 23 e 24 de novembro e 30 de novembro e 1º de dezembro. Conforme a universidade, a antecipação faz parte de um conjunto de medidas para otimizar o processo de matrículas e ocupação de vagas. As demais informações sobre a aplicação das provas, como edital e procedimentos de inscrição, serão divulgadas posteriormente, no site da universidade.
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13/03 - UFU prorroga prazo de inscrição para o vestibular do segundo semestre de 2019
Agora, os interessados têm até o dia 18 de março para se inscrever. As vagas são para as cidades de Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas. Inscrição para provas do vestibular da UFU são prorrogadas RBS TV/Divulgação A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) divulgou nesta terça-feira (12) que o prazo de inscrições para o vestibular do segundo semestre de 2019 foi prorrogado até as 15h do dia 18 de março. A alteração no cronograma foi feita por meio de retificação no edital de abertura. A universidade não informou na divulgação o motivo da prorrogação. Conforme o edital, há 1.654 vagas disponíveis em 48 opções de cursos de graduação para ingresso nos campi de Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas. A relação de vagas e opções de cursos estão disponíveis no Manual do Candidato. Inscrições e isenção Os interessados podem se cadastrar no portal da Diretoria de Processos Seletivos da UFU. O valor da taxa é de inscrição é de R$ 117. A solicitação de isenção pode ser feita até esta quarta-feira (13), com a indicação do Número de Identificação Social (NIS) no Cadastro Único (CadÚnico). Provas Segundo a UFU, as provas da primeira fase serão aplicadas nos dias 4 e 5 de maio de 2019 nas cidades de Uberlândia, Ituiutaba, Patos de Minas e Monte Carmelo, Ribeirão Preto (SP) e Goiânia (GO). Nesta etapa, serão aplicadas provas objetivas de Biologia, Física, Geografia, Língua Portuguesa, Literatura, Sociologia, Filosofia, História, Língua Estrangeira (Espanhol, Francês ou Inglês), Matemática e Química. Na segunda fase, serão aplicadas as provas discursivas das disciplinas da primeira etapa, além da redação, nos dias 8 e 9 de junho de 2019 nas cidades em que a UFU tem campus.
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13/03 - O escândalo da propina paga por milionários e estrelas de TV para colocar filhos em faculdades de elite nos EUA
Operação do FBI deteve 50 pessoas, entre elas as atrizes Felicity Huffman e Lori Loughlin, acusadas de envolvimento em esquema milionário para fraudar exames de admissão de universidades renomadas. Felicity Huffman, em postagem do Instagram do dia 11 de março, quando ainda não havia sido presa Reprodução Entrar nas universidades mais competitivas dos Estados Unidos requer anos de sacrifício e esforço - ou muito dinheiro, segundo uma investigação do FBI.. A polícia federal americana deflagrou uma operação contra 50 pessoas na terça-feira, entre elas as atrizes Felicity Huffman (do seriado Desperate Housewives) e Lori Loughlin (de Full House e Fuller House). Elas são acusadas de fazer parte de um megaesquema de fraude e suborno para garantir a entrada de estudantes em universidades renomadas nos EUA. Além das atrizes, executivos de empresas também são acusados de fazer parte de uma rede de pais dispostos a pagar cifras milionárias para fraudar o sistema educacional americano e assegurar a entrada de seus filhos em universidades de elite. Eles foram detidos como parte da operação, batizada de "Varsity Blues". Yale, Stanford, Georgetown, Universidade do Texas, Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Universidade do Sul da Califórnia são algumas das instituições que receberam alunos beneficiados pelo esquema. As autoridades, contudo, descartaram que as universidades tenham participado do esquema. Segundo investigadores, as fraudes ocorriam de diferentes formas: sofisticadas fraudes nos exames de admissão, envolvendo pessoas respondendo provas de vestibular por outras; suborno de técnicos de equipes esportivas das universidades, que escolhiam jovens sem habilidades atléticas. O FBI informou que o esquema se estende a todo o país e funcionou de 2011 até fevereiro deste ano. Segundo os investigadores, durante esse período, os acusados de pagar para que seus filhos entrassem nas universidades desembolsaram mais de U$ 25 milhões (R$ 95,33 milhões). "Este caso mostra a crescente corrupção nas admissões em universidades de elite através de riqueza combinada com fraude", afirmou o procurador geral de Boston, Andrew Lelling. De acordo com as autoridades, a investigação ainda está em curso. Quem são os principais acusados? De acordo com o FBI, o empresário William "Rick" Singer está no centro das investigações. Ele se declarou culpado e admitiu ter gerido as fraudes por meio da própria empresa, a Edge College & Career Network, que prepara alunos para entrar nas universidades. Entre os 50 indiciados, além de Singer, 33 são pais e 13 são técnicos esportivos e funcionários do empresário. Documentos oficiais revelam que uma das treinadoras cooperou com a investigação. Ela trabalhava na Universidade de Yale e recebeu mais de US$ 400 mil (R$ 1,5 milhão) para aceitar na equipe uma aluna que não tinha nenhuma aptidão esportiva. O Departamento de Justiça dos EUA informou que nenhum estudante foi acusado uma vez que foram os pais que participaram do esquema. Como funcionavam as fraudes? A investigação indica que Singer instruía seus clientes sobre como fraudar as provas de admissão. Os pais então alegavam que os filhos tinham certas dificuldades e precisavam de tempo extra para preencher o exame ou que estes tinham um compromisso que os impedia de fazer a prova junto com os demais concorrentes. Assim, os alunos faziam as provas em instalações específicas, onde a empresa de Singer já havia subornado o pessoal responsável por aplicar os testes para que pudessem colar ou para que outras pessoas fizessem a prova por eles. Também foram identificados casos em que respostas certas eram sopradas e respostas erradas eram alteradas na hora da correção para favorecer os candidatos. O esquema também se aproveitava do fato de muitas universidades americanas aprovarem não apenas alunos com elevado desempenho acadêmico, mas também atletas de ponta para representar os centros de estudo em competições universitárias. Nesses casos, muitas vezes a palavra final sobre a escolha de um estudante é dos técnicos das várias equipes - de, por exemplo, basquete, natação, polo aquático, atletismo e futebol americano. Por meio da empresa de Singer, de acordo com o FBI, vários treinadores receberam propina para aprovar alunos mesmo que não apresentassem aptidões de atletas de ponta- e para convencer o resto da equipe que se tratava da pessoa certa. Nessa fraude chegaram a ser usadas montagens em que esses estudantes apareciam em fotos no corpo de atletas realizando feitos esportivos. Houve outros crimes? De acordo com os investigadores, esse esquema envolveu outros crimes, além das fraudes e corrupção - houve, também, lavagem de dinheiro e sonegação. Segundo o FBI, Singer usava uma organização sem fins lucrativos, a Fundação Key Worldwide, para que as propinas pagas pelos pais aparecessem como doações e pudessem ser deduzidas como imposto. O Fisco americano também participou das investigações e informou que alguns suspeitos serão multados.
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13/03 - Felicity Huffman paga fiança de R$ 950 mil após prisão por suspeita de fraude em vestibular nos EUA
Polícia confirmou prisão de suspeitos em caso de compra de vagas. Lori Loughlin, atriz de 'Três é demais', teve mandado de prisão emitido, mas não foi encontrada em casa. Atrizes são acusadas de pagar para filhas entrarem em grandes universidades americanas A polícia americana confirmou a prisão de 38 pessoas acusadas de fraude em vestibulares nos Estados Unidos, incluindo a atriz Felicity Huffman ("Desperate housewives"), nesta terça-feira (12). Huffman foi liberada durante a madrugada desta quarta (13) após pagar fiança de US$ 250 mil (R$ 950 mil), segundo o TMZ. Atriz é suspeita ​​de disfarçar como caridade um pagamento de US$ 15 mil no esquema de suborno. Também foi expedido mandado de prisão para a atriz Lori Loughlin ("Três é demais"). Segundo a imprensa americana, ela não foi encontrada em casa. Felicity Huffman e Lori Loughlin são indiciadas por suborno a universidades americanas Divulgação Loughlin e o marido, o designer Mossimo Giannulli, são acusados ​​de pagar US$ 500 mil à Universidade do Sul da Califórnia em troca de ter suas duas filhas designadas como recrutas em uma equipe esportiva da universidade, apesar de não participarem do time. Giannulli está entre os detidos. Ao todo, há 50 indiciados, entre artistas, líderes empresariais, técnicos de grandes universidades e administradores de testes. As instituições incluem Yale, Stanford, Universidade do Texas, Universidade da Califórnia e Universidade do Sul da Califórnia. Os indiciados podem ser condenados a até 20 anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos. Durante coletiva de imprensa, o promotor federal de Massachusetts, Andrew Lelling, disse que não pode haver um sistema de admissão diferente para pessoas ricas. "Não pode haver um sistema judicial diferente para eles também. Estes pais eram um catálogo de riqueza e privilégio. Incluem, por exemplo, presidentes de empresas públicas e privadas, bem-sucedidos investidores imobiliários e de valores, duas atrizes conhecidas, um estilista famoso e o diretor de um escritório de advocacia mundial", disse o promotor. O fundador de um cursinho preparatório, William Singer, é apontado como o líder do esquema e recebeu US$ 25 milhões em subornos entre 2011 e fevereiro de 2019. Singer compareceu ao tribunal na terça (12) e se declarou culpado. O esquema envolvia a escalação de não atletas para times universitários, falsificação de fotografias de jovens praticando esportes, correção de respostas erradas nos exames de admissão universitária e contratação de terceiros para realizarem os vestibulares. A polícia descobriu o golpe depois de encontrar um empresário da Califórnia que conduzia operações para ajudar os alunos a entrarem nas universidades. O FBI, departamento federal de investigação americano, teria gravado telefonemas nos quais Loughlin e Huffman conversaram sobre o esquema com uma testemunha que estava cooperando com as autoridades.
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13/03 - Documentário sobre eleição de grêmio estudantil mostra reflexos da política nacional e das lutas sociais na escola
Longa mostra como estudantes se articulam para criar propostas, debater e propor melhorias para a escola, mesmo com visões de mundo diferentes. Gravações entraram no programa pedagógico da escola. Estreia é nesta quinta (14). Alice Riff (à esq) acompanha a equipe de gravação do documentário "Eleição" em escola de SP. Divulgação A votação para a escolha do grêmio estudantil de uma escola de São Paulo é foco do documentário “Eleições”, dirigido pela cineasta Alice Riff. O longa mostra como quatro grupos de estudantes se articulam para criar propostas, debater e propor melhorias para a escola, mesmo com visões de mundo diferentes. O longa estreia nesta quinta (14) e já tem salas confirmadas em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. (Assista ao trailer ao fim da reportagem) As gravações ocorreram em paralelo ao processo eleitoral de 2018. Além do aprendizado político, o projeto foi construído pedagogicamente com professores, integrando oficinas de teatro, cartazes e até jornalismo. “Na eleição, como o papel da mídia é importante, nós incentivamos que eles fizessem um jornal na escola. Fizemos oficina de jornalismo e o processo eleitoral teve cobertura. Tudo isso está no filme”, conta Riff. Estudantes fazem cartazes para divulgar chapa que concorre ao grêmio estudantil de uma escola da Zona Oeste de SP, retratada no documentário 'Eleição', de Alice Riff. Divulgação Segundo a cineasta, a ideia surgiu quando ela começou a observar o crescente desinteresse de adolescentes por política – o último pleito, por exemplo, teve a menor participação de jovens com direito a voto facultativo (com idades entre 16 e 17 anos) desde 2002. Ela, então, passou a refletir sobre o que estes jovens, nascidos após dos anos 2000 com a democracia já estabelecida, achavam deste tipo de governo. O que ela descobriu é que eles têm reivindicações parecidas com as da sociedade, dentro de um contexto estudantil. As chapas participantes, por exemplo, refletiam os grupos sociais. “Quando comecei a pensar o filme, achei que a discussão de esquerda e direita não estaria lá, mas teve. Assim como também teve chapa feminista, LGBT, chapa do fundão”, diz. O processo também envolveu aprendizado: uma das chapas adotou o número '32' como identidade porque este é o ano em que as mulheres passaram a ter voto no Brasil. Este é o segundo longa da cineasta. Antes, Riff dirigiu ‘Meu corpo é político’ e diversos curtas-metragens. O filme foi produzido por meio do Edital Videocamp de Filmes - Edição 2017, iniciativa da plataforma Videocamp e patrocinado pela Coca-Cola Brasil. Estudante prepara faixa de divulgação da chapa '32', na eleição do grêmio estudantil de uma escola de SP, em cena do documentário 'Eleição', de Alice Riff. Divulgação Confira abaixo a entrevista que Alice Riff deu ao G1: Como surgiu a ideia de documentar a votação do grêmio? "Nas últimas eleições, saíram dados que chamaram a atenção em relação à desconexão do jovem com a política. São altas as porcentagens de jovens votando nulo e branco, que não vêm a diferença entre esquerda e direita, que não se vêm representados em partidos políticos. Comecei a refletir sobre isso: o que jovens que nasceram após os anos 2000, com a democracia dada, pensam sobre ela. Pensei em estar em um ano eleitoral, dentro de uma escola, acompanhando uma eleição cujos protagonistas são jovens, negros, negras, a comunidade LGBT. Uma eleição 100% protagonizada por quem está fora do Congresso Nacional." Por que essa escola? Como foi o processo de gravação? "A Secretaria Estadual de Educação autorizou e disse nós precisaríamos contatar a escola. Nós fizemos isso e a Escola Estadual Doutor Alarico Silveira abraçou a ideia. Ela fica no bairro da Barra Funda em São Paulo e tem 500 alunos. Nós acompanhamos as turmas do período da manhã, do ensino médio, por três meses. O projeto do filme entrou no currículo da escola. Ele foi construído pedagogicamente, com professores participando. Oferecemos oficinas de teatro, na época dos cartazes para a eleição nós também fizemos oficina. E, como na eleição o papel da mídia é importante, nós incentivamos e houve uma oficina de jornalismo. Um grupo de alunos se interessou e fez a cobertura da eleição. Tudo isso está no filme." Quais eram as principais reivindicações dos estudantes? "Uma pesquisa de 2015 feita pelo MEC mostra que 50% dos alunos do ensino médio evadem da escola pública. Os que ficam dizem que o que é mais importante é o clima escolar, a relação social. A maioria das reivindicações são preocupações sobre isso, sobre a escola ter vida: tanto discutindo pautas como feminismo, homofobia, lgbtqfobia, bullying. Eles identificaram que muitos estudantes sobrem bullying e queriam promover palestras e conversas na escola. Pediram torneios de esporte, música no intervalo. Tudo para dar vida para a escola e atrair mais alunos." Quais pontos da política nacional foram vistos também nesta eleição? "O filme faz referências o tempo todo à política nacional. A escola está no mundo. Quando comecei a pensar o filme, achei que a discussão de esquerda e direita não estaria lá, mas teve. Assim como também teve chapa feminista, LGBT, chapa do fundão. Você vê no filme alguma imaturidade política que também tem na discussão nacional. Por exemplo: uma chapa falou que não faria nenhuma proposta, porque político faz proposta e não cumpre, então dizia: ‘Vota em mim porque estou sendo honesto’. E a gente vê na votação nacional este discurso se repetindo." Assista ao trailer:
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12/03 - Ministro da Educação anuncia demissão de secretário-executivo da pasta; Rubens Barreto assume
Vélez não explicou motivos e disse que troca dá 'sequência às mudanças necessárias'. Desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho geraram disputa dentro do MEC. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez Geraldo Magela / Agência Senado O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou nesta terça-feira (12) a demissão do secretário-executivo da pasta, Luís Antônio Tozi. A exoneração é o mais recente capítulo das mudanças ocorridas dentro do Ministério da Educação (MEC), as quais analistas têm relacionado a uma disputa de poder entre dois grupos de funcionários. Conforme publicou o colunista do G1 Valdo Cruz, há uma "guerra" interna no MEC provocada por desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Essa disputa ficou mais evidente depois de uma sequência de polêmicas envolvendo atos do ministro da Educação, que acabaram sendo creditadas a um dos grupos e levaram à reorganização de funções na pasta. Resumo da crise no ministério O desempenho do ministro Vélez foi criticado por falta de resultados e por polêmicas como a do hino, na qual voltou atrás Ainda no carnaval, o ministro começou planejar mudanças, alterando funções de funcionários O grupo reagiu, criticando a influência do coronel-aviador Ricardo Roquetti junto ao ministro Bolsonaro determinou que Vélez fizesse demissões Diante dos rumores de mudanças de cargo e da exoneração de seus alunos, Olavo postou em uma rede social que eles deveriam deixar o governo; ele chegou a afirmar que as trocas tinham como objetivo frear a "Lava Jato da Educação" Na sequência, MEC exonerou funcionários e reafirmou que o compromisso de "apurar irregularidades" estava mantido Exonerações Com a demissão de Tozi, o MEC soma sete exonerações desde a tarde de segunda-feira (11). Em edição extra do Diário Oficial da União publicada na segunda, seis pessoas já tinham sido exoneradas: o chefe de gabinete, o secretário adjunto, um assessor especial e três diretores do MEC. Época: veja quem são os exonerados da crise no MEC Quem assumirá a vaga de Luis Antônio Tozi é Rubens Barreto da Silva, que na própria segunda tinha sido nomeado para o cargo de secretário-adjunto no ministério. A demissão de Tozi e a nomeação de Silva ainda não foram oficializadas, mas anunciadas no perfil do ministro no Twitter, horas depois de o presidente Jair Bolsonaro reafirmar apoio ao ministro Vélez Rodrigues. 'Guerra interna' no MEC O colunista Valdo Cruz informou em seu blog que o próprio ministro Vélez Rodríguez tem sido alvo de pressões para deixar o posto porque, na avaliação de integrantes do Palácio do Planalto, o ministro gerou mais polêmica do que ações efetivas desde que assumiu o posto. Questionado sobre o assunto nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que Ricardo Vélez Rodríguez prossegue no cargo. "Continua. Ele teve um problema com o primeiro homem dele. Mas está resolvido", declarou Bolsonaro. Uma das críticas à gestão Vélez era sobre a ação do coronel-aviador Ricardo Roquetti, que está entre os exonerados. Como publicou a Época, a rápida ascensão de Roquetti, que é um aluno de Olavo de Carvalho, teria distanciado o ministro da influência de outros militares que são integrantes do núcleo duro do governo desde a equipe de transição. Polêmicas Nos dois meses e meio à frente do MEC, Ricardo Vélez Rodríguez protagonizou algumas polêmicas, relembre: Pediu a escolas que filmassem alunos cantando Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC. Depois, voltou atrás; Disse em entrevista que o brasileiro parece um "canibal" quando viaja ao exterior. Depois, disse ter sido "infeliz" na declaração; Disse que a universidade não é para todos.
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12/03 - Após 'guerra' no MEC, Bolsonaro diz que Ricardo Vélez continua no comando do ministério
Questionado sobre eventual demissão do ministro da Educação, presidente disse que não haverá troca no comando da pasta. Ricardo Vélez tem colecionado polêmicas no governo. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, permanece no cargo, segundo o presidente Jair Bolsonaro Marcello Casal Jr. / Agência Brasil O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (12) que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, continua à frente da pasta. Indicado para o primeiro escalão pelo escritor e ensaísta Olavo de Carvalho, Vélez ficou na berlinda do governo e passou a ser cogitada a demissão dele após ele se envolver em uma série de polêmicas. O último episódio que fez o ministro da Educação balançar no cargo foi o confronto entre assessores da pasta apadrinhados por Olavo de Carvalho e militares nomeados pelo próprio Vélez. Nesta terça, enquanto aguardava no Palácio do Itamaraty a chegada do presidente paraguaio Mario Abdo Benítez para um almoço, Bolsonaro foi questionado por repórteres sobre se Vélez permaneceria no comando do Ministério da Educação (MEC). "Continua. Ele teve um problema com o primeiro homem dele. Mas está resolvido", respondeu o presidente da República aos jornalistas, referindo-se à demissão do secretário-executivo do MEC, Luís Antônio Tozi. “Eu tenho seis filhos e tenho problemas de vez em quando. Imagina com 22 ministros”, complementou Bolsonaro, que depois teve que se corrigir, esclarecendo que, na verdade, tem cinco filhos. Mais tarde, o próprio Vélez usou as redes sociais para dizer que está "100%" alinhado com o Palácio do Planalto. "E agora mais do que nunca focados na real mudança da educação no país e sempre ouvindo a voz de todos vocês. Seguiremos com a Lava Jato da Educação", escreveu o ministro, mencionando as investigações conduzidas pelo governo Bolsonaro para apurar supostos indícios de irregularidades em contratos do Ministério da Educação em gestões anteriores. 'Guerra no MEC' Segundo o blog do colunista do G1 Valdo Cruz, para tentar acabar com a guerra dentro do Ministério da Educação, o presidente da República determinou que Vélez demitisse não só os assessores ligados a Olavo de Carvalho mas também os militares que estavam gerando insatisfação no escritor e "guru" do atual governo. As primeiras exonerações do MEC foram oficializadas nesta segunda-feira em uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União". A Casa Civil exonerou seis nomes que ocupavam cargos do alto escalão do Ministério da Educação: o chefe de gabinete, o secretário adjunto, um assessor especial e três diretores da equipe de Vélez. Na mesma edição do "Diário Oficial", o governo também publicou uma portaria nomeando novos ocupantes para três dos seis cargos que ficaram vagos. O cargo de assessor especial e os dois cargos de diretores de programas do MEC não tiveram novas nomeações. Um dos seguidores de Olavo de Carvalho exonerados do governo, Silvio Grimaldo afirmou no último domingo (10), em uma rede social, que o ministro da Educação "precisa se livrar dos maus conselheiros e dos falsos amigos". Segundo Grimaldo, um grupo de seguidores do "guru" do governo Bolsonaro foi nomeado para cargos dentro do Ministério da Educação assim que o presidente assumiu o comando do Palácio do Planalto. "Entre outras coisas, esse grupo tinha em comum o fato de serem alunos, leitores ou admiradores do professor Olavo de Carvalho", escreveu o agora ex-assessor especial do ministro da Educação. "E esse grupo incomodava. Pouco, mas incomodava. Pois era ele quem sempre cobrava mais alinhamento com o presidente da República, mais fidelidade ao Bolsonaro, mais fibra e mais, digamos, faca na bota e sangue nos olhos", acrescentou Grimaldo na rede social. Coleção de polêmicas Outra polêmica recente envolvendo Ricardo Vélez se deu no final de fevereiro quando o Ministério da Educação enviou um e-mail para as escolas do país pedindo a leitura de uma carta do ministro e orientando que, logo após, os responsáveis pelas escolas executassem o Hino Nacional e filmassem as crianças durante o ato. A carta se encerrava com as frases "Brasil acima de tudo" e "Deus acima de todos", que foram o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro nas eleições. A iniciativa foi alvo de críticas de educadores e juristas e motivou um processo de apuração pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e uma representação de parlamentares ao Ministério Público Federal. Diante da repercussão negativa, o MEC recuou e mandou nova orientação às escolas, suspendendo a gravação dos estudantes cantando o Hino Nacional. Questionado sobre o caso em uma audiência pública no Senado, Vélez reconheceu que errou ao pedir que as escolas filmassem as crianças cantando o Hino Nacional sem a autorização dos pais. Outra polêmica protagonizada pelo titular da Educação ocorreu quando ele afirmou em uma entrevista à revista "Veja" que, viajando, o brasileiro é um "canibal", "rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião" e acha que "sai de casa e pode carregar tudo". "Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola", declarou Vélez à revista. Diante da declaração, um advogado entrou com uma interpelação judicial no Supremo Tribubal Federal (STF) para que o ministro esclarecesse a fala. Ao responder à Suprema Corte, Vélez disse que foi "infeliz" ao afirmar que brasileiro age como "canibal". O ministro também já gerou polêmica ao dizer que a universidade não é para todos e defender a inclusão da disciplina de educação moral e cívica no currículo do ensino fundamental para os estudantes aprenderem o que é ser brasileiro e quais são "os nossos heróis".
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12/03 - Guerra no MEC pode fazer segunda baixa no primeiro escalão do governo Bolsonaro
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, durante audiência na Comissão de Educação do Senado Geraldo Magela / Agência Senado Depois da demissão de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência, outro ministro do governo Bolsonaro está na corda bamba e pode cair em breve. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, está sendo alvo de pressões para deixar o posto. Se cair, será a segunda baixa do novo governo em menos de três meses de existência. Rodríguez foi indicado para o posto pelo guru do governo Bolsonaro, Olavo de Carvalho. O escritor, de direita, bancou sua nomeação e indicou vários assessores para ocupar cargos dentro do Ministério da Educação. Só que o ministro também nomeou para sua equipe militares, que entraram em confronto com o grupo de seguidores de Olavo de Carvalho, chamados de “olavetes”. Para tentar acabar com a guerra interna, o presidente Jair Bolsonaro determinou que o ministro demitisse não só assessores ligados a Olavo de Carvalho mas também militares que estavam gerando insatisfação no escritor e guru do governo atual. Foram seis exonerações no ministério e outras podem ser feitas, porque Olavo de Carvalho segue cobrando novas demissões. Dentro do Palácio do Planalto, há um sentimento de insatisfação em relação ao desempenho de Ricardo Vélez Rodríguez, que até agora gerou muito mais polêmica e pouca ação efetiva na linha desejada pelo presidente. Bolsonaro, inclusive, chegou a destacar recentemente que seu governo está fazendo uma “Lava Jato da Educação”, investigação em contratos que seriam suspeitos realizados em administrações anteriores. Editoria de Arte/G1
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